sábado, 19 de setembro de 2026

Autobiografia de um fora-da-lei: uma história do Estado brasileiro, os 10 primeiros capítulos - Paulo Roberto de Almeida

Autobiografia de um fora-da-lei: uma história do Estado brasileiro, os 10 primeiros capítulos

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Listagem dos dez primeiros capítulos da série.

  

Tive a ideia de escrever uma história autobiográfica do Estado brasileiro nos “bons tempos” do lulopetismo triunfante, ou seja, nos dois primeiros mandatos de Lula, não porque eu achasse que ele fosse um fora-da-lei propriamente dito, mas porque o Mensalão e depois o Petrolão (isso bem antes da Lava Jato) me diziam que algo era típico das instituições de Estado, independentemente de esquerda ou direita: o patrimonialismo, a corrupção geral e a desfaçatez com a qual os mandarins do Estado, e os políticos salafrários, se apossam dos recursos públicos e dos bens do próprio Estado para o seu usufruto pessoal. O lulopetismo entrava apenas numa nova metodologia da corrupção, o que eu explicava em termos marxistas: antes do PT, havia um modo artesanal de produção da corrupção, cada político arrumando uma ONG familiar, preparando algum edital adequada ao desvio de dotações, enfim, o roubo geralmente individual. Com o PT, entramos num modo industrial de produção da corrupção, com o partido organizando o saque do Estado, comprando parlamentares e até bancadas inteiras para alimentar seus projetos estatais (e o que saía nas margens).

Mas a Lava Jato submergiu o projeto original, pois como diria Lênin, se tratava de uma etapa superior de produção da corrupção, quando ela passa a se imiscuir em cada brecha do próprio Estado, numa colusão bem-sucedida de políticos e mandarins do Estado com os grandes magnatas da economia, empresas gigantescas que, abandonam o lado “utópico” da corrupção, para passar ao seu estágio “científico”, com planejamento, planilhas, organização e métodos, paraísos fiscais e todo o resto. O projeto ficou parado durante algum tempo.

Quando comecei a colaborar regularmente com a revista Será? – um empreendimento simpático e inteligente de alguns pernambucanos e outros espíritos livres em outras partes do Brasil –, achei que seria uma oportunidade para avançar e dar continuidade a esse projeto, que já tinha planejamento para mais de 50 capítulos. Por enquanto estou nos dez primeiros, mas já com um esquema para os próximos, de modo relativamente cronológico, ou seja, partindo de nossas raízes lusitanas para chegar aos tempos atuais.

Acredito que a realidade é bem mais rica do que a minha imaginação criadora, em todo caso bem-informada por um conhecimento amplo de nossa evolução histórica, que evidencia um itinerário exemplar de aperfeiçoamento da corrupção e dessa mania quase genética de viver à margem da lei, que parece ser a nossa doença de origem. Como se diz frequentemente, “aos amigos tudo, aos inimigos apenas a lei”, o que talvez resuma a chamada “alma nacional”. Não sei bem onde vai chegar este “fora-da-lei”, mas aguardando novos lampejos de imaginação, apresento a seguir apenas o registro de cada um dos dez primeiros capítulos, bastando aos curiosos acessar os links indicados do site da revista Será? ou os do meu blog Diplomatizzando, onde eles são invariavelmente divulgados.

Espero não estar falseando muito a história do Estado brasileiro, mas esse lado fora-da-lei, ou seja a corrupção endêmica, epidêmica e disseminada, me parece o lado menos distinguido em nosso itinerário de meio milênio, com mais de duzentos anos de independência, isto é, de corrupção feita em casa, por métodos originais e altamente pervasivos e resilientes. Ela agora chegou ao seu sommet, o ápice tentacular de velhos hábitos que foram capturando os mais altos mandarins do Estado, aqueles mesmos que deveriam, em princípio, garantir a higidez das instituições. Eu, como Estado, não existo no vácuo, apenas reproduzo o que fazem de mim os que comandam as instituições da governança, com suas paixões e interesses, suas ambições desmedidas e alguns poucos gestos de desprendimento, enfim, a síntese de nossas contradições permanentes e insanáveis vícios de comportamento.

Sem mais, tergiversações, vamos ver o que andamos fazendo até aqui, com uma promessa de fazer uma história a mais sincera possível, baseada na verità effettuale de la cosa, como diria Niccolò, um cara que me ensinou muitas coisas nesse domínio do poder do Estado, sem quaisquer ilusões românticas, ou seja, la realtà concreta ed effettiva dei fatti politici, sem qualquer concessão a apresentar o mundo como ele dovrebbe essere. Por falar em Macchiavelli, tenho de fazer uma nova edição, atualizada, do livro que publiquei em 2010, O Moderno Príncipe, pois são tantos os aggiornamenti que acabo me perdendo...

 

1645. “Autobiografia de um fora-da-lei, 1: a trajetória do Estado brasileiro”, Brasília, 5 maio 2026, 4 p. Introdução a uma biografia sincera de um contraventor da lei e dos bons costumes: o Estado brasileiro, narrada, de forma inédita, na primeira pessoa. Revista Será? (ano xiv, n. 710, 15/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1-a-trajetoria-do-estado-brasileiro/); divulgado no Diplomatizzando (15/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1.html). Relação de Originais n. 5303.

 

5304. “Autobiografia de um fora-da-lei, 2: o Estado visto por ele mesmo”, Brasília, 5 maio 2026, 4 p.; revisão: 20/05/2026. Uma questão de método: como o Estado pode escrever sua própria biografia? Revista Será? (ano xiv, n. 711, 22/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-2-o-estado-visto-por-ele-mesmo/); divulgado no Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-2-o.html). Relação de Publicados n. 1647.

 

5305. “Autobiografia de um fora-da-lei, 3: do nascimento a tempos incertos”, Brasília, 6 maio 2026, 4 p. Das origens ao vice-reinado: uma trajetória colonial a serviço da metrópole. Revista Será? (ano xiv, n. 712, 5/06/2026; link: https://revistasera.info/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-3-do-nascimento-a-tempos-incertos/); divulgado no Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-3-do.html ). Relação de Publicados n. 1650.

 

5342. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 4: de colônia a Reino Unido ao de Portugal e uma promoção merecida a Império independente”, Brasília, 6 junho 2026, 4 p. Continuidade da série sobre a história do Estado brasileiro, para a revista Será? (ano xiv, n. 715, 26 junho 2026; link: https://revistasera.info/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-4-de-colonia-a-reino-unido-ao-de-portugal-e-uma-promocao-merecida-a-imperio-independente/); divulgado no blog Diplomatizzando (26/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-4-de.html); resumo comentado por Demoiselle IA, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, registrado sob n. 5379; divulgado no blog Diplomatizzando (28/06/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/a-autobiografia-do-estado-relida-e.html). Relação de Publicados n. 1652.

 

5347. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 5: como me livrei dos portugueses, mas acabei ficando com os oligarcas nacionais”, Brasília, 9 junho 2026, 4 p.; revisão 8 julho 2026, 5 p. Continuidade da série sobre a história do Estado brasileiro. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 707, 10/07/2026; link: https://revistasera.info/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-5-como-me-livrei-dos-portugueses-mas-acabei-ficando-com-os-oligarcas-nacionais/). Divulgado no blog Diplomatizzando (10/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-5-como.html). Relação de Publicados n. 1654.

 

5394. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 6: chegando ao desafio da República”, Brasília, 9 julho 2026, 4 p. Continuidade da série, desta vez fazendo um resumo reflexivo, antes de prosseguir. Enviado em 15/07/2026. Publicado na Revista Será? (ano xiv, n. 721, 24/07/2026; link: https://revistasera.info/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-6-chegando-ao-desafio-da-republica/); republicado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-6.html). Relação de Publicados n. 1655.

 

5396. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 7: o Barão em todos os seus estados”. Brasília, 10 julho 2026, 4 p. Mais um capítulo da história de um transgressor moderado. Encaminhado em 29/07/2026. Publicado na Revista Será? (ano xiv, n. 723, 7 de agosto de 2026; link: https://revistasera.info/2026/08/autobiografia-de-um-fora-da-lei-7-o-barao-em-todos-os-seus-estados/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/autobiografia-de-um-fora-da-lei-7-o.html). Relação de Publicados n. 1664.

 

5430. “Autobiografia de um fora-da-lei, 8: Canudos, um crime que atingiu precocemente minha reputação”, Brasília, 9 agosto 2026, Revisão 16/08/2026, 4 p. Sobre Canudos, uma ferida ainda não devidamente cicatrizada. Reenviado em 19/08/2026. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 725, 21/08/2026; link: https://revistasera.info/2026/08/autobiografia-de-um-fora-da-lei-8-canudos-um-crime-que-atingiu-precocemente-minha-reputacao/); republicado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/autobiografia-de-um-fora-da-lei-8.html). Relação de Publicados n. 1665.

 

5436. “Autobiografia de um fora-da-lei, 9: das oligarquias que me serviram”, Brasília, 25 agosto 2026, 4 p. As oligarquias, sempre a meu serviço; alguma novidade nisso? Para a série da história do Estado brasileiro, na revista Será? (ano xiv, n. 727, 4/09/2026, link: https://revistasera.info/2026/09/autobiografia-de-um-fora-da-lei-9-das-oligarquias-que-me-serviram/); disponível no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/autobiografia-de-um-fora-da-lei-9-das.html). Relação de Publicados n. 1667.

 

5437. “Autobiografia de um fora-da-lei, 10: comunismo e fascismo, meus filhos”, Brasília, 27 agosto 2026, 4 p. Sobre as ideologias de Estado, das quais não consegui escapar. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 729, 18/09/2026, link: https://revistasera.info/2026/09/autobiografia-de-um-fora-da-lei-10-comunismo-e-fascismo-meus-filhos/); disponível no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/autobiografia-de-um-fora-da-lei-10.html). Relação de Publicados n. 1668.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5465: 19 setembro 2026, 4 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/autobiografia-de-um-fora-da-lei-uma.html  

 

A Política Externa e as Eleições Presidenciais no Brasil em 2010 e em 2026 - Paulo Roberto de Almeida

  

A Política Externa e as Eleições Presidenciais no Brasil em 2010 e em 2026

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor

Um assunto objeto de debate em 2010, mas aparentemente inexistente em 2026.

 

No final de julho ou no início de agosto de 2010, estando fora do Brasil, recebi o convite de um estudante de relações internacionais da UnB para participar de um debate sobre a política externa nas eleições daquele ano, final do segundo mandato de Lula. A sua “gerente do PAC”, ministra da Casa Civil Dilma Rousseff já tinha sido escolhida como sua sucessora, em lugar de outros petistas graúdos e talvez mais preparados intelectualmente do que a grosseira ministra – que destratava diplomatas, como eu próprio constatei pessoalmente –, encarregada do fantástico “programa de aceleração do crescimento”, que ela conduziu a uma desaceleração estrondosa e à maior crise da história econômica do país, ao início do seu segundo mandato, em 2014-2015 (bem maior, em todo caso do que a crise de 1930-31).

Aceitei participar enviando meus comentários por escrito, o que foi aceito e lido pelo organizador da conferência, que depois me enviou comentários feitos na ocasião, e que nunca havia revelado. Como estamos às vésperas de uma nova corrida eleitoral, na qual a política externa praticamente não existe, isto é, um verdadeiro debate sobre a política externa e outros temas entre os principais candidatos, a não ser, de um lado, invectivas unilaterais sobre a “defesa da soberania” e, de outro, a incitação a uma vergonhosa interferência externa do chamado “imperador hemisférico” a pedido da família amiga de milicianos.

Não pretendo agora, inclusive porque seria inútil, formular comentários pessoais sobre essa temática na presente campanha de 2026. O que fiz foi recuperar o trabalho 2171/2010, escrito em Shanghai, quando fui convidado para esse debate na UnB, e qual não pude atender a não ser indiretamente. Transcrevo, em seguida, os comentários recebidos sobre as minhas posições, da parte de outros participantes, e apenas revelo o nome do professor Amado Cervo por ele já ter falecido, em relação ao qual eu nunca escondi minhas críticas em relação à sua ingenuidade e ignorância econômica. Creio que isto basta por enquanto, uma vez que não temos, e talvez não tenhamos (se houver segundo turno) um debate consequente sobre esses temas cruciais, uma vez que estamos enfrentando agora uma verdadeira interferência externa nas nossas eleições. Deixo postado esse material, esperando que possa ser útil aos curiosos e outros interessados academicamente ou jornalisticamente no tema.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5464: 19 setembro 2026, 1 p.

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A Política Externa e as Eleições Presidenciais no Brasil em 2010

  

Paulo Roberto de Almeida

(www.pralmeida.org; pralmeida@me.com)

Comentários para um debate acadêmico [enviados por e-mail]

  

Meus comentários, nem é preciso dizer, são absolutamente pessoais e nem de perto ou de longe são assimiláveis à política externa oficial, essa em curso atualmente no Brasil; posso até dizer que nunca antes neste país um disclaimer deste tipo, tal como empregado em ocasiões do gênero, foi tão válido quanto este que agora faço, por dever de ofício. Sendo diplomata, meus comentários serão totalmente não diplomáticos. 

 

Inicialmente, creio que todos concordarão comigo numa coisa: numa campanha eleitoral tão manifestamente aborrecida como esta de 2010, com debates entre os candidatos presidenciais tão rigorosamente enfadonhos como os que estamos assistindo, com tantas platitudes sendo ditas em torno dos temas habituais de campanha – crescimento, emprego, políticas públicas para isso e para aquilo, mais um ministério no vasto organograma do governo – talvez não seja de surpreender que, pela primeira vez, a política externa seja, de verdade, o único campo que possa diferenciar os dois principais candidatos em liça.

Sim, porque nos temas de política econômica e de políticas sociais, os candidatos vêm se esforçando para serem rigorosamente os continuadores ampliados de tudo o que aí está: Bolsa-Família, bolsas e mimos de diversos tipos para empresários e banqueiros, subsídios e proteção às empresas nacionais, cuidados com a segurança, a saúde e a educação de todos, enfim, o desfile habitual de promessas hipócritas e de compromissos com todos os grupos de interesse para atender a todos os seus desejos e para se engajar em qualquer coisa que a imaginação dos marquetólogos políticos seja capaz de conceber.

Vou deixar de lado a candidata supostamente ecológica [Marina Silva, do PV] e o revolucionário geriátrico [Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL] porque, a despeito da capacidade de cada um de desviar votos dos dois principais candidatos, pela novidade dos discursos e pela própria necessidade de muitos eleitores de escapar à pasmaceira reinante no campo dos dois grandes, eles não dispõem, manifestamente, de condições para serem levados a sério, independentemente do fato que conduzirão, inevitavelmente, a disputa ao segundo turno. A candidata ecológica possui uma plataforma de política externa quase ao estilo do velho Itamaraty, morna, enfadonha, politicamente correta, sem grandes sobressaltos e sem grandes novidades, a não ser a promessa de defesa enfática dos direitos humanos, o que, na atmosfera complacente com ditadores de todo gênero que prevalece atualmente, deve ser saudado como proposta bem-vinda. Quanto ao revolucionário da terceira idade, ele está muito bem para encantar plateias já convencidas, como assembleias da UNE, encontros do Foro Social, reuniões da Via Campesina e coisas do gênero, mas não tem nenhuma importância para o Brasil real e para o mundo como o conhecemos.

Bem, chega de alternativos, vamos ao que interessa.

 

No campo oficial, o que se promete é mais do mesmo. Que seja; não deve mesmo ser diferente, em se tratando do mesmo grupo político que ocupa o poder desde 2003, e que gostaria de se aboletar nele pelos próximos 25 anos. Como? Ocupando todas as esferas e nichos do aparelho de Estado com seus militantes aguerridos e seus homens de combate, promovendo a validade de suas teses políticas e suas posições diplomáticas, ao estilo do Nosso Guia: “nunca antes neste país...”. De fato, nunca antes neste país a política externa tinha sido empregada de forma tão acintosa para realçar a figura do próprio presidente da República, nunca antes neste país as teses de um partido, na verdade de um grupo do partido, tinham ocupado espaço tão relevante na diplomacia oficial, na agenda do Itamaraty. Também, nunca antes neste país um ministro de Estado de carreira [Celso Amorim] tinha se filiado a um partido. Isso não ocorreu nem na ditadura militar, quando os diplomatas de carreira ocuparam com maior realce a chefia do Itamaraty. Não se diga que políticos ocuparam a chancelaria, pois isto é normal em democracias consolidadas, que pessoas saídas das fileiras congressuais e dos partidos tenham sido designadas para chefiar a chancelaria.

De fato, o que distingue a diplomacia atual é que ela é rigorosamente partidária, com menor importância, portanto, sendo dada às posições tradicionais do Itamaraty. O que pode mudar então, no caso da eleição da candidata oficial? O estilo claro. Nunca jamais, no futuro deste país, teremos um chefe supremo da diplomacia tão, como direi?, exageradamente exibido, tão pitorescamente presente em todos os cenários abertos à sua participação, quanto o Nosso Guia atual. Nunca jamais teremos alguém com essa inacreditável capacidade de improvisação discursiva, de imaginação vocabular quanto o presidente atual. Nunca mais teremos o inacreditável desaproveitamento dos discursos oficiais, trabalhosamente preparados pelos diplomatas do Itamaraty, nas cerimônias solenes presididas pelo chefe de Estado. Se supõe que a candidata oficial, convertida em presidenta do Brasil, se atenha rigorosamente aos enfadonhos discursos preparados na linha do politicamente correto pelo Itamaraty, inclusive por razões de carências na sintaxe básica e de dificuldades com a gramática [mas seu vice já era Michel Temer, o campeão inexcedível das mesóclises e das construções literárias e jurídicas sofisticadas].

O estilo, portanto, deve mudar, e muito. E se o estilo é o próprio homem, como diria o conde de Buffon, neste caso a mulher, alguma coisa talvez mude, embora eu esteja propenso a acreditar que pouco mudaria nas linhas básicas da política externa partidária atual. A mesma complacência com os pequenos atentados à união aduaneira do Mercosul, a mesma diplomacia da generosidade em relação aos vizinhos, a mesma disposição a financiar projetos que reduzirão, supostamente, as assimetrias regionais, a mesma leniência com atentados aos direitos humanos por ditadores conhecidos e com as violações aos princípios democráticos por candidatos a caudilhos autoritários, enfim, tudo isso é previsível que ocorra, pois é isso o que JÁ ESTÁ acontecendo hoje, sob os nossos olhos, que custam a crer que o Itamaraty esteja envolvido em tudo isso.

Claro, tem o discurso da importância internacional do Brasil, sua visibilidade nos cenários econômicos e políticos mundiais, a projeção alcançada por sua diplomacia hiperativa, a capacidade de ser um líder regional, até mesmo a condição de candidato a potência mundial. Tem também a alegação da defesa da soberania, aquela história sempre repetida de não descalçar sapatos, a coragem de dizer não, a ousadia de ter posições próprias sem pedir permissão aos grandes, as iniciativas de realizar encontros e organizar novas entidades sem tutela e sem a presença do Império. Tudo isso é alegado como marca distintiva da nova diplomacia brasileira, e que promete se prolongar num regime de continuidade. Se isso é verdade, então não há muito mais a acrescentar; basta confirmar que teremos, sim, continuidade das mesmas linhas diplomáticas, o mesmo continuísmo partidário, e tudo está dito, não é preciso acrescentar mais nada sobre as posições da candidata: elas serão as do seu guia e mentor. Ponto.

 

Restam então as posições, ou promessas, do candidato oposicionista [José Serra], que pouco disse, até agora, de estruturado, sobre a sua eventual política externa, a não ser frases soltas em discursos. Sabemos, por exemplo, que o Mercosul é uma porcaria, que ele não serve, e que possivelmente os arranjos atuais serão revistos no sentido de dar mais liberdade de política comercial ao Brasil. Sabemos que o candidato não gosta de ditadores e de violadores dos direitos humanos e que ele nunca alinharia o Brasil com alguns dos personagens que aparentemente se converteram em amigos do presidente atual. Sabemos também que ele pretende acabar com o monopólio do Itamaraty na formulação da política comercial e na negociação de acordos nessa área, e que ele pretende, de modo geral, conduzir uma diplomacia mais pragmática, mais consistentemente alinhada com as posições tradicionais do Itamaraty, no lugar da diplomacia ideológica e partidária que hoje ocupa todos os espaços na política exterior do Brasil.

Isso parece ser tudo, mas é na verdade muito pouco, pois não temos ainda plataforma de campanha, como aquelas já apresentadas pela candidata da situação (é verdade que trocadas três vezes). O candidato da oposição fica devendo seus pontos programáticos, de maneira a nos permitir julgar o conteúdo exato de seu pensamento em política externa. Inclusive porque o PSDB não é um partido tão avassaladoramente “ocupacionista” de nichos no Estado como o PT, se supõe que a diplomacia voltará a fluir a partir de seus canais habituais no Itamaraty, havendo inclusive uma grande chance para que a chancelaria venha a ser novamente ocupada por algum diplomata – talvez aposentado e provavelmente apartidário, ainda que simpático aos tucanos – e que a assessoria presidencial venha a ser novamente monopolizada pelos itamaratecas, como habitualmente são chamados os diplomatas profissionais. Quanto ao resto, ou seja, o que mais faria, ou fará, o candidato da oposição, se e quando no comando do Estado, parece ser um tanto misterioso, tanto porque é proverbial sua tendência centralizadora e um tanto concentradora de decisões.

 

Finalmente, um último comentário sobre a importância disso tudo para o Brasil, em geral, e para a população brasileira em particular. Eu diria, sem querer parecer pessimista ou contrarianista, que muito pouco, quase nada, do que vem sendo discutido em matéria de política externa apresenta importância efetiva para o Brasil ou relevância real para a vida diária dos brasileiros. À parte as questões óbvias de conquista de mercados externos e de concorrência nos mercados internos de bens e serviços – considerando-se também que o Brasil ainda é um país muito fechado – os temas de política externa são praticamente marginais ou periféricos aos grandes problemas do Brasil atualmente.

Nada, ou quase nada do que o Brasil fizer no plano externo tem a capacidade ou a virtude de mudar substancialmente a vida dos brasileiros se a própria sociedade brasileira não se engajar decisivamente num conjunto de reformas em áreas que constituem manifestamente problemas, ou limitadores das possibilidades brasileiras de crescimento, de melhoria das condições de vida, de progressos em suas instituições políticas, de avanços nos planos da educação e da saúde, em resumo, de saltos significativos no bem-estar da população.

Senão vejamos: o Brasil tem hoje um problema macroeconômico de baixa poupança, de baixas taxas de investimento e, portanto, de poucas alavancas para um ritmo mais vigoroso de crescimento. Isso não tem nada a ver com o ambiente externo ou com a diplomacia oficial. Tem a ver com a despoupança estatal, com a imensa capacidade extrativa e extratora do Estado brasileiro, com o fato de que ele gasta muito consigo mesmo e que investe pouco, portanto. Este é um problema brasilo-brasileiro, não um problema de relações internacionais.

O Brasil tem hoje um quadro fiscal em deterioração progressiva, uma previdência tecnicamente falida, uma educação pública de péssima qualidade (e piorando), saúde pública em condições deploráveis, com disseminação de doenças epidêmicas e deterioração dos equipamentos hospitalares, tem uma das piores situações de segurança pública das grandes sociedades urbanizadas, tem uma taxa de corrupção oficial escandalosamente alta, tem instituições governamentais entrópicas, um mandarinato extensivo e autocentrado, preocupado apenas com seus privilégios nababescos em certos casos. Todos esses problemas são made in Brazil, não têm nada a ver com o ambiente externo.

 

Em contrapartida, o governo brasileiro atual pratica uma diplomacia da generosidade típica de país rico, como se toda a população brasileira já vivesse em situação confortável, sem qualquer tipo de problema material, para que o Estado possa fazer essas doações de milhões de dólares em favor de governos e populações estrangeiras, numa estratégia que no máximo consegue reproduzir a assistência oficial ao desenvolvimento que os países ricos praticaram nas últimas seis décadas, com os resultados que se conhecem em termos de desenvolvimento (ou não) dos países mais pobres. O Brasil tem uma política de projeção externa que foi mais concebida para dar realce ao seu mandatário de ocasião do que para fazer o país conquistar a tão desejada liderança regional – ainda não aceita, diga-se de passagem – ou convertê-lo em potência verdadeiramente mundial. Nisso a diplomacia foi extremamente bem-sucedida, cabe ressaltar, mas acredito que esse estilo de diplomacia se encerra por aqui mesmo, sem capacidade de transferência a seu sucessor, ou sucessora.

O que o embaixador Rubens Ricupero chamou, em trabalho recente, de diplomacia “gaulliste” – do general De Gaulle –, supostamente aplicável à diplomacia brasileira da era Lula, é na verdade um arremedo de diplomacia soberanista e defensora do interesse nacional. Não vou me estender sobre isso agora, em vista de tudo o que já escrevi e do que já publiquei a respeito, e que já pode ser de conhecimento de alguns dos presentes.

De toda forma, as paixões desatadas em momentos como este, de campanha eleitoral, se prestam mal a uma avaliação ponderada, isenta, objetiva, do que seja uma diplomacia adequada a um país médio como o Brasil, interessado em primeiro lugar na prosperidade do seu próprio povo, na promoção dos direitos humanos e dos valores democráticos num mundo em transformação. Creio que teremos de aguardar ocasiões mais serenas, oportunidades mais tranquilas, para um novo debate em torno dessas questões.

Muito obrigado.

 

Paulo Roberto de Almeida

(Shanghai, 2171: 12 de agosto de 2010)

Postado no Blog Diplomatizzando em 30/10/2010 (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/10/politica-externa-do-brasil-e-as.html).

 

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Retomo, em 19 de setembro de 2026:

Não tenho certeza de que meus comentários tenham sido lidos em sua inteireza, suspeito que não, mas isso pouco importa agora. Em 22 de setembro de 2010, antes, portanto, que eu divulgasse o texto acima (publicado em meu blog apenas no dia 30/09/2010), recebi a seguinte mensagem, por e-mail, do organizador do debate:

 

On Sep 22, 2010, at 3:48 PM, [organizador] wrote:

 

“Prezado professor,

Peço desculpas pela excessiva demora em enviar uma resposta. Tal atitude não condiz com a prontidão que o senhor teve em responder meus e-mails. Neste momento, estou realizando um intercâmbio acadêmico no [país] e eu acabei esquecendo minhas anotações acerca do debate no Brasil. Entretanto, depois de uma conversa com demais colegas petianos [o órgão dos alunos que organizou o debate], pude recolher os principais pontos debatidos e as repercussões.

O professor Alcides [Vaz], que moderou o debate, foi bastante sucinto em seus comentários e concordou com o senhor em dois pontos principais: a mesmice dos debates políticos e a subutilização da política externa como meio de melhoria da vida do cidadão comum. Ademais, de interessante, o professor ressaltou que temas de política externa poderiam porventura virem a serem utilizados como estratégia de marketing. Entretanto, um debate substantivo parece distante.

Quanto ao professor [do Departamento], ele fez elogios ao tom, de acordo com o mesmo, irônico de algumas críticas e ressaltou, assim como expresso no seu discurso, que as propostas de política externa nos programas dos candidatos são pífias e, praticamente, inexistentes. Somente na candidata Marina Silva o professor conseguiu encontrar ideias mais claras e, mesmo assim, bem restritas aos temas de meio ambiente. No mais, o professor comentou que em caso de segundo turno, o debate não deve ganhar em termos de qualidade. O professor também concordou com algumas críticas feitas pelo professor Amado [Cervo], em especial com relação a ideia de que algumas linhas de política externa do governo Lula, como a busca por destaque em foros multilaterais, já haviam sido iniciadas durante o governo de FHC.

O professor [Amado] Cervo foi bastante crítico quanto às suas afirmações acerca de uma diplomacia excessivamente politizada e partidária. Ele defendeu que a diplomacia que vem sendo realizada no Brasil é uma diplomacia de Estado, ou seja, que tem continuidade, apesar das mudanças entre governos. O professor defendeu o papel do Estado como gestor e defensor dos interesses nacionais bem como criticou propostas de excessiva liberalização econômica. De acordo com o mesmo, a busca de parceiros preferenciais, como a Índia, e o estabelecimento de acordos comerciais que têm como objetivo primordial o ganho de representação e status por parte da diplomacia brasileira - a entrada no clube do poder - são, de fato, importantes e devem ser mantidos.

Por fim, quanto ao público, o resultado foi bastante satisfatório. Após o debate, recebemos pelo menos cinco e-mails questionando-nos acerca da possibilidade de circulação do seu texto. Portanto, repasso a pergunta. Seria possível divulgar o texto através do grupo de e-mails dos estudantes de Relações Internacionais da UnB? [Creio que autorizei, depois de pequenos ajustes, quase imediatamente e depois postei em meu blog, como acima indicado].

Agradeço, uma vez mais, pela colaboração e prontidão em contribuir com o debate.

Desejo sucesso e um bom final de ano ao senhor.

Em nome do PET-REL, me despeço e reafirmo as palavras do professor Alcides de que o senhor é convidado a contribuir em debates e atividades da UnB sempre que assim desejar. Abraços.”

[Organizador]

 

            =================

 

Minha resposta seguiu dois ou três dias depois, ou seja, antes do final de setembro de 2010:

 

“Caro [organizador]

Muito grato pelos seus comentários, mesmo tardios, o que compreendo totalmente.

Esperava esse tipo de atitude do professor Amado, um grande pesquisador, de quem sou amigo pessoal, mas do qual discordo completamente nessas posições de política externa. E não apenas porque ele é grande amigo, admirador e apoiador entusiasmado do Samuel Pinheiro Guimaraes, mas também porque o Amado é um grande ignorante em matérias de economia, o que considero lamentável, pois a obrigação de um professor é a de se informar devidamente e corretamente sobre os movimentos reais da economia mundial, não ficar repetindo as bobagens de certas correntes de opinião.

Em todo caso, agradeço a sinceridade de seus comentários.

Vou revisar o meu texto, para liberá-lo. Apenas correções formais, pois não me incomoda ser visto como opositor dessa política externa que aí está, mesmo com a previsível vitória da mesma tropa atualmente no poder.

O abraço do

Paulo Roberto Almeida

pralmeida@me.com

www.pralmeida.org

diplomatizzando.blogspot.com”

 

 ===============

Paulo Roberto Almeida

Brasília, 19 setembro 2026, 9 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/a-politica-externa-e-as-eleicoes.html 

 

Citações e agradecimentos a um tal de Paulo R. Almeida, em artigos de terceiros

Citações e agradecimentos a um tal de Paulo R. Almeida, em artigos de terceiros

 

Verificação das citações indevidas na plataforma Academia.edu; exercício conduzido a partir desta página: https://www.academia.edu/citations?top_ids=134523927224

 

Recebi hoje, 19/09/2026, a seguinte mensagem de Academia.edu, depois de ter renovado meu pagamento de assinatura do serviço Prime.

Fui verificar o conjunto de “citações”, e acabei apagando dezenas de atribuições indevidas, de trabalhos de homônimos ou quase homônimos, pois a “burrice” do sistema de referências da plataforma Academia.edu acaba “pescando” qualquer nome aproximado do meu.

Mas, limpando o conjunto, acabei descobrindo todos aqueles que de fato citam meus trabalhos, que chamam a atenção para alguns dos meus argumentos em trabalhos já esquecidos, assim como novas referências em trabalhos mais recentes.

 

Aqui o resultado de minha garimpagem e limpeza:

 

This is me

Leaders, ideas, national interests, and economic strategies: Explaining the regional integration decisions of Mexico and Brazil

 

Roberto Genoves

Regional integration agreements (RIAs) facilitate economic integration by allowing member countries access to each other's markets and by removing or reducing trade and investment barriers. Their increasing influence on international patterns of trade and investment flows has stimulated substantial academic work. Yet, scholars note that we lack an adequate comprehension of the factors that cause governments to seek RIAs, and why they prefer a particular type of integration arrangement. These are important questions because they speak to the forces that shape cooperation among states, a vital issue in international relations with implications for global governance. Using an eclectic analytical approach, this investigation tackles those questions by focusing on the relative role of governmental leaders, ideas, national interests, and economic development strategies. It does so via a comparative study of the foreign policy processes and decisions that led Mexico and Brazil to seek economic integration with neighbors within their respective North and South American regions, which resulted in the North American Free Trade Agreement (NAFTA) between Mexico, the United States and Canada, and the Common Market of the South (Mercosur) between Brazil, Argentina, Paraguay and Uruguay. In-depth case studies of Mexico and Brazil are followed by a comparative analysis of similarities and differences in their respective processes and decisions. The main conclusion confirms the importance of powerful decisionmakers within the v executive as pivotal political actors whose preferences are critical in determining regional integration outcomes. Leaders choose the economic development strategy that establishes how they want to configure the country's relations with the world economy, which is a major factor influencing regional integration decisions. In turn, the interpretation of core national interests by top decisionmakers is an important variable shaping the choice of development strategy. Finally, leading policymakers' political and economic ideas represent a crucial intervening factor because they provide the lens through which national interests are interpreted, economic strategies are chosen, and specific integration policies are decided upon. The study was conceived as an empirical political investigation. It relies on data collected in Mexico and Brazil via interviews with local analysts and observers and relevant political and economic actors, and through archival research.

 

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I thank Ambassador Paulo Roberto de Almeida in particular for urging me to narrow the focus of my study to comparing the integration processes of NAFTA and Mercosur.

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Blocos Econômicos e suas Integrações Regionais - Relações Internacionais

Rogério Barrios

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CHALOULT, Ives; DE ALMEIDA, Paulo R. Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão o social. Editora LTr 1999. DA COSTA, Emília Viotti.

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Temáticas, n. 55, ano 28, 2020 – Dossiê "Práticas médicas e terapêuticas"

February 4, 2026

Revista Temáticas Unicamp

Os textos que compõem esse Dossiê demonstram diferentes expectativas a partir de crenças, chás e xaropes, diferentes relações com o uso de medicamentos, a experimentação das práticas integrativas e implicam em um universo de combate às dores e da busca pela cura. Para além do consultório médico, o diálogo com a ciência ocorre de forma muito diversa de modo a atender às necessidades dos pacientes que, através de suas experiências as transformam cotidianamente. Segue uma série de trabalhos de diferentes disciplinas, desde a história, passando pela antropologia e até abordagens sociológicas y filosóficas que estudam diferentes práticas e conhecimentos relacionados com a saúde.

 

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tatorial. A justificativa para tal disputa se encontrava nos No Brasil, José Carlos Sebe Bom Meihy, Paulo Roberto de Almeida, Thaís Battibugli e Ismara Izepe de Souza estudaram a temática. Mais recentemente há os estudos de

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Vol. 01, No. 01

January 5, 2026

Encuentro Latinoamericano: Revista de Ciencia Politica

In this issue: “O México na integração Latino-Americana”, by Beatriz Walid de Magalhães Naddi; “Lack of Preferences, Political Trust and Education Levels: Alternative Explanations for Invalid Votes in Brazilian Elections”, by Guilherme Arbache, Danilo Freire and Pietro Rodrigues; “What are the implications of locating the origins of universal equality and liberty within the 18th Century Western revolutions?”, by Ioana Cerasella Chis; “El impacto de la ayuda externa en el crecimiento económico de América Latina”, by Antonella Bancalari and Adriana Bonifaz; Book review of “Reflexiones sobre la Guerra (Michael Walzer)”, by Viviana Paola López Páez; Book review of “Las cacerías del hombre: Historia y filosofía del poder cinegético (Grégoire Chamayou)”, by Melany Cruz.

 

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net/que_es_la_alianza/la-alianza-del-pacifico-y-sus- objetivos/>. Acesso em: 01 ago. 2014. Almeida, Paulo Roberto de Almeida e Yves Chalout (1999): Avanços da regionalização nas Américas: cronologia analítica em Revista Bras

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Reciprocity in the FTAA: The Roles of Market Access, Institutions and Negotiating Capacity

January 6, 2026

Julio J . Nogues

The benefits of the FTAA to Latin American countries will materialize through two channels: improved access to the region's markets, and enhanced growth prospects through the strengthening of basic economic institutions. Furthermore, the importance of these negotiations is heightened by the fact that they are taking place against the failure of the Uruguay Round to liberalize agricultural trade, and the lack of progress in the ongoing negotiations of the Doha round. Under these conditions for Latin American countries, who are net exporters of different bundles of agricultural products, the FTAA could be the best opportunity for accelerating growth in the region. The analysis includes a discussion of these issues stressing the fact that in order for the reciprocal exchange of concessions agreed in the FTAA to result in an important liberalization of intra-regional trade, Latin American countries will have to negotiate with greater firmness than in the past.

 

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ercosul em sua primeira década (1991-2001): Uma avaliação política a partir do Brasil (Portuguese). Paulo Roberto de Almeida. INTAL-ITD-STA DD-14. 2002. The Trade Policy-Making Process Level One of the Two Level Game: Countr

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Feminismo, Gênero e Relações Internacionais

January 14, 2026

Xaman Minillo

Feminismo, gênero e relações internacionais / organização Natália Maria Félix de Souza, Fernanda Barth Barasuol, Cristine Koehler Zanella. - Ebook - Belo Horizonte [MG] : Fino Traço, 2023. 396 p. ISBN 978-85-8054-615-6

 

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sil de Getúlio Vargas e a formação dos blocos”), bem como dos “diplomata- acadêmicos” Celso Lafer e Paulo Roberto de Almeida. Ou seja, não inclui na grade de estudos qualquer autor ou autora negro ou negra, ou autoras branca

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DE PARIS A BELÉM: O BALANÇO DO ACORDO DE PARIS E AS EXPECTATIVAS PARA A COP30

January 15, 2026

José Almir BECKHAUSER Da Luz

A presente obra foi aprovada pelo nosso Conselho Científico-Editorial respeitando as diretrizes da Qualis/CAPES, quais sejam, originalidade, relevância, pertinência, embasamento teórico, densidade científica, metodologia e desenvolvimento, inclusive o sistema "double blind review", garantindo a isenção e imparcialidade do corpo de parecerista e a plena autonomia do Conselho Editorial, atestando a excelência da obra que apresentamos à sociedade.

 

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Sidney Guerra, Eliane Octaviano, Augusto Zanetti, Arnaldo Rivas, Augusto Jaeger, Paulo Emílo, Paulo Roberto de Almeida, Francisco Infante, Joana Stelzer, Vera Viegas Liquidato, Cristian Wittmann , Ricardo Seitenfus. Fo

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COVID-19 O Dever De Realizar O Acesso À Saúde No Mercosul

January 18, 2026

Alice Rocha

No ambiente de pandemia mundial causada pela Covid-19, o cumprimento do dever de acesso à saúde apresenta-se como um desafio, sobretudo, para os países em desenvolvimento que compõem o Mercosul. A imprevisibilidade no avanço da doença, associada aos custos do oferecimento do acesso à saúde pelo Estado tornam a tarefa ainda mais difícil de ser implementada de modo individual, o que reforça a necessidade de um esforço conjunto dos Estados membros do Mercosul para o enfrentamento da pandemia. Para tanto, serão utilizados o método hipotético dedutivo e  as técnicas de revisão bibliográfica. A conclusão é que, principalmente no atual momento em que os problemas são globais, as instituições mercosulinas não podem deixar de atuar em prol dos necessitados. Palavras chave: Mercosul, COVID 19, Direito à Saúde, Direito ao acesso à saúde.

 

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bordados pelas instâncias regionais em busca de soluções conjuntas. Também, não se pode olvidar que Paulo Roberto de Almeida (1999), com bastante precedência e clarividência, preconizou a literatura sobre a dimensão social d

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ENTRE A TELA E A CAIXA DE COMENTÁRIOS: O NEGACIONISMO HISTÓRICO DA BRASIL PARALELO EM A ÚLTIMA CRUZADA

February 1, 2026

Lidiane Cosmelli

A pesquisa investiga o negacionismo histórico produzido e difundido pela empresa Brasil Paralelo, tomando como objeto a série Brasil: A Última Cruzada e a recepção de seus episódios no YouTube. O trabalho busca compreender como o discurso audiovisual da produtora constrói sentidos sobre o passado nacional e de que modo esses sentidos são apropriados, reiterados ou tensionados pelo público nas caixas de comentários. A metodologia articula análise fílmica dos sete episódios da série, com atenção à narrativa, à montagem e à distribuição das vozes, e uma observação inspirada na etnografia virtual, voltada às práticas de interação e produção de sentido nas plataformas digitais. O estudo evidencia como a empresa mobiliza estratégias estéticas e retóricas que conferem autoridade ao discurso negacionista e sustentam uma pedagogia moral da história. Na recepção, observa-se a formação de comunidades interpretativas que reforçam visões leituras polarizadas e afetivas do passado, consolidando a série como instrumento de disputa simbólica e política no espaço público digital.

 

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Episódio 5 170 contada. A mulher que arquitetou a Independência do Brasil (2017), entre outros. Paulo Roberto de Almeida Diplomata Brasileiro Episódio 1, Episódio 6 Percival Puggina Jornalista e escritor. Escreve para o

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As politicas sociais do Banco Mundial para os paises em desenvolvimento

December 25, 2025

Raim Batista dos Santos Junior

Rosalina Ferreira Freitas e Elenita, amigos queridos e fontes de apoio e incentivo durante essa jornada. Ao Cientista Social José Anchieta do Nascimento, ao prof. MSc. Airton Sampaio, ao Haylson Rodrigues de Araújo e a profa. MSc. Maria Ilza da S. Cardoso, pelo apoio logístico, sem a qual esse trabalho teria sido muito mais difícil. Aos meus alunos na UNICAMP e da UFPI com os quais tive e tenho a honra de discutir muitas das minhas inquietações intelectuais e de trabalho.

 

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de possíveis ataques nucleares da antiga União Soviética, a um custo de US$ 26 bilhões. Como afirma Paulo Roberto de Almeida, o Guerra nas Estrelas colocou os soviéticos diante do custoso dilema de aumentar ainda mais a supe

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O circuito das roupas: a corte, o consumo e a moda (Rio de Janeiro, 1840-1889)

December 29, 2025

Joana Monteleone

podiam comprar roupas e acessórios de moda. A rua, no século XIX, tornou-se vitrine da crescente produção de bens de consumo ligados ao vestuário. No Rio de Janeiro, em especial, a rua do Ouvidor faz o papel de centro elegante da cidade, com lojas de produtos importados, arrumados em vitrines cuidadosamente pensadas. Essa nova "arrumação" urbana estimulava e era estimulada por uma nova atitude da sociedade: as mulheres passaram a sair de casa tanto para usufruir da cidade, em confeitarias e sorveterias e restaurantes, como para fazer compras. No século XIX, uma série de inovações tecnológicas garantiu a produção em massa de itens antes utilizados apenas por poucas pessoas. Luvas, chapéus, lenços, relógios, sapatos, guarda-chuvas, bengalas, bolsinhas faziam parte do guarda-roupa antes do século XIX. Busquei, ao longo desse trabalho demonstrar como esses dois processos interligaram-se, o capitalismo ascendente criando novos produtos e circuitos econômicos e a sociedade de corte brasileira alimentando, com a busca de signos de nobreza e tradição, o comércio internacional. O luxo e o dinheiro supriam a falta de tradição e história de comendadores, barões, viscondes, condes e duques. Essa nobreza, fruto da riqueza do café, não se pautava pelos ideais de honra e cavalaria, mas pelos novos símbolos burgueses de prestígio, essencialmente a riqueza material, expressa visualmente no vestuário. Por meio de um vestido, de uma cauda maior ou menor, de um babado mais ou menos marcado, de uma cor bem escolhida, de um colar ou de uma pulseira, podia-se, ao primeiro olhar treinado nas artes da corte, supor se uma mulher era filha de um nobre carioca, acostumada aos salões, ou uma fazendeira paulista tímida diante do ritmo frenético da rua do Ouvidor. A vestimenta foi, assim, fator de dinamização e modernização econômica na capital e, ao mesmo tempo, arma poderosa para as distinções sociais.

 

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presentou o telefone à d. Pedro II. Sobre as exposições universais ver o ótimo quadro preparado por Paulo Roberto de Almeida. Formação da diplomacia econômica no Brasil. São Paulo: Senac, 2001, p. 245 a 247; e também Francis

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João Neves da Fontoura, tribunos

December 29, 2025

Alexandre Moreli

Quando, em 1978, o cientista político Hélgio Trindade assinou a Introdução do oitavo volume da coleção biográfica Perfis parlamentares, escolheu alcunhar o retratado de “o tribuno parlamentar”. Figurava a apresentação em uma série editada pela Câmara dos Deputados, reunindo elementos biográficos e discursos selecionados para homenagear antigos e destacados membros da Casa. Nada havia de descuido na distinção escolhida por Trindade. Ainda que figurando em uma série a justamente publicar orações enunciadas no Parlamento brasileiro ao longo de sua história, a intenção era clara: destacar um tribuno nacional entre os tribunos nacionais. Não menos portadores de qualidades retóricas e literárias foram os discursos dessa mesma personagem enquanto representante do Brasil no exterior. Assim como as pujanças do estilo e da erudição definiram uma ascendente carreira pública do Rio Grande do Sul ao Palácio Tiradentes entre as décadas de 1920 e 1930, culminando com uma eleição à Academia Brasileira de Letras, em 1936, elas igualmente moldaram suas manifestações durante o período de refundação do multilateralismo parlamentar dos anos 1940 e 1950. Diante do entendimento de que não seria o Brasil “suficientemente forte”, a eloquência na defesa de princípios como a igualdade entre os Estados e a não intervenção, para além de uma singular capacidade de articulação política, constituiria trunfo diplomático indispensável (Fontoura, 1948d, p. 169). Assim forjou-se, entre tribunas nacionais e internacionais, a reputação literária, diplomática e a trajetória pública daquele que, como fez Trindade, visitamos: João Neves da Fontoura. Serão examinadas, em particular, duas importantes passagens de sua carreira ainda pouco presentes na historiografia. Primeiramente, em meio ao tempo das tribunas e das crises políticas nacionais, a eleição de Fontoura à ABL. Em um seg momento, no tempo das tribunas internacionais e dos conturbados anos da saída da Segunda Guerra Mundial e do início da Guerra Fria, suas missões como embaixador brasileiro em Portugal, entre 1943 e 1945, e como Ministro das Relações Exteriores, em 1946.

 

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Gama Tereza Cristina Nascimento França Oliveira Lima e a ABL: uma interação precoce, mas acidentada Paulo Roberto de Almeida Sergio Paulo Rouanet: diplomata, filósofo e pensador da cultura Graça Aranha: um escritor que deu v

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Problemáticas internacionales y mundiales desde el pensamiento latinoamericano

December 21, 2025

Ariadna Ediciones

Esta obra colectiva propone ser una guía para quienes se interesan en el pensamiento latinoamericano sobre temas internacionales y mundiales. A través del recorrido de las principales teorías, escuelas, redes, conceptos, doctrinas y figuras, busca incorporar, además de los abordajes propios de la diplomacia y las relaciones internacionales, los asuntos y estudios sobre temas internacionales y mundiales, así como los diversos ejes que los atraviesan, entre ellos, el derecho, la economía, la economía política o la dimensión cultural.

 

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orges (Coord.) Panorama actual de la integración latinoamericana y cari- beña, México: UNAM, 17-50. De Almeida, P. R. (1999) A dimensão social nos processos de in- tegração. En Y. Chaloult y P. R. de Almeida (Orgs.)

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ÀS VOLTAS COM OS MS DE RUBENS RICUPERO

December 22, 2025

Daniel Afonso da Silva

O ensaio analisa e contextualiza o livro Memórias (São Paulo: Unesp, 2024) do embaixador Rubens Ricupero. Apresenta seus principais aspectos em forma e conteúdo. Realça a extraordinária qualidade da narrativa da recomposição memorialística do embaixador. E procura situar Memórias na longa tradição de livros de memórias no Brasil.

 

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ver o importante artigo Memória e Diplomacia: o verso e o reverso do também embaixador e diplomata Paulo Roberto de Almeida. De toda forma e de forma geral, o que se pode francamente apreender dessas memórias que sucedem im

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WHIGS, TORIES E O DEBATE BRITÂNICO PARA SUPRESSÃO DO TRÁFICO ATLÂNTICO DE ESCRAVOS 1839-1845

December 22, 2025

Revista de História Comparada (RHC)

Resumo: O presente artigo discutirá a apresentação da discussão política no Parlamento Britânico a respeito da aprovação dos bills Palmerston (whig) e Aberdeen (tory). Nesse sentido, os projetos de leis são compreendidos a partir da noção de governamentalidade de Foucault. Nesse sentido, os bills-Palmerston e Aberdeensão práticas de governamentalidade, pois operaram como racionalidades políticas que visavam à soberania das nações (o uso do direito das gentes), a disciplinarização do espaço atlântico e a gestão administrativa dos governos como forma de lidar com a nova realidade proposta: um Atlântico sem tumbeiros. Em termos metodológicos, o artigo parte das contribuições da História Cruzada sob orientação de Werner e Zimmermann. Por fim, a noção de interseção/entrecruzamento contribui para tornar comparáveis os produtos de uma empiria e reflexividade, em que se entrecruzam a materialidade dos corpus documentais e as possibilidades/os problemas que emergem a partir da documentação.

 

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Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017. Em relação à extinção do Bill Aberdeen Paulo Roberto de Almeida aponta que “a Lei Aberdeen, contudo, foi revogada pelo Parlamento britânico apenas em 1869, numa co

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A nova doutrina nuclear americana e o TNP

December 22, 2025

João Fábio Bertonha

A presente analise tem como tema a eficacia e efeitos do TNP face a modificacao na politica nuclear americana.

 

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Camaradas, agora é oficial: acabou o socialismo Paulo Roberto de Almeida* A última e definitiva “pá de terra” no caixão do socia- lismo? ISSN 1518-1219 O que aparentemente

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O contencioso sobre os subsídios ao algodão entre Brasil e Estados Unidos na organização mundial do comércio (2002-2005)

December 10, 2025

Silvana Schimanski

O contencioso sobre os subsídios ao algodão é um conflito comercial entre Brasil e Estados Unidos, no âmbito da Organização Mundial do Comércio, a respeito da utilização dos subsídios agrícolas. Os subsídios agrícolas sempre consistiram um tema de difícil negociação no ...

 

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Vera Thorstensen, Assessora econômica da Missão permanente do Brasil em Genebra e ao professor Paulo Roberto de Almeida, sempre acessíveis e atenciosos. Ao Embaixador Chefe do Escritório do Itamaraty em Porto Alegre, Jo

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The Politics of Brazilian Foreign Policy

December 6, 2025

Julio Rodriguez

From November 1902 through February 1912, four presidents governed Brazil. Throughout all this period, though, only one person headed the foreign ministry: José Maria da Silva Paranhos Jr., alias Baron of Rio Branco (20 April 1845–10 February 1912). This political wonder and diplomatic giant was to shape Brazil’s international doctrine and diplomatic traditions for the following century. His major achievement was to peacefully solve all of Brazil’s border disputes with its South American neighbors. Founded in 1945, Brazil’s prestigious diplomatic school carries his name, Instituto Rio Branco, and, since the early 2000s, Brazilian foreign policy has become the largest subfield of international relations in university departments across the country. Indeed, Brazilian foreign policy is to Brazilian academia what American politics is to US academia, namely, a singular phenomenon that has taken over a general field. In contrast with the United States, most in-depth research from about 19...

 

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(cultural industry), Isabel Canto (scientific cooperation), Dércio Garcia Munhoz (global economy), Paulo Roberto de Almeida (international finance), and Heloisa Machado da Silva (import substitution), this collection traces

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Ebook-Feminismo, Gênero e Relações Internaionais

November 24, 2025

Miriam Alves Carvalho

A obra Feminismo, Gênero e Relações Internacionais é tardia, urgente e emergente. Chega demasiado tarde para apresentar, em português, uma entrada a debates já bastante difundidos no campo acadêmico das Relações Internacionais, mas para os quais ainda não existe esforço de sistematização didática semelhante em nossa língua. Essa ausência representa, por sua

 

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sil de Getúlio Vargas e a formação dos blocos”), bem como dos “diplomata- acadêmicos” Celso Lafer e Paulo Roberto de Almeida. Ou seja, não inclui na grade de estudos qualquer autor ou autora negro ou negra, ou autoras branca

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Política Internacional (no. 18-19 ene-dic 2012)

November 30, 2025

AÍXA CRISTINA KINDELÁN LARREA

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6/2012: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=783PHP SESSID=7344ed5e82e55534f731688bd39468 De Almeida, Paulo Roberto (2004): A experiência brasileira em pla- nejamento econômico: uma síntese histórica (2004). Artícul

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As Tarefas da Política Externa na Ordem Constitucional Brasileira

October 15, 2025

Osvaldo Quirino de Souza Filho

A discussão acerca do estatuto particular ocupado pela política externa no conjunto de ações do Estado gerou numerosas publicações no Brasil, sem ter alcançado consenso. Pesquisadores, diplomatas e comentaristas dividem-se ao classificar aquela política como “política de Estado”, “política de governo” ou “política pública”, embora tendam a adotar a primeira alternativa. Diante disso, este artigo busca avançar conceitualmente em relação ao estado atual da compreensão a respeito do que seja “política externa” em termos abstratos e de quais tarefas ela cumpre. O artigo se vale, principalmente, da distinção teórica entre policy, politics e polity (COUTO; ARANTES, 2006), para defender o uso exclusivo do conceito de política pública (policy) na definição de política externa. Esse uso tem o mérito de inserir explicitamente a política externa na ordem constitucional brasileira e, assim, atribuir a ela tarefas vinculadas aos objetivos permanentes da comunidade política (polity) e aos objetiv...

 

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argumento mais longe, “a política externa independe de governos, porque é uma política de Estado”. Paulo Roberto de Almeida (2016), diplomata de carreira, diz que políticas de Estado são aquelas que envolvem as burocracias

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A coroa e a espada no espetáculo das nações

October 21, 2025

TULIO FERREIRA

Analisam-se as autoimagens construídas pelo governo brasileiro para duas Exposições Universais oitocentistas (Paris 1889 e Saint Louis 1904). Busca-se entender o conteúdo e interesses dessas autoimagens propagadas nesses eventos, a primeira ocorrida no Império e a segunda no período republicano brasileiro. O trabalho concorda que essas participações eram uma proto-diplomacia pública utilizada para melhorar a imagem internacional do Brasil. Pela análise qualitativa bibliográfica e documental primária, foram estabelecidos quatro âmbitos: político, modernidade, econômico

 

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55, n. 2, 170-189. Carvalho, Carlos Delgado de. 1998. História diplomática do Brasil. Introdução de Paulo Roberto de Almeida. Ed. fac.-similar. Brasília: Senado Federal. Cervo, Amado Luiz. 2003. Política exterior e relações

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O governo Rousseff e o uso da força para proteção de civis (2011-2014)

October 23, 2025

Rafael Rocha

Este artigo apresenta o tratamento dispensado pela politica externa brasileira a normas que regulam intervencoes internacionais durante o primeiro Governo Dilma Rousseff. O argumento contextualiza o tema no marco da evolucao da politica externa brasileira no seculo XXI e contrasta sua presenca no discurso oficial com a critica que se lhe faz. Conclui afirmando que o Brasil adota postura complexa com relacao a protecao de civis durante conflitos armados. Exemplifica-se, com a proposta da Responsabilidade ao Proteger, o empenho do pais em conciliar o apoio a possibilidade de a Organizacao das Nacoes Unidas - ONU autorizar o uso da forca sem com isso reduzir a soberania nacional.

 

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Politica-externa-companheira-e-a- diplomacia-partidaria-um-contraponto-aos-gramscianos-da-academia-por-paulo- roberto-de-almeida/>. Acesso em: 10 nov. 2015. AMORIM, Celso. O Brasil e os direitos humanos: em busca de uma agenda p

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COVID-19 O Dever De Realizar O Acesso À Saúde No Mercosul

October 25, 2025

Júlio Edstron

No ambiente de pandemia mundial causada pela Covid-19, o cumprimento do dever de acesso à saúde apresenta-se como um desafio, sobretudo, para os países em desenvolvimento que compõem o Mercosul. A imprevisibilidade no avanço da doença, associada aos custos do oferecimento do acesso à saúde pelo Estado tornam a tarefa ainda mais difícil de ser implementada de modo individual, o que reforça a necessidade de um esforço conjunto dos Estados membros do Mercosul para o enfrentamento da pandemia. Para tanto, serão utilizados o método hipotético dedutivo e  as técnicas de revisão bibliográfica. A conclusão é que, principalmente no atual momento em que os problemas são globais, as instituições mercosulinas não podem deixar de atuar em prol dos necessitados. Palavras chave: Mercosul, COVID 19, Direito à Saúde, Direito ao acesso à saúde.

 

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bordados pelas instâncias regionais em busca de soluções conjuntas. Também, não se pode olvidar que Paulo Roberto de Almeida (1999), com bastante precedência e clarividência, preconizou a literatura sobre a dimensão social d

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Verbetes biográficos das esquerdas antifascistas latino-americanas e caribenhas

October 31, 2025

Marco Antônio M L Pereira, Nathalia Guimarães

Coletânea produzida a muitas mãos e que busca evidenciar a pluralidade da experiência antifascista no contexto latino-americano e caribenho dos anos 1930-40.

 

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3 de julho de 1986, 2º Caderno, Exterior, p. 18. BESOUCHET, Augusto. Correspondência. Destinatário: Paulo Roberto de Almeida. Niterói-RJ, 30 maio 1981. BLOCH, Richard. Como o tenente Besouchet alcançara a Espanha. Diário de

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Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 19/09/2026, 13 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/citacoes-e-agradecimentos-um-tal-de.html).

 


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