segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Debate-lancamento livros PRA: Brasilia, 1/12


Eu, Paulo Roberto de Almeida (sim, sou eu mesmo), uma das livrarias Cultura de Brasília (a do Shopping Casa Park), bem como as respectivas editoras, temos o prazer de convidar para lançamento de dois dos meus mais recentes livros:

Globalizando: ensaios sobre a globalização e a antiglobalização
(Rio de Janeiro: Lumen Juris Editora, 2011, xx+272 p.; Inclui bibliografia; ISBN: 978-85-375-0875-6; link: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/107Globalizando.html). 


Relações Internacionais e Política Externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização
(Rio de Janeiro: LTC, 2012, xx+308 p.; ISBN: 978-85-216-2001-3; link: http://www.pralmeida.org/301Livros/2FramesBooks/RelaIntPExt2011.html)

O evento se dará com um debate sobre a:

“Inserção internacional do Brasil: agendas e desafios”

 com a presença dos professores:
José Roberto Novaes de Almeida (Eco-UnB)
e Amado Luiz Cervo (UnB, apos.)
e a moderação do jornalista:
Cristiano Romero (Valor Econômico

Dia 1° de Dezembro de 2011, às 19:30hs


O que falta para melhorar o Brasil - Michael Reid (The Economist)


Uma matéria antiga, do ano passado, mas ainda válida...

Para editor da 'Economist', ‘Brasil grande’ deve evitar ‘Petrobras grande’

Petrobras colocou ações à venda recentemente
Petrobras colocou ações à venda na Bovespa recentemente
Para se transformar em um país desenvolvido, o Brasil precisa cuidar bem da exploração do petróleo da camada pré-sal, melhorar a qualidade da educação pública, estabelecer regras para aumentar a atração de investimentos privados de longo prazo e acelerar a redução da pobreza e da desigualdade.
A avaliação, com quatro pontos principais, é de Michael Reid, editor da revista britânica The Economist para as Américas e ex-correspondente da publicação no Brasil.
Reid é um dos especialistas ouvidos pela BBC Brasil como parte da série 'O Que Falta ao Brasil?', que discute os desafios do Brasil para se tornar um país desenvolvido.
Para o jornalista, o próximo governo brasileiro deve administrar o desenvolvimento do petróleo do pré-sal de maneira eficiente e de uma forma que não acabe transformando a Petrobras “em uma companhia inchada e superampliada”.
Ele diz ainda que o governo deve “evitar que a receita do petróleo corrompa as instituições públicas”.
O segundo ponto, segundo Reid, é a qualidade da educação. “O país precisa continuar e aprofundar a qualidade da educação pública”.
A atração de investimentos privados é a terceira questão considerada por ele importante para que o Brasil consiga se tornar um país desenvolvido.
“O governo deve ser muito mais agressivo ao estabelecer regras para atrair investimentos privados de longo prazo, principalmente em infraestrutura”, afirma Reid.
“O governo Lula passou oito anos nos quais fez pouco para estabelecer um marco regulatório para atrair investimentos privados”, avalia.
Para o editor da Economist, o programa Bolsa Família fez “um trabalho fantástico” para reduzir a pobreza e a desigualdade no país, mas isso ainda é insuficiente.
“O Brasil precisa ir além do Bolsa Família para reduzir a pobreza e a desigualdade de maneira mais agressiva”, afirma.
Reid cita ainda um quinto ponto que considera importante, o combate ao crime e à violência, mas faz a ressalva de que grande parte dessa responsabilidade não é do governo federal, mas dos Estados por meio de suas polícias civis e militares.

Sociologia: uma sintese academica - Paulo Roberto de Almeida

Tenho o prazer de informar que, a pedido, coloquei o seguinte texto:


Sociologia: origens, contexto histórico, político e social
Os mestres fundadores: Marx, Weber e Durkheim; a sociologia no Brasil

Paulo Roberto de Almeida

Sumário:
1. Origens da disciplina: contexto histórico, político e social de seu surgimento
2. Um reformista social: Auguste Comte
3. Um reformista radical com ares de revolucionário: Karl Marx
4. Um pensador sistemático: Weber
5. Um funcionalista prático: Durkheim
6. A sociologia no Brasil: os mestres da escola paulista
Bibliografia

 disponível em meu site pessoal, no seguinte link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1257SociologiaSintese.pdf 

domingo, 20 de novembro de 2011

Mercosu, Brasil e Argentina em 2035: futurologia de Paulo Roberto de Almeida (2004)

Em novembro de 2004, um jornalista argentino me contatou para um exercício de futurologia, ou seja, os dois países e o Mercosul trinta anos mais à frente. Vejam o que respondi, até hoje inédito no Brasil.
Paulo Roberto de Almeida 



Mercosur, Brasil y Argentina en el año 2035
Paulo Roberto de Almeida
(www.pralmeida.org; 26 novembro 2004)

1) -¿Cómo prevé para la Sudamérica del año 2035 (marco referencial de la nota) que esté integrado el bloque MERCOSUR / UNIÓN SUDAMERICANA?
PRA: Union SudAmericana no tendrá ningun rol, pues que correspondiendo a un empreendimento politico sin cualquier contenido real. Desaparecerá sin dejar trazos, en los proximos anos.
Mercosur no desaparecerá, pero tendra funcciones marcadamente politicas y de cooperacion ampliada, pues sus funcciones comerciales y económicas tendran sido absorbidas sea por el esquema hemisferico de liberalizacion ampliada, sea por el crescimiento de la liberalizaion multilateral, bajo el liderazgo de OMC.

2) -En caso de que esta unión prospere, y siempre ubicados en la Sudamérica de 2035, ¿qué beneficios traería el bloque a la Argentina y a Brasil?
PRA: Brasil y Argentina habran superado sus mas renitentes problemas de inestabilidad económica, de desigualdades sociales, de disfuncciones institucionales, pero solo parcialmente estos logros serán debidos a Mercosur. En general, y por la maior parte, los esfuerzos seran determinados sobretodo internamente, como resultado de la consciencia de sus propios pueblos que ya les bastaba decadas de inestabilidad, injusticia, corrupcion politica y deterioro institucional.
Las realizaciones mas importantes haran estos dos paises por sus proprios esfuerzos, por determinacion nacional, porque es asi que se pasa en todas las experiencias nacionales: lo principal se hace en casa, no externamente. Los bloques de integracion no tienen mucha capacidad transformadora si los proprios pueblos no quieren transformarse a si mismos.  

3) -¿Qué relación podría llegar tener el bloque con la Unión Europea y los Estados Unidos para el 2035?
PRA: En 2035, estas relaciones ya no tendran tanta importancia substantiva como han tenido durante el auge del “minilateralismo selectivo”, durante la “fiebre de los bloques” que atingió el mundo alrededor de los anos 2005-2015. Progresivamente despues de esta fecha, el mundo empezará a superar este maximo de discriminacion minilateralista representado por los bloques, para reanudar con en multilateralismo de la OMC.
Mercosur, aunque teniendo fuertes lazos economicos, politicos, culturales, tanto con UE como con los EUA, desarrollará estos vinculos de cooperación en el cuadro de un sistema politico y económico fuertemente multilateralizado, en el cual em grueso de las relaciones económicas y comerciales se llevaran por medio de las regras universales de la OMC, que ha logrado, a partir de 2015, recuperar el liderazo del proceso de liberalizacion irrestrita e incondicional, que por un momento habia sido “secuestrado” por los bloques geograficos restritos.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 26 novembro 2004

O Brasil e o Comércio Internacional - Paulo Roberto de Almeida (2004)

Como ocorre frequentemente, respondo a perguntas colocadas por algum estudante, e depois isso fica inédito, o que não deveria, pois minhas respostas poderiam ajudar outros estudantes.
Segue aqui mais um trabalho.



O Brasil e o Comércio Internacional

Paulo Roberto de Almeida
(Brasília, 17 de novembro de 2004)

1. O Brasil consegue se utilizar da Teoria das Vantagens Comparativas a fim de superar entraves no comercio internacional?
Todo e qualquer país, voluntariamente ou não, se participa do comércio internacional, está atuando de acordo com a teoria ricardiana das vantagens comparativas, pela simples razão de que isto não depende de sua vontade, mas corresponde à situação objetiva. Comércio, se não é estatizado totalmente, é geralmente conduzido por empresas, e estas colocam em destaque suas vantagens comparativas e suas vantagens competitivas.
Sugiro a leitura de um manual de economia, para conhecer exatamente o que é a teoria das vantagens comparativas.

2. Quais as principais vulnerabilidades que o Brasil possui frente à Economia Internacional?
Baixa participação no comércio internacional, baixa abertura econômica e limitada liberalização comercial, composição limitada da pauta exportadora, de maneira geral, baixa interdependência global.

3. As diferenças regionais existentes no ambiente interno brasileiro podem afetar o nível potencial de sua economia? Detalhe e justifique a sua resposta.
Não de modo algum; isto faz parte, justamente, das vantagens comparativas de um país. Algumas regiões terão maiores recursos naturais, outra maior produtividade do trabalho humano, outra ainda energia mais barata e assim por diante.

4. A criação de um bloco econômico (BRIC) formado por Brasil, Rússia, Índia e China será favorável ao Brasil? Detalhe e justifique a sua resposta.
Todo bloco econômico é discriminatório contra os demais participantes do sistema de comércio multilateral, desvia comércio e reduz a interdependência global. Em princípio, os blocos só têm sentido na contiguidade geográfica ou quando o comércio já é naturalmente intenso. Blocos construídos artificialmente constituem o que os economistas chamam de second best, ou talvez até mesmo um third best.

5. Quais são as reformas necessárias para que o Brasil se torne um player de peso na economia internacional? Detalhe e justifique a sua resposta.
Seguir as velhas receitas da economia convencional: estabilidade de preços no terreno macroeconômico, a livre competição na esfera microeconômica, uma grande abertura ao comércio internacional e aos investimentos estrangeiros no plano externo e uma forte ênfase na formação de recursos humanos no plano interno.

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