sábado, 18 de maio de 2013

Em democracias que se respeitam, o vice-presidente seria destituido do cargo...

... mas só em países normais, desses que possuem parlamentos atuantes, zelosos com o dinheiro público, cumprindo apenas o que está escrito na Constituição, claro, o que não é o caso do Brasil.
Paulo Roberto de Almeida


Ocupante do segundo cargo mais importante da República, Michel Temer nomeou uma funcionária da vice-presidência para gerenciar seus negócios e interesses particulares no mercado imobiliário.

Desde o dia 19 de março, Gilda Cruz Silva e Sanchez, que dá expediente no escritório da vice-presidência em São Paulo, também é diretora e administradora remunerada da Tabapuã Investimentos e Participações, empresa aberta pelo vice após as eleições de 2010 para cuidar do seu mais valioso patrimônio, um complexo de salas no edifício Spazio Faria Lima, localizado em área nobre da Zona Sul da capital. Segundo os registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Gilda recebe um pró-labore pelo trabalho de administração. O documento informa que o valor está “dentro dos limites estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda”, mas não revela as cifras.

Como secretária do vice-presidente em São Paulo, Gilda tem salário de 7 372,22 reais mensais, pagos pelo governo federal. Ela é responsável por agendar audiências e eventos políticos do vice. A jornada de trabalho de Gilda, conforme os dados públicos do governo, é de quarenta horas semanais. A lei brasileira exige que o funcionário nomeado tenha dedicação integral ao trabalho.

Segundo o artigo 117 do Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90), é vedado aos funcionários públicos "participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário". Gilda não se encaixa nas exceções. Ela não é sócia da empresa de Temer, apenas exerce nela o cargo de administradora.

"Essa proibição da lei vale para os servidores e é ainda mais importante para cargos de DAS [direção de assessoramento superior, como no caso de Gilda], porque são cargos de confiança", afirma o professor Mamede Said, da Faculdade de Direito da Universidade de Brasíila (UnB).  

Avião da Unasul ficará pronto em três anos

Hummm! Será mesmo?
Enfim, marquemos rendez-vous dentro de 3 anos para conferir.
Tenho a impressão de que não estará pronto, mas posso estar errado.
Conhecendo a América Latina, as promessas são muitas vezes maiores e melhores que os resultados...
Paulo Roberto de Almeida


Avião da Unasul ficará pronto em três anos
Leandra Felipe* - Correspondente da Agência Brasil/EBC
Fonte: Agência Brasil, 16/05/2013 - 23h23 

Bogotá – O avião militar de treinamento básico e primário, que está sendo desenvolvido em conjunto pelos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ficará pronto até 2016, disse hoje (16) o vice-ministro argentino da Defesa, Alfredo Waldo Forti, durante a abertura da 8ª Reunião da Instância Executiva do Conselho de Defesa do grupo em Lima, no Peru.
"Avançamos no tema e um esquema de trabalho foi estabelecido e aprovado pelos ministros. Todos os países que têm recursos próprios estão se oferecendo para fabricar diferentes partes da aeronave. É um avião de uso futuro", declarou Forti à Agência Andina.
O avião será batizado de Unasul 1 e, segundo o vice-ministro, estará disponível para venda aos países membros, em 2017. Os testes serão coordenados pela Argentina. O custo do avião ainda não foi anunciado. Segundo Forti, o principal modelo terá nove horas de autonomia de voo.
Em um primeiro momento, o avião deverá atender à demanda das Forças Armadas dos países da Unasul, mas depois poderá ser comercializado com outras nações.
O estatuto de criação do comitê consultivo que vai supervisionar a montagem do avião foi firmado em abril do ano passado, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro.

*Com informações da Agência Andina (Agência pública peruana de Informações)
Edição: Aécio Amado
É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

The China Factor in Latin America - CUNY, May 22, 2013

Asia and Latin America

***
hearn erikson 3
The China Factor in Latin America Adrian Hearn
Sociology and Social Policy,
University of Sydney
Daniel P. Erikson
Senior Advisor for Western Hemisphere Affairs,
U.S. Department of State
Moderator:
Mauricio Font
Bildner Center for Western Hemisphere Studies
Date: Wednesday, May 22, 5:00 PM
Location: The Graduate Center, Room 9204/05
                       365 Fifth Avenue (@ 34th Street)
The China Factor in Latin America
Adrian Hearn's presentation focuses on China’s growing economic role in the Americas and its challenge to many countries in this region to develop new approaches to trade, investment, and development that favor economic sustainability, environmental responsibility, and political trust. Driven by Chinese demand, commodities now account for 60% of exports from Argentina, 47% from Brazil, and 75% from Chile. Around 90% of Latin America’s exports to China consist of mining and agriculture, but managing the resulting structural transformations is only one of the challenges. Equally important are strategies for negotiating with Chinese state owned enterprises, integrating growing Chinese communities into national social and economic systems, and promoting education about Chinese politics and culture. The presentation examines these challenges and draws parallels with Australia, where 59% of exports are commodities and China is the number one trade partner. As in Argentina and Brazil, concern about Chinese land acquisitions has prompted Australia’s Foreign Investment Review Board to reconsider its “national interest test” to ensure local economic benefit, environmental sustainability, and adequate employment standards. Australia and Latin America harbor a shared need to manage their changing circumstances, both in dialogue with each other and with Chinese partners.
About the speakers
Adrian Hearn is professor at the Department of Sociology and Social Policy at the University of Sydney. His research examines the geopolitical implications of China’s deepening diplomatic and economic relations with Latin America, and by comparison with Australia.He is co-editor of China Engages Latin America: Tracing the Trajectory, Boulder (2011). His most recent publications include “China, Global Governance and the Future of Cuba” (2012) in Journal of Current Chinese Affairs; "Harnessing the Dragon: Overseas Chinese Entrepreneurs in Mexico and Cuba" (2012) in The China Quarterly); and "Cuba and China: In Mixed Enterprise we Trust" (2012) in Hemisphere. Dr. Hearn current work adopts an ethnographic approach to explore cultural convergences/divergences, economic development, and approaches to transparency and technology transfer from the ground up.
Daniel P. Erikson is senior advisor for policy in the Bureau of Western Hemisphere Affairs at the U.S. Department of State since 2010. He advises the assistant secretary on issues related to policy and strategy, economic engagement, and multilateral affairs. Erikson previously served as senior associate for U.S. policy and director of Caribbean programs at the Inter-American Dialogue. Erikson has published more than sixty articles, numerous book chapters, and is the author of The Cuba Wars: Fidel Castro, the United States, and the Next Revolution, which won ForeWord Magazine's 2008 Book of the Year Award for political science. Erikson has taught Latin American politics at Johns Hopkins' School of Advanced International Studies and his past positions include research associate at Harvard Business School and Fulbright-Garcia Robles fellow in U.S.-Mexican business relations.
Mauricio Font is director of the Bildner Center for Western Hemisphere Studies and professor of sociology at The Graduate Center and Queens College, City University of New York. His research examines problems of development and reform in Brazil, Cuba and Latin America as well as international cooperation in the Western Hemisphere.
The Bildner Center 30 years 3
PLEASE RESERVE by sending an email tobildner@gc.cuny.edu

Miseria universitaria no Brasil: as Humanidades ideologizadas...

Transcrevo a ementa de um trabalho encomendado por um professor a alunos de seu curso, no terreno das ciências sociais aplicadas, contendo além de mentiras, deformações, equívocos e fraudes. EU acabo de receber um pedido de ajuda, o que obviamente não vou fazer, por ser impossível concordar com desonestidade e má-fé.
Eis a demanda:


O novo relatório do Bird (Banco Mundial), divulgado ontem, mostra que no período de maior adesão ao neoliberalismo aumentaram a pobreza e o protecionismo em escala internacional. A receita liberal ganhou força nos anos 80 e os países em desenvolvimento aderiram rapidamente aos seus três principais ingredientes: abriram seus mercados, reduziram o papel do Estado e estimularam a entrada de investimentos estrangeiros. 
Em números absolutos, a quantidade de pessoas vivendo com menos de US$ 1 por dia passou de 1,2 bilhão em 1987 para 1,5 bilhão hoje. Segundo o Banco Mundial, se as tendências recentes persistirem, em 2015 haverá 1,9 bilhão de pessoas nessas condições. Como proporção da população, a América Latina está entre as regiões onde a pobreza mais cresce. 
O relatório lembra ainda que a relação entre melhoria na renda média e redução da pobreza nem sempre andam juntas, pois, mesmo quando a renda média aumenta, a redução da pobreza pode não ocorrer no mesmo ritmo. 
O futuro seria menos assustador se houvesse razões para crer na liberalização do comércio internacional, há quatro séculos cantada em prosa e verso pelos economistas como um fator essencial de desenvolvimento. Mas o Banco Mundial alerta para as reações protecionistas cada vez mais intensas, em especial nos países industrializados. O número de processos antidumping (ou seja, contra práticas comerciais consideradas desleais por produtores domésticos) tem aumentado desde os anos 80. Para o Bird, no futuro vai ser cada vez mais difícil manter o apoio às reformas liberais. As dificuldades são previstas para os próximos 25 anos. 
Analise o texto, relacionando-o com a dimensão comercial da globalização.


As afirmações são simplesmente falsas, fraudulentas, enganosas, mentirosas, totalmente desonestas.
Assim estão nossas faculdades de ciências sociais, e assim são certos professores: o que esses professores praticam é lavagem cerebral, simplesmente.
Paulo Roberto de Almeida

Em tempo: o último relatório do Banco Mundial se refere a empregos (Jobs), e não contém nenhuma dessas barbaridades.
Quem desejar lê-lo, pode fazê-lo neste link: http://siteresources.worldbank.org/EXTNWDR2013/Resources/8258024-1320950747192/8260293-1322665883147/WDR_2013_Report.pdf

==========

Addendum:
Localizado o texto de onde o " profeçor" retirou as suas afirmações boçais, abaixo transcrito.
O "ontem" se referia a 1999, ou seja, simplesmente 14 anos atrás.
Já não era verdade nesta época, e continuou não sendo verdade quase quinze anos depois.
Para contrabalançar esse tipo de análise idiota, eu já tinha feito vários textos, dos quais recomendo este aqui:


Distribuição mundial de renda: as evidências desmentem as teses sobre concentração e divergência econômica, Revista Brasileira de Comércio Exterior (Rio de Janeiro: Funcex, ano XXI, nr. 91, abril-junho 2007, p. 64-75); link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1716DistMundRendaRBCE.pdf


Agora a transcrição da matéria do século passado:
São Paulo, Quinta-feira, 16 de Setembro de 1999 
Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

GLOBALIZAÇÃO
Relatório do Banco Mundial afirma que 1,5 bilhão de pessoas vivem com menos de US$ 1 por dia
Abertura não reduz pobreza, diz BirdGILSON SCHWARTZ
Da Equipe de Articulistas 

O novo relatório do Bird (Banco Mundial), divulgado ontem, mostra que no período de maior adesão ao neoliberalismo aumentaram a pobreza e o protecionismo em escala internacional.
A receita liberal ganhou força nos anos 80 e os países em desenvolvimento aderiram rapidamente aos seus três principais ingredientes: abriram seus mercados, reduziram o papel do Estado e estimularam a entrada de investimentos estrangeiros.
Em números absolutos, a quantidade de pessoas vivendo com menos de US$ 1 por dia passou de 1,2 bilhão em 1987 para 1,5 bilhão hoje. Segundo o Banco Mundial, se as tendências recentes persistirem, em 2015 haverá 1,9 bilhão de pessoas nessas condições. Como proporção da população, a América Latina está entre as regiões onde a pobreza mais cresce.
O relatório lembra ainda que a relação entre melhoria na renda média e redução da pobreza nem sempre andam juntas, pois, mesmo quando a renda média aumenta, a redução da pobreza pode não ocorrer no mesmo ritmo.
De 4,4 bilhões de pessoas vivendo em países em desenvolvimento, cerca de 60% não têm acesso a condições básicas de saneamento, um terço não sabe o que é água limpa, 25% não têm moradia adequada e 20% estão sem acesso a serviços médicos. Entre as crianças, 20% não completam cinco anos de escolaridade nem se alimenta de modo adequado.
O futuro seria menos assustador se houvesse razões para crer na liberalização do comércio internacional, há quatro séculos cantada em prosa e verso pelos economistas como um fator essencial de desenvolvimento.
Mas o Banco Mundial alerta para as reações protecionistas cada vez mais intensas, em especial nos países industrializados. O número de processos antidumping (ou seja, contra práticas comerciais consideradas desleais por produtores domésticos) tem aumentado desde os anos 80. Para o Bird, no futuro vai ser cada vez mais difícil manter o apoio às reformas liberais. As dificuldades são previstas para os próximos 25 anos.
A última esperança talvez esteja no investimento estrangeiro direto. O Banco Mundial aponta um estoque de poupança global da ordem de US$ 13,7 trilhões no ano 2000. Em tese, todo esse dinheiro está em busca de retornos atraentes, típicos das regiões em desenvolvimento. O lado frustrante está não apenas na volatilidade dos capitais, mas no fato de que no máximo 25% dos recursos vão para países em desenvolvimento. Ou seja, o investimento é tão concentrado quanto a riqueza mundial.
O relatório chama a atenção para formas menos discutidas de promoção do desenvolvimento, como o planejamento nas grandes cidades, a preocupação com os efeitos da destruição do meio ambiente e os desafios das novas formas de inovação, especialmente nas tecnologias de informação.


BRICS perdem prestigio entre investidores - Raul Juste Lores (FSP)


Brics perdem prestígio entre investidores estrangeiros
Raul Juste Lores, Washington
Folha de S.Paulo, 16/05/2013

"Onde estão as maiores oportunidades da América Latina?", era a pergunta de uma enquete feita entre 800 empresários presentes à Conferência Global de Private Equity, organizada pelo Banco Mundial, em Washington.
Metade votou nos países andinos, especialmente Colômbia, Peru e Chile; um pouco menos, no México. No Brasil, apenas sete.
O encontro anual que reúne fundos que compram participação de empresas, os private equities, é iniciativa do IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial.

O Brasil foi criticado em diversos painéis. Na palestra que abriu o evento, o indiano Ruchir Sharma, que dirige o departamento de "equities" em mercados emergentes do Morgan Stanley, afirmou que os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) estão "fracassando na liderança" e que "serão a grande decepção da década".
'VAI MAL'
"Quando um país chega à capa da [revista] "Economist", já sabemos que seu pico ficou para trás", disse o investidor. "Dá pra dividir a América Latina pelos Andes, à esquerda [a oeste] vai bem, à direita dos Andes vai mal."
"O boom dos commodities ficou para trás e o Brasil vai desacelerar, a Índia desperdiça todas as oportunidades, e a China, que tinha o crescimento de 8% ao ano como piso, agora o terá como teto."
Para Sharma, as estrelas emergentes da próxima década serão Polônia, Turquia, Colômbia, Peru, Chile, Filipinas e Indonésia.
Os brasileiros que participaram de um concorrido debate sobre América Latina sentiram-se como se estivessem "na defensiva o tempo todo", disse o diretor do fundo FIR, Marcus Regueira
"Há riscos e dificuldades em qualquer emergente e as questões sobre nossas leis trabalhistas e nossa burocracia são pertinentes", explica. "Mas também há muito desconhecimento sobre o Brasil e nós somos incompetentes em vender bem o país."
"O Brasil é uma democracia, onde contratos são respeitados, temos uma cultura ocidental e o Brasil não é só commodities", afirmou.
Ricardo Propheta, do BRZ Investimentos, também disse que havia uma euforia "exagerada" em 2010 e 2011. "Agora os investidores estão conhecendo mais o Brasil e isso é positivo. Continuamos em um momento ascendente", declarou.

A medicina dos companheiros e os companheiros da Medicina

Importação de médicos vai parar na Procuradoria
Lígia Formenti 
O Estado de S. Paulo, 17/05/2013

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Conselho de Medicina diz que medida fere autonomia nacional e causa reação de ministro
 
O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou ontem à Procuradoria Geral da República uma representação contra os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, Educação, Aloizio Mercadante e Relações Exteriores, Antônio Patriota. O objetivo é receber informações sobre o projeto do governo para recrutar médicos estrangeiros para trabalhar no País.
 
O CFM argumenta que a medida fere a autonomia nacional, desrespeita a legislação sobre o ingresso de profissionais estrangeiros no País e coloca em risco a qualidade de assistência oferecida à população.
 
A medida provocou imediata reação de Padilha. O ministro afirmou que sempre esteve aberto a esclarecimentos e o assunto não pode ser tratado com preconceito nem com arrogância, em uma clara crítica à recente declaração da entidade, que se referiu aos profissionais estrangeiros como "pseudomédicos". "Se um profissional brasileiro, registrado no conselho regional, não passar em um exame nos Estados Unidos, por exemplo, ele também deve ser considerado pseudomédico?" Padilha informou que prestará todos os esclarecimentos necessários, mas deixou aberta a porta para a importação de profissionais.
 
O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D'Ávila, afirma que a medida trará ao País médicos de segunda linha para tratar da população mais carente. Padilha, no entanto, garante que os detalhes do projeto ainda estão sendo analisados e o programa será feito com base em experiências internacionais bem-sucedidas.
 
Ontem, o ministro procurou afastar outro fantasma do programa: a importação de profissionais formados na Escola Latino-Americana de Cuba (Elam). "Os que estão em escolas cuja formação é incompleta para atuar naquele país estão totalmente descartados de qualquer proposta de intercâmbio", disse. A Elam oferta cursos de Medicina para estudantes estrangeiros - incluindo brasileiros saídos de movimentos populares. Profissionais formados ali, no entanto, não têm autorização para atuar naquele país.
 
Com o veto aos estudantes do Elam, Padilha retira outro argumento usado pelas entidades profissionais ao projeto, mas reforça a política de importação de médicos cubanos "de raiz", formados nas escolas locais. Desde que a importação de médicos começou a ser cogitada, organizações médicas alertavam para o risco de o País receber profissionais formados na Elam e de faculdades de qualidade questionável do Paraguai e Bolívia. Nesta semana, Padilha afirmou que o programa não aceitará profissionais procedentes desses dois países. A justificativa usada é a de que o programa não será voltado para países que tenham menos de dois médicos por mil habitantes.
 
Revalida. A regra atual determina que profissionais formados no exterior façam um exame, batizado de Revalida, para validar o diploma. Desde o ano passado, a pedido da presidente Dilma Rousseff, o governo estuda uma fórmula para incentivar a vinda de profissionais de outros países. A medida teria como objetivo reduzir, a curto prazo, a carência de profissionais - um problema que entidades médicas afirmam não existir.

Venezuela: a ditadura parte para a intimidacao - O Globo


Maduro diz saber quem são os venezuelanos que não votaram na última eleição

  • O Globo, 18 de maio de 2013

  • Presidente afirmou que teve acesso até a carteiras de identidade
  • Oposição entendeu a declaração como uma forma de intimidação a leitores que não compareceram às urnas

CARACAS - Nicolás Maduro continua se lamentando dos votos que o chavismo perdeu em sua eleição do dia 14 de abril, mas, na quarta-feira, cruzou a linha das estimativas não oficiais e disse saber o título de eleitor e as identidades dos 900 mil compatriotas que não foram votar no pleito que o elegeu. O comentário foi denunciado pela oposição como uma tentativa de intimidar o eleitor. Num pronunciamento filmado no estado de Barinas, o chefe de Estado fala que teve acesso a “carteiras de identidade e tudo” e lamenta que não teve tanto apoio quanto esperava.
O presidente recebeu um milhão de votos a menos do que teve seu antecessor, Hugo Chávez, falecido em março, contra Henrique Capriles no ano passado. Foi a primeira vez que Maduro afirmou que seu partido havia feito uma lista dos nomes dos eleitores que não compareceram à votação, levantando dúvidas sobre se a lista foi feita com informações públicas - o voto é facultativo no país - ou se houve informação privilegiada à legenda de Maduro, o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela). A oposição considerou a afirmação uma ameaça à liberdade de escolha dos eleitores e reafirmou o caráter secreto do voto no país.
Falando a partidários, Maduro avaliava o desânimo que teria levado a uma alta abstenção de chavistas no pleito contra Capriles.
- A força que temos que ter é para, ao invés de sermos abatidos pela tristeza, abatermos a tristeza e a relutância que nos atinge, atingiu ou pode atingir: 900 mil compatriotas, já os temos, com cédula de identidade e tudo - disse ele, que venceu Capriles por 224 mil votos: - E isso significou que a diferença foi pequena, e poderia ter sido maior.
Em pronunciamentos anteriores, ele já havia reclamado da ausência dos votos chavistas na eleição. Há algumas semanas, comentou, num programa de TV, sobre 600 mil votos a menos.
A oposição demonstrou sua confiança no sigilo do sistema eleitoral do país e pediu que o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) se pronunciasse sobre a afirmativa de Maduro.
CNE ignora pedido de oposição
Liliana Hernández, do comitê Simón Bolívar, que organizou a campanha de Capriles, questionou a ausência de uma defesa do CNE sobre a segurança do sigilo eleitoral no país.
- Onde está o CNE? Como Nicolás Maduro saiu ontem (quarta-feira) a dizer que tem o número de cédula dos que não votaram por ele? - questionou a deputada do partido Um Novo Tempo.
Para ela, Maduro tem a intenção de fazer crer que o voto no país não é secreto e, assim, intimidar os eleitores a votarem no partido que detém o poder. Milhões de venezuelanos dependem de ajuda oficial dos programas sociais instituídos por Chávez. Segundo a deputada, o CNE deve responder às afirmações que “violentam o sagrado princípio do voto secreto”. Não havia, entretanto, nenhuma nota sobre o tema no site oficial do órgão eleitoral, que é dominado por chavistas.
Os opositores continuam, porém, a contestar as eleições na Justiça sob alegação de fraude, mas se negaram a participar da auditoria feita pelo CNE após uma forte contestação popular pela recontagem de votos que deixou ao menos sete mortos e vários feridos. Capriles diz que só ficará satisfeito com uma recontagem completa, e ameaça recorrer à Justiça internacional.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/maduro-diz-saber-quem-sao-os-venezuelanos-que-nao-votaram-na-ultima-eleicao-8423666#ixzz2TcqDvOta
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...