sábado, 15 de março de 2014

Ucrania e a diplomacia brasileira: ate tu G7? Mas, cade o G8?

Acho que o G8 não vai se reunir mais, ou pelo menos não este ano em Sochi, como estava previsto. Melhor voltar ao formato anterior de G7 e esquecer o que se passou nos últimos 15 anos...
Quanto ao BRICS, aposto como a próxima reunião vai ser desenxabida, talvez até patética, pois não vai poder tocar naquilo que supostamente seria uma das motivações do grupo: oferecer a sua visão, alternativa à dos arrogantes imperialistas e hegemônicos do G7, aos problemas de segurança, paz e estabilidade do mundo, junto com outras pequenas receitas, claro, como crescer, cooperar, limpar o planeta, melhorar a vida dos outros, enfim, essas coisas triviais para grandes potências e aspirantes a sê-lo...
Não ingerência nos assuntos internos de outros países chega a ser piada, quando se tem o registro do Paraguai, de Honduras, e de diversas outras aventuras por aí...
Paulo Roberto de Almeida

 G-7 cobra posição firme do Brasil na crise ucraniana
O Estado de S. Paulo, Sábado, 15 de Março de 2014

Os EUA e os demais países do G-7 vêm cobrando do Brasil uma posição mais dura em relação à crise na Ucrânia. Nos últimos dias, diplomatas das grandes potências têm procurado o Itamaraty em busca de uma condenação à Rússia e ao referendo da Crimeia, mas encontraram apenas evasivas.
 
Eles questionam a ausência do País, que pretende ser um ator global, em uma das crises mais graves do período pós-Guerra Fria. "O silêncio e ausência brasileira é notável", disse ao Estado um diplomata de alto escalão.
 
A cobrança é feita sobre dois princípios tradicionais da diplomacia brasileira: o respeito à integridade territorial e a não ingerência em outros países. A reputação de ser fiel aos preceitos da Organização das Nações Unidas está sendo questionada pelos diplomatas estrangeiros, além de haver críticas veladas ao fato de o País, que almeja um assento permanente no Conselho de Segurança, evitar se posicionar.
 
A única nota emitida pelo governo brasileiro em um mês de agravamento da crise ucraniana foi em 19 de fevereiro, depois que confrontos entre manifestantes e policiais deixaram 82 mortos. O texto tem o tom típico da diplomacia brasileira: demonstra preocupação com o que chama de deterioração do quadro político e institucional, lamenta as mortes e pede diálogo entre as partes, além de dizer que a crise deve ser solucionada pelos próprios ucranianos, no que pode ser interpretado como uma crítica pouco explícita à interferência da Rússia.
 
Desde então, tropas russas ocuparam a Crimeia e o Parlamento local decidiu que fará um referendo para decidir sobre a anexação à Rússia. Procurado, o Itamaraty deixou claro que a posição brasileira continua a mesma de três semanas atrás.
 
Internamente, a avaliação é que a cobrança é feita porque o G-7 quer angariar apoio contra o referendo e a interferência russa, mas a diplomacia brasileira não pretende comprar essa briga contra um parceiro do Brics (Brasil, Rússia, Índia China e África do Sul), especialmente um mês antes de sediar uma nova reunião do grupo. Além disso, a diplomacia brasileira evita condenações diretas a Estados, porque considera que uma crítica pública dificulta negociações diplomáticas nos bastidores.

Brasil: PIB conhece um enorme aumento gracas ao governo; gigantesco mesmo... - Rolf Kuntz

Bem, este PIB não é exatamente o que vocês estão pensando.
Ele é mais exatamente a Produção Interna de Bobagens, ou de Burradas, como diz este editorialista econômico do Estadão.
Em matéria de burradas, bobagens, equívocos, enganos, erros, mentiras, enfim, c.....s em geral, este governo é insuperável.
Nunca antes neste país, um governo cometeu tantas burradas, em tão pouco tempo, de forma tão concentrada.
Winston Churchill ficaria surpreendido, ou algum outro êmulo perdido por aí, que aliás foi quem começou a série.
Paulo Roberto de Almeida

O populismo e a lei da acumulação das burradas

O Estado de S.Paulo, 15 de março de 2014
ROLF KUNTZ*
Burrada gera burrada e tende a crescer em espiral, como os preços inflados, quando a besteira é realimentada pela mentira. No Brasil, essa combinação de erros levou à superinflação, nome inventado para marcar a tênue diferença entre a hiperinflação e o desastre brasileiro dos anos 80 e começo dos 90. Proscrito por algum tempo, o jogo está consagrado, novamente, na rotina brasiliense. O socorro de R$ 12 bilhões às elétricas, para atenuar os efeitos de uma política populista de tarifas, é o mais novo lance desse jogo. O Tesouro gastará R$ 4 bilhões além dos R$ 9 bilhões previstos no Orçamento e a Câmara de Comercialização de Energia, um ente privado, tentará obter no mercado um financiamento de R$ 8 bilhões, pagando juros, naturalmente. Os consumidores serão mais uma vez poupados, neste ano, e só depois de votar receberão a conta aumentada.
Mentira é uma boa palavra para designar a maquiagem das contas fiscais e a tentativa de reprimir - e falsificar, portanto - os índices de preços. No caso das contas públicas, também tem sido usada, com sucesso internacional, uma expressão mais suave: contabilidade criativa. A nomenclatura faz pouca diferença. O importante é reconhecer a realimentação e a multiplicação dos erros quando se tenta disfarçar os problemas, em vez de resolvê-los. O efeito circular é claríssimo na crise argentina. Também é indisfarçável na baderna econômica da Venezuela, marcada nas páginas da História, de forma indelével, pela escassez de papel higiênico. Haja páginas.
O exemplo argentino é um modelo para os governantes populistas, em geral muito interessados nos benefícios políticos e pouco preocupados com os custos efetivos para a economia. Para disfarçar a inflação o governo da Argentina tem falsificado os indicadores e tentado tabelar ou congelar os preços. Como o fracasso é inevitável, amplia a vigilância e tenta levar o controle até a origem dos produtos. Com isso, impõe perdas a agricultores e pecuaristas e cria um conflito entre a administração central e o setor mais eficiente da economia. De passagem, cria algum obstáculo à exportação de alimentos, para derrubar os preços internos, e compromete a receita cambial. Como o Executivo também usa os dólares da reserva para liquidar contas fiscais, a combinação das trapalhadas produz ao mesmo tempo inflação crescente, insegurança na produção e escassez de moeda para os pagamentos internacionais.
Para poupar reservas o governo impõe controles severos às compras de moeda estrangeira e aumenta o protecionismo. Também esse esquema tende ao fracasso, mas produz algum efeito quando um governo amigo se dispõe a aceitar o desaforo comercial. Neste caso, esse governo amigo tem como endereço principal o Palácio do Planalto, em Brasília. A tolerância é praticada em nome de uma solidariedade nunca retribuída e, de forma implícita, de uma liderança regional imaginária e sempre desmentida na prática.
A solidariedade tem um claro componente ideológico. O estilo dos Kirchners tem sido uma evidente inspiração para o governo brasileiro. Mas as condições no Brasil são um tanto diferentes e têm sido menos propícias, pelo menos até agora, a algumas iniciativas mais audaciosas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda funciona sem interferência do Executivo. O PT conseguiu, pelo menos durante algum tempo, impor sua marca ao velho e respeitável Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mas a ação foi desastrada e desmoralizante. Não se conhece, até hoje, nenhuma tentativa semelhante em relação ao IBGE.
Sem manipulação direta dos índices, a maquiagem da inflação ocorre diretamente nos preços, por meio, por exemplo, da redução das contas de eletricidade, da imposição de perdas à Petrobrás e do congelamento das tarifas de transporte urbano. Seria politicamente muito mais complicado tentar mexer nos indicadores produzidos pelo IBGE. Mas a interferência direta na fixação de preços dispensa o governo desse risco. Impõe, em contrapartida, uma porção de outros problemas.
O congelamento de tarifas de transporte público resultou em perdas para governos municipais e estaduais, incluídos os do PT. Recursos para investimentos e até para ações rotineiras tornaram-se mais escassos, mas o reajuste de tarifas é hoje politicamente mais difícil do que no ano passado.
O esperado socorro do governo federal - uma das apostas do prefeito Fernando Haddad - também está atrasado e é pouco provável, porque as contas do Tesouro Nacional estão em más condições. Se algum socorro aparecer, será uma surpresa, porque a meta fiscal anunciada no mês passado pelo ministro da Fazenda parece cada dia mais inacessível. O aumento das despesas para socorrer o setor elétrico é uma sangria a mais para o Orçamento federal.
Se a presidente insistir em poupar os consumidores, será preciso compensar os gastos adicionais do subsídio às contas de eletricidade. O ministro da Fazenda mencionou o possível aumento de impostos e a reabertura do Refis, o refinanciamento de dívidas tributárias. Mais uma vez o balanço fiscal dependerá de receitas especiais, como os pagamentos iniciais do Refis, os dividendos do BNDES e o pedágio pago pelas concessões de infraestrutura. Se as agências classificadoras aceitarem a jogada, talvez se possa evitar a redução da nota de crédito soberano.
Um pouco mais de seriedade na gestão das contas públicas e no combate à inflação pouparia ao governo muitas complicações e livraria o País de perdas injustificáveis. Combate sério à inflação inclui o uso mais eficiente do dinheiro público e a ação realmente autônoma do Banco Central. O Brasil nada ganhou com a redução voluntarista dos juros. A inflação subiu e foi preciso apertar de novo a política monetária. Também nada ganhou com a manipulação de preços e tarifas. Burradas só geram problemas e o esforço para disfarçá-los envolve novas burradas, como a solução improvisada para o problema das elétricas.
*ROLF KUNTZ É JORNALISTA

Internet: qual dos dois riscos vc prefere?: o dos interesses privadosou o dos governos?

Entre os riscos de interesses espúrios (ou corporativos) e aqueles colocados por governos ditatoriais decidindo quem pode ou não pode estar na internet, eu prefiro infinitamente ficar com os primeiros. Pelo menos as empresas competem entre si para ganhar dinheiro e para isso precisam oferecer coisas que nos atraiam.
Governos ditatoriais só pretendem controlar e restringir nossos direitos de acessar o mais amplo leque de informações. Seria um desastre incomensurável. 
A internet NUNCA deve se submeter aos interesses dos governos, democráticos ou não (e sabemos o uso que dela farão estes últimos). Entre Estados, de um lado e cidadãos e empresas, do outro, eu fico com estes, que pelo menos são fragmentados, como deve ser a internet: total liberdade.
Governos são inerentemente castradores, além de poderem passar, eventualmente, sob o comando de máfias e gangsters, como ocorre frequentemente (inclusive muito perto de nós, mais perto do que vcs pensam).
A ICANN não pode passar ao controle dos governos. 
Paulo Roberto de Almeida 

U.S. to relinquish remaining control over the Internet


Pressure to let go of the final vestiges of U.S. authority over the system of Web addresses and domain names that organize the Internet has been building for more than a decade. (Joe Raedle/Getty Images)
 The Washington Post, MARCH 14, 2014
U.S. officials announced plans Friday to relinquish federal government control over the administration of the Internet, a move that pleased international critics but alarmed some business leaders and others who rely on the smooth functioning of the Web.
Pressure to let go of the final vestiges of U.S. authority over the system of Web addresses and domain names that organize the Internet has been building for more than a decade and was supercharged by the backlash last year to revelations about National Security Agency surveillance.
The change would end the long-running contract between the Commerce Department and the Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), a California-based nonprofit group. That contract is set to expire next year but could be extended if the transition plan is not complete.
“We look forward to ICANN convening stakeholders across the global Internet community to craft an appropriate transition plan,” Lawrence E. Strickling, assistant secretary of commerce for communications and information, said in a statement.
The announcement received a passionate response, with some groups quickly embracing the change and others blasting it.
In a statement, Senate Commerce Committee Chairman John D. Rockefeller IV (D-W.Va.) called the move “consistent with other efforts the U.S. and our allies are making to promote a free and open Internet, and to preserve and advance the current multi-stakeholder model of global Internet governance.”
But former House speaker Newt Gingrich (R-Ga.) tweeted: “What is the global internet community that Obama wants to turn the internet over to? This risks foreign dictatorships defining the internet.”
The practical consequences of the decision were harder to immediately discern, especially with the details of the transition not yet clear. Politically, the move could alleviate rising global concerns that the United States essentially controls the Web and takes advantage of its oversight position to help spy on the rest of the world.
U.S. officials set several conditions and an indeterminate timeline for the transition from federal government authority, saying a new oversight system must be developed and win the trust of crucial stakeholders around the world. An international meeting to discuss the future of Internet is scheduled to start on March 23 in Singapore.
The move’s critics called the decision hasty and politically tinged, and voiced significant doubts about the fitness of ICANN to operate without U.S. oversight and beyond the bounds of U.S. law.
“This is a purely political bone that the U.S. is throwing,” said Garth Bruen, a security fellow at the Digital Citizens Alliance, a Washington-based advocacy group that combats online crime. “ICANN has made a lot of mistakes, and ICANN has not really been a good steward.”
Business groups and some others have long complained that ICANN’s decision-making was dominated by the interests of the industry that sells domain names and whose fees provide the vast majority of ICANN’s revenue. The U.S. government contract was a modest check against such abuses, critics said.
“It’s inconceivable that ICANN can be accountable to the whole world. That’s the equivalent of being accountable to no one,” said Steve DelBianco, executive director of NetChoice, a trade group representing major Internet commerce businesses.
U.S. officials said their decision had nothing to do with the NSA spying revelations and the worldwide controversy they sparked, saying there had been plans since ICANN’s creation in 1998 to eventually migrate it to international control.
“The timing is now right to start this transition both because ICANN as an organization has matured, and international support continues to grow for the multistakeholder model of Internet governance,” Strickling said in a statement.
Although ICANN is based in Southern California, governments worldwide have a say in the group’s decisions through an oversight body. ICANN in 2009 made an “Affirmation of Commitments” to the Commerce Department that covers several key issues.
Fadi Chehade, president of ICANN, disputed many of the complaints about the transition plan and promised an open, inclusive process to find a new international oversight structure for the group.
“Nothing will be done in any way to jeopardize the security and stability of the Internet,” he said.
The United States has long maintained authority over elements of the Internet, which grew from a Defense Department program that started in the 1960s. The relationship between the United States and ICANN has drawn wider international criticism in recent years, in part because big American companies such as Google, Facebook and Microsoft play such a central role in the Internet’s worldwide functioning. The NSA revelations exacerbated those concerns.
“This is a step in the right direction to resolve important international disputes about how the Internet is governed,” said Gene Kimmelman, president of Public Knowledge, a group that promotes open access to the Internet.
Verizon, one of the world’s biggest Internet providers, issued a statement saying, “A successful transition in the stewardship of these important functions to the global multi-stakeholder community would be a timely and positive step in the evolution of Internet governance.”
ICANN’s most important function is to oversee the assigning of Internet domains — such as dot-com, dot-edu and dot-gov — and ensure that the various companies and universities involved in directing digital traffic do so safely.
Concern about ICANN’s stewardship has spiked in recent years amid a massive and controversial expansion that is adding hundreds of new domains, such as dot-book, dot-gay and dot-sucks, to the Internet’s infrastructure. More than 1,000 new domains are slated to be made available, pumping far more fee revenue into ICANN.
Major corporations have complained, however, that con artists already swarm the Internet with phony Web sites designed to look like the authentic offerings of respected brands.
“To set ICANN so-called free is a very major step that should done with careful oversight,” said Dan Jaffe, executive vice president of the Association of National Advertisers. “We would be very concerned about that step.”

Brasil: pequeno retrato da politica apodrecida do pais, em flagrante de chantagens reciprocas

Impressionante: em nenhum momento, em qualquer trecho desta matéria que se presume fiel aos fatos, se trata de questões substantivas de interesse do país e de sua população. Nada, neca de pitibiribas: essas coisas prosaicas, que deveriam supostamente melhorar as nossas vidas, simplesmente não existem.
Tudo ali trata apenas de chantagens recíprocas entre mafiosos das duas partes, com vistas a tratar de recursos para emendas parlamentares paroquiais ou garantir a base de apoio do governo.
Impressionante e inacreditável, o ponto a que chegamos na política do Brasil.
Talvez nem o reporter tenha percebido que ele nunca tratou dos fins da política nessa matéria.
Ele apenas tratou, única e exclusivamente, dos meios dos políticos. 
Paulo Roberto de Almeida 

Troca nos ministérios e promessas de liberação de emendas reduzem'blocão'
ERICH DECAT / BRASÍLIA 
O Estado de S.Paulo, 15 de março de 2014

Com o destravamento da reforma ministerial e promessas de liberação de emendas parlamentares, o Palácio do Planalto conseguiu reduzir significativamente o chamado "blocão", grupo de partidos - a maioria da base aliada - criado em fevereiro a fim de aumentar o poder do Legislativo frente ao Executivo.
Das 11 legendas que compareceram ao jantar que selou o pacto entre os líderes de bancadas no dia 20 do mês passado, quatro já abandonaram o grupo: PSD, PP, PROS e PDT. Os próximos a fazê-lo serão o PR, o PT do B e o PRP. Com isso, o número de deputados do "blocão" cairá de 285 para 129 (veja quadro ao lado).
Nesta semana, a tropa rebelde de governistas comandada pelo PMDB se uniu aos partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS - e impôs uma série de derrotas ao governo na Câmara dos Deputados, com a criação de uma comissão externa para apurar denúncias de corrupção da Petrobrás e a aprovação de convocações e convites de ministros a fim de que eles deem explicações sobre os mais variados assuntos no Congresso Nacional.
Ontem, o presidente nacional do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), foi mais um dirigente partidário a se posicionar pelo fim do bloco. As reuniões feitas com a cúpula do partido, a bancada na Câmara e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, resultaram em um entendimento, segundo Nascimento.
Carta de crédito. "O PR sai do 'blocão'. Existia de fato uma insatisfação muito grande principalmente na Câmara dos Deputados. Mas tivemos reuniões de um grupo de deputados mais o ministro Mercadante. Todas as arestas não foram aparadas, mas algumas foram e acho que já tem condições de manter um diálogo com o governo, o que estava muito ruim", afirmou Nascimento. "Acho que o partido tem que dar ao Mercadante uma carta de crédito. Ele procurou se envolver pessoalmente", disse o dirigente do PR.
Sua posição, contudo, ainda precisa ser acatada pelo líder da legenda na Câmara, Bernardo Santana (MG). "Com todo o respeito que eu tenho pelo senador Alfredo Nascimento, ele fala pelo Senado, onde é líder, e fala pelo partido, mas quem fala pelos deputados federais sou eu, que sou líder da bancada na Câmara". No entanto, trata-se do mesmo movimento dos outros partidos que deixaram o bloco. Primeiro os dirigentes desautorizaram a presença deles no grupo, como Gilberto Kassab (PSD), Carlos Lupi (PDT) e CiroNogueira (PP). Dias depois, a orientação acabou sendo incorporada pela bancada.
Trégua. Além da iminente saída do PR, outro fator que deve enfraquecer o bloco é a trégua sinalizada pelo Planalto e pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Um encontro entre o deputado e Mercadante está previsto para segunda-feira. Foi graças ao corpo a corpo do ministro com os líderes da base nesta semana - no qual fez promessas de liberação de emendas por parte do governo - e à retomada da reforma ministerial que o governo deu os primeiros passos para enfraquecer o "blocão".
No entanto, há ainda alguns pontos de desentendimento. Entre os itens da pauta nos quais a bancada do PMDB se posicionará contra o governo estão o texto que prevê a criação do Marco Civil da Internet e o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto que estabelece novos critérios para a criação de municípios.
Distensão. Cunha garante que se trata de assuntos em que a bancada já tinha tomado posições contrárias ao governo antes da criação do blocão. "Agora tem que distensionar o ambiente e caminhar para um ambiente normal, com as divergências colocadas de forma equilibrada. E essas divergências serão demonstradas no dia a dia no painel", afirmou o deputado, segundo quem a atual tensão na coalizão presidencial poderá deixar cicatrizes para a campanha de outubro. Temo que toda essa situação de embate esteja produzindo os 'anticabos' eleitorais, que não jogam a favor, mas contra, numa campanha negativa", disse o peemedebista (mais informações abaixo).
Teatro. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que a tensão entre Executivo e Legislativo deve diminuir. Carvalho é alvo do "blocão". Ele foi convocado para prestar esclarecimentos sobre convênios de ONGs e a explicar o patrocínio do governo a um evento do MST que acabou em quebra-quebra em Brasília.
"Na vida política a gente vai aprendendo que é natural que ocorram tensões, momentos mais fortes, mais difíceis, a gente tem de ter maturidade e serenidade, como a presidenta teve, para suportar as interpretações, as ondas e contra ondas", disse Carvalho.
"O resto tem um pouco de jogo de cena, um pouco do teatro político, que é natural", afirmou. Ele participou do lançamento do edital do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica, no Palácio do Planalto. / COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Venezuela: quantos mortos mais serao necessarios para os totalitarios reconhecerem o massacre?

Maduro sufoca venezuelanos, mas Brasil silencia e PT aplaude

Enquanto os venezuelanos são detidos sem acusações, torturados nas prisões e assassinados por franco-atiradores e milicianos chavistas, o Brasil silencia e o PT aplaude

Nathalia Watkins, de Caracas
Revista Veja, 14/03/2014
REPRESSÃO - Jovens tentam se proteger dos gases em ataque a passeata pacífica em Caracas, na quarta-feira 12
REPRESSÃO - Jovens tentam se proteger dos gases em ataque a passeata pacífica em Caracas, na quarta-feira 12     (Tomas Bravo - Reuters)
A trilha sonora da repressão estatal na Praça Altamira, tradicional ponto de encontro da oposição venezuelana, em Caracas, é sempre a mesma. Alto-falantes instalados em cima de tanques blindados da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), usados contra motins, difundem uma música com a voz do falecido presidente Hugo Chávez (“Pátria, pátria, pátria querida, você é o meu céu, meu sol, minha pátria, minha vida, meu amor”, canta ele) ou o hino nacional. Não o venezuelano, mas o cubano. A toada inspira os policiais e as milícias a favor do governo, ao mesmo tempo em que irrita os manifestantes. Outro objetivo é aplacar o som dos tiros disparados contra opositores do presidente Nicolás Maduro. Há mais de um mês, o ritual tem início sempre por volta das 5 da tarde. Jovens formam barricadas e juntam pedras. Quando eles começam a queimar pneus, centenas de motos, tanques e carros da GNB e da polícia acionam jatos d’água, gás lacrimogêneo e dão tiros para dispersar a multidão. Nas cidades pequenas com prefeitos chavistas, a violência é ainda mais brutal. Quase trinta pessoas já morreram no país, mais de 1 300 foram detidas, incluindo menores. Há quarenta denúncias de tortura e 120 jornalistas agredidos. Ainda que Maduro tenha dito as mais absurdas acusações contra os manifestantes, nenhum deles apareceu em momento algum com uma pistola. Desarmados e sem a proteção de uma imprensa ou de uma Justiça independente, os venezuelanos continuam indo às ruas. Entregam-se a um massacre inevitável. Até quando?     
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet, no iPhone ou nas bancas.
Outros destaques de VEJA desta semana

Internet: ditaduras vao ter de trabalhar mais um pouco para censurar oGoogle

Censura e controle das comuniçações são as primeiras ferramentas das ditaduras. A China mantém a melhor (enfim, para a ditadura do partido) estrutura de censura, de controle, de bloqueios de todas as ditaduras conhecidas.
Mas, eles vão ter um pouco mais de trabalho agora.
Quando eu estava na China, e queria achar algo no Google, era sempre a mesma coisa: escolhia o Google, e lá vinha alguma resposta em chinês, do Baidu, o Google do regime comunista.
Da mesma forma, era impossível usar qualquer ferramenta de comunicação social, pois elas estavam totalmente bloqueadas, a menos de se usar um provedor virtual, "capitalista", cuja assinatura anual fica em torno de 50 dólares, difícil para a maioria dos chineses, que sequer desconfiam da existência de outras coisas além da Grande Muralha da Internet.
Ditaduras sempre tentam isolar as pessoas e cercear a liberdade da informação, como está tentando fazer a ditadura chavista.
A tecnologia deve tornar um pouco mais difícil essas tentativas, mas também dá às ditaduras outras ferramentas para controlar pessoas.
Uma luta interminável, mas a liberdade sempre acaba vencendo...
Paulo Roberto de Almeida

Google está criptografando a pesquisa mundialmente

A atitude da gigante da tecnologia é um incômodo para a NSA e os censores chineses
O Google começou a criptografar rotineiramente buscas realizadas na China, o que representa um novo desafio para o poderoso governo da nação, que censura a Internet e rastreia o que os indivíduos estão vendo online.
A empresa afirma que a medida faz parte de uma expansão global de tecnologia de privacidade projetada para frustrar a vigilância por agências governamentais de inteligência, a polícia e os hackers que, com ferramentas amplamente disponíveis, podem ver emails, consultas de pesquisa e chats de vídeo que deveriam ter conteúdo protegido.
O sistema de vigilância da China, conhecido como “O Grande Firewall da China”, vem interceptando há tempos usuários à procura de informações consideradas politicamente sensíveis. A pesquisa criptografada significa que os monitores do governo não conseguem detectar quando os usuários pesquisam termos sensíveis, tais como “Dalai Lama” ou “Praça Tiananmen”, porque a criptografia faz com que surjam sequências sem sentido aparente de números e letras. China e outros países como a Arábia Saudita e o Vietnã, que censuram a Internet a nível nacional, ainda terão a opção de bloquear os serviços de busca do Google por completo.
Mas os governos terão mais dificuldade em filtrar termos de busca específicos. Também se torna mais difícil identificar quais pessoas estão buscando informações sobre assuntos sensíveis, dizem especialistas. A iniciativa é a mais recente – e talvez a mais inesperada – consequência do vazamento de documentos confidenciais pelo ex-funcionário terceirizado da CIA Edward Snowden, detalhando a extensão da vigilância do governo americano na internet. O Google e outras empresas de tecnologia responderam com novos investimentos em criptografia.
Google na mira da China
As autoridades chinesas não responderam a perguntas sobre a decisão do Google para criptografar rotineiramente as pesquisas, mas o movimento ameaça elevar as tensões de longa data entre a gigante da tecnologia americana e a nação mais populosa do mundo. “Não importa qual é a causa, isso vai ajudar internautas chineses a acessar as informações que eles nunca viram antes”, disse Percy Alpha, o co-fundador da GreatFire.org, um grupo ativista que monitora a censura na China. “Vai ser uma enorme dor de cabeça para as autoridades chinesas. Esperamos que outras empresas sigam o Google para tornar a criptografia um padrão”.
O Google começou a oferecer busca criptografada como uma opção para alguns usuários em 2010 e tornou a proteção automática para muitos usuários nos Estados Unidos em 2012. A empresa começou a criptografar o tráfego entre seus centros de dados depois que o Washington Post e o Guardian publicaram matérias sobre a extensão massiva da espionagem feita pela Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA). Microsoft e Yahoo, logo em seguida, também tomaram iniciativas semelhantes. A busca criptografada veio mais lentamente em outras partes do mundo e, especialmente, para aqueles que utilizam navegadores mais antigos.
O Firefox, o Safari e o Chrome têm suporte para a criptografia do Google, mas as gerações mais antigas do Internet Explorer, da Microsoft, — ainda populares na China e em grande parte do mundo em desenvolvimento — não. O Internet Explorer 6, que foi lançado pela primeira vez em 2001, não suporta pesquisas criptografadas do Google e representa 16% do tráfego da internet chinesa, de acordo com NetMarketShare.com, que controla o uso de navegadores na Rede.

Venezuela: milicias assassinas do chavismo delinquente -- como nos tempos do nazismo

Quem conhece a história da Europa, nos anos 1920 e 1930, sabe que no período de formação do partido nazista, e depois nos primeiros tempos do hitlerismo no poder, quando eles ainda não tinham consolidado inteiramente o seu controle sobre a sociedade, mediante forças totalmente organizadas, armadas e protegidas pelo Estado nazista, o partido hitlerista tinha à sua disposição pelotões de "exterminação" (literalmente) de comunistas, de sindicalistas, de socialistas, enfim, de todo e qualquer "inimigo" do partido e do regime.
Grupos de tamanho variado percorriam as ruas, batendo, pilhando, assaltando, queimando, até matando, em total impunidade, com especial violência quando se tratava de tudo isso, e judeus...
O fascismo italiano também praticou esse tipo de marginalidade criminosa, embora com menor intensidade, ou crueldade, do que os gangsters do partido nazista.
O chavismo caminhou para a mesma direção, e não apenas no que se refere a essas milícias de lumpen armados pelo regime, mas também em sua evolução institucional.
Tive o cuidado, uma vez, de comparar as medidas "legais", todas inconstitucionais, arbitrárias, ditatoriais, obviamente, tomadas por Hitler nos primeiros meses do seu governo de gangsters políticos, com medidas similares, semelhantes, análogas àquelas que Chavez tomou em diversas etapas de sua "revolução" socialista, todas elas arbitrárias, ditatoriais, inconstitucionais.
A diferença entre o nazismo e o chavismo não é de natureza, é apenas de grau, por enquanto...
Paulo Roberto de Almeida 

ESCUADRONES DE LA MUERTE: El brazo armado del chavismo


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ESCUADRONES DE LA MUERTE: El brazo armado del chavismo
Protesta por Tupamoro en el 23 de Enero. Caracas , 03-04-2008 (ALEX DELGADO / EL NACIONAL )
DolarToday / March 13, 2014 @ 5:00 pm
Los llamados “colectivos” o “Escuadrones de la Muerte”, son el brazo armado más radical del chavismo, operan con total apoyo y protección del poder Ejecutivo.
Estas bandas delictivas salen a patrullar las calles en sus motos, y se reconocen fervientes combatientes de la “revolución bolivariana”. Desde el primer día de protestas de estudiantes y opositores, han emprendido una cruenta represión, que ya se cobró la vida de 24 personas. Muchas de ellas han sido responsabilidad de estos grupos armados.
 Los “colectivos” tienen su origen en los grupos subversivos de izquierda, radicados en el movimiento 23 de Enero. En un principio eran conocidos como los Tupamaros, quienes hoy en día siguen activos, pero en los 80 comenzaron las divisiones y se formaron nuevos bastiones. Así nacieron otras agrupaciones como Carapaica, Alexis Vive y La Piedrita, entre otras.
Especialistas en la materia sostienen que el número de estas bandas delictivas en Venezuela puede ascender a nueve mil. Además, su presencia ha ido en aumento desde el fallido golpe de Estado a Hugo Chávez en 2002.
Muchos de estos grupos, como por ejemplo el Movimiento Revolucionario Tupac Amaru (MRTA), controlan diversas zonas carenciadas del país. Allí actúan como jueces y policías, ofreciendo “protección” ilegal contra delincuentes y narcotraficantes. Ellos mismos son los que determinan quiénes pasan a ser enemigos y quiénes no.
Incluso los propios Tupamaros han sido acusados en reiteradas ocasiones por ataques a comercios e importantes edificios, por considerarlos oligarcas y burgueses.
A su vez, muchas de estas bandas también cuentan en su poder con radios y canales de televisión, en las zonas que operan.
El vínculo que mantienen con la cúpula política es innegable. En las presentes manifestaciones reprimen a mansalva y su rol cada vez es más protagónico. La prensa local en más de una oportunidad ha vinculado a estas organizaciones con el presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello.
Mientras el presidente Maduro sigue respaldando a estos “combatientes de la revolución”, los estudiantes y la oposición no cesan su reclamo, y semana tras semana la cantidad de muertos va en ascenso.

Con Información de: Infobae

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...