domingo, 18 de novembro de 2018

Seven Principles Of Sound Public Policy - Lawrence Reed (FEE)

Seven Principles Of Sound Public Policy

"They are, in my view, eternal principles that should form the intellectual backdrop to what we do as policymakers inside and outside of government."
Lawrence W. Reed

O Itamaraty, sua futura diplomacia e o novo chanceler, na berlinda

Na semana que se passou, um dos temas mais requisitados, visitados, acessados, e discutidos nas redes sociais foi, inquestionavelmente, a figura do novo chanceler e suas posturas políticas, em conexão com a agenda diplomática do Brasil.
Estas foram as postagens mais acessadas e o número de visitas no período recente:

273

171
143
139
126


120

Refaço aqui os links para facilitar acesso:

1) Sobre o chanceler designado - Paulo Roberto de Alm...

2) Globalismo e globalizacao: uma confusao persistent...

3) Sobre o marxismo cultural - Paulo Roberto de Almei...

4) Futuro chanceler: perto de Trump e longe da China ...

5) A política externa do governo Bolsonaro - Rubens B...

6) Os perigos da guinada radical no Itamaraty - Guilh...

 Pode ser que o frenesi em torno do novo chanceler se acalme nas próximas semanas, ou não...
Paulo Roberto de Almeida

sábado, 17 de novembro de 2018

Blog Diplomatizzando: quando chegarei aos 7 milhões de visualizações?

Por acaso cliquei nas estatísticas de postagens e de acesso a essas postagens deste blog Diplomatizzando.
Estas são as estatísticas resumidas:

Visualizações de página de ontem
6.296
Visualizações de página do mês passado
86.756
Histórico de todas as visualizações de página
6.536.498


Pelo que vejo acima, faltam aproximadamente 463 ou 464 mil acessos a minhas postagens até alcançar a cifra de 7 milhões de visualizações.
Digamos que na média de 85 mil acessos por mês, eu preciso de mais ou menos cinco meses e meio para alcançar essa cifra, ou seja, em meados de abril de 2019.
Vou colocar esses dados em minha agenda, para controlar em 15 de abril.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 17 de novembro de 2018

Fernando Gabeira na luta pela sobrevivência de um pais viavel...

Não sei se Gabeira está chegando ao desespero, ao ver que o Brasil simplesmente não avança, mas eu acho que vamos patinar por mais quatro anos...
Paulo Roberto de Almeida

Sobreviver ao ano que vem

"Não sei se exagero, mas sinto-me como se fosse a luta pela sobrevivência de um país viável". As impressões de Fernando Gabeira, em artigo publicado pelo Estadão:

É um momento de escolha de ministros, definição da estrutura do governo. Não importa o que saia daí, o que nos espera no ano que vem é inescapável: o Brasil pode quebrar. A reforma da Previdência não é só um momento de alívio para o governo Bolsonaro, mas também para 14 Estados em profunda crise financeira, entre eles Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul.
Visitei Minas para ver melhor o que aconteceu nas eleições. Inédita na História, a vitória de Romeu Zema, do Partido Novo, contou com 71,8% dos votos. Foi um salto no escuro, preferível para os eleitores aos velhos partidos que dominaram o Estado: PSDB e PT.

A melhor forma de começar uma nova época é realizar a reforma da Previdência. Não resolve tudo, mas indica que o mais difícil foi feito. Paradoxalmente, a reforma é a maneira de seguir vivo até 2022, mas significa, no primeiro instante, uma perda de popularidade. Na Rússia, a reforma previdenciária roubou muitos pontos de aceitação do governo Putin. Sufocada pela Copa do Mundo, a resistência manifesta-se também numa desconfiança, uma sensação de perda. 
Segundo o Moscou Times, essa reforma foi decidida por Putin, mas seu déficit talvez pudesse ser facilmente coberto pelos excedentes do petróleo. Mas e os investimentos, a defesa? O governo precisava se antecipar.

No caso grego, a reforma talvez não tenha desgastado tanto a esquerda no poder. Era claramente inevitável. E havia a pressão da União Europeia. O ressentimento acabou canalizado para Angela Merkel.

No caso brasileiro, a reforma da Previdência tem uma chance singular. Ela é claramente uma forma de neutralizar o processo de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Ela tem um quê de Robin Hood, mas esse encanto sozinho não basta para emplacá-la. Em primeiro lugar, será preciso convencer os pobres de que, no fundo, estão ganhando com as mudanças; em segundo lugar, e isso é colossal, vencer a resistência das corporações, algumas articuladas com partidos da esquerda.

O ajuste fiscal será a primeira grande prova tanto para Bolsonaro como para Zema.

O ano que vem marca o início de uma fase triunfante do liberalismo. Ele bateu o marxismo no terreno, mas também partilha com ele um certo idealismo. Um vê no Estado o caminho da salvação, o outro vê no mercado. Como observa John Gray na sua crítica à Nova Direita na Inglaterra, ambos ignoram que são construções humanas e, como tal, imperfeitas.

Uma conclusão de Gray é que essas correntes idealistas veem a vida política de uma forma que conduz a derrotas. Elas tendem a investir num projeto de esperanças transcendentais, numa época sem fé. O conselho realista de Gray é baixar a bola, aceitar a humilde tarefa de uma improvisação sem fim, em que um bem é comprometido para salvar outros, uma espécie de equilíbrio entre os males necessários da vida humana e a perspectiva sempre presente do desastre a ser despachada para outro dia.

Não chego a tanto. Ele teorizava sobre os liberais que concluíam sua passagem pelo governo. Aqui, os vencedores precisam pôr suas ideias em ação.

Mas não consigo esquecer a experiência vivida no Congresso. Vi muitos grandes projetos. E vi sua trajetória real. Alguns deles costumo comparar com o grande peixe pescado pelo velho Santiago no romance O Velho e o Mar, de Hemingway. Comido aos pedacinhos, chegou à praia apenas como um grande esqueleto.

Assim como foi com o marxismo, os liberais vitoriosos correm o risco do que se chama húbris ideológico. Húbris é uma palavra grega que traduzimos como excesso de autoconfiança. De modo geral, esse excesso de autoconfiança é inerente à nossa prática de perseguir princípios universais, esquecendo a política como uma humilde discussão racional, uma acomodação mutual, em busca de um modus vivendi.

De qualquer forma, o Estado brasileiro é uma carga pesada nas costas da sociedade.

Lembro-me de que há quase uma década já discutíamos isso, da ineficácia de algumas estatais aos gastos escandalosos da máquina. Numa das comissões temáticas, questionei os gastos anuais do governo com viagens: R$ 800 milhões. Naquela época já havia um leque de possibilidades tecnológicas, do Skype às teleconferências. Essa escolha liquidaria os gastos. Mas reduziria os ganhos do funcionalismo com diárias.

A relação dessa gigantesca máquina político-partidária com a sociedade precisa ser resolvida em favor das pessoas.

O aumento dos juízes do STF vai nos custar R$ 6 bilhões. É um preço alto, caro, em bens e serviços. Mas tem um lado pedagógico: ficou claro para todo mundo como a elite burocrática se apossa de uma parte maior do bolo, numa sociedade mergulhada na crise econômica.

Creio que muitas pessoas votaram contra isso. Se minha presunção é verdadeira, está em curso uma modesta revolução cultural. Muitas pessoas que viam no Estado um provedor, e de certa forma a Constituição o moldou assim, começam a vê-lo como um obstáculo, sanguessuga.

Isso é o caminho para que seja revisto, de acordo com as circunstâncias históricas e culturais do Brasil de hoje. Não será necessariamente mínimo, que é uma construção ideal. Ele será o que resultar desse que, para mim, é o grande embate de 2019.

No passado, quando terminavam as eleições as pessoas se voltavam para seus problemas, o que é saudável. A verdadeira força transformadora, no entanto, virá da sociedade, e não de esquemas ideais. É possível que, num quadro de crise, ela continue alerta, pois agora começa a viver as consequências de sua escolha.

Não será um ano fácil. Aos que podem, é recomendável ao menos uma semana de férias. Isso porque a economia é apenas uma variável. Além dos 12 milhões de desempregados, parte do território urbano é ocupada por grupos armados, as cadeias são um barril de pólvora, a corrupção se estende pelo interior.


Não sei se exagero, mas sinto-me como se fosse a luta pela sobrevivência de um país viável.

Alessandro Candeas: livro "Hybris" - Carpe Diem, 30/11, 19h30

Alessandro Candeas anuncia o lançamento de seu livro:

Hybris: inteligência artificial e a revanche do inconsciente
 (Editora Novo Século)

O gênero é ficção científica, nada acadêmico...

Local: Carpe Diem, 104 Sul, Brasília, DF
Data: 30 de novembro (sexta)
Hora: 19:30

COMO SERÁ QUANDO A A.I. FOR TÃO PRESENTE QUANTO A ENERGIA OU A INTERNET?
Segunda metade do século 21. Superabundância de tecnologia e informação. A previsão da singularidade se confirmou. As máquinas são mais inteligentes que os homens. A sociedade está estratificada em quatro níveis.
É nesse cenário que se encontra Jason, um menino de 7 anos com síndrome de Down. Por escolha de sua mãe, que preza pelo lado humano e natural do mundo, ele pertence ao grupo dos excluídos digitais. Até o momento em que se vê obrigado a lutar com a Autoridade Central, contrária à sua condição. É quando ele passa a ter sonhos enigmáticos, que anunciam uma guerra de titãs cibernéticos e saídas para a sociedade fragilizada. Ele se une a dois jovens pesquisadores, que o ajudam a esboçar uma revanche do inconsciente, fundamental para a sobrevivência da espécie humana.


Alessandro Candeas é autor de dois outros livros: 




Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...