O relatório Educação para Todos, que acaba de ser divulgado pela Unesco, coloca o Brasil no 88. lugar entre 128 nações, um lugar pouco cômodo para quem se pretende potência regional, quiçá potência mundial, oitrava economia mundial e coisas do gênero.
Estamos até atrás do Paraguai.
O IDE (Indice de Desenvolvimento da Educação) analisa uma série de indicadores; o que prejudica mais o Brasil é o número dos que conseguem terminar o 5. ano do FUndamental.
Ver outros dados no site da Unesco: http://www.unesco.org/education/efa/ed_for_all/
http://www.unesco.org/en/efa-international-coordination/
Para o Relatório: Making Education Work For All, este link:
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001853/185398e.pdf
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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4 comentários:
Bem, professor, todos de acordo que esse é o grande gargalo - como gostam de dizer os economistas - do país, e certamente um dos motores principais da nossa desigualdade.
Observo entretanto que os dados vão até 2000, quando o discurso de potência regional ainda não era bem assim.
Glaucia,
De 2000 para cá, a qualidade da educacao no Brasil só fez piorar, sobretudo depois que pedagogas freireanas tomaram conta do MEC, e que companheiros malucos, adeptos de estudos afrobrasileiros e outras mitologias deleterias comecaram a determinar os padroes educacionais.
Acredite: a realidade é muito, mas muito pior do que revelam os numeros.
E nao se engane, tampouco: nao há nenhum risco de melhorar no curto prazo...
Paulo Roberto de Almeida
Assustador. Não formamos nem mesmo um número de jovens suficiente para ensinar a próxima geração...
Bem, isso não vai ocorrer, desde que você confie na lei da oferta e da procura, se é que você acredita nela.
Com a redução da oferta de professores, seu "preço de mercado" vai aumentar, como para arroz e feijão, e assim a oferta vai voltar a subir.
Mas, a qualidade, obviamente, vai continuar muito baixa.
O Brasil vai continuar tendo um nível médio de educação extremamente medíocre.
Não precisa ter estatísticas para chegar a esta conclusão: basta assistir à televisão aberta (o que aliás eu preciso fazer de vez em quando para tomar um choque de realidade e parar de pensar que as coisas estão indo "bem")...
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