Apenas uma reflexão que emerge a partir da constatação da total incapacidade do governo haitiano (da elite haitiana) em atender aos mínimos requisitos de assistência de sua peópria população. Era esperado que ele não tivesse meios, mas se esperava que tivesse ao menos vontade...
Paises pobres, países ricos, distinções cada vez mais carentes de significado
(mas não no caso do Haiti, que é um país africano na América Latina)
A velha distinção entre países exportadores de capitais = paises ricos; importadores de capitais = paises pobres, já não tem o siginficado e as implicações do passado.
Isso significa, simplesmente, que o mundo se tornou mais rico, que o capital é abundante, e que ele circula como nunca antes, bem mais, em todo caso, do que mercadorias e trabalhadores.
Isso não significa que o mundo se tornou mais igualitário, mas ele certamente é mais próspero, embora continue a conviver com pobreza, miséria, desigualdades, disfuncionalidades, em geral, que afetam enorme número de pessoas, e por vezes significam a diferenca entre a vida e a morte das pessoas (como no Haiti, incapaz de assegurar padrões mínimos decentes, ou de salvar pessoas em caso de desastre).
Ou seja, não temos limitações técnicas ou sequer falta de capitais, mas os paises continuam mal organizados, com gestão deficiente das possibilidades de crescimento.
Não creio que essa abundância de capitais mude a economia, enquanto disciplina, em seus fundamentos teóricos.
Mas ela certamente muda as possibilidades de crescimento e de prosperidade para grande número de pessoas.
Sao governos incompetentes, elites despreparadas que condenam seus povos ao desastre, à incuria e à pobreza.
As possibilidades existem, mas a gestão humana das políticas e dos recursos ainda deixa muito a desejar...
Paulo Roberto de Almeida (20.01.2010)
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Eleições no Brasil: o que há de velho, o que há de velho? - Paulo Roberto de Almeida
Madame IA começa por traduzir para o português a postagem que eu fiz, nesta sexta-feira 16/10/2026, para discutir com acadêmicos franceses ...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Quo Vadis , Itamaraty? Paulo Roberto de Almeida, professor, diplomata Interrogações sobre uma conjuntura histórica d...
-
Stalin era um intelectual! Desculpem a afirmação, mas é o que se pode deduzir do livro de Geoffrey Roberts: Stalin’s Library, The Dictator a...
-
Madame IA copia meus argumentos e posicionamentos sobre a política e a economia do Brasil, no longo prazo dos últimos 70 anos, desde 1960. P...
-
O Brasil desmoralizou a corrupção (Ricardo Bergamini) Prezados Senhores Qualquer que seja o presidente eleito, não terá força políti...
-
Apresente uma lista com as 40 frases mais marcantes que foram ditas e/ou escritas pelo diplomata PRA. Em cada frase, cite: a data, o local (...
-
O que a liderança de Flávio no 1º turno muda para a política externa do Brasil ...
-
Economia e democracia podem sobreviver; mas e a soberania? Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor. Sobre uma escolha ...
-
O fantasma da Cleptocracia Simon Schwartzman O Estado de S. Paulo, 9/10/2026 Dois resultados do primeiro turno me impressionaram mais: o m...
-
Madame IA interpreta razoavemente bem, embora com certo exagero nas adjetivações, minha postura em relação aos dois carcomidos projetos de...
Nenhum comentário:
Postar um comentário