Primeiro: acho que o chanceler do Chile tem total razão de fazer a advertência, do contrário a política externa oficial vira uma bagunça, com muita gente opinando de maneira caótica, o que daria uma péssima impressão do país. Mas também acho que o candidato eleito se saiu relativamente bem. Melhor que fique quieto doravante...
Chanceler chileno pede a Piñera que evite falar de política externa
Agência ANSA, 22/01/2010
SANTIAGO - O chanceler chileno, Mariano Fernández, pediu ao empresário Sebastián Piñera, eleito presidente do país no domingo, que evite opinar sobre temas de política externa até que assuma o cargo, o que ocorrerá no dia 11 de março.
A advertência é feita após o futuro mandatário ter trocado as primeiras alfinetadas com o venezuelano Hugo Chávez.
- É recomendável que o novo governo comece a dar opiniões sobre temas internacionais somente quando estiver instalado - disse Fernández.
- Não se deve antecipar julgamentos sobre as relações do país num período em que está terminando um governo e começará outro - complementou.
A polêmica teve início quando Piñera, empresário e dono de uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão, manifestou "diferenças" quanto à democracia venezuelana.
Chávez, em resposta, pediu respeito à soberania do povo venezuelano e, irônico, afirmou que o futuro presidente chileno jamais poderia concordar com as políticas de seu governo, já que se trata de um "empresário muito rico".
- Ele é um empresário muito rico e é impossível que esteja de acordo com uma revolução socialista na Venezuela - declarou. Piñera, então, retomou o assunto e alegou que tem o direito de se expressar.
- Disse que a democracia e o modelo de desenvolvimento econômico que queremos no Chile são muito distintos da maneira que está implementando o presidente Chávez na Venezuela. Dizemos isso com clareza, mas com muito respeito - argumentou o chileno.
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E agora, o grande comandante, mas numa matéria que tem a ver com o debate partidário no Brasil:
A escolha que vai definir o futuro
Coluna do Augusto Nunes
25 de janeiro de 2010
Hugo Chávez, a reencarnação degenerada de Simón Bolívar, agora resolveu fechar todas as emissoras de rádio e televisão que não lhe prestem vassalagem. O clube dos cafajestes latino-americanos faz de conta que se trata de uma questão doméstica. Não se deve interferir em assuntos internos de outros países, com exceção de Honduras.
O silêncio malandro de Lula reitera que, para o melhor amigo do tirano aprendiz, “há democracia até demais na Venezuela”. A mudez de Marco Aurélio Garcia, conselheiro presidencial para complicações cucarachas, mantém o parecer emitido em agosto: “O que ouvi em programas de TV sendo dito sobre o Chávez não está no gibi”.
O neurônio solitário de Dilma Rousseff tem algo a dizer sobre o cabo eleitoral venezuelano? Tem: “Não cabe a mim criticar ou não. Se ele faz isso, é em função da problemática dele”. É a cretinice que faz sentido: a Mãe do PAC e toda a companheirada fazem o que podem para camuflar o entusiasmo.
Para os stalinistas farofeiros, o furacão autoritário na Venezuela tem a suavidade da brisa. Não é censura, sussurram uns aos outros: é o “controle social” dos meios de comunicação, enfim obrigados ao pronto atendimento dos interesses do povo. A Venezuela bolivariana de hoje, sonham, é o Brasil amanhã.
Não será se a oposição entender que tem discurso de sobra. O Brasil que presta deve aceitar o repto de Lula e encarar o confronto plebiscitário. Os eleitores precisam ser convidados a escolher entre a Venezuela e o primeiro mundo, a caverna e a civilização, o primitivismo e a modernidade, a ditadura e a democracia. Entre a opressão e a liberdade.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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3 comentários:
O interessante é que boa parte dessa turma - ou turba? - ingressou em movimentos terroristas nos anos 60 e 70 para combater no Brasil o que hoje toleram na Venezuela.
É o Brasil e seus paradoxos.
Marcelo
De fato, a Venezuela é hoje uma ditadura fascista, com um duce de operata que tem o DNA do Mussolini.
Essa esquerda caolha, ou cega, não quer ver isso. E no entanto é tão evidente...
Vocês foram muito benevolentes com a Venezuela, digo até politicamente corretos. A Venezuela é o câncer da América Latina e, em minha visão uma ameaça ao fortalecimento das instituições democráticas e futuras negociações com envolvam o Mercosul.
Maquiada em um populismo selvagem à la moda lulosocialismo e tem mais líder populista, demagogo e idiota por aí...aliás, é o que mais tem.
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