Eu já tinha registrado, e repercutido, o "manifesto" (uma peça de subserviência ao partido totalitário no Brasil) da Brazilian Studies Association (da qual também já fui membro do comitê executivo) sobre a tragédia política no Brasil, que está se convertendo em farsa surrealista.
Agora Mansueto Almeida comenta o assunto, a partir da matéria da FSP -- eu já tinha transcrito todo o "manifesto", só preciso achar o link --, e eu transcrevo sua postagem abaixo.
Nas últimas duas semanas, tive de "denunciar" (sem efeitos jurídicos, claro) outros manifestos desses seres estranhos que são os gramscianos de academia. Aproveitei para me desfiliar dessas associações profissionais, pois considero que o que as suas respectivas diretorias fizeram foi uma calhordice, aproveitando sua posição (temporária) nas chefias dessas entidades para proclamar "solidariedade" com corruptos e bandidos, sendo que em NENHUM momento eles se referem aos casos concretos de corrupção, mentiras, fraudes políticas, apenas uma fantasmagórica ameaça à "legalidade" e outra fantástica "defesa da democracia", contra um hipotético, e mentiroso, "golpe".
Acho que vou ter de escrever um contra-manifesto denunciando a farsa que são esses "manifestos" gramscianos, uma vergonha para o que significa ser universitário.
Pergunto de imediato: esses caras que assinaram esses manifestos mentirosos se olham no espelho e perguntam por acaso para si mesmos, toda manhã, em quem eles vão acreditar, se nos traficantes do poder, ou na cidadania que protesta nas ruas, em apoio aos defensores da moralidade que são os membros da República de Curitiba?
Paulo Roberto de Almeida
Brazilian Studies Association – BRASA
5 de abril de 2016 por mansueto
É muito estranho que um grupo de acadêmicos tome partido quanto ao processo de impeachment no Brasil. Segundo o jornal Folha de São Paulo (ver aqui), a Brasa aprovou um manifesto dizendo que a democracia brasileira está ameaçada pela crise política.
De acordo com a Folha de São Paulo, o manifesto gerou um racha entre brasilianistas e o ex-presidente da associação, o cientista político Anthony Pereira, renunciou a seu cargo no Comitê Executivo da Brasa e solicitou sua desfiliação da entidade.
Conheci o Tony Pereira há cerca de três anos por meio do cientista politico Marcus Melo da UFPE e Carlos Pereira da FGV. Um excelente pesquisador que conhece bem o Brasil. Fico feliz de saber que ele foi critico dessa postura da Brasa e pediu sua desfiliação.
Uma pena que a “Brazilian Studies Association” tenha feito opção por um manifesto inapropriado. Os professores poderiam falar o que quisessem sobre o assunto, mas quando isso se torna algo institucional de uma entidade que supostamente é formada por intelectuais que estudam o Brasil de forma isenta, confesso que isso para mim é uma grande decepção. Talvez a mesma que tenho quando vejo reitores de universidades federais usarem a página institucional das universidades para se pronunciar contra o impeachment e sobre a possibilidade de golpe.
O Brasil terá ainda que piorar muito para que as pessoas, em especial, os “intelectuais”, que parecem entender muito de direitos e pouco ou nada de restrição orçamentária, comecem a ter noção do tamanho dos problemas que o governo criou no últimos anos.
https://mansueto.wordpress.com/2016/04/05/brazilian-studies-association-brasa/
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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