Morre José Bonifácio, o ‘Patriarca da Independência’
Em 6 de abril de 1838, morreu o estadista brasileiro José Bonifácio, um dos principais nomes do processo de independência do Brasil e figura política importante durante o Primeiro Reinado no país. Antes de ingressar na política, o “Patriarca da Independência”, como ficou conhecido, dedicou sua vida à ciência.
Nascido em Santos, em 13 de junho de 1763, de uma família de comerciantes ricos ligados à aristocracia portuguesa. Aos 20 anos de idade, foi para a Europa estudar ciências naturais e direito em Coimbra, em Portugal. Lá, se destacou como geólogo e permaneceu no continente por mais de dez anos viajando, financiado pela Corte portuguesa.
Retornou ao Brasil em 1819, aos 56 anos, e em pouco tempo se engajou no processo de independência da então colônia portuguesa. Com a Revolução Liberal do Porto, um movimento liberal que ocorria em Portugal, a Corte portuguesa exigiu em 24 de dezembro de 1821 que o Príncipe Regente D. Pedro retornasse à metrópole. José Bonifácio escreveu-lhe uma carta, exigindo a permanência de D. Pedro na colônia. O pedido foi atendido e D. Pedro permaneceu no Brasil.
Proclamada a independência do Brasil em 1822, José Bonifácio foi um dos responsáveis por organizar movimentos de repressão a grupos que resistiam à separação de Portugal. Foi ministro do Imperador brasileiro, agora D. Pedro I. No entanto, por divergências, rompeu com o Imperador e só reconciliou após passar seis anos exilado na França.
Em 1831, D. Pedro I abdicou o trono brasileiro para disputar o português com seu irmão D. Miguel. Com isso, José Bonifácio ficou encarregado de tutorar o sucessor do trono brasileiro, o futuro D. Pedro II, que na época tinha apenas cinco anos de idade e não poderia assumir. Permaneceu no cargo até 1833, quando foi demitido.
Aos 74 anos, morreu em uma casa onde passou seus últimos dias em Niterói, no Rio de Janeiro.