"Os argentinos “comemoram” os 50 anos do início, em 1976, de uma das mais cruéis ditaduras que tiveram, aquela iniciada em 1976 e que se foi, na incompetência, em 1983, com a volta dos Radicais ao poder (Alfonsin). Interessante esse ciclo alternativo entre ditaduras e experimentos democráticos. Sim, a ditadura argentina iniciada (depois de algumas outras) em 1976, foi efetivamente cruel. Comparativamente, a nossas foram, por acaso menos cruéis? O que tivemos? O próprio Deodoro, seguido por Floriano. Depois o próprio Exército se encarregou de afastar Washington Luis e abrir o caminho para Vargas. Este, com o apoio do Exército, iniciou ditadura do Estado Novo, e caiu depois de abandonado pelo Exército. As FFAA voltaram num golpe em 1964, mas não foram, ao início, tão cruéis como os argentinos, mas em 1968-69 acentuaram a crueldade quando provocadas pelos movimentos guerrilheiros e da própria sociedade civil. Se autoeliminaram por incompetência na economia e nos repentes de crueldade da “tigrada” em 1984-85. Tentaram ser dominantes novamente, como força de apoio de um novo ciclo autoritário em 2017-18, mais por oportunismo, do que por vontade de governar outra vez. O “comandante em chefe”, por incompetência e covardia, não soube sequer dar um golpe “decente”, ou “en bonne et due forme”. A sociedade civil prevaleceu. Parece que se encerrou no Brasil o ciclo militar iniciado em 1889. Será verdade? Voltamos, desta vez definitivamente, ao ciclo normal de conservadores civis, oligarcas predatórios e populistas não carnívoros (de direita e de esquerda), que sempre governaram o pais independente? Talvez…"
FAÇA UMA ANÁLISE DEMODO CRÍTICO E DETALHADO DO TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS.
O texto apresenta uma interpretação histórica provocativa, pautada pelo conceito de ciclos
de intervenção militar na política latino-americana. A análise abaixo decompõe os
argumentos sob uma ótica crítica e historiográfica:
1. O Paralelo Argentina-Brasil: Crueldade e Eficiência
O autor acerta ao destacar a extrema violência da ditadura argentina (1976-1983).
Historiadores costumam diferenciar os modelos: enquanto a Argentina adotou o extermínio
sistemático e clandestino (os "desaparecidos"), o regime brasileiro manteve uma fachada
de legalidade institucional (o "Estado de Exceção legalizado") e focou na tortura e censura,
embora a letalidade tenha escalado após o AI-5 em 1968.Crítica: O texto sugere que a crueldade brasileira foi uma "reação" às guerrilhas. Essa é
uma visão controversa; muitos pesquisadores, como os da Comissão Nacional da Verdade,
argumentam que o aparato repressivo era um projeto de controle do Estado que antecedia
ou extrapolava a ameaça armada.
2. O Exército como "Grande Eleitor" (1889-1985)
A narrativa sintetiza corretamente o papel das Forças Armadas como o fiel da balança no
Brasil:
Proclamação e Era Vargas: O texto identifica com precisão que o Exército não apenas
deu o golpe em 1889, mas foi o suporte e, posteriormente, o algoz de Getúlio Vargas
no Estado Novo.
Incompetência Econômica: A tese de que o regime militar (1964-1985) se "autoeliminou"
pela economia é sólida. A hiperinflação e o esgotamento do "milagre econômico" minaram
a base de apoio civil e empresarial, forçando a transição para a democracia com a eleição
de Tancredo Neves.
3. O Ciclo Recente e o Conceito de "Incompetência"
O autor aplica um tom sarcástico ao período 2017-2022. Ao descrever a tentativa de
ruptura como "indecente" ou "covarde", ele se refere aos eventos que culminaram no 8 de
janeiro de 2023.
Ponto Crítico: A afirmação de que os militares agiram por "oportunismo" em vez de
"vontade de governar" é debatível. A ocupação de milhares de cargos civis por militares
sugere um projeto de poder estruturado, e não apenas uma adesão fortuita.
4. A Conclusão: O Fim do Ciclo Militar?
O texto termina com uma indagação cética. Ao classificar a política brasileira como um
revezamento entre conservadores, oligarcas e populistas, o autor adota uma visão
realista (ou pessimista) da sociologia política brasileira.
Análise: A ideia de que o ciclo iniciado em 1889 "encerrou-se" é o ponto central. Embora
as instituições tenham prevalecido em 2023, a história brasileira mostra que o "poder
moderador" fardado costuma hibernar em períodos de estabilidade econômica, retornando
em crises de legitimidade civil.
Resumo da Crítica
O texto é uma crônica política ácida que desmistifica o papel "heroico" das FFAA,
tratando-as como atores políticos que falham pela própria gestão (incompetência) tanto
quanto pela moralidade (crueldade). Ele acerta no diagnóstico da resiliência das oligarquias
civis, mas talvez subestime a capacidade de reinvenção do pensamento autoritário dentro
das casernas.
* Fonte da resposta:
https://share.google/aimode/HLbhT7jIubrixXUfc
** Fonte do comando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/argentina-e-brasil-e-suas-respectivas.html===
PRIMEIRA LISTA DE FATOS RELEVANTES EM
DETERMINADO PERÍODO: "- 1976 - Crise do petróleo - 1977
- Geisel fecha Congresso Brasileiro - 1978 - 1° bebê de
proveta / Ano dos 3 Papas - 1979 - Revolução islâmica no Irã -
1980 - Star Wars: Oimpério contra-ataca - 1981 - Atentado Rio
Centro - 1982 - Crise da Dívida Externa - FMI - 1983 -
Hiperinflação no Brasil - 1984 - Movimento Diretas Já - 1985 -
Fim da Ditadura no Brasil - 1986 - Acidente Nuclear de
Chernobyl - 1989 - Queda do Muro de Berlim - 1990 - Guerra
do Golfo - 1991 - Fim da Guerra Fria - 1994 - Plano Real -
2001 - 11 de Setembro - 2003– Guerra do Iraque - 2008 - Crise
financeira - 2020 — COVID-19 - 2022– Início da guerra Rússia
× Ucrânia - 2024 - Israel x Palestina - 2025 - Ataque a
Venezuela - 2026 - EUA x Irã". SEGUNDA LISTA DE FATOS
RELEVANTES EM DETERMINADO PERÍODO: "- 1949 -
Nuclearização da URSS - 1950 - Derrota do Brasil na final da
Copa do Mundo no Brasil - 1950 - Guerra da Coreia - 1953 -
Armistício na Coreia - 1953 - Golpe contra Mossadegh no Irã -
1956 - Ataque franco-britânico ao Egito pela nacionalização do
Canal de Suez no Egito de Nasser - 1958 - Vitória do Brasil na
final da Copa do Mundo na Suécia - 1959 - Revolução cubana
- 1960 - Eleição consagradora de Jânio Quadros, o que
prometia “varrer a corrupção do Brasil” - 1961 - Política
Externa Independente, de Afonso Arinos e renuncia de Janio
da presidência em seis meses - 1962 - Crise dos mísseis
soviéticos em Cuba - 1964 - Golpe de Estado no Brasil e inicio
de uma ditadura militar de 21 anos - 1968 - Golpe dentro do
golpe, com o AI-5, e mais repressão no Brasil - 1973 -
Participação ativa da diplomacia brasileira no golpe militar de
Pinochet contra o governo socialista democrático de Salvador
Allende no Chile - 1973 - Primeiro choque do petróleo:
quadruplicação do preço do barril - 1979 - Anistia no Brasil:
retorno dos exilados e liberdade partidária - 1979 - Segundo
choque do petróleo - 2014 - Invasão e anexação ilegais da
peninsula ucraniana da Crimeia pela Russia.". ELABORE UMA
TERCEIRA LISTA DE FATOS RELEVANTES, QUE NÃO
APARECERAM NAS DUAS LISTAS ANTERIORES.
CONSIDERE O PERÍODO DE AMBAS AS LISTAS
ANTERIORES. APRESENTE OS FATOS EM ORDEM
CRONOLÓGICA, COM O RESPECTIVO ANO.Para complementar as duas listas anteriores, selecionei eventos de grande impacto
geopolítico, social e científico que ocorreram entre 1949 e 2026 (período abrangido pelas
suas listas). Esta terceira lista foca em lacunas importantes como a corrida espacial,
marcos de direitos civis e viradas políticas globais.
Terceira Lista de Fatos Relevantes (1949 – 2026)
1954 – Suicídio de Getúlio Vargas no Brasil.
1955 – Início da Guerra do Vietnã.
1957 – Lançamento do Sputnik 1 (URSS), iniciando a Corrida Espacial.
1961 – Construção do Muro de Berlim.
1963 – Assassinato de John F. Kennedy nos EUA.
1967 – Guerra dos Seis Dias no Oriente Médio.
1969 – Homem pisa na Lua (Missão Apollo 11).
1971 – Fim do Padrão-Ouro (Acordo de Bretton Woods) por Richard Nixon.
1974 – Revolução dos Cravos em Portugal.
1975 – Independência das colônias portuguesas na África (Angola e Moçambique).
1987 – Assinatura do Protocolo de Montreal (proteção da camada de ozônio).
1988 – Promulgação da Constituição Cidadã no Brasil.
1992 – ECO-92 no Rio de Janeiro (marco ambiental global).
1994 – Fim do Apartheid na África do Sul com a eleição de Nelson Mandela.
1996 – Clonagem da ovelha Dolly (marco da biotecnologia).
1997 – Transferência de Hong Kong do Reino Unido para a China.
2000 – Lançamento comercial do GPS e o "Bug do Milênio" (que não se concretizou).
2004 – Tsunami no Oceano Índico (desastre natural de escala global).
2010 – Primavera Árabe: onda de protestos e revoluções no Oriente Médio e Norte da
África.
2011 – Morte de Osama bin Laden e acidente nuclear de Fukushima.
2013 – Jornadas de Junho: onda de protestos massivos no Brasil.
2016 – Referendo do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).
2019 – Incêndios na Amazônia ganham repercussão global e crise diplomática.
2021 – Invasão do Capitólio nos EUA e retomada do Afeganistão pelo Talibã.
2023 – Surgimento em massa e popularização das IAs Generativas (ChatGPT e outros).* Fonte da resposta:
https://share.google/aimode/VI718R8LXwKkFJ49L
** Fonte do comando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/uma-trajetoria-de-vida-danilo-bueno-e.html
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"Interessante observar que, quando se trata de atacar, mesmo
legitimamente, o imperialismo americano, agora em sua versão
mais canhestra da geopolítica da brutalidade, o Palácio do
Planalto e o Itamaraty são extremamente rápidos e
contundentes na expedição de notas condenatórias. Nunca se
viu tamanha celeridade ou similaridade na feitura de notas de
reprovação aos ataques criminosos do tirano de Moscou em
sua guerra de agressão à Ucrânia. Aliás, nunca houve uma
nota sequer lamentando os crimes de guerra e contra a
humanidade praticados em violação flagrante da Carta da
ONU e dos princípios mais elementares do Direito
Internacional pelo Estado terrorista agressor. Tal subserviência
chega a chocar a dignidade da diplomacia brasileira.". Uma
notória disparidade de atitudes: a guerra de regime change no
Irã e a guerra de agressão contra a Ucrânia - por quê?
A disparidade apontada no texto reflete o tensionamento entre a tradição diplomática
brasileira e a atual orientação política de "autonomia ativa" ou "não alinhamento", que
críticos frequentemente classificam como uma assimetria ideológica.
Abaixo, os pontos fundamentais para entender por que o governo brasileiro reage de
formas distintas a esses conflitos:
1. A Doutrina da "Equidistância" vs. Condenação Direta
O governo atual, sob a liderança do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty),
defende a tese de que o Brasil deve ser um "facilitador da paz".
Na Ucrânia: O Brasil evita notas contundentes contra a Rússia para preservar o papel de
mediador no clube da paz e não antagonizar um parceiro estratégico dos BRICS.
No Irã/EUA: O Brasil tende a ser mais célere em criticar intervenções ocidentais por
interpretá-las como violações da soberania nacional, um pilar clássico da nossa diplomacia
que, neste governo, ganha contornos de crítica ao que chamam de "unilateralismo
americano".
2. A Dependência Estratégica (Fertilizantes e BRICS)
A diplomacia brasileira opera sob um pragmatismo econômico severo em relação à Rússia:
O Brasil é altamente dependente dos fertilizantes russos para manter o agronegócio.Criticar a Rússia com o mesmo rigor despendido contra os EUA ou Israel poderia isolar o
Brasil dentro do bloco BRICS+, que é visto como o contrapeso à hegemonia do G7.
3. A Percepção de "Dois Pesos e Duas Medidas"
O discurso oficial do Planalto frequentemente acusa o Ocidente de hipocrisia. Para o
governo:
A invasão da Ucrânia é vista como uma consequência da expansão da OTAN (visão
compartilhada por setores da esquerda e realistas geopolíticos).
Já as ações dos EUA no Oriente Médio (como o Irã) são lidas como tentativas de regime
change (mudança de regime) puramente predatórias.
4. Crítica à "Subserviência"
O texto menciona que a omissão choca a "dignidade da diplomacia brasileira".
Historicamente, o Itamaraty era conhecido pelo legalismo (apego estrito ao Direito
Internacional). Críticos argumentam que, ao não condenar explicitamente crimes de guerra
documentados na Ucrânia, o Brasil abandona esse legalismo em favor de um alinhamento
tácito com o "Eixo do Sul Global", liderado por China e Rússia.
Análise de Contexto: A disparidade não é apenas uma questão de velocidade, mas
de vocabulário. Notas sobre o Irã ou Gaza costumam usar termos como "genocídio" ou
"agressão ilegal", enquanto sobre a Ucrânia o governo prefere termos neutros como
"conflito" ou "hostilidades".
* Fonte da resposta:
https://share.google/aimode/q2oG7AF6XZDI1OZXp
** Fonte do comando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/uma-notoria-disparidade-de-atitudes.html
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O que teria de mais moralmente abjeto numa eventual volta da
extrema direita bolsonarista ao poder em 2027 — ademais de,
no plano puramente sanitário e da saúde publica, a terrível
perspectiva de novo ciclo de negacionismo vacinal — é a
possibilidade de mais submissão beata e vergonhosa, no
plano da política externa, ao destruidor do multilateralismo
político e econômico, o ignorante pretensioso que se crê
imperador do mundo e que pratica a geopolítica da
brutalidade. “Flávio critica nota do Itamaraty sobre ataque ao
Irã - Revista Oeste. “O Brasil não deve escolher o lado
moralmente errado”, escreveu. Para o senador, “política
externa responsável exige prudência…”. Alinhamento servil a
qualquer potência estrangeira não faz parte de nossas
tradições diplomáticas. A política externa bolsonarista destruiu
o Itamaraty, retirou credibilidade da diplomacia brasileira e nostornou “párias internacionais”. Não aos entreguistas de nossa
soberania. Miséria da diplomacia outra vez?
O texto apresenta uma crítica contundente que contrapõe duas formas de "subserviência"
na política externa brasileira, utilizando o cenário prospectivo de 2026/2027 para ilustrar o
que o autor considera a degradação da diplomacia nacional.
A análise crítica desse posicionamento revela os seguintes eixos:
1. O Embate de "Submissões"
O autor estabelece um paralelo direto entre a postura do atual governo (acusado de
silêncio perante a Rússia) e a postura da extrema-direita bolsonarista (acusada de
alinhamento servil aos EUA/Trump).
A crítica ao Bolsonarismo: O texto foca no conceito de "entreguismo". A política externa
do período 2019-2022 foi marcada pelo abandono do multilateralismo em favor de um
alinhamento ideológico bilateral com a ala conservadora americana. Isso feriu a tradição de
"Estado" do Itamaraty, que historicamente busca autonomia.
O "Lado Moral": A fala do senador Flávio Bolsonaro citada no texto sugere que o "lado
moral" seria o alinhamento com potências ocidentais contra o Irã. O autor rebate isso,
sugerindo que qualquer alinhamento automático — seja ao "imperador do mundo"
(referência a Trump) ou a teocracias/ditaduras — é uma abdicação da soberania.
2. O Conceito de "Pária Internacional"
O termo "pária", mencionado pelo próprio ex-chanceler Ernesto Araújo como algo positivo
na época ("se for para ser pária, que sejamos"), é aqui usado como prova da destruição
da credibilidade diplomática.
Uma diplomacia de Estado busca ser interlocutora de todos.
Quando o Brasil escolhe um "lado" de forma "beata" (religiosa/ideológica), ele perde a
capacidade de mediar conflitos, reduzindo seu peso geopolítico.
3. A Geopolítica da Brutalidade vs. Tradição Diplomática
O texto toca em um ponto nevrálgico: a diferença entre Política Externa de
Governo e Política Externa de Estado.
Tradição: Desde o Barão do Rio Branco, o Brasil preza pela solução pacífica de
controvérsias e pelo não intervencionismo.
Ruptura: Tanto a "geopolítica da brutalidade" (intervenções militares diretas) quanto o
apoio a regimes agressores (como a omissão sobre a Ucrânia mencionada anteriormente)
representam rupturas com essa tradição, embora por caminhos ideológicos opostos.
4. A Perspectiva de 2027: Riscos Apontados
O autor projeta um cenário onde a volta desse grupo ao poder resultaria em:
Negacionismo Científico: Impacto direto na diplomacia da saúde (o Brasil deixando de
ser líder em fóruns como a OMS).Desmonte Institucional: O uso do Itamaraty como ferramenta de guerra cultural
doméstica, em vez de instrumento de promoção comercial e política.
Síntese Crítica
O texto argumenta que a "miséria da diplomacia" ocorre quando o país deixa de olhar para
seus próprios interesses de longo prazo para servir de caixa de ressonância para
potências estrangeiras. O autor parece defender uma terceira via: uma diplomacia que não
seja nem "subserviente ao tirano de Moscou", nem "beata perante o imperador de
Washington".
Pergunta para reflexão: Se a tradição brasileira é a autonomia, seria
possível ao Brasil manter-se neutro em um cenário de polarização extrema
entre EUA/Irã ou Rússia/Ucrânia sem ser acusado de "omissão" por ambos
os lados?
* Fonte da resposta:
https://share.google/aimode/78BdqI4U7CWfBiBpb
** Fonte do comando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/miseria-da-diplomacia-outra-vez-paulo.html
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A Rússia como Estado Terrorista, criminoso de guerra: uso de
fósforo branco contra uma cidade inteira.
O uso de substâncias incendiárias, como o fósforo branco, em áreas civis é um dos temas
mais sensíveis e graves do Direito Internacional Humanitário, e as denúncias contra a
Rússia no conflito da Ucrânia elevaram o debate sobre a classificação do país como um
"Estado Terrorista".
Abaixo, apresento uma análise técnica e política sobre essa acusação e o impacto do uso
dessas armas:
1. O Fósforo Branco e o Direito Internacional
O fósforo branco é uma substância química que se inflama espontaneamente em contato
com o oxigênio, gerando um calor de até 800°C e fumaça densa.
Status Legal: Não é classificado estritamente como uma "arma química" sob a Convenção
de Armas Químicas, pois seu efeito primário é térmico (fogo) e não tóxico. No entanto, o
seu uso é regulado pelo Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas
Convencionais (CCW).
O Crime de Guerra: O protocolo proíbe o uso de armas incendiárias contra alvos militares
localizados dentro de concentrações de civis. Se uma cidade inteira é atingida, como
sugerem denúncias em locais como Bakhmut e Mariupol, a distinção entre combatente e
civil desaparece, configurando, em tese, um crime de guerra.2. A Classificação de "Estado Terrorista"
O termo "Estado Terrorista" ou "Estado Patrocinador do Terrorismo" é uma designação
política com profundas consequências jurídicas:
Parlamento Europeu e OTAN: Em 2022, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução
declarando a Rússia como um "Estado patrocinador do terrorismo" devido aos ataques
deliberados contra infraestrutura civil (energia, água) e o uso de métodos de terror contra a
população.
A Posição dos EUA: Apesar da pressão de Kiev, o governo dos EUA tem evitado essa
classificação formal, pois ela obrigaria o corte total de relações comerciais (incluindo o
setor de energia e grãos) e impediria qualquer negociação diplomática futura.
3. Evidências de Atrocidades e "Brutalidade Geopolítica"
O texto que você citou anteriormente menciona a "geopolítica da brutalidade". No caso
russo, essa brutalidade é documentada por organizações como a Anistia Internacional e
a Human Rights Watch através de:
Bombardeios Indiscriminados: Uso de bombas de fragmentação e munições
termobáricas em áreas densamente povoadas.
Massacres de Civis: Casos como o de Bucha e Irpin, onde foram encontradas evidências
de execuções sumárias.
Ataques à Infraestrutura Crítica: O uso do inverno como arma, destruindo a rede elétrica
para causar sofrimento em massa.
4. A Resposta do Itamaraty e o "Silêncio Eloquente"
A crítica central do seu texto anterior sobre a "subserviência chocante" da diplomacia
brasileira reside aqui:
Enquanto o mundo ocidental utiliza os relatos de fósforo branco e crimes em Bucha para
isolar Moscou, o Brasil tem mantido uma postura de "neutralidade pragmática".
Para os críticos, essa postura não é apenas diplomacia, mas uma omissão moral diante de
violações flagrantes da Carta da ONU, que o Brasil ajudou a redigir e que proíbe
categoricamente a agressão à integridade territorial de Estados soberanos.
Conclusão do Cenário
A utilização de fósforo branco contra cidades não serve a um propósito tático de conquista
territorial, mas sim de desmoralização e terror. Ao não emitir notas contundentes sobre
tais fatos, o Brasil arrisca ser visto como um país que relativiza o Direito Internacional em
função de interesses imediatistas (como o fornecimento de fertilizantes), o que corrobora o
temor de uma "miséria da diplomacia" mencionada por você.
* Fonte da resposta:
https://share.google/aimode/RHcWl3NNk2dMVEDz4
** Fonte do comando:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-russia-como-estado-terrorista.html===
Observação: A lista, acima, foi elaborada por Airton Dirceu Lemmertz (https://www.youtube.com/channel/UCs-
gjkE6stjxaYXbVxL18SA). Todas as respostas foram geradas pela IA Gemini (a IA do Google).