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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Continuidade da série Uma História do Estado brasileiro: autobiografia de um fora-da-lei - Paulo Roberto de Almeida (síntese Madame IA)

PRA: Não vai entrar no catálogo da historiografia, no máximo, ou no mínimo, para o rol da literatice apenas curiosa, mas a peculiaridade de apoiar-se num conhecimento relativamente amplo do processo histórico e dos eventos e episódios que trouxeram o Brasil a ser o que basicamente é: um gigante pela própria natureza, como cantam alguns, mas com muitas oportunidade desperdiçadas de servir bem ao seu povo, dando-lhe educação de qualidade, condições dignas de trabalho, inserção na economia mundial, prosperidade e bem-estar. Perdemos tudo isso, ou apenas realizamos nossas possibilidades parcialmente e grotescamente, pela natureza oligárquica do tipo de dominação política, ao longo de quatro séculos e meio, pela atitude predatória da maior partes dos dirigentes políticos na atualidade e pela mediocridade de suas elites econômicas, incapazes de formular um plano de desenvolvimento coerente para o país.

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Autobiografia de um fora-da-lei: uma história do Estado brasileiro: publicados na série, de 1 a 5 - Paulo Roberto de Almeida: 

Acesse especificamente as partes que trazem o texto reescrito (em linguagem popular/coloquial) nos links: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/a-autobiografia-de-um-fora-da-lei-o.html (partes 1 e 2), https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-3-do.html(parte3), https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/a-autobiografia-do-estado-relida-e.html (parte 4); além do texto original em: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-5-como.html (parte 5). Aglutine/Junte os textos citados anteriormente em um único texto. O texto juntado/aglutinado será reescrito novamente e deverá considerar os links na ordem que aparecem; deverá ser novamente em linguagem popular do interior do Brasil; deverá ter, aproximadamente, 5500 caracteres; deverá manter a linha de pensamento e as ideias e opiniões. 

O Causo do Estado Sem-Vergonha (Partes 1 e 2)
Achegue o banco, tire o chapéu e escute esse causo comprido. Sabe o Estado brasileiro? Pois é, esse danado resolveu ele mesmo contar a sua própria vida, numa prosa sincera que nem conversa de compadre na beira do fogão a lenha. Mas já vou avisando: o sujeito não é flor que se cheire, não! Ele mesmo já começa batendo no peito e confessando que é um baita de um fora-da-lei, um cabra sem-vergonha que nunca ligou pros bons costumes e muito menos pras leis que ele mesmo inventa pro povo cumprir. [1]
Na Parte 1, esse malandro chega proseando com todo mundo: com o trabalhador de enxada na mão, com as donas de casa, com os donos de venda e os doutores. Ele destampa o bico pra dizer que canso de se esconder atrás de conversa fiada de político e resolveu confessar como é que ele funciona por dentro. O bicho confessa que a sua verdadeira lida, desde que fincou os pés nessas terras, é viver às custas do suor alheio. Ele se acha o dono do terreiro e olha pro cidadão comum não como um patrão, mas como um "contribuinte" passivo — ou seja, uma vaquinha leiteira que tá ali só pra ser ordenhada dia e noite através de imposto. [1]
Já na Parte 2, o Estado vem explicar o seu "modo de fazer as coisas", o tal do método. Ele dá uma risada rasteira e zomba da cara de quem acha que ele foi feito pra ajudar os mais necessitados ou pra botar ordem no galinheiro. Que nada! Ele conta que a sua história de contraventor foi escrita sob medida pra proteger o bolso dos coronéis, dos barões e dos ricaços de plantão. Ele cria as regras do jogo, mas na hora de jogar, ele mesmo passa a perna na lei pra favorecer os seus chegados. O danado do Estado se pinta como uma engrenagem pesada, que engole o dinheiro do povo e devolve muito pouco, mandando e desmandando conforme o capricho de quem tá sentado na cadeira do poder. É um legítimo lobo em pele de cordeiro contando como aprendeu a dominar o galinheiro sem precisar pedir licença pra ninguém! [1]
O Causo do Estado Sem-Vergonha (Parte 3: Do Nascimento a Tempos Incertos)
Pois é, compadre, na Parte 3 esse cabra sem-vergonha do Estado resolveu contar como foi que ele nasceu. E olha que a parteira dele não foi nenhuma santa, não! Ele confessa que nasceu de um cruzamento heróico, mas bem do esquisito, lá pelos idos de mil e quinhentos, quando umas caravelas de Portugal aportaram por aqui cheias de marujos que não queriam saber de pegar na enxada.
O bicho conta que, desde o primeiro choro de recém-nascido, a sua sina já era ser meio "torto". Ele não nasceu com aquele propósito bonito de cuidar da terra ou de fazer o bem pro povo que já morava aqui ou pros coitados que vieram amarrados nos porões dos navios. Que nada! O Estado brasileiro assume que nasceu com uma fome de leão, criado sob medida por um rei que morava lá na baixa do amparo, do outro lado do mar, só para arrancar tudo o que essa terra dava e mandar de balsa para a Europa. Era ouro, era pau-brasil, era açúcar... o Estado era o capataz que vigiava o eito para garantir que ninguém escondesse uma pepita no bolso.
Nesses tempos antigos e incertos, ele era uma mistura de soldado com cobrador de impostos. Não tinha essa conversa de escola pública, de posto de saúde ou de estrada boa para a carroça passar. A única coisa que funcionava direito era a tal da "derrama" — que era quando o Estado entrava nas fazendas chutando a porta para levar até as panelas de cobre se o povo não pagasse os quintos do ouro pro rei.
Ele dá risada contando que o povo da roça achava que as coisas iam mudar quando o tempo passasse, mas o Estado já tinha aprendido o truque de ser folgado desde o berço. Ele foi crescendo, fincando as garras em cada canto desse sertão e mostrando que, mudando o vento ou mudando o mestre, a única certeza é que o lombo do caboclo continuaria servindo de esteira para a bota do jandala passar. Nasceu na malandragem e, pelo que ele mesmo diz, tomou gosto pelo serviço!
O Causo do Estado Sem-Vergonha (Partes 4 e 5: De Reino Unido a Dono do Terreiro)
Na Parte 4, esse danado do Estado conta com um sorriso de orelha a orelha a época em que a corte de Portugal veio correndo pra cá, com medo de um tal de Napoleão que tava tocando o terror lá na Europa. O Estado achou bom demais! Ele se gabava dizendo que o Brasil deu um salto: deixou de ser uma colônia largada às moscas e virou "Reino Unido" junto com Portugal. Foi uma promoção merecida, sô!
Pouco tempo depois, veio aquele grito na beira do riacho do Ipiranga e a gente virou um Império independente. Mas o Estado confessa, na maior cara de pau, que essa independência foi só para inglês ver. Por fora, a carcaça mudou, ganhou brasão bonito e coroa de ouro; por dentro, a engrenagem continuou a mesmíssima coisa: cobrando caro do povo para sustentar a corte e os mimos do imperador.
Aí a prosa chega na Parte 5, e o bicho destampa o bico para contar o maior golpe de mestre. Ele dá risada dizendo: "Pois é, compadre, eu consegui me livrar dos portugueses, mas acabei ficando amarrado no toco com os oligarcas nacionais!". Quando proclamaram a tal da República, o povo da roça achou que ia finalmente ter vez. Que bobagem!
O Estado conta que só trocou de patrão. Saíram os nobres de Lisboa e entraram os barões do café com leite e os coronéis do interior. Esse Estado malandro se uniu com os ricaços das finanças e os donos de grandes terras para mandar no terreiro. Ele criou um sistema onde as leis só valem para o caboclo descalço, enquanto a turma do colarinho branco faz a festa, divide o bolo do orçamento entre os seus chegados e deixa as migalhas para o resto do espólio. O bicho termina a prosa rindo da nossa cara, dizendo que passou séculos mudando de roupa e de nome, mas continua sendo o mesmo fora-da-lei de sempre, mandando no sertão e vivendo da nossa lida!

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