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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os EUA estão em declínio, já são decadentes, ou o quê? Um debate entre amigos

Um exchange entre amigos sobre questões de atualidade

Na semana passada, expressei, num exchange entre amigos, opiniões muito fortes contra o atual mandatário desequilibrado do Norte do hemisfério, e recebi comentários muito judiciosos de um desses amigos queridos.

Como eu tenho uma massa gigantesca de e-mails e outros materiais que me chegsm todos os dias, a qualquer hora, e isso vai submerginfo o estoque já presente para ler e responder (o que ainda não consigo fazer) resolvi postar esses argumentos recebidos nesta minha “biblioteca”, para ler e depois responder, o que vou fazer em algum momento. Só não identifico o amigo pois não pedi sua autorização para postar seus questionamentos e argumentos, mas a razão é que não quero ver esse texto soterrado nas dezenas de mensagens diárias. PRA

Minha mensagem se referia a uma pesquisa americana revelando bastante apoio a Trump e a suas políticas, mas isso foi, obviamente, antes da mortes, assassinatos, em Minneapolis. Vou postar primeiro meus argumentos, depois os comentários de meu amigo, que pretendo retomar.

Primeiro, meu texto: 

"Nota preliminar PRA a esta matéria:

Assunto: Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft.
Benjamin Ernani Diaz

Recebo o texto abaixo em segunda mão de uma lista previamente circulada de forma restrita, mas repassada por um amigo, por considerá-la útil do ponto de vista da população americana que apoia as políticas de Trump de maneira geral, embora muitos discordem da forma como estão sendo aplicada ou sejam contrárias ao personagem.
Tenho, por mim e para mim, uma imagem bastante negativa, atualmente, do pensamento médio dos eleitores americanos, considerando-os excessivamente ingênuos, desinformados, ou mesmo ignorantes no sentido mais rústico da palavra.
Os EUA foram grandes, de fato, durante sua fase ascensional, após a guerra civil, quando atraíram milhões de imigrantes europeus, muitos dotados de uma cultura superior à média então prevalecente nos EUA ainda pouco "civilizado" (refiro-me à fase da "conquista do Oeste"). Muitos dos europeus eram imigrantes pobres, de cultura rural, mas grande parte também eram cidadãos urbanos, educados e dotados de títulos universitários. Continuaram a vir, em massa, desde o final do século XIX, até os anos 1920-30, quando restrições nacionalistas começaram a ser aplicadas. Ainda assim, as guerras europeias, o nazifascismo sobretudo, produziu um afluxo de pessoas altamente educadas, tangidas da Europa por perseguição política ou racial. Foi o momento de maior preeminência econômica americana – com a Europa e parte da Ásia destruídas – e de dominação absoluta na produção científica e tecnológica, justamente com a integração dessas massas e cidadãos educados e com a penetração americana no resto do mundo.
Esse impulso esgotou-se no final do século XX, o momento de maior dominação (mas apenas aparente) americana, com o fim da alternativa socialista e a intensificação da globalização.
Mas, os fatores de declínio e mesmo de mediocrização já estavam presentes, e continuaram a produzir efeitos nas primeiras duas décadas do século XXI.
A política americana tornou-se nacionalista, a cultura tacanha, os preconceitos se avolumaram (sobretudo com o crescimento do evangelismo ignorante, anticientífico), a qualidade da educação de massa declinou, e uma massa ignorante de eleitores da "caipirolândia" e dos trabalhadores industriais deslocados com o esgotamento da indústria criada na segunda revolução industrial (1870-1930) e sua disseminação pelo mundo, o que aumentou a concorrência com oferta mais barata, geralmente da Ásia Pacífico.
Em síntese, o nacionalismo ignorante dos caipiras do interior e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – provavelmente por influência direta do neoczar expansionista, plenamente soviético em toda a sua expressão –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez.
Esta é a razão principal que vejo para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5198, 24/01/2026


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Agora, os comentários de meu amigo:

 1-Querido Paulo, tua visão sobre a decadência dos EEUU e da sociedade americana é muito preocupantes e sombria, principalmente quando, além disso, olhamos para os candidatos à sucessão dos EEUU como potência ou potências hegemônicas, no tabuleiro internacional.


2-Não que isto justifique uma visão mais branda ou benevolente sobre o que ocorre nos EEUU nos dias de hoje. Mas tomo a liberdade de ser um pouco mais otimista que você no tange ao futuro dos EEUU, no combate aos males que você bem aponta.

3-A sociedade americana sempre foi majoritariamente conservadora e o recente afloramento e o protagonismo político de determinados segmentos conservadores, como os evangélicos e,em última análise do próprio Trump, se devem muito mais, segundo entendo, ao fracasso das forças progressistas em oferecer soluções inclusivas a esses segmentos. Cada vez me convenço mais  de que esse fracasso, que não é monopólio só dos progressistas americanos, tem um peso enorme nesse fenômeno que você classifica como decadência.

4-Vejo decadência sim, no front interno, em segmentos importantes do Partido Democrata, que se deixou levar por um ativismo doméstico,incompatível com sua tradição histórica na defesa da maioria do povo americano e não sòmente de LGBTs ou de segmentos do movimento dos negros nìtidamente anti-democráticos e pior, no engajamento em uma militância antissemita que afronta, entre outros, todoa a história de participação ativa dos judeus na luta pelos direitos civis, simbolizada pela imagem histórica do braço dado de Joshua Haeschel com Martim Luther King, na primeira fileira, na Marcha sobre Washington.

5- A máscara do antissionismo que tenta acobertar o antissemitismo é mais grave ainda pois sequer assume sua posição verdadeira. Não quero aqui me estender na questão antissionismo x antissemitismo, até porque o uso do termo antissionista denota, além de parco conhecimento histórico, uma posição antissemita e deslegitimizadora da existência de Israel como Nação.

6-O movimento Sionista, terminou historicamente, no momento em que Israel foi reconhecido como nação pela ONU e pelos países, à exceção dos países árabes. Diga-se de passagem, que hoje, após os Acordos de Abraão, a grande maioria dos países árabes já o reconhecem.

7-Sionismo foi um movimento social entre os judeus que defendia a tese de que a única forma eficaz de combater o antissemitismo seria a criação de um Estado Judeu. A discussão hoje é sobre o futuro de Israel e não do Sionismo, que cumpriu sua visão em 1948. Israel foi criado e a missão sionista terminou.

8-Mas o Sionismo continua  sendo instrumentalizado, entre outros, para defender teses absurdas como a de que o ressurgimento do antissemitismo se deve à ação do Sionista  Bibi. 
Combater o Bibi, para pessoas como eu e a maioria dos judeus no mundo, é fundamental para derrotar o pior governo de |Israel desde a sua criação. Daí a atribuir a ele esse poder monumental é, no mínimo, menosprezar as verdadeiras causas dessa doença milenar da Humanidade que se chama Antissemitismo e que, na realidade, visa simplismente deslegitimar Israel ao invés de atacar suas caisas estruturais. Atacar o governo de Israel é legítimo e fundamental numa democracia. 

9-Vejo decadência sim no front internacional, fruto principalmente de sucessivos governos democratas pós Clinton, que não souberam oferecer soluções eficazes para uma plêiade de problemas internacionais, como o da tensão comercial com a China,  da guerra Russia-Ucrânia, o do armamento nuclear iraniano, o da poderosa rede internacional de terror associada ao narcotráfico estruturada pelo Irã tanto no Oriente Médio( Hamas, Hezbollah e tantos outros), o da Venezuela, o do regime sírio do Assad, o gravíssimo problema da total inoperância da ONU que se transformou num mero instrumento de países ditadoriais e notadamento como um foro anti-Israel, entre outros.

10-De novo, vejo o fortalecimento do Trumpismo, principalmente, como consequência direta do fracasso dos movimentos progressistas e que, de certa forma, viabilizaram as iniciativas truculentas do Trump, a saber: os Acordos de Abraão, a aproximação de Israel com a A.Saudita,  a destruição das instalações nucleares do Irã, o apoio militar à destruição do poderio militar do Hamas e do Hezbollah,  a derrubada do Maduro, o Plano de Paz para Gaza e outros.  Fundamental observar que tudo isso denota o fracasso total da ONU como organização mundial com eficácia para atuar e enfrentar esses problemas. A viabilidade do protagonismo do Trump se deve basicamente a esse fracasso da ONU.

11-Uma palavra sobre como se antepor  ao Trumpismo diante do fracasso das forças que chamo de pseudo esquerdistas que nada tem a haver com a esquerda democrática/social-democrata onde militei e que representava a vanguarda da luta contra a injustiça social, contra as ditaduras e contra a discriminação racial que incluia o antissemitismo.
Penso que, se forças social-democratas não tiverem capacidade de mobilização política para oferecer alternativas viáveis para se contrapor ao Trumpismo, essa nova pax americana será vitoriosa. Digo social-democratas por que, infelizmente, as ações dessa pseudo esquerda, meramente verborrágicas, só fortalecerão o Trumpismo 

12-Vejam o exemplo do Conselho de Paz para Gaza criado Pelo Trump. Esse é o tipo de ação que deveria ser prerrogativa da ONU e não o é por pura incompetência e falta de vontade política de endereçar a questão de forma equilibrada, entre as partes. Como se pode admitir uma ONU militante a favor de um dos lados? Uma tragédia.

13-Qual é a situação objetiva da Venezuela, do Irã, de Gaza, antes e depois das ações do Trump e quais as perspectivas de melhoria para a população desse países antes e depois dessas ações. São questões que independem de gostar ou não do Trump  devem ser analisadas sem paixão.

14-A realidade é que o Trump é um protagonista ativo e transformador  do cenário mundial cujas ações merecem reflexões e que devem ser analisadas friamente sem os emocionalismos que preponderam entre seus opositores.É preciso transcender o emocionalismo que tomou conta da grande maioria dos analistas políticos.

15-Finalmente o rebatimento de tudo isso sobre o Brasil e sobre a Europa. Não vou entrar nessa questão mas, simplificadamente, vejo muitas semelhanças entre o PT, e o atual Partido Democrata americano.A Europa fica para outra vez mas o seu protagonismo efetivo para se contrapor a pax americana trumpista está muito aquém do desejado, como sempre.

16-Restou também uma reflexão sobre os candidatos a sucessão do EEUU em termos de hegemonia mundial. Também simplificando uma questão tão complexa, ainda acho que estamos diante de uma ainda longa hegemonia americana, função da vitalidade estrutural da sua economia e da manutenção ou até mesmo ampliação do gap de desenvolvimento científico e tecnológico, inclusive em Inteligência Artificial e poderio militar, em relação a China, à Rússia e Europa.

17-Para concluir, vejo ainda muita vitalidade na sociedade americana para reverter esse quadro. Vejo também muita vitalidade da sociedade israelense para derrubar o Bibi, que também é um produto, em grande parte, do terror de diversas facções palestinas que nada aprenderam com os sionistas quando, em 1947, decidiram renunciar ao terror na luta contra os colonialistas britânicos, o que se mostrou acertado.

18-Só sou pessimista em não ver vitalidade no mundo para efetivamente combater o Antissemitismo, com medidas que combatam o seu componente estrutural.

Desculpe a forma errática da sequência de pensamentos.

Receba um forte abraço do amigo e admirador.”

domingo, 25 de janeiro de 2026

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz)

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz):


Quais as principais mentiras (desinformações, 'fake news') ditas ou replicadas pela Rússia, principalmente por Putin, em relação à Ucrânia? Cite pelo menos 20 exemplos de mentiras. Em cada mentira, diga o porquê dela ser mentira (diga a informação correta correspondente). Cite-as preferencialmente em ordem cronológica de início de propagação nas mídias [da respectiva mentira].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/roman-sheremeta-explain-how-putin-lies.html#:~:text=Let%E2%80%99s%20unpack%20why%20this%20is%20false%20on%20multiple%20levels

Desde o início da invasão em larga escala em 2022 e nos anos que a antecederam, o governo de Vladimir Putin tem utilizado uma vasta rede de desinformação para justificar a agressão contra a Ucrânia.
Abaixo, estão 20 das principais mentiras propagadas pelo Kremlin, organizadas em ordem cronológica de disseminação:
"A Ucrânia não é um país real" (2021-2022): Putin afirmou que a Ucrânia é uma invenção de Lênin. Fato: A Ucrânia tem uma história milenar, raízes na Rus de Kiev e declarou independência formal em 1991 com aprovação de 90% da população.
"Genocídio em Donbas" (2021-2022): Alegação de que a Ucrânia estava exterminando falantes de russo no leste. Fato: Observadores da ONU e da OSCE nunca encontraram evidências de genocídio na região.
"Desnazificação" (Fevereiro 2022): Justificativa de que o governo ucraniano é neonazista. Fato: O presidente Volodymyr Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto; partidos de extrema-direita têm menos de 2% de apoio eleitoral na Ucrânia.
"Operação Militar Especial" (Fevereiro 2022): Termo usado para evitar a palavra "guerra". Fato: Trata-se de uma invasão em larga escala, com mobilização total e bombardeios a cidades civis, caracterizando uma guerra de agressão.
"A Rússia não ataca alvos civis" (Fevereiro 2022 - Presente): Afirmação constante do Ministério da Defesa russo. Fato: Relatórios da Human Rights Watch documentam milhares de ataques a hospitais, escolas e prédios residenciais.
"Laboratórios de armas biológicas dos EUA na Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que aves migratórias seriam usadas para espalhar patógenos. Fato: A Ucrânia possui laboratórios de saúde pública legítimos para prevenção de doenças, sem qualquer evidência de armas biológicas.
"Encenação em Bucha" (Abril 2022): Afirmação de que as imagens de corpos nas ruas eram atores ou montagem. Fato: Imagens de satélite da Maxar e investigações do The New York Times provaram que os corpos estavam lá enquanto as tropas russas ocupavam a cidade.
"Bombardeio do Teatro de Mariupol pela própria Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que o Batalhão Azov explodiu o teatro. Fato: Uma investigação da Anistia Internacional concluiu que foi um ataque aéreo russo deliberado contra civis.
"A Ucrânia planeja usar uma 'Bomba Suja'" (Outubro 2022): Alegação de que Kiev preparava um ataque radiológico. Fato: A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) inspecionou as instalações ucranianas a pedido de Kiev e não encontrou nenhum sinal de tais armas.
"Sanções ocidentais causaram a crise alimentar global" (2022): Putin culpou o Ocidente pela fome na África. Fato: A crise foi causada pelo bloqueio russo aos portos ucranianos e pelo roubo de grãos, já que as sanções não incidem sobre alimentos.
"Milhares de mercenários poloneses e da OTAN lutando" (2023): Tentativa de pintar a guerra como um conflito direto com a OTAN. Fato: Existem voluntários estrangeiros na Legião Internacional, mas não há tropas regulares da OTAN combatendo em solo ucraniano.
"Ucrânia explodiu a Barragem de Kakhovka" (Junho 2023): Alegação de sabotagem ucraniana. Fato: Provas de sismologia e engenharia indicam que a barragem, sob controle russo, foi explodida de dentro para fora por cargas russas.
"A contraofensiva ucraniana falhou totalmente" (Setembro 2023): Putin afirmou que a Ucrânia não teve ganhos. Fato: Embora lenta, a Ucrânia retomou mais de 50% do território ocupado inicialmente e destruiu grande parte da Frota do Mar Negro.
"Zelensky cancelou eleições para ser ditador" (Maio 2024): Crítica ao adiamento das eleições. Fato: A Constituição da Ucrânia e a lei marcial proíbem explicitamente eleições durante uma guerra por questões de segurança e justiça eleitoral.
"Otan prometeu não se expandir nem um centímetro" (Recorrente): Alegação de que o Ocidente quebrou uma promessa. Fato: Nunca houve um tratado formal com tal promessa; o próprio Mikhail Gorbachev confirmou que o tema não foi discutido na época da unificação alemã.
"Ucrânia está vendendo armas ocidentais no mercado negro" (2023-2024): Alegação de que armas da OTAN foram para o Hamas ou cartéis. Fato: O Pentágono e a Europol afirmaram que não há evidências de desvio sistemático de armas pesadas da Ucrânia.
"Envolvimento da Ucrânia no ataque ao Crocus City Hall" (Março 2024): Tentativa de culpar Kiev pelo atentado terrorista em Moscou. Fato: O Estado Islâmico (ISIS-K) assumiu a responsabilidade e publicou vídeos do ataque; os EUA haviam alertado a Rússia sobre o plano do ISIS.
"A Rússia está protegendo a soberania da Ucrânia" (Junho 2024): Putin afirmou que a invasão visa "libertar" o povo. Fato: A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas (Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia), violando a soberania que diz proteger.
"O Ocidente forçou a Rússia a invadir" (Recorrente): Alegação de "cerco" da OTAN. Fato: A Rússia possui a maior fronteira terrestre do mundo e apenas uma pequena fração dela faz fronteira com países da OTAN; a invasão foi uma escolha soberana de Moscou.
"Rússia nunca recusou negociações" (2024-2025): Putin diz querer a paz. Fato: As condições impostas pela Rússia exigem que a Ucrânia entregue territórios que a Rússia nem sequer ocupa totalmente, o que equivale a uma rendição, não a uma negociação.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Antigamente, o surgimento de ditaduras ocorria normalmente com uma ruptura abrupta de regime. Atualmente, a maioria das ditaduras nasce 'aos poucos', ou seja, há uma erosão das instituições constituídas de modo paulatino (lento, mas constante). Dúvida: Os EUA do governo Trump 2.0 estariam seguindo o caminho desse segundo modo, ou seja, uma erosão lenta, mas constante, das instituições democráticas?

Em 2026, análises de institutos de direitos humanos e ciência política indicam que o segundo governo de Donald Trump apresenta características de erosão democrática gradual, consolidando o que especialistas chamam de autoritarismo do século XXI. Diferente de golpes de Estado clássicos, esse processo ocorre através da utilização das próprias ferramentas democráticas para enfraquecer o sistema por dentro.
- Os principais pontos observados no governo Trump 2.0 que corroboram essa percepção incluem:
Enfraquecimento da Burocracia Estatal: O governo implementou ações para remover proteções de funcionários de carreira, transformando milhares de cargos técnicos em posições de livre nomeação ("at-will"), o que facilita a substituição de servidores experientes por aliados políticos.
Controle e Ataque a Instituições Independentes: Relatos apontam o esvaziamento de órgãos federais através de demissões em massa e cortes de financiamento, além de ataques recorrentes ao Judiciário e à imprensa quando suas decisões ou coberturas são contrárias ao governo.
Governança por Decretos: Trump tem feito uso extensivo de ordens executivas para contornar o escrutínio legislativo, reestruturando agências e alterando marcos regulatórios sem passar pelo Congresso.
Retirada do Cenário Internacional: Em janeiro de 2026, os EUA já haviam se retirado de mais de 60 organizações internacionais, incluindo a OMS e agências da ONU, sinalizando um isolamento que enfraquece normas globais de direitos humanos e governança democrática.
Militarização e Direitos Civis: Houve denúncias sobre o desdobramento de unidades militarizadas em centros urbanos e a erosão de direitos fundamentais, especialmente contra imigrantes e opositores políticos, o que gera um clima de medo e vigilância.
* Embora em 2026 as eleições ainda sejam consideradas livres e as instituições mantenham certa capacidade de resistência, centros de pesquisa como a Universidade de Gotemburgo alertam que, se o ritmo de desmonte de direitos e normas persistir, os Estados Unidos correm o risco de deixar de ser classificados como uma democracia liberal plena.

Fonte: IA Gemini (Google).

- Os links dos materiais que embasaram a resposta [acima] da IA:

https://tcf.org/content/report/centurys-new-democracy-meter-shows-america-took-an-authoritarian-turn-in-2025/

https://globalaffairs.org/commentary/analysis/trump-20-enters-2026-full-force

https://www.correiodamanhacanada.com/um-ano-apos-regresso-de-trump-a-casa-branca-ha-erosao-de-direitos-e-escalada-autoritaria-amnistia-internacional/

https://www.facebook.com/TheHinduBusinessLine/posts/five-takeaways-from-davos-2026-as-trump-dominates-the-agenda/1372071948292852/

https://theafrican.co.za/tvbox/2026-01-20-trump-20-a-year-of-chaos-and-institutional-sabotage/

https://www.youtube.com/watch?v=fTIg8w8Fns0

https://www.youtube.com/watch?v=w22HVD8asbU

https://www.youtube.com/watch?v=ohZ7tztqVVY

https://www.youtube.com/watch?v=RSPmjhNM3Uk&t=49

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial - Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?)

Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial

Por Paulo Roberto de Almeida
Revista Será? (ano xiv, n. 693)
jan 23, 2026 | Artigos

Comentando o primeiro aniversário do mandato de um dos destruidores da ordem global.

Um ano transcorrido no segundo mandato; jornalistas e comentaristas estão fazendo balanços e análises sobre as “realizações” dos primeiros (talvez os últimos também) doze meses da mais bizarra presidência jamais vista, conhecida e registrada nos 250 anos de vida da primeira república do hemisfério ocidental. Vou me deter unicamente nos aspectos de política internacional que interessam mais especialmente ao Brasil e à América Latina.

Ainda em novembro de 2025, passados apenas 10 meses de uma administração imprevisível, tive a oportunidade de participar de um seminário, a convite do prof. Antônio Carlos Lessa, do Centro de Estudos Globais da UnB, organizado em duas etapas: o primeiro sobre o tema “O Mundo Segundo Trump e o ocaso da Ordem Liberal Internacional: Nacionalismo, Transacionalismo e o Futuro do Multilateralismo”, cabendo-me, no segundo, discorrer sobre a “Geopolítica da Desordem: A Rivalidade com a China e o Abandono da Segurança Coletiva”. Como sempre faço quando sou convidado a eventos de certa densidade intelectual, elaborei minhas ideias sobre ambas as vertentes do seminário, colocando meu texto previamente à disposição dos interessados (no meu blog Diplomatizzando, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-desordem-mundial-gerada-por-dois.html).

Na verdade, retifiquei ligeiramente a caracterização de “Geopolítica da Desordem”, optando pelo mais impactante julgamento de “Opção pelo Caos”, porque foi exatamente isso que o presidente americano introduziu no mundo, e em seu próprio país, desde janeiro de 2025. A Desordem já tinha sido iniciada bem antes, quando seu íntimo amigo russo passou a invadir países vizinhos, começando pela Georgia, em 2008. Não contente, deslocou soldados russos para uma franja setentrional da República da Moldávia, a Transnístria, por acaso na fronteira com a Ucrânia, conservando esse contingente nessa “região autônoma” desde 2010, supostamente para proteger certo número de russos que lá habitam. Imediatamente após deu a partida a seu plano mais ambicioso, o de incorporar a Ucrânia de volta na Federação Russa, por meio de agitação nas regiões russófonas do Donbas, Donetsk e Luhansk. Em 2014, aproveitou mais uma das várias revoluções políticas na Ucrânia, para invadir e anexar, ilegalmente, a península da Crimeia, primeira etapa da guerra de agressão ao país inteiro a partir de fevereiro de 2022. A anexação da Crimeia e a invasão da Ucrânia valeram à Rússia sanções adotadas por diversos países aderentes aos dispositivos pertinentes da Carta da ONU, entre os quais nunca esteve o Brasil (a pretexto de não serem “sanções multilaterais”, et pour cause: pelo uso abusivo do direito de veto pelo agressor, membro permanente do CSNU).

Mas voltemos ao primeiro “aniversário” do transgressor americano, personagem que já foi diagnosticado, por psiquiatras, como sendo um “narcisista maligno” – caracterização feita pela primeira vez com respeito a Hitler por Erich Fromm, refugiado do nazismo –, um “psicopata”, além de “paranoico” e “sádico”. Como não sou especialista na matéria, dedico-me a analisar suas ações no plano das relações exteriores dos Estados Unidos. Já tivemos o registro de suas ações no primeiro mandato (2017-2020), a maior parte concentrada na “política comercial”, se o termo se aplica ao desmantelamento por completo da cláusula de nação mais favorecida, o núcleo central do sistema multilateral de comércio (embora bem mais do que isso, pois é um princípio de séculos, vindo da Lex Mercatoria).

Ele começou anulando o Nafta, o acordo de livre comércio da América do Norte (Canadá-EUA-México, 1994), continuando pela aplicação de sobretaxas unilaterais sobre importações de aço e alumínio de qualquer procedência. Suas medidas abusivas tiveram de ser “negociadas” – na base da imposição – com cada um dos fornecedores habituais. O Brasil foi fortemente atingido e aceitou cotas para o aço e uma sobretaxa no alumínio. Deslanchou uma guerra comercial contra a China – vista como inimiga preferencial – e exigiu que o país asiático importasse toneladas adicionais de soja americana, atingindo mais uma vez o Brasil. Ele também passou a atacar e perseguir os imigrantes, retirou os EUA do acordo de Paris (de 2015) e já anunciava pretender fazer o país retornar à era do carvão e reforçar o petróleo. Na área da segurança, já ameaçava deixar a Otan se os membros europeus não pagassem mais.

Se a Desordem foi a tônica do primeiro mandato, no segundo a Opção pelo Caos foi não apenas uma preferência pessoal, mas o método usado para implodir a ordem existente. Tudo o que ele não havia implementado no primeiro mandato, passou sistematicamente a praticar a partir de 20 de janeiro de 2025, começando pelo ímpeto selvagem imprimido às milícias de caça aos imigrantes, praticamente similares aos Einsatzgruppen, os esquadrões móveis da SS nazista, perseguindo judeus, ciganos e outros inimigos do regime extremista. No plano externo, como a comprovar a sua profunda ignorância econômica, apresentou, em abril, suposto “Dia da Libertação”, um tarifaço comercial sem qualquer base racional, pelo qual déficits bilaterais no intercâmbio registrado eram convertidos em alíquotas totalmente desproporcionais ao comércio efetivamente realizado, penalizando pequenos países.

O Brasil foi inicialmente “premiado” com uma sobretaxa modesta, a baseline de 10%, mas logo em seguida punido politicamente com uma cacetada de 40% adicionais sobre a quase totalidade da nomenclatura aduaneira, num ato de interferência direta na Justiça brasileira, a pedido da família golpista, visando a liberação do capo da tramoia que imitava o assalto ao Capitólio de janeiro de 2021, em favor do autor da carta acusatória. Ao mesmo tempo vieram sanções diretamente pessoais – Lei Magnitsky, cancelamento de vistos e outras ameaças – contra a soberania brasileira. O impacto do tarifaço em produtos de significativo consumo popular redundou mais adiante na redução ao baseline, mas não em toda a gama afetada pelas medidas unilaterais, claramente contra as regras da OMC. Mas esse tipo de retaliação passou a ser adotado praticamente contra todos os parceiros comerciais dos EUA, aliados ou adversários (salvo um, protegido da ira jupiteriana por segredos de inteligência).

Um dos atos mais exemplares da nova fúria imperial, extraordinariamente expandida desde o primeiro mandato, encontrou expressão documental na nova versão da Estratégia de Segurança nacional, divulgada em novembro de 2025, sintetizando a “visão do mundo” – se ela existe – de toda uma equipe voltada contra a Europa liberal, supostamente decadente, e indisfarçavelmente promotora de uma tripartição imperial da governança global. Nesse esquema, o destruidor primário da ordem onusiana, o tirano de Moscou, recebeu todas as deferências do imperador hemisférico, inclusive com uma recepção de verdadeira visita de Estado, em sua incursão à terra gelada que já tinha pertencido ao império czarista até meados do século XIX. Ao mesmo tempo, o impulso colonialista na parte do mundo considerada chasse gardée do renascido império hemisférico começou com ameaças ao Panamá, foi concretizado numa incursão direta para a captura do ditador da pátria chavista, cuja ditadura foi preservada, mas sob regime de tutela, até se estender à Groenlândia, considerada parte vital na arquitetura de segurança nacional, mas contra uma ameaça inexistente.

O lado mais obscuro e brutal das ações do narcisista maligno se revelou nas duas guerras terrivelmente mortíferas, mantidas em Gaza, pelo aliado israelense, e nas terras da Ucrânia, objeto de uma complacência cúmplice em relação ao morticínio especialmente cruel conduzido pelo seu amigo (e possível controlador) russo. Na Faixa de Gaza, a intenção inicial era a de expulsar toda a população palestina para fazer dela uma grande Riviera de luxo, na qual o especulador imobiliário provavelmente exploraria resorts para turistas milionários. A reação negativa das monarquias do Golfo operou uma mudança tática, até chegar numa mais do que duvidosa proposta de um “Conselho da Paz”, integrado por chefes de Estado e de governo, mas no qual o novo imperador possuiria poder absoluto.

Em relação à Ucrânia, a desfaçatez do personagem com respeito às propostas de cessar-fogo ou de armistício, todas elas favoráveis ao, quando não propostas diretamente pelo criminoso de guerra agressor, não tinha sequer uma aparência de equanimidade nas condições impostas ao lado agredido e em relação às amplas e inaceitáveis benesses e vantagens que eram concedidas gratuitamente ao criminoso de guerra iniciador do conflito. Nos dois casos, o desprezo total e integral ao Direito Internacional, o abandono completo de considerações humanitárias e o descarte evidente das instâncias multilaterais onusianas, assim como dos “parceiros” europeus, ficou evidente ao longo de todos os episódios lamentáveis registrados neste primeiro ano de arbítrio personalista em todos os azimutes visados pelo imperador.

No caso do Brasil, e do seu líder, situado nas antípodas ideológicas de concepções políticas e sociais, depois das manifestações de hostilidade ao início, uma suposta “química favorável” não esconde a hipocrisia de uma simpatia construída para evitar novos problemas com o maior país da América do Sul, num contexto de ameaças à Colômbia e mesmo ao México, os países mais diretamente envolvidos com o negócio da cocaína, dois infelizes fornecedores de uma demanda incessante e inesgotável a partir do próprio império. A nova doutrina formulada com base em duvidosa similaridade histórica não chega sequer a ser uma proposta de relacionamento diplomático, mas apenas um convite à submissão colonial, algo praticamente impossível no caso brasileiro, a menos de um improvável retorno eleitoral da mesma tropa de devotos adoradores do imperador hemisférico, que simplesmente conduziu o Itamaraty a um quadriênio inédito de subserviência e de docilidade jamais vistos na história já bissecular de nossa diplomacia profissional.

Impossível prever, dado o caráter errático do narcisista maligno, o que advirá nos dez meses precedendo as eleições intermediárias numa democracia já seriamente abalada e destroçada em seus fundamentos institucionais e, sobretudo, no tocante ao relacionamento do império visivelmente declinante com as demais potências grandes e médias que atuam nos cenáculos ainda abertos a um incerto e titubeante “diálogo”. Dentre os observadores mais atilados – presentes no Financial Times, na Economist, na Foreign Affairs, ou nos principais think tanks vinculados às relações internacionais – não surgiu alguma pitonisa de Delfos que seja capaz de visualizar o que pode ocorrer em 2026 e mais além. O fato é que o mundo já se encontra radicalmente transformado, primeiro pelas ações expansionistas do neoczar, agora pelas turbulências continuamente criadas pelo “psicopata paranoico e sádico” referido pelos psiquiatras. O Brasil e a América Latina estão singularmente expostos à sua bílis deletéria; pena que o cenário regional seja marcado por uma fragmentação também inédita na história.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5195, 21 janeiro 2026, 4 p.

O mundo "sem regras" de Celso Amorim - Thiago Padovan (Revista ID)

 

O mundo "sem regras" de Celso Amorim

Um manifesto da hipocrisia diplomática

Não vejo como aceitar", diz Celso Amorim sobre convite do "Conselho da Paz"  de Trump

Em seu recente artigo para a The Economist, intitulado “How can we live in a world without rules?”, o Assessor Especial da Presidência, Celso Amorim, pergunta retoricamente como podemos sobreviver em um cenário geopolítico onde as normas internacionais parecem ter colapsado.

O texto, escrito na esteira de uma intervenção em Caracas em janeiro de 2026, é uma peça de retórica refinada, mas intelectualmente desonesta.

Ao analisarmos o texto, o cinismo de Amorim salta aos olhos em quatro incoerências fundamentais.

1. A soberania como escudo para tiranos

Amorim inicia seu lamento comparando a “abdução forçada” do presidente venezuelano à captura de Saddam Hussein, classificando o ato como “tragicamente surreal”.

Aqui, é preciso deixar claro que a ação unilateral ordenada por Trump é, de fato, condenável. Trata-se de mais uma uma operação de “cowboy diplomacy” executada sem qualquer planejamento para o “day after”, sem consulta aos organismos multilaterais e, claramente, sem o bem-estar do povo venezuelano como prioridade criando mais um precedente perigosíssimo de que a lei do mais forte substitui a diplomacia.

No entanto, a crítica de Amorim não nasce dessa preocupação legítima com a ordem global ou com a vida dos venezuelanos. Se nascesse, ele teria condenado com a mesma veemência a invasão russa à Ucrânia.

O cinismo de Amorim reside no uso seletivo da indignação:

  • Para Amorim, a “tragédia” não é a fome, a tortura sistemática ou o êxodo de 8 milhões de venezuelanos sob o regime que ele protege; para ele, a “tragédia” é o momento em que um aliado ideológico perde o poder, mesmo que pelas mãos de outro agente irresponsável.

  • Quando tanques russos violam a fronteira de uma democracia soberana (Ucrânia), matando civis e anexando território, Amorim e o governo Lula pedem “paz”, “diálogo” e evitam condenar o agressor, relativizando a soberania ucraniana em nome de “preocupações de segurança” da Rússia.

  • Mas quando uma intervenção — ainda que ilegal e temerária — remove um ditador sul-americano, Amorim subitamente se torna um purista da Carta da ONU.

A “soberania” defendida por Amorim, portanto, não é a do Estado ou a do povo, e muito menos a soberania das regras; é o habeas corpus do governante amigo. Em seu mundo, a soberania serve para blindar o ditador de interferências externas, enquanto o povo permanece refém tanto da tirania interna quanto dos jogos de poder externos.

Devemos rejeitar tanto a irresponsabilidade de Trump quanto a cumplicidade autocrática de Amorim.

2. O mito do “Continente de Paz”

Amorim afirma, com uma audácia que beira o delírio, que algo foi estilhaçado: “a certeza de que a América do Sul é, e continuará sendo, um continente de paz”.

Que paz é essa, Embaixador?

A “paz” das prisões políticas em Caracas? A “paz” da perseguição religiosa na Nicarágua? A “paz” das ameaças de anexação de Essequibo (Guiana) feitas pelo próprio regime que o senhor protegeu diplomaticamente por décadas?

Amorim ignora a tortura interna porque, para ele, a violência só conta se vier do Ocidente.

Sua definição de ‘paz’ é a estabilidade do cárcere.

3. A hipocrisia da “Incerteza de Heisenberg”

Amorim invoca o “Princípio da Incerteza” de Heisenberg para descrever o novo cenário global, onde “qualquer coisa pode acontecer”.

O cinismo aqui reside no fato de que o governo brasileiro, sob sua tutela intelectual, trabalhou ativamente para criar essa incerteza.

  • Quem ajudou a corroer as regras internacionais ao se aliar ao Irã, patrocinador global do terrorismo?

  • Quem enfraqueceu o sistema de direitos humanos da ONU ao se abster de condenar violações na Nicarágua e na China?

  • Quem trabalha para expandir o BRICS, transformando-o em um sindicato de autocracias que buscam reescrever as regras globais para favorecer as ditaduras?

Amorim reclama de um mundo sem regras, mas a política externa que ele desenhou dedicou-se a sabotar a “Ordem Baseada em Regras” (Rules-Based Order) liderada pelas democracias liberais, em favor de uma “multipolaridade” caótica onde a Rússia e a China ditam as normas.

4. O cinismo da “solução” via BRICS

Como remédio, Amorim sugere “diversificação de parcerias”, citando explicitamente o BRICS. É o ápice da contradição. Ele sugere que, para restaurar a ordem e o respeito ao direito internacional, devemos nos abraçar mais forte com a Rússia (que rasgou a Carta da ONU), a China (que ameaça Taiwan) e o Irã (que financia o caos no Oriente Médio).

Conclusão: o medo da accountability

A pergunta do título do artigo de Amorim — “Como podemos viver em um mundo sem regras?” — deve ser traduzida para o que ele realmente sente: “’Como nossos parceiros vão sobreviver num mundo onde os EUA decidiram ignorar a lei internacional com a mesma frieza que a Rússia?”

O lamento de Amorim na The Economist é o obituário de uma doutrina de política externa que escolheu, consistentemente, o lado errado da história.

O Brasil merece uma diplomacia que defenda valores, não ditadores.

Uma publicação convidada por
Thiago Padovan
Projeto Villa Global Village

A Ucrânia traída em Davos - Olena Tregub e Paulo Roberto de Almeida

 From: Olena Tregub, Transparency International 

“Listening to Western leaders at the Ukrainian Breakfast in Davos left a very bitter aftertaste. You can feel the fear of the US administration in the room, and the fact that almost no one dares to say openly what is obvious: Trump is putting pressure on Ukraine, not on Russia. There were only a few veiled remarks from Sikorski – and almost nothing from anyone else.

Instead, we hear things like the Belgian Prime Minister saying: “Europe is not at war with Russia, therefore we did not confiscate Russian assets.” Or Sikorski claiming that “Europe does not buy Russian energy,” which is simply not true. Then comes the self-congratulation about sanctions, about sanctioning the shadow tanker fleet, while in reality they add a few ships to each new package instead of adopting the radical and long-known solutions that would actually change the situation.

A special moment was the speech of a  “special envoy” who said he came only because a friend invited him and he couldn’t refuse. That he and Kushner are like two volunteers, working for free to end the war in Ukraine. That everything is going great, the result is coming soon, and Putin will agree to everything any moment now.

The only voices of reality came from Ukrainian soldiers. One of them said that Europe should not be surprised when the war comes to its own territory, and that Ukraine is currently holding back over a million Russian troops on Europe’s borders. In other words, Ukraine is already de facto the defensive shield of the European Union. Yet on stage, European leaders still spoke about Ukraine as something external: unclear timelines, unclear criteria, fears that Ukraine’s accession could “destabilize” the EU.

It feels like people whose house is already being approached by a maniac have locked themselves inside, while Ukraine is outside, fighting and defending their home. But for them, Ukraine is only a sacred sacrifice: something to praise for courage, for surviving winter without heating, for endurance under terror – but not something they are ready to fully let into their warm and comfortable house.

Their house is too safe, too warm, too comfortable. And somewhere out there, “two savages” – Ukrainians and Russians – are fighting, and maybe it will somehow pass, maybe it will not reach them, maybe the maniac is not really coming for their house after all.

In the end, everyone praised themselves. Everyone talked about how much they support Ukraine. One congressman even said he prays every night. And only one question remains: if the support is so extraordinary, why has Ukraine not yet won? 

The honest conclusion came from Niall Ferguson: Putin does not care about speeches in Davos. Ukraine needs weapons.”

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Acrescento (PRA): Trump e Putin não decepcionam: são irmãos gêmeos na destruição do multilateralismo e da vida civilizada no mundo. A Europa e os europeus me decepcionam.

A morte do multilateralismo como o conhecíamos - Paulo Roberto de Almeida

 A morte do multilateralismo como o conhecíamos 

Paulo Roberto de Almeida 

A “ONU paralela” de Mister Trump será mais uma degradação do multilateralismo criado em 1945, já abalado pelos atos bárbaros de Putin na Ucrânia e de Netanyahu na Faixa de Gaza.

Teremos alguns anos de horrores na política mundial, enquanto estiverem atuantes as três aberrações pessoais mencionadas acima nominalmente.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 23/01/2026

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Presença deste modesto blogueiro nas bem traçadas linhas de Airton Dirceu Lemmertz, e no escrutínio de Madame IA

 Je suis comblé, como diriam os franceses. Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz me fait plaisir, chaque jour. Talvez ele vise algum presente de aniversário, ainda a ver nas minhas emendas orçamentárias. PRA

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- Em ordem cronológica, as "participações" da Gemini (a IA do Google) no blogDiplomatizzando:

As frases mais polêmicas ditas por nossos líderes políticos: Lula, Bolsonaro, FHC, Dilma, Ciro Gomes - Airton Dirceu Lemmertz:

A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, na semana de 12 a 18 de outubro de 2025, em resumo feito por Airton Dirceu Lemmertz:

50 livros mais importantes na literatura mundial (IA, via Airton Dirceu Lemmertz):

Dúvidas provocadoras respondidas pela Inteligência Artificial - Paulo Roberto de Almeida, IA, Airton Dirceu Lemmertz:

Relatório da ONU sobre torturas perpetradas pela Rússia contra prisioneiros ucranianos - Informação da IA (via Airton Dirceu Lemmertz):

Economias abertas e fechadas: Prof. Celso Grisi, PRA e Airton Dirceu Lemmertz:

Putin está perdendo a guerra de agressão contra a Ucrânia- a IA tente poderar os argumentos de minha postagem:

A internacional dos poderes totalitários no mundo: declaração do presidente do Comitê do Noble da Paz (título PRA) - Transcrição e consulta à IA por Airton Dirceu Lemmertz:

Vergonha diplomática: governo Lula se recusa a condenar o sequestro de crianças ucranianas pelo amigo Putin:

O pequeno manual prática da decadência, examinado e reconsiderado pela Inteligência Artificial, por meio de Airton Dirceu Lemmertz:

Madame Inteligência Artificial me corrige mais uma vez, na minha postagem sobre a sorte do chanceler acidental - Airton Dirceu Lemmertz, Paulo Roberto de Almeida:

Quero ver Madame IA criticar a minha postagem, dos tempos do ser asqueroso que ocupava a presidência:

Madame IA ataca outra vez: ela comenta uma defesa que fiz da dignidade dos diplomatas, atingidos por um presidente indigno do cargo - Airton Dirceu Lemmertz, Paulo Roberto de Almeida:

24 pecados da vida política brasileira examinados por Madame IA - Paulo Roberto de Almeida e Airton Dirceu Lemmertz:

O Brasil entre a segurança internacional e a sua própria segurança cidadã: resposta da IAGemini, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada - Paulo Roberto de Almeida:

Madame IA se ocupa do pirata DJT no seu assalto a Caracas, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA se posiciona contra minhas observações sobre as relações do governo atual do Brasil (não o Brasil) e a democracia (via Airton Dirceu Lemmertz):

Como fica a dívida da Venezuela para com o Brasil a partir de uma postagem de Vitelio Brustolin analisada por Madame IA, via Airton Dirceu Lemmertz:

Madame IA se empenha, mais uma vez, em contestar minhas provocações, via Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida:

Crítica às ideias de Christian Lynch sobre as ideologias políticas do brasileiro - Madame IA se ocupa de fazê-la, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz:

DJT anda em busca de um Prêmio Nobel da Paz, exige um, imediatamente, do Reino da Noruega - Oliver Stuenkel comenta, Madame IA se intromete:

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- Em ordem cronológica, alguns vídeos do YouTube com links disponíveis no blog Diplomatizzando:

Paulo Roberto de Almeida: videoentrevistas constantes do YouTube (via Airton Diceu Lemmertz):
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/06/paulo-roberto-de-almeida.html

A Nação israelense: itinerário histórico - Airton Dirceu Lemmertz:

Israel: entre a tradição e as contradições do momento presente - via Airton Dirceu Lemmertz (Não É Imprensa):

Airton Dirceu Lemmertz:um mestre na transmissão de conhecimento.

Oleksandra Matviichuk, advogada ucraniana, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2022 - Roda Viva (TV Cultura, SP):

Paulo Roberto de Almeida no YouTube, coletado por Airton Diceu Lemmertz:

Um debate relevante sobre soberania e truculência imperial - Professor HOC, videos YouTube, via Airton Dirceu Lemmertz:

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- PRA (Paulo Roberto de Almeida) ou o blog (Diplomatizzando) nas mídias digitais (redes sociais, blogs, sites, etc), em ordem cronológica:

Paulo Roberto de Almeida: videoentrevistas constantes do YouTube (via Airton Diceu Lemmertz):

Uma coleção de postagens deste meu blog selecionadas por Airton Dirceu Lemmertz:

Airton Dirceu Lemmertz: um atento seguidor deste blog Diplomatizzando:

Algumas das minhas melhores postagens no Diplomatizzando, por Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida:

Paulo Roberto de Almeida: presença física, virtual, digital nos instrumentos de busca, por Airton Dirceu. Lemmertz:

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...