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quarta-feira, 11 de março de 2026

Não é de hoje que os russos massacram os ucranianos - Paulo Roberto de Almeida (Diplomatizzando)

 Não é de hoje que os russos massacram os ucranianos:


- Em ordem cronológica, postagens no blog Diplomatizzando atreladas ao "Holodomor" ("A Grande Fome" ucraniana, em um período que a Ucrânia pertencia à URSS stalinista) com o respectivo link:

Holodomor (A Grande Fome) - o genocídio de milhões de ucranianos através da fome pelo regime stalinista:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/03/holodomor-grande-fome-o-genocidio-de.html

Dossiê Holodomor - o genocídio ucraniano por Stalin:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/03/dossie-holodomor-o-genocidio-ucraniano.html

Não é de hoje que a Ucrânia sofre sob ataques da Rússia. Uma Ucrânia de uma outra era - a do stalinismo ascendente:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/05/a-eterna-guerra-de-agressao-da-russia.html

Holodomor: o genocídio ucraniano por Stalin.
https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/algumas-das-minhas-melhores-postagens.html#:~:text=bbc.html%0A%0A%3D%3D%3D-,Holodomor,-%3A%20o%20genoc%C3%ADdio%20ucraniano

terça-feira, 10 de março de 2026

Minhas colaborações à revista Crusoé, 2019 a 2024 - Paulo Roberto de Almeida

Minhas colaborações à revista Crusoé, 2019 a 2024

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Relação linear, cronológica, de minhas colaborações com a revista Crusoé
Destino: Blog Diplomatizzando

A relação que segue, puramente recapitulativa, recolhe, a partir da minha lista geral de trabalhos, todos os textos, entrevistas ou interações com os editores e redatores da revista Crusoé, com a qual colaborei, regularmente, durante um par de anos. Segue apenas a linha cronológica natural, do mais antigo ao mais recente, sendo que o último é uma coletânea dos artigos (escritos, publicados) oferecidos à revista, editada em formato de livro digital.
Acho que tem coisas ainda válidas nesse ajuntamento de textos de circunstância.
Vou pensar em retomar essas colaborações voluntariamente, apenas como diversão, o que sempre faço segundo a recomendação de Montaigne e de José Mindlin: Je ne fais rien sans gaieté.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 10 de março de 2026.

3424. “‘Ernesto Araújo enganou o presidente’, diz embaixador demitido”, Brasília, 5 março 2019, 6 p. Entrevista ao jornalista Caio Junqueira da revista Crusoé (link: https://crusoe.com.br/diario/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz-embaixador-demitido/); Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz.html).

3442. “Sobre as intervenções de militares na política brasileira”, Brasília, 31 março 2019, 5+6 p. Introdução histórica Academia.edu comentários de Mario Sabino (Crusoé, n. 48, 31/03/2019) ao texto da Ordem do Dia das FFAA a propósito do dia 31 de marçAcademia.edu no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/para-ler-os-militares-em-1964-e-em-2019.htmAcademia.eduado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/2387247414672028). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/f60c55b452/sobre-as-intervencoes-de-militares-na-politica-brasileira). Transcrita de forma parcial no Blog Diplomatizzando (18/04/2019; link; https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/04/as-forcas-armadas-e-sociedade-cel.html).

3930. “Sobre a política externa e a diplomacia brasileira: uma entrevista”, Brasília, 16 junho 2021, 14 p. Respostas a questões do jornalista Duda Teixeira, em formato de entrevista para a revista Crusoé sobre temas de diplomacia e de política externa, seguida de entrevista oral, combinando os dois formatos em matéria publicada na seção “Entrevista da Semana” da Revista Crusoé (edição 164, 18/06/2021; link: https://crusoe.com.br/edicoes/164/mudanca-a-forca/0). Sobre a política externa e a diplomacia brasileira, disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/49299957/MudancaaforçaentrevistadePauloRobertodeAlmeidaparaRevistaCrusoe). Parte relativa aos militares, divulgada de forma independente, sob o título de “Existe algum risco de golpe miliar no Brasil? Não, embora o capitão gostaria que ocorresse”, no blog Diplomatizzando (18/06/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/06/existe-algum-risco-de-golpe-militar-no.html). Relação de Publicados n. 1406.

4188. “O Brics e o Brasil: quem comanda?”, Brasília, 28 junho 2022, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira, via WA. Editado pelo jornalista, sob o título de “A ampliação do Brics e o interesse nacional”, com pequenas edições em pontos específicos; salvo como “4188aBricsInterNacional”. Publicado na revista Crusoé (1/07/2022; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse-nacional/); transcrito no blog Diplomatizzando (1/07/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/07/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse.html). Relação de publicados n. 1461.

4275. “Programa Latitude: entrevista sobre política externa de Lula III”, Brasília, 19 novembro 2022, 9 páginas. Notas sobre questões colocadas pelo jornalista Duda Teixeira, da revista Crusoé, para entrevista oral no dia 21/11/2022. Versão reduzida, sob o título de “A diplomacia de Lula, 2023-2026: mais do mesmo?”, postada na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/91326453/4275_A_diplomacia_de_Lula_2023_2026_mais_do_mesmo_2022_) e no blog Diplomatizzando (21/11/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/11/a-diplomacia-de-lula-2023-2026-mais-do.html). Emissão divulgahttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; erros diplomáticoshttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s;e.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; outro link geral: https://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s; lihttps://www.youtube.com/watch?v=pZ6I78fplEI;r o líder da América Latina”, 1,8 mil visualizações: https://www.youtube.cohttps://www.youtube.com/watch?v=21jP70kzLVU;rge com grandes catástrofes”, 5,3 mil visualizações: https://www.https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJYrios da Oxfam são hipócritas”, 1,1 mil visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJY ). Relação de Publicados n. 1479.

4290. “Haverá paz no mundo em 2023?”, Brasília, 16 dezembro 2022, 5 p. Artigo para a revista digital Crusoé, a pedido do jornalista Duda Teixeira. Revisto e publicado, sob o título “Paz impossível, guerra improvável”, na revista Crusoé (n. 244, sexta-feira, 30/12/2022, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/244/paz-impossivel-guerra-improvavel/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/havera-paz-no-mundo-em-2023-artigos-na.html). Relação de Publicados n. 1487.

4292. “Fórum de Davos: o piquenique invernal do capitalismo bem-comportado”, Brasília, 20 dezembro 2022, 4 p. Artigo sobre o Fórum Econômico Mundial de 2023, para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O capitalismo bem-comportado de Davos”, revista Crusoé (13/01/2023; https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/o-capitalismo-bem-comportado-de-davos/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/forum-de-davos-o-piquenique-invernal-do.html). Relação de Publicados n. 1491.

4300. “De repente, o mundo descobre um brasileiro pouco cordial”, Brasília, 9 janeiro 2023, 4 p. Nota sobre o vandalismo produzido pelos terroristas bolsonaristas na Praça dos Três Poderes, no domingo 8/01/2023. Publicado na revista Crusoé (9/01/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/de-repente-o-mundo-descobre-um-brasileiro-pouco-cordial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (9/01/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/01/de-repente-o-mundo-descobre-um.html). Relação de Publicados n. 1490.

4304. “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, Brasília, 16 janeiro 2023, 4 p. Artigo sobre as relações Brasil-Argentina, no contexto da primeira viagem de Lula, para a revista Crusoé. Publicado, sob o título “O bloco do Cambalacho”, na revista Crusoé (n. 247, 20/01/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/247/o-bloco-do-cambalacho/); versão original, sob o título “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, publicada no blog Diplomatizzando (14/02/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/02/o-brasil-e-o-seu-vizinho-mais.html). Relação de Publicados n. 1492.

4314. “O que o Brasil deixou de aprender com a Alemanha?”, Brasília, 31 janeiro 2023, 4 p. Nova colaboração com a revista Crusoé, a propósito da visita ao Brasil do chanceler Olaf Scholz, enfatizando educação de qualidade na Alemanha e trajetórias diferentes do SPD e do PT. Publicado em 3/02/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/brasil/crusoe-o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com-a-alemanha/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com.html). Relação de Publicados n. 1493.

4320. “Diplomacia de Lula 3: la nave va..., mas para onde?”, Brasília, 14 fevereiro 2023, 5 p. Artigo sobre as repetições da diplomacia ativa e altiva. Publicado, sob o título de “A mesma coisa, tudo de novo”, na revista Crusoé (17/02/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/251/a-mesma-coisa-tudo-de-novo/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/diplomacia-de-lula-3-la-nave-va-mas.html). Relação de Publicados n. 1494.

4326. “O Brasil e a China: até onde vai a relação estratégica?”, Brasília, 20 fevereiro 2023, 5 p. Publicado na revista Crusoé (3/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/253/o-encanto-de-lula-pelo-duvidoso-modelo-chines/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-brasil-e-china-ate-onde-vai-relacao.html). Relação de Publicados n. 1496.

4335. “Os intelectuais do Itamaraty e o caso único de José Guilherme Merquior”, Brasília, 8 março 2023, 7 p. Colaboração à revista Crusoé; publicada em 17/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/255/os-intelectuais-do-itamaraty-e-o-caso-unico-de-jose-guilherme-merquior/ ). Relação de Publicados n. 1497.

4342. “O Brasil como um imenso Portugal?”, Brasília, 23 março 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé, a propósito da visita do presidente Lula a Portugal. Publicado em 27/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/colunistas/o-brasil-como-um-imenso-portugal/). Divulgado no blog Diplomatizzando (21/04/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/04/o-brasil-como-um-imenso-portugal-2023.html). Relação de Publicados n. 1506.

4344. “O que Putin quer de Lula? O que ele vai conseguir?”, Brasília, 25 março 2023, 6 p. Artigo para a revista Crusoé, sobre a próxima visita do chanceler Lavrov ao Brasil, tratando do Brics e da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Publicado na Crusoé (31/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/257/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai-conseguir/?fbclid=IwAR0HUZLik-L-mAziepagvbW2FtPFh-mtymnqIQHUhNSGKuu2dxVGndG0dKk?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (18/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai.html). Relação de Publicados n. 1499.

4354. “‘A Guerra Perpétua’, segundo Putin, ou o projeto de uma ‘nova ordem mundial’, como vontade e como representação”, Brasília, 7 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (14/04/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/paulo-roberto-de-almeida-na-crusoe-guerra-perpetua-de-putin/); divulgado no blog Diplomatizzando (23/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-guerra-perpetua-segundo-putin-ou-o.html). Relação de Publicados n. 1504.

4358. “O retorno da diplomacia presidencial nos cem dias de Lula”, entrevista com o jornalista Duda Teixeira da revista Crusoé (emissão em 9/04/2023, 14:29; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/o-retorno-da-diplomacia-presidencial-nos-100-dias-de-lula/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-retorno-da-diplomacia-presidencial.html). Relação de Publicados n. 1503.

4365. “Potências revisionistas e rupturas da ordem global”, Brasília, 17 abril 2023, 4 p. Ensaio sobre os momentos de rupturas históricas em ordens políticas estabelecidas. Para aula no curso de mestrado em Relações Internacionais da UFABC, a convite do prof. Mohammed Nadir, via online, em 18/04/2023. Primeira parte aproveitada para um pequeno texto sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia; postado, sob o título de “Lula tem certeza de que seria uma boa ideia colocar o Brasil do lado da Rússia e da China na construção de uma nova ordem mundial?”, no blog Diplomatizzando (26/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/deve-o-brasil-aderir-ideia-de-uma-nova.html); segunda e terceira partes, aproveitadas para novo artigo para a revista Crusoé, sob o título “Por que a tal de 'nova ordem mundial' é uma má ideia?”, sob o número 4374. Aproveitado para aula no curso CACD, sob número 4596/2024.

4368. “A reunificação da Alemanha e a construção de Brasília”, Brasília, 21 abril 2023, 3 p. Quanto custou a reunificação da Alemanha, quanto custou a construção de Brasília, e quanto custa Brasilia ainda hoje. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira sob a forma pró-bono. Publicado revista Crusoé (22/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/a-reunificacao-da-alemanha-e-a-construcao-de-brasilia/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-reunificacao-da-alemanha-e-construcao.html). Relação de Publicados n. 1505.

4374. “Por que a tal de ‘nova ordem mundial’ é uma má ideia?”, Brasília, 26 abril 2023, 4 p. Artigo publicado na revista Crusoé (9/06/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/crusoe-por-que-a-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma-ma-ideia-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (14/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma_14.html); divulgado novamente no blog Diplomatizzando (8/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma.html). Relação de Publicados n. 1511.
4375. “Se eu quiser falar com o tal de Sul Global, telefono para quem?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (edição 265, 25/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/se-eu-quiser-falar-com-o-sul-global-telefono-para-quem/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/e-como-anda-o-tal-de-sul-global-muito.html). Relação de Publicados n. 1509.
4376. “Lula no G7: falta discutir a relação?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (12/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/263/lula-no-g7-falta-discutir-a-relacao/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023;.link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/lula-no-g7-falta-discutir-relacao-paulo.html). Relação de Publicados n. 1508.

4412. “Ah, esse ambicionado Prêmio Nobel da Paz...”, Brasília, 11 junho 2023, 3 p. Artigo sobre os prêmios Nobel e a pretensão de Lula de conquistar um da Paz para si. Publicado na revista Crusoé (23/06/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/ah-esse-ambicionado-nobel-da-paz/?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (23/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/ah-esse-ambicionado-premio-nobel-da-paz.html). Relação de Publicados n. 1513.

4414. “Grandezas e misérias da diplomacia presidencial: o caso do Brasil”, Brasília, 11 junho 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado em 7/07/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/opiniao/crusoe-grandezas-e-miserias-da-diplomacia-presidencial/); divulgado no blog Diplomatizzando (7/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/grandezas-e-miserias-da-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1515.

4415. “O Brasil aos olhos do mundo: como era antes, como ficou agora?”, Brasília, 13 junho 2023, 3 p. Artigo sobre a diminuição da credibilidade diplomática do Brasil de Lula 3, para a revista Crusoé. (4/08/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/275/o-brasil-aos-olhos-do-mundo-como-era-antes-como-ficou-agora/). Relação de Publicados n. 1518.

4430. “Política externa e diplomacia brasileira: uma visão de três décadas”, São Paulo, 7 julho 2023, 4 p. Resumo de uma evolução com altos e baixos. Publicado na revista Crusoé (29/09/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/283/politica-externa-e-diplomacia-brasileira-uma-visao-de-tres-decadas/); divulgado no blog Diplomatizzando (30/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/politica-externa-e-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1525.

4434. “O Brasil, a América Latina e a União Europeia: alguma novidade?”, Brasília, 14 julho 2023, 3 p. Artigo sobre a cúpula Celac-UE para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O irmão menor da União Europeia” (21/07/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/273/o-brasil-a-america-latina-e-a-uniao-europeia-alguma-novidade/). Relação de Publicados n. 1516.

4459. “A cúpula do Brics e o projeto mirabolante de uma moeda comum”, Brasília, 17 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, com base nos trabalhos 4343 (“Questões sobre Brics e Mercosul”, Brasília, 25 março 2023, 3 p.) e 4309 (“Sobre o “projeto mágico” da moeda comum do Mercosul”, Brasília, 22 janeiro 2023, 2 p.) Enviado a Ricardo Ortega. Publicado na revista Crusoé (edição 270, 18/08/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/277/a-cupula-do-brics-e-o-projeto-mirabolante-de-uma-moeda-comum/). Relação de Publicados n. 1520.

4465. “O Brasil de Lula 3 no G20 da Índia”, São Paulo, 31 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre o G20 e o Brasil. Publicado em 1/09/2023 (link: https://oantagonista.com.br/mundo/crusoe-o-brasil-de-lula-3-no-g20-da-india/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (1/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/the-dawn-of-bric-world-order.html). Relação de Publicados n. 1521.

4472. “Parlamento e política externa: a experiência do Brasil”, Brasília 8 setembro 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a participação do Poder Legislativo na diplomacia. Publicado na revista Crusoé (edição 281; 15/09/2023; link: https://oantagonista.com.br/brasil/paulo-r-de-almeida-na-crusoe-parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/ e https://crusoe.com.br/edicoes/281/parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/) Relação de Publicados n. 1523.

4489. “O mau terrorismo e o terrorismo tolerável pelas esquerdas”, Brasília, 10 outubro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o título “O terrorismo que as esquerdas toleram, (13/10/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/285/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram.html). Relação de Publicados n. 1529.

4491. “O Sul Global não existe”, Brasília, 12 outubro 2023, 3 p. Artigo sobre uma realidade criada por ideólogos que não apresenta consistência suficiente para ser chamado de grupo político. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o mesmo título (n. 287, 27/10/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/Colunistas/o-sul-global-nao-existe); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (30/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/o-sul-global-nao-existe-paulo-roberto.html). Relação de Publicados n. 1530.

4505. “Desafios da diplomacia brasileira na atualidade”, Brasília, 4 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé que pode servir para subsidiar palestra a convite do Prof. Matheus Atalanio, do curso de Direito da UNIT-Fortaleza, em 7/11/2023. Revisão em 7/11, para submissão à Crusoé. Publicado na revista Crusoé (10/11/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/289/desafios-da-diplomacia-brasileira-na-atualidade/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/desafios-da-diplomacia-brasileira-na.html). Relação de Publicados n. 1531.

4509. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Primeiro de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 301, 9/02/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/301/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (9/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1546.

4510. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Segundo de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 303, 23/02/2024, link: https://crusoe.com.br/cronica/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido-segunda-parte/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (23/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais_23.html). Relação de Publicados n. 1547.

4511. “Diferenças entre a ‘velha’ e a ‘nova’ diplomacia de Lula”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé; publicado em 24/11/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/291/diferencas-entre-a-velha-e-a-nova-diplomacia-de-lula/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/diferencas-entre-velha-e-nova.html). Relação de Publicados n. 1533.

4513. “Imigrantes na construção do Brasil e na política”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado no n. 293, sob o título de “O ponto de fusão” (8/12/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/293/o-ponto-de-fusao/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-ponto-de-fusao-imigrantes-na.html). Relação de Publicados n. 1535.

4523. “O Brasil em 2023: avanços e retrocessos”, Brasília, 5 dezembro 2023, 3 p. Artigo de síntese conjuntural, para o Livres e a revista Crusoé. Revisto em 17/12/2023. Encaminhado a Duda Teixeira. Publicado em 22/12/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/295/o-brasil-em-2023-avancos-e-retrocessos/). Relação de Publicados n. 1537.

4530. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido?”, Brasília, 25 dezembro 2023, 5 p. Artigo para a revista Crusoé. [Não publicado]

4531. “O que aguarda o Brasil em 2024?”, Brasília, 26 dezembro 2023, 3 p. Possível artigo para a revista Crusoé, mas capítulo final do livro reunindo todos os artigos escritos para a revista ao longo do último ano. [Não publicado]

4532. “Apresentação ao livro O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional, Brasília, 27 dezembro 2023, 2 p. Incorporado ao livro reunindo uma seleta de artigos previamente publicados na revista Crusoé (n. 4533).

4533. O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional (Brasília: Diplomatizzando, 2023, 167 p.; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R). Livro organizado a partir de artigos preparados para e publicados na revista Crusoé. Disponível na Amazon.com.br (link: https://www.amazon.com.br/dp/B0CR1Z682R/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2525JS64IRCBA&keywords=O+Brasil+no+contexto+regional+e+mundial&qid=1703782535&s=books&sprefix=o+brasil+no+contexto+regional+e+mundial%2Cstripbooks%2C228&sr=1-1); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/novo-livro-publicado-paulo-roberto-de.html). Relação de Publicados n. 1538.

4543. “Um Brasil ambientalista se torna associado à OPEP”, Brasília, 4 janeiro 2024, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a nova postura pouco ambientalista do governo Lula. Publicado, sob o título de “Governo Lula entra para o cartel dos chantagistas do petróleo” na Crusoé (n. 299, 26/01/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/299/governo-lula-entra-para-o-cartel-dos-chantagistas-do-petroleo/). Divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/um-brasil-ambientalista-se-torna.html). Relação de Publicados n. 1545.

4594. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 7 março 2024, 4 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos estruturais e institucionais. Revista Crusoé (n. 305, 8/03/2024; link: https://crusoe.com.br/o-caminho-do-dinheiro/o-que-falta-ao-brasil-para-ser-um-pais-desenvolvido-terceira-parte/); transcrito parcialmente no blog Diplomatizzando (9/03/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/03/o-que-falta-para-o-brasil-ser-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1551.

4595. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 7 março 2024, 3 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos de políticas macroeconômicas e setoriais para um processo de desenvolvimento sustentado. Revista Crusoé (n. ?, 2?/03/2024; link: ?). Relação de Publicados n. ?


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5237, 10 março 2026, 8 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link:

sábado, 7 de março de 2026

A diplomacia de Trump: destrói para depois negociar - Editorial da revista digital Será?

 Editorial da revista digital Será?:


A diplomacia de Trump: destrói para depois negociar
Editorial Revista Será?, mar 6, 2026

O pretensioso e arrogante candidato ao Prêmio Nobel da Paz, Donald Trump é, na verdade, o senhor da guerra e o aspirante a gendarme do planeta, utilizando o poderoso arsenal militar dos Estados Unidos para intervir, onde e quando decidir, ignorando, pisoteando e esmagando os acordos e as regras constituídas de direito internacional. E sempre a partir da sua exclusiva consideração e segundo os interesses estadunidenses e seus próprios benefícios empresariais. Aliado ao governo de Israel, o imperialista Trump está bombardeando o Irã em larga escala e sem qualquer aprovação das organizações internacionais e nem mesmo do Congresso dos Estados Unidos, como exige a sua Constituição. Com argumentos e discursos mentirosos e contraditórios, Trump suspendeu unilateralmente as negociações que vinha avançando com o governo do Irã para assinatura de um novo acordo nuclear, no qual Teerã se comprometeria a não desenvolver uma bomba atômica. E partiu direto para o ataque, a destruição das bases militares e a eliminação da liderança política do país, começando pelo assassinato do líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Vale lembrar que, no seu primeiro governo, Trump tinha revogado um acordo assinado pelos Estados Unidos com o Irã (com o presidente Barak Obama) no qual o governo iraniano assumia o compromisso de limitar o seu programa nuclear a fins pacíficos. Esta é a essência da diplomacia de Trump: acordos só depois que destrói e humilha o inimigo com seu poderoso arsenal militar.

Certo, não dá para defender o governo do Irã, uma teocracia fundamentalista e altamente repressiva, tendo assassinado, recentemente, milhares de manifestantes que protestavam nas ruas contra a violência do sistema autoritário e a atuação perversa da Guarda Revolucionária e da Polícia da Moralidade, que impõe com força as regras medievais do islamismo. Não há dúvida, tampouco, que a ditadura iraniana constitui uma ameaça à estabilidade e à paz no Oriente Médio com o seu próprio poderio militar e o apoio ao Hamas e ao Hezbollah em confronto com Israel. Mas o Irã é um país soberano e cabe exclusivamente aos iranianos lutar por um novo sistema político, por democracia e pelo respeito aos direitos humanos, de preferência por um Estado laico. Aliado ao criminoso de guerra Benjamin Netanyahu, o gendarme do planeta quer derrubar o governo iraniano com a pretensão mentirosa de implantação de uma democracia no Irã e proteger os direitos humanos atacados pela teocracia. Logo Trump que vem minando, sistematicamente, a democracia nos Estados Unidos e desrespeitando os direitos civis e dos imigrantes. E Netanyahu que vem massacrando continuamente o povo palestino sem qualquer respeito pela dignidade humana.

Aos países democráticos cabe apenas a condenação dos crimes da teocracia xiita e o apoio político e diplomático aos movimentos da sociedade iraniana. Nunca a intervenção direta nos assuntos internos para impor, de fora, a democracia no Irã. Nem mesmo atacar militarmente, sem qualquer validação das organizações internacionais, para destruir o arsenal militar iraniano pelo potencial de risco à estabilidade e paz na região. Para manter a paz na região é necessário, ao contrário, um esforço de negociação, acompanhada de pressões diplomáticas, sem destruir o inimigo, construir acordos que garantam a estabilidade. Por outro lado, sob o pretexto de impedir as ameaças do Irã à paz e à segurança mundiais, a guerra desencadeada pela dupla Trump-Netanyahu está provocando, na realidade, uma grande instabilidade , que pode a levar a uma grave crise econômica mundial por conta do fechamento das rotas dos petroleiros. Além disso, demonstra para o mundo que não existem mais regras internacionais de convivência entre as nações e nenhum instrumento que assegure a soberania das nações, legitima a invasão da Ucrânia pela Rússia e oferece à China um bom argumento para anexar Taiwan.
https://revistasera.info/2026/03/a-diplomacia-de-trump-destroi-para-depois-negociar-editorial/

OS BRICS E AS GUERRAS - Renato Baumann (Linkedin)

OS BRICS E AS GUERRAS

Renato Baumann

Linkedin, 7/03/2026

 

O grupo BRICS foi criado a partir da percepção de quatro economias emergentes quanto à importância de maior aproximação. O grupo tem como objetivo principal influenciar a governança global: seu peso econômico deve ser reconhecido através de participação mais expressiva no processo decisório global. 

As quatro economias correspondiam a continentes distintos. Não havia, contudo, representante africano. Essa carência foi contornada, pouco depois, pela inclusão da África do Sul. 

Em 2022 houve decisão que surpreendeu a maior parte dos analistas, ao se convidar um conjunto de seis países para se tornarem membros adicionais do grupo.

As dúvidas compreendem desde a falta de critérios objetivos para a ampliação do grupo até o fato de aí estarem países com conflitos bilaterais de longa data. Mas ninguém duvida de que a soma do potencial econômico desse conjunto de países é nada desprezível.

As possibilidades de sucesso na atuação conjunta de um grupo de países depende da homogeneidade de propósitos e da clara identificação de objetivos comuns. 

Um primeiro teste dessa homogeneidade surgiu quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Quando o tema foi a consideração da Assembleia Geral da ONU os demais BRICS se abstiveram.

Agora há um segundo teste, envolvendo o ataque ao Irã, país membro recente do grupo. Uma dimensão aparentemente esquecida pela imprensa. 

Em prol da homogeneidade se esperaria manifestação de apoio por parte dos sócios do Irã no grupo. Até o momento não se tem conhecimento disso.

As razões alegadas são de que o BRICS é um grupo econômico, não geopolítico. E trata-se de um arranjo informal, não uma instituição. Assim, não faz sentido esperar manifestação formal de parte do grupo. Seria mesmo difícil obter uma declaração, dados os ataques iranianos aos territórios de outros membros do grupo.

Esse silêncio confirma a dimensão estritamente econômica do grupo. De ser assim, no entanto, não fica fácil entender por que as Declarações que se seguem às reuniões de cúpula tenham tantos artigos de caráter geopolítico, condenando reiteradamente situações sensíveis em várias regiões. 

A sinalização do grupo nesse sentido não tem sido muito clara, e dá margem a dúvidas sobre como conseguir o requerido grau de homogeneidade.

sexta-feira, 6 de março de 2026

José Márcio Camargo: "Tática de terra arrasada do Irã ameaça juro e inflação" - Anaïs Fernandes (Valor Econômico)

 Tática de terra arrasada do Irã ameaça juro e inflação

Efeitos da guerra chegariam ao Brasil já afetado por problemas fiscais, afirma economista
Anaïs Fernandes
Valor Econômico, 6/03/2026

O maior risco para uma disparada no preço internacional do petróleo, o que pode gerar pressão inflacionária no Brasil e no mundo e levar bancos centrais aqui e lá fora a reverem políticas de afrouxamento monetário, é se o Irã decidir adotar tática de terra arrasada, destruindo a sua infraestrutura de petróleo e a do Oriente Médio de forma mais ampla e paralisando o estreito de Ormuz. Essa é a avaliação de José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos e professor da PUC-Rio.
Pelo estreito de Ormuz passa não só volume expressivo do petróleo mundial, mas também fertilizantes, dos quais o Brasil, enquanto potência agrícola, é bastante dependente, observa Camargo. Assim, além dos potenciais efeitos inflacionários com o choque no petróleo e a desvalorização cambial entre países emergentes, por causa da aversão global a risco, o Brasil pode sentir também alta nos preços dos alimentos. Antes dos conflitos no Irã e seu entorno, a Genial esperava que o Banco Central do Brasil iniciasse o ciclo de cortes da Selic com redução de 0,5 ponto percentual (p.p.) na reunião deste mês. Agora, diz Camargo, é possível que o BC comece mais devagar, com 0,25 p.p. Se a guerra continuar e tiver efeitos efetivos no mercado internacional, muito provavelmente o BC vai ter de manter o contracionismo um pouco, afirma. Outro problema é que a guerra chega em um ambiente em que o mundo tem sido mais leniente com desajustes fiscais como o observado no Brasil. Mas, nessa trajetória, em algum momento, dependendo da situação da economia mundial, pode ter uma instabilidade que gere um problema como aconteceu no fim de 2024, alerta Camargo. Veja a seguir os principais trechos da entrevista.

Valor: Como economista, o sr. já viu diversas guerras, inclusive outras no Oriente Médio. Como tem acompanhado o atual?
José Márcio Camargo: Não é uma surpresa, existia uma série de indicações de que poderíamos estar chegando muito perto de uma guerra. Os Estados Unidos deslocaram para o Oriente Médio três navios grandes e quantidade enorme de aviões. Outra coisa importante é o fato de que, efetivamente, existia um risco de o Irã conseguir produzir bomba atômica. Existia uma preocupação também de que o Irã poderia construir mísseis balísticos que pudessem, inclusive, atingir os EUA. Aparentemente, teve um período de negociações que não funcionou, e parece que o presidente [americano Donald] Trump tinha a sensação de que, se ele não atacasse, o Irã, em algum momento, poderia começar a atacar. Os ataques de sábado e domingo passados foram muito fortes, mataram o líder supremo Ali Khamenei, destruíram parte significativa do aparato militar do Irã. Nesse momento, o Irã está no processo de escolha de um novo líder. No domingo, o substituto disse que demoraria um ou dois dias, mas, obviamente, não está acontecendo. Tem quase uma semana e eles não conseguiram escolher, o que é sinal de que eles estão, de alguma forma, negociando e existe algum tipo de problema no processo.

Valor: Quais as consequências?
Camargo: Aumenta o perigo de ter um Exército totalmente acéfalo e que pode começar a tomar decisões como destruir a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio e atacar países vizinhos - como já começou a fazer, na verdade. Na minha avaliação, o maior risco é esse, de o Irã adotar um tipo de estratégia de terra arrasada, como a Rússia fez nas invasões napoleônicas e na Segunda Guerra Mundial.

Valor: E os riscos econômicos?
Camargo: É se a guerra continuar por longo período. O que é um problema, porque ninguém sabe o que significa longo período de tempo.

Valor: No caso recente da Venezuela, os EUA fizeram uma ação cirúrgica e pontual.
Camargo: Foi completamente diferente, porque tiraram o [Nicolás] Maduro, mas mantiveram o regime. Os EUA controlam a Venezuela de longe, porque eles estão dispostos a aceitar o fato de que Trump vai controlar o funcionamento da Venezuela. No Irã, não é assim. O Irã tem um regime teocrático antigo, no poder desde 1979. Tem institucionalidade já construída, você não consegue controlar isso a distância. Vai ter de, de alguma forma, entrar no país para redefinir as instituições. Isso é um problema. Trump, pelo que parece, está tentando destruir o máximo que pode, de tal forma que, mesmo que as instituições estejam lá, elas não tenham armas para lutar.

Valor: O que significa economicamente a persistência do conflito?
Camargo: Significa, por exemplo, parar o estreito de Ormuz, por onde passa entre 25% e 30% do petróleo mundial. E não só petróleo, também fertilizantes. É uma rota superimportante para o mundo. Se o estreito ficar fechado por três, quatro meses, provavelmente, o preço do petróleo vai ultrapassar US$ 100 o barril, o que vai gerar efeito inflacionário importante.

Valor: Como os bancos centrais podem reagir a isso?
Camargo: Estamos em um período em que os bancos centrais estão com política de afrouxamento monetário. Ainda que, no primeiro momento, nenhum banco central reverta a sua política, se realmente tiver uma tendência a aumento da inflação devido ao preço do petróleo, os bancos centrais, eventualmente, vão ter de voltar a aumentar juros. Tem o choque inicial do petróleo e eles não vão aumentar juros por causa disso. Mas há as consequências do choque para a economia. À medida que a inflação começa a extrapolar para outros setores - as condições secundárias nesse processo -, os bancos centrais vão ter de voltar a ter uma política monetária mais contracionista. Isso vai depender muito de quanto tempo vai durar essa guerra.

Valor: E quanto ela pode durar?
Camargo: É difícil avaliar o que significa quanto tempo. Três meses é muito? Quatro meses é muito? Dois meses é muito? Na verdade, ninguém sabe. É muito quando começar a afetar a oferta de petróleo efetivamente no mundo. Pode demorar quatro meses, pode demorar um ano, pode demorar só um, dois meses e passar rápido. Depende da capacidade do Exército iraniano de destruir a infraestrutura de petróleo do Oriente Médio. Se fizerem isso como estratégia, vai ser bastante complicado.

Valor: Especificamente para o Brasil, como esses eventos chegam ao nosso BC?
Camargo: O Banco Central brasileiro tem sido bastante contracionista. A taxa de juros chegou a 15% no momento em que a inflação estava próxima de 10%; nós já estamos com inflação de 4%, e a taxa de juros continua em 15%. Ou seja, tem algum espaço para reduzir a Selic. Antes da guerra, nosso cenário era o BC iniciar o processo com uma queda de 0,5 p.p. e continuar. A ideia era que o processo seria acelerando para 0,75 p.p., depois voltaria para 0,5 p.p. e para 0,25 p.p., fechando o ano com 12% de taxa de juros. Se a guerra continuar e tiver efeitos efetivos no mercado internacional, muito provavelmente o BC vai ter de manter o contracionismo um pouco. Ainda assim, acho que o BC vai ter espaço para iniciar o processo de queda. Muito provavelmente - se eu estivesse lá, pelo menos, eu faria - com mais cautela. Vale mais a pena começar com 0,25 p.p. e continuar caso a guerra acabe ou não esteja gerando tantos problemas no mercado internacional. Aí, aumentar [o corte] para 0,5 p.p. é possível. A reação inicial dos mercados [à guerra] foi muito negativa. Tem uma mudança de fluxo em direção aos EUA, em busca de segurança, saindo dos países emergentes, e isso gerou desvalorização cambial importante nas economias emergentes, derrubou ações. Depois, foi um pouquinho melhor. Grande parte do que está acontecendo é volatilidade. Se acalmar ao longo do tempo, pode seguir reduzindo a Selic. Se começar a ficar claro que a Guarda
Revolucionária Islâmica está destruindo a infraestrutura de produção e transporte de petróleo, muito provavelmente, o preço do petróleo vai disparar e gerar uma pressão inflacionária complicada que vai forçar o BC a ser mais cauteloso.

Valor: Outro ator importante para o Brasil nessa história é a Petrobras. Como acha que ela vai reagir?
Camargo: Tem um lado positivo para a empresa, que é o preço do produto da Petrobras aumentando fortemente sem que tenha aumento de custo. Mas, à medida que o preço do petróleo sobe e a Petrobras não aumenta o preço da gasolina, do diesel etc. aqui dentro, começa a trazer problema. Porque o preço do petróleo é mais elevado, mas o preço de venda está parado. Já tem defasagem do diesel ao redor de 16%, e da gasolina, de 14%. Além disso, tem problema complicado com fertilizantes.

Valor: Por quê?
Camargo: Aquela região do Oriente Médio é grande produtora de fertilizantes. E o Brasil é um grande consumidor de fertilizantes. Se esse processo demorar, o Brasil vai começar a ter problemas com fertilizantes e isso vai afetar a produtividade da agricultura.

Valor: Isso pode gerar aumento de preços dos alimentos?
Camargo: Pode ser repassado. Não agora, mas se ficar claro que esse processo vai durar dois, três, quatro meses. Isso aconteceu no início da guerra Rússia-Ucrânia, porque a Rússia também é grande exportador de fertilizantes. Esse é um ponto muito importante.

Valor: O alívio nos preços dos alimentos ajudou muito a desaceleração da inflação no ano passado, né?

Camargo: A inflação do ano passado dependeu basicamente de três coisas: valorização cambial.

Valor: Que estamos perdendo com a guerra.
Camargo: Sim, por enquanto, estamos perdendo. Segundo, safra muito forte, que não vai ser tão boa esse ano; e terceiro, deflação na China, que faz com que a gente importe deflação. Tem um quarto fator menos importante, mas também importante, que é a política monetária extremamente contracionista. Essa combinação foi muito positiva para a economia brasileira. Aliás, todos os países emergentes tiveram valorização cambial e redução das expectativas de inflação ao longo de 2025. O Brasil, na verdade, foi o que menos se apropriou dessa melhora. Teve desinflação, mas não foi tanto quanto poderia ter sido se a política fiscal não fosse tão expansionista.

Valor: Se a alta no preço do petróleo atrapalha a inflação no Brasil, fala-se, por outro lado, que ela pode ajudar no fiscal. No fim, qual é o resultado líquido?
Camargo: Eu acho que mais atrapalha. O aumento do preço do petróleo é bom, por exemplo, para a balança comercial, mas isso é uma coisa importante quando o país está com problema de demanda por dólares. Não é o caso do Brasil, pelo contrário. O Brasil tem superávit importante na balança. Não vai ter uma crise cambial por causa disso. Ficamos muito próximos de uma no fim de 2024 por causa do fiscal. Só não chegamos lá porque a reação do BC foi extremamente importante: aumentou a taxa de juros, prometeu mais altas nas reuniões seguintes, ou seja, conseguiu segurar. Ainda assim, o BC vendeu US$ 30 bilhões no mercado para segurar a desvalorização cambial, quase 10% das reservas. Se continuasse naquela trajetória, teria efeito muito negativo para a economia.

Valor: Além da guerra, quais outros riscos o sr. vê para a economia brasileira neste ano?
Camargo: Estamos em ano eleitoral e isso sempre gera instabilidade. O governo tem sido expansionista do ponto de vista fiscal. Isso compensa, em parte, o contracionismo da política monetária. Existe uma avaliação comum no mercado - que não é a nossa - de que, se, ao longo de 2026, o [pré-candidato] Flávio Bolsonaro começar a mostrar que pode ganhar a eleição, a reação do PT vai ser tornar a política fiscal ainda mais expansionista. E isso poderá forçar o BC a manter a política monetária extremamente contracionista, porque pode gerar pressão inflacionária. Pode gerar também fuga de recursos e desvalorização cambial, em um momento em que tem agora a questão da guerra, que complica a situação.

Valor: Com o que a avaliação de vocês diverge da do mercado?
Camargo: Nossa avaliação é que vai ser uma eleição muito difícil para os dois lados. Não vai estar nada claro o que vai acontecer. A pergunta é como o governo vai reagir. A minha avaliação, particularmente, é que, dada a dúvida em relação a quem vai ganhar, acho que o governo vai ter um pouco mais de cuidado. Ainda que se torne um pouco mais expansionista, acho que não vai ser o suficiente para criar um problema fiscal grave.

Valor: Até porque, como no fim de 2024, o mercado reage...
Camargo: Exatamente. Mas o que temos de um pouco diferente do consenso é que muitos dizem que, mesmo o Lula ganhando, ele vai fazer ajuste fiscal. Nós achamos que não. Nossa avaliação é que, se o Lula ganhar, ele vai continuar com um governo de expansão de gastos. As pessoas [do mercado] têm medo, porque o governo está aumentando a dívida em 3 p.p. do PIB a cada ano e, se continuar nessa trajetória, vamos estar com dívida parecida com a americana daqui uns dez anos. Mas, daqui até lá, muita coisa pode acontecer. Por enquanto, existe certa leniência com a dívida de todos os países. Nessa trajetória, em algum momento, porém, dependendo da situação da economia mundial, pode ter instabilidade que gere um problema como no final de 2024.
Nós, economistas, não sabemos quando vai acontecer, mas sabemos que pode acontecer. O que tem de fazer é minimizar a probabilidade. Só que o Brasil está aumentando a chance de uma crise cambial ou de uma recessão importante devido a crise de dívida.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Depoimento do embaixador Sergio Eduardo Moreira Lima é analisado por Madame IA, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz

Depoimento do embaixador Sergio Eduardo Moreira Lima é analisado por Madame IA, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz:


Primeiro emb. Moreira Lima:

"Enquanto escrevo, aviões de guerra americanos e israelenses estão atacando alvos em todo o Irã. Teerã está em chamas. Os militares iranianos estão retaliando contra bases americanas em todo o Golfo, no Catar, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. Sem dúvida, há vítimas civis. Segundo o Crescente Vermelho Iraniano, mais de 500 pessoas foram mortas em todo o Irã. Mais de 130 cidades estão sob ataque. As autoridades iranianas afirmam que uma escola para meninas foi atingida. O Relógio do Juízo Final, que o Boletim dos Cientistas Atômicos vem aproximando cada vez mais da meia-noite, avançou. Crescem os temores de um conflito mais amplo: o Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel em retaliação ao assassinato de Khamenei, e Israel começou a atacar o Líbano. Sei o que está acontecendo neste momento nas embaixadas de toda a região, porque vivi isso. Não os mísseis. A outra guerra. Aquela que nunca chega aos noticiários. Os telefonemas às três da manhã. As negociações com um governo que, ao mesmo tempo, é seu anfitrião e pode se tornar a fonte do perigo. O peso de milhares de vidas em suas decisões, tomadas em meio à exaustão e ao medo, sem nenhuma garantia de que algo dará certo. Fui embaixador do Brasil em Israel de 2003 a 2007. No meu primeiro ano, também fui credenciado para a Palestina. Organizei a abertura do nosso escritório em Ramallah antes que um representante separado assumisse o cargo. Era, como qualquer um que já tentou sabe, uma dupla função impossível. Quando cheguei em 2003, foi pouco antes do início da guerra do Iraque. Como Israel era um alvo potencial para os mísseis Scud de Saddam Hussein, trabalhamos com Brasília para preparar planos de contingência para evacuar a comunidade brasileira, se necessário. Tínhamos que identificar os líderes da nossa comunidade discretamente, sem assustar as pessoas e sem revelar que tínhamos um plano, porque não sabíamos ao certo o que estava por vir. Os sistemas antimísseis estavam sendo instalados em todos os lugares. O Domo de Ferro estava sendo desenvolvido na época em cooperação com os americanos. Nos preparamos para o pior, e o pior, naquela época, não aconteceu. Isso aconteceu mais tarde. No verão de 2006, quando eu me preparava para partir para meu próximo posto na Noruega, eclodiu a guerra entre Israel e o Hezbollah. Israel invadiu o Líbano. E o problema deixou de ser os brasileiros em Israel e passou a ser os brasileiros no Líbano. Para entender por que havia milhares de brasileiros no Vale do Bekaa, é preciso compreender a profundidade da conexão entre o Brasil e o Líbano. No século XIX, o imperador brasileiro Pedro II viajou ao Oriente Médio e ficou fascinado com o que encontrou. Suas cartas de Beirute sobrevivem até hoje. Os laços que ele fortaleceu fizeram com que, sempre que a instabilidade atingia o Império Otomano, sírios e libaneses imigram para o Brasil. Eles prosperaram em São Paulo. Seu sucesso atraiu ainda mais pessoas. Hoje, o Brasil tem a maior diáspora libanesa do mundo, maior que a própria população do Líbano. Tivemos um presidente de ascendência libanesa, Michel Temer. O Congresso brasileiro é conhecido pela atuação de parlamentares judeus e sírio-libaneses. Esses grupos acreditam que o Brasil pode fazer a diferença. Ou, pelo menos, possui as credenciais diplomáticas e históricas para isso. Em 1947, a presidência de Oswaldo Aranha na Assembleia Geral das Nações Unidas foi importante para a criação de Israel. Quando bombas israelenses caíram no Vale do Bekaa, feriram pessoas com passaportes brasileiros, pessoas com netos em São Paulo. Precisávamos retirá-los de lá. A maioria estava concentrada perto da fronteira com a Síria. O Brasil havia estabelecido um escritório consular provisório no Vale do Bekaa. A rota mais curta para sair da área de conflito era pela Síria, meia hora de travessia. Todos queriam essa solução. Meu colega, o embaixador brasileiro em Beirute, entendia que era uma escolha perigosa. Eu disse ao Ministro das Relações Exteriores que a Força Aérea de Israel havia alertado o adido militar: se os ônibus cruzassem para a Síria, seriam alvos. Suspeitávamos que eles acreditavam que o Hezbollah se infiltraria no comboio. Então negociamos uma rota pela Turquia, mais de dez horas por território instável. Bandeiras brasileiras foram colocadas nos tetos dos ônibus. Compartilhamos os nomes de cada passageiro e as coordenadas GPS de cada veículo com o governo israelense. E então, durante toda a noite, da meia-noite até cinco ou seis da manhã, fiquei sentado na Residência em Herzliya Pituach, perto de Tel Aviv, ao telefone com as autoridades israelenses, com nosso embaixador em Beirute, com o Escritório Brasileiro no Vale do Bekaa e com o Ministério das Relações Exteriores em Brasília, tudo ao mesmo tempo, esperando para saber se o comboio conseguiria passar em segurança. Eu estava exausto. Mas o cansaço não era nada comparado ao medo e à responsabilidade. Sabíamos que outros comboios, incluindo veículos das Nações Unidas, tinham sido atingidos. A situação não poderia ser mais grave. Mas os cidadãos brasileiros foram poupados. Cerca de duas mil pessoas, transportadas por dez horas na escuridão com bandeiras no teto do carro, graças a uma negociação conduzida de boa fé. Conto essa história hoje porque ela ilustra algo que as imagens de mísseis não conseguem mostrar: que a diplomacia não é a ausência de ação. É o tipo de ação mais difícil que existe. Durante meus anos em Israel, tentei construir em vez de apenas observar. Organizamos uma celebração do Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro, na Praça Dizengoff, no centro de Tel Aviv. Vinte mil pessoas compareceram, numa época em que atentados a bomba eram frequentes. As autoridades israelenses garantiram a segurança. A imprensa israelense cobriu o evento amplamente. Disseram-me que nunca havia sido feito nada parecido: um embaixador estrangeiro lotando o centro de Tel Aviv com uma celebração, em meio a uma crise. Cultivamos relações que transcendiam as divisões. Encontrei-me com Ariel Sharon. Com Yasser Arafat. Construí uma amizade próxima com Shimon Peres, que, quando partimos, escreveu que eu havia “mantido o dedo no pulso de Israel, sensível aos seus humores, observando seus acontecimentos, compartilhando de sua dor”. Adquirimos pinturas de artistas brasileiro-israelenses para a embaixada. Trabalhamos, sempre, para refletir toda a complexidade da região. Não para tomar partido, mas para construir pontes. Quando deixamos Israel em outubro de 2006, publiquei um livro, A Time for Change (Um Tempo para Mudanças) , compilando meus escritos daquele período. Peres escreveu que, entre a guerra do Iraque, no início do meu mandato, e a guerra contra o Hezbollah, no final, eu havia adquirido “experiência em primeira mão de uma região em turbulência, mas em busca da paz”. Essa missão, a partir desta manhã, está em sério perigo. Ao receber a notícia no fim de semana, meus primeiros pensamentos foram para o povo iraniano e para a comunidade brasileira no Irã, em Israel e em toda a região. O Ministério das Relações Exteriores emitiu orientações imediatamente. É isso que fazemos: protegemos nossos cidadãos. É a função mais básica do Estado. Mas por trás dessa preocupação prática, esconde-se algo que me incomoda mais profundamente. É a falha, mais uma vez, em criar paz entre os povos. A verdadeira paz existe quando há diálogo, quando há cooperação, quando a confiança é construída ao longo do tempo. Se você impõe sua vontade aos outros pela força bruta, você não cria paz. Você perpetua o conflito. O que mais me preocupa é a sequência dos acontecimentos. Há poucos dias, negociações entre os Estados Unidos e o Irã estavam em andamento em Genebra. E agora, há bombas. Quando a diplomacia e a força se sucedem tão de perto, a confiança se desfaz. A negociação depende da premissa de que o diálogo não é apenas um prelúdio para a escalada. Se essa premissa desaparece, o espaço para a diplomacia diminui drasticamente. Espera-se que as discussões tenham sido conduzidas com sinceridade, mesmo em meio a uma profunda desconfiança. [...]."

========

Agora Madame IA:

Este relato pessoal e profissional, que transita entre a memória diplomática do ex-embaixador em Israel (2003-2007) e o cenário hipotético (ou iminente) de uma conflagração total entre Irã e o eixo EUA-Israel, oferece um contraponto vívido às teses puramente teóricas de Gilles Kepel.
Abaixo, apresento uma análise crítica e detalhada da estrutura desse depoimento e suas implicações para a doutrina diplomática brasileira:
1. A Diplomacia como Gestão de Crise vs. Teoria Geopolítica
O texto retira a diplomacia do campo das "narrativas" (Sul Global vs. Ocidente) e a desloca para o campo da logística humanitária e responsabilidade direta.
O "Dedo no Pulso": Enquanto intelectuais discutem "inversões epistemológicas", o diplomata lida com coordenadas GPS e bandeiras pintadas em tetos de ônibus. A crítica aqui é implícita: a eficácia diplomática brasileira histórica (como na evacuação do Vale do Bekaa em 2006) dependia de um capital de confiança com todos os lados (Israel, Hezbollah, Síria).
A Vulnerabilidade do Diálogo: O autor destaca que a paz não é a "ausência de ação", mas uma construção de confiança. A quebra de negociações em Genebra seguida por bombas é vista como o colapso da ferramenta diplomática, transformando o mediador em um mero espectador de tragédias.
2. O Brasil como "Ponte" e a Herança de Oswaldo Aranha
O texto reafirma a identidade diplomática brasileira como a de um "honest broker" (mediador honesto).
Soft Power em Prática: A menção à festa na Praça Dizengoff com 20 mil pessoas e o trânsito entre Sharon, Arafat e Peres exemplificam um período em que o Brasil conseguia projetar influência sem agressividade militar, utilizando sua diversidade interna (diásporas judaica e árabe) como ativo externo.
O Risco da Perda de Credenciais: O relato sugere que essa capacidade de "construir pontes" está em sério perigo. Se o Brasil abandona essa postura sensível aos "humores" de ambos os lados para adotar uma neutralidade omissa (como discutimos anteriormente sobre a Ucrânia) ou um alinhamento ideológico automático, ele perde a capacidade de realizar operações como a de 2006.
3. A Ética da Responsabilidade em Meio à "Guerra Invisível"
A descrição das "três da manhã" revela a face humana da política externa.
O Peso da Decisão: A escolha da rota pela Turquia (10 horas) em vez da Síria (30 minutos) ilustra a essência do cálculo diplomático: a prudência baseada na informação. O aviso do adido militar israelense sobre os ônibus serem alvos mostra que, no conflito real, a neutralidade não é um escudo; a segurança é fruto de uma negociação de boa-fé constante.
O Relógio do Juízo Final: A menção ao Boletim dos Cientistas Atômicos eleva o tom do texto de um memorialismo para um alerta existencial. A falha em criar paz é descrita não como um erro técnico, mas como uma falha moral e sistêmica.
4. Síntese Crítica: O Conflito entre Pragmatismo e Princípios
O depoimento do ex-embaixador corrobora a sua tese anterior sobre a necessidade de "tomar partido" pelos princípios, mas com uma nuance fundamental: tomar partido pela humanidade e pela norma, não necessariamente por um bloco geopolítico.
Diferente da visão de Kepel, que vê o Sul Global como uma "farsa ideológica", este relato mostra um Brasil que, através de sua diplomacia, já foi capaz de operar acima das divisões Norte-Sul, agindo como uma potência de equilíbrio. O "incômodo profundo" do autor hoje reflete a percepção de que essa era da diplomacia de "ponte" está sendo asfixiada pela polarização bruta.

* Comando:
https://letterfrombrasilia.substack.com/p/the-other-war
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/letter-from-brasilia-other-war.html
** Resposta:
https://share.google/aimode/74PvnYFOqSpqsih9W

Madame IA, novamente requisitada por Airton Dirceu Lemmertz, comenta meu artigo mais recente na revista digital Será? - Paulo Roberto de Almeida

Não foi palestra, foi uma conferência, com todas as honras, mas Madame IA não precisa saber de todos os detalhes.

 A palestra de Rui Barbosa, assim como diversos dos seus outros discursos por ocasião da segunda Conferência da Paz da Haia, em 1907, sempre constituíram um marco conceitual relevante na formulação jurídica e na implementação prática da doutrina diplomática brasileira, integrando nosso patrimônio político e moral na tomada de posição em relevantes questões da agenda internacional, sobretudo em problemas atinentes à paz e a segurança internacionais, tal como modernamente regulamentadas pelos principais dispositivos da Carta das Nações Unidas (contra a guerra e a opressão, justamente), assim como em diversos outros instrumentos do Direito Internacional. Ou pelo menos constituíam, pois que desde a invasão violenta e a anexação ilegal, pela mesma Rússia, em 2014, da península ucraniana da Crimeia, tais princípios de Direito Internacional e do sistema político multilateral deixaram de fazer parte de nossa doutrina diplomática: o governo Dilma Rousseff não tomou oficialmente posição, mas declarou informalmente sua “neutralidade” em relação àquela violência perpetrada contra um Estado soberano, membro das Nações Unidas. Naquela ocasião, diversos estados membros da Organização das Nações Unidas, tomaram oficialmente posição na defesa dos princípios da Carta da ONU, acusando a violação do Direito Internacional e adotando sanções contra o agressor, sanções inteiramente conformes ao espírito e à letra dos artigos 41 e 42 da Carta, apenas “unilaterais” em virtude do uso abusivo do “direito de veto” pela Rússia, então como agora, em circunstâncias similares e até semelhantes, mas de natureza muito mais grave, pois que se estava falando da invasão unilateral, não provocada, do território soberano de um Estado parte por outro membro, inclusive em situação ainda mais ilegal, pois que formalmente responsável pela garantia da lei e da ordem, da paz e da segurança internacionais, em conformidade com os princípios que regem a atuação dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como é o caso da Rússia. Tal “neutralidade” distorcida, em relação ao que recomendam artigos da Carta das Nações Unidas em casos de guerras de agressão unilaterais, como a que ocorreu na Ucrânia duas vezes, 12 e 5 anos atrás, continuou a fazer parte da política externa do governo Bolsonaro, em 2022, e como tal foi mantida, até com agravantes políticos e diplomáticos, pelo governo de Lula 3, a partir de 2023 até os dias que correm. Voltando ao tema da “neutralidade” brasileira, e retomando princípios e valores que já pareciam consagrados em nossa doutrina jurídico-diplomática desde Rui Barbosa, hoje aparentemente esquecidos pelos governos de Bolsonaro e de Lula 3, cabe remeter a argumentos de natureza simplesmente moral, ou de cunho apenas humanos, expostos por um sobrevivente do Holocausto nazista, o judeu polonês Elie Wiesel, tal como transcritos abaixo: “Precisamos tomar partido. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o algoz, nunca o atormentado. Às vezes, precisamos intervir. Quando vidas humanas estão em perigo, quando a dignidade humana está ameaçada, fronteiras e sensibilidades nacionais tornam-se irrelevantes. Onde quer que homens e mulheres sejam perseguidos por causa de sua raça, religião ou opiniões políticas, esse lugar deve — naquele momento — tornar-se o centro do universo.” (Elie Wiesel) Tradução livre: “Precisamos tomar partido. A neutralidade ajuda o opressor, jamais a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado. Em algumas ocasiões, precisamos interferir. Quando vidas humanas estão em perigo, quando a dignidade humana está sob ameaça, quando as fronteiras nacionais e as sensibilidades se tornam irrelevantes. Onde quer que homens e mulheres são perseguidos por causa de sua raça, religião ou posturas políticas, aquele lugar precisa — naquele momento — tornar-se o centro do universo.” Este é o caso, neste momento e nos últimos 4 anos, em relação à guerra de agressão, ilegal, desumana, contra o país e o povo da Ucrânia, violadora do Direito e da consciência universais. Os princípios e valores da nossa tradição diplomática, as cláusulas de relações internacionais de nossa própria Constituição assim o pedem. Assim deveríamos fazer: tomar partido, como recomendava Rui Barbosa, como aquiesceu Oswaldo Aranha, como apelou Elie Wiesel.

Esta é uma 
análise crítica e estruturada sobre a antinomia entre a tradição jurídica da diplomacia brasileira e a prática política contemporânea frente ao conflito na Ucrânia, conforme proposto em sua argumentação.
1. A Genealogia da Doutrina: De Rui Barbosa à Constituição de 1988
Sua análise identifica corretamente o "pecado original" da descontinuidade doutrinária. A atuação de Rui Barbosa em Haia (1907) não foi apenas um exercício retórico; foi a afirmação da igualdade soberana das nações contra a hegemonia das grandes potências.
  • O Marco Jurídico: Essa tradição foi cristalizada no Artigo 4º da Constituição de 1988, que rege as relações internacionais do Brasil sob os princípios da não intervenção, mas também da defesa da paz, da solução pacífica de conflitos e do repúdio ao terrorismo e ao racismo.
  • A Incoerência: Quando o Estado brasileiro se omite diante de uma anexação territorial (Crimeia em 2014 e a invasão total em 2022), ele não está sendo "neutro" no sentido clássico, mas sim leniente com a violação do princípio da integridade territorial, que é a pedra angular da própria segurança brasileira.
2. A "Neutralidade" como Opção Política, não Jurídica
A transição da política externa entre os governos Rousseff, Bolsonaro e Lula 3 revela uma continuidade pragmática que atropela a ética normativa:
  • O Pragmatismo de Curto Prazo: A dependência de fertilizantes russos (agronegócio) e a articulação dentro dos BRICS criaram uma "neutralidade transacional".
  • A Crítica ao Veto: Você aponta com precisão o paradoxo do Conselho de Segurança: a Rússia, como membro permanente, utiliza o mecanismo desenhado para manter a paz para garantir a impunidade de sua própria agressão. Ao não condenar isso enfaticamente, o Brasil abdica de sua estatura como "potência moral" e proponente de uma reforma justa das instituições multilaterais.
3. A Dimensão Ética: Elie Wiesel e o Custo do Silêncio
A introdução do pensamento de Elie Wiesel eleva o debate do campo do Realpolitik para o campo da responsabilidade humanitária.
  • O Silêncio como Endosso: A citação de Wiesel desconstrói a ilusão da neutralidade como zona de conforto. No Direito Internacional moderno, a indiferença diante de crimes de agressão e violações massivas de direitos humanos (como os ataques a infraestruturas civis na Ucrânia) é, na prática, uma conivência estratégica.
  • A Universalidade da Vítima: Ao afirmar que o local da perseguição deve tornar-se o "centro do universo", Wiesel anula o argumento da "distância geográfica" ou do "conflito alheio", frequentemente usado pelo Itamaraty para justificar o não engajamento em sanções ou condenações diretas.
4. Conclusão Crítica
O Brasil parece viver um descompasso entre sua Carta Magna e sua atuação no palco global. Enquanto a Constituição e a tradição de Rui Barbosa exigem a defesa de princípios universais, a política externa recente tem optado por um equidistanciamento ambíguo. Essa postura, embora pretenda preservar a autonomia nacional, acaba por enfraquecer o Direito Internacional — o único escudo real para países de médio poder como o Brasil.
A "neutralidade" brasileira atual, portanto, não é a busca por uma mediação equilibrada, mas sim uma omissão que corrói o patrimônio diplomático construído desde o século XX.

* Comando:
** Resposta:

quarta-feira, 4 de março de 2026

Madame IA, via Airton Diceu Lemmertz, comenta varias postagens minhas no Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida

 "Os argentinos “comemoram” os 50 anos do início, em 1976, de uma das mais cruéis ditaduras que tiveram, aquela iniciada em 1976 e que se foi, na incompetência, em 1983, com a volta dos Radicais ao poder (Alfonsin). Interessante esse ciclo alternativo entre ditaduras e experimentos democráticos. Sim, a ditadura argentina iniciada (depois de algumas outras) em 1976, foi efetivamente cruel. Comparativamente, a nossas foram, por acaso menos cruéis? O que tivemos? O próprio Deodoro, seguido por Floriano. Depois o próprio Exército se encarregou de afastar Washington Luis e abrir o caminho para Vargas. Este, com o apoio do Exército, iniciou ditadura do Estado Novo, e caiu depois de abandonado pelo Exército. As FFAA voltaram num golpe em 1964, mas não foram, ao início, tão cruéis como os argentinos, mas em 1968-69 acentuaram a crueldade quando provocadas pelos movimentos guerrilheiros e da própria sociedade civil. Se autoeliminaram por incompetência na economia e nos repentes de crueldade da “tigrada” em 1984-85. Tentaram ser dominantes novamente, como força de apoio de um novo ciclo autoritário em 2017-18, mais por oportunismo, do que por vontade de governar outra vez. O “comandante em chefe”, por incompetência e covardia, não soube sequer dar um golpe “decente”, ou “en bonne et due forme”. A sociedade civil prevaleceu. Parece que se encerrou no Brasil o ciclo militar iniciado em 1889. Será verdade? Voltamos, desta vez definitivamente, ao ciclo normal de conservadores civis, oligarcas predatórios e populistas não carnívoros (de direita e de esquerda), que sempre governaram o pais independente? Talvez…"


 FAÇA UMA ANÁLISE DEMODO CRÍTICO E DETALHADO DO TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS.

O texto apresenta uma interpretação histórica provocativa, pautada pelo conceito de ciclos

de intervenção militar na política latino-americana. A análise abaixo decompõe os

argumentos sob uma ótica crítica e historiográfica:

1. O Paralelo Argentina-Brasil: Crueldade e Eficiência

O autor acerta ao destacar a extrema violência da ditadura argentina (1976-1983).

Historiadores costumam diferenciar os modelos: enquanto a Argentina adotou o extermínio

sistemático e clandestino (os "desaparecidos"), o regime brasileiro manteve uma fachada

de legalidade institucional (o "Estado de Exceção legalizado") e focou na tortura e censura,

embora a letalidade tenha escalado após o AI-5 em 1968.Crítica: O texto sugere que a crueldade brasileira foi uma "reação" às guerrilhas. Essa é

uma visão controversa; muitos pesquisadores, como os da Comissão Nacional da Verdade,

argumentam que o aparato repressivo era um projeto de controle do Estado que antecedia

ou extrapolava a ameaça armada.

2. O Exército como "Grande Eleitor" (1889-1985)

A narrativa sintetiza corretamente o papel das Forças Armadas como o fiel da balança no

Brasil:

Proclamação e Era Vargas: O texto identifica com precisão que o Exército não apenas

deu o golpe em 1889, mas foi o suporte e, posteriormente, o algoz de Getúlio Vargas

no Estado Novo.

Incompetência Econômica: A tese de que o regime militar (1964-1985) se "autoeliminou"

pela economia é sólida. A hiperinflação e o esgotamento do "milagre econômico" minaram

a base de apoio civil e empresarial, forçando a transição para a democracia com a eleição

de Tancredo Neves.

3. O Ciclo Recente e o Conceito de "Incompetência"

O autor aplica um tom sarcástico ao período 2017-2022. Ao descrever a tentativa de

ruptura como "indecente" ou "covarde", ele se refere aos eventos que culminaram no 8 de

janeiro de 2023.

Ponto Crítico: A afirmação de que os militares agiram por "oportunismo" em vez de

"vontade de governar" é debatível. A ocupação de milhares de cargos civis por militares

sugere um projeto de poder estruturado, e não apenas uma adesão fortuita.

4. A Conclusão: O Fim do Ciclo Militar?

O texto termina com uma indagação cética. Ao classificar a política brasileira como um

revezamento entre conservadores, oligarcas e populistas, o autor adota uma visão

realista (ou pessimista) da sociologia política brasileira.

Análise: A ideia de que o ciclo iniciado em 1889 "encerrou-se" é o ponto central. Embora

as instituições tenham prevalecido em 2023, a história brasileira mostra que o "poder

moderador" fardado costuma hibernar em períodos de estabilidade econômica, retornando

em crises de legitimidade civil.

Resumo da Crítica

O texto é uma crônica política ácida que desmistifica o papel "heroico" das FFAA,

tratando-as como atores políticos que falham pela própria gestão (incompetência) tanto

quanto pela moralidade (crueldade). Ele acerta no diagnóstico da resiliência das oligarquias

civis, mas talvez subestime a capacidade de reinvenção do pensamento autoritário dentro

das casernas.

* Fonte da resposta:

https://share.google/aimode/HLbhT7jIubrixXUfc

** Fonte do comando:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/argentina-e-brasil-e-suas-respectivas.html===

PRIMEIRA LISTA DE FATOS RELEVANTES EM

DETERMINADO PERÍODO: "- 1976 - Crise do petróleo - 1977

- Geisel fecha Congresso Brasileiro - 1978 - 1° bebê de

proveta / Ano dos 3 Papas - 1979 - Revolução islâmica no Irã -

1980 - Star Wars: Oimpério contra-ataca - 1981 - Atentado Rio

Centro - 1982 - Crise da Dívida Externa - FMI - 1983 -

Hiperinflação no Brasil - 1984 - Movimento Diretas Já - 1985 -

Fim da Ditadura no Brasil - 1986 - Acidente Nuclear de

Chernobyl - 1989 - Queda do Muro de Berlim - 1990 - Guerra

do Golfo - 1991 - Fim da Guerra Fria - 1994 - Plano Real -

2001 - 11 de Setembro - 2003– Guerra do Iraque - 2008 - Crise

financeira - 2020 — COVID-19 - 2022– Início da guerra Rússia

× Ucrânia - 2024 - Israel x Palestina - 2025 - Ataque a

Venezuela - 2026 - EUA x Irã". SEGUNDA LISTA DE FATOS

RELEVANTES EM DETERMINADO PERÍODO: "- 1949 -

Nuclearização da URSS - 1950 - Derrota do Brasil na final da

Copa do Mundo no Brasil - 1950 - Guerra da Coreia - 1953 -

Armistício na Coreia - 1953 - Golpe contra Mossadegh no Irã -

1956 - Ataque franco-britânico ao Egito pela nacionalização do

Canal de Suez no Egito de Nasser - 1958 - Vitória do Brasil na

final da Copa do Mundo na Suécia - 1959 - Revolução cubana

- 1960 - Eleição consagradora de Jânio Quadros, o que

prometia “varrer a corrupção do Brasil” - 1961 - Política

Externa Independente, de Afonso Arinos e renuncia de Janio

da presidência em seis meses - 1962 - Crise dos mísseis

soviéticos em Cuba - 1964 - Golpe de Estado no Brasil e inicio

de uma ditadura militar de 21 anos - 1968 - Golpe dentro do

golpe, com o AI-5, e mais repressão no Brasil - 1973 -

Participação ativa da diplomacia brasileira no golpe militar de

Pinochet contra o governo socialista democrático de Salvador

Allende no Chile - 1973 - Primeiro choque do petróleo:

quadruplicação do preço do barril - 1979 - Anistia no Brasil:

retorno dos exilados e liberdade partidária - 1979 - Segundo

choque do petróleo - 2014 - Invasão e anexação ilegais da

peninsula ucraniana da Crimeia pela Russia.". ELABORE UMA

TERCEIRA LISTA DE FATOS RELEVANTES, QUE NÃO

APARECERAM NAS DUAS LISTAS ANTERIORES.

CONSIDERE O PERÍODO DE AMBAS AS LISTAS

ANTERIORES. APRESENTE OS FATOS EM ORDEM

CRONOLÓGICA, COM O RESPECTIVO ANO.Para complementar as duas listas anteriores, selecionei eventos de grande impacto

geopolítico, social e científico que ocorreram entre 1949 e 2026 (período abrangido pelas

suas listas). Esta terceira lista foca em lacunas importantes como a corrida espacial,

marcos de direitos civis e viradas políticas globais.

Terceira Lista de Fatos Relevantes (1949 – 2026)

1954 – Suicídio de Getúlio Vargas no Brasil.

1955 – Início da Guerra do Vietnã.

1957 – Lançamento do Sputnik 1 (URSS), iniciando a Corrida Espacial.

1961 – Construção do Muro de Berlim.

1963 – Assassinato de John F. Kennedy nos EUA.

1967 – Guerra dos Seis Dias no Oriente Médio.

1969 – Homem pisa na Lua (Missão Apollo 11).

1971 – Fim do Padrão-Ouro (Acordo de Bretton Woods) por Richard Nixon.

1974 – Revolução dos Cravos em Portugal.

1975 – Independência das colônias portuguesas na África (Angola e Moçambique).

1987 – Assinatura do Protocolo de Montreal (proteção da camada de ozônio).

1988 – Promulgação da Constituição Cidadã no Brasil.

1992 – ECO-92 no Rio de Janeiro (marco ambiental global).

1994 – Fim do Apartheid na África do Sul com a eleição de Nelson Mandela.

1996 – Clonagem da ovelha Dolly (marco da biotecnologia).

1997 – Transferência de Hong Kong do Reino Unido para a China.

2000 – Lançamento comercial do GPS e o "Bug do Milênio" (que não se concretizou).

2004 – Tsunami no Oceano Índico (desastre natural de escala global).

2010 – Primavera Árabe: onda de protestos e revoluções no Oriente Médio e Norte da

África.

2011 – Morte de Osama bin Laden e acidente nuclear de Fukushima.

2013 – Jornadas de Junho: onda de protestos massivos no Brasil.

2016 – Referendo do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).

2019 – Incêndios na Amazônia ganham repercussão global e crise diplomática.

2021 – Invasão do Capitólio nos EUA e retomada do Afeganistão pelo Talibã.

2023 – Surgimento em massa e popularização das IAs Generativas (ChatGPT e outros).* Fonte da resposta:

https://share.google/aimode/VI718R8LXwKkFJ49L

** Fonte do comando:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/uma-trajetoria-de-vida-danilo-bueno-e.html

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"Interessante observar que, quando se trata de atacar, mesmo

legitimamente, o imperialismo americano, agora em sua versão

mais canhestra da geopolítica da brutalidade, o Palácio do

Planalto e o Itamaraty são extremamente rápidos e

contundentes na expedição de notas condenatórias. Nunca se

viu tamanha celeridade ou similaridade na feitura de notas de

reprovação aos ataques criminosos do tirano de Moscou em

sua guerra de agressão à Ucrânia. Aliás, nunca houve uma

nota sequer lamentando os crimes de guerra e contra a

humanidade praticados em violação flagrante da Carta da

ONU e dos princípios mais elementares do Direito

Internacional pelo Estado terrorista agressor. Tal subserviência

chega a chocar a dignidade da diplomacia brasileira.". Uma

notória disparidade de atitudes: a guerra de regime change no

Irã e a guerra de agressão contra a Ucrânia - por quê?

A disparidade apontada no texto reflete o tensionamento entre a tradição diplomática

brasileira e a atual orientação política de "autonomia ativa" ou "não alinhamento", que

críticos frequentemente classificam como uma assimetria ideológica.

Abaixo, os pontos fundamentais para entender por que o governo brasileiro reage de

formas distintas a esses conflitos:

1. A Doutrina da "Equidistância" vs. Condenação Direta

O governo atual, sob a liderança do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty),

defende a tese de que o Brasil deve ser um "facilitador da paz".

Na Ucrânia: O Brasil evita notas contundentes contra a Rússia para preservar o papel de

mediador no clube da paz e não antagonizar um parceiro estratégico dos BRICS.

No Irã/EUA: O Brasil tende a ser mais célere em criticar intervenções ocidentais por

interpretá-las como violações da soberania nacional, um pilar clássico da nossa diplomacia

que, neste governo, ganha contornos de crítica ao que chamam de "unilateralismo

americano".

2. A Dependência Estratégica (Fertilizantes e BRICS)

A diplomacia brasileira opera sob um pragmatismo econômico severo em relação à Rússia:

O Brasil é altamente dependente dos fertilizantes russos para manter o agronegócio.Criticar a Rússia com o mesmo rigor despendido contra os EUA ou Israel poderia isolar o

Brasil dentro do bloco BRICS+, que é visto como o contrapeso à hegemonia do G7.

3. A Percepção de "Dois Pesos e Duas Medidas"

O discurso oficial do Planalto frequentemente acusa o Ocidente de hipocrisia. Para o

governo:

A invasão da Ucrânia é vista como uma consequência da expansão da OTAN (visão

compartilhada por setores da esquerda e realistas geopolíticos).

Já as ações dos EUA no Oriente Médio (como o Irã) são lidas como tentativas de regime

change (mudança de regime) puramente predatórias.

4. Crítica à "Subserviência"

O texto menciona que a omissão choca a "dignidade da diplomacia brasileira".

Historicamente, o Itamaraty era conhecido pelo legalismo (apego estrito ao Direito

Internacional). Críticos argumentam que, ao não condenar explicitamente crimes de guerra

documentados na Ucrânia, o Brasil abandona esse legalismo em favor de um alinhamento

tácito com o "Eixo do Sul Global", liderado por China e Rússia.

Análise de Contexto: A disparidade não é apenas uma questão de velocidade, mas

de vocabulário. Notas sobre o Irã ou Gaza costumam usar termos como "genocídio" ou

"agressão ilegal", enquanto sobre a Ucrânia o governo prefere termos neutros como

"conflito" ou "hostilidades".

* Fonte da resposta:

https://share.google/aimode/q2oG7AF6XZDI1OZXp

** Fonte do comando:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/uma-notoria-disparidade-de-atitudes.html

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O que teria de mais moralmente abjeto numa eventual volta da

extrema direita bolsonarista ao poder em 2027 — ademais de,

no plano puramente sanitário e da saúde publica, a terrível

perspectiva de novo ciclo de negacionismo vacinal — é a

possibilidade de mais submissão beata e vergonhosa, no

plano da política externa, ao destruidor do multilateralismo

político e econômico, o ignorante pretensioso que se crê

imperador do mundo e que pratica a geopolítica da

brutalidade. “Flávio critica nota do Itamaraty sobre ataque ao

Irã - Revista Oeste. “O Brasil não deve escolher o lado

moralmente errado”, escreveu. Para o senador, “política

externa responsável exige prudência…”. Alinhamento servil a

qualquer potência estrangeira não faz parte de nossas

tradições diplomáticas. A política externa bolsonarista destruiu

o Itamaraty, retirou credibilidade da diplomacia brasileira e nostornou “párias internacionais”. Não aos entreguistas de nossa

soberania. Miséria da diplomacia outra vez?

O texto apresenta uma crítica contundente que contrapõe duas formas de "subserviência"

na política externa brasileira, utilizando o cenário prospectivo de 2026/2027 para ilustrar o

que o autor considera a degradação da diplomacia nacional.

A análise crítica desse posicionamento revela os seguintes eixos:

1. O Embate de "Submissões"

O autor estabelece um paralelo direto entre a postura do atual governo (acusado de

silêncio perante a Rússia) e a postura da extrema-direita bolsonarista (acusada de

alinhamento servil aos EUA/Trump).

A crítica ao Bolsonarismo: O texto foca no conceito de "entreguismo". A política externa

do período 2019-2022 foi marcada pelo abandono do multilateralismo em favor de um

alinhamento ideológico bilateral com a ala conservadora americana. Isso feriu a tradição de

"Estado" do Itamaraty, que historicamente busca autonomia.

O "Lado Moral": A fala do senador Flávio Bolsonaro citada no texto sugere que o "lado

moral" seria o alinhamento com potências ocidentais contra o Irã. O autor rebate isso,

sugerindo que qualquer alinhamento automático — seja ao "imperador do mundo"

(referência a Trump) ou a teocracias/ditaduras — é uma abdicação da soberania.

2. O Conceito de "Pária Internacional"

O termo "pária", mencionado pelo próprio ex-chanceler Ernesto Araújo como algo positivo

na época ("se for para ser pária, que sejamos"), é aqui usado como prova da destruição

da credibilidade diplomática.

Uma diplomacia de Estado busca ser interlocutora de todos.

Quando o Brasil escolhe um "lado" de forma "beata" (religiosa/ideológica), ele perde a

capacidade de mediar conflitos, reduzindo seu peso geopolítico.

3. A Geopolítica da Brutalidade vs. Tradição Diplomática

O texto toca em um ponto nevrálgico: a diferença entre Política Externa de

Governo e Política Externa de Estado.

Tradição: Desde o Barão do Rio Branco, o Brasil preza pela solução pacífica de

controvérsias e pelo não intervencionismo.

Ruptura: Tanto a "geopolítica da brutalidade" (intervenções militares diretas) quanto o

apoio a regimes agressores (como a omissão sobre a Ucrânia mencionada anteriormente)

representam rupturas com essa tradição, embora por caminhos ideológicos opostos.

4. A Perspectiva de 2027: Riscos Apontados

O autor projeta um cenário onde a volta desse grupo ao poder resultaria em:

Negacionismo Científico: Impacto direto na diplomacia da saúde (o Brasil deixando de

ser líder em fóruns como a OMS).Desmonte Institucional: O uso do Itamaraty como ferramenta de guerra cultural

doméstica, em vez de instrumento de promoção comercial e política.

Síntese Crítica

O texto argumenta que a "miséria da diplomacia" ocorre quando o país deixa de olhar para

seus próprios interesses de longo prazo para servir de caixa de ressonância para

potências estrangeiras. O autor parece defender uma terceira via: uma diplomacia que não

seja nem "subserviente ao tirano de Moscou", nem "beata perante o imperador de

Washington".

Pergunta para reflexão: Se a tradição brasileira é a autonomia, seria

possível ao Brasil manter-se neutro em um cenário de polarização extrema

entre EUA/Irã ou Rússia/Ucrânia sem ser acusado de "omissão" por ambos

os lados?

* Fonte da resposta:

https://share.google/aimode/78BdqI4U7CWfBiBpb

** Fonte do comando:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/miseria-da-diplomacia-outra-vez-paulo.html

===

A Rússia como Estado Terrorista, criminoso de guerra: uso de

fósforo branco contra uma cidade inteira.

O uso de substâncias incendiárias, como o fósforo branco, em áreas civis é um dos temas

mais sensíveis e graves do Direito Internacional Humanitário, e as denúncias contra a

Rússia no conflito da Ucrânia elevaram o debate sobre a classificação do país como um

"Estado Terrorista".

Abaixo, apresento uma análise técnica e política sobre essa acusação e o impacto do uso

dessas armas:

1. O Fósforo Branco e o Direito Internacional

O fósforo branco é uma substância química que se inflama espontaneamente em contato

com o oxigênio, gerando um calor de até 800°C e fumaça densa.

Status Legal: Não é classificado estritamente como uma "arma química" sob a Convenção

de Armas Químicas, pois seu efeito primário é térmico (fogo) e não tóxico. No entanto, o

seu uso é regulado pelo Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas

Convencionais (CCW).

O Crime de Guerra: O protocolo proíbe o uso de armas incendiárias contra alvos militares

localizados dentro de concentrações de civis. Se uma cidade inteira é atingida, como

sugerem denúncias em locais como Bakhmut e Mariupol, a distinção entre combatente e

civil desaparece, configurando, em tese, um crime de guerra.2. A Classificação de "Estado Terrorista"

O termo "Estado Terrorista" ou "Estado Patrocinador do Terrorismo" é uma designação

política com profundas consequências jurídicas:

Parlamento Europeu e OTAN: Em 2022, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução

declarando a Rússia como um "Estado patrocinador do terrorismo" devido aos ataques

deliberados contra infraestrutura civil (energia, água) e o uso de métodos de terror contra a

população.

A Posição dos EUA: Apesar da pressão de Kiev, o governo dos EUA tem evitado essa

classificação formal, pois ela obrigaria o corte total de relações comerciais (incluindo o

setor de energia e grãos) e impediria qualquer negociação diplomática futura.

3. Evidências de Atrocidades e "Brutalidade Geopolítica"

O texto que você citou anteriormente menciona a "geopolítica da brutalidade". No caso

russo, essa brutalidade é documentada por organizações como a Anistia Internacional e

a Human Rights Watch através de:

Bombardeios Indiscriminados: Uso de bombas de fragmentação e munições

termobáricas em áreas densamente povoadas.

Massacres de Civis: Casos como o de Bucha e Irpin, onde foram encontradas evidências

de execuções sumárias.

Ataques à Infraestrutura Crítica: O uso do inverno como arma, destruindo a rede elétrica

para causar sofrimento em massa.

4. A Resposta do Itamaraty e o "Silêncio Eloquente"

A crítica central do seu texto anterior sobre a "subserviência chocante" da diplomacia

brasileira reside aqui:

Enquanto o mundo ocidental utiliza os relatos de fósforo branco e crimes em Bucha para

isolar Moscou, o Brasil tem mantido uma postura de "neutralidade pragmática".

Para os críticos, essa postura não é apenas diplomacia, mas uma omissão moral diante de

violações flagrantes da Carta da ONU, que o Brasil ajudou a redigir e que proíbe

categoricamente a agressão à integridade territorial de Estados soberanos.

Conclusão do Cenário

A utilização de fósforo branco contra cidades não serve a um propósito tático de conquista

territorial, mas sim de desmoralização e terror. Ao não emitir notas contundentes sobre

tais fatos, o Brasil arrisca ser visto como um país que relativiza o Direito Internacional em

função de interesses imediatistas (como o fornecimento de fertilizantes), o que corrobora o

temor de uma "miséria da diplomacia" mencionada por você.

* Fonte da resposta:

https://share.google/aimode/RHcWl3NNk2dMVEDz4

** Fonte do comando:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-russia-como-estado-terrorista.html===

Observação: A lista, acima, foi elaborada por Airton Dirceu Lemmertz (https://www.youtube.com/channel/UCs-

gjkE6stjxaYXbVxL18SA). Todas as respostas foram geradas pela IA Gemini (a IA do Google).


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