segunda-feira, 7 de julho de 2014

Um pouco mais de "despikettyzacao" das mentalidades: Stephen Kanitz entrevista Roberto Carlos

Mais pelo lado da ironia, mas não menos correto.
Os "distributivistas" estão excitadissimos com o francês socialista, e se suas políticas forem implementadas, o mundo vai tornar-se um lugar mais pobre, pois teremos menos milionários e megabilionários, e menos dinheiro para ser investido, poupado, distribuído voluntariamente para fins beneficientes.
Essa gente adora o Estado, e por isso o mundo é um lugar tão pobre.
Reparem bem: os países que menos taxam os ricos são os mais ricos e mais igualitários.
Os que pretendem taxar os "capitalistas" acabam tornando seus países mais pobres.
Paulo Roberto de Almeida

Neste link: http://blog.kanitz.com.br/piketty-roberto-carlos/

Piketty Entrevista Roberto Carlos

 
 
       
Nós é que tornamos Roberto Carlos rico. Não foi ele que “ficou” rico, como alega Piketty.


   




Piketty acha que os 40 milhões de reais ganhos e poupados por Roberto Carlos ao longo de sua vida são injustos. “São uma ameaça à democracia e meritocracia, página 1 de “O Capital”, por Thomas Piketty.
Por outro lado, Roberto Carlos acha que ele merece esta sua poupança porque veio da compra de 40 milhões de discos feita por brasileiros que adoram as suas músicas. 
Nós é que tornamos Roberto Carlos rico. Não foi ele que “ficou” rico, como alega Piketty. 
E pior, Roberto não gastou tudo que ganhou em mulheres, sexo e rock and roll. Ele sequer gastou este dinheiro, que continua poupado. 
Piketty quer tirar este dinheiro de Roberto Carlos, picadinho ano a ano entre 5% a 10%. Usando da violência do Estado e do poder “democrático” dos 99% que votaram leis que destroem literalmente os 1%. 
Lembre-se caro leitor que, ato contínuo, os 98% vão votar para acabar com os novos 1%. E os 97% farão o mesmo! Assim por diante, se Piketty for continuamente sendo entrevistado. 
Thomas Piketty: Roberto Carlos, eu gostaria de saber se você doaria 5% a 10% de seu patrimônio todo ano voluntariamente para o Estado gastar, via economistas como eu, em políticas públicas de nossa escolha e não sua, nas nossas ideias keynesianas para erradicar a pobreza neste país. 
Roberto Carlos: Honestamente, não. 
Thomas Piketty: Não, por quê? 
Roberto Carlos: Mostre-me estes pobres que vocês vão ajudar. Quero conhecê-los primeiro. Talvez sabendo dos problemas deles eu doe diretamente, sem intermediários. Talvez possa ajudá-los de forma mais eficiente, o que me custaria menos e me daria muito mais prazer, reconhecimento, e talvez agradecimento. 
Thomas Piketty: Isto dá para fazer porque o governo é um caixa único. Seu dinheiro entra no bolo. Você não pode determinar aonde ele irá, se irá para os programas que tenham mais mérito, como aqueles escolhidos pelo Prêmio Bem Eficiente do meu algoz Stephen Kanitz. Apesar de ter dito na primeira página de meu livro que esta renda não deveria estar concentrada, ela pode sim ser concentrada na mão do Estado, que eu e meus colegas economistas pretendemos continuar controlando. 
Roberto Carlos: E se eu recusar a pagar estes 5% a 10% de imposto sobre o patrimônio todo ano? 
Piketty: Você irá preso, por crime fiscal. 
Roberto Carlos: Eu prezo a minha liberdade, e se eu fugir da prisão? 
Piketty: Você corre o risco de ser morto pelos guardas do presídio que têm instrução de impedir fugas e rebeliões. 
Roberto Carlos: Então você pretende tirar este dinheiro de mim usando a violência? 
Piketty: Exatamente, esta é a única prerrogativa de um Estado, o uso da violência.
Agora vejam como eu entrevistaria Roberto Carlos para conseguir a mesma coisa. Mas eu nunca fui entrevistado pela Veja, Estadão e outros que entrevistaram jornalistas e economistas, para disseminar estas ideias. 
Stephen Kanitz: Roberto Carlos, eu sei que você já fez 40 milhões de brasileiros felizes com sua música. Fico feliz com isto, ao contrário de Piketty e os marxistas. 
Fico triste que foram tão poucos os músicos que seguiram seus passos, criando músicas de amor, religião e esperança. 
Fico feliz também que você poupou este dinheiro, ao contrário de tantos outros artistas brasileiros, como alguns que gastaram sua fortuna consumindo drogas caríssimas. 
Você é 10. 
Roberto Carlos, eu só queria que no final da sua vida você tornasse mais feliz uma parcela da população que você nunca alcançou, e que não foram tocados pela sua música. 
Roberto Carlos: Quem eu nunca alcancei com minha música? Que eu saiba minha música foi e é tocada nos quatro cantos do país. 
Stephen Kanitz: Os surdos do Brasil. Eles fazem parte dos 10% das pessoas que precisam da nossa ajuda. 
Como os cegos, os tetraplégicos, os doentes mentais, os órfãos, os portadores de Huntington, as meninas abusadas sexualmente pelos seus pais. 
Como você sabe, o governo brasileiro se interessa pelos sem terra, homens fortes e parrudos que têm mais condições de se virar sozinhos que tetraplégicos e cegos. 
Nossos jornalistas já entrevistaram João Stedile dezenas de vezes, mas não conhecem o nome de uma entidade sequer que cuida dos surdos. 
Roberto Carlos: Caramba é mesmo, nunca li nada disso nos jornais sobre as “políticas públicas” privadas que cuidam desta gente. 
E quanto você quer tirar de mim? Acabo de ser entrevistado pelo economista Thomas Piketty e parece que vocês querem tudo. 
Stephen Kanitz: Quanto você quiser. Você decide. 
Por isto quero te levar a algumas das melhores e mais eficientes entidades que fazem o bem, e que eu pesquisei por 10 anos e escolhia todo ano no Prêmio Bem Eficiente. 
Roberto Carlos: Prêmio Bem Eficiente? Nunca li sobre o assunto. Elas são sérias? 
Stephen Kanitz: O prêmio existiu por 10 anos, e nenhum jornalista jamais presenciou as lindas cerimônias, nem os jornalistas que eu conhecia da Revista Exame e da Veja. 
Posso garantir que estas 50 premiadas por ano eram sérias, muito mais do que o governo. 
Eu me dediquei por 10 anos a identificar as entidades que os ricos podiam doar sem susto. Piketty, ao contrário, dedicou seus últimos 10 anos a pesquisar os ricos que ele pretende matar se não pagarem o imposto patrimonial pelo uso da violência do Estado. 
Roberto Carlos: Mas você ainda não disse exatamente quanto você quer tirar de mim. 
Stephen Kanitz: Sem o uso da violência, outras pessoas como eu trabalhando desde 1919 nos Estados Unidos conseguiram que os ricos como Warren Buffet e Bill Gates doassem 99% da sua poupança. 
Ao contrário de Thomas Piketty que quer 5% a 10% ao ano, absolutamente inviável, que provavelmente será de 2% como na lei do neoliberal Fernando Henrique Cardoso. 
Isto levará 50 anos para conseguir a mesma coisa. 
E eu não pretendo usar a violência sobre você Roberto Carlos, mas simplesmente informação. Você vai descobrir pelo site filantropia.org, que eu também criei e nunca foi noticiado, que doar é um raro prazer. Muito maior que pagar impostos e nunca saber como foram gastos pela nova classe social, os kleptocratas. 
Pelo uso da informação que nossos intelectuais e jornalistas negaram a vocês ricos. Tanto é que o Prêmio Bem Eficiente morreu por falta de aprovação intelectual. 
E pretendo criar um clima que valoriza os 1% que nos encantam com suas músicas, ideias, produtos inovadores, e que poupam 90% do que ganham. Ao invés de considerar você, Roberto Carlos, um parasita social, como faz o economista Thomas Piketty nas 900 páginas do seu livro e a maioria dos intelectuais do Brasil nas suas 90.000 páginas de teses e críticas sociais. 
Algo para se pensar.

domingo, 6 de julho de 2014

O Massacre de Nanjing: um crime que o Japao ainda tem de se fazer perdoar pelos chineses

Um novo site sobre o massacre de Nanjing (ou Nanquim, como se dizia antigamente em Português) que os chineses acabam de inaugurar com a participação de um sobrevivente desse terrível genocídio.
Paulo Roberto de Almeida

Website commemorates Nanjing Massacre

A 90-year-old survivor of the 1937 Nanjing Massacre yesterday pressed a button to launch a new website created to commemorate the tragedy.
Li Gaoshan was just 13 when he witnessed Japanese soldiers slaughter unarmed civilians after the eastern city of Nanjing fell into the enemy’s hands.
In February, China’s top legislature announced that December 13, the date on which the massacre started, would be known as National Memorial Day.
In the past, commemorative services were mostly limited to the province of Jiangsu, of which Nanjing is the capital.
The launch of cngongji.cn is the first in a series of activities ahead of a nationwide event later in the year.
The website, whose content is provided in Chinese, Japanese and English, is sponsored by the Nanjing Massacre Memorial Hall and Xinhua news agency.
Russian, French, German and Korean-language versions will be added before the December 13 memorial service, the site’s sponsors said.
“The site was designed and built to popularize China’s memorial activities,” said Zhu Chengshan, curator of the Nanjing Massacre Memorial Hall.
“It will help people to understand history and commemorate those killed by the Japanese invaders during World War II,” he said.
The website is also designed to be interactive, as it gives visitors the chance to “virtually” light candles, present flowers, plant trees and ring bells in memory of those who were killed by the Japanese solders.
Li is one of only about 100 survivors of the Nanjing Massacre.
They, along with the relatives and friends of the victims, were invited to the memorial hall in Nanjing yesterday to share their recollections and memories of the incident and commemorate those who died.
According to China’s official records, more than 300,000 civilians and soldiers were killed in the massacre, which began on December 13, 1937 and lasted six weeks.
Also yesterday, the first album of documents relating to the new memorial day including the legislation bill, historical data and media reports was published in Nanjing.
Today is the 77th anniversary of the July 7 Incident which marked the beginning of China’s War of Resistance Against Japanese Aggression (1937-45).

De Frederic Bastiat para os socialistas - selecao de Joao Luiz Mauad

De Bastiat para os socialistas

Rodrigo Constantino nos lembra que hoje comemora-se o aniversário de nascimento do grande, do inigualável Frédéric Bastiat.  Como fã de carteirinha daquele imenso personagem histórico, não poderia deixar de prestar também a minha homenagem, na forma de uma mensagem aos esquerdistas, cujas passsagens e ideias, na sua maior parte, foram retiradas do ensaio “Justiça e Fraternidade”, publicado originalmente, em 1848, no Journal des Économistes.
Prezados camaradas socialistas:
Qualquer um que se atreva a defender os princípios do liberalismo nesta nossa sociedade virtualmente arrebatada pela cultura esquerdista, onde o discurso prevalece sobre as atitudes e as versões têm peso maior do que os fatos, é imediatamente tachado de egoísta, ganancioso, sem coração e outras alcunhas não menos ofensivas. As pechas sobre mim lançadas, carrego-as até com certa tranqüilidade, principalmente porque acredito naquilo que defendo. Ademais, não ganho absolutamente nada com essa, digamos, “ideologia política”, exceto, é claro, a satisfação do dever cumprido. Procuro manter, até onde a minha paciência frente à ignorância e a desonestidade intelectual permite, uma atitude tolerante com as opiniões contrárias.
Algumas críticas – talvez o mais correto fosse dizer censuras -, no entanto, ainda machucam um pouco. Não pelo teor das mesmas, já que os argumentos não fogem muito do habitual e praticamente já os conheço todos, mas porque partem de pessoas que me são caras; de gente cujas opiniões têm algum peso. É esses que dirijo estas linhas, na esperança de que possam entender um pouco melhor o meu pensamento.
Antes de mais nada, é necessário dizer que, malgrado não façamos uso dessas palavras rotineiramente, nós liberais também saudamos com emoção as virtudes da caridade, da solidariedade e da justiça. Conseqüentemente, desejamos ver os indivíduos, as famílias e as nações associarem-se e cada vez mais ajudarem-se mutuamente. Comovem-nos, tanto quanto a qualquer mortal de bom coração, os relatos de ações generosas e a sublime abnegação de algumas belas almas em prol dos mais necessitados.
Além disso, a maioria de nós quer muito acreditar nas boas intenções desses que pretendem extinguir dos corações humanos o sentimento de interesse, que se mostram tão impiedosos com aqueles que apelam ao individualismo e cujas bocas se enchem incessantemente das palavras abnegação, sacrifício, solidariedade e fraternidade. Queremos sinceramente admitir que eles obedecem exclusivamente a essas sublimes causas que aconselham aos outros; que eles dão exemplos tão bem quanto conselhos; que colocam as suas próprias condutas em harmonia com as doutrinas que defendem; queremos muito crer que suas palavras são plenas de desinteresse e isentas de hipocrisia, arrogância, inveja, mentira ou maldade.
Sim, pois cada um desses senhores tem um plano para realizar a felicidade humana, sempre apoiados na máxima de que é possível construir e planificar estruturas e relações sociais até alcançar o ideal da sociedade perfeita, da solidariedade, da caridade e da justiça social, ainda que para isso seja necessário o uso dos meios mais obscenos. Por conta desses ideais supostamente altruístas, se dão o direito de acusar aqueles que os combatem de egoístas, mesquinhos, interesseiros, etc. Essa, porém, é uma acusação injusta, pois se nos fosse demonstrado que é viável fazer descer para sempre a felicidade sobre a terra, através de uma organização social fictícia ou simplesmente decretando-se a fraternidade entre os homens, nós os acompanharíamos com imenso prazer.
Se os contestamos, entretanto, é porque temos suas idéias por falsas e seus projetos por tão pueris como desastrosos. Nunca nos foi demonstrado que a caridade se possa impor, pois onde quer que ela se manifeste só pode ser espontânea ou não é caridade. Decretá-la é o mesmo que aniquilá-la. Se a fraternidade suscita vivamente a nossa simpatia é justamente porque atua fora de toda coação legal. Se a lei raramente pode forçar o homem a ser justo, jamais conseguiria forçá-lo a ser abnegado.
Quando a caridade é livre, espontânea e voluntária, a concebemos e aplaudimos. Admiramos tanto mais o sacrifício que é mais completo. Mas quando se propõe a uma sociedade o princípio de que a fraternidade será imposta pela lei, vale dizer, que a repartição dos frutos do trabalho será feita legislativa e arbitrariamente, sem consideração pelos direitos inerentes ao próprio trabalho, quem pode dizer em que medida este princípio atuará? De que forma um mero capricho do legislador não poderá subvertê-lo?
Quando se admite, como regra geral, que o Estado estará encarregado de fazer a fraternidade em favor dos cidadãos, não é difícil antever que todos serão transformados em suplicantes. Que todos se agitarão para reclamar os favores do Estado. Todos terão boas razões para provar que a caridade legal deve ser entendida no seguinte sentido: “as vantagens para mim e as cargas para os outros”. O esforço de cada um será no sentido de arrancar do legislador um fragmento do privilégio “fraternal”. Por certo, as classes menos favorecidas, ainda que tenham os maiores títulos, não terão sempre os maiores êxitos.
Se fosse possível decretar a fraternidade universal; se, como querem muitos, conseguíssemos fazer desaparecer do mundo, por um mero estalar de dedos, o interesse pessoal; se fosse possível estabelecer que não haveria mais egoísmo; se pudéssemos operar o milagre de fazer com que o Estado desse tudo a todos, sem tomar nada de ninguém, que se fizesse, então. Quem não se regozijaria de que a humanidade chegasse à perfeição e à felicidade por um caminho tão curto e tão fácil?
Quem não gostaria de jogar sobre as costas do Estado a subsistência, o bem-estar e a educação de todos? De transformar o Estado nesse ser generoso, criativo, presente em tudo, abnegado em tudo, capaz de amamentar a infância, instruir a juventude, assegurar trabalho aos fortes, dar retiro aos débeis, que pudesse intervir diretamente para aliviar todos os sofrimentos, satisfazer e prevenir todas as necessidades, abastecer de capitais a todas as empresas, de luzes a todas as inteligências, de bálsamo a todas as feridas, de asilo a todos os infortunados?
Quem não gostaria de ver todos esses benefícios fluir da lei como uma fonte inesgotável? Quem não estaria feliz de ver o Estado assumir sobre si toda a pena, toda previsão, toda responsabilidade, todo dever, tudo isto que a providência, cujos desígnios são impenetráveis, colocou de laborioso e pesado a cargo da humanidade, e reservar aos indivíduos de que ela se compõe o lado atrativo e fácil; as satisfações, as certezas, a calma, o repouso; um presente sempre seguro, um futuro sempre sorridente, a fortuna sem cuidados, a família sem cargas, o crédito sem garantias, a existência sem esforços?
Certamente quereríamos tudo isso, se fosse possível. Mas, será possível? Eis a questão. Cremos que existe nesta personificação do Estado a mais estranha e a mais humilhante das mistificações. Que seria então este Ente que toma a seu cargo todas as virtudes, todos os deveres, todas as liberalidades? De onde sacaria seus recursos para derramá-los em benefícios sobre os indivíduos? Não seria dos próprios indivíduos? Como poderiam estes recursos multiplicarem-se passando pelas mãos de um intermediário parasitário e voraz? Não é claro que esse mecanismo é de natureza que absorve muito das forças úteis e reduz muito a parte dos trabalhadores?
A caridade implica sempre a idéia de abnegação, de sacrifício, e por isso não se manifesta sem arrancar lágrimas de admiração. Se transformarem a fraternidade numa prescrição legal, cujos atos sejam previstos e obrigatórios, que restará desta definição? Nada mais que uma coisa: o sacrifício, mas o sacrifício involuntário, forçado, determinado pelo medo do castigo. E, de boa fé, que seria um sacrifício desta natureza, imposto a uns em proveito de outros? Seria caridade? Não, seria injustiça, seria espoliação legal, a pior das espoliações, posto que sistemática, permanente e inevitável.
Eis então a síntese de toda a nossa controvérsia. Enquanto vocês buscam o ideal utópico da sociedade perfeita nos inúmeros planos e esquemas artificiais, nós, por outro lado, encontramos a harmonia na natureza do homem e das coisas. Simplesmente, não concordamos que se coloque a arbitrariedade, o imposto e a coação acima da liberdade individual. Não podemos admitir que se tire, de cada trabalhador, o direito universal e inalienável de utilizar os frutos do próprio trabalho da forma que melhor lhe convier.

Sobre o autor

João Luiz Mauad
Administrador de Empresas e Diretor do Instituto Liberal
João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.
Número de entradas : 123

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1814 or 1914? The Fateful Choice in 2014 - Martin Sieff (The Globalist)

Não acredito em ciclos, seja econômicos, seja históricos, mas acredito na capacidade humana de cometer os mesmos erros, e dos homens políticos de perpetrar as mesmas bobagens que seus predecessores de maneira geral. Quanto aos militares, é conhecida sua proverbial tendência de estudar as guerras passadas para tirar lições sobre as que aparecem pelo caminho, e provavelmente de cometer outros tantos erros quantos seus congêneres da vida civil.
Enfim, como disse alguém, ninguém, em qualquer época, jamais perdeu dinheiro apostando na estupidez humana.
Ou como disse Einstein: existem duas coisas infinitas e incomensuráveis: o universo e a estupidez humana, e ele não tinha muita certeza quanto ao primeiro...
Paulo Roberto de Almeida

1814 or 1914? The Fateful Choice in 2014

The surprising way in which historical choices present themselves in cycles that are 100 years apart.


Is 2014 another 1914 or 1814? The fate — and even survival — of the world depends on the answer.
This summer, the world remembers the start of World War I. This catastrophe shattered the global civilization of Europe to a degree that in terms of prosperity, security, demography and basic optimism about life and the future took more than 40 years to recover from — and then only after even greater catastrophes.
But any which way one turns historic responsibilities, all the unprecedented and previously unimaginable cataclysms of the first half of the 20th century across Eurasia flowed from that one, fundamental cause — the start of full-scale international war between the Great Powers in the summer of 1914.
The Russian Revolution, the killer famines that swept the infant Soviet Union, the Ukrainian genocide of up to 10 million people,Stalin’s Great Terror, the rise to power of Adolf Hitler, the Nazi conquest of Europe, the Holocaust and the hecatombs of dead in World War II (80 million people, including 27 million Soviet citizens) all stemmed from that original catastrophe in 1914.

Craving full-scale European war

For generations thereafter, Germany in general and Kaiser Wilhelm II in particular were demonized across the Western world.
A slew of excellent new histories by Sean McMeekin (July 1914), Margaret MacMillan (The War That Ended Peace: The Road to 1914) and Christopher Clark (The Sleepwalkers: How Europe Went to War in 1914) make clear that the outbreak of these events was by no means Germany’s fault alone.
The Russian General Staff in St. Petersburg and the long-overlooked, truly sinister figure of Prime Minister Raymond Poincaré in Paris were the ones who actively plotted and craved full-scale European war. The Kaiser, while certainly hysterical and amazingly inept, did not. He actually wanted to avoid it.
Recent research also brings out the pivotal role of Winston Churchill, civilian head of Britain’s Royal Navy, as second only to the abysmal Foreign Secretary Edward Grey, as being the key movers to drag Britain into the conflict when the country could otherwise easily have stayed out.
Churchill’s shaping of events converted what otherwise would have been a six-month to one-year victory of Germany against Russia and France with high casualties and lasting changes into something infinitely worse — a four-year death struggle to the ultimate mutual destruction of all.
1914, therefore, set off a chain reaction succession of pathological conflagrations that reduced the civilization of Europe, both material and moral, to a smoking ruin by 1945.

What a difference a century makes

By contrast, precisely a century earlier, the years of 1814-15 ended a quarter century cycle of continent-spanning destruction that had started with the French Revolution in 1789. (Though even that event, properly understood, was set off by the 1786 Free Trade Treaty which France signed with England to its own ruin).
The leaders of the restored great monarchies of Europe started in 1814 their herculean task of restoring political and social stability. That was essential in a Europe that had been ravaged and ruined by a quarter century of war.
At first, this endeavor looked hopeless. When exiled French Emperor Napoleon Bonaparte returned to mainland France on March 20, 1815, the regime that had been set up to succeed him under the Bourbon dynasty of King Louis XVIII quickly collapsed.
Yet, 200 years ago the leaders of the great powers stayed cool. They gathered their military forces, worked in close cooperation and decisively defeated the resurgent Napoleon once and for all at the battle of Waterloo on June 18, 1815.
The crucial military partnership that saved Europe from the maelstrom of catastrophe was between the British Army commanded by Arthur Wellesley, Duke of Wellington, and the Prussian Army led by Field Marshal Gebhard von Blücher.

What a difference another century makes

That pivotal collaboration was all the more significant if one recalls that, a century later, it was the breakdown in trust and communication between Britain and Germany that led to the catastrophic mauling of both great nations and the eventual destruction of both their empires in the early 20th century.
Today, the omens for truly broad and bold international cooperation in Iraq are not good. They are fearful. Just as was the case with Napoleon quickly seizing the reins of France after his return from exile, so it is now in Iraq.
The army of supposedly democratic Iraq is now crumbling before a new wave of Islamist jihadis, who are vastly inferior to the U.S.-trained and equipped regular Iraqi army in number and equipment.
It does not help the overall situation that Europe is exhausted economically and the United States is exhausted militarily.

The importance of constructive compromise

Both Brussels and Washington are furious at Russia over its role in the continuing Ukraine crisis. Meanwhile, China is actively probing about advancing its interests in the South China Sea at the expense of its neighbors, much as Tsarist Russia and Austria-Hungary plotted in the Balkans before and during 1914.
To escape the truly terrible danger of another 1914, the leaders of the G-8 and China today should first heed and fear the dreadful lessons of 1914. Then they should reach back another century before that to learn the crucial lessons of Anglo-German collaboration to defeat Napoleon in 1814.
For this reason, the United States and the European Union need to make the effort to reach out in a new and serious partnership effort with China and Russia, paying attention for once to the grievances and interests of these great nations.
The great victory of Waterloo did not come easily — 100,000 men, about half divided between the British and the French — died there.
And it would still all have been in vain if the leaders of the great powers had not put aside their many differences of politics, ideology, religious faith and culture to meet at the Congress of Vienna starting in September 1814 where they forged a serious peace that lasted for a full century.
The future of the human race today hinges on whether the leaders of our 21st century world choose to follow the examples of the despised and discredited petty men of 1914, or whether they go back to the truly visionary and wise cooperative globalists of 1814-15.

About Martin Sieff

Martin Sieff is Chief Global Analyst at The Globalist Research Center and Editor-at-Large at The Globalist.

Takeaways

  • Is 2014 another 1914 or 1814? The fate — and even survival — of the world depends on the answer.
  • The future of our 21st century world depends on not following the example of the despised and petty men of 1914.
  • Our best hope in 2014 is for another wave of smart diplomats, like the visionary and cooperative globalists of 1814.
  • Superpowers that are traditional rivals need to compromise and work together against extremist threats to all.
  • Britain and Germany need to cooperate with Russia to ensure a European peace, as they did in 1814, but not in 1914.

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