terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Brasil "vs" Indonesia: defesa de traficante pode trazer prejuizo de US$ milhoes ao Brasil

Pois é: todo gesto mal pensado tem consequências inesperadas. Qualquer pessoa enfronhada no assunto, sabe como é difícil concretizar vendas no setor militar, extremamente sensível, no qual considerações de ordem política e estratégica superam facilmente argumentos de natureza econômica.
Neste caso, as indústrias de defesa do Brasil podem ter de amargar um prejuizo de algumas centenas de milhões de dólares, não só em função da defesa de um reles traficante profissional, mas sobretudo pela desfeita, descortesia e atitude altamente irresponsável, no plano diplomático, da recusa de aceitação de credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil.
Até onde pode chegar a inconsciência de certas pessoas...
Acho que no dia 15 de março haverá até mais razões de tipo econômico, do que no plano estritamente político, ou de corrupção, para manifestar.
Paulo Roberto de Almeida

Indonésia ameaça reconsiderar compra de material militar do Brasil

Em Bancoc (Tailândia)



O governo da Indonésia ameaçou reconsiderar a compra de material militar do Brasil após a deterioração das relações entre os dois países devido à execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em janeiro, informou nesta terça-feira (24) a imprensa local.

A Indonésia chamou de volta, no sábado, seu representante no Brasil e apresentou um protesto formal às autoridades brasileiras porque a presidente Dilma Rousseff se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto.

Após o incidente, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que Jakarta poderia reconsiderar a compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super-Tucano e lança mísseis de fabricação brasileira, segundo o jornal "The Jakarta Post".

As relações entre Brasil e Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que o país asiático executou Marco Archer por tráfico de drogas, apesar do pedido de clemência da presidente.

Dilma, que chamou para consultas o embaixador em Jacarta após a execução de Marco Archer, também pediu clemência para Rodrigo Muxfeldt Gularte, também condenado por tráfico e cuja execução esta prevista para este mês, por um pelotão de fuzilamento.

Neste caso, o Brasil pede a suspensão da execução e a hospitalização de Rodrigo, que sofre de esquizofrenia, conforme admitiram as próprias autoridades da Indonésia.

Politica fiscal: a heranca super-maldita deixada pela equpe economica precedente - Mansueto Almeida

Leiam os dados impressionantes em postagem desta terça 24/02/2015, no blog do economista Mansueto Almeida:

Hoje os jornais trazem matérias bastantes interessantes. Conversei com jornalistas sobre alguns desse tópicos e, por esse motivo, sou citado. Mas os jornalista fazem um trabalho minucioso de investigação e têm uma capacidade impressionante de resumo e de explicação que falta a nós economistas.

Para assinantes do Valor, leiam a matéria “Saúde faz gasto de custeio em janeiro superar expectativa” (clique aqui) do Ribamar Oliveira e Leandra Peres. Essa matéria mostra algo que descobri em janeiro bem interessante: apenas no primeiro mês do ano, as despesas de exercícios anteriores já superaram todo o valor pago em 2014.

Mas que diabos é isso? são despesas que ocorreram, mas que os recursos não chegaram nem mesmo a serem empenhados e, assim, não foram inscritas em restos a pagar. Esse é um tipo diferente de truque contábil e uma conta salgada deixada para nova equipe econômica.

A outra matéria no Estado de São Paulo com a jornalista Lu Aiko é sobre um levantamento que fiz sobre restos a pagar de subsídios (clique aqui). No início deste ano, o saldo desses restos a pagar que o Tesouro deve a bancos público alcançou R$ 34 bilhões, mas o valor real já ultrapassa R$ 50 bilhões ou 1% do PIB. Restos a pagar não são contabilizados como dívida, mas o governo mais cedo ou mais tarde terá que pagar essa conta seja com receita corrente ou com dívida.  Adicionalmente, o governo não tem nem mesmo espaço fiscal para pagar apenas a conta deste ano. Este ‘um problema ainda sem solução.

A matéria trata também do crescimento real negativo da receita em janeiro deste ano (clique aqui). Assim, por enquanto, o crescimento baixo e os “fantasmas do passado” estão dificultado o trabalho na nova equipe econômica. Apenas reforçando, a culpa é da equipe econômica que estava na Esplanada até 2014.

Ecologistas sonhaticos: um perigo para a Natureza, e para a Humanidade - book review (The City Journal)

Books and Culture
Jerry Weinberger
The Earth Is Not a God
The false theology of radical environmentalists
The City Journal, 23 February 2015
Photo by Christian
The Moral Case for Fossil Fuels, by Alex Epstein (Portfolio, 256 pp., $27.95)

The seventeenth-century philosopher Sir Francis Bacon argued that the human mind had been squandered on superstition: metaphysical speculation, theological disputation, and violent political delusions. Bacon’s greatest American disciple, Benjamin Franklin, agreed. It would be better, both believed, to focus on the conquest of man’s common enemy: nature. Bacon and Franklin were right, but they misjudged superstition’s staying power. Fast-forward to a conversation I had with the late Arne Naess, the Norwegian father of “deep ecology” and guru of the European Green movement. With a straight face, Naess told me that the eradication of smallpox was a technological crime against nature. For Naess’s deep ecology, the smallpox virus “deserved” and needed our protection, despite having maimed, tortured, and killed millions of people.
In his sprightly recent book, The Moral Case for Fossil Fuels, Alex Epstein takes on Naess’s American progeny—people such as Bill McKibben and David M. Graber—who have become influential opinion-makers on the environment, fossil fuels, and technology. Epstein asks us to imagine someone transported to the present from a virtually fossil fuels-free England in 1712, when the Newcomen steam engine was invented. What would that person think of our world, where 87 percent of all energy is produced from fossil fuels? In short, he’d be amazed to find clean drinking water, sanitation, enviable and improving air quality, long life, freedom from much disease, material prosperity, mobility, and leisure.
Epstein makes a compelling “big picture” case that the interaction of technology and fossil fuels provides everything we take for granted today. He also reminds us of earlier hysterical predictions of doom concerning fossil-fuel use. In the late 1960s and early 1970s, environmentalists such as Paul Ehrlich predicted mass starvation by the year 2000 because “world food production could not keep up with the galloping growth of population.” Flat wrong: the world’s population doubled, and the average person today is far better fed than when the starvation apocalypse was announced. That’s because the other apocalypse proclaimed back then—the depletion of oil and natural gas by 1992 and 1993, respectively—also proved wrong. Since 1980, worldwide usage of fossil fuels increased massively, yet both oil and natural gas supplies have more than doubled, and we have enough coal to last 3,000 years.
Epstein explains what the environmental doomsayers could not or would not see: first, that “fossil fuel energy is the fuel of food”; and second, that the human mind is as powerful as Franklin and Bacon said it was. Humans discovered more fossil fuels, and technology used those fuels to industrialize food production. Moreover, fossil fuels enabled Norman Borlaug’s Green Revolution in food science, which, unlike the political movement of that name, actually did something to improve world nutrition and relieve the suffering of millions. Ehrlich was also wrong about fossil-fuel pollution in the developed world. In the U.S., though the use of fossil fuels climbed steadily since 1970, emissions of pollutants decreased dramatically—thanks to technology.
Predictions of starvation, depletion, and pollution didn’t pan out. What about global warming? Epstein’s warming discussion should be required reading. He acknowledges the greenhouse effect of carbon dioxide, which can be demonstrated in a laboratory. But the effect is not linear; if it was, every new molecule of carbon dioxide added to the atmosphere would add a unit of heat equivalent to the one preceding it. Rather, the greenhouse effect is decelerating and logarithmic, which means that every additional molecule of carbon dioxide is less potent than the preceding one. Many theories of rapid global warming are based on speculative models of carbon dioxide interacting in positive feedback loops with increases in atmospheric water vapor. Most climate models are based on so-called “hindcasting,” coming up with explanatory schemes that predict what has happened in the past. There’s nothing inherently wrong with this, since the only alternative would be clairvoyance—but predicting the past with a computer model is not the same as accurately predicting the future.
Most climate models, says Epstein, have consistently and dramatically over-predicted mid-tropospheric global warming. We haven’t “burned up,” as McKibben predicted we would in 1989. Some suggest that the warming is occurring in the oceans; but mean sea levels around the world have been stable or declining for the last 100-plus years. Since the beginning of the industrial revolution, atmospheric carbon-dioxide levels have increased by .03 percent to .04 percent and since 1850, temperatures have risen less than one degree Celsius (an increase that has happened in many earlier time periods). And for the past 15 years—a period of record emissions—there has been little to no warming.
The warming models may prove correct in the long term, of course, so Epstein asks a reasonable question: What if it becomes clear that, in the next 100 years, the seas will rise by two feet and the globe will warm by 2 degrees Celsius, as predicted by many climate scientists? The answer is simple, though often ignored by climate alarmists: we’ll adapt. Since the Industrial Revolution, and especially in the last 30 years, the human race has become progressively better at remediating the harmful effects of storms, heat, cold, floods, and so on. It’s irresponsible, says Epstein, to trivialize the power of technology to solve the problems generated by fossil fuels. Much of that technology could consist of fossil-powered techniques to capture and recycle or sequester carbon dioxide.
Epstein exposes the profound misanthropy motivating much contemporary environmentalism. He quotes Graber: “Human happiness, and certainly human fecundity, are not as important as a wild and healthy planet . . . human beings have become a plague upon ourselves and upon the Earth . . . and until such time as Homo Sapiens should decide to rejoin nature, some of us can only hope for the right virus to come along.” Alexis de Tocqueville noted that democratic peoples have a tendency toward pantheism in religion: given their passion for equality, they come to think that everything is God. To radical Greens like Naess, Graber, and McKibben, everything is God, with one exception: the human being, whose “impact” spoils the “independent and mysterious” divine.
Why do hysterical warnings about sustainability and depletion persist despite the failure of the crackpot 1960s and 1970s predictions? Because the non-impact standard—conceiving of the environment as a loving but finite God—sees the environment as having a limited “carrying capacity” of gifts, such as arable land, water, and crucial minerals, in addition to fossil fuels. The more people on the planet, the closer we are to maxing out that carrying capacity, the thinking goes. Thus the urgent call, made in 2010 by White House Office of Science and Technology director John P. Holdren, to “de-develop the United States.” This notion of a finite carrying capacity discounts the powerful role of human ingenuity in finding natural resources. But the deeper problem is rooted in the divinization of the planet as something that simply is what it is.
Epstein argues brilliantly that the carrying-capacity superstition amounts to a “backward understanding of resources.” The fact is that nature by itself gives us very few directly supplied energy resources: most resources “are not taken from nature, but created from nature,” he maintains. Every raw material in nature is but a “potential resource, with unlimited potential to be to be rendered valuable by the human mind.” Right now we have enough fossil fuels and nuclear power to last us thousands of years. “The amount of raw matter and energy on this planet,” Epstein writes, “is so incomprehensibly vast that it is nonsensical to speculate about running out of it. Telling us that there is only so much matter and energy to create resources from is like telling us that there is only so much galaxy to visit for the first time. True, but irrelevant.”
Bill McKibben says that the post-Ice Age Holocene period is the only climate that humans can live in. Epstein responds that the Holocene is an abstraction that summarizes “an incredible variety of climates that individuals lived in. And in practice, we can live in pretty much any of them if we are industrialized and pretty much none of them if we aren’t.” Until the Industrial Revolution, the climate was dangerous for all human beings. Since then, we have marched steadily toward “climate mastery.” Fewer people die today from the weather than at any time in history. “We don’t take a safe climate and make it dangerous,” according to Epstein. “We take a dangerous climate and make it safe.”
The non-impact standard is a pervasive but irrational prejudice—irrational because it’s a neo-pagan faith that the earth is in effect an uncreated God, and a prejudice because it’s asserted dogmatically by those who profess it and taken for granted by a public unaware of being in its grip. The default position on environmental matters is “respect” for the planet. It tilts opinion to focus only on the harms of fossil fuels and technology, not their benefits. The bottom line is always the same: humans should minimize their impact on nature.
Alex Epstein’s book is a breath of fresh air in this polluted opinion climate. The Moral Case for Fossil Fuels shows why fossil fuels are good for human flourishing in general and good for the world’s poor in particular. Epstein is a true friend of the earth—an earth inhabited and made better by human beings.

Petrolao e Petralhabras: intelequitualoides veem complo estrangeiro na roubalheira dos petralhas

Eu me pergunto como é que devem ser classificadas as pessoas que assinaram um manifesto que pretende, entre outras coisas, isto:

Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados.
 
Bem, elas já foram classificadas no título desta postagem, e creio que basta isso.
De resto, merece registro de quão baixo pode ser o "intelequito" de certas pessoas para se conformarem em assinar um lixo como este que segue abaixo.
Elas devem achar que os companheiros roubaram e dilapidaram a Petralhabras porque foram obrigados por "interesses políticos dominantes".
Ou eles são muito sedentos por dinheiro, ou eles são muito calhordas e vendidos. Eu fico com as duas hipóteses.
Paulo Roberto de Almeida

Manifesto de intelectuais defende Petrobras e “governo legitimamente eleito”

“O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição”, diz trecho do documento


Ichiro Guerra/Blog do Planalto
Manifesto denuncia golpe e visa proteger patrimônio nacional
Um manifesto foi divulgado nesta sexta-feira (20) e subscrito por 48 intelectuais e personalidades dos mais diversos setores com o objetivo de defender a Petrobras e o “governo legitimamente eleito” da presidenta Dilma Rousseff. O texto denuncia o que chama de “campanha” para enfraquecer a estatal e, consequentemente, a gestão Dilma. Estão entre os signatários o filósofo e teólogo Leonardo Boff; o jurista e escritor Fábio Konder Comparato; o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence; o sociólogo e cientista político Emir Sader; a economista e professora Maria da Conceição Tavares, e o documentarista Silvio Tendler. Na argumentação, os autores do documento fazem uma analogia entre a ação de instituições da República, setores da imprensa e parlamentares, na esteira da Operação Lava Jato, e o golpe de 1964, que tirou o então presidente João Goulart do poder e deu início ao regime de exceção da ditadura militar (1964-1985). Segundo o texto, a derrocada da petrolífera representaria a extinção de cerca de 500 mil empregos diretor e indiretos, e reconduziria o Brasil a uma situação “subalterna e colonial” frente ao mercado financeiro internacional.
“Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais”, registra o manifesto.
Intitulado “O que está em jogo agora”, o texto não menciona nomes, mas deixa claro o papel das hostes oposicionistas nas investigações da Lava Jato, da Polícia Federal, que desvendou um bilionário esquema de corrupção na Petrobras. Para os autores do documento, os opositores de Dilma apostam na invenção de uma “comoção nacional” para tirá-la do poder.
“Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos”, diz outro trecho do manifesto.
Confira quem o assina e leia sua íntegra abaixo:
“Manifesto:
O que está em jogo agora
A chamada Operação Lava Jato, a partir da apuração de malfeitos na Petrobras, desencadeou um processo político que coloca em risco conquistas da nossa soberania e a própria democracia.
Com efeito, há uma campanha para esvaziar a Petrobras, a única das grandes empresas de petróleo a ter reservas e produção continuamente aumentadas. Além disso, vem a proposta de entregar o pré-sal às empresas estrangeiras, restabelecendo o regime de concessão, alterado pelo atual regime de partilha, que dá à Petrobras o monopólio do conhecimento da exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas. Essa situação tem lhe valido a conquista dos principais prêmios em congressos internacionais.
Está à vista de todos a voracidade com que interesses geopolíticos dominantes buscam o controle do petróleo no mundo, inclusive através de intervenções militares. Entre nós, esses interesses parecem encontrar eco em uma certa mídia a eles subserviente e em parlamentares com eles alinhados.
Debilitada a Petrobras, âncora do nosso desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, serão dizimadas empresas aqui instaladas, responsáveis por mais de 500.000 empregos qualificados, remetendo-nos uma vez mais a uma condição subalterna e colonial.
Por outro lado, esses mesmos setores estimulam o desgaste do Governo legitimamente eleito, com vista a abreviar o seu mandato. Para tanto, não hesitam em atropelar o Estado de Direito democrático, ao usarem, com estardalhaço, informações parciais e preliminares do Judiciário, da Polícia Federal, do Ministério Público e da própria mídia, na busca de uma comoção nacional que lhes permita alcançar seus objetivos, antinacionais e antidemocráticos.
O Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza. Custou-nos um longo período de trevas e de arbítrio. Trata-se agora de evitar sua repetição. Conclamamos as forças vivas da Nação a cerrarem fileiras, em uma ampla aliança nacional, acima de interesses partidários ou ideológicos, em torno da democracia e da Petrobras, o nosso principal símbolo de soberania.
20 de fevereiro de 2015”
Alberto Passos Guimarães Filho
Aldo Arantes
Ana Maria Costa
Ana Tereza Pereira
Cândido Mendes
Carlos Medeiros
Carlos Moura
Claudius Ceccon
Celso Amorim
Celso Pinto de Melo
D. Demetrio Valentini
Emir Sader
Ennio Candotti
Fabio Konder Comparato
Franklin Martins
Jether Ramalho
José Noronha
Ivone Gebara
João Pedro Stédile
José Jofilly
José Luiz Fiori
José Paulo Sepúlveda Pertence
Ladislau Dowbor
Leonardo Boff
Ligia Bahia
Lucia Ribeiro
Luiz Alberto Gomez de Souza
Luiz Pinguelli Rosa
Magali do Nascimento Cunha
Marcelo Timotheo da Costa
Marco Antonio Raupp
Maria Clara Bingemer
Maria da Conceição Tavares
Maria Helena Arrochelas
Maria José Sousa dos Santos
Marilena Chauí
Marilene Correa
Otavio Alves Velho
Paulo José
Reinaldo Guimarães
Ricardo Bielschowsky
Roberto Amaral
Samuel Pinheiro Guimarães
Sergio Mascarenhas
Sergio Rezende
Silvio Tendler
Sonia Fleury
Waldir Pires
Mais sobre a Petrobras
Mais sobre a Operação Lava Jato

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Diplomacia companheira vs Indonesia: "um passo muito extraordinário e anti-diplomático"; recusa de credenciais "inaceitável"

Que coisa, hem gente?!
Nunca Antes do Nunca Antes a gente tinha visto uma coisa dessas: esses indonésios devem ser irrascíveis ante a nossa proverbial simpatia e non-chalance.
Como é que eles tomam uma atitude hostil dessas, justo com o Brasil e a sua fabulosa diplomacia???!!!
Sinceramente, não dá para entender...
Paulo Roberto de Almeida

Indonésia espera pedido de desculpas do Brasil e analisa cooperação bilateral

Da Agência Brasil
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em cela na Indonésia

  • O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em cela na Indonésia
A Indonésia espera um pedido de desculpas do governo brasileiro pelo adiamento da apresentação das credenciais do embaixador indonésio no Brasil e está analisando todas as áreas da cooperação bilateral, disse nesta segunda-feira (23) o porta-voz da diplomacia indonésia, Armanatha Nasir, à Agência Lusa.
Nasir afirmou que "um pedido de desculpa está subjacente" na declaração enviada ao governo brasileiro sobre os passos que deve tomar para resolver a situação diplomática criada pelo adiamento da apresentação das credenciais do embaixador indonésio, Toto Riyanto.
Nasir falou com os jornalistas após uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, na qual o embaixador Toto Riyanto relatou o que ocorreu.
O diplomata foi chamado a Jacarta, após a presidente Dilma Rousseff ter adiado, na sexta-feira (20), o recebimento das suas credenciais.
"Achamos que é importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil. O que nós fizemos foi atrasar um pouco o recebimento de credenciais, nada mais que isso", explicou a presidente após a cerimônia.
"Trata-se de um passo muito extraordinário e anti-diplomático", disse Nasir, explicando que Riyanto foi convidado formalmente para apresentar as suas credenciais e, quando já se encontrava no Palácio do Planalto, "foi-lhe dito que tal não iria acontecer".
Dilma recebeu as credenciais dos embaixadores da Venezuela, do Panamá, de El Salvador, do Senegal e da Grécia.
Em resposta, o governo indonésio enviou uma declaração às autoridades brasileiras informando que chamou Riyanto de volta "até que o governo do Brasil determine quando as credenciais deverão ser apresentadas" e onde constam todos os "passos que devem ser tomados pelo Brasil", disse o porta-voz, sem dar mais detalhes.
"Todos os aspectos das nossas relações estão atualmente sendo analisados e revistos, bem como o que poderemos fazer para seguir em frente e o que precisa ser feito nos próximos meses, semanas e dias", disse Nasir.
O diretor-geral para os Assuntos Europeus e Americanos no Ministério dos Negócios Estrangeiros indonésio, Dian Triansyah Djani, que também falou com os jornalistas, destacou que a Indonésia "é um país amigável", mas "toda a cooperação deve ser baseada no respeito mútuo e na aceitação da sua soberania".
A diplomacia indonésia convocou o embaixador brasileiro no país, Paulo Soares, logo após a recusa das credenciais para transmitir a sua nota de protesto em relação ao que ocorreu, que qualificou de "inaceitável".
Nasir ressaltou que a Indonésia tem explicado ao Brasil, "em nível técnico, em nível ministerial e até em nível dos chefes de Estado", que a condenação de dois brasileiros à pena de morte é uma questão de "implementação da lei" indonésia. "Esperamos que eles entendam isso", acrescentou o porta-voz.
Em janeiro, a execução de Marco Archer por tráfico de drogas gerou mal-estar entre os dois países, após Dilma ter falado com o presidente indonésio, Joko Widodo,  pedindo clemência. Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, que também foi condenado por tráfico de drogas, está no corredor da morte.
Atualmente, o Brasil e a Indonésia estão também divididos em um contencioso no âmbito da Organização Mundial do Comércio relativo ao bloqueio à carne bovina brasileira, que vigora na Indonésia desde 2009.
Jacarta e Brasília têm acordos em várias áreas, desde defesa à proteção das florestas, sendo que a Indonésia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem.

Veja também

Politica brasileira: Partido Novo, pela reducao de impostos, do Estado, pelas liberdades economicas

Quero deixar bem claro que nunca fui membro de nenhum partido, nem pretendo ser, de qualquer um, jamais. Sou independente de partidos e de organizações. Apenas defendo causas.
As do Novo me parecem não só defensáveis como necessárias.
Se alguma não for, eu direi e combaterei. Por enquanto concordo com essas ideias.
Paulo Roberto de Almeida

A campanha presidencial de 2030 já começou para o liberal partido Novo

Grupo aguarda registro no TSE para eleger presidente que "enxugue" o Estado brasileiro

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João Amoêdo, presidente do Novo, em palestra. / DIVULGAÇÃO (PARTIDO NOVO)

Chegar ao poder para diminuir o poder de quem governa. É com essa proposta aparentemente contraditória que o Partido Novo espera eleger um presidente da República. Nas eleições de 2030. “A gente sempre falou que é um projeto de longo prazo”, explica o presidente do partido, João Dionisio Amoêdo, que é conselheiro do banco Itaú-BBA e da João Fortes Engenharia. Ciente de que terá de mudar a forma como seus potenciais eleitores enxergam o Estado brasileiro, a legenda, que ainda aguarda o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pretende usar os próximos 15 anos para intensificar seu trabalho por uma “mudança cultural”, iniciado em 2011.

“O Estado não precisa ser provedor de tudo. A gente quer mostrar que essa forma de pensar faz sentido”, diz o vice-presidente do partido, Fabio Ribeiro, um gestor de investimentos que se desdobra há quatro anos com quatro colegas em palestras de apresentação do ideário liberal por todo o Brasil. No segundo semestre de 2014, o grupo — formado originalmente por empresários e gestores do mercado financeiro e baseado principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro — chegou a organizar até quatro palestras em uma semana (uma delas em Porto Alegre, num sábado, e outra em Porto Velho, na quinta-feira seguinte), graças ao auxílio dos presidentes dos atuais nove diretórios estaduais do partido.

“Queremos falar para as pessoas que estão cansadas da política. Estamos procurando trazer a militância de um grupo da sociedade que está desiludido. Não tem como enganar essas pessoas, só vamos conseguir se a gente mantiver dentro do partido essas ideias novas”, diz Ribeiro. Segundo ele, o grupo é constantemente procurado por políticos, inclusive de partidos como PT e PSDB, e até um senador buscou aproximação. Mas todos tendem a perder o interesse ao saber de detalhes como o de que o partido pretende proibir uma segunda reeleição consecutiva para eleitos do Legislativo.

No nosso entendimento, você deve escolher qual partido quer financiar”

vice-presidente do Partido Novo, Fabio Ribeiro

Falar em enxugamento do Estado não costuma render votos no Brasil, mas os membros do Novo dizem que o número de interessados que aparecem nas palestras tem surpreendido, em um momento em que as ideias liberais ganham espaço no Brasil. "Estamos investindo na formação de pessoas para dar palestras, mas temos reduzido os gastos, e a meta agora é fazer dois eventos por mês”, comenta Ribeiro — o próximo deles está marcado para 26 de fevereiro, no Recife.

Pensado a partir da lógica empresarial, o grupo calcula que 5 milhões de reais já saíram dos bolsos de seus 181 fundadores nos quatro anos de existência do projeto. Eles apostam na formalização da sigla no TSE para atrair os filiados que, esperam, vão sustentar o partido a partir de então. Nos cálculos do Novo, sua atual estrutura demanda 190.000 reais por mês. O valor seria alcançado se pelo menos um terço dos 30.000 cadastrados no site do partido se filiarem quando o Novo começar a existir, pagando a mensalidade mínima de 27 reais.

O partido também dissemina a marca por meio de produtos como canecas e camisetas. / DIVULGAÇÃO (PARTIDO NOVO)

“No nosso entendimento, você deve escolher qual partido quer financiar”, diz Ribeiro, que defende a extinção do fundo partidário, por meio do qual os partidos políticos brasileiros dividiram 371,9 milhões de reais no ano passado. Pelo mesmo motivo, o Partido Novo também é contra o tempo de propaganda gratuito na televisão. Entre as propostas defendidas pelo grupo ainda estão a desestatização de empresas, como a Petrobras, e o incentivo ao empreendedorismo e a redução da carga tributária e do protecionismo.

O Novo também é contra a "reserva de mercado" para produções brasileiras, como a que já garante uma cota de exibição de filmes e seriados nacionais nas emissoras de TV a cabo — o Governo estuda expandir a exigência para os serviços sob demanda, como o Netflix. Apesar de deixar claro o objetivo de enxugar o Estado brasileiro, contudo, o partido admite que ainda não tem propostas para todas as áreas e planeja atrair conselheiros nos próximos anos para estruturar projetos sobre temas como educação e saúde, ambas áreas com grandes estruturas estatais envolvidas.

E o que os liberais do Novo pensam do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, doutor pela ortodoxa Universidade de Chicago e escolhido pela presidenta Dilma Rousseff para sanear a economia brasileira? “Ele está fazendo o que dá pra fazer, tentando diminuir o déficit fiscal. Mas a alternativa que lhe sobra é o aumento da carga tributária, e isso o país já mostrou que é um caminho esgotado”, diz Amoêdo. “Acho que a atuação [de Levy] é boa, é firme e transparente, pé no chão. O grande problema do governo atual é não lidar com a realidade, não aceitar os problemas. Levy encara os problemas, mas tem restrição política, está num governo onde o partido não compra essas ideias”, completa o presidente do Novo, que diz não ter aspirações eleitorais: "Minha utilidade maior está no processo de formação do partido".

Georges Bernanos no Brasil: livro, obras

Grato ao André Quirino por estas informações, que transcrevo:

Ao lado de Graham Greene, Flannery O’Connor, Paul Claudel e Walker Percy, o francês Georges Bernanos figura entre os grandes escritores cristãos do século XX, ao ponto de o grande teólogo alemão Hans Urs von Balthasar ter-lhe dedicado um livro inteiro.
Sua obra tem sido publicada no Brasil  e agora sua passagem pelo país é narrada ao público local. O estudo de Sébastien Lapaque “Sob o Sol do Exílio: Georges Bernanos no Brasil (1938-1945)” acaba de ser publicado, trazendo à luz a visita de Bernanos a várias cidade do Rio de Janeiro e Minas Gerais, sua estadia no sítio Cruz das Almas, sua revolta contra a mediocridade dos intelectuais e a ascensão do totalitarismo, sua amizade com pensadores brasileiros e a visita que Stefan Zweig lhe fez à véspera de se suicidar.

Matérias na Folha de S. Paulo a propósito do lançamento do livro: http://goo.gl/O8iFve e http://goo.gl/ymS4lL
Para ler algumas páginas de “Sob o Sol do Exílio”: http://goo.gl/6hAEOM

Confira também:
Diálogos das Carmelitas: http://goo.gl/Yy3ir3
Joana, Relapsa e Santa: http://goo.gl/CAzTTk
Um Sonho Ruim: http://goo.gl/Kd091z Diário de um Pároco de Aldeia: http://goo.gl/ISErLc
Sob o Sol de Satã: http://goo.gl/qo18Uu
Nova História de Mouchette: http://goo.gl/BjXsgm

Politica brasileira: a culpa de FHC - O Antagonista

Partilho inteiramente o julgamento severo sobre FHC feito pelos jornalistas de O Antagonista, e acrescentaria mais: ele é também culpado por não ter esquecido inteiramente várias más ideias que teve quando era sociólogo (que eu tambem tive, por sinal, até pela influência de vários acadêmicos uspianos), e que podia ter aposentado quando se tornou um político improvisado.
Para isso não precisava ter inventado nenhuma nova teoria para substituir ideias emboloradas que mantinha. Bastava observar a realidade, como muitos fizeram, eu inclusive.
Paulo Roberto de Almeida

A culpa é, sim, de FHC

O Antagonista, 23/02/2015

Fernando Henrique Cardoso foi um dos melhores -- se não o melhor -- presidentes que o Brasil teve ou terá. Com todos os problemas que enfrentou ou possam ser atribuídos a ele na Presidência, o país subiu vários degraus na economia, na organização social, na respeitabilidade internacional e até mesmo no nível da política feita em Brasília quando comparada àquelas anteriores e posteriores aos seus mandatos.

Dito isso, Fernando Henrique Cardoso é culpado.

Culpado por ter instituído a reeleição, movido pela vaidade pessoal.

Culpado por ter torpedeado a primeira tentativa de José Serra eleger-se presidente, tanto por rivalidade pessoal como pelo desejo de passar a faixa a um "operário", no que enxergava ser o coroamento da transição democrática.

Culpado por ter preservado Lula durante o auge do mensalão, quando até mesmo os petistas não acreditavam que ele pudesse livrar-se de ser tragado pelas denúncias. 

Culpado por ter acreditado que, preservando Lula, o "operário" se juntaria a ele na formação de um grande partido de centro-esquerda que uniria PSDB e PT, legitimado por movimentos sindicais.

Nada disso é especulação ou simples análise histórica. Tudo é fato.

A culpa política de ter chegarmos a este ponto é, sim, de FHC.

A esquizofrenia economica da Constituicao - artigo dividido em partes Instituto Millenium - Paulo Roberto de Almeida

Uma longa análise sobre os equívocos econômicos da Constituição brasileira, quando da "comemoração" do seu primeiro quarto de século, dividido em sete partes, a ler a partir do primeiro link, colocando em último lugar nesta lista.
Paulo Roberto de Almeida

A Constituição brasileira aos 25 anos: Um caso especial de esquizofrenia econômica (VII)

Uma Constituição economicamente esquizofrênica Não cabe estender ainda mais as demonstrações de irracionalidade econômica contidas na maior parte dos dispositivos constitucionais que pretendem assegurar a todos os brasileiros sua cota de felicidade terrena, se possível assessorados, assistidos, ajudados e financiados por um Estado generoso, concebido pelos constituintes como sendo capaz ... Leia mais

A Constituição brasileira aos 25 anos: Um caso especial de esquizofrenia econômica (VI)

A Constituição dos “direitos sociais”: sem qualquer análise dos custos O Título VIII (Da Ordem Social), encerra, como se sabe, a visão generosa, e totalmente antieconômica, dos constituintes, ao determinar a prestação universal, não discriminatória, de diversos serviços públicos coletivos, sem que jamais tenha sido efetuada alguma avaliação sobre os ... Leia mais

A Constituição brasileira aos 25 anos: Um caso especial de esquizofrenia econômica (IV)

A Constituição “parlamentar”: muitos privilégios, baixa produtividade Os maiores problemas econômicos do processo legislativo não são decorrentes, explicitamente, de disposições constitucionais, mas de certas interpretações especiosas, quando não fantasiosas, quanto ao sentido que se deve dar às medidas executivas aprovadas pelo Congresso, em primeiro lugar, o orçamento, a peça básica ... Leia mais

A Constituição brasileira aos 25 anos: Um caso especial de esquizofrenia econômica (II)

A Constituição “cidadã”: distribuindo bondades para todos Já o Preâmbulo da Carta estabelece o compromisso dos constituintes com a instituição de “um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos ... Leia mais

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Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira: webinar com o professor Carlos Braga e os diplomatas Victor do Prado e Paulo Roberto de Almeida

  No dia 21 de abril foi realizado o webinar da Fundação Dom Cabral, animada pelo professor Carlos Braga, sobre o tema das Tensões Geopolíti...