Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Relação de trabalhos referentes a eleições e campanhas eleitorais
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Relação de trabalhos pessoais sobre eleições e campanhas eleitorais, de 1978 a 2026
Sem qualquer seleção obedecendo a critérios metodológicos muito precisos, relaciono a seguir todos os trabalhos da minha lista geral que têm a ver com eleições e campanhas eleitorais, apenas com o objetivo de aferir a volumetria desses trabalhos.
056. “Estratégias da política externa brasileira entre 1960/1978”, Brasília, agosto 1978, 6 p. Análise das diversas etapas da diplomacia brasileira, preparada como texto de apoio à campanha presidencial do PMDB, inserido no documento “Justificativas para uma possível reformulação da política externa brasileira na África”. Entregue, em setembro de 1978, ao staff do candidato do Partido, General Euler Bentes Monteiro. Inédito. Documento constando dos fundos do Arquivo Nacional, sob o título: “Justificativa para uma possível reformulação da política externa no Brasil na África”, como tendo sido elaborado por “grupo subversivo de esquerda”; Fundo: SNIG; AC_ACE_11577_78.PDF; A1157711-1978; DATA: 17/9/1978; 30 páginas. Disponibilizado no blog Diplomatizzando (16/06/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/06/056-estrategias-da-politica-externa.html); divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/121102667/056_Estrategias_da_Política_Externa_Brasileira_1964_1978_1978_).
430. “A política externa nas eleições presidenciais: a plataforma de um governo PT”, Paris, 18 maio 1994, 4 p. Texto sobre as posições do PT em matéria de política externa, mencionando texto de Lula publicado no Boletim ADB. Inédito. Divulgado no blog Diplomatizzando (30/03/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/uma-analise-do-que-seria-politica.html).
Relação linear, cronológica, de minhas colaborações com a revista Crusoé
Destino: Blog Diplomatizzando
A relação que segue, puramente recapitulativa, recolhe, a partir da minha lista geral de trabalhos, todos os textos, entrevistas ou interações com os editores e redatores da revista Crusoé, com a qual colaborei, regularmente, durante um par de anos. Segue apenas a linha cronológica natural, do mais antigo ao mais recente, sendo que o último é uma coletânea dos artigos (escritos, publicados) oferecidos à revista, editada em formato de livro digital. Acho que tem coisas ainda válidas nesse ajuntamento de textos de circunstância. Vou pensar em retomar essas colaborações voluntariamente, apenas como diversão, o que sempre faço segundo a recomendação de Montaigne e de José Mindlin: Je ne fais rien sans gaieté. Paulo Roberto de Almeida Brasília, 10 de março de 2026.
3424. “‘Ernesto Araújo enganou o presidente’, diz embaixador demitido”, Brasília, 5 março 2019, 6 p. Entrevista ao jornalista Caio Junqueira da revista Crusoé (link: https://crusoe.com.br/diario/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz-embaixador-demitido/); Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/ernesto-araujo-enganou-o-presidente-diz.html).
3442. “Sobre as intervenções de militares na política brasileira”, Brasília, 31 março 2019, 5+6 p. Introdução histórica Academia.edu comentários de Mario Sabino (Crusoé, n. 48, 31/03/2019) ao texto da Ordem do Dia das FFAA a propósito do dia 31 de marçAcademia.edu no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/para-ler-os-militares-em-1964-e-em-2019.htmAcademia.eduado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/2387247414672028). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/s/f60c55b452/sobre-as-intervencoes-de-militares-na-politica-brasileira). Transcrita de forma parcial no Blog Diplomatizzando (18/04/2019; link; https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/04/as-forcas-armadas-e-sociedade-cel.html).
3930. “Sobre a política externa e a diplomacia brasileira: uma entrevista”, Brasília, 16 junho 2021, 14 p. Respostas a questões do jornalista Duda Teixeira, em formato de entrevista para a revista Crusoé sobre temas de diplomacia e de política externa, seguida de entrevista oral, combinando os dois formatos em matéria publicada na seção “Entrevista da Semana” da Revista Crusoé (edição 164, 18/06/2021; link: https://crusoe.com.br/edicoes/164/mudanca-a-forca/0). Sobre a política externa e a diplomacia brasileira, disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/49299957/MudancaaforçaentrevistadePauloRobertodeAlmeidaparaRevistaCrusoe). Parte relativa aos militares, divulgada de forma independente, sob o título de “Existe algum risco de golpe miliar no Brasil? Não, embora o capitão gostaria que ocorresse”, no blog Diplomatizzando (18/06/2021; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/06/existe-algum-risco-de-golpe-militar-no.html). Relação de Publicados n. 1406.
4188. “O Brics e o Brasil: quem comanda?”, Brasília, 28 junho 2022, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira, via WA. Editado pelo jornalista, sob o título de “A ampliação do Brics e o interesse nacional”, com pequenas edições em pontos específicos; salvo como “4188aBricsInterNacional”. Publicado na revista Crusoé (1/07/2022; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse-nacional/); transcrito no blog Diplomatizzando (1/07/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/07/a-ampliacao-do-brics-e-o-interesse.html). Relação de publicados n. 1461.
4275. “Programa Latitude: entrevista sobre política externa de Lula III”, Brasília, 19 novembro 2022, 9 páginas. Notas sobre questões colocadas pelo jornalista Duda Teixeira, da revista Crusoé, para entrevista oral no dia 21/11/2022. Versão reduzida, sob o título de “A diplomacia de Lula, 2023-2026: mais do mesmo?”, postada na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/91326453/4275_A_diplomacia_de_Lula_2023_2026_mais_do_mesmo_2022_) e no blog Diplomatizzando (21/11/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/11/a-diplomacia-de-lula-2023-2026-mais-do.html). Emissão divulgahttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; erros diplomáticoshttps://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s;e.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q; outro link geral: https://www.youtube.com/watch?v=O7tzEZV3P9Q&t=1433s; lihttps://www.youtube.com/watch?v=pZ6I78fplEI;r o líder da América Latina”, 1,8 mil visualizações: https://www.youtube.cohttps://www.youtube.com/watch?v=21jP70kzLVU;rge com grandes catástrofes”, 5,3 mil visualizações: https://www.https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJYrios da Oxfam são hipócritas”, 1,1 mil visualizações: https://www.youtube.com/watch?v=cssPH_lTXJY ). Relação de Publicados n. 1479.
4290. “Haverá paz no mundo em 2023?”, Brasília, 16 dezembro 2022, 5 p. Artigo para a revista digital Crusoé, a pedido do jornalista Duda Teixeira. Revisto e publicado, sob o título “Paz impossível, guerra improvável”, na revista Crusoé (n. 244, sexta-feira, 30/12/2022, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/244/paz-impossivel-guerra-improvavel/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/havera-paz-no-mundo-em-2023-artigos-na.html). Relação de Publicados n. 1487.
4292. “Fórum de Davos: o piquenique invernal do capitalismo bem-comportado”, Brasília, 20 dezembro 2022, 4 p. Artigo sobre o Fórum Econômico Mundial de 2023, para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O capitalismo bem-comportado de Davos”, revista Crusoé (13/01/2023; https://crusoe.uol.com.br/secao/reportagem/o-capitalismo-bem-comportado-de-davos/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/forum-de-davos-o-piquenique-invernal-do.html). Relação de Publicados n. 1491.
4300. “De repente, o mundo descobre um brasileiro pouco cordial”, Brasília, 9 janeiro 2023, 4 p. Nota sobre o vandalismo produzido pelos terroristas bolsonaristas na Praça dos Três Poderes, no domingo 8/01/2023. Publicado na revista Crusoé (9/01/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/de-repente-o-mundo-descobre-um-brasileiro-pouco-cordial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (9/01/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/01/de-repente-o-mundo-descobre-um.html). Relação de Publicados n. 1490.
4304. “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, Brasília, 16 janeiro 2023, 4 p. Artigo sobre as relações Brasil-Argentina, no contexto da primeira viagem de Lula, para a revista Crusoé. Publicado, sob o título “O bloco do Cambalacho”, na revista Crusoé (n. 247, 20/01/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/247/o-bloco-do-cambalacho/); versão original, sob o título “O Brasil e o seu vizinho mais importante, a Argentina, talvez distante”, publicada no blog Diplomatizzando (14/02/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/02/o-brasil-e-o-seu-vizinho-mais.html). Relação de Publicados n. 1492.
4314. “O que o Brasil deixou de aprender com a Alemanha?”, Brasília, 31 janeiro 2023, 4 p. Nova colaboração com a revista Crusoé, a propósito da visita ao Brasil do chanceler Olaf Scholz, enfatizando educação de qualidade na Alemanha e trajetórias diferentes do SPD e do PT. Publicado em 3/02/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/brasil/crusoe-o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com-a-alemanha/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-que-o-brasil-deixou-de-aprender-com.html). Relação de Publicados n. 1493.
4320. “Diplomacia de Lula 3: la nave va..., mas para onde?”, Brasília, 14 fevereiro 2023, 5 p. Artigo sobre as repetições da diplomacia ativa e altiva. Publicado, sob o título de “A mesma coisa, tudo de novo”, na revista Crusoé (17/02/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/251/a-mesma-coisa-tudo-de-novo/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/diplomacia-de-lula-3-la-nave-va-mas.html). Relação de Publicados n. 1494.
4326. “O Brasil e a China: até onde vai a relação estratégica?”, Brasília, 20 fevereiro 2023, 5 p. Publicado na revista Crusoé (3/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/253/o-encanto-de-lula-pelo-duvidoso-modelo-chines/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-brasil-e-china-ate-onde-vai-relacao.html). Relação de Publicados n. 1496.
4342. “O Brasil como um imenso Portugal?”, Brasília, 23 março 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé, a propósito da visita do presidente Lula a Portugal. Publicado em 27/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/colunistas/o-brasil-como-um-imenso-portugal/). Divulgado no blog Diplomatizzando (21/04/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/04/o-brasil-como-um-imenso-portugal-2023.html). Relação de Publicados n. 1506.
4344. “O que Putin quer de Lula? O que ele vai conseguir?”, Brasília, 25 março 2023, 6 p. Artigo para a revista Crusoé, sobre a próxima visita do chanceler Lavrov ao Brasil, tratando do Brics e da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Publicado na Crusoé (31/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/257/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai-conseguir/?fbclid=IwAR0HUZLik-L-mAziepagvbW2FtPFh-mtymnqIQHUhNSGKuu2dxVGndG0dKk?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (18/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai.html). Relação de Publicados n. 1499.
4354. “‘A Guerra Perpétua’, segundo Putin, ou o projeto de uma ‘nova ordem mundial’, como vontade e como representação”, Brasília, 7 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (14/04/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/paulo-roberto-de-almeida-na-crusoe-guerra-perpetua-de-putin/); divulgado no blog Diplomatizzando (23/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-guerra-perpetua-segundo-putin-ou-o.html). Relação de Publicados n. 1504.
4358. “O retorno da diplomacia presidencial nos cem dias de Lula”, entrevista com o jornalista Duda Teixeira da revista Crusoé (emissão em 9/04/2023, 14:29; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/o-retorno-da-diplomacia-presidencial-nos-100-dias-de-lula/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/o-retorno-da-diplomacia-presidencial.html). Relação de Publicados n. 1503.
4365. “Potências revisionistas e rupturas da ordem global”, Brasília, 17 abril 2023, 4 p. Ensaio sobre os momentos de rupturas históricas em ordens políticas estabelecidas. Para aula no curso de mestrado em Relações Internacionais da UFABC, a convite do prof. Mohammed Nadir, via online, em 18/04/2023. Primeira parte aproveitada para um pequeno texto sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia; postado, sob o título de “Lula tem certeza de que seria uma boa ideia colocar o Brasil do lado da Rússia e da China na construção de uma nova ordem mundial?”, no blog Diplomatizzando (26/04/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/deve-o-brasil-aderir-ideia-de-uma-nova.html); segunda e terceira partes, aproveitadas para novo artigo para a revista Crusoé, sob o título “Por que a tal de 'nova ordem mundial' é uma má ideia?”, sob o número 4374. Aproveitado para aula no curso CACD, sob número 4596/2024.
4368. “A reunificação da Alemanha e a construção de Brasília”, Brasília, 21 abril 2023, 3 p. Quanto custou a reunificação da Alemanha, quanto custou a construção de Brasília, e quanto custa Brasilia ainda hoje. Artigo para a revista Crusoé. Enviado a Duda Teixeira sob a forma pró-bono. Publicado revista Crusoé (22/04/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/diario/a-reunificacao-da-alemanha-e-a-construcao-de-brasilia/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/04/a-reunificacao-da-alemanha-e-construcao.html). Relação de Publicados n. 1505.
4374. “Por que a tal de ‘nova ordem mundial’ é uma má ideia?”, Brasília, 26 abril 2023, 4 p. Artigo publicado na revista Crusoé (9/06/2023; link: https://oantagonista.uol.com.br/mundo/crusoe-por-que-a-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma-ma-ideia-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (14/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma_14.html); divulgado novamente no blog Diplomatizzando (8/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/por-que-tal-de-nova-ordem-mundial-e-uma.html). Relação de Publicados n. 1511. 4375. “Se eu quiser falar com o tal de Sul Global, telefono para quem?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (edição 265, 25/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/se-eu-quiser-falar-com-o-sul-global-telefono-para-quem/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/e-como-anda-o-tal-de-sul-global-muito.html). Relação de Publicados n. 1509. 4376. “Lula no G7: falta discutir a relação?”, Brasília, 27 abril 2023, 3 p. Publicado na revista Crusoé (12/05/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/263/lula-no-g7-falta-discutir-a-relacao/); divulgado no blog Diplomatizzando (25/10/2023;.link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/lula-no-g7-falta-discutir-relacao-paulo.html). Relação de Publicados n. 1508.
4412. “Ah, esse ambicionado Prêmio Nobel da Paz...”, Brasília, 11 junho 2023, 3 p. Artigo sobre os prêmios Nobel e a pretensão de Lula de conquistar um da Paz para si. Publicado na revista Crusoé (23/06/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/secao/paulo-roberto-de-almeida/ah-esse-ambicionado-nobel-da-paz/?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir); divulgado no blog Diplomatizzando (23/06/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/06/ah-esse-ambicionado-premio-nobel-da-paz.html). Relação de Publicados n. 1513.
4414. “Grandezas e misérias da diplomacia presidencial: o caso do Brasil”, Brasília, 11 junho 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado em 7/07/2023 (link: https://oantagonista.uol.com.br/opiniao/crusoe-grandezas-e-miserias-da-diplomacia-presidencial/); divulgado no blog Diplomatizzando (7/07/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/07/grandezas-e-miserias-da-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1515.
4415. “O Brasil aos olhos do mundo: como era antes, como ficou agora?”, Brasília, 13 junho 2023, 3 p. Artigo sobre a diminuição da credibilidade diplomática do Brasil de Lula 3, para a revista Crusoé. (4/08/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/275/o-brasil-aos-olhos-do-mundo-como-era-antes-como-ficou-agora/). Relação de Publicados n. 1518.
4430. “Política externa e diplomacia brasileira: uma visão de três décadas”, São Paulo, 7 julho 2023, 4 p. Resumo de uma evolução com altos e baixos. Publicado na revista Crusoé (29/09/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/283/politica-externa-e-diplomacia-brasileira-uma-visao-de-tres-decadas/); divulgado no blog Diplomatizzando (30/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/politica-externa-e-diplomacia.html). Relação de Publicados n. 1525.
4434. “O Brasil, a América Latina e a União Europeia: alguma novidade?”, Brasília, 14 julho 2023, 3 p. Artigo sobre a cúpula Celac-UE para a revista Crusoé. Publicado sob o título de “O irmão menor da União Europeia” (21/07/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/273/o-brasil-a-america-latina-e-a-uniao-europeia-alguma-novidade/). Relação de Publicados n. 1516.
4459. “A cúpula do Brics e o projeto mirabolante de uma moeda comum”, Brasília, 17 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, com base nos trabalhos 4343 (“Questões sobre Brics e Mercosul”, Brasília, 25 março 2023, 3 p.) e 4309 (“Sobre o “projeto mágico” da moeda comum do Mercosul”, Brasília, 22 janeiro 2023, 2 p.) Enviado a Ricardo Ortega. Publicado na revista Crusoé (edição 270, 18/08/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/277/a-cupula-do-brics-e-o-projeto-mirabolante-de-uma-moeda-comum/). Relação de Publicados n. 1520.
4465. “O Brasil de Lula 3 no G20 da Índia”, São Paulo, 31 agosto 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre o G20 e o Brasil. Publicado em 1/09/2023 (link: https://oantagonista.com.br/mundo/crusoe-o-brasil-de-lula-3-no-g20-da-india/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (1/09/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/09/the-dawn-of-bric-world-order.html). Relação de Publicados n. 1521.
4472. “Parlamento e política externa: a experiência do Brasil”, Brasília 8 setembro 2023, 4 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a participação do Poder Legislativo na diplomacia. Publicado na revista Crusoé (edição 281; 15/09/2023; link: https://oantagonista.com.br/brasil/paulo-r-de-almeida-na-crusoe-parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/ e https://crusoe.com.br/edicoes/281/parlamento-e-politica-externa-a-experiencia-do-brasil/) Relação de Publicados n. 1523.
4489. “O mau terrorismo e o terrorismo tolerável pelas esquerdas”, Brasília, 10 outubro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o título “O terrorismo que as esquerdas toleram, (13/10/2023, link: https://crusoe.com.br/edicoes/285/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-terrorismo-que-as-esquerdas-toleram.html). Relação de Publicados n. 1529.
4491. “O Sul Global não existe”, Brasília, 12 outubro 2023, 3 p. Artigo sobre uma realidade criada por ideólogos que não apresenta consistência suficiente para ser chamado de grupo político. Artigo para a revista Crusoé, publicado sob o mesmo título (n. 287, 27/10/2023, link: https://crusoe.uol.com.br/Colunistas/o-sul-global-nao-existe); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (30/10/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/10/o-sul-global-nao-existe-paulo-roberto.html). Relação de Publicados n. 1530.
4505. “Desafios da diplomacia brasileira na atualidade”, Brasília, 4 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé que pode servir para subsidiar palestra a convite do Prof. Matheus Atalanio, do curso de Direito da UNIT-Fortaleza, em 7/11/2023. Revisão em 7/11, para submissão à Crusoé. Publicado na revista Crusoé (10/11/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/289/desafios-da-diplomacia-brasileira-na-atualidade/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/desafios-da-diplomacia-brasileira-na.html). Relação de Publicados n. 1531.
4509. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Primeiro de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 301, 9/02/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/301/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (9/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1546.
4510. “Por que o Brasil ainda não é um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 13 novembro 2023, 3 p. Segundo de uma série de trabalhos sobre as razões do atraso brasileiro, com base em fatores estruturais e históricos. revista Crusoé (n. 303, 23/02/2024, link: https://crusoe.com.br/cronica/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais-desenvolvido-segunda-parte/); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (23/02/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/por-que-o-brasil-ainda-nao-e-um-pais_23.html). Relação de Publicados n. 1547.
4511. “Diferenças entre a ‘velha’ e a ‘nova’ diplomacia de Lula”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé; publicado em 24/11/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/291/diferencas-entre-a-velha-e-a-nova-diplomacia-de-lula/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/diferencas-entre-velha-e-nova.html). Relação de Publicados n. 1533.
4513. “Imigrantes na construção do Brasil e na política”, Brasília, 16 novembro 2023, 3 p. Artigo para a revista Crusoé. Publicado no n. 293, sob o título de “O ponto de fusão” (8/12/2023; link: https://crusoe.com.br/edicoes/293/o-ponto-de-fusao/); divulgado integralmente no blog Diplomatizzando (23/12/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/o-ponto-de-fusao-imigrantes-na.html). Relação de Publicados n. 1535.
4523. “O Brasil em 2023: avanços e retrocessos”, Brasília, 5 dezembro 2023, 3 p. Artigo de síntese conjuntural, para o Livres e a revista Crusoé. Revisto em 17/12/2023. Encaminhado a Duda Teixeira. Publicado em 22/12/2023 (link: https://crusoe.com.br/edicoes/295/o-brasil-em-2023-avancos-e-retrocessos/). Relação de Publicados n. 1537.
4530. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido?”, Brasília, 25 dezembro 2023, 5 p. Artigo para a revista Crusoé. [Não publicado]
4531. “O que aguarda o Brasil em 2024?”, Brasília, 26 dezembro 2023, 3 p. Possível artigo para a revista Crusoé, mas capítulo final do livro reunindo todos os artigos escritos para a revista ao longo do último ano. [Não publicado]
4532. “Apresentação ao livro O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional, Brasília, 27 dezembro 2023, 2 p. Incorporado ao livro reunindo uma seleta de artigos previamente publicados na revista Crusoé (n. 4533).
4533. O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional (Brasília: Diplomatizzando, 2023, 167 p.; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R). Livro organizado a partir de artigos preparados para e publicados na revista Crusoé. Disponível na Amazon.com.br (link: https://www.amazon.com.br/dp/B0CR1Z682R/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=2525JS64IRCBA&keywords=O+Brasil+no+contexto+regional+e+mundial&qid=1703782535&s=books&sprefix=o+brasil+no+contexto+regional+e+mundial%2Cstripbooks%2C228&sr=1-1); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/12/novo-livro-publicado-paulo-roberto-de.html). Relação de Publicados n. 1538.
4543. “Um Brasil ambientalista se torna associado à OPEP”, Brasília, 4 janeiro 2024, 3 p. Artigo para a revista Crusoé sobre a nova postura pouco ambientalista do governo Lula. Publicado, sob o título de “Governo Lula entra para o cartel dos chantagistas do petróleo” na Crusoé (n. 299, 26/01/2024, link: https://crusoe.com.br/edicoes/299/governo-lula-entra-para-o-cartel-dos-chantagistas-do-petroleo/). Divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/01/um-brasil-ambientalista-se-torna.html). Relação de Publicados n. 1545.
4594. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (1)”, Brasília, 7 março 2024, 4 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos estruturais e institucionais. Revista Crusoé (n. 305, 8/03/2024; link: https://crusoe.com.br/o-caminho-do-dinheiro/o-que-falta-ao-brasil-para-ser-um-pais-desenvolvido-terceira-parte/); transcrito parcialmente no blog Diplomatizzando (9/03/2024; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/03/o-que-falta-para-o-brasil-ser-um-pais.html). Relação de Publicados n. 1551.
4595. “O que falta para o Brasil ser um país desenvolvido? (2)”, Brasília, 7 março 2024, 3 p. Continuidade da série sobre o desenvolvimento brasileiro, a partir do trabalho n. 4530, focando nos elementos de políticas macroeconômicas e setoriais para um processo de desenvolvimento sustentado. Revista Crusoé (n. ?, 2?/03/2024; link: ?). Relação de Publicados n. ?
Paulo Roberto de Almeida Brasília, 5237, 10 março 2026, 8 p. Divulgado no blog Diplomatizzando (10/03/2026; link:
Existe uma mística nas eleições presidenciais brasileiras de que os votos do Nordeste dão a vitória ao PT. Isso é verdade, mas não é realmente o Nordeste que tem decidido as últimas eleições. A região funciona como um muro a ser transposto pelo desafiante do PT, e são as outras regiões do país que funcionam como a vara para saltar o muro. O gráfico 1 explica o conceito.
Neste gráfico, temos a diferença percentual entre o candidato do PT e o seu desafiante no Nordeste, em São Paulo, no restante do Brasil e no país inteiro. Podemos observar que, nas últimas 4 eleições, a diferença do PT para os adversários no Nordeste é de cerca de 40 pontos percentuais. O que definiu a eleição foi a diferença nas outras regiões, que variou bastante nesse período.
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O caso de São Paulo é especial, por isso destaquei o Estado. Além de ser o maior colégio eleitoral do país (21,7% dos votos válidos em 2022), foi o que mostrou a maior variação na eleição passada. Até 2022, o eleitor de São Paulo sempre deu menos votos para o PT do que a média de todas as outras Estados ex-Nordeste. Em 2022, no entanto, essa tendência se inverteu, como podemos observar no gráfico 2.
Se São Paulo tivesse mantido a mesma diferença de 2018 em relação ao restante do país ex-Nordeste (-9,4 p.p.), tudo o mais constante, Bolsonaro teria ganho a eleição por 50,4% a 49,6% dos votos nacionais. E considere que esta diferença de -9,4 p.p. havia sido a menor da série histórica desde 2002.
Assim, a eleição nacional em São Paulo ganha uma cor diferente. O paulista vai voltar ao padrão anterior, ou este seria um “novo normal”? Podemos ter um “cheiro” analisando as eleições para governador. Em São Paulo, o PT nunca ganhou uma eleição. É difícil fazer a comparação com os números da eleição nacional porque não houve 2o turno em 2006, 2010 e 2014, e em 2018 o PT sequer foi ao 2o turno. As duas únicas eleições comparáveis são as de 2002 e 2022.
Vamos lembrar que 2002 foi o único ano da história em que o PT ganhou a eleição presidencial no estado de São Paulo. Naquele ano, o candidato a governador, José Genoíno, perdeu para Geraldo Alckmin por 5,8 pontos percentuais. Em 2022, Haddad perdeu para Tarcísio por 6,6 pontos percentuais. Foram os dois anos em que o PT chegou mais perto do Palácio dos Bandeirantes.
É neste ponto que entra a pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, que dá 17 pontos de vantagem de Tarcísio sobre Haddad no 2o turno (considerando apenas os votos válidos). Comparando com os 6,6 pontos de 2022, temos uma deterioração significativa do candidato do PT em SP, o que poderia indicar que a diferença na eleição presidencial também será mais larga para o candidato desafiante no Estado. Como vimos, na eleição passada, não precisava de muito para virar o jogo, tudo o mais constante.
Claro que a campanha é nacional, cada voto conta. Mas em termos regionais, São Paulo deu a vitória a Lula em 2022. E pode tirar em 2026.
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Oliver Ortiz de Zarate Martin foi preso em 2013 |Crédito: Severino Silva/Agência O Dia
O narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi um dos
investidores por trás da operação de compra do Banco Master pelo
empresário Daniel Vorcaro, revelou em entrevista exclusiva ao ICL
Notícias uma fonte que atua no mercado financeiro e acompanhou de perto
as negociatas.
A reportagem teve acesso a documentos de transações financeiras, além
de autos de processos judiciais e registros da Comissão de Valores
Imobiliários (CVM) que corroboram as afirmações.
Morador de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do
Rio de Janeiro, onde foi preso em 2013, Oliver Ortiz foi condenado por
lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. No ano passado, a
Polícia Federal (PF) notificou o criminoso de que ele seria expulso do
país, depois que cumprisse a pena definida pela Justiça brasileira.
De acordo com a fonte, o elo entre o narcotraficante e o empresário
mineiro Daniel Vorcaro é o operador do mercado financeiro Benjamim
Botelho de Almeida, apontado pela PF como sócio oculto e operador
financeiro de Vorcaro nos Estados Unidos.
Botelho mantém vínculos com a corretora Sefer Investimentos – antiga
Foco Distribuidora de Título e Valores Mobiliários (DTVM) – , que foi
alvo em janeiro da segunda fase da Operação Compliance Zero, sob
suspeita de integrar um esquema de repasse de recursos para negócios
ligados à família de Vorcaro. Uma offshore da Bahamas ligada à Sefer foi
aberta nove dias depois do Banco Central ter liquidado o Banco Master.
A Sefer era administradora de fundos vinculados ao Grupo Aquilla,
que tinha Botelho como principal executivo e da qual o Oliver Ortiz
aparece como um dos investidores. Foi por meio de um fundo pertencente
ao grupo que o narcotraficante investiu na compra do Banco Máxima em
2017, de acordo com a fonte que acompanhou a operação.
Segundo essa mesma pessoa entrevistada, Ortiz tinha centenas de
milhões investidos em fundos do Grupo Aquilla. O ICL Notícias teve
acesso a documentos que confirmam que o narcotraficante era cotista
desses fundos. Por causa do sigilo bancário, a reportagem não pôde
confirmar o valor investido citado pelo entrevistado.
“Recursos que foram utilizados na constituição dos fundos
imobiliários – os principais produtos da atual Sefer – e também na
aquisição do Banco Master – que era a instituição financeira que faltava
ao Grupo Aquilla para estender as ramificações de suas negociações e
negociatas – são oriundo de lavagem de dinheiro do traficante Oliver
Ortiz”, acrescentou a fonte.
Benjamim Botelho de Almeida é ex-funcionário do Banco Garantia,
instituição financeira que deu origem ao atual BTG Pactual. Detentor de
nacionalidade portuguesa, além da brasileira, ele mora em Lisboa. É
visto semanalmente na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, onde
frequenta reuniões ligadas aos seus negócios, de acordo com apuração da
reportagem.
O ICL Notícias procurou a assessoria de imprensa do Banco Master que
não respondeu aos questionamentos. Benjamim Botelho foi procurado por
email, assim como Oliver Ortiz. Nenhum dos dois enviou resposta. Caso o
façam, o texto será atualizado. A reportagem não conseguiu contato com
Yan Hirano, o espaço segue aberto para manifestação.
O esquema do Banco Master
De acordo com as investigação da PF, que hoje tramita no STF (Supremo
Tribunal Federal), o esquema fraudulento do Banco Master inclui, entre
outras fraudes, a aquisição de empresas de baixo valor para, em seguida,
inflar artificialmente os resultados financeiros dessas empresas,
fazendo crer que elas valem mais do que seu real preço.
As operações foram estruturadas para desviar recursos de fundos de
investimento e outras fontes para empresas controladas pelos envolvidos,
em detrimento dos investidores, de acordo com a investigação. Há
suspeitas de que as transações podem ter violado as leis e regulamentos
do mercado de capitais, incluindo manipulação de preços, uso de
informações privilegiadas e outras práticas fraudulentas, a exemplo de
venda de ativos podres.
Os autos da Operação Compliance Zero citam Benjamim Botelho como
participante do esquema: “Utilização de interpostas pessoas/empresas de
prateleira – as transações frequentemente envolveram empresas com
ligações diretas ou indiretas com Daniel Vorcaro, Benjamim Botelho e
outros indivíduos-chave, levantando sérias preocupações sobre conflitos
de interesses e possíveis benefícios indevidos”.
Em decisão assinada em 6 de janeiro, quando ainda era relator do
caso, o ministro Dias Toffoli decretou que Benjamim Botelho e a Sefer
fossem alvos da segunda fase da operação: “Segundo consta, em relação à
Sefer, Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM
(atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu
patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer.”
Vorcaro e Botelho são investigados antes do escândalo do Master
Daniel Vorcaro e Benjamim Botelho estão conectados às falcatruas
investigadas pelas autoridades antes da eclosão do atual escândalo do
Banco Master.
A Compliance Zero investiga fraudes relacionadas a investimentos de
fundos de previdência de servidores de estados e municípios. De acordo
com a Polícia Federal, R$ 2 bilhões foram aplicados no Banco Master. Em
2020, Vorcaro, assim como Botelho, foram alvos de outra operação da PF, a
Fundo Fake, que já investigava justamente o mesmo tipo de operação
fraudulenta quando o banco ainda se chamava Máxima.
No celular apreendido de Daniel Vorcaro, na Operação Compliance Zero,
há trechos dos autos da Operação Fundo Fake, em que as ações criminosas
são descritas e os nomes Vorcaro, Botelho, e do narcotraficante Oliver
Ortiz são citados.
Benjamim Botelho de Almeida chegou a ser denunciado pelo Ministério
Público Federal (MPF) pelos crimes de gestão fraudulenta do Banco
Máxima, no período de 2014 a 2016. De acordo com as investigações, o
banco teria usado o fundo de investimento Aquilla Veyron FIM – que
integrava o Grupo Aquilla – para simular a valorização de investimento
da instituição. Uma manobra, segundo a denúncia, para maquiar a “grave
insuficiência de capital”.
“Ocorre que o Bacen [Banco Central] descobriu que o capital
disponibilizado pelo Aquila Veyron FIM para a compra de tais ações era,
na verdade, do próprio Banco Máxima”. “Ou seja, triangularam com
recursos do próprio Banco Maxima, culminando na apresentação de
informações e na publicação de demonstrações financeiras que não
refletiam com fidedignidade a real econômico-financeira da Instituição
Financeira e mascarou seus demonstrativos”, diz a denúncia do MPF.
De acordo com os autos, Benjamim, à época dos fatos, era o sócio
majoritário da Foco DTVM (atual Sefer), assim como responsável pela
Aquilla Asset.
“A Holding Aquilla era um conglomerado de empresas formado por uma
distribuidora de títulos e valores mobiliários autorizada a funcionar
pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários.
Também faziam parte da holding uma securitizadora de títulos e uma
gestora de recursos, autorizadas apenas pela CVM”, destacou a fonte.
Em pelo menos um processo interno da CVM, Vorcaro, Botelho e o
próprio Banco Master são investigados por irregularidades na emissão e
distribuição de cotas de fundo de investimentos.
Decisão de Toffoli cita Sefer e Benjamin Botelho na operação de fraudes do Banco Master|Crédito: Marcello Casal Jr./EBC
Fonte afirma que Benjamim Botelho intermediou negociação do Master
No ano de 2016, o Banco Máxima, do paulistano Saul Sabbá, foi
inabilitado pelo Banco Central por gestão fraudulenta e rombo de caixa.
Conforme dito acima, Benjamim Botelho já aparece como vinculado às
fraudes cometidas pela instituição financeira.
Em entrevista à revista Piauí, Vorcaro afirmou que Sabbá ofereceu o banco a ele.
A fonte do mercado financeiro afirmou ao ICL Notícias, no entanto,
que a intermediação do negócio foi feita por Benjamim Botelho de Almeida
e começou no ano anterior. Ele levou Vorcaro para negociar com Sabbá.
“Daniel Vorcaro não pertencia ao mercado financeiro e de capitais,
portanto, não demonstrava conhecer todas as exigências e atributos que
se fazem necessários para que alguém se qualifique diante do Banco
Central para aquisição de uma instituição financeira”, destacou a fonte
em entrevista ao ICL Notícias.
Em 2017, Vorcaro adquiriu o Banco Máxima, que apesar de ter mudado de
nome em 2021 para Banco Master, segue roteiro semelhante. O Master foi
liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, e alvo da
Operação Compliance Zero, que apura esquema bilionário de fraudes
financeiras. Nesta terça-feira (4), Vorcaro foi preso pela segunda vez
em quatro meses, sob suspeita de ameaças a jornalistas e lavagem de
dinheiro.
Documentos ligam narcotraficante ao Master
Ortiz aparece na lista de cotistas de fundos administrados pela
antiga Foco VTDM (atual Sefer Investimentos), em documento datado de 30
de outubro de 2015. Dois anos antes ele já havia sido condenado por
tráfico de drogas pela Justiça brasileira.
A relação de cotistas das empresas do Grupo Aquilla de 2015 mostram
que Ortiz – por meio de pessoa física e de empresas – era um dos
cotistas do Aquilla Fundo de Investimento Imobiliário, o qual investiu
em cotas do fundo São Domingos, utilizado na operação de aquisição do
Banco Máxima, hoje Master.
A operação revela uma triangulação por meio da qual o narcotraficante
despontava, na prática, como investidor do banco de Vorcaro.
Segundo a fonte ouvida pelo ICL Notícias, Ortiz também estava por
trás do fundo Aquilla Veyrom FIM e do Brazilian Multimarketing
Investiments LLC, uma offshore sediada nas Bahamas.
“Oliver Ortiz era um investidor que adquiria terrenos por valores
bastante reduzidos na região da Baixada Fluminense e, posteriormente, os
integralizava em troca de cotas de fundos de investimento geridos pela
Aquilla e administrados pela Foco”, explicou a fonte do mercado
financeiro.
Segundo contou ao ICL Notícias, após a integralização, esses terrenos
passavam por avaliações a valor de mercado para compor o patrimônio dos
fundos. Com isso, o valor atribuído aos imóveis acabava sendo
multiplicado diversas vezes em relação ao preço originalmente pago por
Oliver Ortiz na aquisição dos terrenos, elevando significativamente o
patrimônio do investidor como cotista dos fundos. Essa é justamente um
tipo de fraude apontada pela PF na investigação sobre o Banco Master.
A Aquilla aparece vinculada a Oliver Ortiz em um processo que tramita
no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, envolvendo dois terrenos em
Queimados, na Baixada Fluminense (RJ).
Nesse caso, as empresas Agera Negócios Imobiliários Ltda. e Aquilla
Fundo de Investimento Imobiliário (FII) pedem à Justiça a retirada do
bloqueio que recai sobre os imóveis conhecidos como “Área A-2” e “Área
B”.
As empresas afirmam que adquiriram os imóveis em abril de 2012, por
meio de um contrato de promessa de compra e venda, assinado com Oliver
Ortiz e Yan Hirano (empresário que, segundo a fonte do ICL Notícias,
teria apresentado o narcotraficante a Benjamim Botelho). A reportagem
não conseguiu contato com Yan Hirano, o espaço segue aberto para sua
manifestação.
Por isso, sustentam que são as legítimas proprietárias e que o
bloqueio judicial no processo contra Oliver de narcotráfico não deveria
atingi-las.
O MPF, porém, aponta que 20% de cada terreno pertencia a Oliver e já
havia sido bloqueado judicialmente em 2013. Parte desses imóveis foi
usada em operações financeiras envolvendo fundos imobiliários. Além
disso, o MPF destaca que Oliver recebeu transferências de recursos,
adquiriu cotas de fundo imobiliário no valor de R$ 1,49 milhão e
participou de transações que envolveram a transferência de direitos
sobre imóveis e a entrada de bens ou dinheiro como capital em fundos,
incluindo o Aquilla.
Quem é o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz
O espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi preso em junho de 2013
no Rio de Janeiro, aos 35 anos de idade. Ele foi condenado, em dezembro
do mesmo ano, à pena de 16 anos de prisão pelos crimes de lavagem de
dinheiro e tráfico internacional de drogas.
As investigações apontaram que ele atuava no crime ao menos desde
2009, “liderando estrutura hierarquizada de envio de cocaína para a
Europa, eminentemente por via marítima, elaborando rotas e empreendendo
mergulhos, uma vez que é mergulhador”, segundo os autos do processo.
A investigação contra o espanhol contou com a cooperação de autoridades de Portugal, da Austrália e dos Estados Unidos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal no Rio de
Janeiro, para lavar o dinheiro que ganhou do tráfico, Oliver Ortiz
passou a adquirir imóveis no Brasil, declarados abaixo do valor real,
usou empresas de fachada e registrou bens em nome de laranjas.
A investigação comprovou que o narcotraficante era dono de coberturas
tríplex na Barra da Tijuca, casas noturnas e restaurantes no Rio de
Janeiro.
Em 20 de março do ano passado, a PF notificou Ortiz da decisão de sua
expulsão do Brasil, de acordo com a sentença proferida pela Justiça.
A política externa nas campanhas eleitorais e nas eleições presidenciais
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor. Nota sobre trabalhos anteriores sobre o o assunto
Desde que me tornei diplomata, tive naturalmente de adaptar minhas afinidades intelectuais com os temas acadêmicos da Sociologia Política, minha primeira área de especialização, para os assuntos típicos da carreira: relações internacionais, política externa e diplomacia do Brasil, relações econômicas internacionais (minha segunda área de pesquisa) e história diplomática, áreas nas quais escrevi muitos artigos, alguns livros e incontáveis participações em seminários, debates, mesas-redondas. Um dos temas da Sociologia Política que mantive foi, por justas razões, o das relações entre o Parlamento, os partidos políticos e os grandes temas de campanhas eleitorais com a política externa e a diplomacia brasileira. Escrevi muitos artigos sobre essas interações, e até mantive blogs especializados durante o período eleitoral, a exemplo desses dois, exclusivamente dedicados à área, mas com muitas outras inserções nos meus vários blogs, antes do Diplomatizzando, o que ficou nos últimos 20 anos. Cito estes três (mas tem muita coisa mais dispersas nos demais blogs):
Antes, entre eles e depois desses blogs dedicados precipuamente a essas eleições, inclusive as intermediárias (municipais), não deixei de fazer postagens, artigos, comentários e notas sobre eleições e seus grandes temas, geralmente na parte internacional, assim como sobre candidatos ou fatos específicos. Deixo de listar aqui os artigos e notas sobre eleições, programas partidários, posicionamentos de candidatos sobre assuntos de política externa ou diretamente diplomáticos pois seu número seria excessivo, ocupando várias páginas a título de registro mais ou menos completo. Mas alguns registros de trabalhos publicados, inclusive em números esparsos no Boletim da ADB (Associação dos Diplomatas Brasileiros), podem ser referenciados neste momento – aguardando uma listagem mais completa a ser preparada –, ademais das postagens que ainda podem ser encontradas nos blogs específicos referidos acima, como ilustração preliminar do que poder vir a ser um novo blog, e mais uma série mais abrangente de trabalhos sobre as eleições de 2026, que eu reputo como decisivas na presente conjuntura política, nacional e internacional do Brasil. Aqui vai um primeiro:
- 430. “A política externa nas eleições presidenciais: a plataforma de um governo PT”, Paris, 18 maio 1994, 4 p. Texto sobre as posições do PT em matéria de política externa, mencionando texto de Lula publicado no Boletim ADB. Inédito. Divulgado no blog Diplomatizzando (30/03/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/03/uma-analise-do-que-seria-politica.html).
Como registrado na data inicial, ele se refere à segunda tentativa do candidato Lula da Silva, em 1994, numa campanha também histórica, pois correspondeu à preparação do Plano Real, que praticamente consolidou a vitória de Fernando Henrique Cardoso, entre julho e outubro daquele ano. O trabalho só foi divulgado muitos anos depois. Lula, depois de eleito, quase triunfalmente se ouso dizer, em 2002, voltou de complicadas acusações de corrupção para uma segunda vitória em 2006, quando eu já tinha um blog específico para essa etapa. Dela seleciono apenas três textos, nem todos publicados:
- 1588. “A política externa nas campanhas presidenciais: antecipando o debate das eleições de 2006”, Brasília, 24 abril 2006, 4 p. Artigo introdutório ao debate sobre temas de política externa na campanha presidencial de 2006. Disponível Diplomatizando (post nº 376, link: http://diplomatizando.blogspot.com/2006/04/376-poltica-externa-nas-campanhas.html#links). Elaborado novo artigo a partir deste (trabalho nº 1609).
- 1609. “A política externa nas campanhas presidenciais”, Brasília, 24 maio 2006, 3 p. Revisão substantiva do trabalho 1588. Publicado em formato resumido no boletim ADB (ano XIII, nº 53, abril-maio-junho 2006, p. 8-9). Adaptado e publicado na revista Espaço Acadêmico (ano 6, n. 62, julho 2006; ISSN: 1519-6186).
- 1644. “Questões aos candidatos”, Brasília, 25 julho 2006, 2 p. Proposta de perguntas a serem submetidas aos quatro principais candidatos no próximo escrutínio presidencial para o Boletim ADB.
Nas eleições seguintes, eu tampouco estava no Brasil, mas em Shanghai, para uma missão transitória, e escrevi muito, mas seleciono apenas um texto, que ainda carece de ser publicado devidamente:
- 2114. “A Política Externa nas Eleições Presidenciais de 2010”, para Boletim ADB (jan.-mar. 2010); Relação de Publicados 957bis.
Com a vitória do PT, eleita a sucessora de Lula, tracei algumas considerações sobre sua possível política externa, por meio de um texto, que também vou publicar novamente:
Vou recuperar os textos mais representativos, e substantivos, sobre cada uma dessas campanhas eleitorais, com análises e discussão dos programas dos candidatos e seus reflexos no exercício de cada mandato presidencial, com vistas a preparar uma base de informação e discussão sobre o próximo embate eleitoral – eleições gerais e presidenciais – em outubro de 2026. Retornarei.
Jason Jay Smart Most Western analysis still treats Russia like a consumer-state: prices rise, living standards drop, public patience breaks, and the system cracks. But the Kremlin isn’t built to run on broad public consent. It runs on extractive revenue, coercive control, and a narrow circle of beneficiaries who have every incentive to keep the machine going. That’s why sanctions, while still important, often get oversold as a straight line to internal collapse. Jonathan Fink, host of the popular YouTube channel Silicon Curtain explains to Kyiv Post's Jason Jay Smart that they raise costs and friction across the economy, but they do not automatically threaten the people who actually decide, and the regime can absorb levels of loss that would end governments in democratic systems.
This is also why Moscow’s strategy is designed as an endurance contest. Attrition on the battlefield is paired with attrition against Western attention spans, budgets, and political cycles. The stabilizer inside Russia is not public enthusiasm, it is elite incentives and the bureaucracy and security apparatus that profit from wartime redistribution and the reshuffling of assets. The real inflection point usually arrives when elite interests take a direct hit or when the cash-and-control mechanisms that fund the inner circle start failing. If you want policy that works over the long term, you have to target regime durability and elite incentives rather than betting on predictable mass backlash. Different system, different breaking point.
Excelente entrevista do diretor para o Irã do International Crisis Group, Ali Vaez. Destaco o trecho acima, em que Vaez traça possíveis resultados para a guerra. São quatro:
1) Continuidade do regime atual dos aiatolás
2) Fim do regime dos aiatolás e ascensão de um homem forte das fileiras da Guarda Revolucionária
3) Guerra civil e caos
4) Transição democrática com sob a liderança do filho do xá Reza Pahlevi.
Desses quatro cenários, o menos provável é o quarto, porque o filho do xá “não tem base nem capacidade organizacional dentro do Irã”. Você já leu isso aqui.
Restam os três primeiros cenários, nenhum deles alvissareiro para os amantes da democracia. Para os iranianos, a escolha é entre o caos ou um velho ou novo regime autoritário.
Blog do Marcelo Guterman é uma publicação apoiada pelos leitores.