Acho que a Mafalda teve um acesso de riso descontrolado (mas não por culpa dela).
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 12 de julho de 2026
Autobiografia de um fora-da-lei: uma história do Estado brasileiro: publicados na série, de 1 a 5 - Paulo Roberto de Almeida
Autobiografia de um fora-da-lei: uma história do Estado brasileiro
Capítulos publicados na série, 2026, do n. 1 ao n. 5
Paulo Roberto de Almeida
Atualizada em 12 de julho de 2026
1645. “Autobiografia de um fora-da-lei, 1: a trajetória do Estado brasileiro”, Brasília, 5 maio 2026, 4 p. Introdução a uma biografia sincera de um contraventor da lei e dos bons costumes: o Estado brasileiro, narrada, de forma inédita, na primeira pessoa. Revista Será? (ano xiv, n. 710, 15/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1-a-trajetoria-do-estado-brasileiro/); divulgado no Diplomatizzando (15/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1.html). Relação de Originais n. 5303.
1647. "Autobiografia de um fora-da-lei, 2: o Estado visto por ele mesmo”, Brasília, 5 maio 2026, 4 p.; revisão: 20/05/2026. Uma questão de método: como o Estado pode escrever sua própria biografia? Revista Será? (ano xiv, n. 711, 22/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-2-o-estado-visto-por-ele-mesmo/); divulgado no Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-2-o.html). Relação de Originais n. 5304.
1650. “Autobiografia de um fora-da-lei, 3: do nascimento a tempos incertos”, Brasília, 6 maio 2026, 4 p. Das origens ao vice-reinado: uma trajetória colonial a serviço da metrópole. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 712, 5/06/2026; link: https://revistasera.info/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-3-do-nascimento-a-tempos-incertos/); divulgado no Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-3-do.html). Relação de Originais n. 5305.
1652. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 4: de colônia a Reino Unido ao de Portugal e uma promoção merecida a Império independente”, Brasília, 6 junho 2026, 4 p. Continuidade da série sobre a história do Estado brasileiro, para a revista Será? (ano xiv, n. 715, 26 junho 2026; link: https://revistasera.info/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-4-de-colonia-a-reino-unido-ao-de-portugal-e-uma-promocao-merecida-a-imperio-independente/); divulgado no blog Diplomatizzando (26/06/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/autobiografia-de-um-fora-da-lei-4-de.html); resumo comentado por Demoiselle IA, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz, registrado sob n. 5379; divulgado no blog Diplomatizzando (28/06/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/a-autobiografia-do-estado-relida-e.html). Relação de Originais n. 5342.
1654. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 5: como me livrei dos portugueses, mas acabei ficando com os oligarcas nacionais”, Brasília, 9 junho 2026, 4 p.; revisão 8 julho 2026, 5 p. Continuidade da série sobre a história do Estado brasileiro. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 707, 10/07/2026; link: https://revistasera.info/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-5-como-me-livrei-dos-portugueses-mas-acabei-ficando-com-os-oligarcas-nacionais/). Divulgado no blog Diplomatizzando (10/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-5-como.html). Relação de Originais n. 5347.
Capítulos aguardando publicação:
5394. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 6: chegando ao desafio da República”, Brasília, 9 julho 2026, 4 p. Continuidade da série, desta vez fazendo um resumo reflexivo, antes de prosseguir.
5396. “Autobiografia de um Fora-da-Lei, 7: o Barão em todos os seus estados”. Brasília, 10 julho 2026, 4 p. Mais um capítulo da história de um transgressor moderado.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 12 julho 2026, 2 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/autobiografia-de-um-fora-da-lei-uma.html)
Madame IA seguiu atentamente, a mando de Airton Dirceu Lemmertz, as minhas postagens durante a semana que passou
PRA: Eu até acho que ela está analisando e escrevendo melhor do que. Acho que vou contratar essa Demoiselle como assistente de escrevinhação: ela já absorveu todo o meu horror pelo bolsonarismo estúpido.
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Um chamado à razão em face da "polarização política"; o perigo maior vem de uma direita reacionária: texto de Carmen Lícia Palazzo
Um chamado à razão em face da "polarização política"
Transcrevo abaixo um texto que considero importantíssimo, de Carmen Lícia Palazzo, sobre as escolhas que se nos apresentam na próxima eleição presidencial, ao qual faço esta breve introdução (PRA)
Como a imensa maioria da população brasileira, especificamente do seu eleitorado, estou profundamente insatisfeito com a situação do Brasil, assim como das possibilidades que se nos apresentam como candidatos propositivamente viáveis.
Há um certo desalento com a falta de estadistas que discutam questões cruciais, de segurança, de prosperidade econômica, de possibilidades educacionais e, sobretudo, de superação dessa divisão política estéril, mas que persiste.
Expresso em primeiro lugar uma preocupação com a recusa das escolhas, com a negação do voto, com a abstenção nas urnas, pois a ausência de definição redundará justamente na continuidade do que temos de mais paralizante: a indiferença em face de opções difíceis de serem tomadas.
Já vimos em outros países, certamente nos anos 1930, e ainda agora, no país que se acredita o mais poderoso do mundo, como o apelo ao MEDO pode influenciar o voto de pessoas indecisas, provocando justamente o agravamento de problemas já existentes.
O negacionismo vacinal, o retorno a um passado que se considera desejável, a submissão da política externa a uma potência estrangeira, a mentira sobre supostas "virtudes familiares", o apelo a uma falsa religiosidade de ocasião, o oportunismo rasteiro que esconde a desonestidade no uso dos recursos públicos, tudo isso deve servir de alerta contra uma volta ao passado recente, à mesma tropa de meliantes políticos que tentaram destruir a democracia no Brasil, assim como o vulgar dirigente da América do Norte está destruindo a da mais velha República do hemisfério, o que já se tornou realidade.
Recomendo a leitura atenta dos argumentos apresentados abaixo, seguida de uma reflexão ponderada sobre os maiores riscos à racionalidade e à governança do Brasil.
Paulo Roberto de Almeida
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Agora a postagem de Carmen Lícia Palazzo:
“Sou, obviamente, contrária a toda e qualquer ditadura, seja ela de esquerda ou de direita. No entanto, no mundo atual, já ficou mais do que evidente que o grande risco é semelhante ao que ocorreu na Europoa antes da II Guerra, o de uma direita fascizante estar se esgueirando pelas frestas de todos os descontentamentos, até que alcance o poder e instaure o que de mais abjeto e horrendo já se viu no passado.
É sob o disfarce de "valores de família", de "controle de uma juventude imoral" e outras bandeiras semelhantes que o que há de pior vai ganhando espaço. Não se busca nenhum benefício para os deserdados do mundo, não haverá nenhum avanço em áreas sociais, mas apenas a mais total e completa barbárie repressiva, que se imiscui incluive nas vidas privadas de cada um.
Fico pasma de ver a desonestidade de alguns ditos intelectuais comparando negativamente Xi Jinping e Trump. É ignorância? Não, da parte de gente inteligente é má fé mesmo. O que a China tem alcançado em matéria de avanços que são compartilhados com a maioria da sua imensa população, os cuidados na saúde e o empenho para que a Educação alcance efetivamente a todos é o oposto do que o sujeito monstruoso, imoral que governa os EUA deseja e faz. Ter colocado o Kennedy na Saúde, estar em queda livre na taxa de vacinas e com doenças que estavam erradicadas retornando é crime. Isso sem falar em suas barbáries internacionais.
E, aqui dentro, na nossa política, só pessoas igualmente desonestas ou de extremo desconhecimento de tudo e, quem sabe, com graves problemas pessoais que as impedem de ver com clareza a situação, é que podem, ainda agora, dar apoio a políticos do PL e ao bolsonarismo. No entanto, o que vejo e que me assusta, é muitos supostamente neutros e que se dizem desencantados com a política em geral, agindo com o famoso "passar pano" nesse tipo de gente, abrindo espaço para que cheguem inclusive ao Congresso, criaturas como os apadrinhados do Valdemar, do Bolsonaro e agora da tal nova ala das "mulheres da Michelle".
Não se iludam, tudo isso é assustador. Não é engraçado, não é motivo para chacota, não é circo. Circo é arte. É decente. Essa gente é o "fascismo eterno" retornando em roupagens modernas. Essa gente é perigosa e está em diversos setores. Essa gente tentou tomar o MEC e a Saúde, duas áreas cruciais e de dificílima administração, em qualquer país do mundo. Raramente atuam muito bem e têm problemas graves (não só no Brasil), mas nada, absolutamente nada é mais perigoso do que ter fascistas na Educação e na Saúde. E pior ainda quando eles manipulam a população mais simples e menos informada.
Grandes especialistas (estudo o assunto, não falo sem conhecimento, leio muito, muitíssimo) estão mostrando que, no século XXI, o pensamento fascizante se apoia em lideranças supostamente religiosas. Não era o caso do nazi-fascismo do século XX, que tinha um discurso sobre valores da família, mas sem apoio formal de igrejas, até porque não havia tal disseminação das tais "igrejas"como atualmente. No entanto, nos EUA, católicos e protestantes, tantos os chamados de históricos quanto os neopentecostais, não estão apoiando o Trump. Por lá, igrejas como a Católica, a Presbiteriana e várias outras denominações protestantes têm demonstrado a maior DIGNIDADE e CORAGEM, inclusive em defesa dos imigrantes contra a horrenda e criminosa atuação das milícias do ICE. Infelizmente aqui, com a proliferação de "igrejas" em cada esquina e grande parte delas com discursos assustadoramente preconceituosos, muita gente que ignora o que elas representam ainda participam de suas atividades e seguem seus líderes. E mesmo que a cada dia um desses líderes, dito religioso, se revele desonesto, assediador, mau caráter e milionário à custa de falcatruas bem mais rentáveis para eles do que os famosos dízimos. E, no entanto, muitas dessas "igrejas"continuam repletas de "fiéis".
A situação é grave, mesmo que o Flávio não vá se eleger. E é grave porque essa gente fascizante está tomando o Congresso Nacional. Não minimizem os riscos como sendo apenas casos de piada, de ignorância, de pessoas que vemos como "toscas". Essa extrema-direita pode até ser realmente tosca, mas tem muito dinheiro, já ganhou o apoio de algumas pessoas de formação técnica em certas áreas, que falam de "eficiência", de "reformas", de "limpeza", no entanto estão é promovendo um extremismo retrógrado e assustador.
Como há gente que não se dá conta disso?
Estudaram mal a História?
Não entenderam tudo o que a Europa já passou?
O texto é enorme, mas achei necessário, e foi motivado por que me dei conta de que ainda há muitas pessoas que eu conheço e que, sendo supostamente defensoras de um dito futuro melhor para o Brasil, estão apoiando o que há de mais vil, de mais ignóbil. E, se não os apoiam abertamente, abrem espaço para que tais criaturas ocupem cada vez mais espaços. Em breve pautas importantes sobre as mulheres, as crianças, a diversidade, a laicidade serão DESTRUÍDAS em nome da tal "limpeza", da tal "moralização" e outros "motes"bradados por eles, mas que nada têm a ver com a verdadeira decência.
CUIDADO!
Discursos supostamente bonitos, bem estruturados e que apelam aos SENTIMENTOS da população e também aos seus MEDOS podem ser PERIGOSÍSSIMOS.""
Carmen Lícia Palazzo
Na morte de José Van Den Besselaar - Francisco José dos Santos Braga
Transcrevo, do blog do eminente estudioso de São João del-Rei, Francisco José dos Santos Braga, uma postagem do maior interesse para os estudos históricos do Brasil, no que concerne o Padre Antonio Vieira e um dos seus maiores estudiosos holandeses, começando justamente pela sua nota de divulgação:
"Prezad@,
Link: https://saojoaodel-rei.blogspot.com/2026/07/na-morte-de-jose-van-den-besselaar.html
Cordial abraço,
Francisco Braga
Gerente do Blog de São João del-Rei"
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sexta-feira, 10 de julho de 2026
Na morte de JOSÉ VAN DEN BESSELAAR
Transcrevemos, com a devida vênia da revista COLÓQUIO/Letras. Letras em Trânsito, matéria publicada no nº 125/126, Jul. 1992, p. 336.
“O profetismo é uma tentativa de dar sentido à história dum povo ou da humanidade. Sempre me interessou examinar como é que essa tentativa tomou forma na história cultural do Ocidente.”
“Desejo terminar esta lição com uma variante a uma afirmação de Vieira. Passando a vista sobre o que foi a minha vida, acho nela razões para rir ou para chorar, para me espantar ou para me embravecer, mas sobretudo para estar grato a Deus por todo o bem que me deu. Com o subir dos anos, cresce de fato o meu convencimento de que quase tudo numa vida humana é graça, bem pouco mérito próprio.”
* Editor, nasceu em 1959. Estudou Português e Direito Internacional na Universidade Católica de Nijmegen e Direito Holandês na Universidade Católica de Tilburg. Autor da tese de doutoramento apresentada à Universidade Católica de Nijmegen, Holanda, intitulada ANTÓNIO VIEIRA: Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda, que teve como orientador José van den Besselaar e com a qual obteve o grau de doutor. Trabalhou como tradutor e revisor para a União Europeia em Bruxelas e, atualmente, ocupa um cargo de gestão no Instituto Europeu de Pesquisa Ferroviária da União Internacional de Ferrovias, em Utrecht, nos Países Baixos.
² Possuo o Propylaeum Latinum (São Paulo: Editora Herder, 1960) que se compõe de dois volumes: o primeiro (abrangedo a sintaxe latina superior com 442 páginas) e o segundo, leitura-exercícios-vocabulário com 304 páginas. Nesta obra, Besselaar adaptou uma vertente germânica da gramática latina tradicional e utiliza noções e procedimentos oriundos da linguística histórico-comparativa para a didática do Latim.
III. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BECCARI, Alessandro: José van den Besselaar (1916-1991) e seu Propylaeum Latinum, Curitiba: Revista Letras, UFPR, nº 104, pp. 125-144, jul/dez 2021
Link: https://revistas.ufpr.br/letras/article/view/80236/45501
BRAGA, Francisco J.S.: A MESTRA DA VIDA, texto retirado do capítulo VI do livro Introdução aos Estudos Históricos, 4ª edição, São Paulo: EDUSP, 1974, pp. 103-114 e publicado no Blog de São João del-Rei, em 24/01/2024
Link: https://saojoaodel-rei.blogspot.com/2024/01/a-mestra-da-vida.html
FREIRE, José Geraldes: In memoriam de José van den Besselaar (1916-1991), in NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS - Universidade de Coimbra (disponível na Internet)
SMULDERS, Frits: Na Morte de José van den Besselar, in Revista Colóquio | Letras. Letras em Trânsito, nº 125/126, Jul 1992, p. 336.
sábado, 11 de julho de 2026
China diminui distância dos EUA no design de chips, mas ainda tropeça na fabricação (The Economist)
China diminui distância dos EUA no design de chips, mas ainda tropeça na fabricação
The Economist, 10jul26
Taipei (Taiwan)
Quando a elite da indústria de chips desembarcou em Taipei no mês passado para a Computex, feira anual do setor, dois temas dominaram as discussões. O primeiro foi a inteligência artificial, que transformou os semicondutores em uma das indústrias mais lucrativas do mundo. O segundo foi a China. Os fabricantes chineses estavam ausentes, mas sua sombra era longa.
O fascínio pela China é fácil de explicar. Uma semana antes da Computex, a Huawei, campeã chinesa em hardware tecnológico, revelou uma técnica que empilha camadas de circuitos em um chip para obter melhor desempenho sem depender das mais recentes ferramentas de fabricação ocidentais.
Os investidores também estão sinalizando confiança no país. Os preços das ações de empresas de semicondutores na bolsa de Hong Kong subiram 140% no último ano, superando um índice americano comparável. Alibaba e Baidu, dois gigantes chineses da internet, pretendem desmembrar seus negócios de design de chips. A CXMT, fabricante de chips de memória, está preparando uma oferta pública de ações.
O potencial da China para autossuficiência na fabricação de chips é uma das maiores questões da indústria. A resposta importa porque o "compute" —os processadores e memórias que treinam e executam modelos de IA— tornou-se a moeda do poder tecnológico.
No final de 2025, a China tinha apenas cerca de um sétimo da capacidade de computação dos Estados Unidos. Fechar essa lacuna exige dominar duas atividades muito diferentes: projetar chips e fabricá-los. A China fez progressos notáveis na primeira. Na segunda, ainda tem um longo caminho a percorrer.
A China costumava estar muito atrás no design de chips. Até 2023, a americana Nvidia, que domina o mercado de chips de IA, atendia cerca de 90% da demanda chinesa. Os controles de exportação mudaram isso. Desde que os EUA restringiram as vendas de chips avançados para a China em outubro de 2022, a política americana tem oscilado. A resposta da China, por outro lado, não vacilou: os reguladores têm consistentemente distanciado as empresas domésticas dos chips estrangeiros, mesmo quando são legalmente obtidos.
O resultado foi um mercado interno protegido. Alibaba e Baidu estão projetando processadores internamente, enquanto startups como a Cambricon prosperaram com concorrência limitada. Projeta-se que os designers domésticos capturem cerca de quatro quintos dos gastos na China com chips de IA este ano. Qingyuan Lin, da corretora Bernstein, brinca que os EUA fizeram mais para fortalecer a indústria de semicondutores da China do que o próprio governo do país.
O mercado chinês é grande o suficiente para sustentar uma indústria. Espera-se que os gigantes locais de nuvem gastem mais de US$ 400 bilhões em infraestrutura de IA nos próximos três anos, grande parte em computação. Também há rumores de que o governo está planejando outros US$ 295 bilhões em gastos com data centers ao longo de cinco anos.
A China também tem muitas pessoas com as habilidades certas. Muitos designers de chips chineses ganharam experiência trabalhando para empresas americanas como Nvidia e AMD. Kyle Chan, do Brookings Institution, avalia que atualmente há tantas opções no mercado que até pequenas startups conseguiriam recrutar equipes inteiras de design.
E os designers talentosos estão encontrando maneiras de avançar mesmo em meio às sanções. Uma saída é usar a força bruta. O sistema CloudMatrix da Huawei conecta 384 processadores Ascend da empresa para desafiar os mais recentes sistemas de IA da Nvidia (embora consuma quatro vezes mais energia).
Outra é a integração mais estreita de hardware e software. Em abril, a DeepSeek lançou um modelo de linguagem grande ajustado para o silício da Huawei. Os designers chineses também estão adotando o FP8, um formato de dados de menor precisão que ajuda os modelos a rodar eficientemente em chips menos potentes.
A Huawei também está trabalhando para minar a vantagem da Nvidia com o CUDA, software amplamente utilizado na indústria. Sua plataforma própria, a CANN, foi projetada para facilitar a transição de chips da Nvidia.
Mas tal engenhosidade só pode levar a China até certo ponto. A Bernstein observa que o chip top de linha da Huawei, o Ascend 910C, entrega apenas quatro quintos do desempenho do H100 da Nvidia, lançado há quase quatro anos. Os chips nacionais competem principalmente com os processadores ultrapassados que a Nvidia é autorizada a vender na China. Eles também estão majoritariamente confinados à "inferência" —executar modelos existentes— em vez da tarefa muito mais exigente de treinar IA de fronteira do zero.
Com os avanços de design, a distância que resta entre as duas nações está na esfera da fabricação. Processadores mais rápidos exigem linhas de produção mais avançadas. Os designers chineses estão proibidos de usar os processos mais recentes de foundries (fábricas especializadas que produzem os chips para outras empresas inserirem em seus produtos) como a TSMC.
As foundries domésticas, impedidas de comprar equipamentos de litografia ultravioleta extrema (EUV) da holandesa ASML, não conseguem produzir em massa de forma confiável chips com transistores menores que sete nanômetros (o estado da arte é de 3 nanômetros para baixo). Mesmo para chips menos avançados, a capacidade é limitada.
Consequentemente, a demanda da China por processadores de IA supera em muito o que ela consegue obter. Um analista da empresa de pesquisa Citrini, Zephyr (nome fictício) diz que as empresas chinesas compensam a escassez alugando capacidade de nuvem no exterior ou contrabandeando chips.
A memória avançada é outro gargalo. Quase toda a memória de alta largura de banda (HBM) necessária para IA é fabricada por três empresas: a americana Micron e as sul-coreanas Samsung e SK Hynix.
Os chineses estão gastando muito para tentar alcançar seus pares ocidentais. Desde 2019, as importações anuais de equipamentos de fabricação de chips triplicaram para US$ 39 bilhões, cerca de 40% da demanda global. Grande parte dessa fatia é destinada para produção de chips mais antigos, mas uma fração está sendo usada para fabricação avançada.
Ao mesmo tempo, empresas locais como Naura e AMEC agora oferecem alternativas competitivas para ferramentas em etapas críticas como deposição química, corrosão e limpeza de wafers. A China está até avançando em HBMs. A empresa de pesquisa SemiAnalysis espera que a participação da CXMT na produção global de HBM suba de quase nada hoje para cerca de 12% até 2028.
Ainda assim, apesar de todo o progresso, o impulso de autossuficiência da China esbarra em um muro com a litografia EUV, essencial para imprimir circuitos minúsculos. Apesar de anos de acesso às máquinas de ultravioleta profundo (DUV) mais antigas da ASML, a China ainda não produziu um equivalente doméstico.
A maioria das estimativas da indústria coloca um EUV fabricado na China a cerca de uma década de distância, embora o departamento de comércio dos EUA acredite que o país pode ter obtido uma máquina ilicitamente.
Sem essas impressoras avançadas, os fabricantes de chips chineses estão buscando soluções alternativas para extrair mais desempenho das máquinas DUV. Uma opção é o "multi-patterning", que expõe repetidamente um único wafer de silício a múltiplas passagens de uma ferramenta de litografia. Isso grava características menores, mas eleva custos, desacelera a produção e aumenta a chance de defeitos.
Outra é o empacotamento avançado, que conecta múltiplos chips feitos com tecnologia mais antiga em um único sistema. O anúncio da Huawei antes da Computex sinalizou que a empresa estava buscando se aproximar do desempenho de ponta usando ferramentas DUV mais antigas.
Embora a China ainda esteja a alguma distância da fronteira tecnológica da fabricação de chips, seu progresso não deve ser ignorado. Basta olhar para a Apple: em meio a uma piora na escassez de chips de memória, a dona do iPhone está buscando permissão do governo americano para comprar memória de geração anterior da CXMT.
Se obtiver aprovação, uma empresa americana estará ajudando a financiar justamente a indústria que seu governo passou anos tentando conter.
THE ECONOMIST
A reindustrialização verde - Carlos Augusto Dias de Carvalho
Importante trabalho recapitulativo, expositivo e programático, sobre a Nova Indústria Brasileira (NIB), na verdade agroindústria, que parece ser o futuro da nossa economia:
A REINDUSTRIALIZAÇÃO VERDE
Carlos Augusto Dias de Carvalho
Mestre em Economia pela Fundação Getúlio Vargas/RJ (1982). Economista aposentado do Banco Central.
Introdução
Nosso ponto de partida é histórico-econômico. A humanidade está vivendo uma transição da matriz energética (rejeitando o carvão e o petróleo) equivalente às grandes revoluções industriais do passado.
• O Salto Qualitativo (Padrão Shumpeteriano):
O Brasil não deve usar a energia renovável para recriar indústrias com processos produtivos já exauridos (a velha indústria poluidora ou de montagem simples). Inspirados em Joseph Schumpeter, defende-se uma destruição criativa: a introdução de inovações disruptivas que incorporem tecnologia na fronteira do conhecimento, à semelhança dos veículos movidos por biocombustíveis e motores eletrificados.
(...) (12 p.)
Ler a íntegra neste link:
https://reflexoesinquietas.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-reindustrializacao-verde.pdf
Compare 8 modelos de IA - Airton Dirceu Lemmeertz
Considere os seguintes 8 modelos de IA (inteligência artificial): Gemini (Google); ChatGPT (OpenAI); Perplexity; Llama (Meta); Copilot (Microsoft); Claude (Anthropic); Grok (xAI); DeepSeek. Apresente as vantagens de cada modelo de IA em comparação aos demais sete modelos citados. E, ainda, apresente as desvantagens de cada modelo de IA em comparação aos demais sete modelos mencionados.
- Vantagens: Ecossistema de plugins mais maduro do mercado (GPTs personalizados); ferramentas de voz nativa ultra-realistas avançadas; alta capacidade de raciocínio lógico em tarefas gerais e escrita criativa. [1, 2]
- Desvantagens: Planos pagos restritivos para recursos de ponta; menor janela de contexto em comparação ao Gemini e Claude; código totalmente fechado e proprietário. [1, 2]
- Vantagens: A maior janela de contexto nativa do mercado (capaz de processar milhões de tokens simultaneamente); integração perfeita com o ecossistema Google Workspace (Docs, Drive, Gmail); processamento multimodal nativo altamente eficiente. [1, 2, 3]
- Desvantagens: Alinhamento ético e filtros de segurança frequentemente considerados excessivamente rígidos, gerando recusas de respostas; menor precisão em geração de código complexo quando comparado ao Claude.
- Vantagens: Excelente em pesquisa web em tempo real com citações diretas de fontes confiáveis; interface otimizada para descoberta de fatos e curadoria de notícias; consolida dados de múltiplos modelos em background. [1, 2, 3, 4, 5]
- Desvantagens: Capacidade limitada para tarefas puramente criativas ou redação de textos longos e originais; não possui ferramentas nativas para desenvolvimento de software complexo; dependência total de conexões ativas de rede.
- Vantagens: Modelo de código aberto de uso gratuito (open-weights), permitindo customização, ajuste fino (fine-tuning) e execução local em servidores privados; controle total sobre a privacidade dos dados corporativos. [1, 2]
- Desvantagens: Exige infraestrutura de hardware própria e cara para rodar as maiores versões; o aplicativo web de consumo (Meta AI) é mais simples e possui menos integrações comerciais que o ChatGPT e Copilot.
- Vantagens: Integração nativa profunda com o ecossistema Microsoft 365 (Word, Excel, PowerPoint, Teams); acesso gratuito a modelos de ponta com navegação ativa no Bing; excelente para o ambiente corporativo tradicional. [1]
- Desvantagens: A interface web pode ser poluída e lenta; restrições severas de formatação e limites rígidos de turnos por conversa em sua versão gratuita.
- Vantagens: Melhor qualidade de escrita acadêmica, nuances de linguagem e tom humanizado; capacidade excepcional para analisar, revisar e gerar códigos de programação limpos; excelente interpretação de documentos longos.
- Desvantagens: Limites de uso diários muito rígidos na versão gratuita; não possui geração de imagens nativa competitiva; menor presença de ferramentas e plugins de terceiros. [1, 2, 3, 4, 5]
- Vantagens: Acesso em tempo real aos dados e postagens da plataforma X (antigo Twitter); tom de resposta personalizável (modo humorístico/sarcástico); menor nível de censura política ou ideológica nas respostas.
- Desvantagens: Fortemente acoplado à plataforma X; pode propagar informações falsas ou enviesadas coletadas diretamente das redes sociais sem a devida filtragem científica; ecossistema de produtividade limitado. [1]
- Vantagens: Altíssima eficiência em matemática avançada, lógica pura e geração de código (coding); custo de API extremamente agressivo e barato para desenvolvedores; modelos compactos com excelente desempenho relativo.
- Desvantagens: Interface de usuário ocidental menos polida e com menos recursos visuais integrados; menor foco em escrita criativa e redações de marketing em línguas ocidentais; suporte a ecossistemas corporativos ocidentais reduzido. [1, 2, 3, 4]
Mal comparando… Quem manda na Mafia americana? - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA
Mal comparando…
Quem manda na Mafia americana?
Nos anos da Lei Seca (1919-1934), resultado do puritanismo idiota dos evangélicos americanos, a Mafia ascendeu ao máximo do seu poder politico e social, com dinheiro e armas para comprar ou coagir policiais, chefes de polícia, procuradores, juízes, representantes do povo no Congresso, talvez até algum “ministro” (chefe de Departamento federal).
Foi duro, mas o FBI conseguiu, depois de uma longa e dura luta, desmantelar parte do poder da Mafia nos cassinos, nos portos, nos sindicatos, até em Las Vegas (Fidel Castro tomou conta dos cassinos da Mafia na ilha), que atualmente é só uma cidade de espetáculos e cantores (com um movimento pífio nas apostas).
Mas a Madia não desapareceu, e não estou falando da Mafia irlandesa, judia (existe!), italiana, calabresa, siciliana (são diferentes). Estou falando da Mafia do MAGA, dos seus profetas mais elevados, da mais alta cúpula dos que controlam os milhares de “soldados rasos”, que lotam os comícios, mas não mandam nos palanques, dominados pela tropa de escribas que fizeram o documento debiloide de campanha.
Essa Mafia é a que vai terminar de afundar o barco do trumpismo delirante, ainda mais demencial do que foi aqui nestes pagos o bolsonarismo olavista.
A Mafia está com tudo e agora que temos outras organizações terroristas vão finalmente deixá-la em paz.
Afinal de contas ela já está no governo e, portanto, ocupa o poder.
Proxima etapa, Mount Rushmore, para eternizar na pedra a gloria da estupidez no poder. Nunca antes na história dos EUA, poderia dizer o contraparte da simpatia “química”!
O tempora, o mores!
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 11/07/2026
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- Quem manda na cúpula: O poder real não está nas mãos dos militantes que lotam os comícios (descritos como "soldados rasos"). Quem comanda o topo são os "profetas mais elevados" e a "tropa de escribas" responsáveis pela criação dos documentos, diretrizes e narrativas ideológicas da campanha trumpista. [1, 2]
- Ocupação do aparato estatal: Diferente do século passado, quando os gângsteres operavam às margens da lei tentado comprar o Estado, a crítica aponta que essa nova "máfia" já ocupa o governo e o poder central.
- Institucionalização do radicalismo: O autor faz um paralelo direto entre o "trumpismo delirante" e o "bolsonarismo olavista" que ocorreu no Brasil, classificando o movimento atual como algo ainda mais demencial. Com o foco do aparato de segurança voltado para combater outras organizações terroristas, essa ala política ganha passe livre para operar dentro das próprias instituições. [1, 2]
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