De onde menos se espera, a história se repete num grau superior de burrice
Paulo Roberto de Almeida
E eu que pensava que o nosso bizarro chanceler acidental da era do horroroso e esquizofrênico bolsolavismo diplomático fosse único no mundo, e eis que surge um “irmão gêmeo” colombiano, ainda mais fanático no trumpismo exacerbado do que o bobalhão que quase destruiu o Itamaraty entre janeiro de 2019 e março de 2021.
Tem uma diferença, porém: o futuro chanceler colombiano parece ser um extremista fundamentalmente estúpido, enquanto o chanceker bolsolavists era até um cara com muitas luzes e leituras, mas um fanático religioso, um submisso integral, aceitando ser mandado por estúpidos monumentais (como o pai e o filho O3), dominado e subserviente ao extremo a ignorantes hors concours, no que deveria ser humilhante para alguém que lia filósofos alemães e historiadores clássicos.
Nosso chanceler acidental era um ser angustiado, pois tinha de se dobrar à cavalgaduras relinchantes, ao passo que o colombiano parece ser feliz ao repetir as estupidezes trumpistas.
O Brasil já recuou muito na burrice e na mediocridade; agora parece ser a vez dos colombianos.
Tem outra diferença entre os direitistas tradicionais da Europa, que são pessoas razoavelmente educadas, sabendo até falar direitinho, e essa extrema-direita americana e latino-americana, que parece ter cérebro de galinhas e a agilidade de amebas das profundezas sombrias mais escondidas do pré-cambriano.
Vou ter de voltar a escrever novos capitulos de meu livro Miséria da Diplomacia, agora no contexto hemisférico? Help me God!
Paulo Roberto de Almeida
Brasilia, 10/07/2026
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