sábado, 18 de julho de 2026

Demissão do ministro da Defesa da Ucrânia; Mykhailo Fedorov, uma personalidade feita de "material presidencial", como se costuma dizer...

 Uma importante mudança política na Ucrânia, que vai impactar o seu futuro político, talvez militar, mas a Ucrânia já venceu esse confronto com o seu agressor muitas vezes maior. O ministro da Defesa demitido por Zelensky é um futuro presidente, numa Ucrânia cuja nova identidade política nacional e internacional ele ajudou a criar e a reforçar. Continuo seguindo os assuntos da Ucrânia e mais uma vez gostaria de deixar registrado minha tremenda decepção com a política externa do Brasil em relação a essa guerra de agressão, não envolvo a diplomacia brasileira nessa decepção, mas a postura indigna do governo Lula em face de uma violação brutal da Carta da ONU e dos princípios mais elementares do Direito Internacional que esse governo não respeita, e até colabora com o agressor.
Como sempre, assino embaixo do que escrevo:
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18/07/2026

volodymyr zelensky
Julio Tuazon

Yesterday [16/07/2026], Ukraine lost its best Minister of Defense—but gained its strongest presidential contender. In full view of the public, Mykhailo Fedorov demonstrated that he is no longer just a top manager or a brilliant technocrat—he has become a seasoned politician. So, thank you, President Zelensky.
Yesterday, Mykhailo Fedorov held a press briefing.
The key takeaway: he handled everything intelligently.
He thanked President Zelensky in a restrained manner, made no accusations, did not complain, and repeatedly emphasized: “This is not about me. This is about the Ukrainian soldiers who will die if reforms do not continue.”
Using a professionally prepared presentation, he explained his reforms in great detail.
He outlined what he had not yet managed to accomplish during the six months he served in office.
He explained his disagreements with Commander-in-Chief Oleksandr Syrskyi in a way that, in the author's view, left little room for rebuttal.
Overall, Fedorov came across as an experienced politician with a fully formed public image—someone who could run for office tomorrow. At just 35 years old, he has no need to rush. He avoided confrontation and expressed his willingness to continue working even with General Syrskyi.
Most remarkably, he delivered the briefing almost entirely off the cuff, having had only one day to prepare. To make things even more unusual, not only journalists but also members of parliament showed up. That is virtually unheard of, since press briefings are normally intended for the media. Petro Poroshenko, meanwhile, appears eager for Fedorov to become the leader of his political camp, seemingly ready to shift his support away from Valerii Zaluzhnyi. But Fedorov joked about it himself: “What’s going on? People will think I’m a Poroshenko supporter...”
According to online polls cited by the author, Fedorov's approval rating yesterday surpassed President Zelensky's. Whether that surge lasts or not remains to be seen, but the author argues that, as of yesterday, the ranking of Ukraine's leading politicians looks like this:
1. Volodymyr Zelensky
2. Mykhailo Fedorov
3. Valerii Zaluzhnyi
4. Kyrylo Budanov
In the author's view, Mykhailo Fedorov has now become an independent political figure. Professionally, he may still be part of the president's team—if he chooses to remain—but politically, they are now competitors. The author believes President Zelensky failed to anticipate this outcome and that dismissing Fedorov was a major political mistake with serious consequences for his own position.
Can the situation still be reversed? Fedorov says it can. He wants to preserve at least some chance of continuing military reforms and may even be willing to sacrifice a political career for that goal. But, as the author concludes, life rarely offers the chance to undo such turning points. 

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Comments Gemini AI:  

Resumo Crítico da Mudança Ministerial na Ucrânia e Reflexos Geopolíticos
O quarto texto debruça-se sobre a destituição de Mykhailo Fedorov do Ministério da Defesa da Ucrânia pelo presidente Volodymyr Zelensky, interpretando o evento como uma alteração tectônica nas forças políticas internas de Kiev em meio ao conflito militar com a Rússia. A análise minuciosa da coletiva de imprensa realizada por Fedorov demonstra que o gestor de 35 anos logrou êxito em transitar de uma percepção puramente técnica e tecnocrática para se consolidar como um ator político amadurecido e independente. Ao adotar uma postura de comedimento, agradecendo de forma contida ao mandatário e focando no imperativo de dar continuidade às reformas estruturais das Forças Armadas para poupar as vidas dos combatentes no front, o ex-ministro angariou o apoio de setores da oposição, como o grupo liderado por Petro Poroshenko. A formulação de suas discordâncias em relação ao comandante em chefe, general Oleksandr Syrskyi, deu-se de forma metodologicamente robusta, o que resultou em uma elevação imediata de seus índices de aprovação popular acima dos patamares de Zelensky, tornando sua demissão um evidente erro de cálculo político por parte do Executivo. Em uma dimensão correlata, o texto incorpora as reflexões críticas de Paulo Roberto de Almeida sobre a postura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva perante o conflito. O analista opera uma distinção conceitual nítida entre o corpo profissional do Itamaraty e as diretrizes ideológicas do Planalto, qualificando a conduta presidencial como leniente com o Estado agressor. Essa ambiguidade é criticada por violar frontalmente a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional, comprometendo a credibilidade do Brasil frente às democracias ocidentais.

 

 

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