segunda-feira, 27 de julho de 2026

A Ascensão da China e os Dilemas da Política Externa Brasileira - Paulo Roberto de Almeida

Uma palestra que já fiz, no mês passado a alunos de um curso preparatório à carreira diplomática:

 5377. “A Ascensão da China e os Dilemas da Política Externa Brasileira”, Brasília, 28 junho 2026, 11 p. Texto-guia para Aula Master do Instituto Diplomacia, online, em 29/06/2026. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/169392117/5377_A_Ascens%C3%A3o_da_China_e_os_Dilemas_da_Pol%C3%ADtica_Externa_Brasileira_2026_)

A Ascensão da China e os Dilemas da Política Externa Brasileira 

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Texto-guia para Aula Master do Instituto Diplomacia em 29/06/2026 

 

Recebo como sugestão de Aula Master no Instituto Diplomacia um título que tem duas dimensões completamente diferentes, mas que tem tudo para serem complementares um com o outro: “A Ascensão da China e os Dilemas da Política Externa Brasileira”, sendo que o primeiro termo constitui um processo próprio, completamente independente do segundo, que, no entanto, pode ter relações com o primeiro, dadas as intensas relações entre os dois países, estimuladas no último meio século, depois de um afastamento secular.

A China já era o reino mais avançado do mundo quando os navegantes europeus começaram a lançar suas embarcações em busca das famosas riquezas de Cathai, descritas por Marco Polo desde o século XIII, fascinado pela corte do mongol Kublai Khan. Ela já era, também, a economia tecnologicamente mais desenvolvida, tendo descoberto as grandes invenções que seriam incorporadas às explorações europeias e, logo depois, à sua revolução científica, abrindo o caminho para a primeira revolução industrial, que a China, por falhas de seus imperadores, ignoraria, passando incólume pelas contradições sociais do primeiro capitalismo, distintamente europeu, não apenas pelas máquinas a vapor, mas sobretudo pelas inovações institucionais e políticas. A China permaneceu um império despótico, e com isso falhou também a segunda revolução industrial no final do século XIX, aprofundando um declínio que tinha começado com as guerras do ópio, seguidas pelas humilhações dos tratados desiguais, que continuaram impérvios durante as duas invasões japonesas, e que só foram eliminados por imperativos ocidentais durante a Segunda Guerra Mundial.

Nesse intervalo de pouco mais de duzentos anos, o Brasil emergiu de sua antiga condição colonial, conquistou sua independência política, mas preservou suas estruturas econômicas tradicionais, baseadas na exploração dos recursos naturais e no cultivo ou extração de produtos de base, até o início da industrialização em meados do século XX, quando a China também adquiriu sua autonomia política, mas sob a égide da construção de um socialismo de tipo soviético, o que a atrasou um pouco mais no caminho de sua modernização econômica e social. O Brasil deu início a um processo de industrialização por substituição de importações, com a internalização excessiva de sua produção, até o ponto de esgotar as possibilidades nesse terreno e começar a produzir inflação e dívida externa, precipitando uma crise estrutural em sua dinâmica de crescimento que até hoje talvez não tenha sido absorvida completamente, a despeito do Plano Real e de alguma ordem no plano fiscal, mas com uma pequena inserção na economia internacional.

(...)

Ler o texto completo neste link: 

https://www.academia.edu/169392117/5377_A_Ascens%C3%A3o_da_China_e_os_Dilemas_da_Pol%C3%ADtica_Externa_Brasileira_2026_ 

 


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