Dificilmente o Brasil vai conseguir escapar de uma monumental crise financeira que já se perfila no horizonte, como argumenta Ricardo Bergamini:
A imoral e desumana Previdência Social do Brasil
Ricardo Bergamini
Em 2025, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 98,0 milhões de participantes (64,3 milhões de contribuintes e 33,7 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 321,0 bilhões (déficit per capita de R$ 3.275,51).
Resumo do resultado previdenciário de 2025 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 119,6 bilhões; governos estaduais (civis e militares) e governos municipais déficit previdenciário de R$ 141,5 bilhões Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 261,1 bilhões.
Em 2025, o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF, FCDF e 2.125 municípios mais ricos, com apenas 11,0 milhões de participantes (5,9 milhões de contribuintes e 5,1 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 261,1 bilhões (déficit per capita de R$ 23.736,36).
Em 2025 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 582,1 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de 70% da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.
Senado aprova “pauta-bomba” com aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde; entenda
Texto recebeu 73 votos favoráveis em dois turnos de votação e apenas um contrário; três senadores de SC votaram "sim"
Mariana Barcellos
mariana.barcellos@nsc.com.br
NC, 14/07/2026
O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A proposta é considerada uma “pauta-bomba” pela equipe econômica do governo Lula (PT) por prever aumento de despesas estimado em R$ 27 bilhões ao longo de dez anos.
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Ricardo Bergamini
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