Eu estou terminando de revisar um "velho" (2003) Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil, que organizei quando ainda estava trabalhando em Washington. Estou, mais exatamente, verificando todas as fontes e links de sítios de pesquisa e de materiais de referência, com respeito ao Brasil nos EUA. Isso inclui, portanto, não apenas os materiais do NARA (National Archives and Records Administration), mas fontes importantes, como a Library of Congress, que edita, anualmente, o Handbook of Latin American Studies, um importante diretório de estudos sobre a região.
Apenas como teste sobre a eficiência dos instrumentos de busca dessa publicação, coloquei meu próprio nome para um search rápido (neste link: http://lcweb2.loc.gov/cgi-bin/query), e deu o que vai abaixo:
Handbook of Latin American Studies
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34 Items containing the exact phrase Almeida Paulo Roberto .
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1. Almeida. A formação da diplomacia econômica do Brasil.
2. Almeida. Brasil y el Mercosur de cara al TLC.
3. Almeida. Brazil and the future of Mercosur:dilemmas and options.
4. Almeida. A diplomacia financeira do Brasil no Império.
5. Almeida. O Brasil e a diplomacia do tráfico, 1810-1850.
6. Almeida. A estrutura constitucional das relações internacionais...
7. Almeida. Uma política externa engajada:a diplomacia do governo L...
8. Almeida. Relações internacionais do Brasil:ensaio de síntese s...
9. de Almeida. As relações econômicas internacionais do Brasil do...
10. Almeida. Uma nova "arquitetura" diplomática?:interpretações di...
11. Almeida. O Brasil e o multilateralismo econômico /Paulo Roberto ...
12. Almeida. Internacionlismo proletario no cone sul:a experiência i...
13. Almeida. Une histoire du Brésil :pour comprendre le Brésil cont...
14. Almeida. Formação da diplomacia econômica no Brasil:as relaç...
15. Almeida. O Brasil e o Mercosur em face do NAFTA.
16. Almeida. Estudos de relações internacionais do Brasil:etapas de...
17. Almeida. A economia da política externa:a ordem internacional e ...
18. Pour comprendre le Brésil de Lula /Denis Rolland et Joëlle Chass...
19. Almeida. O legado do Barão:Rio Branco e a moderna diplomacia bra...
20. Almeida. Relações internacionais do Brasil:introdução metodol...
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21. Almeida. O estudo das relações internacionais do Brasil.
22. Almeida. MERCOSUR y la Unión Europea:de la cooperación a la aso...
23. Almeida. Os primeiros anos do século XXI:o Brasil e as relaçõe...
24. Almeida. Relações internacionais e política externa do Brasil:...
25. Almeida. A política internacional do Partido dos Trabalhadores:d...
26. Almeida. Os partidos políticos nas relações internacionais do ...
27. Almeida. Relações internacionais e política externa do Brasil:...
28. Almeida. O Mercosul no contexto regional e internacional.
29. Almeida. Propiedade intelectual:os novos desafios para a América...
30. Almeida. Mercosul:antecedentes, desenvolvimento e crise; uma aval...
31. Almeida. O Brasil e a construção da ordem econômica internacio...
32. Almeida. MERCOSUR, ALCA y Brasil:una evaluación política sobre ...
33. Envisioning Brazil:a guide to Brazilian studies in the United Stat...
34. O Brasil dos brasilianistas:um guia dos estudos sobre o Brasil nos...
(depois seguem os itens em que meu nome aparece ocasionalmente, ou sob outros nomes)
Abrindo um item ao acaso, o que se tem é a ficha da obra em questão, a exemplo desta, relativa ao meu primeiro livro publicado, informando que esta informação foi publicada no HLAS n. 55:
Item 28 of 500
Citation: Almeida, Paulo Roberto de. O Mercosul no contexto regional e internacional. São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993. 204 p.:. bibl.. 22 cm..
Annotation: Useful general work on Mercosul written during the transitional phase. Discusses founding, basic structures, and provisions, as well as challenges faced. Places Mercosul in the context of the preceding Argentina-Brazil Integration program and broader trade agreements, such as the General Agreement on Tariffs and Trade and the Latin American Free Trade Area.
Subjects:
Mercosur
General Agreement on Tariffs and Trade (GATT)
Economic Integration--South America
Trade Policy--South America
LC Call No: HC165.A43 1993
LC Control No: 94831192
Bibl. Info.: (Includes bibliographical references (p. [199]-204).)
HLAS Volume: 55 HLAS Item#: bi 94009586
HLAS Editor/Code: birch six
Um outro livro meu, recebeu esta avaliação generosa do resenhista, que desconheço quem seja:
Item 23 of 500
Citation: Almeida, Paulo Roberto de. Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas. São Paulo: Paz e Terra, 2002. 283 p.:. bibl..
Annotation: This prolific author, a Brazilian diplomat, surveys the country's stances in international relations post-Cold War and post- 9/11. Using perspectives in international political economics, the work links historical developments with systemic forces shaping Brazil's foreign relations in the new century.
Subjects:
International Economic Relations--Brazil
Brazil--Foreign relations--1985-
Brazil--Foreign economic relations.
LC Call No: F2523.A45 2002
LC Control No: 2005344459
Bibl. Info.: (Includes bibliographical references (p. 275-283).)
HLAS Volume: 63 HLAS Item#: bi2006001865
HLAS Editor/Code: Costa stu
Já esta ficha, igualmente generosa, foi preparada por um acadêmico de minhas relações, Scott Tollefson, que colaborou com um capítulo sobre a produção brasilianista em relações internacionais do Brasil no livro que organizei com Marshall Eakin sobre os brasilianistas (Envisioning Brazil, também generosamente apreciado por outro colaborador):
Item 21 of 500
Citation: Almeida, Paulo Roberto de. O estudo das relações internacionais do Brasil. São Paulo: Unimarco Editora, 1999. 299 p.:. bibl..
Annotation: Insightful and thorough review of the study of Brazil's international relations, both in Brazil and abroad. Much more than a reference book, it is essential reading. Chap. 4 focuses on Brazilian contributions to the literature and is especially noteworthy.
Subjects:
International Relations--Brazil
International Relations--Research
Brazil--Foreign relations.
Brazil--Foreign economic relations.
LC Call No: F2523.A44 1999
LC Control No: 99886260
Bibl. Info.: (Includes bibliographical references (p. 255-299).)
HLAS Volume: 61 HLAS Item#: bi2002000568
HLAS Editor/Code: Tollefson stu
Organizados esses americanos. Gostaria que tivéssemos instituições semelhantes, mas acredito que ainda estamos a anos-luz desse tipo de realização. Nossas universidades e instituições públicas de pesquisa são muito lentas e muito preguiçosas...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 10 de outubro de 2010
A Petrobras a servico da politica (da má politica, quero dizer)
A manipulação política da Petrobras: minhas explicações (fundamentadas)
Paulo Roberto de Almeida (10.10.2010)
Meu post anterior, que deveria ser uma simples transcrição do sério editorial do Estadão sobre a perda de valor patrimonial da Petrobras em função de sua manipulação pelo presidente da república,acabou se estendendo nos comentários condenatórios da ação do dito cujo, mais pelo lado das invectivas do que pelo lado das explicações.
Muitos leitores poderão, portanto, ter pensado assim: "ah, esse gajo [eu] é contra a Petrobras estatal, ele pretende vê-la privatizada, por isso diz essas coisas; ele é contra estatais em geral e a Petrobras em particular; pior, é contra o presidente da república, que quer preservar uma estatal num setor estratégico como o petróleo".
Certo? É o que pensaram vários de vocês?
Errado, eu digo, e me disponho aqui a dar algumas explicações sobre como eu vejo a (má) utilização da Petrobras pelo presidente da república, um ignorante em economia, um primário em gestão empresarial e, no entanto, presidente da república (uma coisa não impede a outra; já tivemos outros ignaros na presidência, e países ao lado tem jumentos).
Já escrevi alguma coisa sobre o petróleo, assim que me dispenso de retomar aqui meus argumentos sobre a essencialidade e o caráter estratégico dessa commodity. Ponto.
Desde 1997, a Petrobras foi levada a atuar como empresa, o que ela deveria ter feito desde a origem, e não fez, pois foi utilizada politicamente -- e para fins de política econômica -- por vários governos. Pois bem: desde que ganhou uma gestão isenta, profissional, isolada da política, a Petrobras cresceu, tremendamente, e se tornou a grande companhia que é hoje, isso num ambiente em que, pesem as mudanças no sentido da liberalização, as regras do jogo ainda são distorcidas, em função do enorme poder oligopolista dessa companhia, que de certa forma consegue "fixar" os preços de mercado, mesmo o mercado sendo teoricamente livre. Mas, sabemos que de fato não existe concorrência e que mesmo as distribuidoras privadas são obrigadas a seguir a Petrobras em seus preços.
Pois bem: todo mundo deve se lembrar - e se não se lembrarem eu me encarrego disso -- que depois de se ter convertido em companhia "comercial" -- parece óbvio mas não é -- a Petrobras disse que seguiria os preços do mercado internacional como referência para sua contabilidade interna, refletindo, portanto, no preço da gasolina ofertada internamente os altos e baixos dos mercados internacionais.
Isso de fato ocorreu, mas com algumas distorções, pois num mercado ainda oligopolista como esse, o preço dos combustíveis tem grande impacto nos índices de inflação.
Todo mundo também deve se lembrar que nas eleições de 2006, o governo fez pressão para que a Petrobras não aumentasse os preços internos, isso a despeito do enorme aumento do preço do barril nos mercados internacionais. Ele foi de 25 dólares em 2002 a mais de 140 dólares em 2006-2007, descendo um pouco depois disso. Todo mundo deve estar lembrado disso, mas aqui não houve alteração no preço da gasolina, durante a campanha eleitoral, o que deve ter gerado perdas para a Petrobras, ou pelo menos uma contabilidade distorcida.
Depois das eleições o preço subiu, subiu muito, e quando o petróleo despencou para menos de 60 dólares o barris, o preço interno não se moveu.
Conclusão: o brasileiro paga hoje uma das gasolinas mais caras do mundo, porque o governo resolveu "capitalizar" a Petrobras, que retem assim o dinheiro que deveria estar sendo "devolvido" aos consumidores.
Em qualquer hipótese, os preços no Brasil há muito deixaram de refletir as flutuações dos mercados internacionais (como aliás ocorre em países surrealistas no plano econômico como Venezuela e Irã).
Preços alinhados com os mercados internacionais são essenciais para refletir as verdadeiras condições econômicas em curso, para sinalizar aos investidores onde colocar o seu dinheiro, para estimular o uso de energias alternativas, enfim, por simples racionalidade econômica.
Se o governo mantem preços artificialmente baixos durante muito tempo, dá prejuizos à companhia, subsidia indevidamente a classe média que usa carro e estimula além da conta o consumo de um bem relativamente raro.
Se o governo por outro lado mantém preços absurdamente elevados, como faz agora, ele está extorquindo os consumidores, encarecendo o processo produtivo das empresas nacionais, fazendo-as menos competitivas no plano internacional.
Enfim, num ou noutro caso, ele deforma completamente as regras do jogo econômico e distorce as condições sob as quais uma empresa faz seus cálculos microeconômicos.
Existem muitas outras razões para a manipulação da Petrobras, algumas até de natureza mafiosa -- como o financiamento de sindicatos e de ONGs partidárias -- todas elas lamentáveis no plano da ética, da racionalidade econômica, da simples gestão administrativa.
Por essas e outras razões, os investidores internacionais -- que não são bobos ou mal informados como a média dos brasileiros (e isso não é preconceito, mas a simples realidade) -- tem desinvestido de ações da Petrobras, o que provocou a enorme queda revelada naquele editorial do Estadão.
Infelizmente, o Brasil tem primários conduzindo a sua economia e influenciando decisões importantes para o dia-a-dia dos contribuintes. Infelizmente somos reféns de ignaros em economia, se não formos objetos de chantagem de gente sem escrúpulos na gestão macroeconômica.
Infelizmente o Brasil não tem administradores nacionais à altura de suas responsabilidades, infelizmente não temos estadistas no comando da nação.
Paulo Roberto de Almeida
(10.10.2010)
Paulo Roberto de Almeida (10.10.2010)
Meu post anterior, que deveria ser uma simples transcrição do sério editorial do Estadão sobre a perda de valor patrimonial da Petrobras em função de sua manipulação pelo presidente da república,acabou se estendendo nos comentários condenatórios da ação do dito cujo, mais pelo lado das invectivas do que pelo lado das explicações.
Muitos leitores poderão, portanto, ter pensado assim: "ah, esse gajo [eu] é contra a Petrobras estatal, ele pretende vê-la privatizada, por isso diz essas coisas; ele é contra estatais em geral e a Petrobras em particular; pior, é contra o presidente da república, que quer preservar uma estatal num setor estratégico como o petróleo".
Certo? É o que pensaram vários de vocês?
Errado, eu digo, e me disponho aqui a dar algumas explicações sobre como eu vejo a (má) utilização da Petrobras pelo presidente da república, um ignorante em economia, um primário em gestão empresarial e, no entanto, presidente da república (uma coisa não impede a outra; já tivemos outros ignaros na presidência, e países ao lado tem jumentos).
Já escrevi alguma coisa sobre o petróleo, assim que me dispenso de retomar aqui meus argumentos sobre a essencialidade e o caráter estratégico dessa commodity. Ponto.
Desde 1997, a Petrobras foi levada a atuar como empresa, o que ela deveria ter feito desde a origem, e não fez, pois foi utilizada politicamente -- e para fins de política econômica -- por vários governos. Pois bem: desde que ganhou uma gestão isenta, profissional, isolada da política, a Petrobras cresceu, tremendamente, e se tornou a grande companhia que é hoje, isso num ambiente em que, pesem as mudanças no sentido da liberalização, as regras do jogo ainda são distorcidas, em função do enorme poder oligopolista dessa companhia, que de certa forma consegue "fixar" os preços de mercado, mesmo o mercado sendo teoricamente livre. Mas, sabemos que de fato não existe concorrência e que mesmo as distribuidoras privadas são obrigadas a seguir a Petrobras em seus preços.
Pois bem: todo mundo deve se lembrar - e se não se lembrarem eu me encarrego disso -- que depois de se ter convertido em companhia "comercial" -- parece óbvio mas não é -- a Petrobras disse que seguiria os preços do mercado internacional como referência para sua contabilidade interna, refletindo, portanto, no preço da gasolina ofertada internamente os altos e baixos dos mercados internacionais.
Isso de fato ocorreu, mas com algumas distorções, pois num mercado ainda oligopolista como esse, o preço dos combustíveis tem grande impacto nos índices de inflação.
Todo mundo também deve se lembrar que nas eleições de 2006, o governo fez pressão para que a Petrobras não aumentasse os preços internos, isso a despeito do enorme aumento do preço do barril nos mercados internacionais. Ele foi de 25 dólares em 2002 a mais de 140 dólares em 2006-2007, descendo um pouco depois disso. Todo mundo deve estar lembrado disso, mas aqui não houve alteração no preço da gasolina, durante a campanha eleitoral, o que deve ter gerado perdas para a Petrobras, ou pelo menos uma contabilidade distorcida.
Depois das eleições o preço subiu, subiu muito, e quando o petróleo despencou para menos de 60 dólares o barris, o preço interno não se moveu.
Conclusão: o brasileiro paga hoje uma das gasolinas mais caras do mundo, porque o governo resolveu "capitalizar" a Petrobras, que retem assim o dinheiro que deveria estar sendo "devolvido" aos consumidores.
Em qualquer hipótese, os preços no Brasil há muito deixaram de refletir as flutuações dos mercados internacionais (como aliás ocorre em países surrealistas no plano econômico como Venezuela e Irã).
Preços alinhados com os mercados internacionais são essenciais para refletir as verdadeiras condições econômicas em curso, para sinalizar aos investidores onde colocar o seu dinheiro, para estimular o uso de energias alternativas, enfim, por simples racionalidade econômica.
Se o governo mantem preços artificialmente baixos durante muito tempo, dá prejuizos à companhia, subsidia indevidamente a classe média que usa carro e estimula além da conta o consumo de um bem relativamente raro.
Se o governo por outro lado mantém preços absurdamente elevados, como faz agora, ele está extorquindo os consumidores, encarecendo o processo produtivo das empresas nacionais, fazendo-as menos competitivas no plano internacional.
Enfim, num ou noutro caso, ele deforma completamente as regras do jogo econômico e distorce as condições sob as quais uma empresa faz seus cálculos microeconômicos.
Existem muitas outras razões para a manipulação da Petrobras, algumas até de natureza mafiosa -- como o financiamento de sindicatos e de ONGs partidárias -- todas elas lamentáveis no plano da ética, da racionalidade econômica, da simples gestão administrativa.
Por essas e outras razões, os investidores internacionais -- que não são bobos ou mal informados como a média dos brasileiros (e isso não é preconceito, mas a simples realidade) -- tem desinvestido de ações da Petrobras, o que provocou a enorme queda revelada naquele editorial do Estadão.
Infelizmente, o Brasil tem primários conduzindo a sua economia e influenciando decisões importantes para o dia-a-dia dos contribuintes. Infelizmente somos reféns de ignaros em economia, se não formos objetos de chantagem de gente sem escrúpulos na gestão macroeconômica.
Infelizmente o Brasil não tem administradores nacionais à altura de suas responsabilidades, infelizmente não temos estadistas no comando da nação.
Paulo Roberto de Almeida
(10.10.2010)
O desmantelamento do Estado e a destruicao da Petrobras
Eu poderia começar este comentário por uma frase de efeito, do tipo:
"Eu acuso o presidente da República de desmantelar as instituições brasileiras!"
ou
"Eu acuso o presidente da República de destruir a Petrobras!"
Poderia, mas não vou fazê-lo. Inclusive porque já o fiz, venho fazendo, desde sempre.
Não porque me considere seu inimigo pessoal, ou ideológico. Não, longe disso.
Não me considero nada do presidente da República (que deveria ser escrita com r minúsculo, tanto ela vem sendo diminuída).
Sou apenas um cidadão observador da realidade.
E nem acionista da Petrobras eu sou, para vir aqui em defesa de seus interesses enquanto companhia, ou em defesa dos interesses de seus acionistas, que são milhões, brasileiros e estrangeiros, espalhados pelo mundo, ricos e pobres, geralmente classe média, alguns especuladores pelo meio (como é normal no mercado acionário), mas no cômputo global pessoas normais, como eu e você, que simplesmente acham que investir em ações de uma grande e prometedora companhia é um bom negócio pessoal, para rentabilizar seus ativos e transformar uma pequena poupança num bom redimento para o futuro. Sim, a maior parte dos acionistas quer apenas ganhar algum dinheiro.
Se depender do presidente da República vão perder, pelo menos por agora.
Sim, eu acuso o presidente da República de ser um desmantelador sistemático de instituições, do Estado em particular -- o que vem fazendo desde o primeiro dia que assumiu a presidência do brasil (tudo em minúsculas) -- e da Petrobras, nesta caso específico, ao lado de várias outras empresas, públicas e privadas.
Ele as vem destruindo em primeiro lugar pelo seu poder corruptor, em segundo lugar por se pretender administrador e gestor, na verdade dono das estatais, dando ordens às companhias como se elas estivesse a seu serviço e da sua máfia particular.
Eu acuso o presidente da república -- pronto: me entusiasmei com o mote, dito por um professor de harvard (sinto Harvard) que o acusou de ser o mais corrupto da história do brasil, e que depois se colocou sabujamente a seu serviço -- de simplesmente destruir a petrobras (e outras companhias) pelas suas intervenções sistemáticas em decisões que deveriam ser puramente empresarias, mercantis, econômicas, pautadas unicamente pela lógica de mercado e das regras da boa microeconomia.
Eu acuso o presidente da república de solapar a soberania do brasil, ao determinar que a petrobras construisse uma refinaria no estado de pernambuco (sorry Pernambuco) em cooperação com a PDVSA da Venezuela, apenas porque o chávez, esse coronel de opereta fascista, decidiu que a refinaria tinha de ser feita ali, e em nenhum outro lugar mais. Essa decisão foi aliás tomada, servilmente, pela então ministra de minas e energia, que hoje é candidata à infeliz presidência do brasil.
Esse presidente dessa república que aí está pretende ser dono da petrobras, e a conduz a tomar decisões políticas, e de má qualidade, o que ela não faria se tivesse pleno domínio sobre sua gestão, como deve ocorrer com qualquer companhia.
Eu acuso o presidente da república de ser nefasto aos interesses nacionais.
Pronto, acho que já disse o que tinha a dizer, hoje.
Deixo vocês agora com esse editorial impecável do Estadão, que dá as razões do meu desabafo.
Desabafo que, como já disse, não tem nada a ver com o valor de mercado das ações da Petrobras. Trata-se apenas de um desabafo moral, em face de uma situação absurda que estamos vivendo, e que a maioria dos brasileiros, mesmo os políticos, não percebem como essencialmente negativa para o Brasil. Pobre Brasil!
Paulo Roberto de Almeida
A politização da Petrobrás
Editorial - Estado de S.Paulo
Domingo, 10 de outubro de 2010
Depois da “maior capitalização da história”, a maior empresa do Brasil, a Petrobrás, perdeu R$ 28,4 bilhões de valor de mercado em apenas três dias, encolhendo 7,5% nesse período. Na sexta-feira, suas ações ganharam algum impulso, depois de bater no nível mais baixo em um ano e meio. A onda de vendas foi apenas um “ajuste de carteira”, segundo seu presidente, José Sérgio Gabrielli. “É normal as ações subirem e descerem”, ponderou o ministro da Fazenda e presidente do conselho da estatal, Guido Mantega. A empresa, acrescentou, está mais forte do que nunca e sua capitalização foi “reconhecida mundialmente como importante”. Nenhuma das duas explicações é para ser levada a sério. Oscilações dessa amplitude não são normais no dia a dia nem são meros ajustes de carteira. O problema da Petrobrás é o mesmo de antes da capitalização: uma perigosa subordinação aos interesses políticos de um governo centralizador e voluntarista.
Os investidores foram confrontados durante a semana com duas novidades importantes. Uma delas foi a avaliação negativa divulgada por seis bancos. Diluição de lucros e perspectiva de baixo retorno foram os problemas apontados. A outra foi o rumor sobre irregularidades na administração da empresa.
Este segundo fator seria muito menos importante, se o mercado reconhecesse a gestão da Petrobrás como essencialmente profissional e voltada para objetivos empresariais. Mas esse não é o caso. Há meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente haver mandado a estatal investir em refinarias no Nordeste. Esses investimentos, segundo ele, não teriam ocorrido, se a decisão dependesse da avaliação dos diretores da companhia. Nos últimos dias, o presidente da República voltou a alardear sua intervenção.
A Petrobrás, disse ele na quinta-feira, deixou de ser uma caixa-preta e converteu-se numa caixa branca, ou quase, durante seu governo. Ele teria apontado um fato positivo, se mencionasse apenas o aumento da transparência - discutível, na verdade. Mas foi além disso e se vangloriou, mais uma vez, de mandar na empresa: “A gente sabe o que acontece lá dentro e a gente decide muitas das coisas que ela vai fazer.”
“A gente decide” é mais que uma expressão singela. É uma confirmação - mais uma - do estilo centralizador e voluntarista do presidente da República. Não só de um estilo, mas de uma mentalidade. Ele age e fala como se as diretorias das estatais fossem apenas extensões de seu gabinete e não tivessem compromissos com milhões de acionistas. “A gente sabe” e “a gente decide”. Ele, de fato, foi além disso. Tentou interferir também na gestão de grandes empresas privatizadas, como a Embraer e a Vale, como se coubesse ao presidente da República orientar as políticas de pessoal e de investimentos dessas companhias.
Esse jogo de interferências não tem sido apenas econômico e administrativo. O envolvimento do presidente da República tem sido sobretudo político e, muitas vezes, político-eleitoral. “A Petrobrás também está no segundo turno”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, ao comentar a inauguração antecipada, na quinta-feira, da Plataforma P-57. Antes da votação de domingo, o evento estava previsto para dezembro.
Também a capitalização da Petrobrás foi politizada, o que complicou o processo. O leilão ocorreu quase no fim do prazo previsto, porque o governo foi incapaz de cuidar do problema com critérios essencialmente econômicos e administrativos. Sua insistência em ampliar a participação do Estado na Petrobrás dificultou a fixação do preço dos 5 bilhões de barris cedidos à empresa pela União. O preço médio foi estabelecido, afinal, por um processo nunca explicado de forma satisfatória, até porque não passa de suposição o volume das jazidas envolvidas no negócio.
A confusão e a insegurança criadas por esse processo politizado afetaram duramente o mercado. O valor da Petrobrás encolheu cerca de 30%, enquanto a empresa, o governo e a Agência Nacional do Petróleo se enrolavam nas dificuldades políticas da capitalização. A empresa continua sob os efeitos de uma gestão politizada e, por isso, vulnerável a rumores e escândalos. O mercado refletiu, nos últimos dias, essa vulnerabilidade.
"Eu acuso o presidente da República de desmantelar as instituições brasileiras!"
ou
"Eu acuso o presidente da República de destruir a Petrobras!"
Poderia, mas não vou fazê-lo. Inclusive porque já o fiz, venho fazendo, desde sempre.
Não porque me considere seu inimigo pessoal, ou ideológico. Não, longe disso.
Não me considero nada do presidente da República (que deveria ser escrita com r minúsculo, tanto ela vem sendo diminuída).
Sou apenas um cidadão observador da realidade.
E nem acionista da Petrobras eu sou, para vir aqui em defesa de seus interesses enquanto companhia, ou em defesa dos interesses de seus acionistas, que são milhões, brasileiros e estrangeiros, espalhados pelo mundo, ricos e pobres, geralmente classe média, alguns especuladores pelo meio (como é normal no mercado acionário), mas no cômputo global pessoas normais, como eu e você, que simplesmente acham que investir em ações de uma grande e prometedora companhia é um bom negócio pessoal, para rentabilizar seus ativos e transformar uma pequena poupança num bom redimento para o futuro. Sim, a maior parte dos acionistas quer apenas ganhar algum dinheiro.
Se depender do presidente da República vão perder, pelo menos por agora.
Sim, eu acuso o presidente da República de ser um desmantelador sistemático de instituições, do Estado em particular -- o que vem fazendo desde o primeiro dia que assumiu a presidência do brasil (tudo em minúsculas) -- e da Petrobras, nesta caso específico, ao lado de várias outras empresas, públicas e privadas.
Ele as vem destruindo em primeiro lugar pelo seu poder corruptor, em segundo lugar por se pretender administrador e gestor, na verdade dono das estatais, dando ordens às companhias como se elas estivesse a seu serviço e da sua máfia particular.
Eu acuso o presidente da república -- pronto: me entusiasmei com o mote, dito por um professor de harvard (sinto Harvard) que o acusou de ser o mais corrupto da história do brasil, e que depois se colocou sabujamente a seu serviço -- de simplesmente destruir a petrobras (e outras companhias) pelas suas intervenções sistemáticas em decisões que deveriam ser puramente empresarias, mercantis, econômicas, pautadas unicamente pela lógica de mercado e das regras da boa microeconomia.
Eu acuso o presidente da república de solapar a soberania do brasil, ao determinar que a petrobras construisse uma refinaria no estado de pernambuco (sorry Pernambuco) em cooperação com a PDVSA da Venezuela, apenas porque o chávez, esse coronel de opereta fascista, decidiu que a refinaria tinha de ser feita ali, e em nenhum outro lugar mais. Essa decisão foi aliás tomada, servilmente, pela então ministra de minas e energia, que hoje é candidata à infeliz presidência do brasil.
Esse presidente dessa república que aí está pretende ser dono da petrobras, e a conduz a tomar decisões políticas, e de má qualidade, o que ela não faria se tivesse pleno domínio sobre sua gestão, como deve ocorrer com qualquer companhia.
Eu acuso o presidente da república de ser nefasto aos interesses nacionais.
Pronto, acho que já disse o que tinha a dizer, hoje.
Deixo vocês agora com esse editorial impecável do Estadão, que dá as razões do meu desabafo.
Desabafo que, como já disse, não tem nada a ver com o valor de mercado das ações da Petrobras. Trata-se apenas de um desabafo moral, em face de uma situação absurda que estamos vivendo, e que a maioria dos brasileiros, mesmo os políticos, não percebem como essencialmente negativa para o Brasil. Pobre Brasil!
Paulo Roberto de Almeida
A politização da Petrobrás
Editorial - Estado de S.Paulo
Domingo, 10 de outubro de 2010
Depois da “maior capitalização da história”, a maior empresa do Brasil, a Petrobrás, perdeu R$ 28,4 bilhões de valor de mercado em apenas três dias, encolhendo 7,5% nesse período. Na sexta-feira, suas ações ganharam algum impulso, depois de bater no nível mais baixo em um ano e meio. A onda de vendas foi apenas um “ajuste de carteira”, segundo seu presidente, José Sérgio Gabrielli. “É normal as ações subirem e descerem”, ponderou o ministro da Fazenda e presidente do conselho da estatal, Guido Mantega. A empresa, acrescentou, está mais forte do que nunca e sua capitalização foi “reconhecida mundialmente como importante”. Nenhuma das duas explicações é para ser levada a sério. Oscilações dessa amplitude não são normais no dia a dia nem são meros ajustes de carteira. O problema da Petrobrás é o mesmo de antes da capitalização: uma perigosa subordinação aos interesses políticos de um governo centralizador e voluntarista.
Os investidores foram confrontados durante a semana com duas novidades importantes. Uma delas foi a avaliação negativa divulgada por seis bancos. Diluição de lucros e perspectiva de baixo retorno foram os problemas apontados. A outra foi o rumor sobre irregularidades na administração da empresa.
Este segundo fator seria muito menos importante, se o mercado reconhecesse a gestão da Petrobrás como essencialmente profissional e voltada para objetivos empresariais. Mas esse não é o caso. Há meses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente haver mandado a estatal investir em refinarias no Nordeste. Esses investimentos, segundo ele, não teriam ocorrido, se a decisão dependesse da avaliação dos diretores da companhia. Nos últimos dias, o presidente da República voltou a alardear sua intervenção.
A Petrobrás, disse ele na quinta-feira, deixou de ser uma caixa-preta e converteu-se numa caixa branca, ou quase, durante seu governo. Ele teria apontado um fato positivo, se mencionasse apenas o aumento da transparência - discutível, na verdade. Mas foi além disso e se vangloriou, mais uma vez, de mandar na empresa: “A gente sabe o que acontece lá dentro e a gente decide muitas das coisas que ela vai fazer.”
“A gente decide” é mais que uma expressão singela. É uma confirmação - mais uma - do estilo centralizador e voluntarista do presidente da República. Não só de um estilo, mas de uma mentalidade. Ele age e fala como se as diretorias das estatais fossem apenas extensões de seu gabinete e não tivessem compromissos com milhões de acionistas. “A gente sabe” e “a gente decide”. Ele, de fato, foi além disso. Tentou interferir também na gestão de grandes empresas privatizadas, como a Embraer e a Vale, como se coubesse ao presidente da República orientar as políticas de pessoal e de investimentos dessas companhias.
Esse jogo de interferências não tem sido apenas econômico e administrativo. O envolvimento do presidente da República tem sido sobretudo político e, muitas vezes, político-eleitoral. “A Petrobrás também está no segundo turno”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, ao comentar a inauguração antecipada, na quinta-feira, da Plataforma P-57. Antes da votação de domingo, o evento estava previsto para dezembro.
Também a capitalização da Petrobrás foi politizada, o que complicou o processo. O leilão ocorreu quase no fim do prazo previsto, porque o governo foi incapaz de cuidar do problema com critérios essencialmente econômicos e administrativos. Sua insistência em ampliar a participação do Estado na Petrobrás dificultou a fixação do preço dos 5 bilhões de barris cedidos à empresa pela União. O preço médio foi estabelecido, afinal, por um processo nunca explicado de forma satisfatória, até porque não passa de suposição o volume das jazidas envolvidas no negócio.
A confusão e a insegurança criadas por esse processo politizado afetaram duramente o mercado. O valor da Petrobrás encolheu cerca de 30%, enquanto a empresa, o governo e a Agência Nacional do Petróleo se enrolavam nas dificuldades políticas da capitalização. A empresa continua sob os efeitos de uma gestão politizada e, por isso, vulnerável a rumores e escândalos. O mercado refletiu, nos últimos dias, essa vulnerabilidade.
sábado, 9 de outubro de 2010
A frase do dia, na verdade de uma vida inteira...
Nem um só dia sem ler, pelo menos uma linha, geralmente mais do que isso.
Nem um só dia sem escrever, pelo menos uma linha, geralmente mais do que isso.
(Bem, contando, são duas frases, mas o sentido é um só...)
Paulo Roberto de Almeida
Nem um só dia sem escrever, pelo menos uma linha, geralmente mais do que isso.
(Bem, contando, são duas frases, mas o sentido é um só...)
Paulo Roberto de Almeida
Big Brother vs CNN: continua o jogo de gato e rato...
Bem: já é um hábito. Não sou necessariamente fã da CNN, e não me informo prioritariamente pela TV, mas tenho deixado a TV ligada na CNN para ver até onde vai o ridículo espetáculo censório atualmente em curso.
Assim que a CNN passa a mencionar o caso do laureado chinês, hóspede temporário das prisões chinesas por ter colaborado na redação e divulgação de um manifesto democrático, os funcionários do Big Brother apertam o botão e a tela fica preta.
No meio da escuridão, para não ficar muito ridículo -- como se já não fosse -- aparecem algumas propagandas genéricas, reproduzidas da própria CNN, ou informações meteorológicas interrompidas, visivelmente improvisadas rapidamente, ou então um ou dois avisos na tela:
"Poor Quality Signal", ou "No Signal".
Sei...
Mais um pouco, tudo volta ao normal.
Assim é, se lhes parecem.
Big Brother misturado com Franz Kafka...
Assim que a CNN passa a mencionar o caso do laureado chinês, hóspede temporário das prisões chinesas por ter colaborado na redação e divulgação de um manifesto democrático, os funcionários do Big Brother apertam o botão e a tela fica preta.
No meio da escuridão, para não ficar muito ridículo -- como se já não fosse -- aparecem algumas propagandas genéricas, reproduzidas da própria CNN, ou informações meteorológicas interrompidas, visivelmente improvisadas rapidamente, ou então um ou dois avisos na tela:
"Poor Quality Signal", ou "No Signal".
Sei...
Mais um pouco, tudo volta ao normal.
Assim é, se lhes parecem.
Big Brother misturado com Franz Kafka...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
China censura noticias sobre o ativista Premio Nobel
Não só nos sites da China: todas as redes estrangeiras que começavam a falar do assunto eram ridiculamente tiradas do ar.
Os chineses, os governamentais, quero dizer, vão conseguir se desmoralizar...
Paulo Roberto de Almeida
Nobel para Liu Xiaobo é censurado nos sites da China
Yahoo Notícias, Sex, 08 Out, 01h45
PEQUIM (AFP) - A notícia da entrega nesta sexta-feira do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo rodou o mundo, mas, como era esperado, foi censurada nos principais sites da China, assim como nas redes de telefonia móvel.
Uma simples busca com as palavras-chave "prêmio Nobel, paz, Liu Xiaobo" não indicava resultado algum nos grandes portais de notícias e ferramentas de busca, como Sina, Sohu e Baidu.
A censura também estava ativada no Weibo, um site de relacionamento semelhante ao Twitter.
As mensagens de SMS contendo o nome de Liu Xiaobo estavam bloqueadas, e não chegavam ao seu destinatário.
O noticiário da noite da televisão estatal CCTV foi aberto com notícias sobre as inundações na ilha chinesa de Hainan.
O Prêmio Nobel da Paz 2010 foi atribuído nesta sexta-feira pelo Comitê Nobel norueguês ao dissidente chinês na prisão "por seus esforços duradouros e não violentos em favor dos Direitos Humanos na China".
A censura é forte na China a posições críticas em relação ao governo ou a questões referentes aos Direitos Humanos. As notícias sobre dissidentes são retiradas dos sites politicamente sensíveis e Pequim controla rigidamente a internet para evitar que os opositores se organizem.
Os chineses, os governamentais, quero dizer, vão conseguir se desmoralizar...
Paulo Roberto de Almeida
Nobel para Liu Xiaobo é censurado nos sites da China
Yahoo Notícias, Sex, 08 Out, 01h45
PEQUIM (AFP) - A notícia da entrega nesta sexta-feira do Prêmio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo rodou o mundo, mas, como era esperado, foi censurada nos principais sites da China, assim como nas redes de telefonia móvel.
Uma simples busca com as palavras-chave "prêmio Nobel, paz, Liu Xiaobo" não indicava resultado algum nos grandes portais de notícias e ferramentas de busca, como Sina, Sohu e Baidu.
A censura também estava ativada no Weibo, um site de relacionamento semelhante ao Twitter.
As mensagens de SMS contendo o nome de Liu Xiaobo estavam bloqueadas, e não chegavam ao seu destinatário.
O noticiário da noite da televisão estatal CCTV foi aberto com notícias sobre as inundações na ilha chinesa de Hainan.
O Prêmio Nobel da Paz 2010 foi atribuído nesta sexta-feira pelo Comitê Nobel norueguês ao dissidente chinês na prisão "por seus esforços duradouros e não violentos em favor dos Direitos Humanos na China".
A censura é forte na China a posições críticas em relação ao governo ou a questões referentes aos Direitos Humanos. As notícias sobre dissidentes são retiradas dos sites politicamente sensíveis e Pequim controla rigidamente a internet para evitar que os opositores se organizem.
Cristina K salvando a America Latina (aqui sim, de si propria)
Bem, não sei exatamente como ela pretende fazer, mas parece que agora somos novos, ou modernos...
Finalmente, já não era sem tempo...
Ainda bem que temos dirigentes tão preclaros e instruídos.
Imaginem se fossemos depender de certos coronéis que andam por ai, alguns mafiosos em outras partes, aventureiros um pouco em todos os lugares. A "velha" AL deveria ser um lugar insuportável.
Sejamos gratos à presidenta K. Ela também aderiu à tese do "novo olhar", aquela coisa que significa um pouco de tudo, e que já vinha sendo usada aqui e ali. Olhar lânguido, langoroso, lamurioso, talvez...
Paulo Roberto de Almeida
Na Alemanha, presidente argentina defende “uma nova América Latina”
EFE, 07 Oct 2010 08:18 PM PDT
Hannover (Alemanha), 7 outubro 2010. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou hoje na cerimônia de encerramento da 61ª conferência latino-americana, em Hannover, que a reunião entre empresários latino-americanos e germânicos é o exemplo de “uma nova Argentina e de uma nova América Latina”
Cristina deu como exemplo dessa “nova Argentina” o contrato de cooperação assinado, hoje, com a Volkswagen.
O acordo em formação, pesquisa e desenvolvimento permitirá criar as carreiras de Engenharia e Técnica na Universidade Tecnológica Nacional do país, e desenvolver um centro de pesquisa com questões de mobilidade.
A Volkswagen põe à disposição da Universidade US$ 2,5 milhões para infraestrutura e equipamento.
De acordo com Cristina, o acordo com a multinacional alemã se soma à inauguração, em dezembro, da primeira sede na América Latina do Instituto Max Planck de pesquisa científica.
A governante defendeu a necessidade de “um novo olhar em direção a América Latina”, região que reúne “15% do petróleo do planeta, 43% do cobre e 46% da água potável”.
“Devemos deixar de nos ver como clientes para nos enxergar como parceiros”, propôs a presidente como nova regra nas relações entre nações perante as mais de 400 pessoas no jantar de encerramento da conferência.
Também deu como exemplo da “Nova América Latina” a reação dos 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ao recente levante policial no Equador e a “defesa da democracia e do presidente Rafael Correa”.
O encerramento da 61ª conferência latino-americana, reunião eminentemente econômica, encerra uma viagem da presidente argentina, iniciada na terça-feira, em Frankfurt, com a inauguração da Feira do Livro, na qual, este ano, o país sul-americano foi o convidado de honra.
Finalmente, já não era sem tempo...
Ainda bem que temos dirigentes tão preclaros e instruídos.
Imaginem se fossemos depender de certos coronéis que andam por ai, alguns mafiosos em outras partes, aventureiros um pouco em todos os lugares. A "velha" AL deveria ser um lugar insuportável.
Sejamos gratos à presidenta K. Ela também aderiu à tese do "novo olhar", aquela coisa que significa um pouco de tudo, e que já vinha sendo usada aqui e ali. Olhar lânguido, langoroso, lamurioso, talvez...
Paulo Roberto de Almeida
Na Alemanha, presidente argentina defende “uma nova América Latina”
EFE, 07 Oct 2010 08:18 PM PDT
Hannover (Alemanha), 7 outubro 2010. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou hoje na cerimônia de encerramento da 61ª conferência latino-americana, em Hannover, que a reunião entre empresários latino-americanos e germânicos é o exemplo de “uma nova Argentina e de uma nova América Latina”
Cristina deu como exemplo dessa “nova Argentina” o contrato de cooperação assinado, hoje, com a Volkswagen.
O acordo em formação, pesquisa e desenvolvimento permitirá criar as carreiras de Engenharia e Técnica na Universidade Tecnológica Nacional do país, e desenvolver um centro de pesquisa com questões de mobilidade.
A Volkswagen põe à disposição da Universidade US$ 2,5 milhões para infraestrutura e equipamento.
De acordo com Cristina, o acordo com a multinacional alemã se soma à inauguração, em dezembro, da primeira sede na América Latina do Instituto Max Planck de pesquisa científica.
A governante defendeu a necessidade de “um novo olhar em direção a América Latina”, região que reúne “15% do petróleo do planeta, 43% do cobre e 46% da água potável”.
“Devemos deixar de nos ver como clientes para nos enxergar como parceiros”, propôs a presidente como nova regra nas relações entre nações perante as mais de 400 pessoas no jantar de encerramento da conferência.
Também deu como exemplo da “Nova América Latina” a reação dos 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ao recente levante policial no Equador e a “defesa da democracia e do presidente Rafael Correa”.
O encerramento da 61ª conferência latino-americana, reunião eminentemente econômica, encerra uma viagem da presidente argentina, iniciada na terça-feira, em Frankfurt, com a inauguração da Feira do Livro, na qual, este ano, o país sul-americano foi o convidado de honra.
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