terça-feira, 27 de setembro de 2011

Timothy Garton Ash e a "decada perdida" dos EUA pos-11/09


"Não foi a maior história da nossa época"
Entrevista / Timothy Garton Ash
Renata Summa
O Globo, 12/09/2011

Historiador britânico destaca a ascensão da Ásia e constata que a maior potência militar não conseguiu vencer as guerras

Para o historiador britânico Timothy Garton Ash, a década que seguiu o 11 de Setembro marcou um (importante) desvio na História. Mas a estrada principal da história do nosso tempo, por assim dizer, será marcada pelo deslocamento de poder do Ocidente ao Oriente. Isso não significa que os atentados não tenham deixado um legado desafiador, como demonstra em seu novo livro, “Os fatos são subversivos: escritos políticos de uma década sem nome”, lançado pela Companhia das Letras. Em entrevista ao GLOBO por telefone da Califórnia, o professor da Universidade de Oxford diz que o custo da Guerra ao Terror foi alto demais para poucos resultados, e não hesita em afirmar que década foi perdida para os EUA.

O GLOBO: Em 2001, falou-se dos ataques como um novo marco na História, assim como a queda do Muro de Berlim. O senhor ainda concorda com essa visão?

TIMOTHY GARTON ASH: O período que vai entre o 9 de novembro de 1989 (a queda do Muro de Berlim, ou 9/11 no estilo europeu de escrever as datas) e o 11 de setembro de 2011 (ou 9/11 na forma americana), é um momento muito importante. Mas estou convencido de que o primeiro 9/11 foi mais marcante do que o segundo. Apesar de ter sido um evento de importância extraordinária, não acho que o 11 de Setembro represente o início de uma nova grande era. Não acredito que nossa época será marcada pela luta contra o terrorismo. Esta ameaça foi reduzida pelo que já foi feito contra ela, mas também pela Primavera Árabe. A grande história do nosso tempo não será essa, e sim a ascensão da Ásia, além do deslocamento do poder do Ocidente ao Oriente. Esta, sim, é a grande história do nosso tempo, que define a política de hoje.

● Dez anos após o 11 de Setembro, o senhor considera que o mundo é um lugar mais seguro ou mais perigoso?

GARTON ASH: O mundo sempre foi um lugar perigoso, e sempre será. Mas o risco ligado ao terrorismo será reduzido. Há outros, no entanto. Estados nucleares, aquecimento global, superpopulação, falta d’água... Além disso, como falei, estamos num período de deslocamento de poder. Na História, podemos observar que costumam ser períodos de riscos crescentes, e estou certo de que este também será.

● Como você avaliaria os anos de guerra contra o terror?

GARTON ASH: O governo Bush cometeu grandes erros. Acredito que a invasão do Afeganistão tenha sido necessária, mas poderíamos ter saído de lá mais cedo. O Iraque foi um erro. Além do custo humano altíssimo, houve um custo financeiro altíssimo. US$ 4 trilhões... dá para imaginar o que poderia ter sido feito com esse dinheiro?

● O que devemos esperar do Iraque e do Afeganistão?

GARTON ASH: Temos a maior potência militar do mundo nesses dois países, mas em nenhum deles a guerra acabará em vitória. Houve uma incrível perda de vidas humanas, mais de sete milhões de refugiados de Afeganistão, Paquistão e Iraque. E o Iraque, hoje, não é um país livre. Não tenho nenhuma hesitação em dizer que o mundo seria um lugar melhor hoje se EUA e Reino Unido não tivessem ido ao Iraque. Mesmo no Afeganistão, o que teremos conquistado será muito modesto. Além disso, é o Paquistão o maior desafio hoje. Talvez no futuro vamos perceber que Obama deveria ter se concentrado no Paquistão.

● Mas, nesse caso, haveria um fim? Um dia Afeganistão, depois Paquistão...

GARTON ASH: Em geral, os problemas não são resolvidos, eles são ultrapassados por outros problemas. Estou aqui nos EUA, e o Iraque não é mencionado nenhuma vez na TV. Há dois anos, só se falava nisso. Talvez os problemas não sejam resolvidos, mas eles acabam desaparecendo da mídia.

● Diria que foi uma década perdida para os EUA?

GARTON ASH: No meu livro, digo exatamente isso. Foi uma década perdida. Se os EUA soubessem no início da década para onde estávamos indo, talvez tivessem gastado esses trilhões em educação, desenvolvimento, e estariam em situação melhor.

● Ainda não há uma definição internacional do terrorismo...

GARTON ASH: Terrorismo deveria ser usado no plural: terrorismos. Matar civis é errado, mas há uma diferença entre as mortes causadas pelo movimento antiapartheid liderado por Mandela, por exemplo, e o terrorismo internacional. No caso do terrorismo nacional, se você resolver o problema político, o terror pode acabar. No caso de Bin Laden, não há nada a fazer. Você tem que lutar contra ele.

● Você era um crítico da política de George W. Bush para o Oriente Médio. Como avalia Obama nesse quesito?

GARTON ASH: Bom, há um comentário famoso em Washington: “Na Primavera Árabe, Obama tem liderado por trás.” Há uma ponta de verdade nisso. Ele não deu uma grande prioridade à democracia na região, mas as pessoas de lá deram. Com o tempo, ele melhorou, e acho que tem feito um ótimo trabalho em empurrar a solução de dois Estados para Israel e Palestina.

● Para o senhor, a integração de imigrantes muçulmanos nos EUA e na Europa é um dos principais fatores para prevenir ataques terroristas nesses países. Como estão lidando com isso?

GARTON ASH: Esse é um problema muito maior para a Europa, que tem uma população envelhecendo dramaticamente enquanto, do outro lado do Mediterrâneo, há uma população constituída em sua maioria por jovens. Já nos EUA, esse é um problema menor, pois os muçulmanos são mais integrados, educados. Para nós, na Europa, é um grande desafio, e estamos lidando muito mal com isso.

● A Primavera Árabe pode resultar num fortalecimento de islamistas e tornar a região mais radical ou é o contrário?

GARTON ASH: Esse é o episódio mais esperançoso do século. Devemos acolhê-lo sem hesitação. Mesmo se o Islã político subir ao poder, teremos que aceitá-lo. Claro que falo num tipo de islamismo moderado, ao estilo turco. Se radicais começarem a colocar bombas, será diferente.

● Tony Blair chegou a dizer que a Primavera Árabe justificou, a posteriori, a invasão ao Iraque, mostrando que as pessoas queriam mudanças...

GARTON ASH: É completamente diferente. De um lado temos um movimento espontâneo, vindo de baixo. Do outro, o que os neoconservadores viam como democracia no Oriente Médio. O que vemos hoje na Síria, por exemplo, é uma resistência civil impressionante. Essa população que está na rua tem menos de 30 anos. No final, se eles ficaram desapontados após terem arriscado suas vidas, vão deixar o país. E vão aonde? A Europa está tão obcecada com a crise do euro que não está em condições de dar uma resposta à altura. Mas é ela que será afetada se der errado. Como num ciclo vicioso.

Politicas politicamente corretas na Bolivia: vamos parar tudo...


Após distúrbios, Bolívia suspende construção de estrada que tem recursos brasileiros
BBC Brasil, 27 de setembro, 2011

O presidente da Bolívia, Evo Morales, suspendeu a construção de uma rodovia que está sendo construída com recursos brasileiros e que poderia passar por uma reserva florestal.
Indígenas afirma que a estrada vai passar por meio de reserva florestal e prejudicar o ecossistema

Morales já havia anunciado que um referendo sobre a estrada será realizado em duas províncias bolivianas afetadas. Agora, o presidente decidiu também interromper os trabalhos até lá.
O governo boliviano considera a estrada como estratégica para seu desenvolvimento. Ativistas combatem a obra, que seria uma ameaça ao meio-ambiente.
Na segunda-feira, após um fim de semana de tensão entre setores indígenas e o governo, a ministra da Defesa boliviana, Cecília Chacón, renunciou ao cargo.
Neste domingo, cerca de 500 policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar o protesto, que terminou com "vários presos", que, segundo a imprensa local, foram colocados em ônibus para serem levados de volta para suas comunidades.
Chacón justificou sua saída dizendo, por meio de um comunicado, que não concordava com "a intervenção feita pelo governo" na manifestação realizada pelos indígenas no domingo.
Reserva indígena
A marcha dos manifestantes contra a obra começou em 15 de agosto, em Trinidad (Departamento de Beni), com destino a La Paz, capital política do país.
O protesto é contra a construção do segundo trecho da estrada, entre Villa Tunari, no Departamento de Cochabamba (centro) e San Ignácio de Moxos, no Departamento de Beni, próximo à fronteira com o Brasil.
A estrada passaria pela reserva de TIPNIS (Território Indígena Parque Nacional Isidoro Sécure), ao lado do território brasileiro. Estima-se que 13 mil pessoas, de diferentes comunidades indígenas, morem neste território.
O percurso teria cerca de 300 quilômetros e um custo aproximado de US$ 420 milhões, financiados com recursos brasileiros, segundo o governo Morales.
A administração de Morales argumenta que "ainda não está definido" o percurso da estrada, mas os indígenas afirmam que ela poderá afetar o ecossistema e suas formas de vida – das plantações à pesca, entre outras atividades – e "favorecer" a exportação da folha de coca da região do Chapare, em Cochabamba.
O Chapare é definido como um dos redutos políticos de Evo Morales.
Diplomacia
Enquanto os indígenas afirmam que "Evo não quer ouvi-los", autoridades do governo dizem que são os indígenas "que se recusam ao diálogo" para que "juntos possam definir o trajeto".
O governo afirma que a estrada será importante para o desenvolvimento do país e uma forma de integrar a região ao restante da Bolívia.

Repressão levou a renúncia de ministra da Defesa
Nos últimos dias, a manifestação gerou diferentes focos de tensão entre o governo e outros setores – indígenas e diplomáticos.
Diplomatas da embaixada dos Estados Unidos em La Paz foram acusados pelo presidente de terem apoiado a manifestação, gerando especulações na imprensa local de que os telefones da embaixada teriam sido grampeados. Em um comunicado, a embaixada negou "qualquer forma de apoio ao protesto indígena".
O cardeal da Igreja Católica Julio Terrazas fez um apelo para que houvesse "diálogo" entre indígenas e o governo. Em um artigo publicado no jornal El Deber, de Santa Cruz de la Sierra, o sociólogo José Martínez, escreveu que "o grande beneficiado desta estrada será o Brasil".
Segundo ele, a estrada permitirá o transporte de produtos brasileiros de Mato Grosso e de Rondônia para o território boliviano e dali para o caminho ao Pacífico. "Será uma forma de encurtar esta viagem", disse.
Em nota, o Itamaraty afirmou ter recebido com preocupação a notícia sobre os distúrbios e disse ter confiança no governo e em diferentes setores do país para buscarem diálogo e favorecer a negociação sobre o traçado da rodovia.
O governo também se disse disposto a "cooperar com a Bolívia no contexto da obra", afirmando que "se trata de projeto de grande importância para a integração nacional da Bolívia e que atende aos parâmetros relativos a impacto social e ambiental previstos na legislação boliviana".
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* Com informações de Márcia Carmo, de Buenos Aires

Cesar Maia contra o voto de lista: germe do autoritarismo

Importante artigo do ex-prefeito Cesar Maia sobre os perigos para o sistema democrático brasileiro do modelo político-eleitora privilegiado pelo PT.


A FALÁCIA E A GRAVIDADE DO VOTO EM LISTA NO BRASIL!
Cesar Maia, 27/09/2011
    
1. Acompanhando as últimas eleições na América Latina e a dinâmica partidária dos últimos anos, a conclusão é uma só. A introdução do voto em lista no Brasil seria o caminho inexorável para um regime autoritário com o PT caminhando para um sistema de partido único, exponenciando o regime de executivo hegemônico, tão comum no continente.
     
2. Com a exceção do Uruguai, do Chile, da Costa Rica e do México, que tem uma estrutura estável de partidos, em longo prazo, com um quadro ternário (Uruguai, México e Costa Rica), ou quaternário (Chile), nos demais países o voto em lista está liquidando com a separação entre eleição parlamentar e presidencial, produzindo um efeito-arrastre da segunda sobre a primeira. Isso se viu claramente nas eleições peruanas de abril e guatemaltecas de setembro, ambas em 2011.
     
3. Mas há um efeito ainda mais grave. A organicidade política, a desideologização, o poder pelo poder, o clientelismo e o patrimonialismo fragilizam o mandato parlamentar. Com isso, sempre que o líder governante e seu partido tenham vocação hegemonista, o quadro partidário se dissolve, seja em relação aos partidos que dão apoio ao governo, como os de oposição.
     
4. Se "mensalarizar" assalaria o exercício do voto dos parlamentares, muito mais seria o voto dos convencionais articulados com esses. Com isso, inscreve-se num partido quem quiser e se constrói a lista partidária. A facilidade com que se faz isso pelo continente explica a quantidade de partidos que são criados para fugir do assalto a seus partidos anteriores.
      
5. Uma coisa é num sistema pluripartidário, como o brasileiro, em que o partido de maior representação parlamentar tem 16,5% e o voto é nominal. Outra coisa seria um partido ter 30% do Parlamento e o voto ser em lista. Em pouco tempo, estrutura partidária estaria transformada em sublegenda daquele partido, se ele tiver pretensões hegemonistas, como é o caso do PT. Basta ver a formação do ministério de seus governos, das estatais e dos espaços de máximo poder financeiro, como os fundos de pensão das estatais, a Petrobras, Banco do Brasil, CEF... Isso sem falar na prática de entregar a cabeça do ministério a um partido e o cérebro, os pulmões, coração, fígado, pernas e braços ao PT.
       
6. NaArgentina, nas eleições parlamentares de junho de 2009, os Kirchners perderam o controle do congresso. Durou pouco. Aliás, na Argentina, há um curioso método de engordar as listas. São os candidatos "testemunhais". Nomes de destaque, inclusive com cargos nos executivos ou legislativos dos três níveis, que são inscritos como cabeças de listas. Após a eleição, renunciam ao mandato com a garantia da lista inchada pelos votos a ele. Isso de forma aberta. Na Argentina a impopularidade da presidente foi corrigida em dois anos, sob o impacto da morte de seu marido, do hegemonismo do executivo, da propaganda descarada e da perseguição à imprensa e dos abusos fiscais.
      
7. Aprovar o voto em lista no Brasil, mesmo com a armadilha de valer (agora!) para metade dos eleitos, será um suicídio coletivo, tipo Jim Jones, para todos os partidos relevantes como PMDB, DEM, PSDB, PTB, PSB, PP, PDT, PR. Será a "tiriricação" da política brasileira, só que os palhaços serão esses partidos. E todos nós.

Stimulus and the Depression: The Untold Story - Wall Street Journal

Stimulus and Depression: The Untold Story
By HAROLD L. COLE AND LEE E. OHANIAN

The Wall Street Journal, September 26, 2011


We need a policy turnaround like the one in the late 1930s

The U.S. doesn't need another war to revive the economy. 

 

About one-half of President Obama's proposed $447 billion American Jobs Act consists of payroll tax holidays designed to boost spending and increase hiring. But these temporary policies will do little to jump-start the economy, much as earlier temporary economic Band-Aids, such as the 2009 stimulus, did little to improve the economy.
Proponents justify stimulus spending in part based on the widely held view that government-fueled increases in "aggregate demand" during FDR's New Deal ended the Great Depression and brought recovery. Christina Romer, former chairwoman of Obama's Council of Economic Advisers, has argued in op-eds that government should continue to spend for this reason. And in a 2002 speech as a Federal Reserve governor, current Fed Chairman Ben Bernanke claimed that monetary expansion and the turnaround from the deflation of 1932 to inflation in 1934 was a key reason that output expanded.
But boosting aggregate demand did not end the Great Depression. After the initial stock market crash of 1929 and subsequent economic plunge, a recovery began in the summer of 1932, well before the New Deal. The Federal Reserve Board's Index of Industrial production rose nearly 50% between the Depression's trough of July 1932 and June 1933. This was a period of significant deflation. Inflation began after June 1933, following the demise of the gold standard. Despite higher aggregate demand, industrial production was roughly flat over the following year.
The growth that followed the low point of the Depression was primarily due to productivity. Productivity is considered a supply-side factor by many economists: It is determined by the technology and regulatory structure of the economy and therefore is largely independent of spending policies.
The growth rate of real per capita output is the sum of the growth rate of per capita labor input and productivity growth. Increasing aggregate demand is supposed to increase output growth by increasing labor input. But between 1932 and 1934, the period that Mr. Bernanke cited in his speech, per capita real gross domestic product (GDP) growth was entirely due to productivity growth, as per capita total hours worked—a standard measure of labor input—was actually, according to our research, lower in 1934 than it was in 1932.
One reason that many believe higher aggregate demand brought about by government spending programs and monetary expansion created recovery is because unemployment did decline between 1933 and 1937. But declining unemployment reflected significant work-sharing in New Deal policies that began in 1933 with the President's Reemployment Agreement and continued with the National Industrial Recovery Act of 1933 and the Fair Labor Standards Act of 1938.
Work-sharing increased employment by spreading jobs across more people. Spreading scarce jobs was probably desirable. But the key point is that higher aggregate demand didn't significantly expand the amount of work that was done.
Productivity growth continued to be the major factor for the rest of the 1930s, accounting for about three-quarters of the growth in real per capita output that occurred between 1932 and 1939. But despite rapid productivity growth, the economy remained well below trend because labor input failed to recover. In 1939, labor input as measured by total hours worked per adult was more than 20% below the 1929 level.
Per capita real GDP was about 27% below trend in 1939, with more than three-quarters of this shortfall due to the continuing depression in labor. Our research indicates that New Deal industrial and labor policies, such as the National Industrial Recovery Act and the Wagner Act (the National Labor Relations Act), were the main reasons. The NIRA, for example, fostered monopoly and raised wages well above underlying worker productivity by a quid pro quo arrangement of relaxing antitrust enforcement in exchange for industry paying substantially higher wages.

The Wagner Act substantially increased unionization and union power. This, in conjunction with government's toleration of sit-down strikes, in which union workers forcibly seized factories to stop production, increased wages further.

In the absence of these policies, we estimate that labor input would have been about 20% higher than it was at the end of the 1930s and would have returned the economy to trend by that time.
Productivity growth is overlooked today. But as in the case of the Great Depression, economic growth since the trough of the Great Recession in June 2009 has been largely accounted for by productivity growth rather than the restoration of jobs. Following the recession's June 2009 trough, about 80% of real per capita GDP growth is due to growth in output per hour worked. And GDP growth is slowing now because productivity is no longer growing.
The economy began to recover following the New Deal because policy changed for the better. In a 1938 speech President Roosevelt acknowledged that some administration policies were retarding recovery. Economic policy shifted considerably around this time, and the economy boomed. Antitrust enforcement resumed. The fiercely controversial undistributed profits tax, which was retarding investment, was drastically reduced and then eliminated in 1939. The sit-down strike was declared illegal, and employers could fire sit-down strikers.
The policy changes in the late 1930s benefited the economy by increasing competition, by bringing wages more in line with productivity, and by improving the incentives for investing. Many assume that World War II spending singlehandedly brought the economy out of the Depression, but nearly half of the increase in nonmilitary hours worked between 1939 and the peak of the war already had occurred by 1941, well before the major wartime spending took place.
Policy can also improve today. The bipartisan Joint Select Committee on Deficit Reduction will make a recommendation by Nov. 23 to deal with future deficits. It has an outstanding opportunity to initiate broad-based tax reform that adopts the recommendations of most bipartisan tax reform commissions of the last 20 years: a simpler tax code that improves the incentives to hire and invest, broadens the tax base, lowers the corporate income tax, and also eliminates loopholes to equalize tax treatment of capital income. Sensibly addressing our long-run challenges will do more for the economy than continuing the stop-gap measures that have dominated policy-making for the last three years.

Mr. Cole is professor of economics at the University of Pennsylvania. Mr. Ohanian is professor of Economics at UCLA and a senior fellow at the Hoover Institution. They are authors of "New Deal Policies and the Persistence of the Great Depression: A General Equilibrium Analysis" (Journal of Political Economy, 2004).


Narcotrafico na Bolivia: crescimento sustentado...


 La sentencia más incómoda para Evo Morales
Redacción
BBC Mundo, 24/09/2011

El gobierno de Bolivia trató de descalificar la sentencia en las semanas previas.
La sentencia a 14 años de cárcel en Estados Unidos al exzar antidrogas de Bolivia por narcotráfico, aunque esperada, se produce en un momento delicado para el presidente Evo Morales que desde hace casi un mes y medio se ha enfrentado a protestas ambientalistas.
La prensa boliviana ha seguido de cerca en los últimos meses el caso de René Sanabria, que fue detenido en febrero en Panamá y que declaró su culpabilidad ante el tribunal de Miami que lo ha condenado.
Sanabria era considerado un hombre de confianza de Morales y su caso ha dañado en el ámbito internacional la credibilidad de la política antidrogas de Morales.
El efecto en Bolivia ha tratado de ser contenido en las últimas semanas por el gobierno, que calificó la condena de politizada, al provenir de EE.UU., país con el que rompió la colaboración antidrogas en 2008.
Morales advirtió que Sanabria podría estar negociando con las autoridades de EE.UU. "dañar su imagen, para que su pena sea más corta".
Tras conocer la sentencia, el viceministro de Régimen Interior dijo que el gobierno estaba satisfecho porque durante su última intervención en el banquillo no acusó a terceras personas.

Las marchas en Bolivia han resurgido en el último mes.
"La captura de Sanabria fue un golpe para Morales pero sus mayores efectos se produjeron al conocerse la noticia", valora Jaime Cordero, analista de la actualidad boliviana, en conversación con BBC Mundo.
"La sentencia es simplemente la ratificación de que la política antinarcóticos de Morales es de tolerancia", afirma Cordero, politólogo de la Universidad Católica.
El fallo llega, no obstante, en un momento de creciente conflictividad. "El gobierno se enfrenta de nuevo a una espiral de conflictos y su apoyo ha caído en las encuestas por debajo del 40%".
Tras el "gasolinazo" de enero, una fuerte subida de los precios de la gasolina, las protestas habían dado una tregua al gobierno, pero éstas han resurgido contra su intención de construir una autopista de 300 kilómetros en el Amazonas.
El conflicto con las etnias de la Amazonia está deteriorando la imagen de indigenista y ecologista que cultiva Morales.
A pesar de su problema de popularidad, agrega Cordero, en la oposición no ha surgido aún ningún rival que pueda competir contra Morales, quien en 2009 renovó su mandato presidencial por cinco años más.

"La política antidrogas de Bolivia no solo genera tensión con Estados Unidos, sino también cada vez más con varios países vecinos y de la Unión Europea"
 Brceu Bagley, experto en política antidrogas

Protestas internacionales
Las repercusiones de la condena a Sanabria para Bolivia son profundas, no solo en Estados Unidos, según Bruce Bagley, experto en narcotráfico en la Universidad de Miami, sino también en otros países.
"La política antidrogas de Bolivia no solo genera tensión con Estados Unidos, sino también cada vez más con varios países vecinos y de la Unión Europea", según Bagley.
Bagley sostiene que el malestar en países como Perú, Brasil y Argentina ha crecido porque observan que ha crecido el tráfico de drogas con origen en Bolivia.
"Se han callado porque hay intereses en juego", observa. "Por ejemplo Brasil, que tiene acuerdos gasísticos con Bolivia, ha reforzado su frontera sur con 7.000 soldados"
"Los países europeos, otro mercado de destino de la cocaína, también han espresado en reuniones internacionales su preocupación creciente contra Bolivia".
El gobierno de Evo Morales tomó en los últimos años varias medidas contra el narcotráfico que causaron protestas internacionales.
En 2008, expulsó a la agencia antidroga estadounidense, la DEA, tras acusar a sus agentes de conspirar contra el gobierno.
Y su gobierno, que cuenta con el respaldo de los productores de hoja de coca, amplió la superficie permitida para la siembra de esta planta, que es la sustancia con la que se fabrica la cocaína.
Estados Unidos incluye a Bolivia en su lista negra de los tres países que han roto ostensiblemente sus obligaciones internacionales en materia de tráfico de drogas.
Washington considera que la expulsión de sus 30 agentes ha dejado al narcotráfico fuera de control.

Desarmamento nuclear? Você acredita nisso?

Meu mais recente artigo publicado: 



Digressões contrarianistas sobre o desarmamento nuclear
Relação de Originais n. 2320; Pubicados n. 1053.

Bondades sociais provocam desemprego pouco social... PCdoB, um partido reacionario...

Os comunistas estão sempre querendo criar vantagens, direitos, conquistas sociais. Eles acabam provocando desemprego e atraso.
Isso sempre se soube, mas é bom ter exemplos concretos...
Paulo Roberto de Almeida


Estágios: a lei de Manuela D'Ávila acabou com os sonhos dos estagiários
Coluna do jornalista Políbio Braga, 26/09/2011

A deputada Manuela D'Ávila, PCdoB, não está neste momento no Brasil para verificar o estrago que produziu a lei que ela conseguiu emplacar no Congresso, a chamada Lei do Estágio, que entrou em vigor em 2008.
Manuela D'Ávila nem se sabe o que foi buscar na China, mas nada de bom pode sair do regime ditatorial fascio-comunista, autoritário e centralizador de Pequim.
Se a deputada estivesse em Porto Alegre nesta segunda-feira, não teria o que comemorar no terceiro aniversário da sua criatura.
Acontece que as "vantagens" que introduziu para "proteger" e "expandir" o sistema de estágios, acabaram transformando-se num tremendo fracasso. A lei impôs férias para os estagiários, reduziu a jornada de trabalho de 8 para 6 horas, criou quotas e impôs vale-refeição e vale-transporte. As empresas cortaram drasticamente a contratação de estagiários, porque seus custos inviabilizaram o sistema.
O Inep/MEC informou que 13,3 milhões de alunos estão aptos a ingressar no mercado de trabalho por meio de estágios, mas só 7,5% conseguem vaga,
Eis dois números eloquentes:

1) Antes da aprovação da lei Manuela, o País possuía 1,1 milhão de estagiários, número que três anos depois caiu para 900 mil.
2) Apenas 14,5% dos 5,1 milhões de estudantes universitários conseguem estagiar (no ensino médio, o número é pior ainda, porque só 3,1% conseguem estágio).

Fonte: A empresa Nube, a maior do Brasil na área. O editor foi conversar sobre isto com Natália Varga, coordenadora de Recrutamento e Seleção da empresa.

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Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...