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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Brasil – a verdadeira soberania - Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo + Madame IA)

Reproduzo, pelo significado de interesse nacional a exposição de Carlos Alberto Di Franco. Grato a Flavio Miragaia Perri a transcriçao deste artigo.


Brasil – a verdadeira soberania

Carlos Alberto Di Franco 

O Estado de S. Paulo, 22 de jun. de 2026

O Brasil atravessa um momento decisivo. O País vive uma perigosa combinação de paralisia institucional, radicalização política e ausência de um projeto nacional consistente. O debate público foi capturado pela lógica simplificadora da polarização. De um lado e de outro, multiplicam-se discursos inflamados, slogans vazios e disputas que alimentam ressentimentos, mas não oferecem soluções.

Ao mesmo tempo, cresce na sociedade um sentimento silencioso, porém cada vez mais perceptível: o desejo de uma liderança madura, equilibrada e capaz de olhar além do calendário eleitoral. O Brasil precisa reencontrar um rumo. Precisa recolocar o desenvolvimento, a segurança e a prosperidade no centro da agenda nacional.

O recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos reacendeu, à direita e à esquerda, um debate superficial sobre soberania nacional. Mais uma vez, políticos transformaram um tema sério em instrumento de propaganda. A soberania passou a ser tratada como peça de marketing eleitoral. Discursa-se muito e governa-se pouco.

Mas a verdadeira soberania não se mede pela retórica. Ela se expressa na capacidade de uma nação proteger seus cidadãos, garantir sua segurança, explorar suas riquezas de forma responsável e criar condições para o crescimento econômico.

Sob essa perspectiva, o Brasil enfrenta dois graves problemas de soberania.

O primeiro é o avanço avassalador do crime organizado. Facções criminosas deixaram de ser apenas organizações dedicadas ao tráfico de drogas. Transformaram-se em estruturas sofisticadas de poder, com presença em diversas regiões do País, influência econômica crescente e capacidade de infiltração em setores do Estado. Em muitas localidades, o crime organizado já exerce funções que deveriam ser exclusivas do poder público.

O cidadão comum percebe essa realidade diariamente. A população convive com o medo, com a violência e com a sensação de abandono. A soberania de um país é profundamente ferida quando seus habitantes deixam de ser protegidos pelo Estado e passam a viver sob a ameaça permanente de organizações criminosas.

O segundo problema é o bloqueio sistemático ao desenvolvimento nacional. O Brasil tornou-se refém de uma burocracia sufocante, de um emaranhado regulatório irracional e da ação de grupos organizados que frequentemente atuam contra projetos estratégicos para o País.

Essa realidade se manifesta com especial intensidade na Amazônia. A região concentra riquezas minerais, energéticas e ambientais extraordinárias. Possui potencial para gerar emprego, renda, inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável em larga escala. No entanto, sucessivos obstáculos ideológicos e burocráticos impedem que o Brasil aproveite plenamente suas próprias oportunidades.

Não se trata de defender devastação ambiental nem de desprezar a importância da preservação. Mas preservar não pode significar condenar milhões de brasileiros à pobreza, nem transformar a Amazônia num imenso santuário intocável administrado, na prática, por interesses externos.

O Brasil precisa exercer sua autoridade sobre o próprio território. A exploração responsável das riquezas minerais, a produção de energia, a abertura de infraestrutura logística, a ampliação da conectividade e a geração de empregos são instrumentos legítimos de soberania nacional. País algum se desenvolveu renunciando ao uso racional de seus recursos naturais.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. Nos últimos 14 anos, 111 países cresceram mais do que o Brasil. Estudos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional mostram que, entre 123 países analisados, apenas 11 registraram desempenho inferior ao brasileiro. Em outras palavras, cerca de 90% do mundo avançou mais rapidamente do que nós.

O resultado está à vista. Crescemos pouco, investimos pouco e oferecemos poucas perspectivas às novas gerações. Milhões de jovens brasileiros olham para o futuro com insegurança. O País, que poderia ser uma potência global, contenta-se com desempenhos modestos.

O Brasil precisa de líderes que pensem grande, compreendam a complexidade nacional e sejam capazes de formular um projeto consistente de longo prazo. Governar não é administrar crises sucessivas. Governar é construir futuro.

O estadista não alimenta divisões artificiais. Não governa para as redes sociais nem para as próximas eleições. Governa para a próxima geração. Sabe que a prosperidade nasce da liberdade econômica, da segurança jurídica, da educação de qualidade e da valorização do trabalho.

O Brasil dispõe de território, recursos naturais, capacidade produtiva, talento humano e força empreendedora para ocupar posição muito mais relevante no cenário internacional. O que falta não são riquezas. Falta liderança.

A verdadeira revolução de que o País necessita não é ideológica. É uma revolução de responsabilidade, de competência e de visão estratégica. Uma revolução que enfrente o crime organizado com firmeza, liberte o potencial econômico da Amazônia e devolva aos brasileiros a confiança no futuro. O Brasil precisa de um estadista. •

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Comentários Madame IA: 

Brasil – a verdadeira soberania - Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo): 


Diagnóstico Crítico da Paralisia Nacional e a Ilusão da Retórica
O artigo do jornalista Carlos Alberto Di Franco, reproduzido no blog do embaixador Paulo Roberto de Almeida, apresenta um diagnóstico severo e estruturado sobre o atual estado de letargia em que o Brasil se encontra, chamando a atenção para a perigosa combinação de paralisia institucional, radicalização política e ausência de um projeto nacional consistente. A crítica central do autor foca em como o debate público nacional foi completamente sequestrado por slogans vazios e por uma polarização eleitoreira que atende a conveniências partidárias, mas falha gravemente em prover respostas aos dilemas estruturais do país. Nesse cenário de beligerância estéril, o conceito de soberania é frequentemente degradado, transformando-se em mero instrumento de propaganda ideológica e marketing político, tanto à esquerda quanto à direita, especialmente após eventos de impacto internacional como o recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Di Franco contrapõe essa conduta demagógica à realidade pragmática, argumentando que a verdadeira soberania não reside no gogó diplomático ou em discursos nacionalistas inflamados, mas sim na eficiência real do Estado em proteger seus cidadãos, garantir segurança jurídica e promover um ambiente de prosperidade econômica sustentável. [1, 2, 3, 4]
O Avanço do Crime Organizado como Estado Paralelo
No topo das ameaças reais à soberania territorial e civil, a análise destaca o avanço avassalador das facções criminosas no território brasileiro, apontando que estas deixaram de atuar puramente como cartéis de tráfico para se converterem em estruturas sofisticadas de poder com capacidade de infiltração em setores do Estado. O texto adota uma postura contundente ao demonstrar que, em diversas regiões do território nacional, o crime organizado já assumiu funções que deveriam ser prerrogativas exclusivas do poder público, submetendo a população a uma rotina de medo, violência e completo desamparo. Esse fenômeno representa a falência da soberania na sua dimensão mais elementar, uma vez que o monopólio legítimo da força foi quebrado pelo crime, ferindo de morte o contrato social e a capacidade do governo de exercer autoridade efetiva sobre suas próprias fronteiras e comunidades. [1, 2, 3]
O Bloqueio Regulatório e o Potencial Sufocado da Amazônia
O segundo grande entrave à soberania nacional detalhado na publicação diz respeito ao bloqueio sistemático do desenvolvimento, gerado por uma burocracia sufocante, um emaranhado regulatório irracional e a ingerência de grupos ideológicos. O principal front desse embate é a região amazônica, detentora de um potencial gigantesco em recursos minerais, energéticos e ambientais. A crítica do autor direciona-se contra as correntes que, sob o pretexto da preservação, acabam por transformar a região em um santuário intocável que, na prática, é administrado por interesses externos, condenando milhões de habitantes locais à miséria extrema. Di Franco defende firmemente que o uso racional, tecnológico e sustentável dos recursos naturais é o caminho legítimo para afirmar a soberania sobre o território, uma vez que a vulnerabilidade socioeconômica abre margem para pressões internacionais geopolíticas indesejadas. [1, 2, 3, 4]
O Declínio Econômico Comparativo e a Urgência do Estadismo
Para fundamentar empiricamente o declínio do país, a análise recorre a dados alarmantes baseados em estudos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, os quais revelam que nos últimos quatorze anos cerca de noventa por cento do mundo avançou mais rapidamente do que o Brasil. Esse fraco desempenho econômico crônico joga uma sombra de forte insegurança sobre o futuro das novas gerações de jovens, que se deparam com um mercado estagnado e sem perspectivas de mobilidade social. Di Franco conclui seu manifesto cobrando uma mudança profunda no perfil da governança nacional, afirmando que o país carece desesperadamente de um estadista que pense grande e governe voltado para a próxima geração, e não para as redes sociais ou para o próximo calendário eleitoral. A verdadeira transformação exigida não passa por revoluções de viés ideológico, mas sim por um choque de competência, liberdade econômica, segurança jurídica e responsabilidade estratégica de longo prazo. [1, 2, 3]


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