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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresarios: Brasilia, 18 e 19 de setembro

Empresário no Brasil é um herói, pior, é um ser temerário, além do mais, pois além de enfrentar as dificuldades naturais dos mercados -- sabem como é, concorrência, cálculos de custos, inovação, sacrifício pessoal, essas coisas menores da vida -- ainda tem de enfrentar as dificuldades anti-naturais e eu até diria perversas, artificiais, rentistas, burocráticas, expropriatórias, criadas por um Estado balofo, ineficiente, e pior ainda, dominado, como o nosso atualmente, por um bando de sanguessugas incompetentes.
Quem é o cidadão normal que topa uma parada dura? Poucos. Muitos receberam o negócio da família, e tentam tocar o barco adiante, na procela do governo, nas tempestades criadas pelos incompetentes (e são muitos, infelizmente, pois nossas escolas não preparam os alunos para a vida real, pois estão infestadas de saúvas freireanas), e mais ainda, precisam enfrentar os monstros marinhos da Receita Federal, aquela coisa mitológica que engole todo mundo, mesmo um Ulisses destemido...
E quem são esses jovens que se lançam assim ao mar, temerários e corajosos?
São a nossa salvação como país.
Por isso eu não hesito em apoiar este evento, que me foi comunicado por um amigo do peito, Mario Machado, que tem a seu cargo um dos melhores blogs que conheço da nossa área, o Coisas Internacionais (de vez em quando eu o copio, de vez em quando ele me copia).
Aqui vai: quem puder, compareça; quem não puder, tente contatar os organizadores, para saber o que se passou.
Repito, eles são a salvação do Brasil.
Paulo Roberto de Almeida

Oportunidade: Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários, Brasília, 18 e 19 de setembro

CIJE
Entre os dias 18 e 19 de setembro, em Brasília, jovens empresários de toda Ibero-América irão se reunir para o V CIJE Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários e debater integração e competitividade do ponto de vista de quem empreende, arregaça as mangas e assume o risco dos negócios. O Evento será aberto a visitantes que poderão assistir aos painéis e fazer network.
Os profissionais de qualquer campo sabem quão importante é o network para desenvolver suas atividades e essa é uma excelente oportunidade para os estudantes de Relações Internacionais começarem a somar vivência de negócios internacionais a sua formação acadêmica.
V CIJE – Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários

O QUE É O CIJE

Os Congressos Ibero-Americanos têm por missão promover o intercâmbio de experiências exitosas dos setores produtivos das regiões, favorecer circunstâncias que permitam a criação e a sustentabilidade das iniciativas empresariais, promover o turismo de negócios, bem como buscar a integração econômica regional e a formação de lideranças empresariais.

"FIJE: POR UMA IBERO-AMÉRICA MAIS COMPETITIVA E INTEGRADA"

A FIJE promoverá um projeto de fortalecimento do ambiente de negócios para o desenvolvimento econômico dos países ibero-americanos. O projeto é composto por três ações: Brasil: A Bola da Vez! – reuniões em 10 países ibero-americanos filiados à FIJE, para apresentar o projeto e fomentar o desenvolvimento do turismo de negócios no Brasil; Realização do V CIJE – Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários, cujo tema será “Por uma Ibero-América mais Competitiva e Integrada”; JE Negócios – lançamento da plataforma web para o desenvolvimento de negócios entre os países filiados à FIJE.
O público estimado é de 300 jovens líderes empresariais provenientes de 20 países da Ibero-América. Durante o evento haverá uma área de negócios e de relacionamento e o público estimado de visitantes é de 2.000 pessoas.

CONGRESSOS ANTERIORES

Desde 2010, a FIJE organiza anualmente o Congresso Ibero-Americano de Jovens Empresários – CIJE para promover a interação entre os jovens empresários e o compartilhamento de experiências. O objetivo do evento e seu público alvo têm despertado interesse de pessoas ilustres, como D. Felipe de Bourbon, Príncipe das Astúrias; o prêmio Nobel da Paz 2006, Muhammad Yunus; o Presidente da República do Brasil quando em exercício, José Alencar, bem como outros Presidentes de República e autoridades, de diversos países, que simpatizam com o movimento de jovens empresários.

PROGRAMA

17 de setembro, quarta-feira
Local: Sala de Reuniões, Hotel Base Concept
Endereço: Aeroporto Internacional de Brasília, Setor de Concessionárias, Lote 2, Brasília, DF, CEP: 71608-900
10h - 12h: Visita técnica ao Aeroporto Internacional de Brasília (Somente para presidentes de AJEs, Diretoria da FIJE e convidados)
12h - 14h: Almoço da FIJE
14h - 18h: Assembléia Geral e Assembléia Eleitoral da FIJE
20h: Confraternização de boas-vindas para delegação da FIJE
18 de setembro, quinta-feira
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Endereço: SDC Eixo Monumental, Lote 05, Ala Norte, Térreo, Brasília, DF, CEP: 70070-350
09h - 12h: Abertura do evento com autoridades e parceiros - Café Político Internacional com presidentes das AJEs da Ibero-América
12h - 14h: Almoço de confraternização
14h30 - 16h: Painel sobre Educação Empreendedora
16h - 16h30: Intervalo
16h30 - 18h: Painel sobre Energias Renováveis
18h - 20h: Happy hour e Lounge de relacionamento FIJE
20h - 23h30: Jantar do Bloco Mercosul de Jovens Empresários (somente para convidados)
19 de setembro, sexta-feira
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Endereço: SDC Eixo Monumental, Lote 05, Ala Norte, Térreo, Brasília, DF, CEP: 70070-350
08h30 - 09h30: Reunião Bloco Mercosul de Jovens Empresários (Somente para presidentes de AJEs, Diretoria do Bloco Mercosul e convidados)
10h - 12h: Palestra sobre financiamento de projetos para juventude
12h30 - 14h30: Almoço de confraternização
15h - 16h: Visita técnica ao Estádio Nacional Mané Garrincha (aberta a todos os participantes do evento)
16h - 18h: Palestra sobre a experiência da Copa do Mundo no Brasil e o esporte como ferramenta de desenvolvimento social
18h: Encerramento do evento: Happy hour e Lounge de relacionamento FIJE
19h - 21h: Jogo de futebol da Ibero-América
Mais informações em: http://cije.fije.org/index_pt.php
____________

ver este link: http://www.coisasinternacionais.com/2014/09/oportunidade-congresso-ibero-americano.html

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Eleicoes 2014: empresarios preferem Aecio a Campos-Marina e rejeitamDilma (Valor)

A melhora do candidato do PSDB, Aécio Neves, nas mais recentes pesquisas eleitorais e a perspectiva mais clara de que o futuro presidente da República será eleito em 2º turno estão levando empresários a convergir no apoio à candidatura do senador mineiro.

Votação realizada pelo Valor na festa de entrega do prêmio Executivo de Valor, na segunda-feira, mostrou o franco favoritismo de Aécio Neves na elite empresarial. De 249 convidados presentes, entre os quais os CEOs premiados de 23 setores econômicos e gestores influentes de grandes empresas brasileiras, votaram 103. Aécio Neves ficou com 72 votos, 70% do total. O candidato do PSB, Eduardo Campos, teve 17 votos, 16,5% das preferências. A presidente Dilma Rousseff teve apenas 3 votos.

Até algumas semanas atrás, era nítido o crescente interesse dos grandes empresários por Campos. O argumento repetido por muitos era que, em eventual 2º turno, as chances do candidato pernambucano seriam muito maiores, porque ele contaria com o voto dos eleitores de Aécio enquanto o contrário não se daria. 

Dificilmente, diziam, os eleitores atraídos à candidatura de Campos pela sua vice Marina Silva votariam em Aécio. Seria alta a probabilidade de que os eleitores de Marina se dividissem entre Aécio e Dilma levando a candidata do PT à vitória em 2ºturno. A saída seria então trabalhar para Campos passar ao 2º turno, única forma de tirar o PT do poder.

A presidente colhe frutos de seu pouco diálogo com a classe empresarial. O Valor pediu aos convidados que dessem nota de zero a dez ao governo. 88,5% dos votantes deram notas de zero a cinco, sendo que 16,67% atribuíram nota zero. Somente uma pessoa deu 10.

A votação realizada pelo Valor, obviamente, não tem relevância estatística, mas é um termômetro do que discute nesse momento a elite empresarial. Vários executivos, ao fazer uso da palavra no momento de receber seus prêmios, não economizaram críticas à situação do país e, com diferentes palavras, repetiram o conselho a seus pares de que esta é a hora de mudança.

Nas rodas, a conversa ia do entusiasmo com a subida nas pesquisas de Aécio, que para muitos surpreendia, às críticas à situação fiscal, à situação da indústria, cada vez mais irrelevante no PIB, até a preocupação com a crise energética. (Valor Econômico).

quinta-feira, 13 de março de 2014

Academia brasileira: descobrindo a polvora, mais uma vez: empresarios sao anticomunistas e amigos de outros capitalistas

Muito do que parece estar nessa tese já tinha sido objeto da tese de René Armand Dreyfus, duas décadas atrás, sobre o mesmo tema.
Me parece surpreendente que alguém se surpreenda que empresários, em geral e também no Brasil, sejam anticomunistas (pois parece que comunistas querem acabar com os empresários), e que eles procurem laços com outros empresários, inclusive americanos, vejam que coisa surpreendente...
Parece que estão descobrindo a pólvora na universidade brasileira...
Quem sabe, da próxima vez, os empresários brasileiros se sentem amigavelmente com os seus opositores e lhes digam: ?Camaradas, não sejam tão anti-capitalistas, nós só queremos trabalhar para o bem do Brasil; por que vocês não abandonam essas ideias socialistas que são nefastas para a sociedade?"
Os atuais companheiros são mais espertos: eles não querem destruir o capitalismo, eles só querem viver às custas dos capitalistas. Mais simples não é verdade?
Paulo Roberto de Almeida

Elite econômica que deu golpe no Brasil tinha braços internacionais, diz historiadora

A afirmação é da historiadora Martina Spohr, coordenadora da área de Documentação do CPDOC da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e estudiosa do regime ditatorial que vigorou no Brasil até 1985.

Além de atuar no movimento civil-militar que conspirou e depôs o presidente João Goulart em 1964, a elite empresarial brasileira também manteve, ao longo de todos os anos 1960, estreito vínculo com o capital estrangeiro, numa “relação íntima” com os interesses dos executivos norte-americanos. A afirmação é da historiadora Martina Spohr, coordenadora da área de Documentação do CPDOC da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e estudiosa do regime ditatorial que vigorou no Brasil até 1985.
Como muitos pesquisadores que se debruçam sobre o período, Martina concebe o 31 de março como um golpe classista e empresarial-militar. No mestrado, "Páginas golpistas: anticomunismo e democracia no projeto editorial do IPES (1961-1964)", concluído em 2010 pela UFF (Universidade Federal Fluminense), Martina esmiuçou o projeto editorial do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, organização fundada com o objetivo público de defender a "livre iniciativa" e a "economia de mercado", mas que funcionou, na prática, como um ponto de encontro de acadêmicos conservadores, empresários e militares empenhados em desestabilizar o governo de João Goulart (1961-1964).
No doutorado, em andamento na UFRJ (com uma bolsa-sanduíche na Brown University, nos EUA), Martina aprofundou a pesquisa sobre os civis que fizeram o regime militar. Por conta de seu trabalho na chefia do setor de Documentação do CPDOC/FGV, começou a colecionar indícios de que muitos dos empresários brasileiros que atuaram com destaque na conspiração pré-64 também buscavam criar uma espécie de rede empresarial anticomunista com fortes laços em todo o continente.
Um desses homens de negócios era o paulista Paulo Ayres Filho, empresário da indústria farmacêutica. Seu acervo particular — que reúne cartas, recortes de jornal, papéis importantes e cópias de grande parte da documentação do extinto Ipês-SP — foi doado, pelos herdeiros, ao CPDOC/FGV, que tradicionalmente trabalha com a organização e a preservação de arquivos particulares da elite brasileira. Esse material, tratado por Martina, faz parte do rol de fontes primárias que compõem a pesquisa provisoriamente intitulada “Elite orgânica transnacional: a rede de relações político-empresarial anticomunista entre Brasil e Estados Unidos (1961-1968)”.
“Trabalho com a existência de uma elite orgânica transnacional, que não estava só no Brasil e tinha seus braços internacionais. Personagens importantes do empresariado latino-americano estavam de alguma maneira envolvidos com norte-americanos”, afirma Martina, explicando que foi a partir de Paulo Ayres Filho, anticomunista ferrenho e um dos fundadores do Ipês, que pôde começar a mapear essa rede.
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