sábado, 17 de janeiro de 2015

Academia.edu: os textos PRA de MENOR acesso (ZERO downloads)

Bem, sendo honesto com todos e comigo mesmo, esta é a listagem dos trabalhos mais infelizes, pelo menos até aqui. Estão se sentindo rejeitados, os coitadinhos. Zero acessos no Academia.edu.
Estou até pensando em ajudá-los psicologicamente, fazendo pelo menos um download de cada um, mas tem de ser clandestino, claro...
Paulo Roberto de Almeida
16/01/2015

2601) A economia e a política do Brasil em tempos não convencionais (nunca antes mesmo...) (2014)000110
2570) Presidential leadership and economic regimes in Brazil: structural transformations, institutional building up (2014)11010
2604) Les pays emergents à Trente Ans de Grands Changements Mondiaux (2014)11010
2617) Historical and Contemporary Trends in Brazilian Foreign Policy in the Latin American Context (2014)11030
2622) A guerra de 1914-1918 e o Brasil: impactos imediatos, efeitos permanentes (2014)00010
2613) Prata da Casa - Boletim ADB: 2ro. trimestre 201422070
2634) Prata da Casa - Boletim ADB: 3ro. trimestre 201400050
2279) Espaço Sophia: lista de artigos publicados por Paulo Roberto de Almeida (2007-2014)64060
1369) Sete previsões Imprevidentes: minha ‘caixa de surpresas’ para o novo ano (2005)53050
1510) “Resoluções de Ano Novo: uma nova ‘caixa de surpresas’ para o ano que se inicia (2005-2006)11010
1703) Previsões para o ano da graça de 2007: sempre otimista quanto à sua impossibilidade (2006-2007)00000
1855) Minhas previsões imprevidentes para 200800000
1963) Previsões imprevisíveis em tempos de crise global: minha astrologia econômica para 2009 (e mais além)00000
2070) A Primeira Década do Século 21: um retrospecto e algumas previsões imprevisíveis” (2009-2010)00000
2231) Previsões imprevisíveis para o Brasil em 2011: Resoluções para o novo governo à maneira de Benjamin Franklin (2010-2011)11010
2345) Previsões imprevisíveis para 201200000
2455) Minhas Previsões Imprevisíveis para 201311010
2544) Previsões imprevidentes para 2014: sempre apostando no melhor32030
Citations of PRAlmeida works, in a Google Scholar list1890180
2741) Resoluções de Ano Novo: minhas promessas (críveis?) para 2015 (sem garantia de cumprimento, porém...)44040
2713) Dois livros: as Quatro Liberdades e um Projeto para o Brasil (2014)11010
2705) Reforming the World Monetary System: book review (2014)11010
2688) A Utopia pouco Concreta dos órfãos do socialismo: Jean François Revel (2014)21020
2682) Prata da Casa - Boletim ADB: 4ro. trimestre 201441040
2633) Fronda empresarial: o Brasil precisa de uma (2014)33030
2743) Vídeos Paulo Roberto de Almeida no YouTube (2011-2014)20100200
1156) Nota liminar sobre o Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (2014)44230440
2724) O Instituto Brasileiro de Relações Internacionais e a Revista Brasileira de Política Internacional: contribuição intelectual, de 1954 a 201411010
2600) Brasil no Brics (2015)00000

Academia.edu: os textos PRA de maior acesso (downloads)

Ao uploadar agora um novo texto, capítulo de um livro que ainda não foi publicado (e que por isso mesmo entra na categoria dos zero acessos), copiei tão simplesmente a tabela de visitas organizada pelo critério dos trabalhos que "sofreram" (seria esse o termo) o maior número de acessos, ou melhor, de downloads.
Ei-los aqui...
Paulo Roberto de Almeida
16/01/2015

Title60-Day Views60-Day Uniques60-Day DownloadsAll-Time ViewsAll-Time Downloads
22) Prata da Casa: os livros dos diplomatas (Edição de Autor, 2014)298244301,115148
2469) Vision 2050: A New Political and Economic Map of the World (2013)76030049
19) Integração Regional: uma introdução (2013)1613616247
O roubo mafioso na Petrobras: depoimento de funcionario à DPF2611774626146
21) Nunca Antes na Diplomacia: a politica externa brasileira em tempos não convencionais (2014)2120414238
26) Volta ao Mundo em 25 Ensaios: Relações Internacionais e Economia Mundial (2014)52341612835
2723) Produção intelectual sobre relações internacionais e política externa do Brasil (1954-2-14)126783512635
25) Rompendo Fronteiras: a academia pensa a diplomacia (2014)251969728
039) Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX (2004)4133219727
16) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (2010)3027520826
24) Codex Diplomaticus Brasiliensis: livros de diplomatas brasileiros (2014)8769815725
23) Polindo a Prata da Casa: mini-resenhas de livros de diplomatas (2014)3625713023
18) Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização (2012)15635522
2479) Brazilian Economic Historiography: an essay on bibliographical synthesis (2013-14)65010317
2546) Géoéconomie du Brésil : un géant empêtré? (2014)131009615
102) Oswaldo Aranha: na continuidade do estadismo de Rio Branco (2013)2014114814
01) O Mercosul no contexto regional e internacional (1993)221935613
13) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2005)3311513
101) Pensamento diplomático brasileiro: introdução metodológica às ideias e ações de alguns dos seus representantes (2013)4317913
10) Une histoire du Brésil: pour comprendre le Brésil contemporain (2002)413812
2590) Deformações da História do Brasil: o governo Goulart, o mito das reformas de base e o maniqueísmo historiográfico em torno do movimento militar de 1964 (2014)5133125112
08) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2001)131317111
12) Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2004) 2221911
086) O Bric e a substituição de hegemonias: um exercício analítico (perspectiva histórico-diplomática sobre a emergência de um novo cenário global)” (2010)5403211
091) Teoria das Relações Internacionais – Apresentação (2012)76010411
2444) O impacto da economia nas relações internacionais contemporâneas (2012)0007611
Youssef na Veja: "Eles Sabiam (Lula e Dilma)"33011911
094) A economia do Brasil nos tempos do Barão do Rio Branco (2012)1212210010
2263) Historiografia econômica brasileira: uma tentativa de síntese bibliográfica (2011)3312610
11) The Drama of Brazilian Politics: From Dom João to Marina Silva (2014)121117610
2739) Fim das utopias na Casa de Rio Branco?2016102010
001) O Paradigma Perdido: a Revolução Burguesa de

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Crimes economicos do lulo-petismo: agora um super-mega-hiper crime, para um TPI da corrupcao mastodontica

Os companheiros nunca vão deixar de desafiar a nossa imaginação: quando a gente acha que eles já se cansaram de fazer super-mega c......s, eles aparecem com uma hiper c.....a. Eles são incansáveis no serviço. E ainda querem que paguemos a conta. 
Só não solto um palavrão porque este espaço é frequentado por menores e senhoras piedosas. 
Paulo Roberto de Almeida 

Está em curso um troço realmente do balacobaco, que a Folha traz em sua manchete de hoje. Eu poderia dizer que é a cara do PT. E é. Mas também é a cara das piores práticas da ditadura militar. E o PT, como é sabido, mimetiza muitos procedimentos daquele período. O emblema talvez seja Delfim Netto, guru econômico da linha-dura fardada e de Lula. Mas vamos ao ponto, que sintetizo em tópicos.

1: O governo petista decidiu estimular a indústria naval brasileira. Que bom!  A companheirada é assim mesmo: executa uma política econômica que liquida os setores competitivos para estimular aqueles em que o país não conseguirá ser eficiente.

2: Sob os auspícios de Lula e Dilma, criou-se a Sete, empresa para construir e alugar 28 sondas de perfuração, um projeto orçado em US$ 25 bilhões. São sócios do empreendimento a Petrobras, o Bradesco, o BTG Pactual, o Santander e os fundos de pensão das estatais.

3: Se a Petrobras recorresse a empresas estrangeiras para esse serviço, corrupção à parte, o país sairia ganhando porque gastaria menos. Mas sabem como é: é preciso lustrar o nacionalismo brucutu.

4: A Sete está em apuros, informa a Folha. A dívida, em setembro, era de R$ 800 milhões, e a empresa parou de pagar os estaleiros.

5: Aí Dilma teve uma ideia. É, isso é sempre um perigo. Não é fácil, leitores, sustentar esse nacionalismo chulé. Custa caro. A presidente chamou os presidentes do BNDES e do Banco do Brasil — Luciano Coutinho e Aldemir Bendine, respectivamente — para viabilizar um empréstimo de, atenção, R$ 10 bilhões à Sete.

6: Informa a Folha: “A reunião de Dilma com Coutinho e Bendine ocorreu no fim da tarde de quarta (14), no Planalto, para analisar principalmente como ‘resolver pendências’ referentes a empréstimo de US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 9,2 bilhões) para contratação de oito sondas.” Vale dizer: sem uma solução, não há sonda.

7: Mas não só: a presidente quer que o BB lidere um consórcio de bancos para emprestar outros R$ 800 milhões à empresa para resolver seus problemas imediatos de caixa.

8: Viram como essa política de desenvolvimento da indústria naval é boa para os brasileiros que são escolhidos para… desenvolver a indústria naval? Esse é o capitalismo à moda da casa: socialização do prejuízo.

9: Ocorre que há algumas dificuldades:
a: o primeiro diretor de operações da Sete foi Pedro Barusco, aquele ex-gerente de serviços da Petrobras, que fez acordo de delação premiada e aceitou devolver a fantástica soma de US$ 97 milhões;
b: a maioria dos estaleiros contratados pela Sete pertence a empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato;
c: tanto o BNDES como o Banco do Brasil querem que a Petrobras e os estaleiros enviem uma carta afirmando que não houve atos ilícitos nos processos de licitação. Considerando as personagens envolvidas…

10: Vejam, então, que coisa fabulosa: o governo decide incentivar a indústria naval, e a empresa criada, tendo a Petrobras como sócia, vai quebrar se não receber a injeção de alguns bilhões de bancos públicos, a juros módicos.

11: A operação de socorro tem esbarrado em algumas dificuldades porque parte das personagens envolvidas na história está sendo investigada pela Polícia Federal.

Assim se fazem as coisas na República petista: incentiva-se a indústria naval nativa batendo a carteira dos brasileiros, e os escolhidos para a empreitada têm a garantia, claro!, de que não vão quebrar. A única atrapalhação é haver nesse meio alguns réus do maior escândalo de que se teve notícia no país até agora.

Não obstante, Joaquim Levy está de olho naqueles que, tudo indica, são os verdadeiros inimigos do Brasil: os trabalhadores que hoje são pessoas jurídicas. O ministro quer a carteira deles.

É o capitalismo à moda petista — ou socialismo, tanto faz — na sua fase de pornografia explícita.

Apesar de voce, amanha ha de ser... o mesmo dia - Marcos Troyjo sobre a politica externa 2 (=1)

Armadilhas para a política externa
Marcos Troyjo
Folha de S. Paulo, Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Movimentos do Brasil no cenário global deste ano não sinalizam grande mudança de política externa no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Nessas primeiras semanas, a participação coadjuvante do Brasil no desenho do eixo China-América Latina, a pouca atenção que o país conferiu à Marcha de Paris contra o Terror e o anúncio da ausência da Chefe de Estado no Fórum de Davos 2015 prenunciam uma diplomacia do "mais do mesmo".

Costuma-se dizer que a formulação da política externa cabe ao Palácio do Planalto; ao Itamaraty, sua execução. O problema é que não há na atual Chefe de Estado qualquer predileção ou talento para o palco internacional, seja na condição de roteirista, diretor ou ator.

Daí a importância do novo chanceler, que terá de chamar a si a responsabilidade de "proteger" a política externa dos efeitos depreciadores do desinteresse ou da inépcia de Dilma. É tarefa nada fácil.

Muito do sucesso do Itamaraty nestes próximos quatro anos residirá na implementação da diplomacia não "com" a presidente, mas "apesar" dela.

Mesmo assim, é preciso entender que o ocaso da política externa não se origina exclusivamente da incompatibilidade Dilma-mundo.

Não resulta, tampouco, de disputas interministeriais por espaço características do jogo político em qualquer capital. Não é, ainda, tão-somente fruto de panorama fiscal que constrange o orçamento diplomático.

O principal fator a explicar o enfraquecimento do Itamaraty é a série de erros estratégicos que o Brasil vem cometendo. E esse conjunto de equívocos remonta a Lula 1.0.

Compõe-se sobretudo do foco ideológico nas relações Sul-Sul. A fatura chega agora na forma de uma pálida projeção do Brasil no cenário internacional.

No desejado caminho de volta do Brasil a um maior destaque no exterior, há muitos obstáculos conjunturais. Commodities minerais em que desfrutamos de vantagens comparativas experimentam inferno astral. Mas há também bom número de armadilhas adiante. Vão aqui dois exemplos.

Inicia-se em abril a presidência russa dos Brics. Acossada por sanções do Ocidente e pauperizada pelo baixo preço do petróleo, Moscou pode imprimir caráter "confrontacionista" ao grupo. É tudo que os Brics não precisam num ano que tem de ser marcado pela inauguração pragmática do Novo Banco de Desenvolvimento.

Em nossa vizinhança, ao passo que no mundo real a Argentina pretere o Brasil à China como parceiro privilegiado de negócios, Axel Kiciloff, ministro de economia de Cristina Kirschner e candidatíssimo à Casa Rosada, entoa canto de amor ao Planalto petista.

Sugere que as agruras internacionais da Petrobras derivam do apetite de fundos como o Aurelius, um dos "abutres" da dívida argentina, que agora lançaria "ataque simultâneo" orientado à desestabilização das maiores economias do Cone Sul.

Se o Brasil de fato deseja uma nova política externa, terá de desviar com sabedoria de agendas que nada contribuem ao interesse nacional.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcostroyjo/2015/01/1575863-armadilhas-para-a-politica-externa.shtml

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Alemanha: liberalizacao e milagre economico do pos-guerra - Luiz Guilherme Medeiros

Alemanha no pós-guerra: liberalização econômica, milagre de crescimento
Luiz Guilherme Medeiros  
15 de Janeiro de 2015

O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe mais do que a libertação da Europa das garras de Hitler: ela criou o cenário para que o povo alemão se livrasse das correntes impostas pelo Estado nacional-socialista sobre a produção do seu trabalho.

Pesadas regulações, controle de preços, quotas de produção, tabelamento de salários, racionamento de comida e planejamento centralizado eram algumas das medidas que tornavam o Terceiro Reich similar à União Soviética no que concerne ao funcionamento da economia. [1]

Os Aliados que ocuparam o território alemão perpetuaram o modelo nazista, acreditando que o racionamento de comida impedia uma crise de fome.

Tais controles não aplacavam as necessidades da população, que ignorava as restrições ao comércio monetizado e faziam trocas sob um rudimentar sistema de escambo, oferecendo objetos em troca de itens que precisavam, como comida.

A consequência foi uma imensa queda de produtividade em relação ao período antes da guerra. [2]

Havia, contudo, economistas alemães que questionavam corajosamente tais manipulações governamentais autoritárias mesmo durante o auge do poder nazista: os ordoliberais.

Ludwig Erhard, membro desta escola de pensamento, acabaria sendo nomeado Ministro das Finanças da Bavária em 1945, dado que os Aliados buscavam veementes anti-nazistas para a composição do novo governo.

A medida que Erhard foi subindo na hierarquia, realizou a de-nazificação e liberalização da economia: fim do controle de preços, fim do racionamento de comida, redução e padronização da carga tributária para as empresas alemãs, redução do imposto sobre a renda dos alemães, elevação da quantia necessária para ser considerado rico (que pagava mais impostos), dentre inúmeras outras medidas que proporcionaram grande autonomia financeira para a população.

Sem as restrições governamentais, as pessoas compreendiam com clareza o que as outras demandavam, e o que precisariam produzir para atender suas próprias necessidades e desejos. O mercado e o sistema de preços pautavam então o que seria produzido.

O resultado foi o Wirtschaftswunder, o milagre econômico alemão.
As reformas ordoliberais trouxeram um mecanismo efetivo para o combate à pobreza do pós-guerra, bem como uma independência econômica que o cidadão alemão simplesmente nunca havia experimentado.

O resultado foi um aumento drástico na produtividade da Alemanha Ocidental a partir de junho de 1948, com o país retendo uma taxa de crescimento acima da média mundial por décadas a fio. [3]

O Plano Marshall, tão citado na recuperação alemã, na realidade teve pouca participação na sua rota para a prosperidade. Não apenas a ajuda financeira era pequena em relação ao PIB, como nem toda nação que recebeu o auxílio teve o mesmo sucesso que a Alemanha [4].
Outras, como a Bélgica, utilizaram a liberdade econômica para se recuperar da miséria gerada pela guerra antes mesmo do Plano Marshall ser implementado em qualquer parte da Europa.

A história alemã é mais um exemplo de que o planejamento central não atende aos interesses da população, mas do Estado. Seja pelos megalomaníacos objetivos nazistas ou as bem-intencionadas causas dos militares Aliados, o controle burocrático prestava um desserviço à estabilidade e ao enriquecimento do cidadão alemão.

A interdependência gerada pelo livre-comércio e os incentivos do mercado para que as necessidades populares sejam atendidas são qualidades fundamentais que as ideias liberais possuem para proporcionar um convívio benéfico entre todos que integram a sociedade.

#MaisLiberdadeMenosEstado

[1] http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
[2] http://www.econlib.org/library/Enc/GermanEconomicMiracle.html
[3] http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1419
[4] http://www.cato.org/publications/commentary/look-behind-marshall-plan-mythology

Madrid 1750: o melhor tratado do mundo em todos os tempos

Deem uma olhada no mapa.
Algum outro país, em qualquer época,  conseguiu um território de tais proporções, por meios exclusivamente pacíficos?
Em troca do modesto povoado de Colônia do Sacramento, no Rio da Prata, Portugal e os portugueses, e o brasileiro Alexandre de Gusmão, obtiveram da Espanha e dos espanhois todo o território identificado no mapa abaixo, para além da linha de Tordesilhas (que tinha sido uma espécie de Ialta do início da era moderna, pois dividia não apenas o futuro Brasil, que sequer existia em 1494, mas o mundo inteiro, pois a linha passava também do outro lado do mundo, nas Molucas, estreito de Java).
Acho que deveríamos pagar a Portugal pelas imensas aquisições de território, feita de modo inteiramente pacífico e ainda com a promessa de não entrarem em guerra os "colonos", mesmo que os metropolitanos e reinois continuassem suas pequenas guerras dinásticas e territoriais.
Viva Alexandre de Gusmão, o avô de nossa diplomacia.
E recomendo a leitura do trabalhos do Embaixador Synesio Sampaio Goes sobre a figura de Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid. Uma boa síntese encontra-se em sua contribuição ao primeiro volume da obra "Pensamento Diplomático Brasileiro", livremente disponível no site da Funag/MRE.
Paulo Roberto de Almeida
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Tratado de Madri

Com esse tratado, Portugal foi obrigado a ceder a Colônia do Sacramento ao estuário da Prata

fonte | A A A
O Tratado de Madri foi assinado no dia 13 de janeiro de 1750, e substituiu o Tratado de Tordesilhas, que oficialmente  era o demarcador de fronteiras entre Espanha e Portugal.  O tratado estabeleceu que o limite da fronteira entre os domínios espanhóis e portugueses se daria a partir do ponto mediano entre a embocadura do Rio Madeira e a foz do Rio Mamoré, sempre seguindo em linha reta até visualizar a margem do Rio Javari.
Com esse tratado, Portugal foi obrigado a ceder a Colônia do Sacramento ao estuário da Prata, mas em compensação recebeu os atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o atual Mato Grosso do Sul, a gigantesca área que ficava no alto Paraguai e mais algumas extensões de terras abandonadas, também adquiridas através de negociações.
O tratado estabeleceu que a paz sempre reinaria entre as colônias, até quando as capitais das províncias se encontrassem em guerra; a Capital brasileira foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro; a posse da Amazônia foi cedida para Portugal e o Rio Uruguai foi escolhido como fronteira entre o Brasil e a Argentina.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Itamaraty: desafios para o novo chanceler - Rubens Barbosa

Desafios do Itamaraty
Rubens Barbosa
O Estado de S.Paulo, 13/01/2015

O início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff se assemelha ao cenário político e econômico de 2003. Como Lula, para compensar o PT pela aceitação da receita ortodoxa apresentada pela oposição durante a campanha eleitoral, a presidente poderia aumentar a ascendência do PT sobre a política externa. O risco poderia agora ser a ocupação do Itamaraty (já tentada no início do governo Lula). O controle do Itamaraty só seria alcançado com a substituição de diplomatas dos postos de chefia no país e no exterior por militantes petistas.
Há indícios inquietantes que mostram que a possibilidade não é teórica. Segundo se informa, haveria uma série de medidas que, se efetivadas, iriam agravar o esvaziamento das funções privativas do Ministério das Relações Exteriores (MRE):

- A Casa Civil está estudando a retirada da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do âmbito do Itamaraty, o que permitiria o aparelhamento de mais uma estrutura burocrática, importante braço do Soft power brasileiro no exterior.
- A nova ABC, que passaria para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com competência para tratar de promoção comercial e investimento, poderia esvaziar as ações do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty.
- A Casa Civil estaria estudando legislação que modificaria a Lei do Serviço Exterior Brasileiro para que os cargos privativos de diplomatas sejam ocupados por pessoas indicadas pelo partido.
- Está igualmente em discussão a ideia de se criar o cargo de adido comercial para as embaixadas no exterior, o que abriria postos aos amigos do rei.

Dada a gravidade dessas informações - até aqui sem um desmentido claro -, todos esperamos que as medidas em discussão sejam balões de ensaio e não sejam levadas adiante para evitar o desmonte do MRE. Por outro lado, a criação do Conselho Nacional de Política Externa por medida provisória - em boa hora derrubada, por inconstitucional, pela Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado - completaria o processo de esvaziamento do Itamaraty.
As transformações políticas e econômicas em curso no mundo e as dificuldades e equívocos quanto à integração regional e ao Mercosul exigirão uma ação mais ativa para a efetiva defesa do interesse nacional. O novo ministro, Mauro Vieira - eficiente e habilidoso -, herda uma instituição desprestigiada e com baixa estima e uma política externa com perfil tão reduzido ao ponto de fazer o Brasil sumir do cenário global.
Sendo um "profissional da diplomacia" e conhecedor de todos esses problemas, como corretamente assinalou nos seus primeiros pronunciamentos, o novo ministro merece um crédito de confiança pelos compromissos assumidos de modernização e de atuação mais dinâmica na área comercial. As escolhas iniciais de seus principais auxiliares indicam que contará com apoio interno qualificado para enfrentar a crise. Ganha também um período de graça para que possa mostrar resultados que impeçam o esvaziamento adicional do Itamaraty, mas, sobretudo, que façam a Casa de Rio Branco recuperar a posição central que sempre teve na formulação e execução da política externa.

ENEM 2014: 250 com nota 100; 529 mil nota ZERO; algum comentario?

IEsta é a manchete: 
Mais de 529.000 estudantes tiraram zero na redação. Notas de estudantes foram mais baixas do que médias obtidas em 2013

Depois faremos comentários.
Mas precisa?
Paulo Roberto de Almeida

Aqui a matéria mais extensa:

Apenas 250 pessoas dos cerca de 6,2 milhões de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 obtiveram nota máxima, ou seja, 1.000 pontos, na prova de redação. O número representa apenas 0,004% do total de participantes do exame. O dado foi divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Educação (MEC), em coletiva de imprensa. Ainda segundo a pasta, 35.719 participantes tiveram conceitos entre 901 e 999. Na última avaliação, 529.373 inscritos tiveram nota zero na redação.

Quando avaliadas as notas de redação dos estudantes concluintes do ensino médio, é possível notar que os resultados pioraram em comparação com o exame de 2013. As notas médias foram 9,7% mais baixas do que em 2013 — 521,2 para 470,8. No Enem 2014, 3.235.715 pessoas declararam ser egressas do ensino médio.

Mesmo dizendo que o MEC ainda não tem uma resposta definitiva para a queda na nota média da redação, o ministro da Educação, Cid Gomes, relaciona o resultado ao tema da avaliação — em 2013, os alunos tiveram de escrever sobre a Lei Seca, enquanto que no ano passado a dissertação foi sobre publicidade infantil. "A questão da Lei Seca foi muito debatida, a mídia focou muito nisso. Já não houve muita discussão sobre o tema de 2014. Não diria que foi mais difícil, pois isso é relativo. Mas é, sem dúvida, um tema que não teve o grau de discussão nacional que teve o de 2013", disse. ​

O Enem 2014 também registrou queda de 7,3% na nota dos estudantes na prova de matemática: a média passou de 514,1 para 476,6. "Não diria que foi uma queda significativa na nota. Diria que é uma queda que deve estimular a comunidade acadêmica a examinar esses dados", afirmou Gomes, sugerindo que uma diferença de até 5% nas notas de matemática e redação estaria dentro da margem de erro — e, portanto, apontando que neste caso a queda estaria acima do previsto.

Em comparação à edição do Enem de 2013, o último exame registrou um aumento de 3,9% da média de linguagens, 5,4% em ciências da natureza e 2,3% em ciências humanas.

Ao ser questionado se estava satisfeito com o resultado do Enem, Gomes admitiu: "Claro que não. A média é que é o importante, e esta proposta é usada para o Prouni. Para o meu conceito, em matemática e redação houve uma queda, ao tempo em que em ciências da natureza houve uma elevação. Ao meu juízo, quem deve se debruçar sobre esses números é a comunidade acadêmica. E o MEC disponibilizará todos os dados", conclui. (Veja.com).

O desmatelamento da economia pelos petistas - Mailson da Nobrega

Os lulo-petistas, mesmo quando não estavam praticando todas as bobagens econômicas identificadas neste artigo de Mailson da Nóbrega, cometeram inúmeros equívocos - na política de energia, por exemplo, e diversos outros mais -- que eu identifico como sendo "crimes econômicos", que mesmo não sendo da mesma categoria daquelas fraudes e patifarias tipificadas no Código Penal -- que eles cometeram às pencas, deliberadamente, mafiosos que são -- causaram enormes prejuízos ao país, tanto pelos investimentos errados, quanto pelo custo-oportunidade produzido. Vou identificar e contabilizar cada um desse crimes econômicos do lulo-petismo.
Paulo Roberto de Almeida

O mito do jeito petista de governar

Desde a República, ciclos de crescimento do Brasil foram interrompidos por crises no balanço de pagamentos. País dependente da exportação de poucas commodities — o café foi soberano por cerca de um século —, quedas súbitas nos seus preços resultavam em renegociação ou moratória da dívida externa. Depois da II Guerra, buscou-se reduzir tal vulnerabilidade mediante estratégia de industrialização por substituição de importações.

Nosso calcanhar de aquiles era o baixo ou nenhum acesso aos mercados internacionais de crédito e de capitais. Salvo um pequeno interregno no princípio do século XX — quando obtivemos empréstimos de bancos ingleses —, o financiamento do déficit do balanço de pagamentos provinha de países ricos, de instituições multilaterais e de linhas de comércio exterior. Quase tudo sumia nas crises.

A globalização financeira dos anos 1980 e a reciclagem competitiva dos petrodólares (lucros que os produtores de petróleo depositavam nos bancos) deram a impressão de que as crises externas tinham ficado para trás. O Brasil e outros países em desenvolvimento passaram a captar facilmente recursos no exterior. “Empréstimos sindicalizados” (de que participavam vários bancos) eram concedidos com rapidez e poucas exigências. Pequenos bancos europeus podiam apoiar um projeto nuclear, uma grande rodovia ou o Programa do Álcool no Brasil. O sistema ruiu com a moratória mexicana de 1982. Os devedores quebraram. A nova crise da divida externa durou mais de dez anos.

O jeito petista de governar era um mito. Seus equívocos acarretaram baixo crescimento e perda de oportunidades

Uma outra conjunção favorável aconteceria a partir de 2003, propiciada pelo excepcional crescimento da economia mundial e pela emergência da China como forte demandante de commodities agrícolas e minerais. No Brasil, adicionalmente, amadureceram as reformas dos anos 1990 — o Plano Real e as privatizações —, que requerem tempo para produzir frutos. O país ganhava duplamente com o boom das commodities: era competitivo na área agrícola, resultado das pesquisas da Embrapa, e no minério de ferro, graças aos ganhos de eficiência derivados da privatização da Vale.

Naquele ano, o PT assumiu o governo. Os petistas haviam recebido, então, dois presentes dos céus: (1) os ganhos de produtividade advindos de reformas da era FHC somados à ociosidade de mão de obra que poderia ser incorporada ao processo produtivo, aumentando o potencial de crescimento; (2) uma bonança externa, verdadeiro maná vindo da China, equivalente a novos ganhos de produtividade. Por causa disso, o consumo e os investimentos se expandiram a taxas maiores que as do PIB. O crescimento da economia elevava a receita tributária. Havia mais dinheiro para programas sociais. Lula beneficiou-se dos dois presentes e convenceu os incautos de que recebera uma “herança maldita”.

Governos sérios buscam amplificar os manás que recebem e assim ampliam o bem-estar da sociedade. Lula fez isso nos seus dois primeiros anos no governo. Com Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, promoveu reformas que ampliaram o acesso ao crédito e à casa própria e também melhoraram o ambiente de negócios.

O PT vendeu a história de que teria sido a origem de tudo, ou seja, “o jeito petista de governar”. Não era verdade, mas funcionou. José Dirceu dizia que “o PT não rouba nem deixa roubar”. Hoje se sabe que não era assim.

A situação começou a mudar em 2006, ano em que Palocci foi substituído por Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Velhas ideias voltaram: intervenções de toda ordem na economia, seguidas desonerações fiscais sem rumo e sem sentido, controle de preços, contabilidade fiscal criativa e a desastrosa “Nova Matriz Macroeconômica”. Desmonte geral. O crescimento despencou, embora a taxa de desemprego, por razões demográficas e estruturais, tenha permanecido baixa. A confiança desabou. O Brasil virou patinho feio dos mercados internacionais de capitais, particularmente depois do escândalo do petrolão.

O jeito petista de governar era um mito. Seus equívocos acarretaram baixo crescimento e perda de oportunidades. Apesar disso, defesas construídas anteriormente nos protegem de uma crise de balanço de pagamentos do tipo que nos infelicitava. Não é pouco, mas merecíamos bem mais.

Fonte: Veja, 12/1/2015

SOBRE MAILSON FERREIRA DA NÓBREGA

Mailson Ferreira da Nóbrega
O economista Mailson Ferreira de Nóbrega foi Ministro da Fazenda e consultor Técnico e Chefe da Divisão de Análise de Projetos do Banco do Brasil. Nóbrega é membro de conselhos administrativos de empresas no Brasil e no exterior. Foi diretor-executivo do European Brazilian Bank, Eurobraz, em Londres. Publicou os livros “O Brasil em transformação” e “O futuro chegou”. É colunista da Revista Veja e sócio da Tendências Consultoria Integrada, empresa de consultoria econômica e política sediada em São Paulo.

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Com o fim dos empréstimos bilionários, diretor-geral da Aneel declarou que tarifa extra será 'inevitável': 'Não adianta viver em um mundo de ilusão'

Diretor-geral da Aneel disse que tarifa extra será 'inevitável'

Diretor-geral da Aneel disse que tarifa extra será 'inevitável' (Ina Fassbender/Reuters/VEJA)

O Tesouro Nacional não fará nenhum aporte ao setor elétrico em 2015, indicou o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, na noite desta segunda-feira. Apesar da previsão inicial no Orçamento de 2015 de um aporte de 9 bilhões de reais para o fundo setorial Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que banca o desconto na conta de luz, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, já havia sinalizado que a sequência de empréstimos para o setor elétrico – que somaram 17,8 bilhões de reais em 2014 – não se repetiria neste ano.

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Com o fim dos aportes bilionários do Tesouro, os gastos do setor devem recair sobre os consumidores, na forma de aumento nas contas de luz. O diretor da Aneel admitiu que a revisão extraordinária de tarifas será "inevitável" para algumas distribuidoras de energia, por causa do aumento dos gastos com a compra de energia de Itaipu e com a CDE. Rufino, porém, não deu uma estimativa de qual será o patamar de aumento nas contas de luz em 2015.

"Não consigo ainda fazer essa projeção, mas o que for necessário fazer em termos de reajuste ou de revisão extraordinária será feito", declarou o diretor-geral da Aneel, após participar, juntamente com Eduardo Braga, de reunião com a presidente Dilma Rousseff. No encontro, a Aneel recebeu “sinal verde” iniciar o reajuste.

"Não agrada a ninguém ter que aumentar as tarifas. Ninguém gosta disso. Mas também não adianta viver em um mundo de ilusão. Se o custo efetivamente está em outro patamar, a única forma de alcançar a sustentabilidade é termos o realismo tarifário", afirmou Rufino. "Faremos o que precisar ser feito para que a sustentabilidade econômico-financeira do setor seja preservada."

Empréstimo – A reformulação dos gastos da CDE faz parte da "solução estruturante" para o setor que foi pedida pelo Ministério da Fazenda para negociar um último empréstimo junto ao setor bancário para ajudar as distribuidoras a quitarem suas contas. O ministro de Minas e Energia confirmou que o governo negociará esse empréstimo, de 2,5 bilhões de reais, com os bancos.

(Com agências Reuters e Estadão Conteúdo)
 

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