sábado, 17 de setembro de 2011

BRICS e CEI: dois blocos em crescimento - Diario da Russia


ECONÔMICAS

Participação no PIB mundial: Países da CEI x Grupo BRICS

WOC – World Organization of Creditors faz análise da dinâmica de diferentes índices econômicos de países em desenvolvimento e países desenvolvidos, e de sua influência na economia global


Às vésperas do Fórum Econômico Mundial de São Petersburgo, que aconteceu entre 16 e 18 de junho de 2011, com o apoio e a participação do Presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, a WOC (World Organization of Creditors) fez uma análise da dinâmica de diferentes índices econômicos de países em desenvolvimento e países desenvolvidos e de sua influência na economia mundial.
O crescimento econômico no mundo está ganhando força, embora existam riscos consideráveis de diminuição dos índices de crescimento relativamente às previsões, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional “Perspectivas de Desenvolvimento da Economia Mundial”. O FMI prevê que em 2011 e 2012 o crescimento do Produto Interno Bruto real do mundo chegará a 4,5%. Nos países em desenvolvimento, espera-se que chegue a 6,5%, e nos países desenvolvidos a apenas 2,5%.
A presente pesquisa examina os índices econômicos do mundo e também os dados de blocos como o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e a CEI (Comunidade dos Estados Independentes, formada por Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e Geórgia) e de um grupo consistindo de 34 países com economia desenvolvida, na dinâmica de 2000 a 2010 e nas previsões do FMI até 2016.
[As economias desenvolvidas, segundo o FMI, incluem 34 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chipre, Cingapura, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Holanda, Hong Kong, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, Malta, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, República Tcheca, Suécia, Suíça e Taiwan.]
Os dados apresentados deixam claro que os países em desenvolvimento exercem mais e mais influência na economia mundial, que sua participação no PIB global, no volume dos investimentos mundiais e também na circulação de commodities mundial está crescendo regularmente e que essa tendência será mantida.
Isso significa que os países em desenvolvimento se tornarão cada vez mais significativos para a economia global e que a estabilidade ou instabilidade da situação econômica nas dadas regiões será cada vez mais determinante para o mundo em geral.
PIB: a participação dos países do BRICS no PIB mundial cresceu de 8,4% para 18% entre 2000 e 2010, e a participação dos países da CEI cresceu de 1,1% para 3,1%
De 2000 a 2010 o PIB mundial quase dobrou, os países desenvolvidos aumentaram seu PIB em apenas 61% e a economia dos países da CEI cresceu 5,5 vezes e a dos países do BRICS 4,2 vezes. E as previsões do FMI para os países da CEI são otimistas – o índice pode crescer duas vezes dentro dos próximos seis anos, enquanto o PIB mundial vai crescer apenas 44% nesse mesmo período.
Assim, a participação no PIB dos países do BRICS dobrou em 10 anos e chegou a 18%, e a participação no PIB dos países da CEI quase triplicou e chegou a 3%. O crescimento mais rápido dos países do BRICS ocorreu nos últimos cinco anos, e o fez apesar da crise econômica. A China se tornou o líder (crescimento do PIB de 160%, participação de 9,3%), depois o Brasil (135%, participação de 3,3%) e Rússia (92%, participação de 2,3%).
Mas o panorama muda nas previsões para os próximos seis anos: segundo o FMI, o país em desenvolvimento mais dinâmico será a Rússia, com o crescimento do PIB de 121%, depois a China (91%) e a Índia (81%). Parte dos países desenvolvidos decresceu em 13,4%, e agora seu peso no PIB mundial chega a 66%. Dentro dos próximos seis anos eles podem perder 7%.
O PIB, calculado segundo a paridade do poder aquisitivo: índice per capita nos países da CEI em 2007 superou a média mundial e demonstra um novo crescimento
Estudando o índice do PIB PPP (calculado segundo a paridade do poder aquisitivo, parity of the purchasing power), e falando de novo dos países em desenvolvimento. Em 2010, parte dos países do BRICS no PIB PPP mundial chegou a 25,7%, contra 18% do PIB segundo os preços correntes, e o índice continua crescendo. A situação nos países da CEI é similar: 4,2% contra 3,1% do PIB; segundo preços correntes, durante os últimos 5 anos o índice permaneceu estável. Trata-se evidentemente de uma dinâmica positiva: o poder de compra dos países em desenvolvimento está crescendo. Nos países de economia desenvolvida a situação é oposta, e parte do PIB PPP é mais baixa do que parte do PIB segundo preços correntes: 52,3% contra 66% em 2010.A tendência de decréscimo desse índice persistirá nos próximos anos. Na presente pesquisa, também estudamos um índice importante como o PIB PPP per capita. O índice médio mundial em 2010 foi de 10,9 mil dólares. Segundo esse índice, os países com economias desenvolvidas se encontram num nível muito mais elevado: 38,1 mil dólares. Os países do BRICS vêm atrás, segundo esse índice (6,5 mil dólares), e os países da CEI em 2007 com o PIB PPP per capita superaram o índice médio mundial (em 2007: 10,7 mil dólares e 10,1 respectivamente) e agora a CEI chegou a 11,4 mil dólares.
Em parte, tais dinâmicas positivas podem ser explicadas pelo fato de que os índices de crescimento da população do planeta são em média mais elevados do que nos blocos dos países em questão.
Investimentos: participação dos países do BRICS no volume total dos investimentos mundiais dobrou nos últimos 5 anos e chegou a 29,4%
O crescimento do volume de investimentos no mundo chegou a 40% nos últimos 5 anos. Nos países desenvolvidos o aumento desse índice desacelerou consideravelmente durante o período e cresceu apenas 5%.
Os países em desenvolvimento exibem outros números bem contrastantes: o BRICS mostra o crescimento de 170% dentro dos últimos 5 anos (o líder é a China, com 202%), enquanto nos países da CEI o aumento no volume de investimentos chegou a 100%.
Assim, se em 2000 a participação de investimentos dos países desenvolvidos no mundo chegou a quase 80%, em 2010 esse índice havia baixado e agora representa pouco mais da metade de todos os investimentos realizados na economia mundial. Durante o mesmo período a participação nos investimentos dos países do BRICS quase triplicou – de 10% para 29,4%, um crescimento especialmente dramático ocorrido nos últimos cinco anos, quando o índice dobrou. Nos países da CEI existe também uma dinâmica positiva: em 2010 a participação nos investimentos deste bloco no mundo cresceu para 2,9% a partir de 0,9% em 2000.
Circulação das commodities no mundo
A influência dos países do BRICS e da CEI na circulação mundial de commodities está crescendo. Durante os últimos dez anos a participação dos BRICS no comércio mundial cresceu 2,3 vezes, para 15,4%, e a participação da CEI subiu duas vezes, para 3,3%. Os países desenvolvidos continuam perdendo suas posições.
O lugar principal para a dinâmica de crescimento na circulação de commodities pertence aos países do BRICS (102% nos últimos 5 anos). Os países desenvolvidos só cresceram esse índice em 29% durante o mesmo período, o que fica abaixo da média mundial, que é de 43%.
Quanto aos volumes de importação e exportação em comparação com o PIB das regiões, o índice médio mundial em 2010 chegou a 49% (de 41% em 2000). Nos países desenvolvidos o índice está no nível mundial, nos países do BRICS a proporção de importação e exportação do PIB da região chegou a 42% e nos países da CEI a 51% (em comparação com 65% em 2000).
Somente nos países da CEI houve um decréscimo no índice, o que pode ser encarado como positivo: os países da CEI gradualmente param de orientar apenas internamente, eles tendem a aumentar sua própria produção e também o seu consumo.
O fortalecimento das posições econômicas dos blocos de países em desenvolvimento estudados é evidente. É possível prever com certeza a manutenção destas tendências no futuro – mesmo a recente crise não conseguiu abalar seriamente as posições dos blocos do BRICS e da CEI. O aumento de investimentos deve ter-se refletido positivamente na dinâmica do crescimento da indústria nestes países, correspondentemente, na dinâmica do crescimento do PIB, fortalecendo a demanda doméstica. Estes fatores positivos, juntamente com os índices relativamente baixos de crescimento populacional, devem levar ao crescimento do bem-estar da população dos países em desenvolvimento.
Esta pesquisa confirma a tendência de mudança de polaridade na economia mundial. A julgar pelos crescentes índices macroeconômicos de mercados soberanos em desenvolvimento nos últimos dez anos, torna-se lógica a necessidade de reconsiderar as noções de países “desenvolvidos” e “em desenvolvimento”. Essa questão foi levantada no recente encontro de cúpula do G20 na Coreia do Sul, onde os representantes da República Popular da China não tiveram sequer de insistir na reconsideração do status do mercado chinês em desenvolvimento. Hoje em dia a comunidade mundial admite que a posição dominante da China no espaço econômico global é uma realidade objetiva. Se falarmos do bloco do BRICS em geral, esta aliança começa realmente a demonstrar não só considerável sucesso separadamente de seus estados-membros, mas também uma série influência no estado atual e no desenvolvimento futuro da economia mundial.
Inúmeras previsões sobre o colapso da CEI não se concretizaram: seus países conseguiram superar muitas facções políticas e ajustar uma eficiente interação de seus sistemas econômicos. Mas provavelmente a característica mais significativa do BRICS, bem como da CEI, foram as manobras de estabilização feitas pelos governos dos países em desenvolvimento durante a crise de 2008 e o subsequente período de reabilitação, em consequência do qual toda a comunidade mundial chegou à certeza de que era prematuro apressar o rebaixamento do nível da regulamentação estatal dos mercados. Aconteceu que países com economias mistas – de mercado e regulada – superaram a crise menos penosamente, em oposição àqueles países nominalmente desenvolvidos que colocaram suas esperanças na chamada “mão invisível do mercado” e cujas economias entraram numa fase destrutiva.
Para ver os quadros e tabelas desta pesquisa, acesse
e entre no link:
“Share of the CIS countries in the world GDP grown in 3 fold times over 10 years and 2 fold times grown share of the BRICS countries”
Para os dados de informação analítica do WOC, pode ser consultado o Serviço de Imprensa da Organização:
Tel.: +7 (495) 225-25-39

A "Nova" Política Industrial: Nova?; Política?; Industrial??!!!

O governo juntou três ou quatro ministros para anunciar uma "nova política industrial", que segundo os três, ou quatro, vai proteger a indústria nacional, preservar empregos, reservar o mercado nacional para os brasileiros e ainda por cima promover a modernização tecnológica da indústria automobilística brasileira (brasileira?!!; perdão; instalada no Brasil).
Eu já escrevi suficientemente aqui, para que meus leitores saibam o que eu penso, ou deixo de pensar, dessa coisa recém anunciada. Não é nova, não é política, e não é industrial.
É apenas o velho protecionismo, é rentismo e não política, e não é sequer industrial, sendo apenas uma medida comercial para aumentar o lucro dos sindicatos de ladrões do setor automobilístico, com alguns tostões deixados para a máfia sindical dos metalúrgicos (aliás, vocês sabem quem era o patrão mafioso desse outro sindicato de ladrões da economia popular).
Não tenho necessidade de escrever mais a respeito, inclusive porque iria me repetir.
Mas não custa nada postar uma ou outra contribuição intelectual para a compreensão dessa nova e formidável contribuição das autoridades para a inteligência nacional...
Eu sempre disse -- venho dizendo há mais de duas décadas -- que o Brasil caminha para a decadência. É lenta, eu sei, e por isso pouco percebida, mas existe. Ela é antes de tudo mental, pois materialmente a gente vai até avançando um pouquinho.
E gosto de repetir Mario de Andrade, em "O Poeta Come Amendoim" (1924):
"Progredir, progredimos um tiquinho, que o progresso também é uma fatalidade...".
Paulo Roberto de Almeida 



Reinaldo Azevedo, 15/09/2011 22:50:48

Imaginem um cruzamento ideal entre a vaca e o jumento: o híbrido seria exímio para puxar carroça e ainda daria litros de leite. Mas e se acontecesse o contrário: nem dar leite nem servir para a tração? Seria só um jumento com chifres!  É o que costuma acontecer quando uma economia aberta (ou quase) adota medidas para proteger um determinado setor, sob o pretexto de proteger empregos nacionais ou sei lá o quê.
O governo anunciou nesta quinta que vai elevar em 30 pontos percentuais o IPI de carros e caminhões que não cumprirem as novas exigências estabelecidas pelo governo: as montadoras vão ter de utilizar ao menos 65% de conteúdo nacional ou do Mercosul nos veículos, investir em pesquisa etc. — há 11 requisitos; para que não haja o aumento, será necessário cumprir pelo menos 6.
“É uma medida que garante a expansão dos investimentos no Brasil, o desenvolvimento tecnológico e a expansão da capacidade produtiva no Brasil”, afirmou Guido Mantega. É mesmo? Era o que se dizia no tempo de um clássico do protecionismo, que fez milionários e deixou o Brasil nas cavernas: a chamada Lei da Informática, de triste memória. Pode acontecer o contrário do que diz Mantega: novas empresas desistem de investir no Brasil; as que já estão aqui aproveitam para aumentar o preço e não se vêem obrigadas a concorrer; o lucro é garantido, e o brasileiro passa a pagar caro por carro meio vagabundo… É o jumento de chifres.
É evidente que o governo decidiu escolher mais um setor para “proteger”. Por que não os outros? A rotina para responder ao desequilíbrio macroeconômico será, então, essa, revestindo a concessão de privilégios de interesse estratégico? O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotoras (Abeiva), José Luiz Gandini, fornece uma informação importante. Ele não tem motivos para gostar da medida, é evidente, mas dado é dado: em 2010, foram comercializados 120 mil carros estrangeiros num mercado de 2,5 milhões de automóveis — 4,8% do total apenas.
Mantega e o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) alegaram que isso vai proteger os empregos brasileiros etc e tal. É um argumento clássico do protecionismo, não é? O fato é que o que está exportando empregos é o câmbio. Mercadante, grandiloqüente como sempre, afirmou que quem quiser se aproveitar do mercado brasileiro vai ter de investir aqui: “Mesmo porque, lá fora, não tem muitas opções”.
Vamos ver. De imediato, uma coisa é certa: o consumidor vai pagar o pato. E também vai se dar mal aquele setor da economia que investiu no mercado de carros importados segundo as regras então vigentes. Se os empregos vão ser mesmo protegidos, o tempo dirá. Medidas semelhantes, em outros momentos, só geraram atrasos e alimentaram pançudos. Nem leite nem tração. Só jumento de chifres.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Le Brésil dans l’économie mondiale: interview PRA, radio France Culture

Hoje, sexta-feira 16 de setembro, concedi uma entrevista telefônica à Radio France Culture, uma das emissoras do sistema nacional francês de rádio, para ser transmitida proximamente no quadro da emissão  diária “Les Enjeux internationaux”. Como o jornalista Thierry Garcin tinha enviado previamente algumas questões para orientar o debate, eu tive o cuidado de preparar, desde  o dia 7/09/2011, algumas notas para apoiar minha fala. Entretando, no curso da gravação, discorri livremente sobre os temas, falando o que me vinha à mente.
Quando o programa for radio-difundido, dentro de uma semana, aproximadamente, informarei as coordenadas para sintonizar.
Radiodiffusée le 29/09/2011 (link: http://www.franceculture.com/emission-les-enjeux-internationaux-bresil-les-ressorts-d%E2%80%99une-economie-emergee-apres-trois-ans-de-cri).
Abaixo transcrevo minhas notas de apoio.

Paulo Roberto de Almeida
interview à la Radio France Culture,
journaliste Thierry Garcin, pour l'émission quotidienne

1) Quelles méthodes adoptées pour affronter les conséquences de la crise surgie en 2007-2008 ?
Le président Lula a d’abord essayé d’ignorer la crise, en disant qu’il ne s’agissait que d’une petite vague, incapable de provoquer de grandes secousses au Brésil. Tout de suite après, avec une chute remarquable de la production industrielle et la plongée des prix de matières premières exportées par le Brésil, le gouvernement s’est finalement réveillé et a commencé à adopter des mesures classiques de style keynésien. La Banque Centrale a réduit les taux d’intérêt tout comme les réserves obligatoires des banques (au Brésil à des niveaux anormalement élevés, de 45% des dépôts à vue). Le ministère des finances, de son côté, a réduit certains impôts – mais seulement les impôts fédéraux, ceux qui sont répartis avec les états et municipalités, pas les contributions qui sont détenues exclusivement par le Exécutif fédéral – et a permis beaucoup d’opérations de crédits par les banques d’État (Banque Nationale de Développement, Banco do Brasil et Caixa Econômica Federal), qui sont responsables d’une part considérable du marché financier.
Des allégements spéciaux ont été concédés à des secteurs privilégiés par Lula, comme l’industrie automobile, et du même coup son cher ancien syndicat des métallurgistes. Le raisonnement était classiquement keynésien : maintenir le niveau de la demande et de l’emploi. Sauf que beaucoup d’autres mesures n’étaient pas exactement anticycliques, comme l’augmentation des salaires des fonctionnaires d’État – qui provoquent des effets durables dans les dépenses publiques – ou la correction du salaire minimum au-dessus de l’inflation, ainsi que l’offre généreuse des crédits consignés, tous provoquant une augmentation exagérée de la demande, en suscitant donc des pressions inflationnistes.
Tout de même, la croissance est chuté a zéro en 2009, avant de rebondir a 7,5% en 2010 ; dans la moyenne, la croissance pendant les années Lula n’a pas dépassé, en moyenne, 4%, fruit d’un taux d’investissement inférieur à 20%, ce qui est le résultat d’un taux d’épargne très médiocre, entre 17 e 18% seulement, étant donné le très haut niveau de la charge fiscale au Brésil, à prés de 35% du PIB, équivalent à celle de l’OCDE (dont les pays, pourtant, exhibent un revenu par tête qui est cinq ou six fois supérieur au revenu moyen des Brésiliens).

2) L’état des lieux économique.
Le Brésil, en dépit de taux de croissance relativement modestes par rapport aux pays dynamiques d’Asie, a été énormément bénéficié par la croissance globale entre 2002 et 2008, compte tenu surtout de son insertion dans les circuits internationaux d’offre de produits de base, dont il continue à être, encore et toujours, un très grand exportateur. Il a aussi profité de l’exceptionnelle croissance chinoise, pays qui est devenu son premier partenaire commercial, devançant les États Unis dès 2009  – ainsi que d’autres pays émergeants qui ont pris de l’importance dans ses relations commerciales extérieures.
Certains économistes calculent la demande externe comme étant responsable pour au moins un tiers de la croissance brésilienne – les autres sources étant l’expansion du crédit interne à la consommation, ainsi que les investissements et les achats gouvernementaux, y compris les entreprises d’État, comme Petrobras, aujourd’hui une des cinq premières dans l’exploitation pétrolifère. Il est vrai que l’augmentation des exportations est due beaucoup plus à la hausse de prix des produits – donc la valeur – qu’à l’expansion des volumes, compte tenu de la valorisation significative de la plupart des commodities exportées par le Brésil, qui ont atteint des prix records entre 2003 et 2008 (surtout les produits alimentaires, dont le Brésil est un champion mondial).
En effet, beaucoup d’économistes au Brésil – et même certains observateurs étrangers – commencent à parler de la « réprimarisation » de l’économie brésilienne, étant donné l’importance accrue des exportations de produits de base, ainsi que d’une « désindustrialisation », vue la diminution de la part de l’industrie dans la formation de la valeur ajoutée. Il s’agit, en fait, d’un phénomène complexe, qui combine des facteurs positifs – soit, la grande demande internationale pour des produits dont le Brésil est exceptionnellement bien placé pour fournir, sur la base de ses avantages comparatifs – et des facteurs négatifs, comme le poids absurde des impôts sur les industries – et les consommateurs, en général – et la valorisation de la monnaie brésilienne par rapport au dollar et autres monnaies du commerce international.
Il est vrai qu’il y a, actuellement, un processus administré de dévaluation du dollar, mais la valorisation du Real est bien plus importante, étant provoquée par le niveau excessivement élevé du taux d’intérêt au Brésil, pratiquement le double ou le triple des moyennes internationales, et cela – tout comme le poids des tributs – par la faute exclusive du gouvernement, qui dépense toujours plus que les recettes disponibles. Le déficit budgétaire ainsi que la dette publique sont relativement en ligne avec les critères de Maastricht (autour de 3% et 75% du PIB, respectivement), mais leur coût de financement est anormalement élevé, tout comme l’augmentation des dépenses publiques, qui se fait à un niveaux deux à trois fois plus élevé que celui du PIB, toujours en dessous de 4% annuels (pour une expansion des recettes publiques d’au moins 10%).

3) Les ressorts, internes et externes, de la croissance.
Pour ce qui est des sources externes de la croissance, cela ne fait pas de doute : le Brésil, comme une bonne partie de l’Amérique Latine, est devenu dépendant de la demande chinoise, la plus importante du monde pour tous ses produits d’exportation, sauf pour les manufacturés, dont la concurrence des produits chinois est brutale pour l’industrie brésilienne et un peu partout ailleurs dans la région. La Chine est devenue le premier partenaire commercial du Brésil et c’est elle qui maintient les prix des commodities agricoles et minières à de niveaux historiquement élevés (sauf dans la brève plongée de 2008). Ce qu’il faut remarquer, donc, c’est que le Brésil a été beaucoup plus « acheté », qu’il n’a vendu à l’extérieur. Une décroissance chinoise, dans ce cas, risque de mettre à mal l’économie brésilienne, ainsi que d’autres ailleurs. Même si la Chine n’est pas encore la locomotive de la croissance mondiale, elle l’est certainement en ce qui concerne le Brésil et d’autres pays latino-américains (et asiatiques, vraisemblablement).
En ce qui touche les sources internes de la croissance brésilienne, il y a tout d’abord l’expansion du crédit, dont l’importance est passée de moins de 20% du PIB à plus de 35% dans les années Lula, avec le risque d’endettement des familles pour ne rien dire des pressions inflationnistes qui sont déjà là : les indicateurs officiels d’inflation ont tous dépassé le but officiel de 4,5% annuel, touchant déjà le toit de 6,5%, ce qui pourra précipiter un retour aux temps malheureux de réalimentation automatique des prix et des salaires.
Mais le Brésil a aussi reçu des apports significatifs d’investissements étrangers, en partie pour profiter des intérêts élevés des titres gouvernementaux, mais aussi pour des projets de nouvelles compagnies, vue l’expansion et l’ampleur naturel du marché interne. De même, des capitalistes brésiliens ont accéléré leur mouvements en direction de nouvelles opportunités dans les pays voisins, qui sont les plus grands consommateurs de produits manufacturés brésiliens (pour le moment, au moins). Tout cela dit, il faut rappeler que le Brésil, pendant la phase de haute croissance de l’économie mondiale, entre 2002 et 2008, a vu son PIB s’accroître en dessous de la moyenne mondiale, et trois fois moins que les émergeants dynamiques d’Asie. Actuellement, il est dans la moyenne mondiale, et au dessus des pays avancés – naturellement – mais toujours la moitié moins que les nouvelles « locomotives » économiques. Cela est toujours dû a ses taux d’épargne insuffisants pour soutenir un taux d’investissement compatible avec une croissance à plus de 4 ou 5%, et la raison fondamentale est, encore et toujours, le crowding-out provoqué par le gouvernement, soit, la pression des recettes publiques sur les revenus privés. Si tous les recueillements obligatoires du gouvernement – notamment liés au travail et à la sécurité sociale, ainsi que d’autres impôts spécifiques – étaient alloués à l’épargne et à l’investissement, les taux du Brésil pourraient s’approcher de ceux de certains pays asiatiques.

4) Secteurs forts et faibles de l'économie brésilienne.
En dépit d’un formidable effort d’industrialisation dans le dernier demi siècle, le Brésil est un cas typique du modèle « ricardien », soit le succès par la spécialisation lié à ses avantages comparatifs notoires, qui sont tous situés dans le secteur primaire et basés sur des ressources naturelles. En effet, l’agrobusiness capitaliste est aujourd’hui responsable de la plupart des recettes en devises dans la balance de payements et concentre beaucoup des innovations techniques qui font du Brésil un très puissant concurrent international dans la plupart des produits tropicaux et même tempérés.
Evidemment, l’industrie est aussi très puissante au Brésil, mais dans les dix dernières années elle a été victime d’une mauvaise conjonction de facteurs, qu’il faut séparer par ordre de responsabilité. Tout d’abord, le processus d’industrialisation a été conduit beaucoup plus avec accent sur le marché interne qu’en tenant compte des pressions de la compétition étrangère, tenue à l’écart par une politique commerciale résolument protectionniste : quand le Brésil – dans le Mercosur, il est vrai – a réduit modérément les tarifs à l’importation, la concurrence de produits bon marché a commencé a éroder la confortable situation des industriels brésiliens.
Certes, comme pour tout autre pays au monde, la concurrence chinoise est implacable, mais cela n’explique pas tous les problèmes de la perte de vitesse, et d’importance, de l’industrie au Brésil. D’après les indicateurs de « liberté économique » dans le monde, la Chine est, économiquement parlant, un pays plus libre que le Brésil, toujours dirigiste et régulateur à outrance, presque socialiste en le comparant avec la Chine dans cet aspect. En plus des chaînes bureaucratiques, l’industriel brésilien se bât contre un niveau d’imposition fiscale qui est 50% plus élevé de celui enregistré en Chine : plus de 40%, en moyenne, contre un peu plus de 20% (surtout en charges du travail, mais aussi un jungle cumulative de tributs qui ne sont pas seulement lourds, mais aussi exigeants en matière de procédures et déclarations). Il faut ajouter à cela une infrastructure précaire, des services de communications très chers et toute sorte d’entraves aux entrepreneurs, comme on peut le constater par les rapports annuels Doing Business de la Banque Mondiale. Les services associés à l’industrie sont aussi défaillants ou trop chers, étant donné le peu de concurrence du fait de la fermeture à l’extérieur.
À tout cela, s’ajoute le coût du capital, en partie compensé par les emprunts subsidiés de la Banque Nationale de Développement, mais qui vont de préférence aux plus grandes compagnies seulement. Beaucoup de micro et petites entreprises restent dans le secteur informel et ne se bénéficient donc de certaines largesses gouvernementales à l’industrie, qui existent, mais sont plutôt marquées par un esprit défensif et frileux de la concurrence étrangère. Finalement, il y a le problème du taux de change, spécialement défavorable dans les dernières années, mais cela est aussi dû, en partie, à la politique gouvernementale de taux d’intérêt élevés, en fonction des constants déficits budgétaires et d’autres déséquilibres dans les comptes publics.

5) Les grands aléas pour les prochaines années.
Le plus grand défi brésilien, actuellement et dans les prochaines années, est celui de résoudre, en bases permanentes, le déséquilibre fiscal, qui menace de provoquer une crise domestique, vue la croissance toujours démesurée des dépenses publiques par rapport à une expansion somme toute très modeste du PIB. Pour cela, le gouvernement est « obligé » de extraire une fraction toujours croissante des revenus privés, processus qui a conduit la charge fiscale à augmenter continuellement depuis les années 1990. Un exemple est donné par les dépenses avec les serviteurs d’État pendant la période Lula : le coût total du personnel fédéral est passé de 75 milliards de Reais, en 2002 , à 200 milliards en 2011, soit une augmentation de 166% par rapport à 2002.
À cela s’ajoute une inégalité frappante entre les revenus du personnel public, de 8.000 Reais en moyenne, contre seulement 1.500 Reais dans le secteur privé, quand c’est celui-ci qui produit les richesses et le revenu qui sert à payer les premiers. Le fait est que le secteur public est en train d’étouffer le secteur privé au Brésil, et cela constitue le plus grand danger pour son avenir, en plus de certains problèmes structurels, tous liés à des défaillances dans le fonctionnement de l’État. Par exemple : il n’est un secret que la qualité – si le mot s’applique – de l’éducation au Brésil est une des pires au monde, et les scores des étudiants brésiliens en lecture, sciences et mathématiques dans les examens internationaux du programme Pisa de l’OCDE se situent toujours aux cinq dernières places, parmi une cinquantaine d’autres pays.
Cette situation est terrible pour l’avenir du pays, car le Brésil a déjà accompli sa transition démographique dès les années 1980 – soit, des taux de croissance, de mortalité et d’espérance de vie assez satisfaisants – et que le nombre de vieux s’accroît maintenant à des taux soutenus. Mais le Brésil va disposer encore, pour une génération à peu près du phénomène connu comme « bonus démographique », c’est-à-dire, la plus haute proportion de population active par rapport au nombre de dépendants. Mais, du fait de la qualité déplorable de son système éducationnel, le Brésil ne va pas accumuler des gains de productivité suffisants pour augmenter rapidement son revenu moyen par tête, de manière à pouvoir payer les cotisations sociales et les frais de santé pour sa population de vieillards d’ici 20 ou 30 ans. Cela sera dramatique sur le plan économique et social.

6) Les priorités actuelles de la nouvelle présidence.
Les priorités ne sont pas différentes de celles d’un ordre du jour normal, de tout gouvernement désireux de se faire réélire et de disposer du soutien populaire : croissance économique, augmentation du nombre d’emplois, expansion des revenus, diminution de la pauvreté, du chômage, de gains de compétitivité internationale, combat à l’inflation et précaution envers les menaces venant d’une crise extérieure. En cela, le gouvernement Dilma Rousseff ne se distingue pas de l’antérieur – d’ailleurs entièrement responsable pour l’élection d’une personne qui n’avait jamais disputé aucune – ou d’un quelconque autre gouvernement : il s’agit de conduire les affaires courantes et d’imprimer sa marque par quelques politiques nouvelles.
Son début, néanmoins, a été marqué par une espèce d’« héritage maudit », qui est constitué par l’augmentation irresponsable des dépenses publiques conduite de manière systématique pendant toute l’administration Lula, à la fin plus encore, précisément pour pouvoir élire sa dauphine. La présidente est alors obligé de couper dans le budget, ce qui affecte surtout les services de santé et d’éducation, ainsi que les investissements publics, déjà très réduits en dehors de ceux de Petrobras, qui a reçu des apports formidables du Trésor national, via Banque Nationale de Développement (y compris au moyen des manipulations comptables, pour cacher l’expansion de l’endettement public).
L’autre problème – qui n’est pas une priorité du gouvernement, mais auquel il est contraint par l’opinion publique – et le combat à la corruption dans la sphère gouvernementale (Exécutif et Législatif, surtout, mais aussi dans le Judiciaire), qui s’est disséminé énormément avec la tolérance démontrée par Lula envers se phénomène par ailleurs commun au Brésil, surtout dans le secteur public. Les ministres déchus jusqu'à présent étaient tous hérités du gouvernement Lula, mais des nouveaux cas se présentent. Cela est le reflet d’un système politique sclérosé, qu’il faudrait réformer à fond, mais le gouvernement n’a pas vraiment un programme de réformes consistantes. La réforme fiscale, avec un allégement des impôts serait la première à être entreprise, mais il est douteux que le gouvernement réussisse dans ce domaine ; le plus probable, d’ailleurs, sera la création d’une nouvelle contribution, cumulative, soi-disant pour financer les dépenses de santé.
Les priorités conjoncturelles, imposées en partie du dehors, sont la lutte contre la crise internationale, qui peut affecter le Brésil par les canaux commercial et financier, et le maintien de l’activité interne, pour soutenir la croissance et l’emploi. La croissance exagérée des dépenses publiques est plutôt un problème pour la société, qui paye la facture, que pour le gouvernement, qui cherche toujours des nouvelles sources de financement (y compris par des nouveaux impôts ou au moyen des recettes du pétrole du pré-sel, qui vont tarder encore quelques années à venir). Le gouvernement continue à travestir le peu d’efficacité dans la gestion publique au moyen de beaucoup de publicité autour de quelques programmes officiels d’accélération de croissance (PAC I et PAC II), ainsi que dans la construction de logements sociaux, même quand l’expérience précédente n’a pas eu le succès escompté ; en cela aussi, le nouveau gouvernement ne fait qu’imiter l’antérieur.
Sur le plan structurel, le gouvernement Dilma veut réduire la pauvreté extrême, aujourd’hui limité à moins de 16 millions de personnes, selon les statistiques officielles ; dans ce domaine, il n’y a pas vraiment de nouveauté, sauf confirmation des programmes de distribution de subsides aux plus pauvres, qui ont commencé avec une nette inclinaison électorale, pour devenir, selon le gouvernement, le plus grand programme social au monde. Il se peut qu’il soit cela, mais il représente aussi une dérivation populiste du Parti des Travailleurs, qui avait toujours condamné, avant d’arriver au pouvoir, ce genre de pratique « assistancielle ». Aujourd’hui cela lui garantit quelques millions de votes, et dans le Brésil arriéré de l’intérieur, le PT s’est substitué aux anciens oligarques, tout en pratiquant une politique économique dite « néolibérale » mais la critiquant dans les discours et documents officiels.

7) Quelles interactions entre politique économique et politique étrangère ? Comment se renforcent-elles l'une l'autre ?
De l’aveu même de ses dirigeants, la politique étrangère n’a pas vraiment changé, si ce n’est pour une question de style ; certaines inflexions ont été observées dans la question des droits de l’homme, mais les tests véritables restent encore à venir. Du reste, la politique tourné vers le Sud doit continuer, tout comme l’accent mis sur l’intégration sud-américaine, en essayant de faire du Mercosur une plateforme pour le renforcement de l’Union des Nations Sud-Américaines, une création de l’administration Lula, même si Hugo Chávez a influencé quelque peu son contenu et ses institutions. Il est peu probable que la personnalité de la présidente la pousse à entreprendre les mêmes initiatives dont Lula avait le goût : sommets avec les leaders africains et arabes, « paix » dans le Moyen Orient, « bons offices » dans la question nucléaire iranienne, ou d’autres encore.
Le moment est d’ailleurs délicat, avec la perspective d’une nouvelle récession ou de croissance lente dans les principaux marchés, ce qui recommande une bonne coordination entre les politiques extérieure et économique, précisément. À ce titre, il faut attendre pour voir si les négociations commerciales multilatérales vont vraiment reprendre, ce qui est douteux, mais le Brésil, comme beaucoup d’autres pays, a adopté une politique commerciale plutôt défensive dernièrement, compte tenu de la perte de compétitivité de ses produits, non seulement dans de marchés externes, mais dans le marché brésilien lui-même. Cette caractéristique inquiète beaucoup industriels et technocrates ; les uns et les autres attribuent les problèmes au taux de change défavorable – et le ministre des finances s’est référé à une hypothétique « guerre cambiale », en suggérant qu’elle venait des Etats-Unis, non de la Chine – ou à la « concurrence prédatrice » de la Chine, maintenant visée par tous. Aucun responsable gouvernemental ne se réfère à la lourde charge d’impôts ou au rôle des taux d’intérêt dans la valorisation du Real, et pour cause : ce serait condamner les pratiques et politiques officielles.
Il est peu probable que les politiques économiques brésiliennes soient radicalement changées dans l’avenir prévisible, tout comme il est peu probable que le G20 financier soit capable de proposer des solutions miracles à la crise actuelle, ou même simplement d’opérer ce qui justifie son existence : la coordination des politiques économiques nationales des pays membres. Le Brésil a toujours insisté, au sein du G20, pour la « réforme des institutions économiques internationales », en entendant par là l’élargissement des instances de décision dans les deux organisations de Bretton Woods, en concédant plus de pouvoir à des pays comme le Brésil. Il est connu que l’un des principaux obstacles à une réorganisation du pouvoir de vote est constitué par des petits pays européens, qui ne veulent pas perdre leurs privilèges, qui ne correspondent plus aux réalités économiques du monde actuel. Or, à la première opportunité pour que des changements réels soient accomplis, lors de la désignation du successeur du directeur-gérant du FMI Dominique Strauss-Kahn, le Brésil a, contradictoirement, choisi d’appuyer la candidate française, au lieu de soutenir le candidat mexicain, qui pouvait somme toute représenter une chance de transformation de la structure politique de l’organisation. On peut se demander, ainsi, si l’interaction entre politique étrangère et politique économique existe effectivement, et si le Brésil est prêt pour assumer des nouvelles responsabilités sur le plan mondial.
Dans un autre chapitre, mais toujours dans ce domaine, le nouveau ministre de la Défense brésilien, l’ex-ministre des affaires étrangères Celso Amorim, a annoncé – avant même de prendre la charge du ministère – qu’il avait l’intention de retirer les troupes brésiliennes de l’opération de stabilisation de l’ONU en Haïti, la Minustah, vraisemblablement pour des raisons économiques, puisque le même ministre, quand il était à la tête de l’Itamaraty, imaginait que cette opération pouvait donner au Brésil le billet d’entrée au Conseil de Sécurité de l’ONU. Il est vrai que l’Armée brésilienne a appuyé l’engagement en Haïti, mais quelques centaines des millions de dollars après, elle doit réviser les pertes et profits de l’opération, surtout dans un moment de coupes budgétaires et de restrictions sévères aux dépenses de cette force. C’est là encore un exemple des problèmes de coordination interne entre les secteurs diplomatique et économique au Brésil.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 7/09/2011

Via Politica: um canal de expressao livre - Paulo Roberto de Almeida

Alguns dos trabalhos publicados mais recentemente neste "folhetim" eletrônico de assuntos variados.
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Sempre é bom escrever sobre assuntos variados, sem muita obrigação de se ater a algum...
Paulo Roberto de Almeida


 
 
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