quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Edgard Telles Ribeiro, diplomata "cultural" é o novo imortal da ABL: resenha de um de seus romances por Paulo Roberto de Almeida

Tenho muitos romances dele, preciso juntá-los. Mas só fiz UMA resenha de um de seus romances, o que mais se parecia com a diplomacia na era militar. Até tentei ver algum colega nos personagens do livro, mas o próprio Edgard me corrigiu: disse que era um "composto" de várias figuras da nossa diplomacia.


2243. “Rendas faustianas, punhos wagnerianos...”, Brasília, 6 fevereiro 2011, 5 p. Resenha de Edgard Telles Ribeiro: O Punho e a Renda (Rio de Janeiro: Editora Record, 2010, 560 p.; ISBN: 978-85-01-09162-8). Revista em 8/02/2011, com base em observações do autor. Feita versão reduzida, sob o título “Diplomacia de capa e espada? Quase...”, publicada no Boletim ADB (ano 17, n. 72, jan-fev-mar 2011, p. 29-30; link: www.adb.org). Versão completa publicada na Revista de Economia e Relações Internacionais (FAAP-SP; vol. 10, n. 19, julho de 2011, p. 183-186; ISSN: 1677-4973). Divulgado no blog Diplomatizzando (17/02/2024, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/02/edgard-telles-ribeiro-o-punho-e-renda.html ). Relação de Publicados n. 1025 e 1057. 

Reproduzo aqui esta postagem mais recente: 

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Edgard Telles Ribeiro: O Punho e a Renda (2010) - resenha de Paulo Roberto de Almeida

 Um romance "histórico" dos tempos em que alguns, no Itamaraty, colaboraram com o regime militar. Não  foi o caso agora, quando das tentativas de golpe de um inepto desonesto e tresloucado ex-militar, que queria ter a 'sua ditadura'. Teria sido uma ditadura dos imbecis. A de 1964-1985 não, foi de militares preparados – para todo o mal que fizeram, mas também para a construção tentativa do "Brasil grande potência" – o que pode ter seduzido alguns oportunistas. 

Resenha antiga, mas ainda interessante, quando falam de um outro golpe e tentativa de implantar uma ditadura.

Paulo Roberto de Almeida, 17/02/2024

Rendas faustianas, punhos wagnerianos... 

Paulo Roberto de Almeida

 

Edgard Telles Ribeiro

O Punho e a Renda

(Rio de Janeiro: Editora Record, 2010, 560 p.; ISBN: 978-85-01-09162-8)  

 

O autor adverte, em sua nota inaugural, que este livro “é obra de ficção”. Acredito. Mas, como ocorre com certas declarações de diplomatas, talvez se deva dar um desconto em afirmação tão peremptória, algo como 50% em relação ao seu valor de face. É uma obra de ficção em grande parte de seu enredo essencial, mas que tem muito de verdade, no que se refere à fundamentação dos personagens e situações. Trata-se de um “romance” verossímil, de uma história plausível, com a vantagem de ter sido concebida e modelada por um “insider”, um diplomata distinguido, que calha ser também um excelente escritor, autor de vários outros romances e livros de contos. 

Eu começaria dizendo que se trata do “romance” (ou da história real) de uma geração: a dos diplomatas – estereotipicamente os de “punhos de renda” – que atravessaram os anos de chumbo do regime militar – feito quase só de punhos – e que conseguiram sobreviver, cada qual a seu modo. Diga-se, desde já, que quase todos “sobreviveram”, sem maiores percalços, e que os “sacrificados” foram poucos. Muitos outros brasileiros não sobreviveram, e é isto que interessa, talvez, não tanto ao Itamaraty, enquanto tal; mas aos brasileiros que saíram da anarquia “democrática” em vigor no início dos anos sessenta, enfrentaram mais de vinte anos de regime militar, e que ainda hoje tentam entender o que, afinal, aconteceu no Brasil, e na região, durante a longa noite de regimes autoritários na América Latina. 

Mas obra não é exatamente o “romance” de uma geração, ou sequer de toda uma casta de servidores públicos, o que são, indiscutivelmente, os diplomatas. Trata-se, mais apropriadamente, de uma “biografia não-autorizada”, talvez goethiana, de uma parte dessa casta de servidores do Estado, em um dos ministérios mais respeitados da burocracia federal. Tudo gira em torno de Max, o codinome, se poderia dizer, que se deixa aprisionar pelos novos tempos e é envolvido em suas tramóias mais sórdidas – quando o Brasil, não contente em consolidar o domínio autoritário no interior de suas fronteiras, ajudava a “corrigir” os desmazelos das democracias populistas nos países vizinhos, ali patrocinando golpes militares violentos. Ele consegue, inclusive, sobreviver à derrocada do regime, sempre apostando nas “pessoas certas”, nas personalidades influentes (a começar por um beijo no anel do cardeal brasileiro, pouco antes do golpe de 1964). Max tem um nome ficcional: Marcílio Andrade Xavier. Mas, na verdade, ele é um amálgama de diversos diplomatas que existiram, realmente, ao longo do regime militar (e mais além...).

O estilo é brilhante, e o leitor atravessa esse “romance-história” sem parar, do começo ao fim de suas 550 páginas, sempre com o personagem principal no centro ou em surdina ao enredo. Este é talvez goethiano, mais exatamente faustiano, pelo menos em partes da obra. Em outras partes, a obra vira um itinerário de descoberta, um pouco como nos romances de John Le Carré, em que os personagens do submundo da inteligência civil, têm de lidar com sentimentos e frustrações, com as emoções humanas, aquilo que Graham Greene chamou, em um dos seus livros, “the human factor”. Parafraseando aquela velha canção sobre os desafinados, pode-se dizer que os homens de inteligência também têm um coração. Pode até ser, mas não propriamente Max, que apenas tem como objetivos poder e prestígio, o tempo todo mirando no futuro, e não apenas no presente de luta surda (e aberta) contra as ameaças comunistas na América Latina em plena era da Guerra Fria.

O personagem principal aparece como um intelectual brilhante. Ele poderia, assim, ter tido sucesso apenas fazendo um pouco mais do que recomendaria o estrito dever funcional; ou então, como muitos outros na carreira, por meio de um desempenho “correto” numa profissão certamente exigente em qualidades pessoais, mas também marcada por tarefas aborrecidamente burocráticas na maior parte do tempo; em qualquer hipótese, ele teria tido a chance de se distinguir no cumprimento de suas “missões” e, dessa forma, ser promovido antes dos seus colegas de turma.

Max, no entanto, dotado de uma ambição desmedida, acaba fazendo um pacto faustiano: cercado, ou encurralado, por um manipulador de carreiras, aceita servir ao SNI, cooperar com a CIA e colaborar com a inteligência britânica, o MI6 (excusez du peu, como diriam os franceses). Sim, tudo isso por motivações puramente pessoais, sem qualquer desejo de vingança; menos ainda por amor ao dinheiro ou qualquer outro motivo mais mesquinho. Apenas um gosto inexplicável por uma vida de dupla, ou tripla, personalidade. Traço de caráter que, aliás, permanece não explicado ao longo do “romance”, o que acrescenta ao mistério (e que poderia ter sido explorado psicanaliticamente, como conviria, talvez, nessa espécie de Bildungsroman).

Todos os personagens têm nomes próprios no “romance”, ainda que ligeiramente trocados, por simples precaução do autor, como o agente da CIA morto pelos Tupamaros no Uruguai, por exemplo. Menos o personagem que introduziu Max no submundo da inteligência brasileira, alegadamente seu chefe em Montevidéu, um antigo embaixador por demais conhecido (dos mais velhos) na carreira, como um anticomunista profissional, e que deixou dois volumes de memórias até interessantes pela sinceridade com que revelou seus “golpes” contra os comunistas da carreira e os de fora dela. O “homem da capa preta” fica sem nome, mas não é difícil descobrir quem seja, e seria até interessante reler, hoje, certas passagens de suas memórias.

Os diplomatas também se precipitarão sobre alguns currículos de colegas, vivos ou “desaparecidos”, para saber o quanto existe de coincidências ou de similitudes, em termos de postos, datas e situações, com colegas que eles possam ter conhecido e que imaginam “retratados” no romance. Muitos se sentirão frustrados, mais, talvez, pelas não-coincidências do que por estas, que são todas absolutamente plausíveis, até mesmo possíveis, tomadas globalmente, ao longo de um itinerário de descobertas muito bem encadeado na competente e absorvente escrita do autor.

Como especialista em cinema – tendo, aliás, servido duas vezes em Los Angeles e dado aulas de cinema na UnB – ele traça um roteiro, um script, melhor dizendo, impecável, com flashbacks e cenas paralelas que prendem a atenção de qualquer leitor, ainda mais se este for da carreira e estiver interessado em conhecer um pouco mais do submundo em que o Itamaraty se envolveu durante os chamados anos de chumbo. O personagem Max, obviamente, confunde os colegas de carreira do autor, pois não corresponde a um diplomata em particular, mas sim a um “compósito literário”, elaborado a partir daqueles poucos que atuaram nas sombras e nos cenários cinzentos que marcaram os anos mais duros do regime militar: poucos desses, aliás, estariam em condições de assumir completamente a figura faustiana que emerge nesta obra, aspecto que se encontra na trama de alguns grandes “romances” clássicos. 

Curiosamente, é um livro de Thomas Mann que oferece ao MI6 britânico a chave, involuntária e inconscientemente fornecida por Max, para penetrar nos segredos do programa nuclear brasileiro, ainda em gestação no início dos anos 1970 – quando o Brasil colaborava com a CIA na montagem dos golpes militares no Uruguai e no Chile – mas cuja interface tecnológica alemã já deixava de cabelos em pé os “não-proliferadores” de Washington. Não, não se trata do Doktor Faustus (que só veio à luz nos anos 1950), mas de uma primeira edição autografada pelo autor de Der Zauberberg (A Montanha Mágica, publicado pela primeira vez em 1924), da qual o embaixador em Montevidéu jamais se separava (mas eu deixo esse spy-catch para os leitores do livro). Este aspecto talvez seja o “detalhe” mais realista – ainda que ficcional – do “romance”, pois se as perseguições a comunistas há muito ficaram para trás, determinadas “opções” nucleares continuam rigorosamente atuais (um pouco como uma baleia que emerge de vez em quando para respirar, segundo uma imagem, hors-roman, do autor). 

Hoje, aliás, os perseguidos dos anos 1970 se encontram em grande medida no poder – alguns até pretendendo se vingar de seus antigos torturadores – e revelações de arquivos diplomáticos (muito antes do Wikileaks) já demonstraram algumas facetas da colaboração de diplomatas com os antigos serviços de repressão. Max, quaisquer que sejam suas encarnações reais, continuou, no romance, atuando nas entrelinhas desses tempos sombrios, sempre com as cautelas necessárias, para emergir depois, aparentemente impoluto, e se adaptar aos novos tempos de república dos companheiros. Ele sobreviveu de um jeito ou de outro, até ver os antigos perseguidos do regime no comando do novo Estado, em uma situação de poder à qual ele mesmo aspirava chegar, como uma espécie de Santo Graal meritório, por suas grandes qualidades intelectuais (também reconhecidas pelos agentes da CIA e do MI6).

Diplomatas e leitores externos ficarão perturbados, por diferentes razões, pelo desenvolvimento geral da trama deste “romance verdadeiro”, que refaz, por assim dizer, o itinerário dessa geração de diplomatas que teve de conviver, suportar ou então se aproveitar – no caso de muitos – das novas condições criadas pelo regime militar no Brasil. Ainda não existe uma história – por algum insider ou por um historiador profissional – de como o Itamaraty “conviveu” com – e se adaptou a – esses tempos sombrios, embora eu mesmo tenha tentado reconstituir uma parte da história neste capítulo de um livro coletivo: “Do alinhamento recalcitrante à colaboração relutante: o Itamaraty em tempos de AI-5”, In Oswaldo Munteal Filho, Adriano de Freixo e Jacqueline Ventapane Freitas (orgs.), “Tempo Negro, temperatura sufocante": Estado e Sociedade no Brasil do AI-5 (Rio de Janeiro: PUC-Rio, Contraponto, 2008; p. 65-89). Sem se lograr, contudo, a colaboração dos envolvidos, é virtualmente impossível reconstituir as tramas mais importantes desse período que muitos querem esquecer.

Os próprios diplomatas que viveram esses tempos – o que não foi o meu caso, para aquela fase precisa da “diplomacia blindada”, digamos assim – ainda não escreveram sobre isso e duvido que venham a empreender a dolorosa tarefa de falar sobre as pequenas e grandes misérias do período. Que Edgard Telles Ribeiro o tenha feito – ainda que sob a forma de um “romance verdadeiro” – oferece uma prova de sua coragem, depois de tantos romances e livros de contos, em lançar-se no que poderia ser chamado de “revisão intelectual” de alguns dos personagens mais emblemáticos do ancien régime militar.

Um livro perturbador para uns e outros da carreira, certamente curioso, ou mais do que isso, para os de fora, em todo caso inédito para os padrões reservados ou circunspectos da Casa de Rio Branco. Os interessados na História, a real, tentarão estabelecer onde termina a realidade e onde começa a ficção; uma separação muito difícil de se fazer, dado o próprio envolvimento do autor com alguns dos que “colaboraram” – involuntariamente, por certo – para a montagem do personagem principal. Algum psicanalista talvez diga que a obra representou a forma de seu autor “matar” uma parte de seu passado, o que também é legítimo, sobretudo para os que viveram intensa e preocupadamente aqueles anos de escolhas difíceis e de futuros incertos. Nem todos os “sobreviventes” o fizeram com tanta dignidade e honestidade intelectual quanto o autor deste “romance”.

Para todos nós, leitores, o importante é saber que o “romance” – quaisquer que sejam suas partes de verdade e ficção – nos prende do começo ao fim, tão absorvedora é a “história” e tão cativantes são a escrita e o estilo do autor: dá para ler, em menos de 24 horas, uma trama de meio século...

 

Paulo Roberto de Almeida

[Brasília, 6 de fevereiro de 2011; 2ª versão: 8/02/2011]

Versão reduzida desta resenha foi publicada neste formato:  

1025. “Diplomacia de capa e espada? Quase...”, Boletim ADB (ano 17, n. 72, jan-fev-mar 2011, p. 29-30; link: www.adb.org). Relação de Originais n. 2243b.

 

2243. “Rendas faustianas, punhos wagnerianos...”, Brasília, 6 fevereiro 2011, 5 p. Resenha de Edgard Telles Ribeiro: O Punho e a Renda (Rio de Janeiro: Editora Record, 2010, 560 p.; ISBN: 978-85-01-09162-8). Revista em 8/02/2011, com base em observações do autor. Feita versão reduzida, sob o título “Diplomacia de capa e espada? Quase...”, publicada no Boletim ADB (ano 17, n. 72, jan-fev-mar 2011, p. 29-30; link: www.adb.org). Versão completa publicada na Revista de Economia e Relações Internacionais (FAAP-SP; vol. 10, n. 19, julho de 2011, p. 183-186; ISSN: 1677-4973; link: http://www.faap.br/faculdades/economia/ciencias_economicas/pdf/revista_economia_19.pdf). Versão da ADB Divulgado no blog Diplomatizzando (24/12/2020; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/12/o-punho-e-renda-romance-verdade-de.html). Postado novamente no blog Diplomatizzando, 17/02/2024: link: ). Relação de Publicados n. 1025 e 1057. 


quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Livros editados por Paulo Roberto de Almeida

 Livros editados por Paulo Roberto de Almeida

 

Atualizada em 3/10/2019 

 

 

15) Paulo Roberto de Almeida (org.), Roberto Campos, A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (São Paulo: LVM, 2018, 448 p.; ISBN: 978-85-93751-39-4); com os textos: 1) Prefácio, p. 11-17; 2) “Roberto Campos e a trajetória constitucional brasileira”, p. 19-74; 3) “A Constituição contra o Brasil: uma análise de seus dispositivos econômicos”, p. 379-427 (ensaios e trabalhos n. 3306, 233013, 3314, 3315, 3323). Amazon.com (link: http://a.co/d/1wnJvxx ; https://www.amazon.com.br/dp/8593751393/ref=cm_sw_em_r_mt_dp_U__k3j0BbYVJ83P6).

 

14) Oswaldo Aranha: um estadista brasileiro, Sérgio Eduardo Moreira Lima; Paulo Roberto de Almeida; Rogério de Souza Farias (organizadores); Brasília: Funag, 2017; disponível na Biblioteca Digital da Funag: volume 1, 568 p. ; ISBN: 978-85-7631-696-1; link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=913; volume 2, 356 p. ; ISBN: 978-85-7631-697-8; link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=914.

 

13) O Homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Appris, 2017, 373 p.; ISBN: 978-85-473-0485-0).

 

12) Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (Brasília: Senado Federal, 2016, 504 p.; ISBN: 978-85-7018-696-6).

 

11) Ted Goertzel and Paulo Roberto de Almeida (eds.), The Drama of Brazilian Politics: From 1814 to 2015 (Amazon Digital Services; Kindle Book, 2014, 278 p.; ISBN: 978-1-4951-2981-0; ASIN: B00NZBPX8A; book length: 1199 KB; available at: https://www.amazon.com/Drama-Brazilian-Politics-1814-2015-ebook/dp/B00NZBPX8A), com a participação de outros colaboradores, mais Prefácio e trabalho de revisão e de formatação do livro. Relação de Originais n. 2681. Relação de Publicados n. 1141.

 

10) Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências, Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antonio Barbosa (orgs.) (São Paulo: Editora Saraiva, 2012, 326 p. Edição Digital, ISBN: 9788502122086; link: http://www.editorasaraiva.com.br/produtos/show/isbn:9788502053854/relacoes-brasil-estados-unidos/). Relação de Originais.

 

09) Guia dos Arquivos Americanos sobre o Brasil: coleções documentais sobre o Brasil nos Estados Unidos (Brasília: Funag, 2010, 244 p.; ISBN: 978-85-7631-274-1; com Rubens Antônio Barbosa e Francisco Rogido Fins, orgs.). Disponível na Biblioteca Digital da Funag (link: http://funag.gov.br/loja/download/753-guia_dos_arquivos_americanos.pdf). Relação de Originais n. 2200; Relação de Publicados n. 1000.

 

08) Marshall C. Eakin, Paulo Roberto de Almeida (eds.), Envisioning Brazil: a Guide to Brazilian Studies in the United States (Madison: Wisconsin University Press, 2005, 536 p.; ISBN: 0-299-20770-6); Amazon (link: https://www.amazon.com/dp/B009S9T1V8/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&btkr=1). Relação de Publicados n. 580bis.

 

07) Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências, Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antonio Barbosa (orgs.) (São Paulo: Editora Saraiva, 2005, 326 p.; ISBN 10: 85-02-05385-X; ISBN-13: 978-85-020-5305-4; link: http://www.saraiva.com.br/relacoes-brasil-estados-unidos-assimetrias-e-convergencias-2606429.html). Relação de Trabalhos n. 1402; Relação de Publicados n. 594.

 

06) O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos, 1945-2000 (coedição, com Marshall C. Eakin e Rubens Antônio Barbosa; São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002; ISBN: 85-219-0441-X). Estante Virtual (link: https://www.estantevirtual.com.br/b/rubens-antonio-barbosa/o-brasil-dos-brasilianistas/712658192). Reportagem publicada na revista VEJA (http://veja.abril.com.br/010502/p_128.html). Relação de Trabalhos nº 830. Relação de Publicados n. 312.

 

05) Mercosul, Nafta e Alca: a dimensão social (São Paulo: LTr, 1999, em coordenação com Yves Chaloult). Buscapé (link: http://www.buscape.com.br/mercosul-nafta-e-alca-a-dimensao-social-paulo-roberto-de-almeida-yves-chaloult-8573226358). Relação de trabalhos n. 651; Relação de Publicados n. 236.

 

04) Carlos Delgado de Carvalho (1884-1980), História Diplomática do Brasil (edição facsimilar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13, lxx, 420 p.); “Em busca da simplicidade e da clareza perdidas: Delgado de Carvalho e a historiografia diplomática brasileira”, p. xv-l. 2a. edição: Senado Federal, 2015 (link: http://livraria.senado.leg.br/historia-diplomatica-do-brasil.html). Relação de Trabalhos n. 600; Relação de Publicados n. 230.

 

03) José Manoel Cardoso de Oliveira, Actos Diplomaticos do Brasil: tratados do periodo colonial e varios documentos desde 1492, coordenados e anotados por J. M. C. de O., Enviado Extraordinario e Ministro Plenipotenciario, socio correspondente do Instituto Historico e Geographico Brasileiro e do Instituto Geographico e Historico da Bahia (Rio de Janeiro: Typ. do Jornal do Commercio, de Rodrigues & C., 1912; 2 volumes; Volume I: 1493 a 1870; Volume II: 1871 a 1912). Com Addendum contendo, seguindo cronológica sumária, uma “Relação dos principais instrumentos multilaterais vinculando o Brasil a partir de 1912”. Publicado na coleção “Memória Brasileira” do Senado Federal (Brasília: Senado Federal, 1997). Introdução: Tomo I, pp. III-XXXIX (3-39). Addendum: “Relação dos principais instrumentos multilaterais vinculando o Brasil a partir de 1912”: Tomo II, pp. I-LV (1-55). “Um roteiro de quatro séculos das relações internacionais do Brasil” [Apresentação e Introdução à nova edição (facsimilar). Scielo (link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000540&pid=S0102-8529200400010000100010&lng=en); Academi.edu (link: https://www.academia.edu/5547304/03_Jos%C3%A9_Manoel_Cardoso_de_Oliveira_Actos_Diplomaticos_do_Brasil_tratados_do_periodo_colonial_e_varios_documentos_desde_1492_1997_). Relação de Trabalhos nº 542. Relação de Publicados n. 203.

 

02) Brésil : cinq siècles d’histoire (Paris: Ambassade du Brésil, 1995, 52 pp.), “Le Brésil de 1984 à 1995: Consolidation du régime démocratique et tentatives de stabilisation économique” (pp. 27-47) in Katia de Queirós Mattoso, Antonio Fernando Guerreiro de Freitas e Paulo Roberto de Almeida. Relação de trabalhos n° 485 e 497. Academia.edu (link: https://www.academia.edu/5547220/02_Br%C3%A9sil_cinq_si%C3%A8cles_dhistoire_1995_). Relação de Publicados n. 183.

 

01) Mercosul: Textos Básicos (Brasília: IPRI-Fundação Alexandre de Gusmão, 1992, Coleção Integração Regional nº 1, pp. 1-3; esgotado). Relação de Trabalhos nº 265; Relação de Publicados n. 096 (Apresentação).

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 4814, 11/12/2024

Academia.edu: https://www.academia.edu/126231228/4814_Livros_editados_por_Paulo_Roberto_de_Almeida_2024_

 

Lista de livros de Paulo Roberto de Almeida, linkados

 Lista de livros de Paulo Roberto de Almeida, linkados 

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Relação revista em 11/12/2024

Lista completa neste link: 

https://www.academia.edu/126230455/4813_Lista_de_livros_de_Paulo_Roberto_de_Almeida_linkados_2024_

 

Abaixo uma relação de meus livros, organizada cronologicamente, com os links disponíveis para acesso, seja livre, seja comercial. Esta relação complementa e substitui listas diversas, mais recentes ou mais antigas, elaboradas nos últimos meses ou anos: 

 

55) Intelectuais na diplomacia brasileira: a cultura a serviço da nação (organização; Brasília, 31 outubro 2024, 355 p. Em processo de editoração na Francisco Alves e na Unifesp. Índice postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2024/10/intelectuais-na-diplomacia-brasileira.html).


54) Marxismo e socialismo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (2ª ed.; Brasília: Diplomatizzando, 2023, 307 p.; ISBN: 978-65-00-05969-4; ASIN: B0CR31C5YG; 1ª. edição: Marxismo e socialismo no Brasil e no mundo: trajetória de duas parábolas na era contemporânea (Brasília: Edição do autor, 2019, 283 p.; 844 KB; ISBN: 978-65-00-05969-4; Edição Kindle, ASIN: B082YRTKCH)


53) O Brasil no contexto regional e mundial: artigos sobre nossa dimensão internacional; Brasília: Diplomatizzando, 2023, 216 p.; 1323 KB; ISBN: 978-65-00-89870-5; ASIN: B0CR1Z682R)

52) Construtores da Nação: projetos para o Brasil, de Cairu a Merquior (São Paulo: LVM Editora, 2022, 304 p.; ISBN: 978-65-5052-036-6; Amazon)


(…)


3) Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 p.; ISBN: 85-7322-548-3; esgotado; Academia.edu).


2) Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998, 360 p.; ISBN: 85-7025-455-5; esgotado; Amazon.com).


1) O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993, 204 p.; ISBN: 85-7129-098-9; Estante Virtual; Academia.edu).

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 4538, 31 dezembro 2023, 5 p.; revisão, 4813; 11/12/2024

Inserida na plataforma Academia.edu em 10/12/2024 (link: https://www.academia.edu/126230455/4813_Lista_de_livros_de_Paulo_Roberto_de_Almeida_linkados_2024_).

Ceticismo em movimento - livro de Renato Lessa (Sete Letras)

Ceticismo em movimento

Resumo da Editora Sete Letras:

[Livro em pré-venda – envio a partir de 11 de dezembro]

Este livro é um convite à reflexão inquieta. Com profundidade e clareza, Renato Lessa apresenta uma abordagem singular sobre o ceticismo, destacando-o não como uma doutrina fixa, mas como uma atitude investigativa que transcende os limites do tempo e das tradições filosóficas. Este livro reúne quinze ensaios que, ao mesmo tempo em que dialogam com clássicos do pensamento, exploram questões contemporâneas que nos interpelam como indivíduos e como sociedade.

A obra se estrutura em torno de um princípio fundamental: o ceticismo não é apenas uma crítica às certezas dogmáticas, mas também um método para explorar a complexidade do mundo e de nossas crenças. Partindo de referências essenciais como Sexto Empírico, Montaigne e Hume, e chegando a vozes modernas como Primo Levi e Hans Blumenberg, Lessa constrói um mosaico de ideias que não apenas iluminam os dilemas filosóficos, mas também nos desafiam a olhar para a tragédia e as possibilidades humanas com renovada sensibilidade.

Cada ensaio é uma peça autônoma, mas, em conjunto, formam um texto coeso que combina a precisão do filósofo político com a criatividade do ensaísta. Lessa não se limita a uma abordagem acadêmica; seus textos falam tanto ao scholar quanto ao leitor interessado em compreender os desafios filosóficos, políticos e culturais do século XXI. Como ele mesmo afirma, o ceticismo está em movimento, interagindo com sistemas dogmáticos e questionando suas premissas, sempre aberto à imprevisibilidade do pensamento.

Com uma escrita ao mesmo tempo rigorosa e bem fundamentada, Lessa oferece reflexões que vão além do campo estritamente filosófico, alcançando questões práticas da vida humana e da convivência democrática. Em tempos marcados pela intolerância e pela polarização, este livro propõe que a aceitação dos limites de nosso entendimento pode ser a chave para um mundo menos dogmático e mais plural.

 https://7letras.com.br/livro/ceticismo-em-movimento/


[Gostei da capa com o Barão de Münchhausen, desenho que conheço de minhas leituras juvenis]

Antissemitismo na Europa durante a Idade Média: livro de Ivan G. Marcus: 'How the West Became Antisemitic: Jews and the Formation of Europe, 800–1500' (Book review)

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