sábado, 22 de novembro de 2025

Política Externa e Interesse Nacional: seminário organizado pelo embaixador Rubens Barbosa (IRICE)

Aos que não assistiram ao debate organizado pelo embaixador Rubens Barbosa (IRICE), nesta tarde de sexta-feira, 21/11/2025, 17hs, sobre Política Externa e Interesse Nacional, saibam que o vídeo gravado será postado em algum momento, no site do IRICE ou no da revista Interesse Nacional.
Como informei, preparei três curtos textos em torno do assunto, que acabei unificando num único paper, este aqui:

5122. “Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro”, Brasília, 20 novembro 2025, 13 p. Junção dos trabalhos 5105, 5119 e 5120, preparados tendo como foco o seminário do Irice, coordenado pelo embaixador Rubens Barbosa, no dia 21/11/2025, na companhia de Vitélio Brustolin e de Karina Stange Calandrin. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145065684/5122_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_uma_visao_critica_sobre_as_dificeis_convergencias_no_caso_brasileiro_2025_); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-interesse-nacional_17.html  

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Sexta-feira 21/11/2025 repleta: netos, debate sobre Política Externa e Interesse Nacional e homenagem ao professor Amado Luiz Cervo

Dia de muitas atividades a partir desta tarde. Depois de pegar os netos para passar o fim de semana comigo e com Carmen Lícia Palazzo, tenho dois compromissos online:

1) debate organizado pelo embaixador Rubens Barbosa sobre Política Externa e Interesse Nacional, na companhia de
Vitelio Brustolin e Karina Stange Calandrin, às 17hs, no canal YouTube do IRICE, neste link:
https://www.youtube.com/watch?v=4w74yJrglGg

2) Homenagem ao professor emérito da UnB, Amado Luiz Cervo, organizada pelo professor Carlos Domínguez, na companhia de Tereza Cristina Nascimento França (UFS), Albene Miriam Menezes Klemi (UnB), Günther Richter Mros (UFSM), Paulo Roberto de Almeida (MRE), Carlos Eduardo Vidigal (UnB), Raúl Bernal-Meza (UNICEN-Argentina), Lídia de Oliveira Xavier (Unieuro), Delmo Arguelhes (UFF); neste link:
https://www.youtube.com/live/JYKBcLA9DBQ?si=-lNNFqaq9wieR2v2

Depois, de volta aos netos.





Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1 - Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?)

Artigo mais recente publicado:

1602. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1/2”, revista digital Será? (ano xiv, n. 684, Recife, 21 de novembro de 2025; link: https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=5960193be7&e=b9cc4cc5fd . Relação de Originais n. 5109.

Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1

Paulo Roberto de Almeida
Diplomata, professor (diplomatizzando.blogspot.com)

Algumas premissas conceituais
        O estabelecimento de uma política externa e a sua materialização diplomática para um determinado país costumam ser expressões setoriais da sua política nacional, tanto no plano das principais definições conceituais, quanto no terreno da ação prática. Elas representam a vertente exterior das grandes escolhas que a sociedade estabelece, preferencialmente de maneira consensual, para o atingimento dos grandes objetivos estratégicos que o país e sua sociedade pretendem concretizar. Estes grandes objetivos estão balizados primeiramente no texto constitucional, e costumam refletir as aspirações nacionais em termos de desenvolvimento, de prosperidade e bem-estar, de consolidação institucional de um sistema político democrático e de defesa de valores e princípios que fazem parte do patrimônio cultural e espiritual da nação, assim como, obviamente, de resguardo da soberania nacional e da defesa do território e dos patrimônios nacionais.
        O Brasil pretende ser uma sociedade democrática, baseada num regime de livre iniciativa, fortemente integrada à economia mundial, desejosa de participar plenamente da sociedade internacional, com apoio principalmente no direito internacional, sem descurar os necessários cuidados com sua defesa e capacidade de garantir o atingimento dos interesses nacionais em total autonomia decisória. Com base nesses pressupostos, os governos formulam definições básicas no tocante à política externa que precisam ser executadas de acordo a diretrizes emanadas do poder executivo, usando para tal tarefa da principal instituição a ela devotada, o Ministério das Relações Exteriores.
        Historicamente, a diplomacia profissional brasileira, atuando em consonância com as grandes opções de política nacional definidas recorrentemente por meio de eleições livres e transparentes, tem sabido interpretar os anseios da sociedade brasileira por meio de um diversificado leque de ações nos planos multilateral, regional e bilaterais, em resposta a desafios externos ou por meio de iniciativas que sempre gozaram de amplo consenso na opinião pública e nos meios especializados. Ao longo das décadas que se estendem desde a República de 1946, até a atual fase de consolidação democrática, cobrindo inclusive, embora parcialmente, o período militar, governos sucessivos e o corpo diplomático profissional lograram construir um formato de política externa baseado na autonomia e na independência de suas principais diretrizes, focadas essencialmente no desenvolvimento econômico e social da nação, com a neutralidade desejável em face de conflitos entre as grandes potências, sobretudo na fase clássica da Guerra Fria e na evolução posterior do sistema internacional. Havia um claro consenso de que a política externa deveria permanecer à margem das disputas políticas internas, como já havia declarado o patrono da diplomacia nacional, o Barão do Rio Branco, fixando-se num conjunto de objetivos prioritários vinculados aos interesses nacionais, isto é, os do desenvolvimento autônomo da nação brasileira.

Esgotamento do consenso básico?
        Não obstante, em certos períodos – identificados aos governos lulopetistas de 2003 a 2016, depois sob o pequeno terremoto bolsonarista (2019-2022), e de novo na fase atual, no terceiro mandato de Lula, a partir de 2023 –, o consenso descrito acima parece ter deixado de existir, uma vez que a política externa demonstrou linhas ideológicas de atuação e opções setoriais que colocaram a diplomacia profissional a serviço de teses e objetivos em ruptura com os eixos tradicionais de ação pelos quais se guiavam o Itamaraty e a sociedade brasileira ao longo de décadas, senão secularmente.
        Os promotores desses vieses diplomáticos não esconderam sua preferência por temas e prioridades bem mais alinhadas com teses e posturas alinhadas às orientações ideológicas de suas respectivas correntes políticas, do que com os padrões exibidos pela política externa brasileira de forma consensual ao longo de décadas.             Esse “desvio” continua na atualidade, até se acentuou, e pode ser decorrente, como no governo imediatamente anterior, da ausência de um programa definido de políticas gerais ou setoriais em direção a metas ou objetivos claramente explicitados no plano externo, expostos e discutidos com a sociedade brasileira, podendo gerar o consenso anterior. Em resumo, registra-se a inexistência de uma declaração de política externa que expresse nitidamente o que o Brasil pretende ser, e quais interesses pensa defender, numa conjuntura que já foi identificada como sendo a de uma Segunda Guerra Fria.
        O que se vê atualmente, no campo da política externa, é mais propriamente um processo de ruptura com padrões tradicionais no establishment diplomático brasileiro, indicando um reforço de tendências partidárias não convergentes com o relacionamento equilibrado que o Brasil sempre manteve no tocante às grandes potências e seus enfrentamentos eventuais. Ainda que defendendo causas amplamente consensuais em áreas setoriais, como meio ambiente, direitos humanos, cultura, educação, tratamento de minorias – áreas que tinham sido praticamente abandonadas no governo anterior – a insistência do governo atual em posicionar-se numa das vertentes dessa divisão artificialmente criada entre uma ordem essencialmente “ocidental” (da democracia, dos direitos humanos, da liberdade de imprensa) e uma “nova ordem global”, alternativa (supostamente “multipolar”), tem revelado uma nítida inclinação por esta última. Tal tomada de posição, bastante nítida na conformação de um bloco, o Brics+, identificado a uma alternativa, senão oposição, ao G7, tem contribuído para alimentar dúvidas a respeito da continuidade das grandes linhas da diplomacia brasileira, assim como pode redundar em certa deterioração da reconhecida credibilidade diplomática brasileira no plano mundial, em especial junto aos tradicionais parceiros do “mundo ocidental”.

Vale rever premissas e orientações setoriais?
        Caberia, nessas condições, não exatamente retornar a padrões e posturas anteriores de diplomacia e de política externa do Brasil, mas ousar inovar em diversos terrenos e modalidades de ação, de maneira a facilitar e até estimular uma maior integração do Brasil ao mundo, uma vez que o país exibe notoriamente baixos coeficientes de abertura econômica externa e vem perdendo competitividade nos mercados internacionais nos últimos anos, em função da baixa produtividade geral da economia e da escassa atratividade externa pelos nossos produtos manufaturados.
        Os argumentos alinhados esquematicamente na sequência deste trabalho, pretendem oferecer subsídios à definição das principais linhas de atuação externa do Brasil, segundo as grandes áreas de atividade de sua diplomacia, geograficamente, politicamente ou economicamente, e até no terreno da segurança internacional. Eles partem do pressuposto que os principais desafios a uma maior integração do Brasil ao mundo dependem quase que inteiramente, senão totalmente, do próprio Brasil, uma vez que os processos de globalização e de regionalização observados em diversos cenários geopolíticos e geoeconômicos têm oferecido, a despeito das turbulências atuais, boas oportunidades para que países emergentes como o Brasil possam prosperar e avançar em seu processo de desenvolvimento econômico e social num ambiente internacional marcado pela grande interdependência econômica e crescente cooperação científica e tecnológica entre nações abertas a essas características do atual sistema internacional.
        O presente texto não pretende fazer um diagnóstico dos problemas acumulados na área da política externa e da diplomacia. O que se pretende, sinteticamente, seria oferecer um conjunto de propostas centradas numa política externa visando a plena inserção do país na economia global, por meio da integração regional e da abertura econômica geral. A condição para o estabelecimento de uma nova política externa parte de uma revisão dos conceitos básicos da política externa, no sentido da abertura econômica e da liberalização comercial, tendo em vista os seguintes objetivos básicos: (a) abertura comercial global, concomitante à reforma tributária; ((b) revisão do processo de integração com a perspectiva de inserção externa; (c) análise das “alianças estratégicas” num sentido puramente pragmático; (d) atuação do Itamaraty.
        Consoante a nova visão de plena inserção do Brasil na globalização, cabe empreender uma revisão dos conceitos básicos da política externa, no sentido da abertura econômica e da interdependência global. A soberania sequer necessita ser objeto de retórica, pois ela se exerce, simplesmente. A diplomacia do Brasil sempre foi universalista, focada no interesse nacional e no direito internacional. O multilateralismo é uma de suas bases inquestionáveis, assim como a ausência de quaisquer limitações de ordem ideológica ou partidária na definição dos grandes objetivos na frente externa. Sem aprofundar grandes definições conceituais em torno da agenda internacional do Brasil, caberia inseri-la num processo de reformas econômicas e política, nas frentes delimitadas acima.
(segue...)

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5109, 8 novembro 2025, 4 p.

Plano Trump I Love You Putin!: Capitulação completa da Ucrânia à Rússia (Financial Times)

 Trump merece o Prêmio IgNobel!

E o Putin um outro, por ditar ao “negociador” do Trump as suas condições, inteiramente adotadas.


From: Financial Times, Nov. 20, 2025


1. Ukraine’s sovereignty will be confirmed.

2. A comprehensive and comprehensive [sic] non-aggression agreement will be concluded between Russia, Ukraine and Europe. All ambiguities of the last 30 years will be considered settled.

3. It is expected that Russia will not invade neighbouring countries and NATO will not expand further.

4. A dialogue will be held between Russia and NATO, mediated by the United States, to resolve all security issues and create conditions for de-escalation in order to ensure global security and increase opportunities for cooperation and future economic development.

5. Ukraine will receive reliable security guarantees.

6. The size of the Ukrainian Armed Forces will be limited to 600,000 personnel.

7. Ukraine agrees to enshrine in its constitution that it will not join NATO, and NATO agrees to include in its statutes a provision that Ukraine will not be admitted in the future.

8. NATO agrees not to station troops in Ukraine.

9. European fighter jets will be stationed in Poland.

10. US guarantee:

The US will receive compensation for the guarantee.

If Ukraine invades Russia, it will lose the guarantee.

If Russia invades Ukraine, in addition to a decisive coordinated military response, all global sanctions will be reinstated, recognition of the new territory and all other benefits of this deal will be revoked.

If Ukraine launches a missile at Moscow or St. Petersburg without cause, the security guarantee will be deemed invalid.

11. Ukraine is eligible for EU membership and will receive short-term preferential access to the European market while this issue is being considered.

12. A powerful global package of measures to rebuild Ukraine, including but not limited to:

a. The creation of a Ukraine Development Fund to invest in fast-growing industries, including technology, data centres, and artificial intelligence.

b. The United States will cooperate with Ukraine to jointly rebuild, develop, modernise, and operate Ukraine’s gas infrastructure, including pipelines and storage facilities.

c. Joint efforts to rehabilitate war-affected areas for the restoration, reconstruction and modernisation of cities and residential areas.

d. Infrastructure development.

e. Extraction of minerals and natural resources.

f. The World Bank will develop a special financing package to accelerate these efforts.

13. Russia will be reintegrated into the global economy:

a. The lifting of sanctions will be discussed and agreed upon in stages and on a case-by-case basis.

b. The United States will enter into a long-term economic cooperation agreement for mutual development in the areas of energy, natural resources, infrastructure, artificial intelligence, data centres, rare earth metal extraction projects in the Arctic, and other mutually beneficial corporate opportunities.

c. Russia will be invited to rejoin the G8.

14. Frozen funds will be used as follows: $100 billion in frozen Russian assets will be invested in US-led efforts to rebuild and invest in Ukraine. The US will receive 50% of the profits from this venture. Europe will add $100 billion to increase the amount of investment available for Ukraine’s reconstruction. The remainder of the frozen Russian funds will be invested in a separate US-Russian investment vehicle that will implement joint projects in specific areas. This fund will be aimed at strengthening relations and increasing common interests to create a strong incentive not to return to conflict.

15. A joint American-Russian working group on security issues will be established to promote and ensure compliance with all provisions of this agreement.

16. Russia will enshrine in law its policy of non-aggression towards Europe and Ukraine.

17. The United States and Russia will agree to extend the validity of treaties on the non-proliferation and control of nuclear weapons, including the START I Treaty.

18. Ukraine agrees to be a non-nuclear state in accordance with the Treaty on the Non-Proliferation of Nuclear Weapons.

19. The Zaporizhzhya [sic] Nuclear Power Plant will be launched under the supervision of the IAEA, and the electricity produced will be distributed equally between Russia and Ukraine — 50:50.

20. Both countries undertake to implement educational programmes in schools and society aimed at promoting understanding and tolerance of different cultures and eliminating racism and prejudice:

a. Ukraine will adopt EU rules on religious tolerance and the protection of linguistic minorities.

b. Both countries will agree to abolish all discriminatory measures and guarantee the rights of Ukrainian and Russian media and education.

c. All Nazi ideology and activities must be rejected and prohibited.

21. Territories:

a. Crimea, Luhansk and Donetsk will be recognised as de facto Russian, including by the United States.

b. Kherson and Zaporizhzhia will be frozen along the line of contact, which will mean de facto recognition along the line of contact.

c. Russia will relinquish other agreed territories it controls outside the five regions.

d. Ukrainian forces will withdraw from the part of Donetsk Oblast that they currently control, and this withdrawal zone will be considered a neutral demilitarised buffer zone, internationally recognised as territory belonging to the Russian Federation. Russian forces will not enter this demilitarised zone.

22. After agreeing on future territorial arrangements, both the Russian Federation and Ukraine undertake not to change these arrangements by force. Any security guarantees will not apply in the event of a breach of this commitment.

23. Russia will not prevent Ukraine from using the Dnieper River for commercial activities, and agreements will be reached on the free transport of grain across the Black Sea.

24. A humanitarian committee will be established to resolve outstanding issues:

a. All remaining prisoners and bodies will be exchanged on an ‘all for all’ basis.

b. All civilian detainees and hostages will be returned, including children.

c. A family reunification programme will be implemented.

d. Measures will be taken to alleviate the suffering of the victims of the conflict.

25. Ukraine will hold elections in 100 days.

26. All parties involved in this conflict will receive full amnesty for their actions during the war and agree not to make any claims or consider any complaints in the future.

27. This agreement will be legally binding. Its implementation will be monitored and guaranteed by the Peace Council, headed by President Donald J. Trump. Sanctions will be imposed for violations.

28. Once all parties agree to this memorandum, the ceasefire will take effect immediately after both sides retreat to agreed points to begin implementation of the agreement.


Livro genial de Marisa Lajolo: Monteiro Lobato: um brasileiro sob medida (2000) - mini-apresentação - Paulo Roberto de Almeida

Recebi, da querida Carmen Lícia Palazzo, este livro de uma autora conhecida por suas muitas obras lobatianas:


Marisa Lajolo
Monteiro Lobato: um brasileiro sob medida
(São Paulo: Moderna, 2000)
Sou um lobatiano precoce e eterno, pois devo ter lido praticamente toda a sua obra infantil, na idade certa, e depois, parte de sua obra adulta (a questão do petróleo, por exemplo).
Retiro, da p. 61, uma frase de Marisa Lajolo sobre o valor formativo da obra infantil de Monteiro Lobato:

"Se seus livros têm alguma grande lição, esta é a da irreverência, da ironia, da leitura crítica e do que estionamento, da independência e do absurdo".

Creio que muito do que fiz, em meus livros, artigos, ensaios, escritos diversos e igualmente as atividades profissionais, na docência universitária e na diplomacia, guarda esse espírito lobatiano entranhado.
O Lobato de que mais gostei foi o seu História do Mundo para as Crianças (1933), no qual Dona Benta resume a seu modo um livro homônimo para o público infantil americano. Creio que o li diversas vezes, a partir de um exemplar que tinha sido ganho pelo meu irmão maior, Luiz Flávio. Nasceu ali, acredito, minha concepção laica do mundo e um precoce afastamente da religião, mas só agora, graças a Marisa Lajolo aprendi que o livro foi censurado pela Igreja, e possivelmente queimado nas escolas religiosas. Vou lê-lo outra vez, e recomendá-lo a meus netos e netas (ou ler para eles).
Preciso voltar a ler mais sobre Lobato, e os seus livros, todos eles.
Grande leitura a deste livrinho (99 páginas) de Marisa Lajolo. Recomendo fortemente, para quem tiver curiosidade de conhecer um pouco mais a vida atribulada de Lobato, que sempre repetia (provavelmente em causa própria) que "um país se faz com homens e livros" (mas ele nunca foi machista).
Brasília, 20/11/2025

A short introduction to the history of human stupidity - Walter B. Pitkin (1932)

 Este livro precisa ser urgentemente atualizado, mas creio que seu autor já não poderá fazê-lo. Wanted writers for the job.

Segundo um resenhista, abaixo, o autor "criticizes his own folk - Americans - more than any other - specifically for our unwillingness or stupidity towards utilizing the amazing continent we were blessed with."

Se ele tivesse conhecido um personagem atual, ele teria milhares de "causos", para aumentar o seu livro de 574 páginas, para o dobro ou o triplo. PRA


A short introduction to the history of human stupidity
by Walter B. Pitkin (Author)
Hardcover – January 1, 1932

Product details
ASIN ‏ : ‎ B000859CG0
Publisher ‏ : ‎ Simon & Schuster: NY
Publication date ‏ : ‎ January 1, 1932
Edition ‏ : ‎ First Edition
Language ‏ : ‎ English
Print length ‏ : ‎ 574 pages
Item Weight ‏ : ‎ 2.4 pounds
Best Sellers Rank: #6,648,019 in Books (See Top 100 in Books)

Top reviews from the United States

Krit Hatton
5.0 out of 5 stars Very funny if you are a white man or just have a sense of humor about idiots
Reviewed in the United States on February 11, 2008
Format: Hardcover
This is a great book. This is an offensive book. Offensive to everyone. You are stupid. I am stupid. Even the author claims to be stupid.

I bought a second edition copy of this tome for 12.50$ and it's one of the best reads i've had in a long time. First of all underneath the price were the cryptic words - early eugenics text. That guaranteed I had to buy it.

Written in 1932, it's a very thoughtful analysis of human stupidity, or stupor, to be more specific. You may be a genius, but you've certainly behaved stupidly many if not most of your life.

Human beings evolved stupid. The ancient days were hard and being clever didn't help you anywhere near as much as being tough and strong - both mentally and physically. Thus, our ancestors were dumb because being dumb was the way to survive. The person who could live through the horrors of living, loss, pain, failure, and defeat, without a struggle was the most likely to survive and breed.

This book, which is a prelude to an encyclopedia of human stupidity never published, has allot to teach you about yourself and others. It's descriptions of why certain people in certain places evolved to be a certain way is insightful and well thought out. The author is no mere kook. He speaks many languages and admires many cultures and civilizations other than his own. In fact, he criticizes his own folk - Americans - more than any other - specifically for our unwillingness or stupidity towards utilizing the amazing continent we were blessed with.

Geography is history is society.

The author, insofar as I can tell, is not racist by our modern standard. He is, however, unabashedly double plus UN-PC. His beef is not with any given race (he does seem to despise almost every creed, even Bhuddism - which he expresses great admiration for), he merely feels that well over two thirds of humanity are fools and at least one tenth are downright idiots or morons who are dragging this world down.

Got Milk?
Got Idiots?

If you've ever worked in a cubicle like I have then you know the answer is yes.

But all is not doom and gloom. There are no recomendations for forced sterilization programs or genocide. The author is perfectly aware that sentimentality is part and parcel to human nature and if the world has to slow down or stop so that the stupidest among us can keep up - well, thats just how things are and changing it via any dramatic method (genocide) would do more harm than good. At it's cruelest (which the author never suggests) wiping out whole cultures would mean wiping out the 10% worth saving for the good of mankind - no matter what the race.

If this is an "Early Eugenics" text then I clearly don't know what eugenics means today or meant in the 30's.

What makes this book a must read is this - it was written immediately prior to the second world war. It deals with the transmogrification of the ordinary man from a rustic dirt farmer into a cog in the vast industrial machine. You may think the author put's down mankind, but that's nothing compared to the devastation of the human psyche wrought by industrialization. Luckily, all those tedious industrial manufacturing jobs are gone now and we all serve instead as cogs in the even more demoralizing service industry.

Wheeeeee!!

Reading this book will convince you that nothing has changed since the industrial revolution. People are still as stupid as when they just walked off the farm and into the factory. Our schools are just as pathetic, run by the exact same kind of people he describes. Our politicians and politics haven't changed. In thirty years, we've made little, if any progress.

OK thats not true. We've made allot of progress, although our education system still seams geared towards raising idiotic young chumps who will buy anything they are told to buy. But the lions share of progressive ideas the author put's forth have been implemented. And they've been implenented mostly through government - something the author probably never woud have believed.

He's not a bigot, socialist, communist, partisan, eugenicist, racist, elitist, or philosopher. His ideas are very well thought out and articulated. This book will help you understand yourself and human kind in a way no modern author would ever dare to write about.

Who would admit that at least 1/3 of the people in this country are just plain dumb?

Nobody.

How hypocritical we are. We deny this simple fact while all the while basing almost every business model on the phrase "There is a sucker born every minute" and "See a fool use a fool."

Buy this book and read it. If you hate it and the author and me I bet it's because you are unwilling to accept the inherent flaws in yourself and the human race as a whole.

There are truly gifted humans - but even they can be stupid at times. Stupidity is relative. Every society has it's genius' and it's dummies, and a dummy in one society isn't necessarily a fool in another.
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https://www.amazon.com/short-introduction-history-human-stupidity/dp/B000859CG0/ref=sr_1_1?crid=3V339LJ8ANBZS&dib=eyJ2IjoiMSJ9.BJiCl3wm1M6IpFrXWnuVZw.rG19TtY0XTe5tqTV1QOSIicyUaRUAmfiOPB0WeKSPQ8&dib_tag=se&keywords=Walter+Pitkin%2C+A+Short+Introduction+to+the+history+of+Human+Stupidity&nsdOptOutParam=true&qid=1763698221&s=books&sprefix=walter+pitkin%2C+a+short+introduction+to+the+history+of+human+stupidity%2Cstripbooks-intl-ship%2C349&sr=1-1

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro - Paulo Roberto de Almeida (Irice)

Política Externa e Interesse Nacional: uma visão crítica sobre as difíceis convergências no caso brasileiro

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5122: 20 novembro 2025, 12 p.

Junção dos trabalhos 5105, 5119 e 5120, preparados tendo como foco o seminário do Irice, coordenado pelo embaixador Rubens Barbosa, no dia 21/11/2025, na companhia de Vitélio Brustolin e de Karina Stange Calandrin.

Esquema:
1. Visão histórica da temática no caso do Brasil
2. O papel do Itamaraty na definição do conceito de interesse nacional
3. Uma interpretação partidária do interesse nacional: a visão lulopetista
4. Da ruptura diplomática bolsonarista ao retorno da política externa lulopetista
5. Desafios a um retorno a um conceito consensual do interesse nacional
6. Uma perspectiva histórica das interações entre interesse nacional e política externa
7. Sobre os alinhamentos eventuais da política externa e da diplomacia brasileira

Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145065684/5122_Politica_Externa_e_Interesse_Nacional_uma_visao_critica_sobre_as_dificeis_convergencias_no_caso_brasileiro_2025_


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Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...