terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Um touro furioso solto nas pradarias do mundo: adivinhem quem é...

Clausewitz dizia que a guerra era a continuidade da política por outros meios.
Nem sempre.
Para Trump, por exemplo, é a continuidade de uma debilidade mental inesgotável em sua capacidade criativa de criar, a cada dia, novos conflitos.
Confesso que não consigo acompanhar o seu ritmo: a cada vez que penso escrever um artigo sobre o estado das relações internacionais na era Trump, sou submeergido, ultrapassado, atropelado por novas iniciativas de pura debilidade mental do personagem em questão.
Tento aguardar um pouco, para ver se ele vai se acalmar, para poder escrever meu petardo semanal sobre a atualidade das relações internacionais, mas sou continuamente bombardeado, literalmente, por novas iniciativas do touro desembestado.
Putin só vai parar quando morrer ou for "morrido". Trump não tem como parar até estar na cadeia.
Já vou avisando meu amigo Airton Dirceu Lemmertz que não preciso, desta vez, que Madama IA venha interpretar e distorcer minhas palavras com seus argumentos políticamente corretos.
É o que escrevi: Trump é um debil mental perigosamente agressivo ainda não manietado...
Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 20/01.2026 

DJT anda em busca de um Prêmio Nobel da Paz, exige um, imediatamente, do Reino da Noruega - Oliver Stuenkel comenta, Madame IA se intromete

 Trump não tem a menor ideia de que o primeiro-ministro da Noruega não tem absolutamente nada a ver com a Fundação Nobel e a atribuição de prêmios, notadamente o da Paz, que ele exige do Reino da Noruega como se fosse não só um direito seu, mas uma obrigação estatal de lhe conceder, pelo fato de ter "terminado" oito guerras, como ele diz.

Oliver Stuenkel efetuou uma pequena nota a respeito, que Madame IA, sempre metida (pela via de Airton Dirceu Lemmertz), comenta e veicula seus argumentos politicamente corretos.

"A carta que Donald Trump enviou ao primeiro-ministro da Noruega é talvez o sinal mais explícito de que o presidente dos EUA vive numa realidade paralela. O governo norueguês não tem qualquer controle sobre quem recebe o Nobel da Paz — prêmio pelo qual Trump nutre uma obsessão doentia e perigosa. Essa obsessão já produziu efeitos concretos antes. No ano passado, Trump atacou a Índia, um aliado-chave, depois que Narendra Modi se recusou a indicá-lo ao Nobel da Paz. Pouco depois, recebeu na Casa Branca o chefe das Forças Armadas do Paquistão — cujo governo, este sim, o havia indicado. Durante séculos, quando monarquias governavam a Europa, não era incomum que figuras instáveis chegassem ao poder. Basta lembrar de Guilherme II da Alemanha, cuja trajetória pessoal e traumas de infância ajudam a explicar sua belicosidade e sua busca incessante por reconhecimento internacional. Democracias, em tese, sempre foram melhores em filtrar esse tipo de perfil. Trump rompe com essa tradição ao adotar uma abordagem radicalmente personalista, sem sequer fingir que defende o interesse nacional dos EUA — oferecendo aos autocratas um argumento perfeito: “vocês querem democracia? É isso que ela produz”. A carta é tão claramente maníaca que tende a acelerar os esforços de aliados para reduzir sua exposição aos EUA. E levará a novas — e cada vez mais constrangedoras — tentativas de líderes estrangeiros de agradar Trump, elevando a diplomacia da bajulação a novos patamares.". FAÇA UMA ANÁLISE DE MODO DETALHADO E CRÍTICO AO TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS. ALÉM DISSO, DIGA SE A ATUAÇÃO DE TRUMP NA GEOPOLÍTICA ESTÁ, EM CERTA MANEIRA, ATRELADA A CARACTERÍSTICAS DETURPADAS E NOCIVAS DE SUA PERSONALIDADE.

O texto acima (entre aspas) foi postado na rede social 'X' pelo analista alemão em geopolítica Oliver Stuenkel, no link:
https://x.com/OliverStuenkel/status/2013295223070192016?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2013295223070192016%7Ctwgr%5E12a5f6000a368d6d369ba01e0988a853da168806%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fmundo%2Fcarta-sobre-o-nobel-prova-que-trump-vive-em-realidade-paralela-diz-professor-de-ri

O texto apresentado oferece uma crítica contundente e alarmista sobre o comportamento diplomático de Donald Trump, estruturando-se em torno da tese de que sua política externa não é guiada pelo interesse nacional, mas por demandas psicológicas e narcisistas.
Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica dos pontos centrais, seguida de uma reflexão sobre a relação entre sua personalidade e a geopolítica.
1. Análise Detalhada e Crítica do Texto:
A. O Incidente do Nobel e o Desconhecimento Institucional
O texto utiliza a suposta carta ao Primeiro-Ministro da Noruega para ilustrar uma desconexão com a realidade. O Comitê do Nobel é independente do governo norueguês. Ao pressionar o Executivo para influenciar o prêmio, Trump demonstraria um desconhecimento (ou desprezo) pelas instituições democráticas. A crítica aqui foca na confusão entre o público e o privado: Trump trataria uma honraria internacional como uma transação pessoal.
B. A Diplomacia de "Recompensa e Castigo"
O exemplo citado sobre a Índia e o Paquistão sugere que as alianças estratégicas dos EUA foram subvertidas por caprichos pessoais. Se Trump realmente alterou o tratamento diplomático com potências nucleares rivais (Índia e Paquistão) baseando-se em quem o indicou a um prêmio, o texto aponta para uma volatilidade perigosa. Isso enfraquece a previsibilidade da política externa americana, que historicamente se baseia em tratados de longo prazo e interesses de segurança nacional, não em "troca de favores" de imagem.
C. Analogia Histórica: Trump vs. Guilherme II
A comparação com Guilherme II (Kaiser da Alemanha antes da 1ª Guerra Mundial) é o ponto mais profundo da análise. O autor sugere que Trump compartilha com o Kaiser uma "busca incessante por reconhecimento" derivada de traumas ou inseguranças. Essa analogia serve para classificar Trump não como um estadista moderno, mas como um líder anacrônico, mais próximo de um monarca absolutista instável do que de um presidente republicano.
D. O Argumento para Autocratas
Um ponto crítico relevante é como o comportamento de Trump serve de propaganda para regimes autoritários (como China ou Rússia). O texto argumenta que, ao agir de forma "maníaca", Trump deslegitima a democracia liberal. Se a democracia produz líderes imprevisíveis e personalistas, o modelo autocrático passa a parecer, ironicamente, mais "estável" aos olhos de outras nações.
2. A Geopolítica e a Personalidade de Trump: Uma Relação Deturpada?
A atuação de Trump na geopolítica está, de fato, intrinsecamente ligada a traços de personalidade que muitos analistas de psicologia política classificam como Narcisismo Grandioso e Personalismo Radical.
- Substituição da Ideologia pelo Ego: Na geopolítica tradicional, líderes seguem doutrinas (Realismo, Liberalismo, etc.). Em Trump, a "doutrina" parece ser ele mesmo. Se um líder estrangeiro o elogia, o país desse líder torna-se um "aliado fantástico". Se o critica, torna-se um "adversário desonesto". Isso deturpa a geopolítica ao transformar questões complexas (tarifas, tratados nucleares, OTAN) em ofensas ou agrados pessoais.
- A Erosão do "Soft Power": A personalidade de Trump, marcada pela agressividade e pela necessidade de domínio, corrói o soft power (poder de persuasão e admiração) dos EUA. A "diplomacia da bajulação" mencionada no texto força líderes mundiais a tratarem os EUA não como uma nação de leis, mas como um sistema de vontade individual, o que é inerentemente nocivo para a estabilidade global.
- A "Realidade Paralela": A atuação geopolítica de Trump muitas vezes ignora fatos técnicos em favor de narrativas que alimentam seu status. Isso é visível na forma como ele lida com inteligência de estado ou acordos climáticos. Quando a realidade factual contradiz sua necessidade de vitória, ele tenta moldar a realidade (ou a percepção de seus seguidores) para que ele saia sempre como o "vencedor".
* Conclusão:
O texto é uma peça de opinião carregada de adjetivos pesados ("obsessão doentia", "claramente maníaca"), o que indica uma posição política definida. No entanto, o núcleo da crítica — de que a personalidade de Trump se sobrepõe à estratégia de Estado — é um fenômeno amplamente documentado. A geopolítica sob Trump torna-se menos sobre o equilíbrio de poder entre nações e mais sobre o equilíbrio do ego de um único indivíduo, o que representa uma ruptura traumática na ordem internacional estabelecida desde 1945.

Fonte: Gemini (a IA do Google).

Quinze anos de política externa brasileira: ensaios sobre a diplomacia brasileira (2002-20217) - Paulo Roberto de Almeida

Academia.edu continua a me recomendar papers e livros de minha própria autoria. Só posso agradeceer pela gentileza, e pedir que continue, pois isso me lembra alguns velhos trabalhos dos quais eu mesmo já tinha esquecido.



You read the paper 4939) A politica externa brasileira em face das ameacas ao multilateralismo e.... We found a related paper on Academia:

QUINZE ANOS DE POLITICA EXTERNA ENSAIOS SOBRE A DIPLOMACIA BRASILEIRA, 2002-2017
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Author Photo Paulo Roberto de Almeida
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ABSTRACT
Compilação de ensaios diplomáticos. Sumário: Apresentação: Das vantagens de ser um diplomata acidental, 11 1. As relações internacionais nas eleições presidenciais de 1994 a 2002 (2002), 15 2. A política internacional do Partido dos Trabalhadores (2003), 51 3. Uma política externa engajada: a diplomacia do...
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4199) Antiglobalismo (inédito, 2022) - Paulo Roberto de Almeida

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Uma nova declaração unilateral, para uso dos distraídos e mal-informados - Paulo Roberto de Almeida

Uma nova declaração unilateral, para uso dos distraídos e mal-informados

        Cabe não esquecer uma coisa: o narcisista maligno, paranoico, psicopata e sádico personagem que está infelicitando o povo americano, destruindo o multilateralismo econômico e politico, ameaçando metade ou mais do mundo (menos o seu amigo russo), esse louco tem prazo para sair ou ser chutado para fora do poder, pois a democracia americana resistirá, a despeito de ter sido reduzida a escombros com o comportamento supremacista e nazista das tropas despachadas pelo candidato a ditador e imperador do mundo, patético e risível como possa ser, a despeito de ser tão ameaçador quanto tiranetes ao redor do mundo. Ele tem prazo de validade, após o que americanos lúcidos terão de fazer um enorme esforço para restaurar a confiança destruída pelo patético criminoso comum, xenófobo, racista e machista eleito pela massa inculta para dirigir a ainda mais poderosa potência global. Vai demorar para que o mundo retome confiança nessa nova Roma decrépita e entregue a rufiões demenciais.

        Mas cabe não esquecer também, e mais importante, que o criminoso de guerra e contra a humanidade, sob mandado de arresto pelo TPI, o tirano de um outrora poderoso império opressor e totalitário que ele tenta reconstruir, esse outro maligno personagem não tem prazo de validade, a não ser sua própria morte, por morte matada ou morrida, foi justamente ele quem começou a perpetrar a violação da Carta da ONU e as regras mais elementares do Direito Internacional, quase 20 anos atrás, quando passou das declarações à ação, invadindo países soberanos, deslocando tropas para assegurar domínios ilegítimos e empregando agressões militares contra a soberania de vizinhos. 

        Cabe tampouco não esquecer que países que incluíram dispositivos centrais da ordem politica global do pós-guerra em sua Constituição estão hoje, por antiamericanismo anacrônico e infantil, coonestando e apoiando objetivamente as ações desse tirano brutal, ao decidir subsidiar os esforços de guerra do supracitado criminoso pelo aumento maciço de importações de produtos do Estado terrorista, mesmo quando existem alternativas de mercados e quando a dependência é parcial e contornável. 

        Acima e além da Carta da ONU e dos imperativos do Direito internacional, existem certos princípios éticos e de moral pública à disposição de qualquer estadista responsável em qualquer época e lugar do mundo.

        Está feita minha declaração unilateral em respeito a determinados princípios e valores à disposição de qualquer pessoa dotada de um mínimo de honestidade intelectual, capaz de observar dados da realidade visivel na atualidade internacional e de julgar, como acabo de fazer, a postura de certos personagens que ainda pontificam no noticiário da mídia.

        Como sempre, assino embaixo do que afirmo e defendo:

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 19/01/2026


Trabalhos de Paulo Roberto de Almeida mais descarregados na plataforma Academia.edu

 Trabalhos de Paulo Roberto de Almeida mais descarregados na plataforma Academia.edu

Compilação feita em 19/01/2026 (superior a 100 downloads)

Title - All-Time Downloads
A Constituicao Contra o Brasil: Ensaios de Roberto Campos: 1,593
14) O Estudo das Relações Internacionais do Brasil (2006): 1,509
Marxismo e Socialismo (2019): 1,438
16) O Moderno Príncipe: Maquiavel revisitado (2010): 1,385
1297) Contra a antiglobalização: Contradições, insuficiências e impasses do movimento antiglobalizador (2004): 1,280
2258) O desenvolvimento do Mercosul: progressos e limitações (2011): 1,108
(...)
13) Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2005): 101
060) A formação econômica brasileira a caminho da autonomia política: uma análise estrutural e conjuntural do período pré-independência (2007): 100

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 19 janeiro 2026, 9 p.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Disputa entre China e EUA exige nova estratégia do Brasil - Editorial, O Globo

Disputa entre China e EUA exige nova estratégia do Brasil

Doutrina Trump desafia Itamaraty a renegociar termos que tragam benefícios ao país
Editorial, O Globo, 18/01/2026
https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2026/01/disputa-entre-china-e-eua-exige-nova-estrategia-do-brasil.ghtml

A nova doutrina geopolítica de Donald Trump impõe desafio não trivial à diplomacia brasileira. A captura do ex-ditador Nicolás Maduro pelos americanos e a intenção declarada de Trump de assumir o controle do petróleo venezuelano deixaram claro para a América Latina que a reedição da Doutrina Monroe com seu Corolário Trump não é bravata.
Enquanto os Estados Unidos mantinham distância do continente, a China aproveitou para fincar raízes. Passou a financiar projetos de infraestrutura, a erguer fábricas e a firmar parcerias em setores estratégicos, como energia, mineração ou agronegócio. Agora, o Itamaraty será testado na defesa dos laços brasileiros com a China, maior parceiro comercial brasileiro, mas também na negociação de termos vantajosos na maior aproximação com Washington.
Será preciso desenvolver uma estratégia que leve em conta várias questões. O Brasil conta com a segunda maior reserva mundial de terras-raras e outros minérios críticos para a transição energética. A economia brasileira apresenta alto grau de digitalização, que torna o país mercado crucial para o desenvolvimento de tecnologias como a telefonia celular de sexta geração (6G) ou a inteligência artificial (IA). Em todas essas áreas, há um conflito latente entre os interesses chineses e americanos, que será preciso saber mediar em favor do Brasil.
O país aproveitou a aproximação com a China apostando num mundo multipolar — ela se tornou o maior importador da soja brasileira, mercado em que o principal concorrente são os Estados Unidos. Esse quadro começou a ser abalado a partir da negociação entre chineses e americanos depois do tarifaço de Trump — os Estados Unidos exigiram da China prioridade à soja americana. Caso situações desse tipo se repitam no futuro, será difícil para o Brasil fazer valer seus interesses diante de países com muito mais poder.
Outra preocupação da diplomacia deve ser melhorar a qualidade das transações comerciais. No relacionamento com a China, o Brasil basicamente exporta matérias-primas e importa manufaturados. A pauta do comércio com os Estados Unidos é mais diversificada, com mais industrializados nas exportações brasileiras. O recuo de Trump na imposição de tarifas ainda não contemplou boa parte desses produtos. Ainda é possível alcançar resultados mais satisfatórios com negociações bem conduzidas.
A estratégia brasileira deve se estender a minerais cobiçados, como terras-raras. O Brasil engatinha na exploração de suas reservas, e seria frustrante converter-se em mero fornecedor primário. Deveria aproveitar o momento para atrair refino e beneficiamento desses minérios, absorvendo a tecnologia hoje controlada pelos chineses.
O mesmo objetivo deve ser almejado na atração de data centers para processamento dos dados necessários ao funcionamento dos sistemas de IA. Há interesse em localizá-los no Brasil, em razão da matriz energética limpa (tais centrais são consumidores vorazes de eletricidade). Novamente, o país precisará saber aproveitar a oportunidade para desenvolver recursos humanos e incorporar tecnologia dos americanos.
Não será fácil redefinir o ponto de equilíbrio entre Washington e Pequim. Mas um fato deve ser evidente: a pior forma de atingi-lo é guiar as decisões diplomáticas por preferências ideológicas. Se fizer isso, alinhando-se a um dos polos, o Brasil só terá a perder.

Crítica às ideias de Christian Lynch sobre as ideologias políticas do brasileiro - Madame IA se ocupa de fazê-la, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz

A crítica que Madame IA faz aqui se dirige às ideias do cientista político e historiador Christian Lynch, não a este "apropriador" de ideias alheias (no que não vejo nenhum crime". Mas registro que eu mesmo não me pronunciei a respeito, apenas transcrevi uma nota que achei interessante. PRA 


===

"A ideologia política no Brasil: as dez ideologias brasileiras. Dez jeitos distintos de compreender o país — e o mundo. Aqueles conjuntos de valores encontram eco na sociedade brasileira. Dos dez tipos, quatro predominam. O conservadorismo societário e o conservadorismo estatista, o socialismo cosmopolita e o socialismo nacionalista. Pois é: 70% dos brasileiros se distribuem nestes quatro. Destes quatro, são os conservadores societários que definirão as eleições de 2026. São desconfiados do Estado, põem a família no centro, têm uma rígida bússola moral ancorada pela religião. Este grupo, ligeiramente mais feminino do que masculino, periférico, com baixa escolaridade, é perfeitamente capaz de votar na esquerda ou na direita. O que buscam é estabilidade. Paz. Ideologia varia de acordo com região do país. Sua religião também é um forte determinante de qual ideologia terá, assim como renda. Nível de escolaridade e idade, porém, determinam pouco. Não é ter lido mais ou menos, ser mais velho ou mais novo que vai mudar sua inclinação.".
 CONSIDERANDO O TEXTO ACIMA, ENTRE ASPAS, RESPONDA DE MODO CRÍTICO E DETALHADO: 

Quais as ideologias que compõem o Brasil? Quais as que dão base eleitoral para Lula? E quais as que alicerçam a família Bolsonaro?


O texto fornecido estabelece uma tipologia baseada no estudo do Instituto Locomotiva e da Ideia Inteligência, que mapeia o cenário ideológico brasileiro em dez vertentes, rompendo com a dicotomia simplista de "esquerda versus direita".
Abaixo, a análise detalhada e crítica solicitada:

1. As Dez Ideologias que Compõem o Brasil:
De acordo com o framework do texto, o Brasil é fragmentado em dez perfis, dos quais quatro são predominantes (somando 70% da população):
Conservadorismo Societário (Predominante): Focado na família, religião e desconfiança do Estado. Busca estabilidade e paz social.
Conservadorismo Estatista (Predominante): Valoriza a ordem e a autoridade, mas vê o Estado como provedor necessário de infraestrutura e segurança.
Socialismo Cosmopolita (Predominante): Alinhado a pautas progressistas globais, direitos de minorias e liberdades individuais.
Socialismo Nacionalista (Predominante): Focado na soberania nacional, papel do Estado na economia e desenvolvimento interno.
Outras seis vertentes: O texto cita que existem mais seis (como o Liberalismo Econômico puro, o Progressismo Libertário, entre outros), mas enfatiza que estas quatro definem o "grosso" da opinião pública.
Crítica: A análise sugere que escolaridade e idade são determinantes fracos, o que desafia a visão tradicional de que o ensino superior "esquerdiza" ou que jovens são naturalmente mais progressistas. O fator determinante é a identidade (religião e renda) e a localização geográfica.

2. A Base Eleitoral de Lula:
Embora o texto não nomeie diretamente os eleitores de Lula, a ciência política brasileira e o cruzamento dos dados apresentados indicam que a base do atual presidente ancora-se em:
Socialismo Nacionalista e Cosmopolita: Grupos que veem o Estado como motor de redução de desigualdades.
Segmentos do Conservadorismo Societário (Voto Pragmático): Como o texto menciona, este grupo (periférico e de baixa renda) pode votar na esquerda se associar o governo à estabilidade econômica e paz. Para Lula, o desafio é manter o apoio deste grupo através de políticas de bem-estar, sem colidir com sua "bússola moral rígida".
Renda como determinante: A base de Lula é historicamente mais forte nos estratos de menor renda, independentemente da escolaridade.

3. O Alicerce da Família Bolsonaro:
O Bolsonarismo encontra seu sustento mais sólido nas vertentes conservadoras descritas:
Conservadorismo Societário: É o núcleo duro. A ênfase na família tradicional, a pauta religiosa (especialmente evangélica) e a desconfiança das instituições estatais "aparelhadas" ressoam diretamente com o discurso de Jair Bolsonaro.
Conservadorismo Estatista: Setores que pedem "lei e ordem" e valorizam a presença militar ou policial, vendo em Bolsonaro uma figura de autoridade contra o caos social.
A Religião como Norte: O texto destaca que a religião é um forte determinante ideológico. O Bolsonarismo transformou a identidade religiosa em uma plataforma política, capturando o eleitor que prioriza valores morais sobre propostas econômicas técnicas.

* Conclusão Crítica para 2026:
O ponto central do texto é que os Conservadores Societários (o maior grupo) são o "fiel da balança". Eles não possuem lealdade partidária fixa; sua bússola é a estabilidade. Se em 2026 o governo Lula entregar uma economia estável e não ameaçar os valores familiares, poderá reter esse voto. Se houver crise ou percepção de "ataque à família", esse grupo tenderá a retornar ao campo bolsonarista ou a uma alternativa de direita conservadora.

Fonte: Gemini (a IA do Google).

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...