segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ZELENSKYY at the Munich Conference-2026. FULL SPEECH

 ZELENSKYY at the Munich Conference-2026. FULL SPEECH


Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy’s speech at the 62nd Munich Security Conference, taking place on February 13–15, 2026, in the heart of Bavaria.

During his address, the President of Ukraine will outline the country’s position on the current security situation, international support for Ukraine, European and Euro-Atlantic integration, as well as broader global challenges and threats.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Um genocídio esquecido: o do povo cigano sob o totalitarismo nazista (e alguns outros também)

 

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João Guimarães Rosa: poeta esquecido - Carlos Machado

João Guimarães Rosa, poeta 

Ana Costa dos Santos
João Guimarães Rosa

 

Amigas e amigos,

Esta é uma edição especial. Traz como autor central o celebrado contista e romancista mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967), um dos ficcionistas brasileiros mais respeitados, aqui e no exterior. Mas neste boletim o grande Guimarães Rosa não aparece como prosador, e sim como poeta.

Na verdade, o primeiro livro dele, Magma, do qual foram extraídos os poemas deste boletim, foi um livro de poesia. Mas, curiosamente, essa coletânea só veio à luz postumamente, em 1996, sessenta anos após sua consagração oficial.

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Em 1936, a Academia Brasileira de Letras promoveu um concurso de poesia, no qual o livro Magma conquistou o primeiro lugar. O julgamento dos textos ficou a cargo do poeta paulista Guilherme de Almeida, que diz ter procurado “buscar e premiar poesia, poesia autêntica e completa, que é beleza no sentir, no pensar e no dizer”.

Para Almeida, o único livro da competição que obedecia a tais critérios foi Magma, de Guimarães Rosa, então com 28 anos de idade. Mas o autor, embora elogiado, nunca publicou a coletânea premiada. Em 1965, numa conhecida entrevista concedida por ele ao crítico alemão Günter Lorenz, Rosa explica por que deixou a coletânea de lado durante a vida inteira.

“(..) escrevi um livro (..) de poemas, que até foi elogiado. Mas logo (...) minha carreira profissional co­meçou a ocupar meu tempo. Viajei pelo mundo, conheci muita coisa, aprendi idiomas (...). Assim se passaram quase dez anos, até eu poder me dedicar novamente à literatura. E revisando meus exer­cícios líricos, não os achei totalmente maus, mas tampouco muito convincentes”.

Como não publicou o livro, costuma-se dizer que Guimarães Rosa renegou seus poemas. Na minha opinião, a explicação do escritor é aceitável. Ele descobriu que seu negócio era a ficção. E apostou certo: mudou os rumos de sua escrita.

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Ao lado, vamos ler seis poemas de Magma, a obra “oculta” de João Guimarães Rosa. Comecemos. Em “Lunático”, o poeta empreende um passeio lírico noturno, anunciado no primeiro verso: “Vou abrir minha janela sobre a noite”. E então ele se põe a “sonhar pelas estradas noturnas” e até imagina que ouvirá “a rainha do País do Suave Sonho”.

No poema seguinte, “Paisagem”, o clima é similar. O poeta se põe a descrever o movimento de “libélulas verdes” que têm “asas nervadas” e se movem entre “reflexos de raios” que “hipnotizam muriçocas tontas”. São exercícios de criação/descrição. Guimarães Rosa proporcionava a si mesmo aulas do que hoje chamam “escrita criativa”.

Os poemas seguintes, de uma forma ou de outra, repetem a busca de domínio sobre a palavra. Em “Pavor”, constrói-se um ambiente irrespirável. “Em torno a mim / círculos concêntricos se fecham, / como as órbitas lentas de um corvo...” As reticências parecem sugerir que existe ainda algo mais por dizer.

•o•

No poema seguinte, “Na Mantiqueira”, surge outra paisagem noturna, mais uma vez marcada pela presença da lua. De modo similar, o clima em “Revolta” é de medo e cansaço. Neste caso, porém, a resposta do eu poético faz jus ao título: “Mas não quero ir para mais longe, / desterrado, / porque a minha pátria é a memória. / Não, não quero ser desterrado, / que a minha pátria é a memória...”. O indivíduo, firme, planta suas âncoras no território das lembranças.

Vem, por fim, o poema “Reportagem”. De caso pensado, manobrei para deixá-lo por último. Em minha opinião, este é o poema em que o poeta mais se aproxima do futuro Guimarães Rosa, aquele do Grande Sertão, das veredas e das travessias. Neste poema aparecem personagens reais (o homem que desce na estação, os outros passageiros), lugares reais (o temido Leprosário), ações e reações que se desenvolvem no chão.

Obviamente, há também o medo da lepra (hanseníase). Teria o homem que saltara ficado perto de nós? Tocado de humanidade, o sujeito poético (talvez influenciado pelo médico residente no escritor) expressa a vontade de endereçar um sorriso ao homem que vai para o leprosário. Não havia clima.

Estão aí, portanto, não apenas os devaneios, mas a vida completa, com seus bolsões de receios e brutalidades, ao lado da leveza e da empatia. As palavras que Guimarães Rosa buscava na poesia foram encontradas, mais verdadeiras e mais vastas, lá adiante, na prosa. Ave, Palavra!

 

Um abraço, e até a próxima,

Carlos Machado

 

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Minha pátria é a memória

• João Guimarães Rosa

           


Pablo Picasso, pintor espanhol, Cabeça de mulher (1939)

 

LUNÁTICO

Vou abrir minha janela sobre a noite.
E já bem noite, a lua,
alta a um terço do seu arco,
terá de deslizar pelo meu quarto a dentro,
e passear sobre o meu rosto, adormecido e lívido,
quando eu sair a sonhar pelas estradas noturnas,
sem fim, sem marcos, nem encruzilhadas,
que levam à região dos desabrigos,..
Sonharei com mares muito brancos,
de águas finas, como um ar dos cimos,
onde o meu corpo sobrenada solto,
por entre nelumbos que passam boiando...
Ouvirei a rainha do País do Suave Sonho,
cantando no alto sempre o mesmo canto,
como a sereia do sempre mais alto...
E a janela se fecha, prendendo aqui dentro
o raio suave que prendia a lua...
Para que eu soçobre no mar dos nenúfares grandes,
onde remoinham as formas inacabadas,
onde vêm morrer as almas, afogadas,
e onde os deuses se olham como num espelho...

 

PAISAGEM

No quadrilátero do arrozal,
verde-aquarela,
cortam-se em ângulos retos
canais azuis de água polida.
No ar de alumínio,
as libélulas verdes vão espetando
joias faiscantes, broches de jade,
duplas cruzetas, lindos brinquedos,
nos alfinetes de sol.
Pairam suspensas, em voo de caça,
horizontal,
e jogam, a golpes da tela metálica
das asas nervadas, reflexos de raios,
que hipnotizam as muriçocas tontas...
A libelinha pousa na ponta
do estilete de uma haste verde,
que faz arco (pronto!...)
e a leva direta à boca,
aberta e visguenta, de um sapo cinzento..,
— Glu!... Muitas bolhas na escuma...
E as outras aeroplanam, assestando
para o submersível,
os grandes olhos redondos,
com quarenta mil lentes facetadas...


Pablo Picasso, Retrato de Germaine (1902)

 

PAVOR

Em torno a mim
círculos concêntricos se fecham,
como as órbitas lentas de um corvo...
Tudo é torvo e pesado,
falta de ar e de amor...
Para mim já se apagou a última cor.
E a minha alma se enfurna
em poços velhos de hulheiras,
de onde foi tirado e queimado o carvão todo.
Como um cego
que dormisse na treva, amedrontado,
para sonhar que mais uma vez cegou...

 

NA MANTIQUEIRA

Por entre as ameias da cordilheira
dormida,
a lua se esgueira,
como um lótus branco
na serra de dorso de um crocodilo,
brincando de esconder.
Dá para o alto um arranco,
repentino,
de balão sem lastro.
E sobe, mais clara que as outras luas,
quase um sol frio,
redonda, esvaindo-se, derramando,
esfarelando luz pelos rasgões, do bojo
farpeado nas pontas da montanha.





Pablo Picasso, Mulher com coque (1901)

 

REVOLTA

Todos foram saindo, de mansinho,
tão calados,
que eu nem sei
se fiquei mesmo só.
Não trouxe mensagem
e não me deram senha...
Disseram-se que não iria perder nada,
porque não há mais céu.
E agora, que tenho medo,
e estou cansado,
mandam-me embora...
Mas não quero ir para mais longe,
desterrado,
porque a minha pátria é a memória.
Não, não quero ser desterrado,
que a minha pátria é a memória...

 

REPORTAGEM

O trem estacou, na manhã fria,
num lugar deserto, sem casa de estação:
a parada do Leprosário...
Um homem saltou, sem despedidas,
deixou o baú à beira da linha,
e foi andando. Ninguém lhe acenou...
Todos os passageiros olharam ao redor,
com medo de que o homem que saltara
tivesse viajado ao lado deles...
Gravado no dorso do bauzinho humilde,
não havia nome ou etiqueta de hotel:
só uma estampa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro...
O trem se pôs logo em marcha apressada,
e no apito rouco da locomotiva
gritava o impudor de uma nota de alívio...
Eu quis chamar o homem, para lhe dar um sorriso,
mas ele ia já longe, sem se voltar nunca,
como quem não tem frente, como quem só tem costas.

Raymundo de Souza Dantas: O Primeiro Embaixador Negro do Brasil e sua Trajetória Inspiradora - Jornal DR1

PRA: Mais uma matéria sobre o primeiro embaixador negro do Brasil, retirado do site da Universidade Federal do Recôncavo Baiano:


Histórias que Marcam
Raymundo de Souza Dantas: O Primeiro Embaixador Negro do Brasil e sua Trajetória Inspiradora
https://jornaldr1.com.br/raymundo-souza-dantas-pioneiro-negro-na-diplomacia-brasileira/

O Primeiro Embaixador Negro do Brasil
Nascido em 15 de setembro de 1923, na cidade de Estância, Sergipe, Raymundo de Souza Dantas superou inúmeras adversidades, saindo de uma infância marcada por dificuldades para se tornar uma figura proeminente na diplomacia, na literatura e na política brasileira.

Infância e Trabalho: A Escola da Vida
Raymundo teve acesso à escola por poucos meses. Desde muito jovem, precisou trabalhar para ajudar no sustento da família, desempenhando múltiplas funções: aprendiz de ferreiro, ajudante de marceneiro, pintor de paredes e entregador de encomendas. Quando sua família se mudou para Aracaju, ele conseguiu trabalho como tipógrafo em uma gráfica local.

Foi na tipografia que Raymundo teve seus primeiros contatos com as letras e palavras, o que contribuiu um pouco para sua compreensão inicial da escrita. O manuseio de textos e impressões despertou nele o interesse pelo conhecimento, mas sua alfabetização completa ainda estava por vir.

Rio de Janeiro: Determinação e Ascensão
Aos 18 anos, Raymundo decidiu sair de casa e, ao enganar a avó dizendo que iria para a Bahia, partiu para o Rio de Janeiro. Semianalfabeto e com poucos recursos, ele encontrou dificuldades. Um dos poucos trabalhos que conseguiu foi como vendedor de maçãs. Porém, foi demitido por não saber fazer contas corretamente. Como pagamento de rescisão, o patrão lhe deu algumas maçãs.

Esse episódio, embora difícil, marcou o início de uma mudança. Ele teve a sorte de reencontrar Joel Silveira, um renomado jornalista que já o conhecia de Aracaju. Joel lhe deu uma carta de recomendação, permitindo que Raymundo conseguisse trabalho como office-boy em uma revista.

Foi nesse ambiente que Raymundo se alfabetizou de fato. Cercado por jornalistas e intelectuais, ele demonstrava interesse genuíno em aprender e era frequentemente ajudado por colegas que lhe emprestavam livros e ofereciam orientações. Poucos anos depois, em 1944, ele publicou seu primeiro romance, Sete Palmos de Terra, que trazia recordações ficcionalizadas de sua infância em Estância.

Carreira Literária e Reconhecimento
Durante os anos 1940 e 1950, Raymundo viveu intensamente a vida literária e política do Rio de Janeiro. Ele publicou obras que exploravam questões sociais e existenciais, recebendo elogios de grandes nomes como Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade e Graciliano Ramos.

Raymundo dividia páginas de jornais e revistas com grandes da literatura, como Clarice Lispector e Otto Maria Carpeaux. Seu talento como escritor consolidou seu nome como uma das vozes mais relevantes de sua geração.

Na Política e na Diplomacia: Um Pioneiro
Nos anos 1950, Raymundo se aproximou da política institucional e foi indicado para ser oficial de gabinete do presidente Jânio Quadros, tornando-se o primeiro negro a ocupar tal posição, que hoje equivale ao cargo de assessor direto da Presidência. Ao lado do professor Milton Santos, então na Casa Civil, Raymundo representava a inclusão de intelectuais negros em posições de destaque no governo brasileiro.

Pouco tempo depois, Jânio o promoveu a Embaixador Extraordinário Plenipotenciário na República de Gana, tornando-se o primeiro diplomata brasileiro a estabelecer relações formais com um país africano.

Em 1961, Raymundo chegou a Gana e foi recebido calorosamente pela comunidade dos “Tabons”, descendentes de brasileiros escravizados que chegaram a Gana após a Revolta dos Malês, ocorrida na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835, em Salvador, Bahia. Em 1836, os brasileiros retornados foram chamados de “Tabom” pelas comunidades locais, pois, desconhecendo as línguas locais, respondiam a tudo com “tá bom” ("está bom"). Eles também foram oficialmente designados como "retornados" pelas autoridades brasileiras.

A recepção dos Tabons foi marcada por uma celebração cultural. Quando Raymundo visitou a comunidade, foi recebido como um irmão, com uma roda de samba e outras demonstrações de carinho e pertencimento. Em seu livro África Difícil: Missão Condenada (1965), ele descreveu esse momento como um dos mais felizes de sua vida, reforçando sua conexão com a comunidade.

No registro abaixo a Comunidade dos Tabons descendentes de escravos retornados do Brasil para África (Ghana)ano de 1962. Raymundo Souza Dantas e sua esposa Idoline Botelho (a sua direita) do lado esquerdo de Dantas encontra se a rainha Ibiana I, e sentado do lado direito de Idoline esta Azuma I lider da comunidade Tabom.

Legado e Inspiração
Raymundo de Souza Dantas faleceu em 2002, mas seu legado permanece vivo como símbolo de perseverança, superação e contribuição para a sociedade brasileira. Sua trajetória mostra como, mesmo enfrentando barreiras imensas, é possível transformar dificuldades em oportunidades e deixar um impacto duradouro.

A Biblioteca do CECULT-UFRB convida a comunidade a celebrar a memória desse grande brasileiro e refletir sobre a importância de seu pioneirismo na diplomacia, na literatura e na política. Que sua história inspire futuras gerações a perseguirem seus sonhos e lutarem por um mundo mais justo e igualitário.

Raymundo Souza Dantas: pioneiro negro na diplomacia brasileira - Jornal DR1

 Abaixo uma matéria recente sobre o primeiro embaixador negro da diplomacia brasileira, de fora da carreira diplomática, designado por Jânio Quadros. Se não me engano, existe um livro sobre ele, do Jerry D'Avila. PRA


Raymundo Souza Dantas: pioneiro negro na diplomacia brasileira
Jornal DR1, Fevereiro 14, 2026

Escritor, jornalista e embaixador, ele marcou a história do Brasil ao unir literatura, política e representatividade racial em uma trajetória de coragem e inteligência

Raymundo Souza Dantas nasceu em 1923, na cidade de Estância, em Sergipe, e construiu uma carreira que o colocou entre os personagens mais importantes da diplomacia e da vida intelectual brasileira no século XX. Jornalista de formação, destacou-se inicialmente na imprensa, onde atuou como articulista atento às questões políticas e sociais do país. Sua escrita sempre foi marcada por senso crítico, elegância e profunda reflexão sobre as desigualdades brasileiras.

Ao longo da carreira literária, publicou obras que dialogam com temas políticos, raciais e internacionais. Seu livro mais conhecido, África Difícil (1965), reúne relatos e análises produzidos a partir de sua experiência no continente africano. A obra apresenta ao leitor brasileiro um panorama das transformações vividas pelos países africanos no período pós-independência, combinando observação diplomática, análise histórica e sensibilidade pessoal. O livro é considerado um registro importante da política externa brasileira naquele contexto.

O momento mais marcante de sua trajetória ocorreu em 1961, quando foi nomeado embaixador do Brasil em Gana, durante o governo de Jânio Quadros. A indicação teve enorme peso simbólico: Raymundo Souza Dantas tornou-se o primeiro negro a chefiar uma embaixada brasileira. Em um período de aproximação do Brasil com nações africanas recém-independentes, sua nomeação representou também um gesto político de reconhecimento e abertura.

Apesar da conquista histórica, sua atuação diplomática foi acompanhada de desafios. Enfrentou resistências e episódios de preconceito, reflexo das tensões raciais ainda presentes na sociedade brasileira e no próprio serviço exterior. Ainda assim, manteve postura firme, desempenhando suas funções com profissionalismo e competência. Ao longo da carreira, exerceu outras atividades no campo diplomático e administrativo, sempre defendendo o fortalecimento das relações entre o Brasil e a África.

Legado e reconhecimento

Raymundo Souza Dantas faleceu em 2002, deixando um legado que ultrapassa sua atuação institucional. Sua trajetória abriu caminhos para maior diversidade no Itamaraty e ampliou o debate sobre representatividade racial na diplomacia. Como escritor, registrou reflexões valiosas sobre política internacional e identidade; como diplomata, tornou-se símbolo de pioneirismo e resistência. Sua história permanece como referência de talento, coragem e compromisso com o país.
https://jornaldr1.com.br/raymundo-souza-dantas-pioneiro-negro-na-diplomacia-brasileira/

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Convite: dossiê “Política Externa, Crise do Multilateralismo e Novos Desafios da Ordem Global”, Revista Neiba

Convite: dossiê “Política Externa, Crise do Multilateralismo e Novos Desafios da Ordem Global”, Revista Neiba
É com enorme alegria que compartilho que está aberta a chamada de artigos para o dossiê “Política Externa, Crise do Multilateralismo e Novos Desafios da Ordem Global”, a ser publicado em 2026 na Revista Neiba, Cadernos Argentina-Brasil. 📢
Tenho o privilégio de coordenar essa edição ao lado de Larissa Rosevics (IRID/UFRJ) e Patricia Nasser de Carvalho (UFMG), colegas que admiro profundamente e com quem compartilho o interesse por compreender as transformações em curso na política internacional e seus impactos sobre a política externa dos Estados.
Vivemos um momento de fragmentação crescente da ordem global, em que o protecionismo, as tensões geopolíticas e a crise de legitimidade das instituições multilaterais desafiam as estratégias tradicionais de inserção internacional. Nesse contexto, o dossiê busca reunir contribuições originais, teóricas e empíricas, que analisem como países e coalizões, especialmente do Sul Global, têm respondido a esses novos desafios.
São bem-vindos artigos que abordem temas como:
🌍 A guerra comercial e suas repercussões sobre a política externa e o comércio internacional;
🏛️ As crises e reformas do sistema multilateral;
🤝 As estratégias de países emergentes e as relações Sul-Sul;
📈 As respostas institucionais e comparativas às novas dinâmicas globais.
O objetivo é ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades da atuação internacional dos Estados em um cenário de reconfiguração das regras do jogo global.
🗓️ O prazo para submissões vai até 23 de março de 2026, diretamente pelo portal da revista
As diretrizes completas estão disponíveis neste link: https://lnkd.in/dYXhU2Ye
Será um prazer receber trabalhos que dialoguem com essas questões e contribuam para esse debate tão urgente sobre a política externa e o futuro da ordem internacional. 🌐💬
Fernanda Nucci

A Revista Neiba, Cadernos Argentina-Brasil aceita artigos inéditos de acadêmicos e operadores orientados para Relações Internacionais. Os artigos podem ser enviados em português, espanhol ou inglês.

Todos os artigos serão submetidos à revisão de dois consultores ad hoc e qualquer sugestão e/ou comentário, incluindo novo ordenamento do texto, será previamente discutido e aprovado pelo autor.

A extensão dos artigos deve ser entre 3.000 e 7.000 palavras, notas e referências bibliográficas inclusas. Os artigos devem conter em portugues ou espanhol e em ingles: (i) título, (ii) 3 palavras-chave e (iii) um resumo de no máximo 150 palavras.

As resenhas devem focar em livros publicados nos últimos dois anos. Não devem ter mais que 1.000 palavras, nem conter título, notas e bibliografia. Devem constar, no início, a referência bibliográfica completa da obra resenhada, incluindo o ISSN, e 3 palavras-chave.

Os artigos e resenhas devem ser enviados em formato Word, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. As citações com mais de três linhas devem ser destacadas do texto compondo parágrafo com recuo. As citações devem vir em corpo de texto (Sobrenome, ano e página).

As notas de rodapé deverão ser de natureza substantiva, são destinadas apenas a esclarecimentos adicionais ao texto. As fontes e as referências bibliográficas serão listadas em ordem alfabética, ao final do texto. Observar o sistema Harvard (autor/data) como segue:

Artigos:
Autor, Ano. Título. Periódico, volume, páginas.

Livros:
Autor (Ano). Título, Cidade, Editora.

Documentos eletrônicos:
Autor (Ano). Título (Online). Cidade, Editora. Disponível em URL (acesso em DATA).

Autores e resenhistas devem enviar uma pequena biografia constando nome completo (sem abreviações), filiação institucional, país da IEs, cargo ou função, email e endereço para correspondência. A titulação mínima para envio de artigo é o mestrado.

Link para submissão dos artigos: https://www.e-publicacoes.uerj.br/neiba

A obra e o legado de Cançado Trindade - livro coletivo a ser lançado na FaDUSP, 4/03/2026


Minha colaboração a esta obra, a ser lançada em breve:

1613. “Antônio Augusto Cançado Trindade e o Itamaraty”, in: Carlos H. Perini Miranda, Paulo B. Casella, Sérgio E. Moreira Lima (orgs.). A obra e o legado de Cançado Trindade. Brasília: Funag, 2025, 472 p.; ISBN: 978-65-5209-027-0; p. 271-307. Obra disponível no link: https://funag.gov.br/biblioteca-nova/produto/1-1337. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145679786/4611_Antonio_Augusto_Can%C3%A7ado_Trindade_e_o_Itamaraty_2024_); informado no blog Diplomatizzando (30/12/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/antonio-augusto-cancado-trindade-e-o.html . Relação de Originais n 4611. 





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PORQUE NÃO VOTAR EM FLÁVIO - Artigo da revista Fórum

 PORQUE NÃO VOTAR EM FLÁVIO Artigo da revista Fórum, copiado por Walmyr Buzatto . ************************** Em 2007, Flávio Bolsonaro subiu...