Muitas pessoas, amigas, conhecidas, curiosas, me enviam mensagens solicitando amizade, vinculo ou conexao (algo no estilo) no Facebook, essa plataforma universal que parece ja ter reunido meio bilhao de conectados na internet.
Por acaso eu me associei a essa plataforma, unicamente porque os grandes veiculos de comunicacao que mais leio (NYT, WP, FT, Economist e outros periodicos) anunciavam materias disponiveis nesse meio, aparentemente tudo agrupado. Bem, ou sou muito incompetente para lidar com as instrucoes simplerrimas do FB, ou ainda nao consegui extrair do sistema aquilo que mais procuro: informacoes e analises.
Em contrapartida, chovem pedidos e demandas diversas para correspondencia ou interacoes reciprocas. Como sou muito desajeitado para certas coisas, entre elas essa mesma (alem do Twetter - e' assim que se escreve? -, Orkut, essas coisas), acabo por vezes clicando certo, outras errado (nao me perguntem em qual sentido), mas o fato e' que nunca, ou quase nunca, eu entro no FB, porque simplesmente nao sei o que fazer nele. Acreditem, se por acaso entro, fico confuso, perdido, e acabo saindo em menos de meio minuto. Assim e' se lhes parece credivel...
Como sou de um natural reservoso -- como o Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, do "coronel e o Lobisomem" -- prefiro ficar no meu canto matutando, lendo, refletindo e escrevendo, me bastando esta ferramenta, que eu considero um simples arquivo de materiais diversos, e que ja' me da' bastante trabalho.
Por isso me desculpo, pela enesima vez, junto a todos aqueles que me solicitaram amizade, e que eu aceitei (ou nao, mas nisso nao vai qualquer significado maior), e que depois devem se perguntar: "Mas onde esta' esse sujeito que clicou uma vez e depois desapareceu?"
Desculpem, mas sou mesmo confuso, e de fato prefiro ficar quietinho no meu canto, a ter de opinar sobre a ultima frase dos nossos ilustradissimos dirigentes ou sobre a foto espetacular postada por alguem viajado.
Nao costumo me meter na vida de ninguem, detesto invasao de privacidade, rejeito fofocas e simplesmente nao consigo ser o tipo convivial que muitos imaginam. Meu mundo e' o das ideias, concretas mas impessoais, ou seja, so' me interessa o poder das ideas, nao as ideias do poder (ou estas apenas enquanto representativas de posicoes ou politicas, nao de pessoas). Sou assim mesmo, da tribo dos pintores abstratos, ou impressionistas, se por acaso fosse pintor. Sou desajeitado, helas!
Por isso, fica mais uma vez o alerta: nao me procurem, nem me esperem no FB, no T.... ou em qualquer um desses instrumentos de relacionamento pessoal. Devo estar ocupado promovendo alguma ideia boa ou combatendo alguma ma'. Algo quixotesco, mas e' assim.
Sobretudo, sobretudo, estou ocupado lendo alguma coisa, e essas coisas me parecem uma terrivel perda de tempo, ainda que possam tambem ter aspectos positivos (pode ser, mas minhas prioridades sao outras).
Pronto, ja me expliquei; deixem-me agora retornar ao meu livro (que recomendo: Privatize Ja!, de Rodrigo Constantino, Editora Leya).
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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2 comentários:
Engraçado, pensavamos ser o único- neste "pequenino ponto azul em meio a imensidão do universo"-, que tinha dificuldade em lidar com as chamadas "redes sociais"(Deus ex machina!)...nos sentiamos um tanto "deslocados", no tempo e espaço, uma espécie de "misantropia neo-luddita"!
Vale!
Entendo isto, como pura e mera incompetência, pois se adicionar veículos de comunicação, bem como universidades estrangeiras, poderá estar muito mais bem informado do que colocando esta nota piegas e que nenhum sentido faz para um homem que se diz ocupado. Aliás, o próprio Rodrigo Constantino, que acredito ser muito mais ocupado que "V.Exa" está no facebook. Talvez seja por isso, que o livro dele antes do lançamento já é um record em venda (diferente dos seus !)
Ah! Mas já ia esquecendo, não vive também para vender livros.
Dr. Paulo de Almeida, nos poupe de suas vaidades ridículas, pois homens muito mais importantes do que você estão no Facebook para interações críticas e inteligentes e nem por isso deixam de ler e escrever seus livros.
O Facebook só serve para fofocas para os que não tem cultura.
Eu prefiro a sinceridade das afirmações, como por exemplo, diga apenas que não gosta, isso faz parte da liberdade.
Afinal de contas, mais de cem pessoas estão em seu facebook, por que a diferença entre uns e alguns ?
Talvez seja algum problema mental para se sentir algo que não é dentro do Itamaraty: ou seja, uma pessoa importante. Pobre ser !
PS: A palavra é twitter
Perde tanto tempo neste blog, escrevendo para não sei quem, pobre alma!
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