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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Minha introdução, PRA:
Os novos assassinos das crianças que nasceram recentemente e das que vão nascer doravante já estão à solta, atuando para matar crianças e adultos com o terrivel, nefando, escabroso negacionismo vacinal, agora com a poderosa ajuda do imperador hemisférico e candidato ao triunvirato imperial da atualidade, secundado pelo seu incrivelmente idiota secretário da anti-saúde americana, de nome tristemente famoso pelos antecendentes familiares, e auxiliado, na parte que nos toca, pelo excepcionalmente imbecil rebento politicamente ativo na politica nacional, embora autoexilado nos EUA, da familia mais destruidora que já existiu, até agora, na politica nacional, todos eles unidos na cruzada ideológica-mortífera, para deixar de imunizar crianças (inocentes, indefesas e dependentes dos emtes paternos e responsáveis) e adultos, estes eventualmente imbecilizados pela tropa de rufiões criminososque propagam o novo credo anti vacinal. Não posso deixar de me impressionar com a magnitude da estupidez antes marginal, que agora ganha foros de movimento com a adesão do dirigente demencial que infelicita e destrói os fundamentos da antiga primeira democracia do mundo. É preciso registrar este episódio tenebroso da vida nacional, agora precariamente exposta aos novos e repetidos débeis mentais antivacinais da politnacional, como o faz Julio Benchimol na postagem aue agora reproduzo, repassada por Olympio Pinheiro, aos quais agradeço pelo registro.
Paulo Roberto de Paulo Roberto de Almeida (14/08/2026)
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A INTERNACIONAL ANTIVACINA CHEGOU AO PODER
Julio Benchilo Pinto
Donald Trump acaba de dar mais um passo na transformação da desinformação sanitária em política de Estado.
Assinou ordem para rever o calendário infantil americano, reduzir recomendações universais e espaçar vacinas. E voltou a ressuscitar o velho fantasma de que vacinação poderia estar relacionada ao autismo.
A ciência já enterrou essa história tantas vezes que o cadáver deveria cobrar adicional de insalubridade.
Estudos gigantescos, acompanhando centenas de milhares de crianças, não encontraram associação entre vacinas e autismo. Mas evidência científica tem um defeito terrível para o populismo: não cabe num slogan conspiratório.
E então entra em cena nosso correspondente brasileiro da trumpização.
Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo celebrando ter conseguido, no Texas, uma dispensa da exigência de vacinação da própria filha para frequentar a escola. Pagou cerca de dez dólares pela declaração e apresentou a façanha como triunfo da “liberdade”.
Pequeno detalhe doméstico. Em 2020, Heloísa Bolsonaro, mulher de Eduardo e mãe da menina, havia declarado publicamente que a filha “toma e tomará todas as vacinas para cada fase”. E ainda criticou duramente o movimento antivacina.
A família Bolsonaro conseguiu, portanto, uma proeza epidemiológica inédita: a mesma criança virou argumento a favor da vacina com a mãe e contra a vacina com o pai.
E há mais: o próprio Eduardo tomou vacina contra a Covid em 2021.
Eis o método: vacina no braço quando convém; guerra contra vacina quando rende voto.
Isso nunca foi propriamente uma discussão médica; é guerra cultural.
Trump fornece a doutrina, a máquina MAGA transforma desconfiança em identidade política e o bolsonarismo tropicaliza o pacote: ciência vira “sistema”, saúde pública vira “tirania” e carteira de vacinação vira manifesto ideológico.
Os vírus, naturalmente, continuam indiferentes à liberdade de expressão.
Julio Benchimol Pinto
Posto novamente alguns dos textos já apresentados neste mesmo espaço, mas que continuam a guardar pertinência para o debate que começa agora a se desenvolver sobre a parte de política internacional e de relações exteriores do Brasil no quadro da campanha eleitoral presidencial prestes a ser iniciada.
Espero não estar sendo redundante, mas os temas são relevantes num momento em que o assunto volta novamente a se imiscuir na agenda nacional, em função das pressões imperiais que continuam a se exercer contra o país. Permito-me inclusive agregar um outro texto recentemente elaborado nesse contexto, que será objeto de um curso em outubro. PRA
Aqui:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/08/politica-externa-brasileira-o-papel-do.html
Textos preparados para o webinar Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira
Paulo Roberto de Almeida
5290. “Uma política externa que denega os fundamentos doutrinais da diplomacia do Brasil”, Brasília, 24 abril 2026, 2 p. Notas para exposição em webinar do Imagine Brasil, a convite do professor Carlos Alberto Primo Braga. Postado no blog Diplomatizzando (20/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/uma-politica-externa-que-denega-os.html). Divulgado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/167416632/5290_Uma_pol%C3%ADtica_externa_que_denega_os_fundamentos_doutrinais_da_diplomacia_do_Brasil_2026).
5311. “O que eu teria a dizer sobre 'Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira'?", Brasília, 15 maio 2026, 2 p. Nota sobre algumas evidências e outras incertezas. Divulgado no blog Diplomatizzando (15/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/o-que-eu-teria-dizer-sobre-tensoes.html).
5313. “Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira: o que há de novo?”, Brasília, 17 maio 2026, 11 p. Nota mais extensa, a partir do trabalho n. 5311, sobre os temas colocados pelo projeto “Imagine Brasil”, da Fundação Dom Cabral, a convite do professor Carlos Alberto Primo Braga, na companhia de Victor do Prado. Complementar com respostas às questões sugeridas pelo coordenador, Carlos Braga. Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/167416751/5313_Tensoes_Geopoliticas_e_a_Diplomacia_Brasileira_o_que_ha_de_novo_2026_); divulgado parcialmente no blog Diplomatizzando (20/05/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/tensoes-geopoliticas-e-diplomacia_0349459191.html).
5315. “Temas para debate no webinar “Imagine Brasil” da Fundação Dom Cabral”, Brasília, 17 maio 2026, 5 p. Notas para debater as questões colocada pelo coordenador, professor Carlos Primo Braga. Enviado, com o trabalho 5313, para conhecimento prévio, assim como a Victor do Prado. Disponível no blog Diplomatizzando (20/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/temas-para-debate-no-webinar-imagine.html).
5323. “Nova Ordem Global Multipolar?”, Brasília, 20 maio 2026, 2 p. Uma fraude completa: quatro argumentos contrários. Divulgado no blog Diplomatizzando(20/05/2026; link:https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/nova-ordem-global-multipolar-paulo.html).
5322. “Tensões geopolíticas: então e agora”, Brasília, 21 maio 2026, 3 p. Reflexões sobre um conceito e especificidades históricas. Divulgado no blog Diplomatizzando (21/05/2026; link:https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/tensoes-geopoliticas-entao-e-agora.html).
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 20/05/2026, 2 p.
Questionado sobre se o Brasil estaria sabendo lidar com o presidente americano, Donald Trump, e o presidente argentino, Javier Milei — descritos como "adversários diplomáticos" —, Coelho foi direto: "Eu acho que está lidando razoavelmente bem." Para ele, o tema está intrinsecamente ligado ao próprio projeto de país e à política externa brasileira.
O especialista contextualizou o cenário global ao afirmar que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a ordem internacional passou por renovações, especialmente após o fim da Guerra Fria. Segundo ele, o mundo vive hoje uma fase de transição cujo destino ainda é incerto.
"A gente entende que a gente está numa ordem internacional em transição, sem que a gente saiba exatamente transição para onde ou transição para o quê", afirmou.
Coelho destacou que essa fragmentação da ordem internacional abre espaço para novos arranjos e possibilidades, mas também impõe novos testes e riscos aos países. Nesse contexto, o uso de "estratégias coercitivas" por parte do governo americano torna o espaço de atuação e de escolha do Brasil mais custoso.
O professor ressaltou que a diplomacia brasileira tem uma longa tradição de não alinhamento, postura que se mostra mais confortável em períodos de menor turbulência internacional.
"Esse não alinhamento é mais confortável em tempos mais tranquilos e muito mais caro em tempos de escolha", explicou. Para Coelho, os Estados Unidos estão cobrando do Brasil a fatura desse conforto diplomático.
Ao final, o especialista atribuiu uma nota à atuação brasileira: "Acho que o Brasil vai navegando — de 0 a 10, eu daria um 7 para como o Brasil está navegando essa situação." A avaliação sugere que, apesar das dificuldades, o país tem conseguido manter um desempenho positivo diante das pressões externas.
Combate às desigualdades, sejam regionais, sociais, raciais ou de género, a defesa da vida das mulheres e continuar a fortalecer a economia são também prioridades no programa.
A coligação que apresenta Lula da Silva como candidato à reeleição como Presidente do Brasil revelou este sábado o seu programa eleitoral, definindo como prioridades a defesa da soberania e da democracia, a modernização do Estado e a segurança.

O combate às desigualdades, sejam regionais, sociais, raciais ou de género, a defesa da vida das mulheres e continuar a fortalecer a economia, para ampliar investimentos em educação, saúde e infraestruturas, são também prioridades no programa, estruturado em 13 eixos.
A coligação é formada por sete partidos e liderada pelo Partido Trabalhista (PT), de Luiz Lula da Silva, que repete a dupla com o vice-presnete, Geraldo Alckmin, na candidatura às eleições que se realizam em outubro.
No documento, de 84 páginas, o tema da política externa ganha também destaque, e sem citar a crise diplomática com os Estados Unidos, diz que o Brasil deve reafirmar a sua “soberania e preservar a sua capacidade de fazer escolhas políticas e económicas de forma independente” de acordo com os seus interesses e “sem qualquer tipo de subordinação estratégica”.
Nesse contexto, a coligação quer aprofundar a aproximação geopolítica com o grupo BRICS (de que o Brasil é fundador, juntamente com Rússia, Índia, China e África do Sul e que entretanto se alargou a 11 membros) e com o sul global.
Nas diretrizes programáticas, surge em primeiro lugar “fortalecer a Democracia, a participação social e modernizar o Estado”, lembrando que o atual mandato de Lula da Silva começou com um ataque aos símbolos do poder, em Brasília.
No eixo do combate às desigualdades, o programa defende “justiça tributária e fortalecimento do Estado” fazendo um longo relato do que considera terem sido êxitos deste mandato.
Referindo a “recuperação do papel do Brasil no mundo”, no documento refere-se que a economia brasileira “passou a crescer em torno de 3% ao ano, retomando o seu posto entre as 10 maiores economias do mundo. De acordo com o FMI, o Brasil terá crescimento no período 2023-2026 acima da média da América Latina”.
A coligação liderada pelo partido de Lula diz que quer continuar a “aperfeiçoar e ampliar as políticas de proteção social para quem mais necessita”, depois de ter voltado ao governo “em 2023 para reconstruir o Estado, retomar políticas públicas, recuperar o crescimento económico, reduzir desigualdades, recompor o protagonismo internacional e reconstruir a presença do Brasil no mundo”.
“Proteger a vida com uma segurança pública mais eficiente e integrada” é outra das promessas, assegurando “a presença do Estado onde a violência e o crime organizado tentam impor o medo e controlar territórios”.
Nos 13 eixos definidos cabem ainda “fortalecer a saúde”, nomeadamente com mais programas de vacinação e proteção da saúde da mulher, e ainda ampliar o acesso à cultura e ao desporto.
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou há uma semana o Presidente brasileiro, Lula da Silva, como candidato à reeleição, num cenário em que lidera as intenções de voto nas eleições gerais, segundo as principais sondagens do país.
Aos 80 anos, Lula da Silva concorre a um quarto mandato, não consecutivo, tendo como principal adversário nas urnas o senador e candidato do Partido Liberal (PL) Flávio Bolsonaro de 45 anos, filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro.
Lula fundou, em 1980, o PT, e entrou na vida pública como líder de um sindicato de metalúrgicos em São Paulo, tendo liderado greves históricas de trabalhadores do país na década de 1970, sendo preso pelo regime militar.
Desde que assumiu o terceiro mandato, em 2023, Lula tem sido crítico do próprio PT e da esquerda brasileira, por entender que direita e grupos conservadores aproximaram-se de forma mais eficaz da sociedade brasileira na última década.
Nova postagem no blog de Simon Schwartzman View this email in your browser Inteligência artificial na educação By Simon Schwartzman on Aug...