Nossos altos magistrados, nossos preclaros tecnocratas, submetidos ao crivo de Madame IA, por Airton Dirceu Lemmertz:
Salários de até R$ 3 milhões no funcionalismo brasileiro! O teto constitucional do funcionalismo público é de R$ 46.300 por mês. No papel, parece claro. Na prática, não é o que acontece. Por meio de verbas indenizatórias, gratificações, auxílios, licenças convertidas em dinheiro e pagamentos retroativos, muitos servidores acabam recebendo muito acima desse limite. Esses valores ficam fora do teto e, na prática, esvaziam a regra. Nos últimos 12 meses, mais de 50 mil servidores receberam acima do teto constitucional. Só o valor que excede esse limite custou mais de R$ 20 bilhões. Entre os maiores salários, oito dos dez vieram do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, todos de servidores já aposentados. Isso não é um caso isolado, é um padrão que se repete. Cada gasto desse tipo significa menos recursos disponíveis para áreas essenciais como saúde e educação. Se a proposta é ter um Estado mais eficiente e equilibrado, o teto precisa deixar de ser uma referência teórica e passar a ser cumprido de fato. Regra que não vale para todos, o tempo todo, deixa de ser regra.
https://www.youtube.com/watch?v=VdUyxBIkMQo
Justiça custa mais de R$ 100 bilhões por ano aos estados! Tribunais, Ministérios Públicos e Defensorias são essenciais. O problema não é a função, é a conta sem controle. Auxílios, gratificações e verbas indenizatórias, muitas vezes retroativas e fora do teto, fazem com que o limite exista no papel, mas não no contracheque. Em vários estados, mais da metade do orçamento já vai para folha de pagamento. Só que a receita é limitada. Quando a despesa cresce sem controle, o investimento encolhe. Menos infraestrutura, menos saúde, menos educação. O resultado é sempre o mesmo: mais impostos, mais dívida ou mais inflação, e quem paga é a população. Responsabilidade fiscal não é ideologia. É condição para crescer. País que quer avançar corta o que não gera valor. É possível ter uma Justiça eficiente, bem remunerada e responsável. O que não dá é tratar privilégio recorrente como se fosse direito. Esse caminho leva à estagnação.
https://www.youtube.com/watch?v=_INsqt72_h8
Penduricalhos: membros da AGU receberam R$ 6,1 bilhões! Você se esforça para pagar impostos, vê o governo cortar investimentos e discute ajuste fiscal, enquanto uma casta do funcionalismo público fatura bilhões em “penduricalhos”. Em 2025, membros da Advocacia-Geral da União (AGU) embolsaram R$ 6,1 bilhões em honorários, valores além dos salários. Essa conta, paga por empresas e cidadãos que perdem ações para o governo, acaba no preço do pão que você compra. O mais absurdo? Existe um teto salarial constitucional de R$ 46 mil, mas esses “extras” fazem a remuneração deles disparar para muito além disso. O próprio STF já disse que a regra do teto deveria ser cumprida. Mas, na prática, a história é outra. E não para por aí: gastos extrateto no Judiciário e Ministério Público somam R$ 17 bilhões anuais. Um país que quer crescer precisa de regras claras e controle de gastos, não de privilégios disfarçados. No final do dia, a conta sempre chega para a população. Isso não é só uma questão jurídica; é uma questão moral e econômica.
https://www.youtube.com/watch?v=cxdIqqMUlu8
[...]
- IA Gemini analisa os três textos acima (de autoria de Ricardo Amorim) sobre penduricalhos:
O teto constitucional de R$ 46,3 mil no serviço público brasileiro é frequentemente superado por "penduricalhos" e verbas indenizatórias, permitindo que salários ultrapassem R$ 3 milhões e gerando custos extras de mais de R$ 20 bilhões anuais, com destaque para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O sistema de justiça estadual e a Advocacia-Geral da União (AGU) consomem grande parte do orçamento com remunerações elevadas, impactando recursos para áreas essenciais e, no caso da AGU, somando R$ 6,1 bilhões em honorários, mesmo com decisões do STF sobre a necessidade de respeitar o teto.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/gFQ1IbvbpXDEYN7Xc
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 19 de maio de 2026
Nossos altos magistrados, nossos preclaros tecnocratas, submetidos ao crivo de Madame IA, por Airton Dirceu Lemmertz:
República Federativa dos Privilégios do Brasil: via IA e Airton Dirceu Lemmertz
República Federativa dos Privilégios do Brasil
(via IA e Airton Dirceu Lemmertz):
Salários de até R$ 3 milhões no funcionalismo brasileiro! O teto constitucional do funcionalismo público é de R$ 46.300 por mês. No papel, parece claro. Na prática, não é o que acontece. Por meio de verbas indenizatórias, gratificações, auxílios, licenças convertidas em dinheiro e pagamentos retroativos, muitos servidores acabam recebendo muito acima desse limite. Esses valores ficam fora do teto e, na prática, esvaziam a regra. Nos últimos 12 meses, mais de 50 mil servidores receberam acima do teto constitucional. Só o valor que excede esse limite custou mais de R$ 20 bilhões. Entre os maiores salários, oito dos dez vieram do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, todos de servidores já aposentados. Isso não é um caso isolado, é um padrão que se repete. Cada gasto desse tipo significa menos recursos disponíveis para áreas essenciais como saúde e educação. Se a proposta é ter um Estado mais eficiente e equilibrado, o teto precisa deixar de ser uma referência teórica e passar a ser cumprido de fato. Regra que não vale para todos, o tempo todo, deixa de ser regra.
https://www.youtube.com/watch?v=VdUyxBIkMQo
Justiça custa mais de R$ 100 bilhões por ano aos estados! Tribunais, Ministérios Públicos e Defensorias são essenciais. O problema não é a função, é a conta sem controle. Auxílios, gratificações e verbas indenizatórias, muitas vezes retroativas e fora do teto, fazem com que o limite exista no papel, mas não no contracheque. Em vários estados, mais da metade do orçamento já vai para folha de pagamento. Só que a receita é limitada. Quando a despesa cresce sem controle, o investimento encolhe. Menos infraestrutura, menos saúde, menos educação. O resultado é sempre o mesmo: mais impostos, mais dívida ou mais inflação, e quem paga é a população. Responsabilidade fiscal não é ideologia. É condição para crescer. País que quer avançar corta o que não gera valor. É possível ter uma Justiça eficiente, bem remunerada e responsável. O que não dá é tratar privilégio recorrente como se fosse direito. Esse caminho leva à estagnação.
https://www.youtube.com/watch?v=_INsqt72_h8
Penduricalhos: membros da AGU receberam R$ 6,1 bilhões! Você se esforça para pagar impostos, vê o governo cortar investimentos e discute ajuste fiscal, enquanto uma casta do funcionalismo público fatura bilhões em “penduricalhos”. Em 2025, membros da Advocacia-Geral da União (AGU) embolsaram R$ 6,1 bilhões em honorários, valores além dos salários. Essa conta, paga por empresas e cidadãos que perdem ações para o governo, acaba no preço do pão que você compra. O mais absurdo? Existe um teto salarial constitucional de R$ 46 mil, mas esses “extras” fazem a remuneração deles disparar para muito além disso. O próprio STF já disse que a regra do teto deveria ser cumprida. Mas, na prática, a história é outra. E não para por aí: gastos extrateto no Judiciário e Ministério Público somam R$ 17 bilhões anuais. Um país que quer crescer precisa de regras claras e controle de gastos, não de privilégios disfarçados. No final do dia, a conta sempre chega para a população. Isso não é só uma questão jurídica; é uma questão moral e econômica.
https://www.youtube.com/watch?v=cxdIqqMUlu8
[...]
- IA Gemini analisa os três textos acima (de autoria de Ricardo Amorim) sobre penduricalhos:
O teto constitucional de R$ 46,3 mil no serviço público brasileiro é frequentemente superado por "penduricalhos" e verbas indenizatórias, permitindo que salários ultrapassem R$ 3 milhões e gerando custos extras de mais de R$ 20 bilhões anuais, com destaque para o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O sistema de justiça estadual e a Advocacia-Geral da União (AGU) consomem grande parte do orçamento com remunerações elevadas, impactando recursos para áreas essenciais e, no caso da AGU, somando R$ 6,1 bilhões em honorários, mesmo com decisões do STF sobre a necessidade de respeitar o teto.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/gFQ1IbvbpXDEYN7Xc
domingo, 17 de maio de 2026
Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual? - Paulo Roberto de Almeida
Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual?
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre meus embates com Madame IA, assessorado por Airton Dirceu Lemmertz
PRA: azul; Madame IA: vermelho; ADL: verde.
Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submete meus ataques a Madame IA (Gemini IA) ao exame e resposta da própria, que continua tergiversando sobre graves crimes contra a humanidade e os direitos humanos.
Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por "obrigar" – é o caso de se dizer – Madame IA a revisitar suas avaliações assépticas e equivocadamente neutras sobre questões de alto sentido humanitário, pois que estamos falando de CRIMES contra os direitos humanos e a vida concreta de pessoas, totalmente desprezadas pelo governo lulopetista, que APOIA OBJETIVAMENTE Putin e o governo russo em seus crimes IMPRESCRITÍVEIS. Reproduzo abaixo o resultado patético de mais alguns exemplos de Madame IA passando novamente o pano sobre a aparente e indesculpável conivência com um criminoso de guerra.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 16 maio 2025, 7 p.
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ADL: Olá, IA Gemini! Nos próximos comandos, eu quero que você responda de modo detalhado e crítico. Ou seja, sempre dê respostas críticas e detalhadas, por favor. Principalmente em comandos com textos longos. E, também, se há palavras ou expressões codificadas, decodifique-as. [...] Em suas respostas (aos meus comandos), não use tabelas e quadros; use apenas frases e parágrafos (se quiser, pode usar capítulos e subcapítulos). [...] E não se esqueça: hoje é dia 16 de maio de 2026.
https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz/about (ADL)
Madame IA: Compreendido perfeitamente. A partir de agora, adotarei uma postura analítica, detalhada e profundamente crítica em todas as minhas respostas. Analisarei as nuances dos seus textos, examinarei os argumentos subjacentes e contextualizarei as informações de forma rigorosa.
Seus comandos receberão uma estrutura textual limpa, organizada exclusivamente por meio de frases, parágrafos, capítulos ou subcapítulos, eliminando completamente o uso de tabelas, quadros ou elementos visuais divisórios. Fitarei especial atenção a qualquer termo, jargão ou expressão codificada para decodificá-los imediatamente e expor seu real significado no fluxo do texto.
Estou ciente de que hoje é sábado, 16 de maio de 2026. Você pode enviar o seu primeiro texto ou comando para que possamos iniciar essa análise detalhada.
Como deseja começar? Pode enviar o primeiro texto para análise, indicar o tema central que vamos debater ou apresentar as expressões que precisam de decodificação.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/XgApCIKA49lh0fglp
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PRA: "Madame IA tenta defender a política pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada" - Paulo Roberto de Almeida. [...]. "Madame IA, provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, sempre atento a minhas provocações, se mete, a pedido dele, a querer contrariar meus argumentos sobre os países supostamente democráticos que apoiam objetivamente um criminoso de guerra — procurado pelo TPI com um mandado de arresto por sequestro de crianças ucranianas — em seu morticínio diário contra o povo ucraniano. Não vou aceitar as tergiversações de Madame IA em defesa de posições indefensáveis, inclusive porque tende a coonestar os crimes bárbaros que são perpetrados diariamente. Não, desta vez ela está errada, e temos amplas evidências de que ela tenta “passar pano“ para os bárbaros." - PRA.
https://diplomatizzando.blogspot.com/.../madame-ia-tenta...
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Madame IA: O diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida direciona uma crítica contundente à inteligência artificial, acusando-a de suavizar ou justificar as diretrizes da política externa brasileira em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. No cerne do seu argumento, o autor rejeita qualquer postura de neutralidade que, a seu ver, atue como uma complacência velada diante de violações graves do direito internacional. Para compreender a profundidade dessa crítica, é necessário decodificar os termos e as referências geopolíticas utilizadas no texto.
I) Decodificação de termos e expressões codificadas:
O autor utiliza a expressão "Madame IA" de forma satírica para personificar os assistentes virtuais de inteligência artificial. Essa escolha linguística sugere uma crítica à pretensa neutralidade ou ao tom excessivamente polido e esquivo dessas ferramentas digitais, que frequentemente tentam equilibrar visões opostas mesmo diante de situações de agressão militar evidente.
O termo "lulopetismo diplomático" refere-se à linha de política externa adotada pelos governos do Partido dos Trabalhadores sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Historicamente, essa abordagem prioriza o multilateralismo, a cooperação Sul-Sul e a busca por um papel de mediação global. Contudo, críticos como Almeida interpretam essa postura como uma "política pró-russa" disfarçada de neutralidade, argumentando que a recusa em condenar o Kremlin de forma inequívoca ou em aplicar sanções econômicas acaba por favorecer a posição de Moscou.
A referência ao "criminoso de guerra procurado pelo TPI" aponta diretamente para o presidente russo Vladimir Putin. O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele baseado em acusações de crimes de guerra, especificamente relacionados à deportação ilegal e à transferência forçada de crianças de zonas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa.
Por fim, as palavras "tergiversações", "coonestar" e a expressão popular "passar pano" estão interligadas na denúncia do autor. Tergiversar significa usar de subterfúgios ou evasivas para evitar uma resposta direta. Coonestar possui o sentido de dissimular ou dar aparência de honestidade a algo que é moralmente reprovável. Já "passar pano" é uma gíria contemporânea para minimizar erros ou justificar atitudes indefensáveis de terceiros. Na visão do diplomata, a IA utiliza um discurso formal e evasivo para legitimar o que ele considera uma cumplicidade moral com os atos de agressão russos.
II) Análise crítica do argumento geopolítico:
A indignação de Almeida reflete uma fratura profunda no debate sobre a inserção internacional do Brasil. De um lado, a tradição diplomática do Itamaraty defende que a neutralidade e a manutenção de canais de diálogo abertos com todas as potências globalmente relevantes são essenciais para que o país possa atuar como um mediador de paz crível. Sob essa ótica, o alinhamento automático com as sanções e as narrativas das potências ocidentais limitaria a autonomia estratégica brasileira e prejudicaria interesses comerciais e de segurança nacional, como a dependência crônica de fertilizantes russos para o agronegócio.
Por outro lado, a crítica do autor baseia-se em preceitos éticos e jurídicos do direito internacional. Ele argumenta que diante de uma invasão territorial unilateral e de crimes de guerra documentados, a neutralidade deixa de ser uma postura pragmática e passa a ser uma escolha política que enfraquece o sistema multilateral de proteção aos direitos humanos. Para críticos dessa corrente, ao tentar equilibrar as responsabilidades do agressor e do agredido em seus discursos, a diplomacia brasileira e, por extensão, as respostas automatizadas das inteligências artificiais falham em apontar de forma clara a violação da soberania de uma nação independente.
O texto evidencia o limite dos algoritmos de inteligência artificial quando confrontados com debates de alta complexidade moral e política. Ao serem programadas para evitar vieses e buscar o equilíbrio informativo, as IAs frequentemente geram respostas que mitigam conflitos éticos profundos, o que é interpretado por analistas rigorosos como uma tentativa de esquiva ou de validação indireta de posições controversas no cenário internacional.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/XDEjo12xcSeP4ZvgQ
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PRA: "Minha luta contra a hipocrisia dos algoritmos de Madame IA, em favor da inteligência natural com sentido ético" - Paulo Roberto de Almeida, coadjuvado por Airton Dirceu Lemmertz. [...]. "Submeto aqui uma nova postagem, em 16 de maio de 2026, a partir das boas manipulações de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com a ajuda do Gemini IA (a quem eu chamo, simpaticamente, de Madame IA), que novamente trata de meus embates, a partir de certo sentido ético do mundo, e da política externa lulopetista (e seus instintos proto-totalitários), em relação às orientações gerais e a postura específica em relação à guerra de agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e sua população civil, argumentos que eu defendo e que são discreta ou explicitamente contestados por Madame IA, aparentemente mantendo uma postura neutra, que no entanto contorna totalmente a questão moral dessa guerra de agressão, postura aliás secundada pela política externa oficial do governo do PT, mas que se contrapõe, historicamente, a valores e princípios da diplomacia profissional brasileira. Nunca admiti essa separação entre "interesses pragmáticos" e o sentido moral de uma política externa comprometida com os valores mais altos de nossa postura moral. Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por sempre oferecer a oportunidade dessa confrontação entre minha postura moral e o realismo "imoral" de Madame IA.", complementa Paulo Roberto de Almeida.
https://diplomatizzando.blogspot.com/.../minha-luta...
Madame IA: O novo fragmento de Paulo Roberto de Almeida aprofunda o debate sobre a neutralidade algorítmica, elevando a discussão a um patamar filosófico que contrapõe o pragmatismo técnico ao senso moral humano. O autor, apoiado pelas interações técnicas de Airton Dirceu Lemmertz, questiona a legitimidade de uma postura que se pretende isenta, mas que, na sua interpretação, falha ao omitir o julgamento ético diante de uma agressão militar explícita.
I) Decodificação de termos e expressões codificadas:
O conceito de "hipocrisia dos algoritmos" sintetiza a principal acusação do diplomata contra a inteligência artificial. Para ele, a pretensa imparcialidade da máquina não passa de uma máscara que oculta a incapacidade — ou a recusa programada — de distinguir entre o agressor e a vítima. Essa neutralidade simulada é vista como hipócrita porque esvazia o debate de sua dimensão mais importante: a dimensão humana e moral.
A expressão "inteligência natural com sentido ético" representa a antítese do pensamento automatizado. Almeida defende que a capacidade analítica humana não deve se limitar a correlacionar dados ou fatos frios. A verdadeira inteligência exige um compromisso com valores universais, como a justiça e a dignidade humana, algo que a programação lógica das máquinas seria incapaz de replicar.
Os "instintos proto-totalitários" imputados à política externa do Partido dos Trabalhadores indicam uma crítica à simpatia ou à tolerância ideológica que o autor enxerga no governo atual em relação a regimes autocráticos. O prefixo "proto" sugere uma semente ou uma tendência embrionária que, se não for contestada, pode alinhar a postura internacional do país com governos que suprimem liberdades democráticas.
Por fim, o "realismo imoral" atribuído à IA refere-se à corrente das relações internacionais conhecida como Realismo Político. Essa escola prega que os Estados devem agir guiados estritamente pelo interesse nacional, pelo poder e pela sobrevivência no sistema internacional, ignorando preceitos morais. Ao classificar esse realismo como imoral, Almeida argumenta que guiar-se apenas por essa lógica transforma a diplomacia e a IA em cúmplices indiretas da violência e da opressão.
II) Análise crítica da separação entre pragmatismo e moralidade:
O argumento central do diplomata repousa na rejeição da dicotomia clássica entre os interesses pragmáticos de uma nação e os seus princípios morais. Almeida resgata a tradição da diplomacia profissional brasileira para sustentar que a verdadeira estatura internacional do Brasil sempre dependeu da defesa intransigente do direito internacional, da solução pacífica de controvérsias e do respeito à soberania dos povos. Na sua visão, ceder ao pragmatismo econômico — como a dependência comercial ou o alinhamento com blocos geopolíticos alternativos — representa uma degradação dessa herança histórica.
Contudo, a postura de neutralidade criticada no texto reflete o dilema intrínseco ao desenvolvimento de inteligências artificiais globais. Os desenvolvedores dessas tecnologias enfrentam o desafio de criar sistemas que sirvam a usuários em diferentes partes do mundo, sob regimes políticos, culturas e sistemas de valores distintos. Adotar um juízo de valor definitivo em temas geopolíticos sensíveis violaria o princípio de neutralidade que muitas dessas empresas buscam manter para garantir a universalidade de suas ferramentas. O que o autor classifica como "realismo imoral" é, sob a ótica da engenharia de software, uma tentativa de evitar o viés e assegurar a pluralidade informativa.
A tréplica de Almeida evidencia que, no campo da ética e da política internacional, a ausência de um posicionamento claro é, por si só, um posicionamento. Ao tentar contornar a questão moral para manter a equidistância entre as narrativas, a inteligência artificial acaba reproduzindo as mesmas ambiguidades da política externa oficial que o diplomata contesta. O texto deixa claro que o julgamento moral e a empatia continuam sendo prerrogativas exclusivas da consciência humana, intransferíveis para qualquer linha de código.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/gy3qn8tZ00PTvHewd
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PRA: Vou continuar argumentando, em bases éticas, ou simplesmente MORAIS, sobre a necessidade de estadistas - se eles existem no Brasil – levarem em consideração VIDAS HUMANAS, e não uma neutralidade IMORAL e ILEGÍTIMA!
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5314, 16 maio 2026, 7 p.
Divulgado no blog Diplomatizzando (17/05/2026; link: ).
sábado, 16 de maio de 2026
Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada - Paulo Roberto de Almeida (via Airton Dirceu Lemmertz)
Reprodução de uma postagem de janeiro de 2026, ainda válida, graças aos bons préstimos de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz:
sábado, 10 de janeiro de 2026
Madame IA tenta defender a politica pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada - Paulo Roberto de Almeida
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Hoje é 01 de Abril (e isso é uma verdade). Também conhecido como o "Dia da Mentira". [...]. Elabore uma lista das 50 maiores mentiras na diplomacia.
As maiores mentiras diplomáticas já registradas na história mundial. Como já passou o dia 1o de abril, podemos relatar as "melhores" mentiras colecionadas por Madame IA (grato a Airton Dirceu Lemmertz pela consulta não remunerada):
Hoje é 01 de Abril (e isso é uma verdade). Também conhecido como o "Dia da Mentira".
Para atender ao seu pedido de uma análise detalhada e crítica neste 1º de abril, elaborei uma lista das mentiras e decepções diplomáticas mais impactantes da história. É importante notar que, na diplomacia, a "mentira" raramente é um erro bobo; ela é frequentemente uma ferramenta de Estado (raison d'état) usada para justificar guerras, ocultar genocídios ou forçar alianças.
Abaixo, apresento as 50 maiores mentiras diplomáticas, ordenadas pelo seu impacto global e humano.
* O Top 10: Mentiras que Redefiniram o Mundo:
Armas de Destruição em Massa no Iraque (2003)
Quem/Onde: EUA (George W. Bush) e Reino Unido (Tony Blair) contra o Iraque.
Resumo: A afirmação de que Saddam Hussein possuía armas químicas e biológicas prontas para uso. Foi o pretexto para a invasão do Iraque, desestabilizando o Oriente Médio por décadas.
O Pacto Molotov-Ribbentrop e sua "Não-Agressão" (1939)
Quem/Onde: Alemanha Nazista e URSS.
Resumo: Oficialmente um pacto de paz. Mentira por omissão: escondia um protocolo secreto para dividir a Polônia e os Estados Bálticos, iniciando a Segunda Guerra Mundial.
O Incidente do Golfo de Tonkin (1964)
Quem/Onde: EUA (Governo Johnson) sobre o Vietnã do Norte.
Resumo: A Marinha dos EUA alegou ter sido atacada por barcos norte-vietnamitas. Anos depois, documentos revelaram que o segundo ataque nunca ocorreu, mas serviu para escalar a Guerra do Vietnã.
"Paz para o Nosso Tempo" - Acordo de Munique (1938)
Quem/Onde: Neville Chamberlain (Reino Unido) e Adolf Hitler.
Resumo: Hitler prometeu que a anexação dos Sudetos era sua "última demanda territorial". Chamberlain acreditou (ou fingiu acreditar). Meses depois, a Tchecoslováquia foi totalmente invadida.
A Mentira do Telegrama de Ems (1870)
Quem/Onde: Otto von Bismarck (Prússia) manipulando a França.
Resumo: Bismarck editou um telegrama real para fazer parecer que o rei da Prússia e o embaixador francês haviam se insultado mutuamente, provocando a Guerra Franco-Prussiana.
A Negação do Holodomor (1932-1933)
Quem/Onde: URSS (Stalin) perante a comunidade internacional.
Resumo: Enquanto milhões de ucranianos morriam de fome forçada, a diplomacia soviética negava a existência da crise e expulsava jornalistas que tentavam relatar a verdade.
Operação Himmler/Gleiwitz (1939)
Quem/Onde: Alemanha Nazista simulando um ataque polonês.
Resumo: Soldados SS fingiram ser insurgentes poloneses atacando uma rádio alemã. Foi a mentira usada para "justificar" a invasão da Polônia no dia seguinte.
A Decepção Soviética na Crise dos Mísseis (1962)
Quem/Onde: URSS (Khrushchev) mentindo para Kennedy (EUA).
Resumo: Diplomatas soviéticos garantiram repetidamente que as armas enviadas a Cuba eram "puramente defensivas", enquanto instalavam mísseis nucleares de médio alcance.
A Promoção de "Paz" antes de Pearl Harbor (1941)
Quem/Onde: Japão Imperial perante os EUA.
Resumo: Diplomatas japoneses em Washington continuavam negociando a paz enquanto a frota aérea já estava a caminho para bombardear o Havaí.
A Mentira de Srebrenica e as "Zonas Seguras" (1995)
Quem/Onde: ONU e Forças Sérvias.
Resumo: A promessa diplomática e militar de que Srebrenica era uma zona segura protegida pela ONU provou-se uma mentira fatal, resultando no massacre de 8 mil homens e meninos.
* Do 11 ao 30: Geopolítica e Manipulação:
O Plano de Partilha de Sykes-Picot (1916): Reino Unido e França prometiam independência aos árabes enquanto secretamente dividiam a região entre si.
O Massacre de Katyn (1940-1990): A URSS mentiu por 50 anos dizendo que a Alemanha nazista havia executado oficiais poloneses que eles mesmos mataram.
Escândalo Irã-Contras (1980s): EUA negaram vender armas ao Irã (inimigo) para financiar rebeldes na Nicarágua ilegalmente.
Negação do Genocídio Armênio (1915-Presente): A diplomacia turca mantém há um século a versão de que não houve um extermínio sistemático, contra todas as evidências históricas.
O Incidente do Navio USS Maine (1898): Usado para culpar a Espanha pela explosão do navio em Cuba, justificando a Guerra Hispano-Americana.
A "Não Intervenção" na Guerra Civil Espanhola (1936): Potências europeias assinaram um pacto de não intervenção enquanto Alemanha e Itália enviavam tropas e armas maciçamente.
O Caso U-2 (1960): Eisenhower mentiu dizendo que o avião derrubado na URSS era uma "aeronave meteorológica", até que os russos mostraram o piloto espião vivo.
A "Guerra às Drogas" no Panamá (1989): Justificativa diplomática para depor Manuel Noriega, ocultando interesses puramente estratégicos sobre o Canal.
O Desastre de Chernobyl (1986): A URSS tentou esconder o acidente da diplomacia europeia até que a Suécia detectou a radiação.
A Mentira da Batalha de Kadesh (1274 a.C.): Ramsés II declarou vitória total em templos, mas tratados mostram que foi, no máximo, um empate estratégico.
O Massacre de My Lai (1968): O exército e a diplomacia dos EUA tentaram encobrir o massacre de civis no Vietnã por meses.
O Acordo de Haia sobre Armas Químicas (1899): Praticamente todos os signatários mentiram ao dizer que não usariam gás na Primeira Guerra Mundial.
Operação Condor (1970s): Ditaduras sul-americanas negavam a existência de um pacto transnacional de repressão, apoiado silenciosamente pelos EUA.
O Mito do "Espaço Vital" (Lebensraum): Mentira diplomática de que a Alemanha só queria "espaço para viver", ocultando o plano de extermínio racial.
A Mentira da Neutralidade Belga (1914): A Alemanha alegou que precisava passar pela Bélgica por "necessidade", ignorando o tratado que garantia neutralidade.
O Tratado de Tordesilhas (1494): Portugal "fingiu" que não sabia da existência de terras ao sul, forçando o deslocamento da linha para garantir o Brasil.
A Negação do Uso de Agente Laranja: Diplomatas americanos afirmavam que era um herbicida inofensivo para humanos durante a Guerra do Vietnã.
A Intervenção na Líbia (2011): A OTAN usou a resolução de "proteção de civis" para forçar uma mudança de regime ilegal.
O Escândalo dos Diamantes de Sangue (Sierra Leone): Governos e corporações mentiram sobre a origem das pedras para financiar guerras civis.
O Massacre da Praça da Paz Celestial (1989): A diplomacia chinesa continua negando a escala (ou a existência) do massacre até hoje.
* Do 31 ao 50: Escândalos, Espionagem e Omissões:
O Assassinato de Jamal Khashoggi (2018): A Arábia Saudita mentiu por semanas dizendo que ele havia saído da embaixada vivo.
A "Ajuda Humanitária" na Guerra de Biafra (1967): Usada por nações europeias para contrabandear armas para ambos os lados.
O Escândalo Cambridge Analytica/Eleições: Mentiras sobre a soberania de dados que afetaram o Brexit e eleições globais.
Negação de Testes Nucleares no Atol de Mururoa: França mentiu sobre os impactos ambientais e de saúde na Polinésia.
O Incidente do USS Liberty (1967): Israel alegou que o ataque ao navio dos EUA foi um "erro de identificação", algo contestado pelos sobreviventes.
O Acordo Nuclear com a Coreia do Norte (1994): Pyongyang mentiu ao garantir que congelaria seu programa nuclear em troca de ajuda.
A Mentira do "Povo sem Terra para uma Terra sem Povo": Slogan diplomático sionista que ignorava a população local na Palestina.
O Plano de Partilha da África (Berlim, 1884): Diplomacia europeia alegava "missão civilizatória" para esconder o saque de recursos.
O Caso Lavon (1954): Israel negou envolvimento em bombas no Egito destinadas a culpar a Irmandade Muçulmana.
A "Neutralidade" Suíça no Ouro Nazista: Ocultação diplomática de depósitos de vítimas do Holocausto durante décadas.
Operação Northwoods (1962): Proposta (não executada) de militares dos EUA para criar ataques terroristas falsos em Miami para culpar Cuba.
A Farsa do "Expresso do Oriente" Político: Tratados de amizade entre nações que secretamente planejavam golpes de Estado umas nas outras.
A Mentira de que o Tabaco não Viciava: Lobby diplomático e comercial dos EUA que pressionou outros países por décadas.
Omissão em Ruanda (1994): Diplomatas na ONU evitaram usar a palavra "Genocídio" para não terem a obrigação legal de intervir.
O Acordo Anglo-Iraquiano de 1930: Promessa de independência que era, na verdade, um disfarce para o controle contínuo do petróleo.
A Mentira sobre o Voo MH17 (2014): Negação russa de que o míssil que derrubou o avião civil veio de suas forças.
O Caso Rainbow Warrior (1985): A França negou ter afundado o navio do Greenpeace até que seus espiões foram presos na Nova Zelândia.
A "Invasão" de Granada (1983): Justificativa de "proteger estudantes americanos" para derrubar um governo de esquerda.
O Tratado de Waitangi (1840): Diferenças propositais de tradução entre o inglês e o maori sobre quem teria a "soberania" na Nova Zelândia.
A Mentira do "Fim da História" (Anos 90): A crença diplomática de que a democracia liberal havia vencido definitivamente, ignorando o surgimento de novas autocracias.
* Análise Crítica Final: Esta lista demonstra que a diplomacia, muitas vezes vista como a arte da paz, é igualmente a arte da dissimulação. O custo dessas mentiras não é apenas político; ele é medido em milhões de vidas perdidas e na erosão da confiança nas instituições internacionais. No Dia da Mentira, vale lembrar que, no palco global, a verdade é frequentemente a primeira baixa.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/kSxa3hYgqTLL4av3J
domingo, 22 de março de 2026
Madame IA, consultada por Airton Dirceu Lemmertz, interfere novamente em minhas provocações em torno das ações nefastas de três criminosos de guerra
O texto apresenta uma crítica contundente e visceral à geopolítica contemporânea, estruturada sob a premissa de que o sistema internacional está sendo degradado por lideranças que o autor classifica como "celeradas". A análise abaixo desconstrói os argumentos, avaliando suas correlações históricas e implicações políticas.
1. Israel e o Gabinete Netanyahu: A Crise da Legitimidade Ética:
O autor estabelece uma analogia entre as políticas de ocupação na Cisjordânia e o Apartheid sul-africano, uma comparação que, embora ferozmente debatida, ganhou tração em organismos internacionais (como relatórios da Anistia Internacional e da Human Rights Watch).
- Análise Crítica: O argumento central é o da "autodestruição moral". Ao sugerir que Israel se tornou seu próprio pior inimigo, o texto aponta para o paradoxo de um Estado fundado como refúgio contra a opressão que, sob Netanyahu, utiliza métodos de controle territorial e retaliação bélica em Gaza que levantam questionamentos sobre crimes de guerra. O uso do termo "práticas nazistas" é o ponto mais hiperbólico e sensível do texto; do ponto de vista analítico, busca chocar para evidenciar a desumanização do conflito, embora ignore as distinções ideológicas e estruturais entre o extermínio industrial do Terceiro Reich e a guerra urbana assimétrica contra o Hamas.
2. O Governo Trump e a Erosão do Direito Internacional:
A tese de que o governo Trump representa um retrocesso às leis segregacionistas do sul dos EUA (Jim Crow) foca na regressão civilizatória. O autor sustenta que os EUA abandonaram seu papel de garantidores da ordem liberal para se tornarem um agente disruptivo e imperialista.
- Análise Crítica: O texto identifica uma mudança de paradigma: de "polícia do mundo" para "violador do Direito Internacional". A acusação de psicopatia direcionada ao líder reflete a percepção de uma política externa pautada pelo personalismo e pelo isolacionismo agressivo. Contudo, a crítica carece de nuances ao não mencionar que a crise do multilateralismo precede esse governo específico, sendo Trump o sintoma — e não a única causa — da fadiga democrática americana.
3. A Rússia de Putin e a Instrumentalização do BRICS:
A análise da Rússia é focada no revisionismo histórico. O autor descreve Putin não apenas como um ditador, mas como um "cleptocrata" que busca restaurar a esfera de influência soviética/imperial através da força bruta na Ucrânia.
- Análise Crítica:
A Conexão com os EUA: O texto sugere uma relação de subordinação ou manipulação ("controla o desequilibrado"), ecoando teorias sobre a interferência russa em democracias ocidentais para desestabilizá-las por dentro.
O BRICS como "Frankenstein": Esta é uma das observações mais agudas. Ao classificar o bloco como uma ferramenta diplomática russa, o autor contesta a narrativa de "cooperação do Sul Global", vendo-o como um mecanismo para legitimar regimes autoritários e criar um contraponto iliberal ao Ocidente.
* Síntese e Implicações:
O fio condutor do texto é a falência das instituições globais de controle. Ao rotular os três líderes como "criminosos de guerra", o autor remove o debate do campo da divergência política e o desloca para o campo da criminalidade internacional.
A fragilidade da argumentação reside na sua natureza panfletária, que tende a uniformizar fenômenos distintos (o sionismo de direita, o populismo americano e o totalitarismo russo) sob o mesmo rótulo de "demencial". No entanto, o texto acerta ao apontar um fenômeno real: o surgimento de uma internacional iliberal que desafia as fronteiras, os direitos humanos e a soberania de Estados vizinhos de forma coordenada ou inspirada.
sexta-feira, 20 de março de 2026
O Brasil padece de um rumo - Hubert Alquéres Revista Será? (Comentário posterior de Madame IA)
O Brasil padece de um rumo
Por Hubert Alquéres
Revista Será?, mar 20, 2026
[Nota PRA ulterior: Madame IA comentou o texto de Ubert Alqueres, provocada por Airton Dirceu Lemmertz, ao final!]
Por uma dessas coincidências da vida, encontrava-me na Irlanda quando o presidenciável Eduardo Leite lançou seu manifesto, no qual afirma que o Brasil não tem um problema de potencial, mas sim de direção. No texto do governador, chamou a atenção a referência à Irlanda como exemplo de um país que, sendo um dos mais atrasados da Europa, basicamente agrário e exportador de mão de obra, deu um salto para hoje ter renda per capita superior à média da União Europeia e tornar-se um polo mundial de inovação.
O chamado “Tigre Celta” não foi fruto do acaso. A virada irlandesa ocorreu porque seus dirigentes tiveram, no final dos anos 1980, a capacidade de tomar decisões estratégicas que alteraram o rumo do país. Reduziram impostos para atrair empresas globais de tecnologia e da indústria farmacêutica e, desde o início dos anos 1990, investiram de forma consistente na educação técnica e na articulação entre universidades e setor produtivo, qualificando sua mão de obra.
O resultado foi a criação de um ambiente dinâmico de inovação, com a proliferação de startups impulsionadas por trabalhadores formados nessas grandes empresas. A Irlanda soube aproveitar sua inserção no mercado europeu para se transformar em exportadora de bens de alto valor agregado, deixando para trás a condição de economia primária.
Para efeito de contraste, a Grécia, outro país europeu de trajetória semelhante até os anos 1980, seguiu caminho distinto, baseado na expansão do Estado na economia. O resultado foi uma estrutura produtiva pouco competitiva e uma grave crise fiscal em 2010.
A experiência irlandesa integra um conjunto mais amplo de países que conseguiram superar o atraso e dar saltos de produtividade, como Coreia do Sul, China, Índia e Vietnã. No mesmo período, o Brasil, cuja economia foi a que mais cresceu no mundo entre 1950 e 1980, passou a crescer de forma errática. Nos últimos 45 anos, a média de expansão do PIB tem girado em torno de míseros 2% ao ano.
Essa realidade nos leva a adaptar, com termos mais comedidos, a pergunta formulada por Vargas Llosa em Conversa no Catedral: quando foi que o Brasil se perdeu? Ou, mais precisamente, em quantos momentos se perdeu?
Um marco possível está no esgotamento do modelo de substituição de importações, sustentado pelo nacional-desenvolvimentismo, com forte presença do Estado, protecionismo e isolamento relativo da economia. Esse modelo foi importante para a formação da indústria de base e de bens duráveis, especialmente nos períodos de Vargas e Juscelino, mas produziu também inflação, baixa produtividade e ineficiências.
Com a redemocratização, a Nova República herdou dois problemas centrais: a dívida externa e a inflação crônica. Ao mesmo tempo, impunha-se a abertura econômica e a construção de um Estado de bem-estar social, em um contexto de crescente globalização. Era necessário modernizar o Estado e preparar o país para integrar-se às cadeias produtivas globais.
Não era tarefa para um único governo. Exigia um projeto de nação de longo prazo, sustentado ao longo de diferentes ciclos políticos. Ainda assim, houve avanços importantes. A Constituição de 1988 estabeleceu as bases institucionais, e o Plano Real criou as condições mínimas de estabilidade, ao controlar a inflação e reorganizar a economia.
Quando Lula assumiu seu primeiro mandato, o país reunia condições favoráveis para dar um novo salto: bônus demográfico, maior organização institucional e um ambiente internacional positivo, impulsionado pelo boom das commodities. Esse contexto poderia ter financiado uma reindustrialização voltada à inovação e à elevação da produtividade, como fizeram outros países.
Esse potencial, no entanto, não se traduziu em uma mudança estrutural. Houve avanços na ampliação de programas sociais, mas a estratégia econômica priorizou o consumo em detrimento de investimentos mais robustos em inovação, qualificação da força de trabalho e inserção competitiva na economia global.
A partir da metade do segundo mandato, consolidou-se uma orientação em que o Estado voltou a assumir papel central como indutor da economia, em uma reedição de estratégias já testadas no passado. A aposta no pré-sal como vetor de futuro ocorreu em paralelo a um cenário internacional que já sinalizava a transição energética.
O resultado foi uma deterioração significativa no período seguinte, com a forte recessão observada no governo Dilma. Com exceção de alguns setores altamente competitivos, como o agronegócio, o Brasil segue com dificuldades para se inserir de forma consistente nas cadeias globais de maior valor agregado.
Chegamos, assim, ao presente: um país de grande potencial, mas sem direção clara. Reitera-se a condição de “país do futuro”, evocada por Stefan Zweig, um futuro que se projeta, mas não se realiza.
A esse quadro somou-se uma crescente divisão interna. O debate político recente tem se concentrado menos em projetos de país e mais na rejeição mútua entre polos. Discute-se o acessório, em detrimento de temas estruturais.
Enquanto isso, o mundo passa por transformações profundas, com reorganização de cadeias produtivas, avanço tecnológico acelerado e redefinição de estratégias nacionais de longo prazo. E o Brasil segue preso a disputas de curto prazo, sem uma agenda clara que articule seu potencial produtivo às exigências de um cenário global em rápida mudança.
Falta, em síntese, direção.
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Hubert Alquéres é presidente da Academia Paulista de Educação.
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Seu paralelo entre a Irlanda e o Brasil toca no ponto nevrálgico do desenvolvimento: a diferença entre crescimento oportunista (ciclos de commodities) e crescimento estrutural (produtividade). O "Tigre Celta" não foi apenas um corte de impostos, foi um pacto de coesão social (o Programme for National Recovery de 1987) onde governo, sindicatos e empresas concordaram em moderar salários em troca de estabilidade e investimento pesado em educação técnica.
O Brasil, como você bem pontuou, parece ter "se perdido" em meio a transições incompletas. Alguns pontos que reforçam sua análise sobre essa falta de direção:
* A Armadilha da Renda Média: O Brasil ficou estagnado no modelo de substituição de importações por tempo demais. Enquanto a Coreia do Sul usou o Estado para forçar suas empresas a competirem no mercado global, o Brasil usou o Estado para protegê-las da competição, gerando uma indústria muitas vezes ineficiente.
* Consumo vs. Investimento: Durante o boom das commodities mencionado, o Brasil optou por expandir o crédito e o consumo interno. Foi eficaz para tirar milhões da pobreza imediata, mas não alterou a "fábrica" do país. Não houve o salto educacional tecnológico que a Irlanda ou o Vietnã priorizaram.
* O Custo da Polarização: Sua observação sobre o debate focado no "acessório" é precisa. Enquanto discutimos pautas de costumes ou vinganças políticas, perdemos a janela da Nova Industrialização Ganhosa (baseada em transição energética e inteligência artificial), onde o Brasil teria vantagens comparativas brutais.
A pergunta de Vargas Llosa, "¿En qué momento se havia jodido el Perú?", adaptada para o Brasil, sugere que não foi um único momento, mas uma sucessão de escolhas pelo curto prazo.
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