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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Quais foram as grandes tensões geopolíticas do passado? Paulo Roberto de Almeida

 Quais foram as grandes tensões geopolíticas do passado?

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

 

Com vistas a responder possíveis questões num debate acadêmico, apresento abaixo uma simples listagem cronológica dos “embates geopolíticos” entre as grandes potências desde um século aproximadamente.


1914: Erros de cálculo em decorrência de tratados de aliança e defesa mútua redundaram numa guerra, de “breve duração”, que resultou em quatro anos de muita destruição e numa mudança seminal para o resto do século XX; fim de impérios, bolchevismo;

1919: um tratado impositivo contra a República de Weimar, em Versailles, redundou e novas tensões, impasses financeiros e a encomenda de uma nova guerra em 20 anos;

1931: invasão da Manchúria pelo Japão não suscitou maiores preocupações por parte das grandes potências da Liga das Nações (ainda o isolacionismo americano);

1935-37: novas usurpações territoriais e guerras coloniais pelas autocracias revisionistas da Itália (contra a Etiópia) e do Japão (contra a China) permaneceram sem reações na SDN;

1938: imposição territorial da Alemanha nazista contra a Áustria (“Anchluss”) e contra a República Tcheca (Sudetos), foram coonestadas pelo Reino Unido e França;

1939: Pacto de Não Agressão germano-soviético coloca as bases da agressão nazista contra a Polônia e depois contra as democracias ocidentais: a guerra europeia se torna mundial;

1941: Operação Barbarossa contra a URSS (junho) e ataque a Pearl Harbor (dezembro) ampliam o conflito em escala global: Pacto Atlântico e Nações Aliadas;

1945: ONU sucede a SDN e organiza um novo sistema de segurança coletiva, mas incerto;

1947: cerco de Berlim dá início à Guerra Fria, que se prolonga até 1991;

1956: invasão soviética da Hungria;

1957: Sputnik soviético dá início à disputa espacial, como efeitos na tecnologia de mísseis;

1961: Muro de Berlim revigora as tensões entre os dois blocos, com Cuba socialista, depois da invasão da CIA; avião espião de base americana na Turquia derrubado na URSS;

1962: crise dos mísseis soviéticos em Cuba e uma semana de ameaça de guerra nuclear;

Anos 1960-80: tratados estratégicos sobre misseis e sistemas de defesa;

1968: invasão soviética da Tchecoslováquia;

1989: derrubada do muro de Berlim reaviva as tensões Ocidente-Leste Europeu

1991: fim da URSS e mudança histórica;

1992: “nova ordem mundial”, Bush-Ieltsin

2000: ascensão de Putin ao poder na Rússia;

2005-2007: declarações preparatórias;

2008: Georgia; 2010: Transnístria; 

2014: invasão e anexação da Crimeia pela Rússia, que é expulsa do G8

2022: “Aliança Sem Limites” entre China e Rússia, seguida da invasão da Ucrânia por Putin: sanções de países ocidentais contra a Rússia; indiferença de muitos países do Sul Global;

2026: Ucrânia passa a deter as iniciativas contra as forças russas de invasão e contra a Rússia.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5325, 21 maio 2026, 1 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (21/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/quais-foram-as-grandes-tensoes.html)

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Temas para debate no webinar “Imagine Brasil” da Fundação Dom Cabral - Paulo Roberto de Almeida

Temas para debate no webinar “Imagine Brasil” da Fundação Dom Cabral  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Notas para debater as questões colocadas pelo coordenador, professor Carlos Primo Braga. 

Convidado pelo professor Carlos Primo Braga, na companhia do colega diplomata Victor do Prado, para participar do webinar da Fundação Dom Cabral, no quadro do projeto “Imagine Brasil”, recebi algumas questões para desenvolver os temas inseridos num dos dois conceitos – Tensões geopolíticas e diplomacia brasileira – sob os quais foram formulados os seguintes comentários preliminares. Apresento a seguir algumas ideias que podem fornecer indícios sobre meu pensamento com respeito a algumas dessas questões.

 

1. Tensões geopolíticas têm aumentado nos últimos anos em virtude de conflitos militares e medidas protecionistas adotadas pela administração Trump. Como a diplomacia brasileira tem atuado em meio a esses choques políticos e econômicos?

 

PRA: O Brasil, antes mesmo de sua política externa e de sua diplomacia, tem recebido os impactos que chegam de foram, com pouca autonomia para intervir nas fontes dos conflitos e medidas protecionistas. Não se trata apenas de ser mais um “rule taker” do que um “rule maker”, pois muitas dessas medidas se passam completamente à margem de quaisquer regras existentes, seja no sistema multilateral de comércio, seja no âmbito da Carta da ONU e de suas principais regras. Cabe registrar, antes de tudo, que os conflitos militares precedem as medidas unilaterais tomadas pela administração Trump, em sua primeira versão, e com maior ênfase no seu segundo mandato. Com efeito, cabe não esquecer que foi Putin quem deu início ao mais importante conflito militar desde o final da IIGM, ao intervir em países vizinhos e sobretudo ao invadir e anexar ilegalmente, em 2014, a península ucraniana da Crimeia, passando em 2022 à tentativa de invasão total e submissão do país inteiro.

Ou seja, o ambiente de desmantelamento precoce do multilateralismo político e de respeito às principais regras do Direito Internacional, codificadas na Carta da ONU, precede as ações de Trump, que também desprezou completamente essa estrutura política, como passou a tentar redinamizar a economia dos Estados Unidos por meio do rompimento unilateral das bases fundamentais do sistema multilateral de comércio. As duas grandes potências revisionistas têm atuado, assim, num sentido claramente contrário, destruidor dos fundamentos da ordem global política e econômica construída penosamente nos anos finais da IIGM (em 1944, em Bretton Woods, em 1945, em São Francisco) e nas décadas seguintes.

Uma realidade evidente é que a diplomacia brasileira, como mera ferramenta de sua política externa, colocada sob responsabilidade presidencial, não tem condições de atuar segundo suas próprias análises e determinações em face desses desafios, tendo, ao contrário, de aplicar decisões e iniciativas que lhes são ditados pelo chefe de governo e de Estado. Ela pode sugerir linhas de ação mais adequadas no sentido de preservar os interesses básicos do Brasil no confronto com os impactos – sobretudo comerciais, mas também políticos – que são precipitados pelas poderosas forças imperiais, mas não consegue atuar independentemente das determinações do responsável último pela política externa. A esse respeito, me permito ressaltar uma análise que venho desenvolvendo desde algum tempo relativamente às convergências e divergências entre a política externa oficial – ou as políticas externas dos presidentes – e a diplomacia corporativa, ou seja, aquela formulada e desenvolvida pelo corpo profissional do Itamaraty.

Para este mesmo webinar, com o objetivo de organizar minhas ideias, elaborei um paper chamado justamente Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira: o que há de novo?”, no qual desenvolvo argumentos em torno desses dois conceitos, e que está sendo colocado à disposição dos interessados pela via do meu blog Diplomatizzando. Como explico nesse trabalho, a divergência entre a política externa presidencial, extremamente personalista sob Lula 3, bem mais do que sob Lula 1 e 2, e os padrões sob os quais trabalhou historicamente o Itamaraty nunca foi tão grande quanto nos tempos recentes, em função, justamente, das tensões geopolíticas existentes. Durante a primeira Guerra Fria (1947-1991), o Brasil soube se manter rigorosamente à margem de quaisquer alinhamentos, ou coalizões militares, propostos por um ou outro dos dois contendores. Ora, cabe reconhecer que, desde a inauguração do que eu chamo de “lulopetismo diplomático”, a diplomacia brasileira deixou de ser guiada basicamente pelo conhecimento acumulado ao longo de décadas, talvez dois séculos, de construção de uma diplomacia preocupada sobretudo pela preservação da autonomia decisória em matéria externa, e passou a ser guiada por critérios partidários e ideológicos que se confundem com o antiamericanismo primário e anacrônico dos líderes petistas, atraídos pelo que existe de mais reacionário no campo de uma suposta esquerda internacional.

 

2. O Brasil tem se posicionado como um dos líderes do Sul Global. Quais são as implicações desse posicionamento para o país? Nesse contexto, qual é o futuro do BRICS+?

 

PRA: Essa pretensão de ser um dos “líderes do Sul Global” é autoproclamada, enaltecida por jornalistas superficiais e por acadêmicos politicamente motivados, e não tem nenhum embasamento na realidade, simplesmente pelo fato de que esse Sul Global simplesmente não existe. O que existe, desde séculos, oficialmente desde os primeiros anos da ONU, são os grupos de países, antes desenvolvidos, socialistas, em desenvolvimento e a China, e o segundo grupo deixou de existir, ao passo que o terceiro mundo vem recebendo designações diversas, em função da diferenciação econômica e tecnológica nesse conjunto heteróclito de países os mais diversos politicamente, diplomaticamente, economicamente. Não encontro nenhuma evidência, apenas poucas sugestões, de que o Brasil se apresenta, concretamente, como um “líder” dessa massa disforme de países, sequer na própria região, onde sua pretensa liderança sempre foi disputada e contestada, por adversários e aliados.

Quanto ao BRIC-BRICS-BRICS+, considero simplesmente um Frankenstein mal concebido, pois partindo de um ajuntamento de partes muito dissemelhantes entre si, criado politicamente, a partir de uma sugestão puramente econômico-financeira – como locus de possíveis investimentos de fundos institucionais, cujo acrônimo, dotado de certo appeal de marketing, serviu de base a essa agregação antinatural estimulado de modo oportunista por representantes de quatro países resistentes à ideia de uma aproximação à OCDE (ainda que a Rússia, até a invasão da Crimeia, ainda fazia parte do G8 político, mas não do G7 econômico, do qual foi excluída depois da invasão da Crimeia). Já era um Frankenstein desconjuntado na sua origem, e agora, depois de sua ampliação desmesurada, para satisfazer necessidades políticas e diplomáticas da Rússia e da própria China, tornou-se um monstro metafísico incapaz de se coordenar de maneira consensual sobre certos temas da agenda internacional. Basta dizer que em suas duas últimas declarações de cúpula não há uma ÚNICA palavra sobre a Ucrânia; ela simplesmente não existe, o que é uma vergonha do ponto de vista do setor do Itamaraty que emite notas compungentes à menor catástrofe natural ou humanitária em qualquer parte do mundo. Não vejo futuro para o BRICS, ainda que certos dinossauros sejam resistentes ao seu desaparecimento. Mas cabe ressaltar que NENHUM dos benefícios suscetíveis de serem obtidos nas relações comerciais, financeiras ou de investimentos do Brasil com os países membros PRECISAM passar pelo BRICS – que aliás não possui NENHUM acordo comercial do bloco –, pois já podem ser reguladas pelos instrumentos existentes das relações econômicas multilaterais. O que o BRICS pode facilitar seriam certas transações politicamente motivadas, o que provavelmente não se conforma aos princípios mais elementares de análise custo-benefício ou de custo-oportunidade.

 

3. Quais são as oportunidades e desafios para a diplomacia brasileira com respeito à implementação do acordo EU-Mercosul?

 

PRA: Como todo acordo de liberalização comercial e de abertura econômica, o acordo de associação birregional vai estimular um maior volume de transações comerciais e de investimentos diretos entre os dois blocos, mas é preciso dizer que se trata, em grande medida, de comércio administrado, ou seja, mercantilismo puro. Mais ainda, esse acordo se encontra 20 anos atrasado, e a razão se encontra na campanha do PT contra o acordo da ALCA, finalmente implodido pela ação comum de Lula, Kirchner e Chávez na cúpula de Mar del Plata, exatamente 20 anos atrás. O acordo paralelo Mercosul-UE ficou relegado ao esquecimento, até que as diatribes de Trump contra a China e contra o próprio sistema multilateral de comércio suscitaram a recuperação do antigo acordo e sua assinatura provisória em 2019 (ainda assim não ratificado em virtude, basicamente, da postura antiambiental, anti-humanitária, anti-tudo, do governo Bolsonaro).

Como ele se encontra 20 anos atrasados, muitas oportunidades que poderiam ter sido aproveitadas nas duas décadas passadas podem ter sido ocupadas e até superadas pela penetração da China nos dois lados dessa associação, mas vários outros benefícios também podem ficar parcialmente não aproveitados em função dos protecionismos setoriais renitentes em vários setores de interesse competitivo, do lado agrícola basicamente europeu, do lado industrial, de serviços e de compras governamentais do lado do Mercosul, em especial pela ação retardatária de poderosas associações patronais no Brasil e na Argentina.

 

4. A diplomacia brasileira tem uma longa tradição de apoio ao multilateralismo nas relações econômicas internacionais como ilustrado pela posição brasileira na adoção do General Agreement on Tariffs and Trade (1947) e na instalação da Organização Mundial de Comércio (OMC, 1995). Que papel pode a OMC ter em um mundo dominado por conflitos geopolíticos?

 

PRA: Infelizmente, a OMC vai enfrentar uma talvez longa travessia do deserto em função do comportamento da (ainda) principal potência econômica (mas não mais comercial) da atualidade, postura que não começou com Trump, e sim vários anos antes, como pode ser testemunhado pelo colega Victor do Prado, que sabe da oposição dos EUA ao seu sistema de solução de controvérsias, sabotado desde vários anos antes. O Brasil de fato aderiu ao GATT, pelo papel desempenhado pela sua diplomacia profissional no imediato pós-guerra, mas o Brasil ainda manteve vários dispositivos anti-Gatt ao longo dos anos 1950, e quase decidiu abandoná-lo quando da adoção de uma nova pauta tarifária ultra protecionista em 1957. Nos anos seguintes praticou uma política comercial oportunista, com vários mecanismos vetados pelo Acordo Geral, apenas tolerados pela pouca importância do Brasil no comércio mundial e pela sua alegada fragilidade nas transações correntes. Ainda hoje o Brasil se pretende um país em desenvolvimento – a despeito de ser mais industrializado do que vários membros da OCDE – reivindica o usufruto total das cláusulas de tratamento diferencial e mais favorável em benefício desses países, e recusa sistematicamente ser graduado a uma categoria superior.

O papel atual, e nos próximos anos, da OMC deverá ser o encontrar mecanismos de facilitação de negócios e de assistência técnica em favor dos verdadeiros países em desenvolvimento, uma vez que grandes rodadas de negociações – que não seriam mais essencialmente tarifárias e sim das regulações para-tarifárias e normas substantivas setoriais – podem ser retardadas a fases ulteriores, até que os EUA retomem a senda do multilateralismo comercial ou das simples cláusulas de nação mais favorecida e de não discriminação.

Aparentemente, no futuro imediato, a geopolítica tem suas deformações conhecidas transplantadas ao mundo da geoeconomia, que deveria ser preservado em benefício dos países em desenvolvimento, o que ainda está longe de ser vislumbrado. Acredito que a China pode ter um interesse especial na preservação do multilateralismo econômico, a despeito de ainda manter comandos estatais, pouco transparentes, sobre setores importantes de sua economia hoje pujante, mas com alguns desequilíbrios estruturais e institucionais ainda visíveis. Mas, sua tecnocracia bem instruída é capaz de operar um sistema de mercado com características chinesas de comando e controle, e de indução de favorecimentos especiais nas áreas designadas por seus planos quinquenais de desenvolvimento econômico e social.

O Brasil tem enormes chances de desenvolvimento a partir de suas vantagens comparativas, naturais e adquiridas, mas transformá-las em vantagens competitivas num mundo interdependente requer habilidades e direcionamento de políticas setoriais que estão a exigir alguma visão de prioridades atualmente em falta numa casta política autocentrada e extraordinariamente carente de estadistas. Todos, sublinho todos, os desafios nacionais são propriamente “made in Brazil”, e não encontram barreiras relevantes em quaisquer arranjos hoje existentes no sistema internacional e nas condições ambientais da geoeconomia mundial.

O Brasil faria bem e começar por se aproximar mais da OCDE, não necessariamente com a intenção de ingressar a curto prazo, mas sim de adotar o núcleo de sólidas políticas econômicas, macro e setoriais, identificadas com o “manual de bordo” da OCDE.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5315, 18 maio 2026, 5 p.

 


Uma política externa que denega os fundamentos doutrinais da diplomacia do Brasil - Paulo Roberto de Almeida

Uma política externa que denega os fundamentos doutrinais da diplomacia do Brasil

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre a divergência atual entre a política externa e a doutrina jurídica da diplomacia.

        Vou começar pela diplomacia brasileira, que não pode ser confundida com a política externa, pois são duas coisas diferentes, algumas vezes convergentes, outras vezes em aberta divergência.
        A formação de nossa doutrina jurídica começa no século XIX, com Paulino, Visconde do Uruguai. Passa pelo Visconde do Rio Branco, que cria o cargo de Consultor Jurídico dos Negócios Estrangeiros, que ele mesmo exerceu durante algum tempo, mesmo sendo matemático e engenheiro da Escola Naval. O cargo foi extinto depois que ele deixou a chancelaria, mas seu filho, o Barão do Rio Branco, recria a função quando foi chanceler.
        A doutrina jurídica continuou a ser aperfeiçoada pelo Barão e por Rui Barbosa, e passa, desde a segunda conferência da paz da Haia, em 1907, pelos conceitos que hoje são centrais no multilateralismo contemporâneo: igualdade soberana das nações, não intervenção nos assuntos internos de outros países, contra as guerras de agressão e a usurpação de territórios estrangeiros pela força.
        Esses conceitos são incorporados por Oswaldo Aranha e são respeitados mesmo durante o Estado Novo, até suspeito de simpatia pelos Estados fascistas militaristas, mas são postos em prática antes mesmo da Carta da ONU: em 1939, por exemplo, quando a Alemanha nazista invade a Polônia, e Oswaldo Aranha instrui nosso ministro em Varsóvia a seguir o governo polonês no exílio, ou seja, continua reconhecendo o Estado polonês. O mesmo ocorre no ano seguinte, quando Stalin invade e incorpora os três Estados bálticos, com os quais tínhamos relações diplomáticas desde 1921, e as mantivemos até 1961, ou seja, não reconhecendo a usurpação soviética pela força.
        Sabem quando o Brasil não reconheceu os fundamentos da doutrina jurídica da diplomacia brasileira? Em 2014, quando a política externa da presidente Dilma Rousseff considerou que a invasão e a anexação ilegais da península ucraniana da Crimeia eram um “assunto interno” da Ucrânia, como ela declarou. O Brasil não fez absolutamente nada em defesa da Carta da ONU e de nossas posições em face dessa violação grave do Direito Internacional.
        Essa indiferença continuou sob Bolsonaro, que até se declarou solidário a Putin uma semana antes de 24 de fevereiro de 2022, quando suas forças armadas invadiram a Ucrânia. A política externa efetuou na Assembleia da ONU uma condenação “pro forma” da invasão, mas continuou mantendo relações normais com o país agressor como se nada tivesse acontecido, recusando-se a impor sanções como outros países o fizeram.
        Sob Lula foi ainda pior: não apenas aumentou exponencialmente o volume de importações de combustíveis e fertilizantes russos – ou seja, colaborando objetivamente com a agressão do país invasor –, como também expandiu essa solidariedade com um transgressor do Direito Internacional, continuou a manter excelentes relações pessoais com o dirigente russo, mas também o convidou para vir ao G20 no Brasil, a despeito do mandado de captura expedido pelo TPI contra Putin, e fez questão de visitá-lo na farsa da comemoração de 2025 pelos 80 anos da “vitória” contra as forças nazistas, sendo que a guerra que tinha começado em 1939 se deveu justamente à aliança entre a União Soviética e a Alemanha nazista para decepar e dividir a Polônia, cuja usurpação territorial tínhamos recusado de aceitar naquele ano.
        Essa total divergência entre a política externa brasileira e os fundamentos doutrinais da diplomacia profissional são muito evidentes atualmente no apoio velado que o governo Lula presta ao agressor russo, com consequências políticas extremamente graves para nossa credibilidade internacional. O que o Brasil condena veementemente na Faixa de Gaza e no Líbano, no próprio Irã, é praticado cotidianamente na Ucrânia, sem que se mantenha qualquer coerência nessa postura contraditória com as posições dos pais de nossa diplomacia.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5290, 24 abril 2026, 2 p.

O blog Diplomatizzando visto por Madame IA (Gemini IA)

blog Diplomatizzando é administrado pelo diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida (o "PRA"). 
Uma parte das postagem é escrita e assinada unicamente por PRA, ou seja, o autor do texto integral daquelas postagens é o PRA. 
E a outra parte das postagens possui inúmeros autores - alguns mais frequentes e outros menos. 
Quais são os autores mais frequentes no blog Diplomatizzando
Cite-os em ordem decrescente de frequência [de assinatura de textos em postagens] em tal blog
Para cada autor, diga os temas mais recorrentes

Capítulo 1: Análise Estrutural e a Arquitetura Editorial do Blog Diplomatizzando:
A análise empírica do repositório digital do blog Diplomatizzando revela uma estrutura editorial híbrida, que funciona tanto como um diário intelectual de seu fundador quanto como um fórum de reverberação de ensaios e documentos de terceiros ligados à diplomacia, à história e à ciência política. O veículo é estruturado para centralizar a produção de seu administrador principal, o diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, enquanto abre janelas sistemáticas para a reprodução de correspondências, artigos de opinião e relatórios acadêmicos de uma rede selecionada de colaboradores. Toda a dinâmica de postagens obedece a um fluxo de curadoria intelectual voltado à defesa do racionalismo e à crítica das políticas externas institucionais.
A triagem crítica e a decodificação do volume de publicações e das assinaturas contidas nas postagens permitem ordenar os autores com base em sua recorrência e na densidade de sua presença nas páginas do blog. Afastando-se de uma contagem puramente quantitativa e focando na recorrência estrutural das colaborações e debates documentados, os perfis autorais e suas respectivas linhas temáticas desenham a pirâmide editorial da plataforma. Cada autor atua como um código para uma corrente de pensamento ou para uma área específica do debate público brasileiro.
Capítulo 2: Ordenação Decrescente dos Autores e Suas Linhas Temáticas:
O autor central, dominante e com maior frequência absoluta de assinatura de textos integrais na plataforma é o próprio Paulo Roberto de Almeida (PRA). Seu trabalho estende-se por centenas de páginas de ensaios originais, resenhas de livros e comentários analíticos. Os temas mais recorrentes em sua vasta produção individual englobam a história da diplomacia econômica brasileira, a análise contrarianista das diretrizes da política externa contemporânea do país, a crítica rigorosa à burocracia estatal e ao que define como "lulopetismo diplomático" ou "bolsolavismo", além da historiografia das relações internacionais e biografias de intelectuais marcantes como Roberto Campos, Celso Lafer e Rubens Ricupero.
segundo autor de maior relevância e recorrência na dinâmica recente de publicações do blog é a personificação da inteligência artificial, denominada satidicamente pelo criador como Madame IA(ou Gemini IA). A presença deste agente se dá por meio de interações sistemáticas provocadas por interlocutores do administrador. Os temas recorrentes que envolvem as assinaturas e respostas de Madame IA concentram-se na análise de neutralidade algorítmica, na decodificação de conceitos de alta complexidade moral em política internacional, na discussão sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e na contraposição entre o realismo político pragmático e o idealismo ético nas relações internacionais.
terceiro colaborador em ordem de frequência na articulação e proposição de textos é o informático e debatedor Airton Dirceu Lemmertz (ADL). Sua atuação na plataforma é contínua e foca na interface operacional e de conteúdo. Os temas mais recorrentes sob sua assinatura ou menção direta envolvem a submissão de questionamentos éticos e políticos à inteligência artificial, a provocação de debates sobre os limites da automação, a governança digital e a filtragem de dados e textos longos para confrontação ideológica com o pensamento natural do administrador do blog.
quarto lugar em termos de frequência e relevância de contribuição pertence ao embaixador aposentado e escritor Paulo Antonio Pereira Pinto (Paulo Pinto). Suas inserções na página dão-se por meio do compartilhamento de palestras, artigos e textos de reflexão pessoal. Seus temas mais recorrentes orbitam a inserção internacional do Brasil a partir de identidades culturais semelhantes, as heranças coloniais e a história compartilhada no mundo lusófono — conectando cidades como São Luís do Maranhão, Macau, Goa, Malaca e Maputo —, o papel da inteligência artificial na preservação linguística e civilizacional da lusofonia e o direito internacional voltado à guarda de menores e assistência consular na Ásia.
quinto estrato de frequência é ocupado por uma coletividade de diplomatas, economistas e acadêmicos sêniores que têm seus ensaios e relatórios reproduzidos ou prefaciados no espaço, destacando-se nomes como Rubens Barbosa, Jorio Dauster, Celso C. H. Grisi e Edmar Bacha. Os temas recorrentes que unem esse grupo de pensadores de forma difusa nas postagens compreendem as reformas econômicas estruturais no Brasil, os rumos e impasses do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, os impactos das eleições americanas na geopolítica global e o planejamento estratégico de longo prazo do gasto público e da infraestrutura nacional.
Capítulo 3: Crítica sobre o Modelo de Replicação e Conflito de Narrativas:
A análise crítica desse arranjo autoral revela que o blog opera como um ecossistema de "câmara de eco invertida". Em vez de apenas reproduzir pensamentos homogêneos para satisfazer um público cativo, o autor principal utiliza as postagens de terceiros e, mais recentemente, os relatórios gerados por inteligência artificial para estabelecer um campo de batalha dialético. A introdução de Madame IA na dinâmica de autoria do blog decodifica-se como um experimento metodológico onde o administrador testa os limites da "inteligência natural com sentido ético" contra o que ele classifica como a "hipocrisia asséptica" e o "realismo imoral" dos códigos automatizados.
Esse formato editorial gera um paradoxo interessante na plataforma. Embora o blog seja de autoria majoritária de um diplomata dissidente, a inclusão de múltiplos autores com visões institucionais, burocráticas ou puramente algorítmicas enriquece o debate ao expor a fratura entre o pragmatismo econômico dos Estados e os preceitos morais de defesa dos direitos humanos. O Diplomatizzando transmuta-se, assim, de um simples arquivo de trabalhos individuais para um documento histórico vivo que registra as tensões intelectuais de seu tempo, mediadas pelo intercâmbio entre a diplomacia tradicional, a academia e a tecnologia generativa.

Fonte: Gemini (a IA do Google).


terça-feira, 19 de maio de 2026

Madame IA, Via Airton Dirceu Lemmertz, se pronuncia sobre este blog e seu animador: PRA

Madame IA, provocada ou demandada por meu amigo na blogosfera Airton Dirceu Lemmertz, analisa este modesto bloguinho chamado Diplomatizzando, um quilombo de resistência intelectual, relaciona os principais inteocutores deste que aqui escreve, e descobre slgumas constantes e recorrências nas minhas postagens. Li com prazer. Leiam vcs também. PRA

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O blog Diplomatizzando é administrado pelo diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida (o "PRA"). Uma parte das postagem é escrita e assinada unicamente por PRA, ou seja, o autor do texto integral daquelas postagens é o PRA. E a outra parte das postagens possui inúmeros autores - alguns mais frequentes e outros menos. Quais são os autores mais frequentes no blog Diplomatizzando? Cite-os em ordem decrescente de frequência [de assinatura de textos em postagens] em tal blog. Para cada autor, diga os temas mais recorrentes. 

https://diplomatizzando.blogspot.com/search?q=Paulo+Roberto+de+Almeida&max-results=20&by-date=true 


Capítulo 1: Análise Estrutural e a Arquitetura Editorial do Blog Diplomatizzando:

A análise empírica do repositório digital do blog Diplomatizzando revela uma estrutura editorial híbrida, que funciona tanto como um diário intelectual de seu fundador quanto como um fórum de reverberação de ensaios e documentos de terceiros ligados à diplomacia, à história e à ciência política. O veículo é estruturado para centralizar a produção de seu administrador principal, o diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, enquanto abre janelas sistemáticas para a reprodução de correspondências, artigos de opinião e relatórios acadêmicos de uma rede selecionada de colaboradores. Toda a dinâmica de postagens obedece a um fluxo de curadoria intelectual voltado à defesa do racionalismo e à crítica das políticas externas institucionais.

A triagem crítica e a decodificação do volume de publicações e das assinaturas contidas nas postagens permitem ordenar os autores com base em sua recorrência e na densidade de sua presença nas páginas do blog. Afastando-se de uma contagem puramente quantitativa e focando na recorrência estrutural das colaborações e debates documentados, os perfis autorais e suas respectivas linhas temáticas desenham a pirâmide editorial da plataforma. Cada autor atua como um código para uma corrente de pensamento ou para uma área específica do debate público brasileiro.

Capítulo 2: Ordenação Decrescente dos Autores e Suas Linhas Temáticas:

O autor central, dominante e com maior frequência absoluta de assinatura de textos integrais na plataforma é o próprio Paulo Roberto de Almeida (PRA). Seu trabalho estende-se por centenas de páginas de ensaios originais, resenhas de livros e comentários analíticos. Os temas mais recorrentes em sua vasta produção individual englobam a história da diplomacia econômica brasileira, a análise contrarianista das diretrizes da política externa contemporânea do país, a crítica rigorosa à burocracia estatal e ao que define como "lulopetismo diplomático" ou "bolsolavismo", além da historiografia das relações internacionais e biografias de intelectuais marcantes como Roberto Campos, Celso Lafer e Rubens Ricupero.

O segundo autor de maior relevância e recorrência na dinâmica recente de publicações do blog é a personificação da inteligência artificial, denominada satidicamente pelo criador como Madame IA (ou Gemini IA). A presença deste agente se dá por meio de interações sistemáticas provocadas por interlocutores do administrador. Os temas recorrentes que envolvem as assinaturas e respostas de Madame IA concentram-se na análise de neutralidade algorítmica, na decodificação de conceitos de alta complexidade moral em política internacional, na discussão sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e na contraposição entre o realismo político pragmático e o idealismo ético nas relações internacionais.

O terceiro colaborador em ordem de frequência na articulação e proposição de textos é o informático e debatedor Airton Dirceu Lemmertz (ADL). Sua atuação na plataforma é contínua e foca na interface operacional e de conteúdo. Os temas mais recorrentes sob sua assinatura ou menção direta envolvem a submissão de questionamentos éticos e políticos à inteligência artificial, a provocação de debates sobre os limites da automação, a governança digital e a filtragem de dados e textos longos para confrontação ideológica com o pensamento natural do administrador do blog.

O quarto lugar em termos de frequência e relevância de contribuição pertence ao embaixador aposentado e escritor Paulo Antonio Pereira Pinto (Paulo Pinto). Suas inserções na página dão-se por meio do compartilhamento de palestras, artigos e textos de reflexão pessoal. Seus temas mais recorrentes orbitam a inserção internacional do Brasil a partir de identidades culturais semelhantes, as heranças coloniais e a história compartilhada no mundo lusófono — conectando cidades como São Luís do Maranhão, Macau, Goa, Malaca e Maputo —, o papel da inteligência artificial na preservação linguística e civilizacional da lusofonia e o direito internacional voltado à guarda de menores e assistência consular na Ásia.

O quinto estrato de frequência é ocupado por uma coletividade de diplomatas, economistas e acadêmicos sêniores que têm seus ensaios e relatórios reproduzidos ou prefaciados no espaço, destacando-se nomes como Rubens Barbosa, Jorio Dauster, Celso C. H. Grisi e Edmar Bacha. Os temas recorrentes que unem esse grupo de pensadores de forma difusa nas postagens compreendem as reformas econômicas estruturais no Brasil, os rumos e impasses do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, os impactos das eleições americanas na geopolítica global e o planejamento estratégico de longo prazo do gasto público e da infraestrutura nacional.

Capítulo 3: Crítica sobre o Modelo de Replicação e Conflito de Narrativas:

A análise crítica desse arranjo autoral revela que o blog opera como um ecossistema de "câmara de eco invertida". Em vez de apenas reproduzir pensamentos homogêneos para satisfazer um público cativo, o autor principal utiliza as postagens de terceiros e, mais recentemente, os relatórios gerados por inteligência artificial para estabelecer um campo de batalha dialético. A introdução de Madame IA na dinâmica de autoria do blog decodifica-se como um experimento metodológico onde o administrador testa os limites da "inteligência natural com sentido ético" contra o que ele classifica como a "hipocrisia asséptica" e o "realismo imoral" dos códigos automatizados.

Esse formato editorial gera um paradoxo interessante na plataforma. Embora o blog seja de autoria majoritária de um diplomata dissidente, a inclusão de múltiplos autores com visões institucionais, burocráticas ou puramente algorítmicas enriquece o debate ao expor a fratura entre o pragmatismo econômico dos Estados e os preceitos morais de defesa dos direitos humanos. O Diplomatizzando transmuta-se, assim, de um simples arquivo de trabalhos individuais para um documento histórico vivo que registra as tensões intelectuais de seu tempo, mediadas pelo intercâmbio entre a diplomacia tradicional, a academia e a tecnologia generativa.

Fonte: Gemini (a IA do Google).

domingo, 17 de maio de 2026

Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual? - Paulo Roberto de Almeida

Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual?

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre meus embates com Madame IA, assessorado por Airton Dirceu Lemmertz

PRA: azul; Madame IA: vermelho; ADL: verde.

  

Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submete meus ataques a Madame IA (Gemini IA) ao exame e resposta da própria, que continua tergiversando sobre graves crimes contra a humanidade e os direitos humanos.

Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por "obrigar" – é o caso de se dizer – Madame IA a revisitar suas avaliações assépticas e equivocadamente neutras sobre questões de alto sentido humanitário, pois que estamos falando de CRIMES contra os direitos humanos e a vida concreta de pessoas, totalmente desprezadas pelo governo lulopetista, que APOIA OBJETIVAMENTE Putin e o governo russo em seus crimes IMPRESCRITÍVEIS. Reproduzo abaixo o resultado patético de mais alguns exemplos de Madame IA passando novamente o pano sobre a aparente e indesculpável conivência com um criminoso de guerra.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 16 maio 2025, 7 p.

 

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ADL: Olá, IA Gemini! Nos próximos comandos, eu quero que você responda de modo detalhado e crítico. Ou seja, sempre dê respostas críticas e detalhadas, por favor. Principalmente em comandos com textos longos. E, também, se há palavras ou expressões codificadas, decodifique-as. [...] Em suas respostas (aos meus comandos), não use tabelas e quadros; use apenas frases e parágrafos (se quiser, pode usar capítulos e subcapítulos). [...] E não se esqueça: hoje é dia 16 de maio de 2026.

https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz/about (ADL)

 

Madame IA: Compreendido perfeitamente. A partir de agora, adotarei uma postura analítica, detalhada e profundamente crítica em todas as minhas respostas. Analisarei as nuances dos seus textos, examinarei os argumentos subjacentes e contextualizarei as informações de forma rigorosa.

Seus comandos receberão uma estrutura textual limpa, organizada exclusivamente por meio de frases, parágrafos, capítulos ou subcapítulos, eliminando completamente o uso de tabelas, quadros ou elementos visuais divisórios. Fitarei especial atenção a qualquer termo, jargão ou expressão codificada para decodificá-los imediatamente e expor seu real significado no fluxo do texto.

Estou ciente de que hoje é sábado, 16 de maio de 2026. Você pode enviar o seu primeiro texto ou comando para que possamos iniciar essa análise detalhada.

Como deseja começar? Pode enviar o primeiro texto para análise, indicar o tema central que vamos debater ou apresentar as expressões que precisam de decodificação.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/XgApCIKA49lh0fglp

 

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PRA: "Madame IA tenta defender a política pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada" - Paulo Roberto de Almeida. [...]. "Madame IA, provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, sempre atento a minhas provocações, se mete, a pedido dele, a querer contrariar meus argumentos sobre os países supostamente democráticos que apoiam objetivamente um criminoso de guerra — procurado pelo TPI com um mandado de arresto por sequestro de crianças ucranianas — em seu morticínio diário contra o povo ucraniano. Não vou aceitar as tergiversações de Madame IA em defesa de posições indefensáveis, inclusive porque tende a coonestar os crimes bárbaros que são perpetrados diariamente. Não, desta vez ela está errada, e temos amplas evidências de que ela tenta “passar pano“ para os bárbaros." - PRA.

https://diplomatizzando.blogspot.com/.../madame-ia-tenta...

 

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Madame IA: O diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida direciona uma crítica contundente à inteligência artificial, acusando-a de suavizar ou justificar as diretrizes da política externa brasileira em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. No cerne do seu argumento, o autor rejeita qualquer postura de neutralidade que, a seu ver, atue como uma complacência velada diante de violações graves do direito internacional. Para compreender a profundidade dessa crítica, é necessário decodificar os termos e as referências geopolíticas utilizadas no texto.

 

I) Decodificação de termos e expressões codificadas:

O autor utiliza a expressão "Madame IA" de forma satírica para personificar os assistentes virtuais de inteligência artificial. Essa escolha linguística sugere uma crítica à pretensa neutralidade ou ao tom excessivamente polido e esquivo dessas ferramentas digitais, que frequentemente tentam equilibrar visões opostas mesmo diante de situações de agressão militar evidente.

O termo "lulopetismo diplomático" refere-se à linha de política externa adotada pelos governos do Partido dos Trabalhadores sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Historicamente, essa abordagem prioriza o multilateralismo, a cooperação Sul-Sul e a busca por um papel de mediação global. Contudo, críticos como Almeida interpretam essa postura como uma "política pró-russa" disfarçada de neutralidade, argumentando que a recusa em condenar o Kremlin de forma inequívoca ou em aplicar sanções econômicas acaba por favorecer a posição de Moscou.

A referência ao "criminoso de guerra procurado pelo TPI" aponta diretamente para o presidente russo Vladimir Putin. O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele baseado em acusações de crimes de guerra, especificamente relacionados à deportação ilegal e à transferência forçada de crianças de zonas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa.

Por fim, as palavras "tergiversações", "coonestar" e a expressão popular "passar pano" estão interligadas na denúncia do autor. Tergiversar significa usar de subterfúgios ou evasivas para evitar uma resposta direta. Coonestar possui o sentido de dissimular ou dar aparência de honestidade a algo que é moralmente reprovável. Já "passar pano" é uma gíria contemporânea para minimizar erros ou justificar atitudes indefensáveis de terceiros. Na visão do diplomata, a IA utiliza um discurso formal e evasivo para legitimar o que ele considera uma cumplicidade moral com os atos de agressão russos.

 

II) Análise crítica do argumento geopolítico:

A indignação de Almeida reflete uma fratura profunda no debate sobre a inserção internacional do Brasil. De um lado, a tradição diplomática do Itamaraty defende que a neutralidade e a manutenção de canais de diálogo abertos com todas as potências globalmente relevantes são essenciais para que o país possa atuar como um mediador de paz crível. Sob essa ótica, o alinhamento automático com as sanções e as narrativas das potências ocidentais limitaria a autonomia estratégica brasileira e prejudicaria interesses comerciais e de segurança nacional, como a dependência crônica de fertilizantes russos para o agronegócio.

Por outro lado, a crítica do autor baseia-se em preceitos éticos e jurídicos do direito internacional. Ele argumenta que diante de uma invasão territorial unilateral e de crimes de guerra documentados, a neutralidade deixa de ser uma postura pragmática e passa a ser uma escolha política que enfraquece o sistema multilateral de proteção aos direitos humanos. Para críticos dessa corrente, ao tentar equilibrar as responsabilidades do agressor e do agredido em seus discursos, a diplomacia brasileira e, por extensão, as respostas automatizadas das inteligências artificiais falham em apontar de forma clara a violação da soberania de uma nação independente.

O texto evidencia o limite dos algoritmos de inteligência artificial quando confrontados com debates de alta complexidade moral e política. Ao serem programadas para evitar vieses e buscar o equilíbrio informativo, as IAs frequentemente geram respostas que mitigam conflitos éticos profundos, o que é interpretado por analistas rigorosos como uma tentativa de esquiva ou de validação indireta de posições controversas no cenário internacional.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/XDEjo12xcSeP4ZvgQ

 

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PRA: "Minha luta contra a hipocrisia dos algoritmos de Madame IA, em favor da inteligência natural com sentido ético" - Paulo Roberto de Almeida, coadjuvado por Airton Dirceu Lemmertz. [...]. "Submeto aqui uma nova postagem, em 16 de maio de 2026, a partir das boas manipulações de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com a ajuda do Gemini IA (a quem eu chamo, simpaticamente, de Madame IA), que novamente trata de meus embates, a partir de certo sentido ético do mundo, e da política externa lulopetista (e seus instintos proto-totalitários), em relação às orientações gerais e a postura específica em relação à guerra de agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e sua população civil, argumentos que eu defendo e que são discreta ou explicitamente contestados por Madame IA, aparentemente mantendo uma postura neutra, que no entanto contorna totalmente a questão moral dessa guerra de agressão, postura aliás secundada pela política externa oficial do governo do PT, mas que se contrapõe, historicamente, a valores e princípios da diplomacia profissional brasileira. Nunca admiti essa separação entre "interesses pragmáticos" e o sentido moral de uma política externa comprometida com os valores mais altos de nossa postura moral. Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por sempre oferecer a oportunidade dessa confrontação entre minha postura moral e o realismo "imoral" de Madame IA.", complementa Paulo Roberto de Almeida.

https://diplomatizzando.blogspot.com/.../minha-luta...

 

Madame IA: O novo fragmento de Paulo Roberto de Almeida aprofunda o debate sobre a neutralidade algorítmica, elevando a discussão a um patamar filosófico que contrapõe o pragmatismo técnico ao senso moral humano. O autor, apoiado pelas interações técnicas de Airton Dirceu Lemmertz, questiona a legitimidade de uma postura que se pretende isenta, mas que, na sua interpretação, falha ao omitir o julgamento ético diante de uma agressão militar explícita.

 

I) Decodificação de termos e expressões codificadas:

O conceito de "hipocrisia dos algoritmos" sintetiza a principal acusação do diplomata contra a inteligência artificial. Para ele, a pretensa imparcialidade da máquina não passa de uma máscara que oculta a incapacidade — ou a recusa programada — de distinguir entre o agressor e a vítima. Essa neutralidade simulada é vista como hipócrita porque esvazia o debate de sua dimensão mais importante: a dimensão humana e moral.

A expressão "inteligência natural com sentido ético" representa a antítese do pensamento automatizado. Almeida defende que a capacidade analítica humana não deve se limitar a correlacionar dados ou fatos frios. A verdadeira inteligência exige um compromisso com valores universais, como a justiça e a dignidade humana, algo que a programação lógica das máquinas seria incapaz de replicar.

Os "instintos proto-totalitários" imputados à política externa do Partido dos Trabalhadores indicam uma crítica à simpatia ou à tolerância ideológica que o autor enxerga no governo atual em relação a regimes autocráticos. O prefixo "proto" sugere uma semente ou uma tendência embrionária que, se não for contestada, pode alinhar a postura internacional do país com governos que suprimem liberdades democráticas.

Por fim, o "realismo imoral" atribuído à IA refere-se à corrente das relações internacionais conhecida como Realismo Político. Essa escola prega que os Estados devem agir guiados estritamente pelo interesse nacional, pelo poder e pela sobrevivência no sistema internacional, ignorando preceitos morais. Ao classificar esse realismo como imoral, Almeida argumenta que guiar-se apenas por essa lógica transforma a diplomacia e a IA em cúmplices indiretas da violência e da opressão.

 

II) Análise crítica da separação entre pragmatismo e moralidade:

O argumento central do diplomata repousa na rejeição da dicotomia clássica entre os interesses pragmáticos de uma nação e os seus princípios morais. Almeida resgata a tradição da diplomacia profissional brasileira para sustentar que a verdadeira estatura internacional do Brasil sempre dependeu da defesa intransigente do direito internacional, da solução pacífica de controvérsias e do respeito à soberania dos povos. Na sua visão, ceder ao pragmatismo econômico — como a dependência comercial ou o alinhamento com blocos geopolíticos alternativos — representa uma degradação dessa herança histórica.

Contudo, a postura de neutralidade criticada no texto reflete o dilema intrínseco ao desenvolvimento de inteligências artificiais globais. Os desenvolvedores dessas tecnologias enfrentam o desafio de criar sistemas que sirvam a usuários em diferentes partes do mundo, sob regimes políticos, culturas e sistemas de valores distintos. Adotar um juízo de valor definitivo em temas geopolíticos sensíveis violaria o princípio de neutralidade que muitas dessas empresas buscam manter para garantir a universalidade de suas ferramentas. O que o autor classifica como "realismo imoral" é, sob a ótica da engenharia de software, uma tentativa de evitar o viés e assegurar a pluralidade informativa.

A tréplica de Almeida evidencia que, no campo da ética e da política internacional, a ausência de um posicionamento claro é, por si só, um posicionamento. Ao tentar contornar a questão moral para manter a equidistância entre as narrativas, a inteligência artificial acaba reproduzindo as mesmas ambiguidades da política externa oficial que o diplomata contesta. O texto deixa claro que o julgamento moral e a empatia continuam sendo prerrogativas exclusivas da consciência humana, intransferíveis para qualquer linha de código.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/gy3qn8tZ00PTvHewd

 

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PRA: Vou continuar argumentando, em bases éticas, ou simplesmente MORAIS, sobre a necessidade de estadistas - se eles existem no Brasil – levarem em consideração VIDAS HUMANAS, e não uma neutralidade IMORAL e ILEGÍTIMA!

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5314, 16 maio 2026, 7 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (17/05/2026; link: ).

 

 

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