Como se trata de um texto jamais publicado, e que foi elaborado por um jornalista então empenhado numa nova revista (que nunca veio a ser publicada), creio que posso divulgar esse texto, que a despeito de ter mais de 4 anos de elaboração, pode ainda apresentar alguns elementos válidos ainda hoje (embora algumas referências tenham a ver com aspectos da realidade daquela época, como o fichamento discriminatório de americanos).
Política Externa Ativa e Altiva: algumas questões
Paulo Roberto de Almeida
Respostas a questões colocadas por um jornalista
Brasília, 25 de janeiro de 2004
1) Quais os principais pontos que diferenciam a política externa atual da do governo anterior?
Sem dúvida alguma, do ponto de vista da forma, um ativismo exemplar, representado por um intenso programa de diplomacia presidencial, complementado por um ainda mais ativo circuito de contatos, encontros, viagens de trabalho e conversações a cargo do chanceler e, de maneira algo inédita para os padrões do Itamaraty, do próprio Secretário-Geral das Relações Exteriores, funcionário normalmente (e tradicionalmente) dedicado às lides administrativas e aos assuntos de “economia doméstica” da Casa. Tanto o ministro como seu principal auxiliar têm conduzido uma das fase mais dinâmicas da diplomacia brasileira em qualquer época histórica.
Do ponto de vista do conteúdo, uma postura mais assertiva, mais enfática em torno da chamada defesa da soberania nacional e dos interesses nacionais, assim como de busca de alianças privilegiadas no Sul, com ênfase especial no processo de integração da América do Sul e no reforço do Mercosul. Tudo isso não deveria surpreender, pois que figura nos documentos do partido hoje majoritário há praticamente vinte anos, por vezes nos mesmos termos e estilo, até na terminologia, coincidindo, portanto, com a política externa efetivamente praticada atualmente.
No que se refere à agenda diplomática propriamente dita, pode ser ressaltada a postura crítica em relação à globalização e à abertura comercial, com um maior empenho na reafirmação das posições tradicionais do Brasil em matéria de negociações comerciais (busca de acesso aos mercados desenvolvidos, com a manutenção dos mecanismos que favorecem países em desenvolvimento, não comprometimento com demandas de liberalização que possam representar comprometimento da capacidade nacional de estabelecer políticas nacionais e setoriais de desenvolvimento e de capacitação tecnológica), bem como uma definição contrária – também tradicional no partido agora no poder – à chamada “fragilidade financeira externa”, com a implementação consequente de políticas que reafirmem a necessidade de saldo comercial e a não dependência de capitais externos nas relações econômicas internacionais.
No plano político, é evidente o projeto de reforçar a capacidade de “intervenção” do Brasil no mundo, a assunção declarada do desejo de ocupar uma cadeira permanente num Conselho de Segurança reformado e a oposição aos unilateralismos ou unipolarismos, com a defesa ativa do multilateralismo e de um maior equilíbrio nas relações internacionais. No plano econômico, trata-se de buscar maior cooperação e integração com países similares (outras potências médias) e vizinhos regionais.
2) O que se pode esperar concretamente dessa mudança?
Ainda é prematuro para formular possíveis consequências dessas mudanças de estilo e mesmo de conteúdo na política externa governamental, mas a intenção proclamada é a de assegurar maior presença do Brasil no mundo, garantir-lhe uma cadeira permanente na ONU e tornar sua voz ouvida nos grandes problemas da comunidade internacional. Uma busca mais afirmada da liderança regional pode também resultar do ativismo regional, mas nesse particular a liderança não parte apenas do desejo que quem lidera, mas da aceitação consensual dos liderados presumidos. Este ponto ainda não ficou muito claro na relação com a Argentina, que sempre declarou e entendeu sua relação com o Brasil num plano igualitário, e não assimétrico.
3) Do ponto de vista regional, qual a principal mudança? O sr. acha que a integração sul-americana é um dos grandes diferenciais dessa política do governo Lula? Como vamos implementar a integração com tanta falta de recursos financeiros dos países sul-americanos?
O Mercosul passou a ser buscado talvez não mais como um meio para realizar objetivos mais gerais de política externa ou de “economia política”, mas aparentemente como um fim em si mesmo, dispondo-se o Brasil a assumir os custos e responsabilidades dessa ênfase acrescida no papel do Mercosul. A integração sul-americana já fazia parte da agenda diplomática anterior, mas ela agora foi particularmente reforçada, com o direto envolvimento de um de seus principais patrocinadores, o SG em pessoa. Passou-se também a dar importância aos aspectos não diretamente comerciais da integração, como a coordenação de políticas macroeconômicas (inclusive com o projeto de uma futura moeda comum) e as vertentes social e política (Parlamento comum, por voto direito), o que pode representar novos investimentos num edifício integracionista ainda carente de alguns alicerces comerciais.
A falta de recursos financeiros pode ser um impedimento para a realização de muitas iniciativas vinculadas à integração física, mas o mais importante parece ser a fragilidade econômica atual dos países membros, o que torna difícil a derrubada das últimas barreiras internas à consecução da zona de livre comércio, ao acabamento da união aduaneira e à implementação do mercado comum. As assimetrias internas teriam de ser superadas mediante programas compensatórios, o que também é difícil numa conjuntura de fragilidade econômica como a que vivem os países membros.
4) Em termos geoestratégicos, o que muda quando o Brasil se coloca, no cenário internacional, com pleitos de país que quer ocupar um lugar ao sol? (Isso em termos de ONU, OMC e também no conjunto das relações internacionais)
Se aceita e factível de ser implementada essa mudança de postura, o Brasil passa a ser mais ouvido, mas isto tem correspondência na necessidade de assunção de maiores responsabilidades, em termos de segurança, assistência e cooperação ao desenvolvimento, o que obviamente implica em custos financeiros e capacidade militar.
5) O estreitamento das relações com a África do Sul pode significar o que, em termos de Atlântico Sul (ponto de vista geoestratégico, incluindo questões no campo da defesa)) e da reaproximação Brasil-África?
Pode-se, a termo, pensar na conclusão de uma aliança mais estreita para a implementação da zona de paz e cooperação no Atlântico Sul, tanto pelo lado da defesa, como pelo lado da cooperação. Dificilmente, contudo, se logrará um acordo com as grandes potências para a renúncia de passagem, em águas tão importantes, de barcos e submarinos nuclearmente armados. De toda forma a cooperação estratégica faria com que os dois países (e outros da região) se tornassem menos dependentes, em termos de equipamentos e posicionamento estratégico, de uma das grandes potências.
6) E mais longe, o que se pode esperar do bloco Brasil, África do Sul e Índia (e, mais tarde, a possível incorporação de China e Rússia)?
Difícil dizer, pois estes países estão desigualmente inseridos no grande jogo estratégico internacional, com agendas regionais e mundiais próprias, que podem coincidir em alguns pontos com a do Brasil atual (o não-hegemonismo, por exemplo), mas não necessariamente em todos. Brasil e África do Sul não são potências nucleares e não têm, a rigor, pendências com vizinhos ou ameaças estratégicas perceptíveis, o que é diferente dos “perigos” (supostos ou reais) que ameaçam a segurança dos três outros. Não creio, assim, que se possa falar em “bloco”, mas tão simplesmente em diálogo e cooperação para a busca de objetivos comuns, o que se alcança em questões pontuais que não serão necessariamente as mesmas para todos ao mesmo tempo. De toda forma, fica difícil falar in abstracto, sem conhecer as conversações que vêm sendo mantidas com esses países, em torno, hipoteticamente, de alguma agenda comum. Se ela existe, não foi ainda explicitada, além de algumas questões gerais que foram destacadas no período recente: intensificação dos intercâmbios e da cooperação, acordos de liberalização comercial, apoio mútuo em alguns pontos da agenda multilateral, etc.
7) Nesse cenário, qual a força do Brasil e do Mercosul nas negociações da Alca? O que, de fato, mudou nas negociações hemisféricas a partir da ascensão do governo Lula?
A postura deixou o lado das negociações meramente “técnicas” para enfatizar o chamado interesse nacional, com uma visão mais crítica das vantagens e desvantagens da liberalização comercial numa situação relativamente assimétrica com o império. Mas também se deixou a defesa do multilateralismo e do “entendimento único”, que eram dois pontos enfatizados pelo Brasil anteriormente, para uma escolha pela geometria variável, pelo minilateralismo e pela liberalização à la carte, o que de certa forma é compreensível, tendo em vista a própria fragmentação e diferenciação das ofertas dos EUA no esquema da Alca. De certa forma, a Alca, devido à postura do Brasil, “aladizou-se”, com as vantagens e desvantagens desse tipo de arranjo ad hoc e parcial.
8) Cuba e Venezuela têm sido acusados pelos EUA de interferir no cenário regional e de tentar impulsionar movimentos de esquerda (casos da Bolívia, Peru e Equador) . O Brasil se alinha aos dois em vários campos mas tem outra visão dos problemas regionais. De que forma o Brasil pode conduzir a crise regional, conciliando suas relações com os EUA e com a Venezuela e Cuba?
O Brasil procura manter relações corretas com todos os países da região, inclusive com os EUA, busca a reintegração de Cuba ao concerto americano e gostaria de poder contibuir para a pacificação política e militar dos países vizinhos, sem dispor, por outro lado, de condições de intervenção (no bom sentido da palavra) para fazer com que tais objetivos se concretizem. Por outro lado, há uma desconfiança de princípio, em nossos meios militares, de que a atuação dos EUA busca assegurar a preservação de sua hegemonia e influência na região, o que de certa forma poderia limitar a capacidade de influência do Brasil. Não tenho condições de avaliar quais meios e instrumentos poderiam ser mobilizados pelo Brasil, ademais dos tradicionais da diplomacia, para “conduzir a crise regional”. Aliás, não existe “uma” crise regional, mas diversas crises, geralmente internas aos países, algumas remanescentes dos tempos de tratados de fronteiras, não necessariamente administráveis pelos mesmos métodos.
9) O sr. acha que o Brasil tem uma visão antiamericana ou está apenas defendendo seus interesses? Há casos concretos que demonstrem que o governo brasileiro não é antiamericano e implementa parceria com Washington?
O governo brasileiro não é anti-americano, embora haja uma nítida postura anti-americana em diversos, talvez em amplos, setores sociais da base política do partido atualmente no poder. Pesquisas de opinião revelam esse grau de desconfiança e de animosidade em certos meios, mesmo na ausência de qualquer ação “arrogante”, “prepotente” ou unilateralista por parte do império. Foi o que se viu, por exemplo, por ocasião dos ataques terroristas nos EUA, e mesmo atualmente, quando pessoas razoavelmente bem informadas, e supostamente capazes de emitir opiniões racionais em temas de política internacional, expressam a opinião de que os EUA de certa forma, pela sua política ou por atitudes, “fizeram por merecer” esses ataques, o que é obviamente inadmissível do ponto de vista dos direitos humanos e da ética.
O governo, por outro lado, deseja uma boa relação com os EUA, mas também busca uma política de afirmação concreta da defesa dos interesses nacionais, o que por vezes se manifesta de forma algo inusitada, como no caso do fichamento de turistas e visitantes americanos. Independentemente da legalidade da decisão, aliás questionável, de um juiz que manifestamente ultrapassou suas competências, pode-se interrogar sobre a base legal de uma determinação (a portaria do governo) não explícita, e não evidente, quanto à continuidade do fichamento de cidadãos dos EUA ingressando no território brasileiro, na ausência de uma norma administrativa a esse respeito – já que o princípio da reciprocidade requer um mínimo de formalidade jurídica para sua aplicação – e na ausência de uma finalidade expressa para tal tipo de medida.
Que a opinião pública seja majoritariamente a favor da medida, não implicaria, a rigor, que o governo adotasse medidas que apresentam ônus econômico real para as autoridades de fronteira, sem uma finalidade aparente, ou sem que o resultado seja incorporado a qualquer sistema legal de segurança nacional. Neste caso, o governo pode ter desejado atender mais à opinião pública do que alguma norma racional-legal, mas não o fez motivado por anti-americanismo, mas provavelmente pelo desejo de melhorar as condições de entrada e permanência de uma hoje imensa colônia brasileira nos EUA.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 25 de janeiro de 2004
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Aprenda diplomacia por sua própria conta (e risco)...
... em apenas um dia!
Confesso que tenho começado a me preocupar com o curso futuro das profissões baseadas em regime de guildas ou corporações de ofício, como é caso da minha própria, a casta diplomática, fundada, assim como o estamento vizinho dos economistas, em um sistema de seleção altamente especializado e exclusivo, que abre as portas para uma reserva de mercado destinada apenas aos iniciados nos segredos da “arte”.
Digo isto por uma razão muito simples. Ao percorrer as estantes de economia das grandes livrarias de Washington, o que faço com bastante freqüência, deparo cada vez mais com livros – no mais das vezes “livrinhos”, mas em alguns casos “livrões – voltados para a educação do público em geral, dando todas as regras e instrumentos para um bom début na profissão que antes se julgava fechada e restrita a uma tribo bissexta de indivíduos fanatizados por equações matemáticas e curvas de utilidade marginal, à imagem desses nerds – o nosso popular “cdf” – que se vêem nos filmes americanos para adolescentes. Pois não é que depois da voga dos livros espirituais e de auto-ajuda – a interminável sucessão de How to Do…? –, começaram a surgir guias rápidos para a nobre profissão de economista? Vejamos alguns títulos que eu já encontrei nas estantes:
- The Complete Idiot’s Guide to Economics;
- The Complete MBA for Dummies;
- Economics in One Lesson;
- One Day MBA in Management;
- The Instant Economist;
- Economics: A Self-Teaching Guide.
Tudo isso me cheira a dumping social e a concorrência desleal contra os true economists. De minha parte, comprei um outro tipo de manual, The Armchair Economist: Economics and Everday Life (Steven E. Landsburg), uma elegante discussão sobre os fundamentos da análise econômica que não usa sequer uma única equação, mas entendo que ele não se aplica aos nossos propósitos. Comecei a imaginar, então, como se poderia ter guias equivalentes para a outrora refinada e aristocrática profissão de diplomata:
- An Idiot’s Guide to Diplomacy
- The Complete Kit for Being a Good Diplomat
- Diplomacy in One Lesson
- Teach Yourself Diplomacy in One Day
- Diplomacy for Dummies
- The Instant Diplomat
Estaremos condenados a enfrentar uma horda de amadores, fazendo pressão sobre os nossos (já parcos) salários e retirando o caráter mais ou menos elitista (no bom sentido da palavra) de nossa profissão? Não; não precisa se preocupar: ainda não surgiram esses livros, muito embora eu mesmo tenha pensado em escrever, com base em minha experiência pregressa de negociador e de “pensador” desses processos, um Mercosul for Dummies e até mesmo um Idiot’s Guide to the FTAA. Por certo já surgiram e proliferam, desde Versalhes, os guias diplomáticos, desde os clássicos (e aborrecidos) de Harold Nicolson e de Ernest Satow, até os mais modernos, como o bem completo Guide to International Relations and Diplomacy, editado por Michael Fry, Richard Langhorne e Erik Goldstein (nada menos que 175 dólares). Mas eu me refiro, mais exatamente, a outros tipos de guias, algo como Diplomacy for Beginners ou então International Relations: A Do It Yourself Guide.
Esperando que um dia possam surgir esses tão preclaros quanto necessários guias do self-made diplomatist, decidi propor algumas simples regras para quem deseja seguir a profissão sem se submeter a esses exigentes concursos de provas do Instituto Rio Branco ou sem sequer precisar pedir ao presidente para que ele lhe designe para um desses postos cobiçados do exterior. Sendo um home-made diplomat, você estabelece suas próprias regras de procedimento e passa a reorganizar o mundo à sua imagem e semelhança, quem sabe até candidatando-se, algum dia, ao Prêmio Nobel da Paz?
Ao contrário do que muitos pensam, ser diplomata não é tão difícil quanto levantamento de peso nos Jogos Olímpicos ou acertar na loteria três vezes seguidas – como aquele deputado da comissão do Orçamento – e não se exige sequer experiência prévia, bastando uma certa dose de imaginação e muitas outras doses de um bom Scotch. Adquirindo um bom curso, quiçá em um dia você poderá estar habilitado a tratar dos mais difíceis problemas deste mundo, como a paz no Oriente Médio, o conflito Índia-Paquistão, as imunidades diplomáticas ligadas a um concurso de misses na Nigéria ou até mesmo o levantamento do embargo contra Cuba. Qual seria o segredo?:
Comece por aprender retórica, a arte de vender qualquer coisa. Se não puder ter um kit apropriado, faça apelo a esses programas de auditório: passe um dia e uma noite assistindo Ratinho, Silvio Santos, Faustão e até mesmo Jô Soares (embora ele seja mais propenso a complicar as coisas). Depois aprenda a falar em diplomatês – com a ajuda das novelas do horário nobre, por exemplo –, complementando essas lições essenciais com um curso rápido de diplomatês escrito, que pode ser feito por correspondência ou então obtido nos links de discursos do site www.mre.gov.br. Algumas lições de boas maneiras e de etiqueta também ajudam, mas hoje em dia, com a truculência exibida por certos serviços diplomáticos, todo esse protocolo pode ser facilmente substituído por aulas de kung-fu e de capoeira (mas não vale armas de destruição em massa).
Técnicas de relações públicas são essenciais para o sucesso na profissão, e também para uma boa progressão na carreira: houve mesmo um sujeito que galgou rápido os degraus da diplomacia, tendo sido alcunhado de “o guarda-chuva mais rápido da República”. Um outro foi apelidado de “João do Pulo”, tal a sofreguidão com que se alçou ao sommet embaixatorial, com a ajuda de uma boa caderneta de endereços, incontáveis idas aos aeroportos e muitos salamaleques por semana. Relações públicas são tão importantes quanto o trabalho, sem qualquer demérito para este último método, também eficiente, mas mais apropriado para os que não moram em lugares chic e não têm dinheiro de família para ostentar.
Por fim, um alfaiate competente pode fazer muito pela sua imagem, assim como brilhantina e uma vistosa coleção de gravatas. Roupas interiores podem ser compradas em lojas de departamentos, mas as camisas têm de ostentar uma certa griffe, do contrário você passará por um diplomata dos comuns, desses que são obrigados a ganhar a vida escrevendo memorandos e telegramas. Ofereça flores e tenha sempre pronto um mot-d’esprit para as damas e consortes que encontrar, mas não exagere nas aproximações: o próximo pode não gostar, a despeito mesmo de um certo grau de osmose nesses meios.
Você está preocupado com as matérias clássicas da diplomacia, tipo história, geografia, direito internacional, economia, línguas? Não há motivo para angústia: decore todo o Almanaque Abril e passe a ler os editoriais da Economist, pois ali está tudo o que você precisa saber para um desempenho satisfatório em 90% dos casos que for chamado a enfrentar. Os 10% restantes aprenda nos livros ou com gente mais esperta que você, o que estou certo existe em qualquer corporação.
Seja um otimista e desminta a Lei de Murphy: você pode se tornar um diplomata de sucesso estando nos lugares certos nos momentos certos. Mas para isso você vai precisar de uma boa astróloga, uma das profissões mais em voga no Brasil – ela acaba de superar os sociólogos – e quase tão cheia de certezas definitivas quanto a própria diplomacia. E, ao contrário do que dizem, não minta: não é preciso e não é eficaz. Não pratique, tampouco, a hipocrisia: apenas saiba calar quando for preciso.
Acomode-se, em contrapartida, na diplomacia virtual e passe a trabalhar em casa, com base na internet e em softwares de simulação (tipo War e até mesmo Diplomacy). Quando estiver cansado de um conflito, passe para outro, pois o bom mesmo da profissão é o nomadismo obrigatório, poder ser um flâneur rêveur nos Champs Elysées e no Hide Park. Com um pouco de sorte (e a ajuda daquela astróloga) você vai estar no lugar certo e no momento certo, quando por exemplo for assinado algum armistício ou um acordo comercial (lembre-se que isso costuma se dar em Genebra, Paris ou Nova York).
E quando quiserem lhe mandar para alguma savana ou altiplano, seja radical: ameace que vai ter de agregar e trabalhar para o cerimonial de Santo Antonio do Salto da Onça ou de Cabrobó da Serra, que isso costuma ter efeito dissuasório. Nem sempre funciona, mas tenha certeza de que você será muito bem recebido nesses lugares, onde aliás passarão imediatamente a lhe chamar de Senhor Embaixador e de Vossência. Não era isso mesmo o que você pretendia?
Paulo Roberto de Almeida
(um diplomata autodidata e nômade por natureza),
Washington, 2 de agosto de 2003 (1088)
Confesso que tenho começado a me preocupar com o curso futuro das profissões baseadas em regime de guildas ou corporações de ofício, como é caso da minha própria, a casta diplomática, fundada, assim como o estamento vizinho dos economistas, em um sistema de seleção altamente especializado e exclusivo, que abre as portas para uma reserva de mercado destinada apenas aos iniciados nos segredos da “arte”.
Digo isto por uma razão muito simples. Ao percorrer as estantes de economia das grandes livrarias de Washington, o que faço com bastante freqüência, deparo cada vez mais com livros – no mais das vezes “livrinhos”, mas em alguns casos “livrões – voltados para a educação do público em geral, dando todas as regras e instrumentos para um bom début na profissão que antes se julgava fechada e restrita a uma tribo bissexta de indivíduos fanatizados por equações matemáticas e curvas de utilidade marginal, à imagem desses nerds – o nosso popular “cdf” – que se vêem nos filmes americanos para adolescentes. Pois não é que depois da voga dos livros espirituais e de auto-ajuda – a interminável sucessão de How to Do…? –, começaram a surgir guias rápidos para a nobre profissão de economista? Vejamos alguns títulos que eu já encontrei nas estantes:
- The Complete Idiot’s Guide to Economics;
- The Complete MBA for Dummies;
- Economics in One Lesson;
- One Day MBA in Management;
- The Instant Economist;
- Economics: A Self-Teaching Guide.
Tudo isso me cheira a dumping social e a concorrência desleal contra os true economists. De minha parte, comprei um outro tipo de manual, The Armchair Economist: Economics and Everday Life (Steven E. Landsburg), uma elegante discussão sobre os fundamentos da análise econômica que não usa sequer uma única equação, mas entendo que ele não se aplica aos nossos propósitos. Comecei a imaginar, então, como se poderia ter guias equivalentes para a outrora refinada e aristocrática profissão de diplomata:
- An Idiot’s Guide to Diplomacy
- The Complete Kit for Being a Good Diplomat
- Diplomacy in One Lesson
- Teach Yourself Diplomacy in One Day
- Diplomacy for Dummies
- The Instant Diplomat
Estaremos condenados a enfrentar uma horda de amadores, fazendo pressão sobre os nossos (já parcos) salários e retirando o caráter mais ou menos elitista (no bom sentido da palavra) de nossa profissão? Não; não precisa se preocupar: ainda não surgiram esses livros, muito embora eu mesmo tenha pensado em escrever, com base em minha experiência pregressa de negociador e de “pensador” desses processos, um Mercosul for Dummies e até mesmo um Idiot’s Guide to the FTAA. Por certo já surgiram e proliferam, desde Versalhes, os guias diplomáticos, desde os clássicos (e aborrecidos) de Harold Nicolson e de Ernest Satow, até os mais modernos, como o bem completo Guide to International Relations and Diplomacy, editado por Michael Fry, Richard Langhorne e Erik Goldstein (nada menos que 175 dólares). Mas eu me refiro, mais exatamente, a outros tipos de guias, algo como Diplomacy for Beginners ou então International Relations: A Do It Yourself Guide.
Esperando que um dia possam surgir esses tão preclaros quanto necessários guias do self-made diplomatist, decidi propor algumas simples regras para quem deseja seguir a profissão sem se submeter a esses exigentes concursos de provas do Instituto Rio Branco ou sem sequer precisar pedir ao presidente para que ele lhe designe para um desses postos cobiçados do exterior. Sendo um home-made diplomat, você estabelece suas próprias regras de procedimento e passa a reorganizar o mundo à sua imagem e semelhança, quem sabe até candidatando-se, algum dia, ao Prêmio Nobel da Paz?
Ao contrário do que muitos pensam, ser diplomata não é tão difícil quanto levantamento de peso nos Jogos Olímpicos ou acertar na loteria três vezes seguidas – como aquele deputado da comissão do Orçamento – e não se exige sequer experiência prévia, bastando uma certa dose de imaginação e muitas outras doses de um bom Scotch. Adquirindo um bom curso, quiçá em um dia você poderá estar habilitado a tratar dos mais difíceis problemas deste mundo, como a paz no Oriente Médio, o conflito Índia-Paquistão, as imunidades diplomáticas ligadas a um concurso de misses na Nigéria ou até mesmo o levantamento do embargo contra Cuba. Qual seria o segredo?:
Comece por aprender retórica, a arte de vender qualquer coisa. Se não puder ter um kit apropriado, faça apelo a esses programas de auditório: passe um dia e uma noite assistindo Ratinho, Silvio Santos, Faustão e até mesmo Jô Soares (embora ele seja mais propenso a complicar as coisas). Depois aprenda a falar em diplomatês – com a ajuda das novelas do horário nobre, por exemplo –, complementando essas lições essenciais com um curso rápido de diplomatês escrito, que pode ser feito por correspondência ou então obtido nos links de discursos do site www.mre.gov.br. Algumas lições de boas maneiras e de etiqueta também ajudam, mas hoje em dia, com a truculência exibida por certos serviços diplomáticos, todo esse protocolo pode ser facilmente substituído por aulas de kung-fu e de capoeira (mas não vale armas de destruição em massa).
Técnicas de relações públicas são essenciais para o sucesso na profissão, e também para uma boa progressão na carreira: houve mesmo um sujeito que galgou rápido os degraus da diplomacia, tendo sido alcunhado de “o guarda-chuva mais rápido da República”. Um outro foi apelidado de “João do Pulo”, tal a sofreguidão com que se alçou ao sommet embaixatorial, com a ajuda de uma boa caderneta de endereços, incontáveis idas aos aeroportos e muitos salamaleques por semana. Relações públicas são tão importantes quanto o trabalho, sem qualquer demérito para este último método, também eficiente, mas mais apropriado para os que não moram em lugares chic e não têm dinheiro de família para ostentar.
Por fim, um alfaiate competente pode fazer muito pela sua imagem, assim como brilhantina e uma vistosa coleção de gravatas. Roupas interiores podem ser compradas em lojas de departamentos, mas as camisas têm de ostentar uma certa griffe, do contrário você passará por um diplomata dos comuns, desses que são obrigados a ganhar a vida escrevendo memorandos e telegramas. Ofereça flores e tenha sempre pronto um mot-d’esprit para as damas e consortes que encontrar, mas não exagere nas aproximações: o próximo pode não gostar, a despeito mesmo de um certo grau de osmose nesses meios.
Você está preocupado com as matérias clássicas da diplomacia, tipo história, geografia, direito internacional, economia, línguas? Não há motivo para angústia: decore todo o Almanaque Abril e passe a ler os editoriais da Economist, pois ali está tudo o que você precisa saber para um desempenho satisfatório em 90% dos casos que for chamado a enfrentar. Os 10% restantes aprenda nos livros ou com gente mais esperta que você, o que estou certo existe em qualquer corporação.
Seja um otimista e desminta a Lei de Murphy: você pode se tornar um diplomata de sucesso estando nos lugares certos nos momentos certos. Mas para isso você vai precisar de uma boa astróloga, uma das profissões mais em voga no Brasil – ela acaba de superar os sociólogos – e quase tão cheia de certezas definitivas quanto a própria diplomacia. E, ao contrário do que dizem, não minta: não é preciso e não é eficaz. Não pratique, tampouco, a hipocrisia: apenas saiba calar quando for preciso.
Acomode-se, em contrapartida, na diplomacia virtual e passe a trabalhar em casa, com base na internet e em softwares de simulação (tipo War e até mesmo Diplomacy). Quando estiver cansado de um conflito, passe para outro, pois o bom mesmo da profissão é o nomadismo obrigatório, poder ser um flâneur rêveur nos Champs Elysées e no Hide Park. Com um pouco de sorte (e a ajuda daquela astróloga) você vai estar no lugar certo e no momento certo, quando por exemplo for assinado algum armistício ou um acordo comercial (lembre-se que isso costuma se dar em Genebra, Paris ou Nova York).
E quando quiserem lhe mandar para alguma savana ou altiplano, seja radical: ameace que vai ter de agregar e trabalhar para o cerimonial de Santo Antonio do Salto da Onça ou de Cabrobó da Serra, que isso costuma ter efeito dissuasório. Nem sempre funciona, mas tenha certeza de que você será muito bem recebido nesses lugares, onde aliás passarão imediatamente a lhe chamar de Senhor Embaixador e de Vossência. Não era isso mesmo o que você pretendia?
Paulo Roberto de Almeida
(um diplomata autodidata e nômade por natureza),
Washington, 2 de agosto de 2003 (1088)
Dez coisas que aprendi ao longo da vida
...e que nunca é demais lembrar porque nelas não se presta atenção.
1. Não se deve generalizar situações, tipos e ocorrências
2. Nunca se deve absolutizar avaliações e julgamentos.
3. Não se deve fazer previsões sobre comportamentos.
4. Não se deve deixar a religião interferir com a vida civil.
5. Os resultados são sempre mais importantes do que as intenções, mas os fins não justificam os meios.
6. Interpretações e diagnósticos são sempre parciais e limitados e as ideologias derivam diretamente deles.
7. A justiça distributiva deve ser praticada sobre os fluxos, não sobre os estoques.
8. Direitos humanos não precisam ser “contemplativos”, eles podem ser “ofensivos”; o respeito das diferenças pode preservar situações de discriminação absoluta.
9. Soberania estatal é um conceito caduco no plano das liberdades individuais.
10. A educação deve ser obrigatória, contínua e de preferência complementada por formação humanista.
Paulo Roberto de Almeida
Washington, 19 maio 2003
1. Não se deve generalizar situações, tipos e ocorrências
2. Nunca se deve absolutizar avaliações e julgamentos.
3. Não se deve fazer previsões sobre comportamentos.
4. Não se deve deixar a religião interferir com a vida civil.
5. Os resultados são sempre mais importantes do que as intenções, mas os fins não justificam os meios.
6. Interpretações e diagnósticos são sempre parciais e limitados e as ideologias derivam diretamente deles.
7. A justiça distributiva deve ser praticada sobre os fluxos, não sobre os estoques.
8. Direitos humanos não precisam ser “contemplativos”, eles podem ser “ofensivos”; o respeito das diferenças pode preservar situações de discriminação absoluta.
9. Soberania estatal é um conceito caduco no plano das liberdades individuais.
10. A educação deve ser obrigatória, contínua e de preferência complementada por formação humanista.
Paulo Roberto de Almeida
Washington, 19 maio 2003
Dez obras fundamentais para um diplomata
Tenho sido regularmente consultado por candidatos à carreira diplomática sobre "obras importantes" que eles deveriam ler para se preparar adequadamente para a carreira. Como já escrevi um trabalho nessa linha alguns anos atrás, e como não creio que a Humanidade tenha produzido algo de muito grandioso nos últimos anos, permito-me reproduzir aqui um trabalho elaborado em 2006.
Toda lista desse tipo é sempre um pouco subjetiva, denotando mais as preferências pessoais do seu autor do que, necessariamente, as obras “funcionalmente” mais importantes ou aquelas “culturalmente” relevantes, que deveriam integrar a bagagem cultural de todo ser humano medianamente bem informado ou razoavelmente bem formado. Como, entretanto, não se trata de “cultura de salão”, vou tentar traçar uma lista indicativa dos livros que considero importantes para uma boa cultura clássica ou para uma formação adequada no quadro da cultura brasileira.
Como, adicionalmente, se trata de selecionar obras “operacionalmente” relevantes do ponto de vista do diplomata, permito-me indicar aqui aquelas que apresentam uma inclinação especial para os temas de relações internacionais do Brasil. Esta lista, segundo minhas preferências pessoais, seria composta das seguintes obras:
1) Heródoto: História (440 a.C.)
Trata-se, obviamente, do nascimento da história, tal como vista por um grego refinado que interpreta os acontecimentos contemporâneos – as chamadas guerras pérsicas – do ponto de vista de uma pequena comunidade de homens livres que consegue derrotar as tropas de um poderoso império, aliás o mais poderoso então existente; Heródoto faz descrições dos povos habitantes do Mediterrâneo. Existem muitas traduções desta obra clássica, inclusive em português, mas uma boa tradução em inglês pode ser vista neste link: http://classics.mit.edu/Herodotus/history.html; para uma introdução rápida ao conjunto da obra e um útil sumário dos nove livros, consultar este outro link: http://mcgoodwin.net/pages/otherbooks/herodotus.html.
2) Maquiavel: O Príncipe (1513; divulgado pela primeira vez em 1532)
A mais famosa obra de “política prática” conhecida na tradição ocidental – existe um Maquiavel indiano, chamado Kautilya, que escreveu um guia de “administração” do Estado, conhecido como Arthashastra – e que tem servido de referência a incontáveis oportunistas da dominação política, interessados em justificar suas ações nem sempre fundamentadas na moralidade ou na ética. Existem inúmeras traduções em português, com prefácios de cientistas políticos ou de filósofos – uma das mais famosos é o de Isaiah Berlin – assim como arquivos eletrônicos livremente disponíveis, em diversas línguas. O mais famoso estudioso da vida e da obra de Maquiavel é o italiano Pasquale Villari, em seus três volumes de Niccolò Machiavelli e i suoi tempi (consultei a 3ª edição, “riveduta e corretta dall’autore”: Milano: Ulrico Hoepli, 1912; a primeira edição foi publicada em Florença, em 1877). Ver um arquivo eletrônico da obra, entre muitos outros, no original italiano (mas modernizado, obviamente) no seguinte link: http://metalibri.incubadora.fapesp.br/portal/authors/
m/machiavelli-niccolo-di-bernardo-dei/il-principe/.
3) Tocqueville: A Democracia na América (1835)
Uma “enquête” sobre o sistema carcerário americano, feito a pedido do governo francês, redundou no mais famoso livro sobre a formação política da maior nação do hemisfério ocidental. Depois de entregar seu relatório sobre o sistema prisional dos EUA, Tocqueville aprofundou a análise do sistema representativo republicano, até então inédito no plano mundial, bem como se estendeu sobre outros aspectos – políticos, sociais e econômicos – da ex-colônia inglesa, na qual ele viu a semente do gigante americano. Um site da universidade do Québec, no Canadá, é o mais acessível para a versão completa, em francês, desta obra legitimamente clássica: http://classiques.uqac.ca/classiques/De_tocqueville_alexis/
democratie_1/democratie_tome1.html.
4) Pierre Renouvin (org.): Histoire des relations internationales (1953-58)
O grande historiador francês dirigiu a edição original, em oito volumes, com quatro autores. Apesar de démodée, em vários aspectos, historicamente datada, ainda é uma obra de referência, sobretudo por conter uma história abrangente, inserida no contexto da civilização ocidental. Existe um nova edição, em três volumes encadernados, publicados em 1993 pela mesma editora da primeira edição: a Hachette, de Paris. Fiz uma resenha desta obra, destacando as (poucas) partes que se referem ao Brasil, neste trabalho: “Contribuições à História Diplomática: Pierre Renouvin, ou a aspiração do total”, Paris, 8 agosto 1994, 15 p. Resenha crítica de Pierre Renouvin (ed): Histoire des Relations Internationales (Paris: Hachette, 1994, 3 vols: I: Du Moyen Âge à 1789 (876 pp.); II: De 1789 à 1871 (706 pp.); III: De 1871 à 1945 (998 pp.); publicada na seção Livros da revista Política Externa (São Paulo: vol 3, nº 3, dezembro-janeiro-fevereiro 1994/1995, pp. 183-194); disponível em, sua versão integral, no site Parlata: http://www.parlata.com.br/parlata_indica_interna.asp?seq=21.
5) Henry Kissinger: Diplomacy (1994; várias edições posteriores)
Três séculos de história diplomática, desde Westfália até o final do século XX, por um dos mais conhecidos adeptos da teoria realista (mas com enorme conhecimento da história). Sua tese de doutoramento, sobre o Congresso de Viena, ainda hoje é uma referência em história diplomática. O autor é, evidentemente, kissingeriano, e não se cansa de dar seus conselhos sobre como os EUA devem tratar com os demais gigantes da política mundial, sendo meramente condescendente com “lesser actors”. Ainda assim, uma grande e indispensável leitura a todos aqueles que desejam conhecer o “inner functionning” da política externa da grandes potências. O autor se estende nos movimentos da própria diplomacia americana, dividida entre o idealismo wilsoniano e o pragmatismo realista que ele mesmo sempre buscou imprimir à condução dos assuntos externos quando foi conselheiro de segurança nacional do presidente Nixon e depois Secretário de Estado de Nixon e de Gerald Ford. Tem quem deteste Kissinger, por sua ação “imperial”, mas nem por isto este livro deixa de ser indispensável.
6) Manuel de Oliveira Lima: Formação histórica da nacionalidade brasileira (1912; nova edição: Rio de Janeiro: Topbooks, 1997)
Oriundo de conferências que o historiador-diplomata realizou na Sorbonne, em 1911, quando era ministro em Bruxelas, a obra foi concebida em francês, depois traduzida e publicada no Brasil. Trata-se de um vasto panorama da formação histórica, inclusive comparativa, do Brasil, por um dos nossos maiores historiadores sociológicos. Não conheço análises de uma das obras menos referidas de Oliveira Lima, a não ser os prefácios de José Veríssimo e de Gilberto Freyre para a edição brasileira de 1944. A nova edição deste clássico sobre a formação do Brasil foi enriquecida, na edição da Topbooks, pelo acréscimo de conferência do autor sobre o Brasil e os estrangeiros.
7) Pandiá Calógeras: A política exterior do Império (três volumes, 1927-1933; reedição fac-similar, 1989; Brasília: Câmara dos Deputados)
Alguns dizem que esta obra é excessiva e, de fato, para tratar da diplomacia brasileira da época imperial, ela recua um pouco demais: começa na formação da nacionalidade portuguesa e se estende até a queda de Rosas (1852), apenas. Efetuei uma análise dessa obra no seguinte trabalho: “Contribuições à História Diplomática do Brasil: Pandiá Calógeras, ou o Clausewitz da política externa”, Brasília: 21 março 1993, 13 pp., revisto em 22 maio 1993. Artigo-resenha dos livros de João Pandiá Calógeras, A Política Exterior do Império (volume I: As Origens; volume II: O Primeiro Reinado; volume III: Da Regência à Queda de Rosas; edição fac-similar: Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, Câmara dos Deputados, Companhia Editora Nacional, coleção “Brasiliana, 1989, xl + 490, 568 e 620 pp). Publicado na revista Estudos Ibero-Americanos (Porto Alegre, PUCRS, v. XVIII, n. 2, dezembro 1992, pp. 93-103). Relação de Publicados n° 117. Disponível neste link do site Parlata: http://www.parlata.com.br/parlata_indica_interna.asp?seq=22.
8) Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (1959; reedição fac-similar, 1998; Brasília: Senado Federal)
Apesar de antiquada em sua metodologia e historicamente defasada, tendo deixado de servir de livro-texto depois da publicação da obra conjunta de Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno – História da Política Exterior do Brasil (3ª ed.; Brasília: UnB, 2006) – essa obra permanece ainda uma referência parcialmente válida para o estudo dos períodos colonial, imperial e republicano, até o final dos anos 1950. Efetuei uma análise neste trabalho (que serviu, ao mesmo tempo, de introdução à sua reedição facsimilar): “Em busca da simplicidade e da clareza perdidas: Delgado de Carvalho e a historiografia diplomática brasileira”, Brasília, 12 dezembro 1997, 25 pp.; revisão em 05.01.98. Texto introdutório à reedição de Carlos Delgado de Carvalho (1884-1980), História Diplomática do Brasil (1ª ed.: São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959; edição facsimilar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13, lxx, 420 p.), pp. xv-l, incorporando ainda apresentação do Emb. Rubens Ricupero (pp. iii-xiv), elaborada originalmente em 1989, em Genebra). Elaborei uma versão revista dessa introdução, com prefácio, para uma segunda edição, em 2004, mas ela foi publicada sem minhas correções e acréscimos; para a edição de 1998, ver: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/
24DelgadoHistoDiplom.html; meu texto: http://www.pralmeida.org/01Livros/
1NewBoooks/PrepNewEdDelg2004.pdf.
9) Marcelo de Paiva Abreu (org.). A Ordem do Progresso: cem anos de política econômica republicana, 1889-1989 (Rio de Janeiro: Campus, 1989; várias reedições)
Uma coletânea indispensável de estudos especializados, por onze diferentes autores, para conhecer a trajetória econômica e política do século republicano. O organizador assina o capítulo relativo à modernização autoritária, entre 1930 e 1945. O volume se abre por um estudo de Gustavo Franco sobre a primeira década republicana, seguido de Winston Fritsh, que se ocupa do apogeu e crise da primeira República, de 1900 a 1930. Sérgio Besserman Vianna assina dois excelentes ensaios sobre o imediato pós-guerra, de 1945 a 1954. Marcelo de Paiva Abreu volta para tratar dos conturbados anos 1961-1964, sobre a inflação, estagnação e ruptura. A estabilização e a reforma, entre 1964 e 1867, são tratadas por André Lara Rezende e as distorções do “milagre” econômico , de 1967 a 1973, por Luiz Aranha Corrêa do Lago. Dionísio Dias Carneiro vem na seqüência (1974-1980) e divide com Eduardo Modiano um capítulo sobre a primeira metade dos anos 1980. Esse último autor encerra a obra com a “ópera dos três cruzados”, uma análise das tentativas de estabilização no final da década. Um anexo estatístico cobre o longo século republicano, contendo os principais indicadores da atividade econômica e das relações externas. Este livro pode ser completado pela leitura desta outra coletânea: Fabio Giambiagi, André Villela, Lavínia Barros de Castro e Jennifer Hermann (orgs.), Economia Brasileira Contemporânea (1945-2004) (Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, 432 p.), do qual efetuei uma resenha, neste link de Parlata: http://www.parlata.com.br/
parlata_indica_interna.asp?seq=39.
10) Paulo Roberto de Almeida: Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (publicado em primeira edição em 2001; reedição em 2005 pela Senac-SP; ver em www.pralmeida.org).
Com a permissão dos leitores para esta demonstração de auto-indulgência, termino esta lista, narcisisticamente, por um dos meus livros. Eu poderia indicar outros livros de história diplomática do Brasil, mas disponho, aparentemente, de crédito suficiente – em matéria de pesquisa e de estudos acumulados na área da história e das relações econômicas internacionais do Brasil – para destacar minha própria investigação histórica sobre os fundamentos da nossa moderna diplomacia econômica, com a promessa de que vou continuar esse trabalho de pesquisa em dois volumes subseqüentes cobrindo o longo século republicano. Uma apresentação geral da obra foi feita neste artigo: “A formação da diplomacia econômica do Brasil”, Lua Nova, revista de cultura e política, São Paulo: CEDEC, n. 46, 1999, p. 169-195; link: www.pralmeida.org/04Temas/11academia/
05materiais/673FDERevLuaNova2.pdf.
Paulo Roberto de Almeida
Toda lista desse tipo é sempre um pouco subjetiva, denotando mais as preferências pessoais do seu autor do que, necessariamente, as obras “funcionalmente” mais importantes ou aquelas “culturalmente” relevantes, que deveriam integrar a bagagem cultural de todo ser humano medianamente bem informado ou razoavelmente bem formado. Como, entretanto, não se trata de “cultura de salão”, vou tentar traçar uma lista indicativa dos livros que considero importantes para uma boa cultura clássica ou para uma formação adequada no quadro da cultura brasileira.
Como, adicionalmente, se trata de selecionar obras “operacionalmente” relevantes do ponto de vista do diplomata, permito-me indicar aqui aquelas que apresentam uma inclinação especial para os temas de relações internacionais do Brasil. Esta lista, segundo minhas preferências pessoais, seria composta das seguintes obras:
1) Heródoto: História (440 a.C.)
Trata-se, obviamente, do nascimento da história, tal como vista por um grego refinado que interpreta os acontecimentos contemporâneos – as chamadas guerras pérsicas – do ponto de vista de uma pequena comunidade de homens livres que consegue derrotar as tropas de um poderoso império, aliás o mais poderoso então existente; Heródoto faz descrições dos povos habitantes do Mediterrâneo. Existem muitas traduções desta obra clássica, inclusive em português, mas uma boa tradução em inglês pode ser vista neste link: http://classics.mit.edu/Herodotus/history.html; para uma introdução rápida ao conjunto da obra e um útil sumário dos nove livros, consultar este outro link: http://mcgoodwin.net/pages/otherbooks/herodotus.html.
2) Maquiavel: O Príncipe (1513; divulgado pela primeira vez em 1532)
A mais famosa obra de “política prática” conhecida na tradição ocidental – existe um Maquiavel indiano, chamado Kautilya, que escreveu um guia de “administração” do Estado, conhecido como Arthashastra – e que tem servido de referência a incontáveis oportunistas da dominação política, interessados em justificar suas ações nem sempre fundamentadas na moralidade ou na ética. Existem inúmeras traduções em português, com prefácios de cientistas políticos ou de filósofos – uma das mais famosos é o de Isaiah Berlin – assim como arquivos eletrônicos livremente disponíveis, em diversas línguas. O mais famoso estudioso da vida e da obra de Maquiavel é o italiano Pasquale Villari, em seus três volumes de Niccolò Machiavelli e i suoi tempi (consultei a 3ª edição, “riveduta e corretta dall’autore”: Milano: Ulrico Hoepli, 1912; a primeira edição foi publicada em Florença, em 1877). Ver um arquivo eletrônico da obra, entre muitos outros, no original italiano (mas modernizado, obviamente) no seguinte link: http://metalibri.incubadora.fapesp.br/portal/authors/
m/machiavelli-niccolo-di-bernardo-dei/il-principe/.
3) Tocqueville: A Democracia na América (1835)
Uma “enquête” sobre o sistema carcerário americano, feito a pedido do governo francês, redundou no mais famoso livro sobre a formação política da maior nação do hemisfério ocidental. Depois de entregar seu relatório sobre o sistema prisional dos EUA, Tocqueville aprofundou a análise do sistema representativo republicano, até então inédito no plano mundial, bem como se estendeu sobre outros aspectos – políticos, sociais e econômicos – da ex-colônia inglesa, na qual ele viu a semente do gigante americano. Um site da universidade do Québec, no Canadá, é o mais acessível para a versão completa, em francês, desta obra legitimamente clássica: http://classiques.uqac.ca/classiques/De_tocqueville_alexis/
democratie_1/democratie_tome1.html.
4) Pierre Renouvin (org.): Histoire des relations internationales (1953-58)
O grande historiador francês dirigiu a edição original, em oito volumes, com quatro autores. Apesar de démodée, em vários aspectos, historicamente datada, ainda é uma obra de referência, sobretudo por conter uma história abrangente, inserida no contexto da civilização ocidental. Existe um nova edição, em três volumes encadernados, publicados em 1993 pela mesma editora da primeira edição: a Hachette, de Paris. Fiz uma resenha desta obra, destacando as (poucas) partes que se referem ao Brasil, neste trabalho: “Contribuições à História Diplomática: Pierre Renouvin, ou a aspiração do total”, Paris, 8 agosto 1994, 15 p. Resenha crítica de Pierre Renouvin (ed): Histoire des Relations Internationales (Paris: Hachette, 1994, 3 vols: I: Du Moyen Âge à 1789 (876 pp.); II: De 1789 à 1871 (706 pp.); III: De 1871 à 1945 (998 pp.); publicada na seção Livros da revista Política Externa (São Paulo: vol 3, nº 3, dezembro-janeiro-fevereiro 1994/1995, pp. 183-194); disponível em, sua versão integral, no site Parlata: http://www.parlata.com.br/parlata_indica_interna.asp?seq=21.
5) Henry Kissinger: Diplomacy (1994; várias edições posteriores)
Três séculos de história diplomática, desde Westfália até o final do século XX, por um dos mais conhecidos adeptos da teoria realista (mas com enorme conhecimento da história). Sua tese de doutoramento, sobre o Congresso de Viena, ainda hoje é uma referência em história diplomática. O autor é, evidentemente, kissingeriano, e não se cansa de dar seus conselhos sobre como os EUA devem tratar com os demais gigantes da política mundial, sendo meramente condescendente com “lesser actors”. Ainda assim, uma grande e indispensável leitura a todos aqueles que desejam conhecer o “inner functionning” da política externa da grandes potências. O autor se estende nos movimentos da própria diplomacia americana, dividida entre o idealismo wilsoniano e o pragmatismo realista que ele mesmo sempre buscou imprimir à condução dos assuntos externos quando foi conselheiro de segurança nacional do presidente Nixon e depois Secretário de Estado de Nixon e de Gerald Ford. Tem quem deteste Kissinger, por sua ação “imperial”, mas nem por isto este livro deixa de ser indispensável.
6) Manuel de Oliveira Lima: Formação histórica da nacionalidade brasileira (1912; nova edição: Rio de Janeiro: Topbooks, 1997)
Oriundo de conferências que o historiador-diplomata realizou na Sorbonne, em 1911, quando era ministro em Bruxelas, a obra foi concebida em francês, depois traduzida e publicada no Brasil. Trata-se de um vasto panorama da formação histórica, inclusive comparativa, do Brasil, por um dos nossos maiores historiadores sociológicos. Não conheço análises de uma das obras menos referidas de Oliveira Lima, a não ser os prefácios de José Veríssimo e de Gilberto Freyre para a edição brasileira de 1944. A nova edição deste clássico sobre a formação do Brasil foi enriquecida, na edição da Topbooks, pelo acréscimo de conferência do autor sobre o Brasil e os estrangeiros.
7) Pandiá Calógeras: A política exterior do Império (três volumes, 1927-1933; reedição fac-similar, 1989; Brasília: Câmara dos Deputados)
Alguns dizem que esta obra é excessiva e, de fato, para tratar da diplomacia brasileira da época imperial, ela recua um pouco demais: começa na formação da nacionalidade portuguesa e se estende até a queda de Rosas (1852), apenas. Efetuei uma análise dessa obra no seguinte trabalho: “Contribuições à História Diplomática do Brasil: Pandiá Calógeras, ou o Clausewitz da política externa”, Brasília: 21 março 1993, 13 pp., revisto em 22 maio 1993. Artigo-resenha dos livros de João Pandiá Calógeras, A Política Exterior do Império (volume I: As Origens; volume II: O Primeiro Reinado; volume III: Da Regência à Queda de Rosas; edição fac-similar: Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, Câmara dos Deputados, Companhia Editora Nacional, coleção “Brasiliana, 1989, xl + 490, 568 e 620 pp). Publicado na revista Estudos Ibero-Americanos (Porto Alegre, PUCRS, v. XVIII, n. 2, dezembro 1992, pp. 93-103). Relação de Publicados n° 117. Disponível neste link do site Parlata: http://www.parlata.com.br/parlata_indica_interna.asp?seq=22.
8) Carlos Delgado de Carvalho: História Diplomática do Brasil (1959; reedição fac-similar, 1998; Brasília: Senado Federal)
Apesar de antiquada em sua metodologia e historicamente defasada, tendo deixado de servir de livro-texto depois da publicação da obra conjunta de Amado Luiz Cervo e Clodoaldo Bueno – História da Política Exterior do Brasil (3ª ed.; Brasília: UnB, 2006) – essa obra permanece ainda uma referência parcialmente válida para o estudo dos períodos colonial, imperial e republicano, até o final dos anos 1950. Efetuei uma análise neste trabalho (que serviu, ao mesmo tempo, de introdução à sua reedição facsimilar): “Em busca da simplicidade e da clareza perdidas: Delgado de Carvalho e a historiografia diplomática brasileira”, Brasília, 12 dezembro 1997, 25 pp.; revisão em 05.01.98. Texto introdutório à reedição de Carlos Delgado de Carvalho (1884-1980), História Diplomática do Brasil (1ª ed.: São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959; edição facsimilar: Brasília: Senado Federal, 1998; Coleção Memória brasileira n. 13, lxx, 420 p.), pp. xv-l, incorporando ainda apresentação do Emb. Rubens Ricupero (pp. iii-xiv), elaborada originalmente em 1989, em Genebra). Elaborei uma versão revista dessa introdução, com prefácio, para uma segunda edição, em 2004, mas ela foi publicada sem minhas correções e acréscimos; para a edição de 1998, ver: http://www.pralmeida.org/01Livros/2FramesBooks/
24DelgadoHistoDiplom.html; meu texto: http://www.pralmeida.org/01Livros/
1NewBoooks/PrepNewEdDelg2004.pdf.
9) Marcelo de Paiva Abreu (org.). A Ordem do Progresso: cem anos de política econômica republicana, 1889-1989 (Rio de Janeiro: Campus, 1989; várias reedições)
Uma coletânea indispensável de estudos especializados, por onze diferentes autores, para conhecer a trajetória econômica e política do século republicano. O organizador assina o capítulo relativo à modernização autoritária, entre 1930 e 1945. O volume se abre por um estudo de Gustavo Franco sobre a primeira década republicana, seguido de Winston Fritsh, que se ocupa do apogeu e crise da primeira República, de 1900 a 1930. Sérgio Besserman Vianna assina dois excelentes ensaios sobre o imediato pós-guerra, de 1945 a 1954. Marcelo de Paiva Abreu volta para tratar dos conturbados anos 1961-1964, sobre a inflação, estagnação e ruptura. A estabilização e a reforma, entre 1964 e 1867, são tratadas por André Lara Rezende e as distorções do “milagre” econômico , de 1967 a 1973, por Luiz Aranha Corrêa do Lago. Dionísio Dias Carneiro vem na seqüência (1974-1980) e divide com Eduardo Modiano um capítulo sobre a primeira metade dos anos 1980. Esse último autor encerra a obra com a “ópera dos três cruzados”, uma análise das tentativas de estabilização no final da década. Um anexo estatístico cobre o longo século republicano, contendo os principais indicadores da atividade econômica e das relações externas. Este livro pode ser completado pela leitura desta outra coletânea: Fabio Giambiagi, André Villela, Lavínia Barros de Castro e Jennifer Hermann (orgs.), Economia Brasileira Contemporânea (1945-2004) (Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, 432 p.), do qual efetuei uma resenha, neste link de Parlata: http://www.parlata.com.br/
parlata_indica_interna.asp?seq=39.
10) Paulo Roberto de Almeida: Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (publicado em primeira edição em 2001; reedição em 2005 pela Senac-SP; ver em www.pralmeida.org).
Com a permissão dos leitores para esta demonstração de auto-indulgência, termino esta lista, narcisisticamente, por um dos meus livros. Eu poderia indicar outros livros de história diplomática do Brasil, mas disponho, aparentemente, de crédito suficiente – em matéria de pesquisa e de estudos acumulados na área da história e das relações econômicas internacionais do Brasil – para destacar minha própria investigação histórica sobre os fundamentos da nossa moderna diplomacia econômica, com a promessa de que vou continuar esse trabalho de pesquisa em dois volumes subseqüentes cobrindo o longo século republicano. Uma apresentação geral da obra foi feita neste artigo: “A formação da diplomacia econômica do Brasil”, Lua Nova, revista de cultura e política, São Paulo: CEDEC, n. 46, 1999, p. 169-195; link: www.pralmeida.org/04Temas/11academia/
05materiais/673FDERevLuaNova2.pdf.
Paulo Roberto de Almeida
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A pergunta da semana (talvez do mes, quem sabe do ano?)
Is Lula Trying to Meet Every Despot in the World?
Matéria de Joshua Keating na Foreign Policy online (Wednesday, July 7, 2010)
Lula's latest dodgy friend
As part of what seems like a quest to get in a good photo-op with every one of the world's most despotic leaders before the end of his presidency, Brazilian President Luiz Inacio Lula Da Silva stopped in Equatorial Guinea yesterady for a meeting with President Teodor Obiang Nguema Mbasogo:
"Both presidents expressed their agreement to safeguard democratic principles, cooperate against organized crime and to combat other challenges facing both nations. President Obiang was pleased with the support of the Government of Brazil concerning the candidacy of Equatorial Guinea as a full member of the Community of Portuguese Language Countries (CPLP). President Obiang hoped that Equatorial Guinea would become a member of the Community in time for the next CPLP Summit to be held July 2011 in Luanda, Angola."
The two countries issued a Joint Communique, highlighting the good relations that exist between the two and called upon developed countries to "ensure that measures taken to remedy the worldwide economic crisis not affect the economies of developing countries."
As George Ayittey wrote in our most recent print issue, Obiang has been a kind of one-man economic crisis for Equatorial Guinea, having reportedly amassed a personal fortune of over $600 million off his country's massive oil reserves while his country remains one of the poorest in the world.
Responding to questions about the trip in the Brazilian press, Foreign Minister Celso Amorim replied, "business is business." But al Jazeera's Gabiel Elizondo seems broader aspirations in Lula's recent trips to Africa, which have taken him to an astounding 25 of the continent's 53 countries:
As the clock ticks down on Lula's term as president, it is becoming increasingly clear that he wants to play a large role on the international stage and his frequent trips to Africa as president will probably help shape his post-presidency life
He recently acknowledged this, saying that he will be looking for opportunities to work against poverty and hunger, particularly in Latin America and Africa.....
There has been some talk about Lula being a perfect fit to lead the UN's Food and Agricultural Organization (FAO), or to take on a special envoy role with Africa. He most certainly will start a foundation, possibly run by Amorim, his foreign minister.
But, whatever the future might hold for Lula after his presidency expires, it is a good bet it will involve work directly with the African continent - after all, he has an authentic knowledge of the continent like few other non-African leaders.
On the other hand, doing business with leaders like Obiang is not necessarily the best place to start combating African poverty.
Matéria de Joshua Keating na Foreign Policy online (Wednesday, July 7, 2010)
Lula's latest dodgy friend
As part of what seems like a quest to get in a good photo-op with every one of the world's most despotic leaders before the end of his presidency, Brazilian President Luiz Inacio Lula Da Silva stopped in Equatorial Guinea yesterady for a meeting with President Teodor Obiang Nguema Mbasogo:
"Both presidents expressed their agreement to safeguard democratic principles, cooperate against organized crime and to combat other challenges facing both nations. President Obiang was pleased with the support of the Government of Brazil concerning the candidacy of Equatorial Guinea as a full member of the Community of Portuguese Language Countries (CPLP). President Obiang hoped that Equatorial Guinea would become a member of the Community in time for the next CPLP Summit to be held July 2011 in Luanda, Angola."
The two countries issued a Joint Communique, highlighting the good relations that exist between the two and called upon developed countries to "ensure that measures taken to remedy the worldwide economic crisis not affect the economies of developing countries."
As George Ayittey wrote in our most recent print issue, Obiang has been a kind of one-man economic crisis for Equatorial Guinea, having reportedly amassed a personal fortune of over $600 million off his country's massive oil reserves while his country remains one of the poorest in the world.
Responding to questions about the trip in the Brazilian press, Foreign Minister Celso Amorim replied, "business is business." But al Jazeera's Gabiel Elizondo seems broader aspirations in Lula's recent trips to Africa, which have taken him to an astounding 25 of the continent's 53 countries:
As the clock ticks down on Lula's term as president, it is becoming increasingly clear that he wants to play a large role on the international stage and his frequent trips to Africa as president will probably help shape his post-presidency life
He recently acknowledged this, saying that he will be looking for opportunities to work against poverty and hunger, particularly in Latin America and Africa.....
There has been some talk about Lula being a perfect fit to lead the UN's Food and Agricultural Organization (FAO), or to take on a special envoy role with Africa. He most certainly will start a foundation, possibly run by Amorim, his foreign minister.
But, whatever the future might hold for Lula after his presidency expires, it is a good bet it will involve work directly with the African continent - after all, he has an authentic knowledge of the continent like few other non-African leaders.
On the other hand, doing business with leaders like Obiang is not necessarily the best place to start combating African poverty.
Casal 20K: sucesso financeiro, em meio à crise...
Um fato excepcional, que não pode deixar de merecer o devido registro. Eu, você, e todos aqueles que fazem o maior esforço para preservar os ativos e tentar aumentar o valor patrimonial do que conseguimos duramente amealhar, com muito esforço, dedicação e trabalho insano, gostaríamos de saber como se faz para ter tanto sucesso como o casal K, que em meio à crise (na Argentina também), consegue aumentar seu patrimônio em 20%.
Um feito extraordinário, que merece ser comemorado:
Argentina: aumenta un 20 por ciento la fortuna del matrimonio Kirchner, según la prensa
El patrimonio del matrimonio Kirchner llegó en 2009 a los 55,5 millones de pesos (14,5 millones de dólares)
Infolatam, Buenos Aires, 7 de julio de 2010
La fortuna de la presidenta argentina, Cristina Kirchner, y su esposo y antecesor, Néstor Kirchner, creció un 20,65 por ciento en 2009, hasta unos 14,5 millones de dólares, según una declaración jurada del matrimonio publicada por el diario bonaerense La Nación.
La declaración jurada, que el matrimonio presentó a la Oficina Anticorrupción, señala que el incremento patrimonial respondió a la cancelación de millonarias deudas y la valorización de las acciones de dos de sus tres empresas, indicó el periódico.
En este sentido, apuntó que las deudas de la pareja se redujeron desde unos 4,87 millones de dólares declarados en 2008 a los 1,57 millones del año pasado, gracias a que tuvo ingresos por 4,18 millones de dólares, la mayor parte por alquileres e intereses de depósitos bancarios a plazo.
El patrimonio neto de los Kirchner mejoró además por un aumento del valor de las empresas Los Sauces y Hotesur, propietarias de sendos hoteles en la villa turística de El Calafate, en la Patagonia argentina, agregó.
La fortuna de la mandataria y su esposo fue motivo de denuncias penales presentadas por fuerzas de la oposición política el año pasado, cuando el matrimonio presentó una declaración jurada según la cual su patrimonio había aumentado en 2008 en un 158 por ciento, hasta unos 12,1 millones de dólares.
La polémica se agudizó al conocerse que Kirchner, quien gobernó entre 2003 y 2007, había comprado en 2008 dos millones de dólares en efectivo justo antes de que se apreciara la moneda estadounidense en el mercado local de cambios, regulado por el Banco Central.
Las demandas penales por el presunto enriquecimiento ilícito del matrimonio Kirchner fueron archivadas a fines del año pasado, cuando la Fiscalía se abstuvo de apelar un fallo judicial que había absuelto a la pareja.
Pero sigue su curso una demanda presentada por la Coalición Cívica, tercera fuerza parlamentaria, que acusa a la mandataria y a su esposo de enriquecerse aprovechando el acceso a información reservada, cargo que alude a la compra de dos millones de dólares antes de la apreciación de la moneda estadounidense en el mercado local.
De la última declaración jurada de bienes, surge que el patrimonio del matrimonio Kirchner llegó en 2009 a los 55,5 millones de pesos (14,5 millones de dólares) frente a deudas por 6,22 millones (1,53 millones de dólares).
Um feito extraordinário, que merece ser comemorado:
Argentina: aumenta un 20 por ciento la fortuna del matrimonio Kirchner, según la prensa
El patrimonio del matrimonio Kirchner llegó en 2009 a los 55,5 millones de pesos (14,5 millones de dólares)
Infolatam, Buenos Aires, 7 de julio de 2010
La fortuna de la presidenta argentina, Cristina Kirchner, y su esposo y antecesor, Néstor Kirchner, creció un 20,65 por ciento en 2009, hasta unos 14,5 millones de dólares, según una declaración jurada del matrimonio publicada por el diario bonaerense La Nación.
La declaración jurada, que el matrimonio presentó a la Oficina Anticorrupción, señala que el incremento patrimonial respondió a la cancelación de millonarias deudas y la valorización de las acciones de dos de sus tres empresas, indicó el periódico.
En este sentido, apuntó que las deudas de la pareja se redujeron desde unos 4,87 millones de dólares declarados en 2008 a los 1,57 millones del año pasado, gracias a que tuvo ingresos por 4,18 millones de dólares, la mayor parte por alquileres e intereses de depósitos bancarios a plazo.
El patrimonio neto de los Kirchner mejoró además por un aumento del valor de las empresas Los Sauces y Hotesur, propietarias de sendos hoteles en la villa turística de El Calafate, en la Patagonia argentina, agregó.
La fortuna de la mandataria y su esposo fue motivo de denuncias penales presentadas por fuerzas de la oposición política el año pasado, cuando el matrimonio presentó una declaración jurada según la cual su patrimonio había aumentado en 2008 en un 158 por ciento, hasta unos 12,1 millones de dólares.
La polémica se agudizó al conocerse que Kirchner, quien gobernó entre 2003 y 2007, había comprado en 2008 dos millones de dólares en efectivo justo antes de que se apreciara la moneda estadounidense en el mercado local de cambios, regulado por el Banco Central.
Las demandas penales por el presunto enriquecimiento ilícito del matrimonio Kirchner fueron archivadas a fines del año pasado, cuando la Fiscalía se abstuvo de apelar un fallo judicial que había absuelto a la pareja.
Pero sigue su curso una demanda presentada por la Coalición Cívica, tercera fuerza parlamentaria, que acusa a la mandataria y a su esposo de enriquecerse aprovechando el acceso a información reservada, cargo que alude a la compra de dos millones de dólares antes de la apreciación de la moneda estadounidense en el mercado local.
De la última declaración jurada de bienes, surge que el patrimonio del matrimonio Kirchner llegó en 2009 a los 55,5 millones de pesos (14,5 millones de dólares) frente a deudas por 6,22 millones (1,53 millones de dólares).
Colombia-FARC: guerra sem treguas
Parece que se trata de uma situação de guerra, efetivamente. Vai que alguém tem ideia de se oferecer para mediação...
Nunca se sabe: toda guerra leva à perda de vidas humanas, e algumas são mais preciosas do que outras. Tem gente que se especializa em mediação. Pode ser que dê certo, desta vez... (PRA)
Colombia: abatidos en bombardeo 12 guerrilleros de las FARC
Uribe precisó que la operación se registró "en los Montes de María".
Infolatam
Bogotá, 6 de julio de 2010
Un total de doce guerrilleros de las FARC fueron abatidos en un bombardeo en el norte de Colombia y otros seis fueron detenidos en una acción conjunta de la Fuerza Aérea y la Armada, informó el presidente colombiano, Álvaro Uribe. Además, la Policía antinarcóticos de Colombia ha hallado un laboratorio de las FARC y se incautó de 723 kilos de cocaína
"A las cuatro de la mañana de hoy (09.00 GMT), después de una gran labor de inteligencia de la Armada y una acción de la Fuerza Aérea Colombiana, fueron abatidos 12 bandidos y capturados seis", señaló Uribe en un acto público en Bogotá. Añadió que "entre los abatidos está 'Canaguaro' y está 'Ciro', que venían como delegados de esa alhajita, de ese embajador del terror, que es 'Iván Márquez'" (alias de Luciano Marín Arango, uno de los jefes máximos de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia- FARC).
Uribe precisó que la operación se registró "en los Montes de María" y destacó que esa zona "es una de las que mejor recuperación muestra en Colombia" y que pretendía ser retomada por los enviados de "ese diplomático del terror" (Iván Márquez).
"Canaguaro" y "Ciro", dijo el presidente, "organizaron lo que podríamos llamar el intento del terrorismo de las FARC de la retoma de los Montes de María", tras la muerte en otro bombardeo en octubre de 2007, de Gustavo Rueda Díaz, alias "Martín Caballero", jefe del llamado "Bloque Caribe" de la principal guerrilla colombiana.
Uribe aludió a Jaime Manuel Lara Hernández o "Canaguaro", actual jefe del frente 35 de las FARC desde la muerte de "Martín Caballero", quien recientemente apareció en el documental "La Insurgencia del siglo XXI". Ese documental, de 112 minutos de duración y que despertó una polémica, señala que los miembros de las FARC son campesinos que cultivan la tierra y también muestra cómo decenas, cientos de jóvenes guerrilleros estudian en bibliotecas y forman grupos de lectura en plena selva. "Sabemos dónde está ese bandido de 'Iván Márquez'", puntualizó Uribe.
Además, la Policía antinarcóticos de Colombia halló un laboratorio de refinado de drogas de las FARC en una zona selvática y montañosa del departamento del Cauca (suroeste) y se incautó de 723 kilos de cocaína, informaron fuentes oficiales. Según las fuentes, el laboratorio pertenecía al frente 30 de las FARC.
En un comunicado, la Policía detalló que al llegar al lugar las unidades de antinarcóticos fueron recibidas por disparos de los guerrilleros al mando de alias "Mincho". Sin embargo, los comandos Jungla coparon el lugar y las unidades de investigación iniciaron el trabajo de recolección de material probatorio mediante el cual hallaron los 723 kilos de cocaína y 5,6 toneladas de sustancias químicas.
Nunca se sabe: toda guerra leva à perda de vidas humanas, e algumas são mais preciosas do que outras. Tem gente que se especializa em mediação. Pode ser que dê certo, desta vez... (PRA)
Colombia: abatidos en bombardeo 12 guerrilleros de las FARC
Uribe precisó que la operación se registró "en los Montes de María".
Infolatam
Bogotá, 6 de julio de 2010
Un total de doce guerrilleros de las FARC fueron abatidos en un bombardeo en el norte de Colombia y otros seis fueron detenidos en una acción conjunta de la Fuerza Aérea y la Armada, informó el presidente colombiano, Álvaro Uribe. Además, la Policía antinarcóticos de Colombia ha hallado un laboratorio de las FARC y se incautó de 723 kilos de cocaína
"A las cuatro de la mañana de hoy (09.00 GMT), después de una gran labor de inteligencia de la Armada y una acción de la Fuerza Aérea Colombiana, fueron abatidos 12 bandidos y capturados seis", señaló Uribe en un acto público en Bogotá. Añadió que "entre los abatidos está 'Canaguaro' y está 'Ciro', que venían como delegados de esa alhajita, de ese embajador del terror, que es 'Iván Márquez'" (alias de Luciano Marín Arango, uno de los jefes máximos de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia- FARC).
Uribe precisó que la operación se registró "en los Montes de María" y destacó que esa zona "es una de las que mejor recuperación muestra en Colombia" y que pretendía ser retomada por los enviados de "ese diplomático del terror" (Iván Márquez).
"Canaguaro" y "Ciro", dijo el presidente, "organizaron lo que podríamos llamar el intento del terrorismo de las FARC de la retoma de los Montes de María", tras la muerte en otro bombardeo en octubre de 2007, de Gustavo Rueda Díaz, alias "Martín Caballero", jefe del llamado "Bloque Caribe" de la principal guerrilla colombiana.
Uribe aludió a Jaime Manuel Lara Hernández o "Canaguaro", actual jefe del frente 35 de las FARC desde la muerte de "Martín Caballero", quien recientemente apareció en el documental "La Insurgencia del siglo XXI". Ese documental, de 112 minutos de duración y que despertó una polémica, señala que los miembros de las FARC son campesinos que cultivan la tierra y también muestra cómo decenas, cientos de jóvenes guerrilleros estudian en bibliotecas y forman grupos de lectura en plena selva. "Sabemos dónde está ese bandido de 'Iván Márquez'", puntualizó Uribe.
Además, la Policía antinarcóticos de Colombia halló un laboratorio de refinado de drogas de las FARC en una zona selvática y montañosa del departamento del Cauca (suroeste) y se incautó de 723 kilos de cocaína, informaron fuentes oficiales. Según las fuentes, el laboratorio pertenecía al frente 30 de las FARC.
En un comunicado, la Policía detalló que al llegar al lugar las unidades de antinarcóticos fueron recibidas por disparos de los guerrilleros al mando de alias "Mincho". Sin embargo, los comandos Jungla coparon el lugar y las unidades de investigación iniciaron el trabajo de recolección de material probatorio mediante el cual hallaron los 723 kilos de cocaína y 5,6 toneladas de sustancias químicas.
Mais um artigo publicado: sobre livre comércio
Publicado em versão mais resumida anteriormente em outro veículo:
O argumento a favor do livre comércio
Portal de Economia do iG (28.06.2010).
Relação de Publicados n. 977; relação de Originais n. 2159.
O argumento a favor do livre comércio
Portal de Economia do iG (28.06.2010).
Relação de Publicados n. 977; relação de Originais n. 2159.
Copa do Mundo: vou acertar no bolao, estou apostando na Holanda...
Não, eu não entendo absolutamente nada de futebol, não torço por nenhum time, nem tenho esses ataques patrioteiros durante a Copa, que me fariam, hipoteticamente, vibrar pela "pátria em chuteiras", pela seleção "canarinho".
Nada disso. Mesmo não sabendo nada de futebol, mesmo não apostando um tostão furado na vitória de alguma seleção nacional em particular, vou apostar tudo o que tenho na Holanda, como a vencedora desta Copa, domingo próximo (aliás, já segunda, aqui na China).
Querem saber a razão?
É porque o Nosso Guia, o genial condutor de povos, está apostando na Espanha, que segundo ele é o mais próximo do Mercosul, do Brasil, da América Latina, whatever.
Ele já tinha apostado na Argentina, depois da eliminação do Brasil, e deu no que deu. Já tinha transferido suas preferências para a outra "seleção do Mercosul" (sic, resic, trisic), a do Uruguai, e nosso vizinho cisplatino ficou para trás.
Agora, Nosso Guia foca na Espanha, e eu já me sinto impelido a apresentar, preventivamente, condolências à seleção espanhola, pelas razões que vocês sabem, e que estão expostas com clareza neste post do jornalista Reinaldo Azevedo.
Leiam, e depois digam se eu não tenho razão em apostar na Holanda.
A conferir, domingo (aqui segunda).
Paulo Roberto de Almeida
EU BEM QUE AVISEI! O SECA-PIMENTEIRA FULMINOU A ALEMANHA!!!
Reinaldo Azevedo, 7.07.2010
Pois é… Eu não sou um desses analistas de pesquisas eleitorais que dão plantão em jornais, convertendo torcida em ciência, mas tenho minhas intuições com base em fatos.
- Lula grudou no Corinthians, que ambicionava a Libertadores. O Corinthians se danou!
- Lula grudou na Seleção Brasileira. A seleção perdeu (juntaram-se urucubaca com Dunga: parceria invencível).
- Lula exaltou as seleções do Mercosul. Foram caindo como moscas. Restou o Uruguai.
- Lula torceu para ao Uruguai. O Uruguai perdeu.
- Lula disse torcer para a Alemanha porque há um brasileiro no time. A Alemanha está fora.
Escrevi ontem este post aqui, ó:
O OLHAR FATAL DE LULA
Reflexões de Lula na Tanzânia. Leiam. Volto em seguida:
“Espero que tenha algum jogador brasileiro em alguma seleção que esteja disputando a final. Se for o Uruguai, nós temos pelo menos um bom jogador do Botafogo na seleção do Uruguai. Se for a Alemanha, nós temos um brasileiro naturalizado”.
“Nós temos como representante do Mercosul o nosso querido Uruguai e estaremos todos torcendo para que o Uruguai seja campeão do mundo. Nada contra os europeus, mas tudo favorável ao Mercosul.”
Comento:
Pois é… A Holanda tem uma seleção certamente superior à do Uruguai, e a tarefa dos companheiros já não era fácil. Mas aí veio a torcida do seca-pimenteira… Aí, meus amigos, não tem jeito: a vaca vai para o brejo mesmo.
A Alemanha, com o seu time dito multicultural - já houve tonto chamando a seleção alemã de “multirracial” (se “raça” não existe, por que existiriam “raças”?) -, deve fazer, sei lá, um culto ecumênico para se livrar da urucubaca.
Os alemães enfrentam os espanhóis amanhã. São muito superiores - mas agora contam com a torcida de Lula. Não há favoritismo que tenha resistido a esse “olhar”…
Quanto à tese das seleções do Mercosul, esposada até por certa babaquice jornalística, dizer o quê? O mais perto que o bloco econômico está da Copa, por enquanto, é a Espanha - e, mesmo assim, fazendo certa concessão ao “colonizador”, né? Pode-se defender também a torcida em favor da Holanda, uma homenagem à herança deixada por aquele povo em Pernambuco.
Seja como for, no terreno, diria, “espiritual”, a Seleção da Holanda passou a ser favorita. Lula não lançou sobre ela o seu olhar fatal.
Encerro
Os técnicos de Espanha e Holanda devem se precaver: desde já, repudiem a torcida de Lula. Nada sobrevive àquele olhar… E depois falam do pé frio de Mick Jagger?
Quer acertar o bolão, amigo? Tente saber para quem Lula está torcendo.
==========
Addendum (posterior ao post acima, como, aliás, é o sentido do termo em Latim):
“No creo en brujas, pero que las hay, las hay”
Reinaldo Azevedo, 8.07.2010
Ai, Ai… A Espanha, um dos países mais ferorosamente católicos do mundo, pode começar a rezar. Leiam trecho de reportagem da Folha. Volto depois.
Por Ana Flor, Eduardo Arruda e Fábio Zanini:
A Fifa conta com o presidente Lula como uma das estrelas na final da Copa do Mundo, mas a tendência dele ontem era faltar ao jogo decisivo e voltar ao Brasil amanhã ou sábado. Lula afirmou estar exausto a integrantes da comitiva que o acompanha em viagem a seis países africanos, segundo a Folha apurou.
Um assessor direto do presidente disse que a chance de ele não ir à final é de 90%. A decisão final, porém, ainda será tomada por Lula. Além disso, em jantar ontem à noite em Johannesburgo, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, comentou com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que Lula não deve ir à partida entre Holanda e Espanha.
Outro motivo, segundo Kassab, é que não há nenhum representante do Mercosul no jogo. Lula também não quer presenciar uma eventual festa da Holanda, time que eliminou o Brasil. Caso se confirme, a ausência do presidente poderá ser vista como uma desfeita para a Fifa, que ontem anunciou como confirmada a presença do brasileiro. No evento, Lula receberia simbolicamente a incumbência de organizar a próxima Copa, que acontecerá no Brasil em 2014.
Hoje, o presidente brasileiro participa, ao lado de Teixeira, de evento de lançamento do emblema da Copa brasileira, em Johannesburgo. Anteontem, ele criticou indiretamente o fato de Teixeira estar há 21 anos à frente da entidade. Aqui
Comento [Reinaldo Azevedo]:
Conhecem o famoso ditado “No creo en brujas, pero que las hay, las hay”? Pois é… O fato de Lula torcer por alguém ou algum time e os coitados sempre se defrontarem com o desastre não é uma dessas inevitabilidades cientificamente comprováveis, que rendam uma teoria, um conceito. Mas uma coisa é certa: trata-se de uma experiência empírica.
Se Lula não gostaria de assistir ao eventual triunfo holandês porque aquela seleção tirou o Brasil da Copa — na verdade, foram Dunga e Jorginho que o fizeram —, suponho que esteja torcendo para a Espanha. Que dureza!
Lutem, valentes! Eurico, o presbítero, enfrentou batalha bem maior! Huuummm… Se bem que esse exemplo não é muito bom. Vamos fazer o seguinte: rezem e acendam velas para o Anjo Custódio!
O fato é que “ele” está de olho em vocês…
Nada disso. Mesmo não sabendo nada de futebol, mesmo não apostando um tostão furado na vitória de alguma seleção nacional em particular, vou apostar tudo o que tenho na Holanda, como a vencedora desta Copa, domingo próximo (aliás, já segunda, aqui na China).
Querem saber a razão?
É porque o Nosso Guia, o genial condutor de povos, está apostando na Espanha, que segundo ele é o mais próximo do Mercosul, do Brasil, da América Latina, whatever.
Ele já tinha apostado na Argentina, depois da eliminação do Brasil, e deu no que deu. Já tinha transferido suas preferências para a outra "seleção do Mercosul" (sic, resic, trisic), a do Uruguai, e nosso vizinho cisplatino ficou para trás.
Agora, Nosso Guia foca na Espanha, e eu já me sinto impelido a apresentar, preventivamente, condolências à seleção espanhola, pelas razões que vocês sabem, e que estão expostas com clareza neste post do jornalista Reinaldo Azevedo.
Leiam, e depois digam se eu não tenho razão em apostar na Holanda.
A conferir, domingo (aqui segunda).
Paulo Roberto de Almeida
EU BEM QUE AVISEI! O SECA-PIMENTEIRA FULMINOU A ALEMANHA!!!
Reinaldo Azevedo, 7.07.2010
Pois é… Eu não sou um desses analistas de pesquisas eleitorais que dão plantão em jornais, convertendo torcida em ciência, mas tenho minhas intuições com base em fatos.
- Lula grudou no Corinthians, que ambicionava a Libertadores. O Corinthians se danou!
- Lula grudou na Seleção Brasileira. A seleção perdeu (juntaram-se urucubaca com Dunga: parceria invencível).
- Lula exaltou as seleções do Mercosul. Foram caindo como moscas. Restou o Uruguai.
- Lula torceu para ao Uruguai. O Uruguai perdeu.
- Lula disse torcer para a Alemanha porque há um brasileiro no time. A Alemanha está fora.
Escrevi ontem este post aqui, ó:
O OLHAR FATAL DE LULA
Reflexões de Lula na Tanzânia. Leiam. Volto em seguida:
“Espero que tenha algum jogador brasileiro em alguma seleção que esteja disputando a final. Se for o Uruguai, nós temos pelo menos um bom jogador do Botafogo na seleção do Uruguai. Se for a Alemanha, nós temos um brasileiro naturalizado”.
“Nós temos como representante do Mercosul o nosso querido Uruguai e estaremos todos torcendo para que o Uruguai seja campeão do mundo. Nada contra os europeus, mas tudo favorável ao Mercosul.”
Comento:
Pois é… A Holanda tem uma seleção certamente superior à do Uruguai, e a tarefa dos companheiros já não era fácil. Mas aí veio a torcida do seca-pimenteira… Aí, meus amigos, não tem jeito: a vaca vai para o brejo mesmo.
A Alemanha, com o seu time dito multicultural - já houve tonto chamando a seleção alemã de “multirracial” (se “raça” não existe, por que existiriam “raças”?) -, deve fazer, sei lá, um culto ecumênico para se livrar da urucubaca.
Os alemães enfrentam os espanhóis amanhã. São muito superiores - mas agora contam com a torcida de Lula. Não há favoritismo que tenha resistido a esse “olhar”…
Quanto à tese das seleções do Mercosul, esposada até por certa babaquice jornalística, dizer o quê? O mais perto que o bloco econômico está da Copa, por enquanto, é a Espanha - e, mesmo assim, fazendo certa concessão ao “colonizador”, né? Pode-se defender também a torcida em favor da Holanda, uma homenagem à herança deixada por aquele povo em Pernambuco.
Seja como for, no terreno, diria, “espiritual”, a Seleção da Holanda passou a ser favorita. Lula não lançou sobre ela o seu olhar fatal.
Encerro
Os técnicos de Espanha e Holanda devem se precaver: desde já, repudiem a torcida de Lula. Nada sobrevive àquele olhar… E depois falam do pé frio de Mick Jagger?
Quer acertar o bolão, amigo? Tente saber para quem Lula está torcendo.
==========
Addendum (posterior ao post acima, como, aliás, é o sentido do termo em Latim):
“No creo en brujas, pero que las hay, las hay”
Reinaldo Azevedo, 8.07.2010
Ai, Ai… A Espanha, um dos países mais ferorosamente católicos do mundo, pode começar a rezar. Leiam trecho de reportagem da Folha. Volto depois.
Por Ana Flor, Eduardo Arruda e Fábio Zanini:
A Fifa conta com o presidente Lula como uma das estrelas na final da Copa do Mundo, mas a tendência dele ontem era faltar ao jogo decisivo e voltar ao Brasil amanhã ou sábado. Lula afirmou estar exausto a integrantes da comitiva que o acompanha em viagem a seis países africanos, segundo a Folha apurou.
Um assessor direto do presidente disse que a chance de ele não ir à final é de 90%. A decisão final, porém, ainda será tomada por Lula. Além disso, em jantar ontem à noite em Johannesburgo, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, comentou com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que Lula não deve ir à partida entre Holanda e Espanha.
Outro motivo, segundo Kassab, é que não há nenhum representante do Mercosul no jogo. Lula também não quer presenciar uma eventual festa da Holanda, time que eliminou o Brasil. Caso se confirme, a ausência do presidente poderá ser vista como uma desfeita para a Fifa, que ontem anunciou como confirmada a presença do brasileiro. No evento, Lula receberia simbolicamente a incumbência de organizar a próxima Copa, que acontecerá no Brasil em 2014.
Hoje, o presidente brasileiro participa, ao lado de Teixeira, de evento de lançamento do emblema da Copa brasileira, em Johannesburgo. Anteontem, ele criticou indiretamente o fato de Teixeira estar há 21 anos à frente da entidade. Aqui
Comento [Reinaldo Azevedo]:
Conhecem o famoso ditado “No creo en brujas, pero que las hay, las hay”? Pois é… O fato de Lula torcer por alguém ou algum time e os coitados sempre se defrontarem com o desastre não é uma dessas inevitabilidades cientificamente comprováveis, que rendam uma teoria, um conceito. Mas uma coisa é certa: trata-se de uma experiência empírica.
Se Lula não gostaria de assistir ao eventual triunfo holandês porque aquela seleção tirou o Brasil da Copa — na verdade, foram Dunga e Jorginho que o fizeram —, suponho que esteja torcendo para a Espanha. Que dureza!
Lutem, valentes! Eurico, o presbítero, enfrentou batalha bem maior! Huuummm… Se bem que esse exemplo não é muito bom. Vamos fazer o seguinte: rezem e acendam velas para o Anjo Custódio!
O fato é que “ele” está de olho em vocês…
Brasil: a caminho da mediocridade e da fantasia...
Inacreditável como o Brasil parece viver num mundo encantado, em todos têm direitos garantidos constitucionalmente. Não há, na Constituição, nenhum dever de produtividade, de eficiência, de redução de gastos, de racionalidade administrativa, de simples bom senso.
Uma coleção de ideias idiotas, sob a forma de leis propostas por outros idiotas, aplaudidas por um conjunto de néscios.
Estou absolutamente convencido, agora, de que o Brasil caminha para criar um sistema totalmente inviável, em que ninguém quer arcar com os custos, e todos querem beneficiar-se de benesses.
Neste caso, inclusive, o que choca é a total falta de responsabilidade: todos têm direitos, e nenhuma obrigação. Os traficantes devem estar satisfeitos.
Paulo Roberto de Almeida
Aprovada proposta que garante direitos constitucionais à juventude
07/07/2010 - 20h53
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (7), com 52 votos favoráveis, e em regime especial de tramitação, a proposta de emenda à Constituição (PEC 42/08) que altera a denominação do Capítulo VII do Título VIII da Carta para atender os interesses da juventude. Esse capítulo, que trata atualmente dos interesses da família, da criança,
do adolescente e do idoso, passa a incluir também o jovem, conforme a chamada "PEC da Juventude".
A proposta, que vai à promulgação pelo Congresso Nacional, modifica ainda o artigo 227 da Constituição, com o mesmo objetivo de incluir menção ao jovem. Pela proposta, esse artigo passa a ter a seguinte redação: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão".
A PEC foi aprovada primeiramente pela Câmara, a partir dos trabalhos de uma comissão especial, e o primeiro signatário da proposta original foi o deputado Sandes Júnior (PP-GO). No Senado, a PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) com três emendas de redação, cujo relator foi o então senador Expedito Júnior (PR-RO).
A votação foi acompanhada por representantes de diversas entidades representantes de jovens e de estudantes, que lotaram as galerias do Plenário e comemoraram o resultado.
Uma coleção de ideias idiotas, sob a forma de leis propostas por outros idiotas, aplaudidas por um conjunto de néscios.
Estou absolutamente convencido, agora, de que o Brasil caminha para criar um sistema totalmente inviável, em que ninguém quer arcar com os custos, e todos querem beneficiar-se de benesses.
Neste caso, inclusive, o que choca é a total falta de responsabilidade: todos têm direitos, e nenhuma obrigação. Os traficantes devem estar satisfeitos.
Paulo Roberto de Almeida
Aprovada proposta que garante direitos constitucionais à juventude
07/07/2010 - 20h53
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (7), com 52 votos favoráveis, e em regime especial de tramitação, a proposta de emenda à Constituição (PEC 42/08) que altera a denominação do Capítulo VII do Título VIII da Carta para atender os interesses da juventude. Esse capítulo, que trata atualmente dos interesses da família, da criança,
do adolescente e do idoso, passa a incluir também o jovem, conforme a chamada "PEC da Juventude".
A proposta, que vai à promulgação pelo Congresso Nacional, modifica ainda o artigo 227 da Constituição, com o mesmo objetivo de incluir menção ao jovem. Pela proposta, esse artigo passa a ter a seguinte redação: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito
à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão".
A PEC foi aprovada primeiramente pela Câmara, a partir dos trabalhos de uma comissão especial, e o primeiro signatário da proposta original foi o deputado Sandes Júnior (PP-GO). No Senado, a PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) com três emendas de redação, cujo relator foi o então senador Expedito Júnior (PR-RO).
A votação foi acompanhada por representantes de diversas entidades representantes de jovens e de estudantes, que lotaram as galerias do Plenário e comemoraram o resultado.
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