domingo, 18 de maio de 2025

A busca insensata por protagonismo - Roberto Brant (Estado de Minas)

  BRASIL VISTO DE MINAS

A busca insensata por protagonismo

Entre o amadorismo, a presunção e a ideologia, nossa política externa está perdendo o sentido da realidade e da proporção

Roberto Brant

Estado de Minas, 16/05/2025

    

        Li em algum lugar que Joaquim Nabuco, quando embaixador do Brasil nos Estados Unidos, nos primeiros anos da República, teria dito que uma virtude essencial da política externa de um país seria o senso de realidade e de proporção, querendo certamente dizer com isso não se fazer maior nem menor do que a realidade. Seria fazer justiça à nossa diplomaciareconhecer que, na maior parte da nossa vida republicana, a política externa brasileira tem se mantido fiel àquela virtude, não se apequenando diante dos mais poderosos, nem cultivando a fantasia de um poder e de uma influência que naturalmente não temos.

        Por razões e modos diferentes, o governo passado e o atual têm imposto à nossa política externa um tipo de ativismo partidarizado, estranho à nossa tradição e prejudicial aos nossos interesses permanentes. Essa disposição torna-se particularmente imprudente em um momento de grande turbulência geopolítica, quando a “ordem internacional baseada em regras”, que vinha organizando a convivência entre os países desde o final da Segunda Guerra Mundial, está em processo de dissolução.

        O momento do mundo está marcado por três movimentos de ruptura que vão transformar a vida numa direção imprevisível. O primeiro foi a invasão da Ucrânia pela Rússia, rompendo quase 80 anos de paz na Europa. O segundo é a presidência Trump, que está pressionando os limites da democracia americana, desfazendo acordos e compromissos e afirmando o fim de princípios e valores na política externa americana. O terceiro, de caráter mais estrutural, é a emergência de uma nova ordem em que empresas de tecnologia com controle da inteligência artificial rivalizam com os estados soberanos na luta por influência e domínio geopolítico. É neste cenário de grande complexidade que deve atuar a política externa.

        O Brasil certamente não pode estar alheio a nenhum desses movimentos, mas sem deixar de reconhecer que não temos o poder necessário para moldar seus desenvolvimentos, cabendo-nos mover com inteligência e sobriedade para proteger da melhor maneira o interesse nacional. O voluntarismo ideológico de Bolsonaro e de Lula tem impedido o Itamaraty de agir como uma instituição profissional a serviço do interesse permanente do Estado brasileiro e nos exposto até a certas situações que beiram o ridículo.

        No caso exemplar da Ucrânia, Lula tem evitado que nossa política externa expresse sua longa fidelidade ao princípio da não intervenção, princípio especialmente imprescindível a países como o nosso que não tem os meios materiais para se defender em todas as situações. Nosso presidente nunca condenou com a ênfase necessária a Rússia invasora, prega uma paz sem condições e ainda por cima vai a Moscou para, na companhia exclusiva de trinta ditadores, levar a sua homenagem ao líder russo e à sua política, em um gesto que fere a nossa tradição e o próprio sentimento do povo brasileiro.

        No caso dos Estados Unidos, o ex-presidente Bolsonaro e seu círculo mais fiel demonstra uma vassalagem aos piores aspectos do governo Trump e ainda cultiva abertamente a fantasia de uma intervenção americana em nossas instituições. Do seu lado, o presidente Lula não se cansa de provocar desnecessariamente o líder americano que, malgrado o horror que possa nos causar, até o momento não provocou danos diretos ao nosso país, mesmo porque uma tarifa piso de 10% que nos foi aplicada é muito menor do que a tarifa média com que taxamos todas as nossas importações.

        Por fim, o presidente e sua mulher, de um modo aparentemente impróprio e desajeitado, buscaram no presidente chinês apoio para conter em nosso país.

Entre o amadorismo, a presunção e a ideologia, nossa política externa está perdendo o sentido da realidade e da proporção.


As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.







sábado, 17 de maio de 2025

A economia mundial e a curva dos principais ativos neste video de Walter Mundell, blog de Fausto Botelho (via Luis Bacchi)

 Quer entender o que está acontecendo na economia mundial e o que os ativos vão valer na próxima etapa do trumpismo econômico?

Veja este vídeo que um grande amigo me mandou ontem:

"Oi Paulo !
Tudo bem ?

Há décadas sou apaixonado pelo mercado de bolsa, futuros etc.
Eu paricularmente sou mais ligado na análise técnica (gráfica) e menos na fundamentalista. Analise técnica eu entendo um bocado. Mas fundamentalista entendo muito pouco. Estudei analise fundamentalista no curso de Administração e paralelamente ao curso naquela epoca um tanto de analise de balanço, macro economia etc. Mas acabei me inteessando mais pela analise grafica (ações, futuros, commodities etc. - só bitcoin que não tenho nem noção ainda, mas um dia vou ter).
Vi um video que não sei se é muito apropriado e se voce iria gostar. É mais sobre o mercado do dia a dia, mas o entrevistado é muito bom e como toca a todo momento em economia lembrei que talvez voce gostasse de assistir.
(...)
Eu achei muito interessante. O entrevistado é Walter Mundell. Talvez fique mais interessante na segunda metade da entrevista.
Segue o link:
https://www.youtube.com/watch?v=5t4z8ZSboMA

abraços
Luís Bacchi"

PRA: posso assegurar que vale a pena ver...



Can Ukraine win? (1): The drone revolution - David Axe (EuroMaidan)

Can Ukraine win? The drone revolution

David Axe

EuroMaidan, May 16, 2025

The answer might surprise you. Their drone revolution is systematically disabling Russia's ability to move on the battlefield—the key to victory in modern warfare. DAxe explains in part 1 of his eye-opening series.

https://euromaidanpress.com/2025/05/16/how-ukraine-can-win-p-1-drones-dismantling-russias-war-machine/

      Destroying thousands of armored vehicles, Ukrainian drones, mines and artillery are steadily depriving Russia of the mobility its forces need for major advances in Ukraine. This de-mechanization is one way Russia loses—and Ukraine wins.

Rearrumação no espectro partidário: Cinco supercaciques se preparam para dominar a política brasileira até 2030 - Sílvio Ribas (Gazeta do Povo)

Concentração partidária

Cinco supercaciques se preparam para dominar a política brasileira até 2030

Por Sílvio Ribas

Brasília

Gazeta do Povo, 11/05/2025

Presidentes de partidos de centro e centro-dirieta: Ciro Nogueira (PP), Antônio Rueda (União Brasil), Valdemar Costa Neto (PL), Renata Abreu (Podemos) e Gilberto Kassab (PSD). (Foto: Montagem / Gazeta do Povo)

À frente de agremiações políticas que concentram cerca de metade dos votos na Câmara e movimentam receitas bilionárias por meio dos fundos partidário e eleitoral, cinco "supercaciques" - presidentes de legendas de centro e centro-direita - investem para consolidar seus projetos de poder de longo prazo.

Valdemar Costa Neto (PL), Gilberto Kassab (PSD), Renata Abreu (Podemos-PSDB), Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) ampliaram influência nas urnas de 2024, quando levaram 60% das prefeituras e metade dos R$ 6 bilhões de verbas públicas reservada aos partidos.

Os dirigentes seguem com estratégias de domínio político após as próximas disputas. A mais recente envolveu o lançamento da federação PP-União. Eles buscam a hegemonia até 2030, antecipando o fim da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Liderando siglas com forte presença no Congresso e ampla capilaridade nacional, os cinco supercaciques já atuam como peças-chave na redefinição do mapa político do país a partir das eleições de 2026, buscando ampliação do espaço no Congresso e a sua influência sobre a Presidência da República.

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Cenário partidário caminha para a concentração e o comando profissional

Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo sublinham que o cenário político brasileiro passa por profunda e silenciosa transformação. À medida que 2026 se aproxima, fusões, federações e restrições da lei partidária impõem o fim da fragmentação extrema e a criação de blocos robustos e coesos.

A cláusula de barreira, em vigor desde 2017, limita o acesso de partidos ao fundo partidário e à propaganda gratuita. Para superá-la, a legenda precisa ter ao menos 2% dos votos para deputado federal em nove estados, com no mínimo 1% dos votos válidos em cada um desses estados, ou eleger 11 em ao menos nove estados.

Desempenho insuficiente, obrigatoriedade de federações duradouras e fim de coligações proporcionais eliminaram muitos dos 28 partidos com assento na Câmara no início da década. Por isso, os menores têm buscado se juntar aos maiores, criando superestruturas nacionais com mais acesso a verbas.

O cientista político Antonio Lavareda avalia que o marco legal cumpriu a sua missão de afunilar o quadro partidário. “Logo teremos apenas meia dúzia de legendas. Isso melhora a operação do Legislativo, faltando apenas mudar o sistema eleitoral para enraizar os partidos na sociedade”, comentou.

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Federação PP-União Brasil inaugura modelo estratégico de arranjo partidário

O exemplo emblemático das mudanças políticas está na recém-lançada federação entre União Brasil e PP, que superou o PL em cadeiras na Câmara. Sob liderança do advogado Antônio Rueda (União Brasil) e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o novo arranjo partidário cria um modelo mais estratégico e centralizador.

Marcus Deois, diretor da consultoria política Ética, observa que a federação com 109 deputados e 14 senadores, com duração mínima de quatro anos, já surge com magnitude capaz de consolidar PP e União como protagonistas do cenário político nacional e de deflagrar a corrida eleitoral de 2026.

Ele lembra que Ciro Nogueira (PP) já se apresenta como candidato a vice em alguma chapa presidencial de centro-direita, evocando controle de quase R$ 1 bilhão em fundo eleitoral e a capilaridade regional de governadores e prefeitos. Autossustentável, a federação pode até lançar uma chapa própria.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo União Brasil, também tratou de enaltecer, em discurso no lançamento da federação e em carta aberta aos filiados do PP, o potencial da aliança dos partidos de “subir a rampa do Palácio do Planalto” após as eleições de 2026.

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Blocos se organizam em três grandes frentes, avaliam especialistas

O cientista político Ismael Almeida vislumbra três frentes disputando o próximo pleito: a esquerda chefiada pelo PT, a direita representada pelo PL, e o centro conservador articulado por PSD, União-PP e o futuro Podemos-PSDB. “Será uma briga previsível, com pouco espaço para novidades”, diz.

Almeida destaca o protagonismo do PL à direita, mesmo possivelmente sem Bolsonaro na urna, com comando firme de Valdemar Costa Neto. Já a esquerda se manterá coesa sob liderança do PT, que já comanda a federação Brasil da Esperança, com PCdoB e PV, e ainda conta com Lula, mesmo se ele ficar de fora do próximo pleito presidencial.

Há também o centro, onde o PSD exerce tradicional posição neutra, pronto para negociar. O Podemos - que se fortaleceu nas últimas eleições e já absorveu o PSC - caminha para a fusão com o PSDB, em franco declínio. A legenda resultante pode tentar ser uma “terceira via”.

Defensores da concentração partidária veem nela um avanço em favor da governabilidade, uma redução dos custos políticos e o fim definitivo das siglas de aluguel. Críticos, porém, alertam que o poder excessivo dos caciques pode sufocar a renovação e inibir a pluralidade democrática.

Federação PP-União afeta as negociações para a corrida ao Palácio do Planalto

O lançamento da federação entre PP e União Brasil, com a presença do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mostram a preocupação dos líderes partidários com as consequências do rearranjo partidário sobre o cenário eleitoral de 2026.

A federação fortalece a articulação do Centrão e amplia o seu poder de barganha com Lula, embora líderes da aliança PP-União Brasil façam acenos à oposição, prometendo lutar pela responsabilidade fiscal. Caiado ainda quer engrenar a candidatura ao Planalto, sem consenso na própria legenda.

Paralelamente, a fusão do PSDB com o Podemos, aprovada semana passada por unanimidade pela cúpula tucana, aguarda aval da Justiça Eleitoral para ser formalizada em convenção nacional em 5 de junho. A união visa conter a decadência do PSDB e formar um bloco de centro alternativo aos demais.

Juntos, PSDB e Podemos somam 28 deputados, sete senadores, 405 prefeitos, três governadores e cerca de R$ 460 milhões em fundos partidário e eleitoral.

Kassab vê aliança do centro em torno de candidatura de Tarcísio à Presidência

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou recentemente que, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decida concorrer à Presidência da República em 2026, a centro-direita deverá se unir em torno de sua candidatura, sem lançar outros nomes.

Kassab destacou que, caso contrário, a centro-direita poderá ter múltiplas candidaturas, como Ratinho Jr. (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), entre outros. Tarcísio tem reiterado que pretende buscar a reeleição ao governo de SP e que apoia Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, para a Presidência.

Em relação ao cenário eleitoral de 2026, Kassab acredita que o presidente Lula continuará sendo um candidato competitivo, apesar de enfrentar muitas frentes de desgastes. O dirigente vê uma eleição menos polarizada do que a de 2022, dando chance para o surgimento de candidatos de centro.

"Supercaciques" têm perfis distintos, mas a mesma missão de fortalecer suas siglas

Empresário e político paulista, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, é destaque na articulação da direita no Brasil. Deputado por vários mandatos, esteve envolvido no escândalo do mensalão. Após a filiação de Bolsonaro em 2021, sua legenda se tornou a maior bancada da Câmara naquele momento.

De perfil discreto, o advogado pernambucano Antônio Rueda, presidente do União Brasil, atuou como articulador jurídico do processo de criação da legenda resultante da fusão entre DEM e PSL. Assumiu a liderança partidária com o desafio de equilibrar as alas ideológicas divergentes.

Senador pelo Piauí e presidente do PP, Ciro Nogueira é um dos maiores expoentes do Centrão. Ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, já foi aliado dos governos petistas e é conhecido pelo pragmatismo na costura de alianças. Sob sua liderança, o PP ampliou a influência nacional e regional.

Deputada por São Paulo, Renata Abreu, presidente do Podemos, é a protagonista da fusão com o PSDB, devendo sair como presidente da nova legenda. Herdeira política do pai, José Masci de Abreu, ex-deputado e fundador do partido (então PTN), é conhecida por seu estilo conciliador.

Ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro das Cidades e secretário do governo paulista, Gilberto Kassab é conhecido como hábil articulador. Criou o PSD a partir de dissidentes de outras legendas e consolidou um influente centro pragmático. Seu partido está em governos de esquerda e de direita.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/cinco-supercaciques-se-preparam-para-dominar-a-politica-brasileira-ate-2030/?utm_source=salesforce&utm_medium=fidelizacao&utm_campaign=newsletter-gazeta-revista 

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Consulta Pública para construir “Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?” -

Participe da Consulta Pública para construir “Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?”

Acesse o link:

https://brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/participabrasil2050/f/609/

Responda às perguntas e ajude a definir os desafios prioritários e a visão de futuro do Brasil para os próximos 25 anos!

Prazo: 31 de maio de 2025.

Convide mais pessoas para participar e faça a diferença!

Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?

A Consulta Pública "Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?" é uma iniciativa para ouvir a população e entender suas expectativas sobre o futuro do país. Como parte da construção da Estratégia Brasil 2025-2050, ela busca identificar desafios e oportunidades em cada região, ajudando a traçar caminhos para um Brasil mais desenvolvido e sustentável.

Responda o questionário

Para responder ao questionário, faça login na sua conta.Are you foreign? Click here to participate.

Agora, vamos viajar para o futuro e imaginar o Brasil em 2050.

Selecione abaixo as 3 palavras que melhor representam essa visão

 Autorizo a utilização dos dados para o fim estabelecido nesta consulta.

  


sexta-feira, 16 de maio de 2025

Entrevista com o Ministro Paulo Roberto de Almeida - por Alessandro Candeias, no IPRI (2016)

 Entrevista com o Ministro Paulo Roberto de Almeida

Entrevista com o Ministro Paulo Roberto de Almeida no antigo programa Relações Internacionais em Pauta, do IPRI (Instituto de Pesquisa em Relações Internacionais). A gravação foi realizada em 2016.

https://www.youtube.com/watch?v=09vLtrsA3UU

Gosto do levantamento bibliográfico e da avaliação da produção realizado nos meus livros.



A nação que se perdeu a si mesma - Paulo Roberto de Almeida

A nação que se perdeu a si mesma

Paulo Roberto de Almeida

        Ao ler esta notinha (abaixo) do Ricardo Noblat/UOL, no Threads (16/05), confirma-se uma realidade terrível para o futuro da nação: o governo, o Estado, os poderes da República do Brasil perderam completamente a noção de orçamento público e de ordenamento racional de despesas, seja para fins assistenciais, seja para finalidades de investimento produtivo.
        Os representantes eleitos, todos eles, viraram vereadores federais, e sabemos muito bem que essa dispersão de recursos federais não contribui em nada para o desenvolvimento do país, inclusive porque muitos dos municípios ficam órfãos do maná se não contam com um patrono no Congresso. 
Isso significa o total esvaziamento de qualquer possibilidade de aplicação racional dos gastos públicos. 
        O que começou lá atrás, ainda sob Dilma, com a compulsoriedade das emendas parlamentares, cresceu, se agigantou e passou a concentrar grande parte das despesas com serviços públicos, que agora passam a ser criminosamente apropriados por agentes privados que aguardam na outra ponta para prestarem serviços superfaturados com a conivência dos ditos representantes federais e seus prepostos municipais. É a corrupção generalizada no sistema orçamentário e o fim da “ética na política” (esse era o bordão do PT antes de se apossar do governo federal, lembram-se?).
        E isso não se dá apenas entre o Executivo e o Legislativo. O Judiciário também se julga no “direito” de criar novamente prebendas, penduricalhos e benesses que extrapolam qualquer noção dd justiça e de direito.
Confesso que sinto vergonha do comportamento dos três poderes, pois que associados a eles estão milhares de abutres esperando vir, não a carniça, mas o alimento de primeira classe graciosamente servido por um governo que perdeu totalmente a noção do que seja governança. Todos eles são aves de rapina se refestelando com o dinheiro arrancado dos contribuintes forçados que somos todos nós, inclusive os empresários que não vivem de subsídios públicos ou da proteção institucional (tarifas p.ex.).
        Não sei o que será do Brasil daqui para a frente, mas não há qualquer possibilidade dessa máquina perversa produzir algum progresso para a nação. Vamos nos estiolar no futuro previsível.

Paulo Roberto Almeida
Brasília, 16/05/2025

“Governo Lula cria orçamento de R$ 3 bilhões na Saúde, distribuído a aliados no Congresso segundo critérios políticos, sem identificar quem indica; recursos são extras do ministério. Ministra Gleisi Hoffmann arquitetou acordo para aprovar o Orçamento. Recursos serão usados principalmente para média e alta complexidade no SUS. Deputados receberão R$ 5 milhões e senadores R$ 18 milhões. (uol)”

quinta-feira, 15 de maio de 2025

O que deve saber um candidato à carreira diplomática? TUDO, ou quase tudo - Programa do Edital do Concurso 2025

O que deve saber um candidato à carreira diplomática?
Um conhecimento vastíssimo sobre todas estas matérias:
LÍNGUA PORTUGUESA (Primeira e Segunda Fases): 1 Língua portuguesa: modalidade culta usada contemporaneamente no Brasil. 1.1 Sistema gráfico: ortografia, acentuação e pontuação; legibilidade. 1.2 Morfossintaxe. 1.3 Semântica. 1.4 Vocabulário. 2 Leitura e produção de textos. 2.1 Compreensão, interpretação e análise crítica de textos escritos em língua portuguesa. 2.2 Conhecimentos de linguística, literatura e estilística: funções da linguagem; níveis de linguagem; variação linguística; gêneros e estilos textuais; textos literários e não literários; denotação e conotação; figuras de linguagem; estrutura textual. 2.3 Redação de textos dissertativos dotados de fundamentação conceitual e factual, consistência argumentativa, progressão temática e referencial, coerência, objetividade, precisão, clareza, concisão, coesão textual e correção gramatical. 2.3.1 Defeitos de conteúdo: descontextualização, generalização, simplismo, obviedade, paráfrase, cópia, tautologia, contradição. 2.3.2 Vícios de linguagem e estilo: ruptura de registro linguístico, coloquialismo, barbarismo, anacronismo, rebuscamento, redundância e linguagem estereotipada.
LÍNGUA INGLESA (Primeira e Segunda Fases): Primeira Fase: 1 Compreensão de textos escritos em língua inglesa. 2 Itens gramaticais relevantes para compreensão dos conteúdos semânticos. Segunda Fase: 1 Redação em língua inglesa: expressão em nível avançado; domínio da gramática; qualidade e propriedade no emprego da linguagem; organização e desenvolvimento de ideias. 2 Tradução do Inglês para o Português: fidelidade ao texto-fonte; respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte; correção morfossintática e lexical.
HISTÓRIA DO BRASIL (Primeira e Segunda Fases): 1 O período colonial. 1.1 A configuração territorial da América Portuguesa. 1.2 As dimensões econômicas e sociais da América Portuguesa. 2 O processo de independência. 2.1 Movimentos emancipacionistas. 2.2 A situação política e econômica europeia. 2.3 O Brasil sede do Estado monárquico português. 2.4 O Constitucionalismo português e a independência do Brasil. 2.5 A influência das ideias liberais e sua repercussão no Brasil. 3 O Primeiro Reinado (1822-1831). 3.1 A Constituição de 1824. 3.2 Quadro político interno. 3.3 Política exterior do Primeiro Reinado. 4 A Regência (1831-1840). 4.1 Centralização versus descentralização: reformas institucionais. 4.2 O Ato Adicional de 1834 e revoltas provinciais. 4.3 A dimensão externa. 5 O Segundo Reinado (1840-1889). 5.1 O Estado centralizado; mudanças institucionais; os partidos políticos e o sistema eleitoral; a questão da unidade territorial. 5.2 Política externa: as relações com a Europa e os Estados Unidos da América; questões com o Reino Unido; a Guerra do Paraguai. 5.3 A questão da escravidão. 5.4 Crise do Estado Monárquico. 5.5 Sociedade e cultura: população, estrutura social, vida acadêmica, científica e literária. 5.6 Economia: a agroexportação; a expansão econômica e o trabalho assalariado; as políticas econômico-financeiras; a política alfandegária e suas consequências. 6 A Primeira República (1889-1930). 6.1 A proclamação da República e os governos militares. 6.2 A Constituição de 1891. 6.3 O regime oligárquico: a "política dos estados"; coronelismo; sistema eleitoral; sistema partidário; a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais. 6.4 A economia agroexportadora. 6.5 A política externa: a obra de Rio Branco; a II Conferência de Paz da Haia (1907); o Brasil e a Grande Guerra de 1914; o Brasil na Liga das Nações. 6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo. 6.7 A crise dos anos 20 do século XX: tenentismo e revoltas. 6.8 A Revolução de 1930. 7 A Era Vargas (1930-1945). 7.1 O processo político e o quadro econômico financeiro. 7.2 A Constituição de 1934. 7.3 A Constituição de 1937: o Estado Novo. 7.4 O contexto internacional dos anos 1930 e 1940; o Brasil e a Segunda Guerra Mundial. 7.5 Industrialização e legislação trabalhista. 7.6 Sociedade e cultura. 8 A República Liberal (1945-1964). 8.1 A nova ordem política: os partidos políticos e eleições; a Constituição de 1946. 8.2 Industrialização e urbanização. 8.3 Política externa: relações com os EUA; a Guerra Fria; a Operação Pan-Americana; a "política externa independente"; o Brasil na ONU; o Brasil no Rio da Prata; o Brasil e a suspensão de Cuba na OEA. 8.4 Sociedade e cultura. 9 O Regime Militar (1964-1985). 9.1 A Constituição de 1967 e as modificações de 1969. 9.2 A economia. 9.3 Política externa: relações com os EUA; o "pragmatismo responsável"; relações com a América Latina, relações com a África; o Brasil na ONU. 9.4 Sociedade e cultura. 9.5 O processo de transição política. 10 O processo democrático a partir de 1985. 10.1 A Constituição de 1988. 10.2 Partidos políticos e eleições. 10.3 Transformações econômicas. 10.4 Impactos da globalização. 10.5 Mudanças sociais. 10.6 Manifestações culturais. 10.7 Evolução da política externa. 10.8 MERCOSUL. 10.9 O Brasil na ONU. 11 Os impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século XXI.
HISTÓRIA MUNDIAL (Primeira Fase): 1 Estruturas e ideias econômicas. 1.1 Da Revolução Industrial ao capitalismo organizado: séculos XVIII a XX. 1.2 Características gerais e principais fases do desenvolvimento capitalista (desde aproximadamente 1780). 1.3 Principais ideias econômicas: da Fisiocracia ao Liberalismo. 1.4 Marxismo. 1.5 As crises e os mecanismos anticrise: a Crise de 1929 e o New Deal. 1.6 A prosperidade no segundo pós-guerra. 1.7 Estado de bem-estar social (Welfare State) e sua crise. 1.8 O Pós-Fordismo e a acumulação flexível. 2 Revoluções. 2.1 A Revolução Francesa e as revoluções burguesas. 2.2 Processos de independência na América. 2.3 Conceitos e características gerais das revoluções contemporâneas. 2.4 Anarquismo. 2.5 Socialismo. 2.6 Revoluções no século XX: Rússia e China. 2.7 Revoluções na América Latina: os casos do México e de Cuba. 3 As relações internacionais. 3.1 Modelos e interpretações. 3.2 O Concerto Europeu e sua crise (1815-1918). 3.3 As rivalidades coloniais. 3.4 Causas da Primeira Guerra Mundial. 3.5 Os 14 pontos de Wilson. 3.6 A Paz de Versalhes e a ordem mundial resultante (1919-1939). 3.7 A Liga das Nações. 3.8 As causas da Segunda Guerra Mundial. 3.9 As conferências de Moscou, Teerã, Ialta, Potsdam e São Francisco e a ordem mundial decorrente. 3.10 Bretton Woods. 3.11 O Plano Marshall. 3.12 A Organização das Nações Unidas. 3.13 A Guerra Fria: a noção de bipolaridade (de Truman a Nixon). 3.14 Os conflitos localizados. 3.15 A "détente". 3.16 A "segunda Guerra Fria" (Reagan-Bush). 3.17 A crise e a desagregação do bloco soviético. 4 Colonialismo, imperialismo, políticas de dominação. 4.1 O fim do colonialismo do Antigo Regime. 4.2 A nova expansão europeia. 4.3 Os debates acerca da natureza do Imperialismo. 4.4 A partilha da África e da Ásia. 4.5 O processo de dominação e a reação na Índia, China e Japão. 4.6 A descolonização. 4.7 A Conferência de Bandung. 4.8 O Não Alinhamento. 4.9 O conceito de Terceiro Mundo. 5 A evolução política e econômica nas Américas. 5.1 A expansão territorial nos EUA. 5.2 A Guerra de Secessão. 5.3 A constituição das identidades nacionais e dos Estados na América Latina; militarismo e caudilhismo. 5.4 A doutrina Monroe e sua aplicação; a política externa dos EUA na América Latina. 5.5 O Pan-Americanismo. 5.6 A OEA e o Tratado do Rio de Janeiro. 5.7 As experiências de integração nas Américas. 6 Ideias e regimes políticos. 6.1 Grandes correntes ideológicas da política no século XIX: liberalismo e nacionalismo. 6.2 A construção dos Estados nacionais: os casos da Alemanha e da Itália. 6.3 Grandes correntes ideológicas da política no século XX: democracia, fascismo, comunismo. 6.4 Ditaduras e regimes fascistas. 6.5 O novo nacionalismo e a questão do fundamentalismo contemporâneo. 6.6 O liberalismo no século XX. 7 A vida cultural. 7.1 O movimento romântico. 7.2 A cultura do imperialismo. 7.3 As vanguardas europeias. 7.4 O modernismo. 7.5 A pós-modernidade. 8 As relações internacionais no século XXI frente aos novos paradigmas digitais, as redes sociais e as modernas ferramentas tecnológicas de comunicação.
POLÍTICA INTERNACIONAL (Primeira e Segunda Fases): 1 Relações internacionais: conceitos básicos, atores, processos, instituições e principais paradigmas teóricos. 2 A política externa brasileira: evolução desde 1945, principais vertentes e linhas de ação. 3 O Brasil e a América do Sul. 3.1 Integração na América do Sul. 3.2 O MERCOSUL: origens do processo de integração no Cone Sul. 3.3 Objetivos, características e estágio atual de integração. 3.4. As iniciativas de integração física, energética, política, econômica e de defesa na América do Sul. 4 Argentina: política externa e relações com o Brasil. 5 Relações do Brasil com os demais países do hemisfério. 6 Estados Unidos da América: política externa e relações com o Brasil. 7 União Europeia: origens, evolução histórica, estrutura e funcionamento, situação atual, política externa e relações com o Brasil. 8 Rússia: política externa e relações com o Brasil. 9 África: política externa e relações com o Brasil. 10 O Brasil e a Ásia. 10.1 China, Índia e Japão: políticas externas e relações com o Brasil. 11 O Brasil e o Oriente Médio. 11.1 A questão israelo-palestina. 11.2 Síria, Iraque, Irã e outras situações nacionais relevantes. 12 A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. 13 O Brasil e a agenda internacional: 13.1 O multilateralismo de dimensão universal: a ONU; as conferências internacionais; os órgãos multilaterais. 13.2 Desenvolvimento e desenvolvimento sustentável. 13.3 Pobreza, insegurança alimentar e fome. Ações de combate à fome. 13.4 Meio ambiente. 13.5 Mar, espaço e Antártida. 13.6 Direitos humanos e políticas de identidade: gênero, raça e religião como vetores da política mundial. 13.7 Migrações internacionais, migrantes, refugiados e apátridas. 13.8 Comércio internacional, Organização Mundial do Comércio (OMC) e cadeias globais de suprimento. 13.9 Sistema financeiro internacional. 13.10 Desarmamento e não proliferação. 13.11 Crimes de guerra e crimes contra a humanidade: genocídio, holocausto e o Tribunal Penal Internacional. 13.12 Terrorismo. 13.13 Narcotráfico, crime transnacional e crimes cibernéticos de alcance global. 13.14 Reforma das Nações Unidas. 13.15 Operações de paz das Nações Unidas. 14 O Brasil e o sistema interamericano. 14.1 A Organização dos Estados Americanos. 15 O Brasil e a formação dos blocos econômicos, a negociação de acordos comerciais e a promoção comercial. 16 A dimensão da segurança na política exterior do Brasil. 17 O Brasil e as coalizões internacionais: o G-20, o IBAS e o BRICS. 18 O Brasil e a cooperação Sul-Sul. 19 Cooperação e a diplomacia da saúde.
GEOGRAFIA (Primeira e Segunda Fases): 1 História da Geografia. 1.1 Expansão colonial e pensamento geográfico. 1.2 A Geografia moderna e a questão nacional na Europa. 1.3 As principais correntes teóricas da Geografia. 2 A Geografia da população. 2.1 Distribuição espacial da população no Brasil e no mundo. 2.2 Os grandes movimentos migratórios internacionais e intranacionais. 2.3 Dinâmica populacional e indicadores da qualidade de vida das populações. 3 Geografia econômica. 3.1 Globalização e divisão internacional do trabalho. 3.2 Formação e estrutura dos blocos econômicos internacionais. 3.3 Energia, logística e reordenamento territorial pós-fordista. 3.4 Disparidades regionais e planejamento no Brasil. 4 Geografia Agrária. 4.1 Distribuição geográfica da agricultura e pecuária mundiais. 4.2 Estruturação e funcionamento do agronegócio no Brasil e no mundo. 4.3 Estrutura fundiária, uso da terra e relações de produção no campo brasileiro. 5 Geografia Urbana. 5.1 Processo de urbanização e formação de redes de cidades. 5.2 Conurbação, metropolização e cidades-mundiais. 5.3 Dinâmica intraurbana das metrópoles brasileiras. 5.4 O papel das cidades médias na modernização do Brasil. 6 Geografia política. 6.1 Teorias geopolíticas e poder mundial. 6.2 Temas clássicos da geografia política: as fronteiras e as formas de apropriação política do espaço. 6.3 Relações Estado e território. 7 Geografia e gestão ambiental. 7.1 O meio ambiente nas relações internacionais: questões conceituais e institucionais. 7.2 Macrodivisão natural do espaço brasileiro: biomas, domínios e ecossistemas. 7.3 Política e gestão ambiental no Brasil.
ECONOMIA (Primeira e Segunda Fases): 1 Microeconomia. 1.1 Demanda do Consumidor. 1.1.1 Preferências. 1.1.2 Equilíbrio do consumidor. 1.1.3 Curva de demanda. 1.1.4 Elasticidade-preço e elasticidade-renda. 1.2 Oferta do Produtor. 1.2.1 Fatores de produção. 1.2.2 Função de produção. 1.2.3 Elasticidade-preço da oferta. 1.3 Tipos de Mercados e de bens. 1.3.1 Concorrência perfeita, monopólio e oligopólio. 1.3.2 Determinação de preços e quantidades de equilíbrio. 1.3.3 Tipos de bens. 1.3.4 Bens públicos. 1.3.5 Bens rivais. 1.3.6 Recursos comuns e Bens comuns. 1.3.7 Externalidades. 2 Macroeconomia. 2.1 Contabilidade Nacional. 2.1.1 Os conceitos de renda e produto. 2.1.2 Teorias clássica e keynesiana de determinação da renda. 2.1.3 Oferta e demanda agregadas. 2.1.4 Agregados macroeconômicos: identidades básicas das contas nacionais. 2.2 Contas externas. 2.2.1 Os conceitos de déficit e superávit nas contas externas. 2.2.2 Balanço de pagamentos: a conta de transações correntes, a conta de capital e financeira. 2.2.3 Indicadores de Liquidez Externa. 2.2.4 Indicadores de Solvência Externa. 2.3 Economia do Setor Público e Política Fiscal. 2.3.1 Gastos e receitas do governo. 2.3.2 Política orçamentária e equilíbrio orçamentário. 2.3.3 Conceitos de superávit e déficit público. 2.3.4 Abordagem Ricardiana da Dívida Pública. 2.3.5 Endividamento e responsabilidade fiscal. 2.3.6 Papel do Governo. 2.3.7 Objetivos e instrumentos de política fiscal. 2.3.8 Efeitos fiscais sobre a política monetária. 2.3.9 Consumo, investimento, poupança e gasto do governo. 2.4 O modelo IS-LM-BP. 2.5 Teoria e Política monetária. 2.5.1 Funções da moeda. 2.5.2 Criação e distribuição de moeda. 2.5.3 Oferta da moeda e mecanismos de controle. 2.5.4 Procura da moeda. 2.5.5 Tipos de Inflação. 2.5.6 Moeda e preços no longo prazo. 2.5.7 Teoria Quantitativa da Moeda. 2.6 Política Monetária. 2.6.1 Papel do Banco Central. 2.6.2 Objetivos e instrumentos de política monetária. 2.6.3 Inflação e Taxa de Juros. 2.6.4 Política Monetária Não Convencional. 2.6.5 Conceitos Básicos da Regulação e Supervisão do Sistema bancário, financeiro e do Mercado de Capitais. 2.7 Crescimento e Desenvolvimento Econômico. 2.7.1 Teorias de Crescimento Econômico. 2.7.2 O papel da inovação no crescimento econômico: os modelos Solow e Schumpeteriano. 2.8 Emprego e renda 2.8.1 Conceito de Desemprego. 2.8.2 Tipos de Desemprego. 2.8.3 Determinação do nível de emprego. 2.8.4 Indicadores do mercado de trabalho. 2.8.5 Lei de Okun. 3 Economia internacional. 3.1 Teorias de Comércio. 3.1.1 Teorias clássicas, Neoclássicas e contemporâneas do comércio internacional. 3.1.2 O comércio intrafirma e intra-setorial. 3.1.3 O papel das economias de escala e da concorrência imperfeita para o comércio internacional. 3.1.4 A crítica de Prebisch e da Cepal. 3.1.5 Deterioração dos termos de troca. 3.2 Macroeconomia aberta. 3.2.1 Os fluxos internacionais de bens, capitais e serviços. 3.2.2 Regimes de câmbio. 3.2.3 Taxa de câmbio nominal e real. 3.2.4 Determinantes da Política Cambial. 3.2.5 A relação poupança externa-crescimento econômico. 3.2.6 A relação câmbio-juros-inflação. 3.3 Efeitos de tarifas, quotas, subsídios e outros instrumentos de política comercial. 4 História econômica brasileira. 4.1 A economia brasileira no Século XIX. 4.1.1 A economia cafeeira. 4.2 Primeira República. 4.2.1 Políticas econômicas e evolução da economia brasileira. 4.2.2 Crescimento industrial. 4.2.3 Políticas de valorização do café. 4.3 A Industrialização Brasileira no Período 1930-1945. 4.3.1 O Modelo de Industrialização por Substituição de Importações (ISI) 4.3.2 Falhas e Críticas ao Modelo de ISI. 4.4 A década de 1950. 4.4.1 O Plano SALTE. 4.4.2 O Plano de Metas. 4.4.3 O pós-guerra e a Nova Fase de Industrialização. 4.5 O Período 1962-1967. 4.5.1 A desaceleração no crescimento. 4.5.2 O Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. 4.5.3 Reformas do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG). 4.5.4 A Importância das reformas do PAEG para a retomada do crescimento em 1968. 4.6 A retomada do crescimento 1968-1973. 4.6.1 Causas do "Milagre Econômico". 4.6.2 O Primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento (I PND). 4.7 Desaceleração econômica e o segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND). 4.8 A crise dos anos oitenta. 4.8.1 A interrupção do financiamento externo e as políticas de ajuste. 4.8.2 Aceleração inflacionária e os planos de combate à inflação. 4.8.3 O debate sobre a natureza da inflação no Brasil. 4.9 Economia Brasileira nos anos noventa. 4.9.1 Abertura (comercial e financeira) parcial da economia brasileira. 4.9.2 O Plano Real. 5 Bancos digitais, meios de pagamento e os desafios da transição do "dinheiro de plástico" para o "dinheiro digital" na economia do século XXI.
DIREITO (Primeira e Segunda Fases): 1 Normas jurídicas. 2 Personalidade jurídica. 3 Constituição: conceito, classificações, primado da Constituição, controle de constitucionalidade. 4 Estado: elementos, soberania, formas, modelos de divisão de competência com entes subnacionais, sistemas de governo. 5 Estado democrático de direito. Conceito e objetivos. Divisão de poderes. 6 Organização e competências dos poderes no Direito Brasileiro. 7 Processo legislativo brasileiro. 8 Direitos e garantias fundamentais no ordenamento jurídico brasileiro. 9 Administração Pública no Brasil. Princípios constitucionais da administração pública e dos servidores públicos. Estrutura da Administração Pública Federal. Atos administrativos. Processo e procedimento administrativo. 10 Licitações e contratos administrativos. 11 Responsabilidade civil do Estado. 12 Direitos, deveres e responsabilidades do servidor público. Improbidade administrativa. Regime disciplinar e processo administrativo disciplinar. 13 Regime Jurídico dos Servidores do Serviço Exterior Brasileiro (Lei nº 11.440/2006). 14 Finanças públicas. Normas orçamentárias. 15 Direito Internacional. Desenvolvimento. Direito internacional Público (DIP) e o Direito Interno. Constituição e Direito Internacional. Estados federados e entes federados. 16 Princípios que regem o Brasil nas relações internacionais (art. 4º CF/1988). 17 DIP e direito internacional privado (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). 18 Estado. Surgimento e extinção de Estados. Sucessão de Estados. Direitos e Deveres. Soberania. Reconhecimento de Estado e Governo. 19 Território. Formação do território brasileiro. 20 Povo. Nacionalidade. Formas de aquisição, perda e reaquisição. Proteção a brasileiros no exterior. Direitos e deveres de nacionais no exterior. Dupla e/ou múltipla nacionalidade. Situação jurídica do estrangeiro. Extradição. Apatridia e polipatria. Asilo. 21 Jurisdição. Relações diplomáticas e consulares. Imunidades. Responsabilidade internacional do Estado. Proteção diplomática. 22 Sujeitos especiais do Direito Internacional. 23 Fontes do DIP. Tratados internacionais. Costume Internacional. Princípios Gerais. Jurisprudência e Doutrina. Atos Unilaterais. Atos de Organizações Internacionais. Analogia e Equidade. Normas imperativas (jus cogens). Obrigações erga omnes. Soft Law. Acordos executivos. Conflito entre fontes. Incorporação de fontes extraconvencionais ao Direito brasileiro. 24 Solução pacífica de controvérsias. Prática diplomática brasileira. Bons ofícios. Mediação. Investigação ou inquérito. Conciliação. Meios jurisdicionais. Arbitragem. Meios judiciais. Corte Internacional de Justiça. Outros tribunais internacionais. 25 Organizações internacionais. Incorporação ao direito brasileiro dos atos de organizações internacionais. Organização das Nações Unidas. Agências da Organização das Nações Unidas. Organização dos Estados Americanos. Carta Democrática Interamericana. Outras organizações internacionais regionais. Direito comparado. 26 Direito da Integração Regional. MERCOSUL. Relação com o Direito brasileiro. Órgão de Solução de Controvérsias. Jurisprudência. 27 Uso da força. Prática diplomática brasileira. Segurança coletiva. Uso da força e direitos humanos. Operações de manutenção da paz. Desarmamento e Não Proliferação. Controle de armas. Terrorismo. 28 Direito internacional dos direitos humanos. Exigibilidade. Tratados de direitos humanos ratificados pelo Brasil. Incorporação no direito brasileiro. Sistemas convencionais de petições. Conselho de Direitos Humanos. Órgãos de tratados. Sistema Interamericano de Direitos Humanos. 29 Conflitos armados e o direito internacional. Direito Internacional Humanitário. Direito Internacional dos Refugiados. O instituto do refúgio no direito brasileiro. 30 Direito penal internacional. Tribunais internacionais penais. Tribunal Penal Internacional. 31 Direito do comércio internacional. Organização Mundial do Comércio. Acordos. Órgão de Solução de Controvérsias. Jurisprudência. 32 Direito Internacional do Meio Ambiente. Direito Internacional do Mar. Tribunal Internacional do Direito do Mar. 33 Direito internacional do trabalho. OIT. Convenções, recomendações e supervisão normativa. 34 Áreas além dos limites da jurisdição exclusiva dos Estados. 35 Cooperação Jurídica internacional. Matéria penal e cível. Regimes vigentes no direito brasileiro.
LÍNGUA ESPANHOLA (Segunda Fase): 1 Elaboração de resumo, em espanhol, a partir de texto escrito em língua espanhola, em que serão avaliadas a capacidade de síntese e de reelaboração em um registro culto. 2 Versão de um texto do português para o espanhol, em que serão avaliados a fidelidade ao texto-fonte, o respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte e a correção morfossintática e lexical.
LÍNGUA FRANCESA (Segunda Fase): 1 Elaboração de resumo, em francês, a partir de texto escrito em língua francesa, em que serão avaliadas a capacidade de síntese e de reelaboração em um registro culto. 2 Versão de um texto do português para o francês, em que serão avaliados a fidelidade ao texto-fonte, o respeito à qualidade e ao registro do texto-fonte e a correção morfossintática e lexical.
Edital completo disponível neste link:

CONCURSO PÚBLICO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA, 2025

CONCURSO PÚBLICO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA

O Edital completo do Concurso à carreira diplomática, em 2025, encontra-se disponível neste link:
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-1-de-14-de-maio-de-2025-629690801

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Publicado em: 15/05/2025 | Edição: 90 | Seção: 3 | Página: 121
Órgão: Ministério das Relações Exteriores/Secretaria-Geral das Relações Exteriores/Instituto Rio Branco
EDITAL Nº 1, DE 14 DE MAIO DE 2025

A Ministra de Segunda Classe da Carreira de Diplomata, Mariana Lima Moscardo de Souza, conforme o disposto na Portaria IRBr nº 5, de 12 de maio de 2025, no uso das atribuições legais e regimentais previstas no art. 16 do Anexo à Portaria MRE nº 430, de 22 de dezembro de 2022, consoante à Portaria MRE nº 344, de 18 de março de 2021, e à Portaria MRE nº 601, de 6 de maio de 2025, torna pública a realização do Concurso Público de Admissão à Carreira de Diplomata, para o provimento de 50 cargos na classe inicial de Terceiro Secretário.

(...)

Bernanos-Zweig : rencontre à la Croix des Ames: livre: Échec et mat au Paradis, Sébastien Lapaque

Bernanos-Zweig : rencontre à la Croix des Ames
Échec et mat au Paradis, Sébastien Lapaque
Arles, Actes Sud, 2024, 336 p., 22,50 €.


        Le 22 février 1942, Stefan Zweig se suicide avec sa femme, Lotte, à Pétropolis au Brésil. Quelques semaines auparavant, il a rendu visite à Georges Bernanos, dans sa ferme (« la Croix des Ames », cela ne s’invente pas) de Barbacena, ville de l’État du Minas Gerais. De cette rencontre entre les deux exilés, on ne sait rien, mais Sébastien Lapaque, fin connaisseur des deux auteurs, éditeur des écrits de Bernanos sur le Brésil, reconstitue ce que put être le dialogue entre ces personnalités très différentes mais unies dans la tragédie vécue par l’Europe. Zweig est en train d’achever Le Monde d’hier. Souvenir d’un Européen, son autobiographie-testament, qui sera envoyée à l’éditeur la veille de son suicide, Bernanos publie de nombreux articles en faveur de la France libre à laquelle il s’est rallié dès 1940, après avoir fustigé les horreurs du franquisme dans Les Grands Cimetières sous la lune.
        Le récit de la rencontre s’articule autour d’allers et retours avec le Brésil d’aujourd’hui, tel qu’il est vécu par l’auteur. C’est une enquête, sous la forme d’une déambulation qui permet de croiser les derniers témoins de ce passé déjà ancien, de Rio à Pétropolis et à Barbacena. C’est ainsi que la narration est contextualisée par une réflexion sur le Brésil d’alors, sous le régime autoritaire de Getùlio Vargas, installé en 1937, l’Estado Novo. Les correspondances avec les fascismes européens sont nombreuses, et l’Allemagne nazie est très influente, notamment grâce à une importante et très visible diaspora. Mais Vargas sait prudemment cultiver les ambiguïtés et va, en août 1942, faire entrer le Brésil dans la guerre aux côtés des États-Unis, seul pays d’Amérique latine à y engager des troupes.
        Installé au Brésil en 1940, Zweig en avait côtoyé la bonne société, avait écrit un livre enthousiaste sur le pays – Le Brésil, Terre d’avenir–, comme une alternative au Monde d’hier et à l’Europe perdue, malgré l’atmosphère pourtant délétère de la période. Bernanos quant à lui s’était isolé, peu enclin à une vie sociale. Visionnaire, toujours en révolte contre sa propre classe et ceux qu’il appelle les « bien-pensants », son pessimisme est actif et il exprime toujours et sa foi catholique, et son espérance, pour l’humanité et pour la France. Il ne peut toutefois convaincre Zweig, Juif et athée, narrateur subtil et profond de l’âme humaine, en proie au désespoir face à la ruine de son univers.
        Une description empathique, juste et affectueuse d’un lieu, d’un moment et d’une amitié entre deux phares de la littérature qu’en apparence peu de choses unissaient.

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