terça-feira, 20 de maio de 2025

NINGUÉM NA UCRÂNIA ACREDITA QUE A GUERRA VAI TERMINAR EM BREVE - Anne Applebaum (The Atlantic)

NINGUÉM NA UCRÂNIA ACREDITA QUE A GUERRA VAI TERMINAR EM BREVE

Os ucranianos estão confiantes de que podem continuar lutando, mesmo sem o mesmo nível de apoio americano.

Por Anne Applebaum

The Atlantic, 19 de maio de 2025

No sábado, perguntei a Andriy Sadovyi, prefeito de Lviv, no oeste da Ucrânia, se ele esperava que as negociações russo-ucranianas em Istambul levassem a um cessar-fogo. “Não”, ele me respondeu. Mais tarde, perguntei à plateia do Fórum de Mídia de Lviv se alguém esperava um cessar-fogo em breve. Havia cerca de 200 jornalistas e editores na sala. Ninguém levantou a mão. Muitos riram.

Durante vários dias em Lviv, não conheci uma única pessoa que acreditasse que o presidente russo quer encerrar a guerra, ou que ele vá negociar para isso em Istambul. O raciocínio ucraniano é direto: Vladimir Putin nunca disse que quer encerrar a guerra. Os propagandistas da televisão estatal russa nunca disseram que querem encerrar a guerra. A equipe de negociação russa em Istambul não disse que queria encerrar a guerra. Pelo contrário, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, disse aos ucranianos: “Lutamos contra a Suécia por 21 anos. Quanto tempo vocês estão dispostos a lutar?” (A Grande Guerra do Norte, à qual Medinsky se referia, terminou em 1721. Além disso, Medinsky é mais conhecido não por feitos heroicos em batalhas, mas por reescrever livros escolares).

Na mesma reunião, os russos exigiram que a Ucrânia se retirasse de terras que controla; ameaçaram anexar mais províncias — algo que tentam e falham em fazer há três anos; e insultaram um membro da delegação ucraniana que perdeu um sobrinho nos combates. “Talvez alguns aqui sentados à mesa percam mais entes queridos”, zombou Medinsky.

Os ucranianos não acham nada disso surpreendente, pois ouvem esse tipo de discurso há três anos. O que os surpreende é a tolerância do presidente americano diante do que lhes parece uma zombaria aberta. O presidente Donald Trump diz que quer uma negociação de paz. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky preparou-se para uma negociação de paz. O presidente russo a transformou em uma farsa — e provavelmente continuará com essa farsa, enrolando Trump o máximo possível, aceitando mais telefonemas e reuniões para evitar novas sanções, desviar a atenção dos crimes de guerra em curso e fazer os EUA parecerem fracos.

Não vou aqui oferecer uma explicação completa sobre por que Trump não entende o jogo que Putin está jogando — um jogo óbvio para todos os demais. Apenas observo que Trump continuamente interpreta mal Putin, superestima sua suposta amizade com ele e frequentemente atribui a Putin motivos que, na verdade, são seus próprios. “Putin está cansado de tudo isso”, disse Trump à Fox News. “Ele não está com boa aparência. E quer parecer bem.” Na realidade, é Trump quem está cansado “de tudo isso”, é Trump quem não está com boa aparência — e é Trump quem quer parecer bem.

Putin, por sua vez, redirecionou toda sua economia para a produção militar, ao estilo da União Soviética ou da Alemanha nazista. Criou um regime tão repressivo que as pessoas têm medo até de usar a palavra “guerra” em público. Sacrifica regularmente centenas ou até milhares de homens para conquistar 100 metros de território. O que os outros pensam disso pouco lhe importa.

Por todas essas razões, os ucranianos acreditam que a guerra vai continuar — e essa perspectiva já não os assusta. Em parte, porque não têm outra escolha. Ao contrário dos russos, que podem abandonar o campo de batalha e voltar para casa a qualquer momento, os ucranianos não podem se retirar. Se o fizerem, perderão sua civilização, sua língua e sua liberdade. Sob ocupação russa, o prefeito de Lviv e os jornalistas do Fórum de Mídia estariam presos ou mortos — assim como seus colegas assassinados ou presos nas regiões ocupadas da Ucrânia.

Mais do que isso, os ucranianos estão confiantes de que podem continuar lutando, mesmo sem o mesmo nível de apoio americano. O exército ucraniano não está reconquistando território, como fez no outono de 2022, nem planeja uma nova grande contraofensiva. Mas também não está perdendo. Os tanques e equipamentos pesados que a Ucrânia precisava de outros países já não importam tanto como há dois anos. Os ucranianos ainda precisam da inteligência americana e das defesas antimísseis para proteger civis nas cidades. Ainda recebem armas e munição da Europa. Mas na linha de frente, o conflito se tornou uma guerra de drones — e a Ucrânia tanto produz drones (mais de 2 milhões no ano passado, provavelmente o dobro neste ano) quanto desenvolve o software e os sistemas para operá-los. Em fevereiro, uma unidade ucraniana implantou o primeiro de uma série de robôs de combate. No mês passado, um drone naval ucraniano derrubou um avião russo. Uma brigada projetou um drone que consegue neutralizar com eficácia um Shahed, os drones iranianos usados para matar civis ucranianos.

Os russos também aumentaram sua produção de drones, e nesse sentido, esta guerra é realmente uma corrida armamentista. Mas, por ora, os ucranianos estão compensando seus recursos mais escassos com maior precisão. Em abril, brigadas de drones ucranianas relataram ter atingido 83 mil alvos russos — veículos, pessoas, artilharia, radares e outros —, o que representa 5% a mais do que em março. O exército agora realiza concursos, premiando as brigadas que atingem mais alvos com maior precisão. Mais recursos vão para os vencedores, criando mais incentivos para inovar.

Os resultados são visíveis no terreno. Lembre-se, se puder, do pânico causado pelas notícias de nove meses atrás: a cidade de Pokrovsk estava prestes a cair, o que muitos acreditavam que poderia provocar o colapso de toda a linha de frente. Mas Pokrovsk não caiu. Os russos continuam a atacar a região: só em 15 de maio, soldados ucranianos na linha de frente de Pokrovsk repeliram 74 ataques e ações ofensivas diferentes. Mas, nos últimos meses, a linha de frente mal se moveu.

Tudo isso ajuda a explicar a naturalidade, até o humor, com que muitos ucranianos agora falam sobre a guerra — bem como sua suposição de que continuarão lutando, aconteça o que acontecer. Enquanto estava em Lviv, visitei também o Superhumans, um dos dois centros de reabilitação para veteranos e vítimas da guerra na cidade. Tal como a linha de frente, este também é um lugar de inovação e ambição. Talvez soe estranho, mas também achei um lugar de otimismo e esperança: uma instalação nova, bem projetada, onde técnicos produzem próteses sob medida, cirurgiões restauram audição e visão, e especialistas em movimento e psicologia ajudam pessoas gravemente feridas a se readaptar.

O restante da sociedade ucraniana também se readaptou. Até os guardas de fronteira se readaptaram. Três anos atrás, na primavera de 2022, a viagem de trem de Varsóvia a Kyiv era longa e estressante. O trem parava e arrancava, fazendo um trajeto em zigue-zague para evitar trilhos bombardeados. Oficiais da alfândega falavam de forma seca e tensa, fazendo perguntas sobre passaportes e propósito. Na volta, voluntários aguardavam para ajudar a processar refugiados ucranianos, alguns entrando nos vagões para distribuir sanduíches.

Na semana passada, cruzei novamente a fronteira polaco-ucraniana duas vezes, desta vez de carro. Na entrada na Ucrânia, esperamos alguns minutos para que os guardas verificassem os passaportes e seus computadores. Eles contaram piadas, sorriram e nos deixaram passar. Ninguém foi seco ou tenso, porque ninguém está ansioso ou com medo. Na volta, não havia refugiados nem voluntários. Ninguém ofereceu sanduíches.

A eterna guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia - Euler de França Belém (Jornal Opção)

Não é de hoje que a Ucrânia sofre sob ataques da Rússia. Uma Ucrânia de uma outra era: a do stalinismo ascendente:
A parte final do texto “Holodomor: 4 milhões de ucranianos morreram de fome devido à política de Stálin”, de Euler de França Belém (Jornal Opção, 6/2/2022; link:
Confira (atenção: contém relatos de cenas perturbadoras):
[...]
O horror, o horror, o horror!
A partir de agora, o que se lerá é terrível. Leia apenas se quiser saber sobre a ação inominável dos comunistas liderados por Stálin na Ucrânia. Tenha em mente, ao tomar ciência dos horrores, que algumas pessoas comuns às vezes foram transformadas em “monstros” pela fome. Uma fome induzida pela cruel política dos comunistas soviéticos (e não necessariamente russos; Stálin, por exemplo, era de Gori, na Geórgia).
O capítulo mais duro de se ler do livro de Applebaum talvez seja “Fome: primavera e verão, 1933”.
A fome não começou em 1933, mas intensificou-se nesse ano. A sobrevivente Tetiana Pavlychka, da província de Kiev, disse sobre a irmã Tamara: “Tinha uma barriga grande e inchada, e seu pescoço era longo e fino como o de um pássaro. As pessoas não pareciam gente — assemelhavam se mais a fantasmas famintos”.
Outro sobrevivente contou que sua mãe “parecia uma jarra cheia de água cristalina. Todas a partes de seu corpo à mostra (…) podiam ser perfuradas pelo olhar, como se fosse um saco plástico cheio de água”.
Um homem, igualmente sobrevivente, disse que seu irmão ficava deitado — “vivo, mas completamente inchado, com o corpo brilhante como se fosse de vidro”. As pessoas, de tanta fome, viviam zonzas.
Uma criança, balançando o corpo para a frente e para trás, entoava uma “canção”, à meia-voz: “Comer, comer, comer”. Um homem que a escutou nunca mais a esqueceu.
Convocado para colaborar no confisco de alimentos dos ucranianos, um comunista falou sobre as crianças que encontrou: “Todas iguais: cabeça como se fosse semente pesada, pescoço como o de cegonhas, cada movimento de osso era percebido através da pele de braços e pernas, a pele em si parecia gaze amarelada e enrolada em torno de seus esqueletos. O rosto delas era de gente idosa, exausta, como se já tivessem vivido na terra por uns setenta anos. E seus olhos, meu Deus!”.
Muitos dos famintos tinham escorbuto. “Os acúmulos patológicos de líquidos — edemas — inchavam as pernas das vítimas e sua pele se tornava muito fina, até mesmo transparente. Nadia Malyshko” disse “que sua mãe ‘ficou toda inchada, enfraquecida, e parecia idosa, embora só tivesse 37 anos. Suas pernas brilhavam e a pele rachava’”.
“Os indivíduos com pernas muito gordas, cobertas de feridas, não podiam sentar: ‘Quando um deles sentava, a pele rachava e o líquido começava a escorrer pernas abaixo, o fedor era horroroso e as pessoas sentiam dores insuportáveis’.”.
Applebaum anota que “a barriga das crianças inchava e a cabeça parecia pesada demais para ser sustentada pelo pescoço. Uma mulher recordou-se de ter visto uma menina tão emaciada que ‘era possível ver seu coração batendo por baixo da pele’”.
Trabalhando numa escola, a irmã de Volodymyr Slipchenko “testemunhou crianças morrendo durante as aulas — ‘a criança, sentada em sua carteira, de repente desmaiava e caía’ —, ou no recreio, enquanto brincava sobre a grama do pátio. Muitas morreram enquanto caminhavam, na tentativa de escapar”.
As margens das “estradas que levavam à Donbas ficaram repletas de cadáveres”. “Havia mais corpos que pessoas para recolhê-los”, rememora um sobrevivente.
Vários indivíduos morriam quando estavam comendo. Em 1933, segundo Hryhorii Simia, as pessoas iam para os campos para comer “espiguetas restantes da colheita” e, quando tentavam comê-las, morriam. “O mesmo aconteceu nas filas de pão das cidades: ‘Houve casos de pessoas que conseguiram um pedaço de pão, comeram-no e morreram no ato, exauridas demais pela fome’.”.
Um sobrevivente levou beterrabas para a avó, que comeu duas cruas e cozinhou as demais. “Poucas horas depois, estava morta, pois seu corpo não aguentou a digestão.”.
Havia a “psicose da fome”. “Em função da fome, as psiques dos indivíduos ficaram perturbadas”, disse Petro Boichuk. Pitirim Sorokin “recordou-se de que apenas com uma semana de privação de alimentos, ‘era muito difícil manter a concentração, nem sequer por um minuto, em qualquer coisa que não fosse a fome’”. As pessoas alucinavam.
A fome, que trazia a morte, superava até mesmo os sentimentos familiares. “Uma mulher, que sempre fora gentil e generosa, mudou quando os alimentos começaram a escassear. Ela expulsou a mãe de casa e mandou-a morar com outro parente. (…) ‘Deixe de ser um estorvo para meus filhos’.”.
“Uma mulher afirmou aos vizinhos que, embora fosse sempre possível ter mais filhos, ela só tinha um marido, e queria mantê-lo vivo. Ela então confiscou os alimentos que os filhos pequenos haviam recebido na escola, e as crianças morreram”, narra Applebaum. “Um casal colocou os filhos em um poço fundo e lá os deixou, para não presenciar seus falecimentos. Vizinhos escutaram os gritos de crianças, e elas foram resgatadas e sobreviveram.”.
A sobrevivente Uliana Lytvyn clamou: “Acredite em mim, a fome cria animais irracionais, a partir de seres humanos bons e honestos. O intelecto e a consideração desaparecem, assim como a piedade e a consciência também deixam de existir”. Ela contou que chorava até dormindo.
Miron Dolot declara que “o medo passou a ser nossa constante companhia: havia imenso terror de se ficar sozinho e desamparado diante do monstruoso poder do Estado. (…) Vizinhos foram obrigados a espionar vizinhos”. O Estado totalitário, com sua polícia secreta, a OGPU, estava em ação.
Por causa da fome, tudo mudou. “A sinceridade e a generosidade cultivadas por séculos não existiam mais; sumiram quando os estômagos ficaram vazios”, conta Iaryna Mytsyk. As pessoas, quando tinham alimentos — sempre poucos —, comiam escondidas. Temiam tanto o poder do Estado, que recolhia tudo e com violência, quanto roubos.
Como era preciso sobreviver, às vezes sacrificava-se valores. Em Mariupol, uma garota de 15 anos viu uma fila e pediu nacos de pão àqueles que estavam comprando. O dono da loja bateu na mão da jovem, chamando-a de preguiçosa. Ela caiu e foi chutada. “A menina gemeu, esticou-se toda e morreu. Alguns na fila começaram a chorar. O dono da loja, comunista, notou o choro e ameaçou: ‘Tem gente muito sentimental por aqui. É muito fácil identificar inimigos do povo’”, anotou um habitante do lugar.
Anastasiia Kh, uma criança, comprou “uma fatia de pão” e “correu para casa com o alimento”. No caminho, uma camponesa, com um bebê nos braços, pediu-lhe um pedaço do pão. A menina saiu correndo. “Tão logo virei as costas, a mulher se ajoelhou e faleceu. O medo tomou meu coração, porque parecia que os olhos abertos da mãe me acusavam de ter-lhe negado alimento. Chegaram pessoas e pegaram o bebê, que, mesmo morta, a mulher agarrava firmemente. A imagem daquela mulher estirada me aterrorizou por muito tempo”.
Ante a fome intensa e letal, postula Applebaum, “as regras comuns da moralidade não mais faziam sentido. Roubos de vizinhos, de primos, das fazendas coletivas, dos locais de trabalho tornaram-se corriqueiros”. Crucial era sobreviver.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Declaração à esquerda e à direita, sobretudo à extrema-direita - Paulo Roberto de Almeida

Declaração à esquerda e à direita, sobretudo à extrema-direita

Paulo Roberto de Almeida

        Frequentemente, minhas postagens opinativas sobre temas de política interna e sobre assuntos de política externa do Brasil se tornam objeto de comentários — alguns até agressivos, outros supostamente “didáticos” —, vindos dos dois opostos do pensamento político. Alguns são apenas argumentos contrários a meus posicionamentos, embora outros são condenatórios de minha postura, que é resolutamente crítica a esses dois polos da política brasileira, havendo também quem queira me ensinar a “maneira correta” de encarar a vida política do ponto de vista extremo de quem se coloca num dos dois polos opostos (como se eu precisasse de “lições” sobre as grandes questões da governança política ou econômica no Brasil atual, um país dilacerado entre uma esquerda burra e uma direita estúpida).

        Vamos esclarecer as coisas, então. Não tenho partido ou movimento político preferencial e nunca serei membro de qualquer um, pois “partes”, com adesão estrita a certos dogmas ou posições fixas, não me interessam.

        Tampouco tenho religião, ou melhor, essa é uma questão à qual eu sou completamente alheio pessoalmente, mas não indiferente enquanto fenômeno social, ou sociológico. Alguns poderiam dizer que sou “ateu”, quando isso é completamente errado, pois não posso tomar posição contra algo etéreo, de fato incognoscível. Na verdade, sou apenas irreligioso (seja lá o que isso queira dizer) e isso me basta. Cada qual escolhe a sua religião, eu estou bem sem qualquer uma, embora saiba distinguir bem entre as humanistas e as intolerantes.

        Tampouco tenho qualquer preferência futebolística; sou indiferente a clubes e resolutamente contrário a “torcidas”, que entram na mesma categoria das “religiões”, algumas até fanáticas.

        Sou progressista nos costumes, liberal nos padrões comportamentais, anarquista em cultura, mas não me defino como liberal ou libertário em economia, pois que em políticas econômicas cabe ser pragmático, tendo em vista a complexidade dos problemas e das instituições que se ocupam de produção e distribuição; certamente abandonei o estatismo e o intervencionismo nessas matérias, que ainda exibia na juventude, tendo observado o mundo atentamente, e constatado o desastre das soluções estatais (não todas) para a solução de difíceis problemas da “economia política” no sentido do estadismo smithiniano. Abomino totalmente o nacionalismo canhestro e até me considero um defensor resoluto dos direitos individuais, contra todas as pátrias, inclusive a minha, pois que elas costumam ser a fonte de muito egoísmo e mesquinhez no trato da dignidade humana, inclusive nas questões migratórias. 

        Considero lamentável que a diplomacia profissional, à qual peertenci durante décadas, se mostre submissa a um governo que se relaciona preferencialmente muito bem com algumas das ditaduras mais execráveis do mundo, teoricamente as supostamente de “esquerda” (mesmo as fascistas, pois as há), e que é, também teoricamente, contra as de “direita” (menos algumas, que são contra os “estadunidenses”, num sectarismo atroz e numa cegueira anacrônica). 

Mas essa mesma diplomacia também se mostrou muito submissa a um dos governos mais horrendos e esquizofrênicos que já tivemos no comando da política externa nacional, mas que em matéria de “direitismo” só conseguia ser de uma estupidez monumental, sem falar da psicopatia do negacionismo científico, o que levou à morte muitos cidadãos durante a pandemia. Não preciso dizer que abomino o crápula que elogiava torturador e que dizia que a ditadura militar tinha “matado de menos”.

A esquerda costuma ser mais burra do que fanática, mas me assusta não só a estupidez da extrema-direita, como o seu ódio devotado a certas minorias ou a supostos desviantes de suas crenças fundamentalistas.

Creio que está sinteticamente dito o que eu poderia dizer a propósito dos comentários dos true believers que de vez em quando “assaltam” minhas postagens declaradamente políticas.

Louvo o humanismo e sobretudo a inteligência, que para mim é apenas o conhecimento bem aplicado, aquele que resulta do estudo contínuo e da atenta observação da realidade.

Nada mais (por enquanto) tendo a declarar, gostaria, antes de encerrar, de agradecer sinceramente a todos os comentaristas benfazejos que também frequentam várias de minhas postagens, trazendo esclarecimentos e contribuindo para elevar o nível do debate. Estou postando esta minha declaração pública no meu blog Diplomatizzando, que eu chamo de “quilombo de resistência intelectual”, contra todos os despotismos, inclusive o da palavra, também de certo modo vigiada na profissão que foi a minha, depois da de professor, durante meus anos de exercício ativo no Serviço Exterior do Brasil. Fui muito feliz, e me diverti muito, a despeito de alguns percalços pelo caminho, muito a propósito do meu jeito contrarianista de ser, ou apenas independente e oposto aos dogmas incômodos da hierarquia e da disciplina.

Vale!

Paulo Roberto Almeidaida 

Brasília, 19/05/2025


domingo, 18 de maio de 2025

How Ukraine can win (3): The only Ukraine counteroffensive strategy that can break Russian lines - David Axe

 How Ukraine can win? (3): The only Ukraine counteroffensive strategy that can break Russian lines

A special series by defense journalist David Axe, exploring how Ukraine can win the war against Russia through technological innovation:

After a swift Ukrainian counteroffensive liberated 18,000 square kilometers of northeastern and southern Ukraine in the fall of 2022, hopes ran high in Kyiv and allied capitals for the next planned counteroffensive: a southern push that Ukrainian leaders hoped would free vast swathes of the south still under Russian control.

But the much-hyped Ukraine counteroffensive, which kicked off along multiple axes in Zaporizhzhia and Donetsk Oblasts in June 2023, quickly faltered. 

The Russians knew the Ukrainians were coming. The minefields between the 12 attacking Ukrainian brigades were denser than anyone had anticipated. And the six Russian regiments holding the line opposite the attempted Ukrainian breaches suffered losses, but never collapsed.

“The initial attacks failed and tempo was lost, such that Russia could fight the battle with the full 105,000 troops it had in the target sector,” Jack Watling, Oleksandr Danylyuk, and Nick Reynolds wrote in a 2023 study for the Royal United Services Institute in London. Six months later, the 2023 Ukrainian counteroffensive petered out. 

A year and a half later, Russian counterattacks had erased practically all the Ukrainian gains.

Is another Ukrainian counteroffensive possible or necessary? Is another Ukrainian counteroffensive possible or necessary?


“Victory for Ukraine has always been about reestablishing sovereignty back to its 1991 borders,” said Ben Hodges, a retired US Army general who led Army forces in Europe from late 2014 to late 2017. “Anything short of that leaves unfinished business. Anything short of that will invite more Russian aggression.”

But for the Ukrainian military to march across occupied eastern and southern Ukraine all the way into Crimea, it would first have to cross dense minefields, occupy complex trench networks, and defeat more than half a million Russian troops riding in thousands of armored vehicles and backed by artillery, drones, helicopters, and warplanes.    

Challenges facing a new Ukraine counteroffensive

Despite suffering heavy losses since February 2022, including no fewer than 800,000 dead and disabled troops and 17,000 vehicles and other pieces of heavy equipment, the Russian army of occupation isn’t just surviving. It’s bigger than ever, according to US Army Gen. Christopher Cavoli, who currently holds the post Hodges once held. 

“Russia is not just reconstituting service members but is also replacing combat vehicles and munitions at an unprecedented pace,” Cavolli told American lawmakers on 3 April.


With 900,000 troops, the Ukrainian armed forces are bigger than the Russian army in Ukraine. But a significant number of the Ukrainian soldiers, marines, sailors, airmen and drone operators are in training or administrative positions or guard cities, critical infrastructure or Ukraine’s long international border. 

Along the 1100-kilometer front line, the Russians still outnumber the Ukrainians. 

But Ukraine does hold certain key advantages, according to Andrew Perpetua, an independent analyst. “Ukrainian drone technology is so far ahead, I do not think Russia has any realistic potential to catch up,” Perpetua said. 

Ukrainian workshops build hundreds of thousands of surveillance and attack drones every month. Not only do they outnumber Russia’s own drones, the Ukrainian models are more reliable, too-and improving at a faster rate owing to Ukraine’s culture of technological innovation.


“Drone superiority layers” – the strategy that could succeed

Perpetua posited an alternative to the tanks-first counteroffensive those 12 Ukrainian brigades launched in June 2023 — an approach to offensive operations that, barely two years later, may seem technologically quaint. If Ukraine goes on the attack again, the drones should lead.

“Imagine the scenario,” he said. “You have layers of drone superiority.” One layer, stretching 10 kilometers from the line of contact toward the Russian rear, that’s patrolled by tiny, explosives-laden first-person-view drones. Additional layers as far as 100 kilometers deep are patrolled by fewer but bigger drones capable of dropping bombs.


You push a critical number of drone pilots into each layer, overwhelming Russian pilots and completely cutting off all logistic access,” Perpetua explained. “I mean, all artillery is cut off, all infantry cut off, out to 100 km.” 

The Russian infantry in the nearest trenches would have “no supplies, no food, no water, no ammo, no artillery support, no armor support.”


They would be alone and starving as clouds of Ukrainian drones render Russian movement impossible. “After a few days, they withdraw, you move up. I think Russia will have no defense to this, and Ukraine can systematically crush them.”

Caution about a new Ukrainian counteroffensive strategy

But Joni Askola, an Estonian analyst, urged caution. “Andrew is very knowledgeable,” Askola said, “and I agree with him that a more traditional offensive is likely to fail in the current war in Ukraine.” And yes, drone technology “is advancing rapidly,” he added. 

But “a successful large counteroffensive would require not only good planning and substantial resources but also a technological leap or other advantage to surprise Russia.” 

Maybe more and better ground robots, currently in their technological infancy, could — for Ukraine — be that technological leap. 


“Combining a kill zone, effective electronic warfare to neutralize Russian drones that don’t use fiber-optic [controls], robust air defense against Russia’s reconnaissance drones, and rapid ground maneuvers with the aid of unmanned ground vehicles could surprise Russian troops and be difficult to defend against,” Askola posited. 

But the ground robots in particular aren’t ready yet. For now, Ukrainian forces should focus on holding the line instead of moving it, Askola said. “I don’t believe Ukraine necessarily needs a counteroffensive.”


Active defense: An alternative to a full Ukraine counteroffensive

An “active defense strategy” — hold in most places, counterattack only where and when victory is assured — “serves Ukraine well,” Askola added, “especially as the war may be far from over.” 

“Russia, as the invader, is pressured to advance to meet its strategic goals, which it seems unable to achieve,” the Estonian analyst continued. “Remember, Russia currently occupies much less of Ukraine than it did one month into the full-scale war, and its pace of advance won’t allow it to reach its goals. This failure has come at a heavy cost for Russia, and Ukraine needs to continue its active defense as long as necessary.”

An active defense that kills and maims a lot of Russians without costing many Ukrainian lives could finally tip the Russian armed forces into a manpower death spiral. A death spiral that, through lucrative recruitment bonuses and relentless propaganda, they have been able to avoid so far. 

That downward spiral may be inevitable if current trends hold. 

“I don’t think so as Russia has shown that through its recent mobilization efforts, it can keep recruiting more and more men to go and fight in Ukraine,” said David Kirichenko, an analyst with the Center for European Policy Analysis in Washington, D.C. 


The possible, eventual depletion of Russian manpower would be obvious to all observers-and an obvious opportunity for Kyiv. “Ukraine should avoid taking large risks and only launch a counteroffensive if a significant opportunity arises,” Kirichenko said. 

Such as the total collapse in Russian manning along a critical sector.

Patience: The key to a successful future Ukrainian counteroffensive

For Ukrainian generals, it may be tempting to strike too soon. “Every commander wants the initiative,” Hodges explained. 

But patience may be the main imperative. “Russia is losing many men and equipment while facing an acute labor shortage, sanctions, and an overheating economy, making the war unsustainable for them in many ways,” Askola said. 

“Ukraine should not rely on rapid attrition of Russian forces despite the heavy losses. Instead, Ukraine should patiently continue its active defense, demonstrating that Russia cannot achieve its strategic goals. Counteroffensive opportunities will arise, but Ukraine should only act if a significant opportunity or technological advantage emerges.”

David Axe is a writer and filmmaker in South Carolina in the United States.


How Ukraine Can Win (2): The single drone target that could cripple Russia’s oil empire - David Axe

How Ukraine Can Win (2) : The single drone target that could cripple Russia’s oil empire

Russian oil refineries has become Ukraine’s most tantalizing target—the Achilles heel of Putin’s $189 billion war machine.

David Axe

EuroMaidanPress, 17/05/2025

A special series by defense journalist David Axe, exploring how Ukraine can win the war against Russia through technological innovation:


On 22 June 2022, four months after a powerful Russian force rolled east across Ukraine, widening Russia’s war on Ukraine, the Ukrainians took the war to Russia. A pair of explosives-laden long-range drones motored at least 160 kilometers from free Ukraine and struck the oil refinery in Novoshakhtinsk, in Rostov Oblast in western Russia.

The blasts inflicted only minor damage. But they signaled what would, more than two years later, become a main effort in Ukraine’s war strategy: using drone warfare to target Russia’s economic backbone. 

Ukrainian drone strikes on Russian oil refineries in late 2024 and early 2025 depressed Russia’s production of petroleum products—most importantly, gasoline—by as much as 10%, with cascading effects on Russian military logistics and exports. 

“These cascading effects, which erode Russia’s economic resilience, increase operational costs and expose vulnerabilities in its energy-dependent war economy,” said Olena Lapenko, general manager on security and resilience at the DiXi Group think tank in Kyiv.

Long-range drones inflicting “systemic stress” on Russia

Most importantly, they’re a proof of concept. With a growing stable of bomb-dropping or self-exploding Ukrainian long-range attack drones capable of reliably traveling as far as 1,600 kilometers inside Russia, Ukraine can hold at risk the most important machinery of Russia’s wartime economy.

The Ukrainians can hit the Russians where it really hurts and inflict what Lapenko called “systemic stress” on the Russian oil industry. As more of Ukraine’s drone strikes on Russia were launched starting last fall, Russian leaders panicked. 

In March, they agreed to halt strikes on Ukrainian power plants if the Ukrainians would halt strikes on Russian refineries.

Explore further

Ukrainian partisans knock out Russian energy infrastructure 1,100km from Kyiv, disrupt oil refinery operations

The energy moratorium and its implications

The 18 March moratorium on energy attacks, which both sides more or less respected, expired a month later on 18 April. But weeks later, neither side had resumed attacks on the other’s energy infrastructure. In a war defined by wanton Russian aggression, the Russians have been compelled to exercise at least some restraint—because they know Ukraine’s long-range kamikaze drones can wreak havoc on a $189 billion industry.

As US envoys from the administration of Pres. Donald Trump grow increasingly frustrated in their often-clumsy attempts to broker a lasting peace in Ukraine, the fighting along the front line has raged unabated except for a brief ceasefire around Easter. And the Russian bombardment of Ukrainian cities never paused at all.

If talks finally collapse, the tenuous energy detente may collapse, too. And that would free up Ukraine’s drone strike force to attack more widely, more frequently, and more destructively—with potentially major impact on the overall course of the wider war. 

Ukraine’s unrestrained drone capability under Trump

When Joe Biden was the US president and directed substantial quantities of military aid to Ukraine, Ukrainian leaders respected Biden’s main condition for the aid: that they not strike too hard inside Russia and risk provoking the nuclear power.

Now that Trump is the president and largely withholding significant aid, there’s no one in Washington, D.C. the Ukrainians really need to appease. 

“I don’t think the Ukrainians are waiting on permission now,” said Ben Hodges, a retired general who commanded US Army forces in Europe from 2014 to 2017. Absent a mutual energy ceasefire, there’s a willingness in Kyiv to hit Russian refineries—and hit them hard.

Deep strike force: Ukraine’s drone warfare revolution

Lacking the scores of heavy manned bombers and thousands of long-range cruise missiles that Russia uses to strike Ukrainian cities, the Ukrainian armed forces turned to Ukraine’s small but innovative robotics firms—and its equally diminutive but well-respected light aircraft industry for their drone warfare strategy. 

Companies such as Kyiv-based Ukrspecsystems quickly developed simple and inexpensive—but reliable and easily upgraded—Ukrainian long-range attack drones. Plane-maker Aeroprakt, also in Kyiv, adapted its one-person A-22 turboprop sportplane into an 800-mile-range kamikaze drone by adding remote controls, autonomous navigation and a large explosive payload. 

Ukrainian air force Sukhoi Su-24 medium bombers firing British- and French-made cruise missiles, as well as air force batteries firing S-200 ballistic missiles (old Soviet air-defense missiles tweaked for surface strikes) and navy batteries firing locally-made Neptune cruise missiles, bolstered the fast-growing Ukraine drone strike force.

Exploiting gaps in Russian air defenses—or creating the gaps by striking radars and missile batteries—the deep-strike force has been hitting Russian anchorages, air bases, supply depots, and industrial and research sites. 

Escalation of Ukraine’s drone strikes inside Russian territory


The Ukraine drone warfare campaign steeply escalated late last year. 

“Between September of 2024 and February of 2025, Ukraine has shown growing consistency in both the scale and effectiveness of its strikes deep inside Russia, employing a wider range of weaponry,” Ukrainian analysis group Frontelligence Insight explained in a March report

Last year, the Ukraine war drone attacks focused on munitions depots—with sometimes dramatic effect.

“September 2024 stands out as the most successful month, marked by direct hits on some of Russia’s largest ammunition depots in its western regions: key stockpiles that had sustained frontline operations since 2022,” Frontelligence Insight reported.

The drone attack on the Toropets ammunition dump on 17 September triggered powerful secondary explosions that registered as a small earthquake and sparked blazes over an area of several square miles, “dealing a tangible blow to Russian logistics and frontline supply chains,” according to the analysis group.

Overall, however, the raids on Russian arms depots didn’t have much measurable effect on the front line.

Even when a Ukrainian drone strike on Russia triggers an impressive explosion, occasionally captured on video by startled civilians who then post the footage online, it may “leave overall functionality intact” at a given facility, Frontelligence Insight explained. 

And besides, even deprived of some ammo shipments, Russian regiments outnumber and outgun Ukrainian brigades along the front line. 

“Long-range strikes were an important piece of the puzzle, affecting how Russian forces operate, but by themselves were not decisive, and could not solve the challenges observed on the modern battlefield,” noted Michael Kofman, a senior fellow in the Russia and Eurasia Program at the Carnegie Endowment for International Peace in Washington, D.C.

Target shift: From ammunition to Russia’s oil industry

Ukrainian planners came to the same conclusion as 2024 ground toward 2025. “The strikes gradually shifted to oil or gas storage facilities and oil and gas refineries,” Frontelligence Insight observed. “In January, two-thirds of all verified Ukraine drone strikes on Russia were directed at them.” 

There was a cold logic behind the shift. For starters, there are plenty of refineries and oil and fuel storage sites and pipeline pumping stations within easy reach of Ukraine’s 1,000-mile deep-strike force. And where the Russian munitions industry and its supporting logistical networks are robust, the Russia oil industry is fragile.

Pre-moratorium strikes on refineries “slowed down Russia’s ability to supply oil products to the front line,” explained Aura Sabadus, an energy expert with the Center for European Policy Analysis in Washington, D.C. 

“By the end of February this year, Ukraine had managed to knock out around 10% of refining capacity,” Sabadus said. “Even though Russia is working to repair these facilities, it takes weeks/months to bring them back to operational capacity.”

Russia mitigated these shortages by banning gasoline exports between 1 March 2024 and 31 January this year, heading off domestic shortages at the cost of revenue. At the same time, Russian oil firms began selling more crude oil. 

This kept tankers from going idle, but further depressed revenue owing to the lower cost of the crude compared to gasoline and other refined products.

In the end, Ukraine’s drone strikes on Russian oil refineries between September and mid-February cost the Russian economy between $658 million and $863 million, Frontelligence Insight calculated. While that might seem like a lot, Russia’s total revenue from the export of petroleum and related products totaled $189 billion last year. 

So far, the damage is measurable but hardly decisive.

Future strategy: Targeting critical cracking units

That could change, however. If and when the de facto moratorium finally ends and the refinery raids resume, a small change in tactics could significantly raise the cost to Russia. “To enhance the effect of the strikes, Ukrainian troops should conduct regular attacks on large unique cracking units at modern Russian refineries,” Frontelligence Insight advised.


Cracking units are complex systems that break down crude oil. Precision-milled in Germany and other Western countries, the units are delicate and expensive. 

They’re hard for the Russians to repair, and even harder for them to replace under the current sanctions.

Six months of refinery raids inflicted only minor damage. But they proved that a systematic assault on a central node in the Russian economy is possible—and that Ukrainian long-range kamikaze drones are capable of sustaining the assault. The raids “have strategic value,” said Mitchell Orenstein, a professor of Russian and East European studies at University of Pennsylvania.

Bringing the war home to Russians

A sustained Ukraine drone warfare campaign could even hurt the Kremlin politically. Even as 800,000 of their countrymen have been killed or maimed in Ukraine, everyday Russians remain broadly supportive of the war—in part because the booming Russian war economy, fueled by a growing federal budget deficit, has kept wages up and unemployment low. 

“All told, Russia’s defense budget will account for 40% of all government expenditures, which is at its highest level since the Cold War,” Gen. Christopher Cavoli, commander of US Army forces in Europe, told US lawmakers on 3 April. By comparison, the US federal government spends 13% of its budget on the military.

A sharp increase in gasoline prices, driven by a wider campaign of Ukrainian long-range drone attacks targeting Russian oil refineries, could—according to Lapenko—have the effect of “signaling to Russians the war’s domestic costs.” 

“They could experience first-hand the reality of war,” Sabadus said.


A política externa brasileira em perigo, sob a dupla deformação das diplomacias bolsonarista e lulopetista: ameaças conceituais e práticas - Paulo Roberto de Almeida

A política externa brasileira em perigo, sob a dupla deformação das diplomacias bolsonarista e lulopetista: ameaças conceituais e práticas

Paulo Roberto de Almeida
(Ensaio em preparação)

        Tenho escrito bastante sobre a política externa e a diplomacia brasileira, com vários livros publicados, e pretendo desta vez tratar conjuntamente de dois fenômenos perturbadores em relação a princípios e valores das relações internacionais do Brasil. (...)
        Eu lanço o mesmo grito de acusação que Zola, no caso do capitão Dreyfus, contra as diplomacias bolsonarista e a lulopetista, a primeira já passada, a segunda ainda em curso, por deformações similares, embora não semelhantes, igualmente prejudiciais, embora desproporcionalmente, à diplomacia e a política externa brasileiras no curso de mais de duas décadas, com alguma interrupção momentânea entre ambas. Eu acuso as duas diplomacias de terem deformado a política externa nacional e a diplomacia operacional de graves defeitos conceituais e práticos no que se refere a uma correta e adequada defesa teórica e prática das mais caras tradições brasileiras em matéria de relações internacionais, por motivos que exporei e discutirei no texto em preparação.
(...)


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