segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Uma “entrevista” patética do presidente americano - Paulo Roberto de Almeida

Um espetáculo deplorável, jamais visto nos anais da política mundial: a entrevista de Trump ao lado de Zelensky

Primeiro ouvi pela rádio, depois segui pelas TVs, o desempenho deplorável do presidente americano, ao cabo de sua entrevista com o presidente ucraniano em sua residência particular na Florida (transformada em escritório presidencial improvisado).
Confesso que estou estarrecido, não pela ausência de qualquer resultado significativo na questão principal, que é a guerra de agressão de seu amigo Putin contra o povo ucraniano. 

Eu já sabia que não teríamos qualquer resultado depois que o próprio amigo do Putin anunciou que falaria ao telefone com o invasor antes do encontro com o invadido.
Estou absolutamente estarrecido pela incoerência verbal, pela confusão mental, pela total incapacidade de expressão daquele que passa pelo homem mais poderoso do planeta.

Não creio que qualquer país do mundo, em qualquer época ou continente, tenha tido um ser tão despreparado, tão patético, incapaz de se expressar de maneira compreensível a uma audiência mundial.

Minha solidariedade a meus amigos americanos, mas lamento por eles terem de assistir a cenas tão constrangedoras como essa.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 29/12/2025

Madame IA ataca outra vez: ela comenta uma defesa que fiz da dignidade dos diplomatas, atingidos por um presidente indigno do cargo - Airton Dirceu Lemmertz, Paulo Roberto de Almeida

 Pronto: meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submeteu minhas furiosas invectivas, contra um ser asqueroso, elevado a um cargo que ele sempre desonrou, ao julgamente aparentemente equilibrado dessa senhora séria que responde pelo acrônimo de IA. Deixo o registro aos interessados: 

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Um presidente vulgar, grosseiro, ofensivo, inconveniente, insultuoso, que chamou os diplomatas de veados. A ADB vai responder? “É tudo veado aqui”, a frase chocante de Bolsonaro a presidente da Guiné-Bissau, em setembro de 2021. Os diplomatas, quaisquer que sejam suas orientações sexuais, deveriam soltar uma nota de desagravo CONTRA o presidente, pois ele os insultou, e falou a frase com o objetivo expresso de denegrir, de desprezar, de menosprezar os diplomatas. Acredito que a Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) deveria soltar uma nota contra essa frase do presidente, e se não o fizer, respondo eu: "O presidente é o caráter mais vulgar, mais desprezível, mais asqueroso que já ocupou o cargo de maior relevância na história da República e até na história do Brasil, desde 1549, quando aqui aportou D. Tomé de Souza, para ser o primeiro governador geral do Brasil, então colônia de Portugal. Trata-se de uma pessoa sem qualquer princípio, sem qualquer ética, sem qualquer moral para ocupar o cargo que desonra, no qual ofende não só os diplomatas, mas todos os cidadãos que são homossexuais, sem que isso represente qualquer motivo para serem ofendidos da forma como o foram por um ser desprezível, que envergonha o Brasil e os brasileiros. Eu lhe devoto todo o meu desprezo, como diplomata e como cidadão brasileiro, ou como simples ser humano, o que ele manifestamente não é.". Texto, acima, escrito pelo diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida. 

[Pedido de Airton Dirceu Lemmertz à referida senhora;}

FAÇA UMA ANÁLISE DETALHADA E CRÍTICA DO CONJUNTO DE INFORMAÇÕES DO TEXTO ACIMA.


O texto apresentado é um manifesto de forte teor crítico e emocional escrito pelo diplomata Paulo Roberto de Almeida, reagindo a um episódio ocorrido em setembro de 2021, quando o então presidente Jair Bolsonaro proferiu frases homofóbicas direcionadas ao corpo diplomático durante a visita do presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.
Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica dividida por eixos temáticos:

1. Contexto Histórico e Institucional:
O autor utiliza o episódio da frase "É tudo veado aqui" para contrastar a postura da Presidência da República com a tradição da diplomacia brasileira. O Itamaraty é historicamente reconhecido por sua sobriedade, etiqueta e profissionalismo (o "estilo Rio Branco").
A crítica à ADB: Almeida questiona o silêncio da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB), sugerindo que a omissão da entidade diante de um insulto direto à categoria representaria uma conivência ou falta de brio institucional.

2. Natureza da Linguagem e Tom Retórico:
O texto é marcado por uma linguagem de indignação e ruptura. O autor não utiliza o "eufemismo diplomático", optando por adjetivos de forte impacto:
Adjetivação: Termos como "vulgar", "asqueroso", "desprezível" e "inconveniente" visam desumanizar e desqualificar a autoridade atacada, respondendo na mesma moeda à agressividade da fala presidencial.
Oposição Civilizatória: Ao citar Tomé de Souza (1549), Almeida estabelece uma linha temporal de quase cinco séculos para argumentar que o comportamento de Bolsonaro não é apenas um erro político, mas um ponto fora da curva na história da formação do Estado brasileiro, retrocedendo a níveis "pré-civilizatórios".

3. Análise da Ofensa e Ética Pública:
O autor identifica dois alvos principais na fala de Bolsonaro:
A Instituição: O insulto atinge a honra profissional dos diplomatas, que devem ser respeitados como representantes do Estado.
A Comunidade LGBTQIA+: Almeida destaca que a fala não ofende apenas os diplomatas, mas todos os cidadãos homossexuais, ao utilizar a orientação sexual como ferramenta de menosprezo e "denigrição". Ele pontua a total falta de ética e moral de um ocupante de cargo público que utiliza o preconceito como forma de interação política.

4. A Figura do Diplomata como Resistência:
Paulo Roberto de Almeida, conhecido por ser uma voz dissidente dentro do serviço exterior durante o governo anterior, posiciona-se no texto como o "porta-voz da consciência" da classe.

Conclusão Moral: Ao afirmar que Bolsonaro "manifestamente não é um ser humano", o autor atinge o ápice da sua crítica, retirando do governante qualquer legitimidade de liderança. É um exercício de liberdade de expressão de um servidor público que coloca seus princípios éticos e a dignidade da carreira acima da hierarquia administrativa.

5. Crítica ao Conteúdo (Ponto de Vista Analítico):
Impacto na Imagem Internacional: O texto reflete a preocupação com o "soft power" brasileiro. Atitudes como a relatada prejudicam a credibilidade do país em fóruns internacionais e diante de outras nações, transformando a política externa em motivo de piada ou repulsa.
Personalismo vs. Institucionalismo: A crítica de Almeida foca na incapacidade do governante de separar sua personalidade privada de sua função pública, resultando em um comportamento que "desonra o cargo".

* Conclusão:
O texto de Paulo Roberto de Almeida é um documento de resistência institucional. Ele serve como um registro histórico do tensionamento entre o Poder Executivo e a burocracia de Estado (Diplomacia) durante o mandato de Bolsonaro. A análise revela que, para o autor, o dano causado pela fala presidencial ultrapassou a política partidária, atingindo a base dos direitos humanos e do respeito mútuo fundamental para a democracia.

Fonte (IA Gemini):



Sentimento de viver uma grande figuração diplomática - Paulo Roberto de Almeida

Sentimento de viver uma grande figuração diplomática 

Governo e oposição no Brasil vivem uma intensa campanha cada vez mais acirrada de propaganda não apenas de um contra o outro, mas de ambos contra a população, que tratam como se fosse uma clientela submissa aos argumentos enviesados preparados pelos marqueteiros. 

O governo dispõe dos canais oficiais e de milhões e milhões de verbas de publicidade. A oposição se articula nas redes sociais, disparando milhares de msgs e vídeos também recheados de mentiras vergonhosas.

Na esfera que a minha de interesse pessoal, e que foi meu objeto de trabalho durante décadas, constato os vieses deliberados expressos na propaganda diplomática, ressaltando triunfos exagerados e omitindo de maneira vergonhosa o apoio objetivo do governo ao criminoso de guerra, já procurado por crimes contra a humanidade no caso dos sequestros contra crianças ucranianas remetidas  para adoção ilegal na Rússia.

Constato a total imoralidade do silêncio do governo sobre os crimes sendo repetidamente perpetrados pelas forças russas de ocupação. Não apenas silêncio, mas colaboração ativa com os crimes de guerra, sob a forma de importações maciças de combustíveis e fertilizantes russos, que sustentam o esforço de guerra dos invasores contra o povo da Ucrânia.

A diplomacia perdeu, pelo menos neste caso, qualquer sentido moral, o que me é insuportável contemplar. 

Estou certo que dezenas de colegas diplomatas partilham desse sentimento, mas não ousam se manifestar por medo de represálias ou de censura direta. Eles também vivem uma grande figuração em torno de uma política externa novamente “ativa e altiva”, quando ela só consegue ser tacanha e submissa a interesses que não são os nossos.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 29/12/2025

domingo, 28 de dezembro de 2025

Bolsonarismo, fenômeno ou movimento?; fascismo ou simples conservadorismo tosco?, Paulo Roberto de Almeida

 Acompanho agora o debate sobre o bolsonarismo no WW, que eu julgava, anos atrás ser um simples fenômeno passageiro, e que parece ter se convertido num movimento com certa consistência.

Lembrei-me de um trabalho de cinco anos atrás, no qual eu discutia sua eventual perenidade:
3745. “O destino da nação: declínio ou renovação da democracia brasileira?”, Brasília, 31 agosto-1 setembro 2020, 7 p. Notas para uma palestra debate no quadro do projeto BNFB, Bolsonarismo Novo Fascismo Brasileiro, com apresentação em 8/09/2020. Disponível nas plataformas Academia.edu (link: https://www.academia.edu/.../O_destino_da_nacao_declinio...), Research Gate (link: https://www.researchgate.net/.../344037061_O_destino_da...) e no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/.../o-destino-da...
Sumário:
1. Prolegômenos conceituais preliminares
2. A História não se repete, nem mesmo como farsa
3. O que fazer na ausência de algum estadista circunstancial?
4. Uma nova Idade das Trevas?
Íntegra numa das duas plataformas acadêmicas acima citadas.
diplomatizzando.blogspot.com
O destino da nação: declínio ou renovação da democracia brasileira? - Paulo Roberto de Almeida

Quero ver Madame IA criticar a minha postagem, dos tempos do ser asqueroso que ocupava a presidência

E agora, Airton Dirceu Lemmertz?

Vai submeter minha antiga postagem, dos tempos pré-IA, ao crivo da senhora austera que costuma criticar minhas colocações politicamente incorretas?

Para quem ainda não se lembra de como era "educado" e "cortês"um antigo presidente brasileiro, eu lembro aqui:
3977. “Um presidente vulgar, grosseiro e desprezível”, Brasília, 14 setembro 2021, 1 p. Resposta a ofensa do ser abjeto que ocupa a presidência, ofendendo todos os diplomatas. Divulgado no blog Diplomatizzando (link:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2021/09/um-presidente-vulgar-grosseiro-ofensivo.html

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Um presidente vulgar, grosseiro, ofensivo, inconveniente, insultuoso: chamou os diplomatas de veados - A ADB vai responder?
Brasília, 14 de setembro de 2021
“É tudo veado aqui”, a frase chocante de Bolsonaro a presidente da Guiné-Bissau
Diário do Centro do Mundo, 11 de setembro de 2021
Os diplomatas, quaisquer que sejam suas orientações sexuais, deveriam soltar uma nota de desagravo CONTRA o presidente, pois ele os insultou, e falou a frase com o objetivo expresso de denegrir, de desprezar, de menosprezar os diplomatas. Acredito que a Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB) deveria soltar uma nota contra essa frase do presidente, e se não o fizer, respondo eu:
"O presidente é o caráter mais vulgar, mais desprezível, mais asqueroso que já ocupou o cargo de maior relevância na história da República e até na história do Brasil, desde 1549, quando aqui aportou D. Tomé de Souza, para ser o primeiro governador geral do Brasil, então colônia de Portugal. Trata-se de uma pessoa sem qualquer princípio, sem qualquer ética, sem qualquer moral para ocupar o cargo que desonra, no qual ofende não só os diplomatas, mas todos os cidadãos que são homossexuais, sem que isso represente qualquer motivo para serem ofendidos da forma como o foram por um ser desprezível, que envergonha o Brasil e os brasileiros. Eu lhe devoto todo o meu desprezo, como diplomata e como cidadão brasileiro, ou como simples ser humano, o que ele manifestamente não é."
Paulo Roberto de Almeida

[Para os registros da história recente do Brasil]
Brasília, 28/12/2025


A Rússia, eterna invasora: uma breve história de um imperialismo brutal - Paulo Roberto de Almeida

A Rússia, eterna invasora: uma breve história de um imperialismo brutal

Paulo Roberto de Almeida 

O império czarista invadiu os territórios otomanos, bálticos, finlandeses, poloneses, ucranianos.

O império soviético continuou invadindo e dominando os mesmos territórios, domou revoltas populares pela liberdade na RDA, na Hungria, na Tchecoslováquia, invadiu o Afeganistão e patrocinou golpes pró-soviéticos na África e em outras regiões do mundo; sustentou o regime castrista em Cuba enquanto existiu, assim como várias ditaduras no Oriente Médio e em outras partes do mundo; comprou agentes e chantageou políticos em diversos outros lugares do mundo.

A Federação Russa sob Putin começou ameaçando o Ocidente e passou à ação, na Georgia (2008), na Moldova (2010), na Crimeia e no Donbas (2014) e, finalmente, tendo obtido uma “aliança sem limites” com a China de Xi Jinping, invadiu a Ucrânia, em 2022, com a intenção de dominá-la completamente. Foi o seu último e desastroso ato imperial, e encontrou o seu “Vietnã”. Ainda terá o seu Dien-Bien-Phu humilhante, como já vem tendo derrotas parciais frente às bravas FFAA e ao povo da Ucrânia de Zelenski.

Putin ainda tem um aliado de peso, que é o atual presidente dos EUA, mas esse tem prazo certo para sair do poder, talvez até antes.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 28/12/2025


Ukraine’s Shadow War Against Putin’s Oil Fleet - Chick Pfarrer (Kyiv Post)

Ukraine’s Shadow War Against Putin’s Oil Fleet

Russia’s war effort depends on oil — and Ukraine has found a way to strike at its financial lifeline.

In this analytical explainer, former U.S. Navy SEAL Chuck Pfarrer breaks down Ukraine’s covert maritime campaign targeting Russia’s so-called “shadow fleet” — a global network of tankers used to bypass sanctions and fund Moscow’s war.

From the Baltic Sea to the Mediterranean and the Atlantic, Ukrainian naval special forces and sea drones are systematically disabling vessels that carry sanctioned Russian oil. These operations are precise, calculated, and designed to stop revenue flows without causing civilian casualties or environmental disasters.

The video examines:
– How Russia’s shadow fleet operates and why sanctions have failed
– The role of maritime sabotage in modern hybrid warfare
– Confirmed incidents involving explosions, limpet mines, and naval drones
– The economic impact on Russia’s war machine
– Why the true battlefield may no longer be land — but the sea

An in-depth look at how Ukraine is waging an asymmetric war far beyond its borders.

For Kyiv Post, this is Point of Impact.

https://youtu.be/dTUv-_6GVuc?si=VnNT0VA1csglHk4j 

sábado, 27 de dezembro de 2025

GENERAL LEONID IVASHOV STRONGLY CRITICIZES THE RUSSIAN LEADERSHIP (X)

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GENERAL LEONID IVASHOV STRONGLY CRITICIZES THE RUSSIAN LEADERSHIP

The well-known Russian general, General Leonid Ivashov, has sharply criticized the Russian leadership and assessed the 1,400 days of the “special military operation” as follows:

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📌 “Before the start of the ‘special military operation,’ I issued a warning. And the past four years have proven the correctness and seriousness of those assessments.”

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📌 “We have achieved no success at the tactical-operational level, and at the strategic level we have failed on ALL fronts.”

📌 “All industrial sectors have been destroyed.”

📌 “Science is in critical condition, and education has completely collapsed."

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📌 “The judicial system is deeply corrupt. All judges are appointed by the president… I repeat, 98% of major corruption crimes are linked to members of the United Russia party.”

📌 “Rising prices are an alarming sign; the Russian people are becoming poorer and poorer.”

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📌 “Healthcare is in ruins. All regions are cutting healthcare spending.”

📌 “Food quality is getting worse; palm oil is everywhere; food in Russia is becoming toxic.”

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📌 “The only area in which Russia ‘leads’ the world is population trends. We are the leading nation in DISAPPEARANCE. Even without war—the war only accelerates the rapid decline in the number of men.”

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📌 “Our leaders boast that no one has weapons like ours.” It would be more accurate to say that nowhere in the military sphere is there as much corruption as in our country.

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📌 “The very fact that we are diplomatically isolated, while permanent members of the UN Security Council issue statements supporting Ukraine, is a huge failure.

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We are left only with allies like North Korea and Belarus, but they cannot help us—they can only drain our finances, and our finances are running out…”

📌 “I have worked with the Chinese for many years, but China is not our ally; that is a fabrication and Kremlin propaganda.”

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📌 “Putin’s statements on the program ‘Direct Line’ are complete nonsense. Everything looks good on the screen, but wherever you look, you see failure. Putin is responsible for everything. He lives in his own world, surrounded by an imposed cult of personality.”

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But due to his own limitations, he failed to cope with the situation. Therefore, all areas—from the economy to the ‘special military operation’—have failed.

📌 “The strategic failure (in the war with Ukraine) could very well lead to the disintegration of Russia❗”

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In 2022, General Leonid Ivashov publicly opposed military action in Ukraine and urged Putin not to take this catastrophic step. “This war will threaten the very existence of Russia,” Leonid Ivashov wrote at the time.

 Leonid Grigoryevich Ivashov (Russian: Леонид Григорьевич Ивашов; born 31 August 1943) is a Russian military and public official. He is a former President of the Academy for Geopolitical Problems and a retired colonel general.

Leonid Ivashov is a well-known Russian politician, former military officer, Doctor of Historical Sciences, and professor. Ivashov gained widespread recognition for his political activities.

Juan Archibaldo Lanús: libro “ Saber Ser” (La Prensa)

Juan Archibaldo Lanús: libro “ Saber Ser” (La Prensa)

 

"No leo para entretenerme, sino para saber"

La Prensa, 27/12/2025

Juan Archibaldo Lanús habla de su último libro, al que considera como su obra más personal. El diplomático comparte el conocimiento acumulado a través de sus lecturas a lo largo de los años e invita a descubrir el sentido de la vida. Apunta a la falta de valores como causa de la decadencia argentina.

Pero Lanús, que es Doctor es Lettre por la Sorbona y mereció gran cantidad de condecoraciones, pertenece además a una estirpe de diplomáticos que son también escritores. Con siete libros en su haber, algunos considerados ya clásicos de las relaciones internacionales, ahora decidió volcar el aprendizaje que le dejaron sus lecturas en un nuevo título, Saber Ser (Ateneo, 368 páginas), al que considera su obra más personal.

Es, en sus palabras, el "mapa de una vida". En una entrevista con La Prensa, se refiere a este libro, que es un viaje a través de la historia y de la evolución del conocimiento, una invitación a descubrir el sentido de la vida, a reflexionar sobre los condicionantes de la sociedad actual y a confiar en la capacidad de la política.

- En sus palabras preliminares, revela usted que este libro surge de anotaciones hechas en cuadernos a lo largo de una vida. Quisiera preguntarle por las circunstancias de esa escritura: cómo y en qué momento del día solía escribir, si hubo una rutina y cuántos cuadernos lleva escritos.

- Soy un gran lector. No por entretenimiento sino por tener avidez de conocimiento. Sobre el ser humano, la historia y la naturaleza. Los conocimientos acumulados forman lo que podría denominar mi paisaje, el territorio dentro del cual me desarrollo. Lo que leo y me interesa destacar sobre los temas más variados lo subrayo en el texto de los libros. Lo que he subrayado lo paso a cuadernos o en algunos casos si se trata de textos extensos saco fotocopias. Tengo alrededor de 20 cuadernos generales y unos veinte de temas especiales (historia argentina, relaciones internacionales, economía etc.). Desde mi adolescencia he hecho lo mismo: luego de leer subrayé y lo que subrayé lo conservé separadamente en cuadernos.

- Esa práctica de escritura continua sugiere un hombre ordenado y metódico, pero también un gran lector. Su reflexión abreva a lo largo de las páginas en una profusa lista de escritores, desde los griegos hasta los clásicos de la filosofía y la literatura universal. También se adivina una cierta francofilia. ¿Es así?

- He tenido dversos intereses según etapas de mi vida y circunstancias de trabajo profesional. Mis primeras lecturas fueron de literatura gauchesca. Pero la literatura y la historia argentina me interesó durante toda mi vida. Desde Bartolomé Hidalgo hasta el presente, he leído a Mármol, López, Bartolomé Mitre, Balestra, Saldías, John Lynch, Furlong, Alberdi, Ricardo Rojas, Manuel Gálvez, Félix Luna, Osvaldo Bayer, Busaniche y Levene, e incluso ensayistas recientes como Nicolás Shumway. Tuve una época en que interesé por las religiones y sabidurías ancestrales. Y siempre mantuve un particular interés por las lecturas sobe la cultura occidental, como Burckhardt, el Roman de la Rose, Dante, Rilke, Gibbon, Cervantes y casi toda la gran literatura española, Shakespeare, Lamartine, Voltaire, Santo Tomás, San Agustín. Al ingresar a la carrera diplomática me concentré en libros relacionados a las relaciones internacionales y la política. Después he leído con particular interés y dedicación sobre la cultura e historia latinoamericana (Rubén Darío, Manuel Ugarte, Vasconcelos y una gran cantidad de poetas, Alfonsina Storni, César Vallejo o Pablo Neruda) y sobre los escritos de filosofía oriental, la Grecia Clásica y la Antigüedad tardía. En general me interesan los ensayos sobre la cultura, como los de Paul Johnson, Yuval Harari, Arnold Hauser, Denis de Rougemont, Alfred Weber, Samuel Huntington, Eric Hobsbawm.

- Hay una larga tradición de diplomáticos que además fueron escritores, dos vocaciones que parecen ir muchas veces de la mano. ¿A quiénes destacaría en esa doble función?

- Efectivamente, la diplomacia y el interés por la cultura y la historia están unidos por una misma vocación que es la de conocer el mundo. En la Argentina no hay muchos diplomáticos que escriban sus memorias o textos de relaciones exteriores. Puedo recordar a Mansilla y a Cárcano.

- ¿"Saber ser" es un libro formativo?

- Se lo puede tomar como libro formativo pero también como un viaje a través del mundo y de la vida. Me apoyé sobre los conocimientos acumulados desde la época axial de la Humanidad que es, siguiendo a Jaspers, el siglo VI-V antes de Cristo.

- En su invitación a que el hombre aspire a su plenitud, usted valora el legado de distintas tradiciones y religiones. ¿Cuál es esa plenitud y cuál el camino que vislumbra?

- Sócrates fue el primero en enunciar que el propósito de la vida es ser feliz. Desde entonces todos los pensadores y filosofías salvo excepciones -Nietzsche y Kant entre otros- opinan lo mismo. También la mayoría de la visiones religiosas. Pero para ser felices a mi juicio hay un camino: la virtud. Ambos temas se vinculan con el apetito de la naturaleza profunda del ser que es alcanzar una plenitud. Cuando trato el tema de la realización del hombre en la sociedad actual destaco que la condición para su logro esencial es "La Libertad". Y a mi juicio, en la sociedad, tal como está estructurada actualmente, la política es el instrumento necesario para asegurar la garantía de la libertad del hombre. Muchos pretenden sustituir la política por la gestión. El arte de gobernar se dirige a los hombres. La administración concierne a las cosas. Debemos tener cuidado, estar alerta contra el copamiento del estado por los administradores de cosas. Es el camino seguro a la pérdida de libertad.

- ¿Vincula usted la falta de valores con la decadencia argentina? ¿Es algo sobre lo que viene pregonando desde antes, no es así?

- La falta de valores es sin duda una de las causas de lo que se llama la decadencia argentina, si así se puede llamar el declive que ha sufrido el país en las últimas décadas. En la Argentina muchos gobernantes son verdaderos impostores, no saben lo que deben saber para gobernar. Muchos factores confluyen en nuestra realidad social para configurar un cuadro verdaderamente preocupante para una nación que parecía destinada a ser una de las más prosperas y democráticas del mundo. Hemos fallado en algo: no somos prósperos y tenemos un símil de democracia. El sistema económico está desestructurado y el sistema político desarticulado bajo la hegemonía de un poder ejecutivo que todo lo puede, y todo lo anuncia. Pero también que todo lo olvida y nada cumple. Hay una verdadera manipulación de la opinión pública con una serie de ideas que se toman por ciertas y legítimas pero carecen de verdad. Una gran confusión nos inunda. El argentino en política ha olvidado que el objetivo es el bien común. Sin embargo los gobernantes, muchos o la mayoría de ellos, han dado rienda suelta a sus pasiones predilectas: el poder, la fama y la codicia. Lucio V. Mansilla, en el siglo XIX, dijo lo siguiente: "La Argentina es un país destinado a ser grande, pero su sociedad frívola y desarraigada lo impedirá".

- Algunos de sus libros anteriores ya son considerados clásicos de las relaciones internacionales argentinas. Usted también ha volcado su mirada hacia la historia argentina. Y ahora hacia el individuo, en su relación comunitaria. ¿Hay una concentración en su objeto de estudio? Y si es así, ¿a qué lo atribuye? ¿Cómo ubica este libro en perspectiva?

- Mi interés central es el desarrollo del ser humano, es decir lograr vivir con plenitud. No tengo pretensiones de enseñar sino de mostrar intelectualmente la sabiduría que el hombre acumuló sobre su propia vida. A mí me interesan todos los temas de lectura por los que el lector aprende algún conocimiento. No leo por entretenerme, ni para distraerme, sino para saber. Confucio nos aconsejaba estudiar toda la vida para mantener la juventud y San Pablo aconsejaba vivir sanándonos. ¡Estudiar y sanarse siempre no parece un mal programa! Siempre me interesé por todo. Confieso que poco por los deportes y menos por el psicoanálisis. Este libro es el primero de los ocho libros que he escrito que refleja en parte lo que verdaderamente soy. Me dio mucha alegría escribir Saber Ser. Fue una gran caminata por el aire libre. 

@agustindebeitia 

Velhos instintos guerreiros de volta à superfície? - Paulo Roberto de Almeida

Velhos instintos guerreiros de volta à superfície?

A Europa ocidental conquistou e dominou o mundo quase inteiro desde o final do século XV até o início do século XX. Nesse longo período, o continente também viveu em guerras contínuas, monarquias e impérios entre si e contra nações e impérios em terras distantes. O colonialismo europeu também provocou guerras entre países distantes pelas suas divisões arbitrárias de fronteiras e etnias, até hoje redundantes.

Depois, tendo provocado duas guerras globais na primeira metade do século XX, ela se cansou desses morticínios e se entregou aos dois superpoderes do momento, durante as quatro décadas da primeira Guerra Fria. Tratou do seu próprio bem-estar e sob o guarda-chuva nuclear dos EUA. Durou mais quarenta anos.

No século XXI, a China renasce em toda a sua pujança antiga, e dois autoritários da antiga Guerra Fria retomam a agressividade unilateral das velhas aventuras coloniais, sendo que a Segunda Guerra Fria se dá entre o poder hegemônico do século XX e a nova potência econômica, talvez militar, do século XXI.

Os dois antigos adversários da primeira Guerra Fria parecem hoje singularmente unidos na mesma agressividade contra o liberalismo político, contra a integração social, a diversidade cultural, com foco na recusa de regras e princípios multilaterais que tentam reduzir o uso da força nas relações internacionais. 

No caso da potência hegemônica, já em declínio relativo, pode tratar-se de fenômeno passageiro, vindo de um presidente completamente à margem dos padrões usuais da democracia americana. No caso do neoczar, é uma recusa da sua antiga preeminência mundial e o deslocamento para a condição de potência menor, talvez até vassala do novo Império do Meio, restaurado em sua superioridade durante séculos na vanguarda da criatividade e inovação tecnológica.

Tanto o presidente demencial quanto o neoczar saudosista representam o principal foco de desordem mundial e de ameaças à paz e segurança dos demais países.

O Brasil, como potência média e interesses nacionais voltados para a integração regional na América do Sul, não deveria, a qualquer pretexto, vincular-se a um ou outro desses grandes poderes em suas eventuais fricções temporárias ou conflitos estruturais. Preservar sua autonomia decisória em política externa e total independência e autonomia em face dessas tensões externas aos nossos interesses nacionais, deve ser o foco e o núcleo de uma diplomacia sensata e compatível com os objetivos de desenvolvimento econômico e social.

Não tenho certeza de que essas características de velhos padrões de atuação externa da nação estejam sendo seguidos de forma coerente no atual governo, guiado bem mais por considerações partidárias e também ideológicas do que por valores e princípios da diplomacia tradicional.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 27/12/2025


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