Devem ter existido milhões de motivos para o "amigo do amigo do meu pai" ter ficado furibundo com um senador que ousou pedir o seu indiciamento. Eu até diria dezenas de milhões...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O "amigo do amigo do meu pai" tinha milhões de motivos, eu até diria dezenas de milhões - Não é Imprensa
A nação que se perdeu a si mesma - Paulo Roberto de Almeida (ao final, Madame IA interpreta meu texto)
A nação que se perdeu a si mesma
Um livro que mereceria ter uma nova edição, mas desta vez aplicado a outro país e em inglês (americano).Percorrendo, como sempre faço, as coleções particulares legadas à biblioteca do Itamaraty, detive-me, no último dia 28/04 (quando foi comemorado o Dia do Diplomata e eu estava me dirigindo às comemorações), na coleção do ex-secretário geral durante o período varguista Mario de Pimentel Brandão, e fiquei admirando a diversidade de títulos sobre a América Latina, e até retirei alguns para folhear rapidamente.
Um livro, encadernado em azul, como muitos outros, me chamou a atenção, sobretudo pelo título, exibido na lombada, e retirei-o da estante, para folheá-lo com mais cuidado.
O livro era este aqui: "El país que se busca a sí mismo: historia social argentina", escrito por Rubén Franklin Mayer, publicado pela Editorial Claridad, em Buenos Aires em 1944, com referências a várias edições anteriores, desde 1941.
Fiquei lendo e relendo, várias partes, sobretudo as últimas, passando rapidamente pela história da formação do país, dos gaúchos dos pampas, pelos estancieros, até chegar na ditadura militar dos anos da guerra.
Fiquei impressionado pelo relato do autor, sobretudo seu quase desespero, em plena ditadura do GOU, Grupo de Oficiais Unidos, onde já se destacavam as figuras do ditador Farrell (presidente de facto, depois do golpe de 1943) e do coronel Juan Domingo Perón, já ganhando influência. Pretendo retirar o livro para lê-lo com mais atenção, mas fiquei pensando numa coisa.
O país que parece que se perdeu a si mesmo são, inequivocamente, inquestionavelmente, os Estados Unidos, e me assusta que os próprios americanos ainda não se deram conta disso, pois continuam a deixar um desequilibrado dirigir e perder todo um país, a mais antiga democracia do mundo, este ano "comemorando", tristemente, 250 anos de história, mais perdida do que nunca.
Voltarei a comentar o assunto.
Crônicas Históricas: a mulher que salvou dezenas de crianças da atrocidade nazista: Henia Lewin, da Lituania (via Henrique Rzezinski)
Nunca houve, em toda a história da Humanidade, uma tal soma de brutalidades, atrocidades, morticínios deliberados, como os praticados pela corja nazista, e também por boa parte da população alemã, fanatizados, dirigidos e guiados por uma besta humana como Hitler. Não consigo encontrar qualquer precedente para a mortandade dirigida a todo um povo por causa do ódio doentio de um monstro como ele, que conseguiu ser seguido por milhões de alemães, supostamente um dos povos mais educados do século XX.
Reproduzo aqui o relato copiado e dispobibilizado por meu amigo Henrique Rzezinski. PRALikes and dislikes - Paulo Roberto de Almeida
Não sei bem por que, ou como, mas assistindo às cenas estrepitosas da realidade brasileira neste exato momento, resolvi colocar meus likes e dislikes, apenas para marcar certas posturas em face dessa mesma realidade:
Coisas de que mais gosto:
1) Conhecimento: que adquiro por meio de livros ou quaisquer outros suportes, como cultura, como lazer, como ferramenta, para minha profissão preferida, a de professor;
2) Solidariedade com os mais fracos, nem sempre diretamente, mas por meio de políticas públicas, que para mim significa crescimento com equidade e inclusão, o que obtive com esforço próprio, mas nem todo mundo tem essa chance.
Coisas que mais desprezo, detesto, abomino:
1) Racismo: sob qualquer forma, cor, feitio, disfarce.
2) Políticos corruptos: nem preciso explicar, não é?
Por enquanto basta...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 1/05/2026
2) Políticos corruptos e magistrados assaltantes do dinheiro público: preciso explicar?
A explicação está aqui:
"Em reação à decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu o pagamento de supersalários à magistratura, o Tribunal de Justiça do Paraná criou um novo “penduricalho” transformando todos os magistrados do Estado em professores. O benefício pode render até R$ 14 mil por mês para cada um fora do teto remuneratório imposto pela Constituição.
A resolução da Corte burla a decisão do Supremo ao descaracterizar o exercício de magistério. (Estadão, 1/05/2026)"
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Relatório sobre a Liberdade de Imprensa, da Repórteres Sem Fronteira
Relatório sobre a Liberdade de Imprensa, da Repórteres Sem Fronteira
Liberdade de Imprensa: em queda no mundo, em melhoria no Brasil, mas ainda num indicador muito abaixo do necessário e PELA PRIMEIRA VEZ, à frente dos EUA (mas isso também não vale, pois com DJT qualquer republiqueta fica com melhor nota).
A liberdade de imprensa no Brasil melhorou, segundo levantamento da organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras. Entre os 180 países avaliados, o Brasil ficou na 52ª posição e ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez. No mundo, a liberdade de imprensa caiu para os níveis mais baixos em 25 anos, desde que o ranking começou a ser publicado. A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras mede a liberdade de imprensa com base no contexto político, econômico e sociocultural do país, nas condições de segurança e nas leis que regulam o trabalho jornalístico.
https://www.youtube.com/watch?v=tSVy2alERr0 (CNN);
https://www.youtube.com/watch?v=QjQEpV1fl34 (G1);
https://www.youtube.com/watch?v=9To554-WOTg (TV Cultura);
https://www.youtube.com/watch?v=80ePmpzOcWY (Euronews);
Esta informação é precisa e atual, conforme os dados divulgados pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.
Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica sobre os dados do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2026:
1. O Desempenho do Brasil: Ascensão e Contraste:
- Posição Histórica: O Brasil alcançou a 52ª posição entre 180 países.
- Ultrapassagem dos EUA: Pela primeira vez na série histórica do ranking, o Brasil superou os Estados Unidos, que caíram para a 64ª posição.
- Evolução Recente: O país consolidou uma trajetória de recuperação expressiva, subindo 11 posições em relação a 2025 e acumulando uma alta de 58 colocações desde 2022.
- Contexto Sul-Americano: Na região, o Brasil agora ocupa a segunda melhor posição, atrás apenas do Uruguai (48º).
2. A Crise Global da Liberdade de Imprensa:
- Nível Crítico: A RSF alerta que a liberdade de imprensa no mundo atingiu seu nível mais baixo em 25 anos.
- Situação dos Países: Pela primeira vez, mais da metade das nações avaliadas (52,2%) encontra-se em situação classificada como "difícil" ou "muito grave" para o exercício do jornalismo.
- Deterioração nos EUA: A queda norte-americana é atribuída a uma crise de confiança pública e à hostilidade institucional renovada sob o segundo mandato de Donald Trump, com ataques sistemáticos a jornalistas e uso da máquina pública contra veículos de comunicação.
3. Decodificação dos Fatores de Melhora no Brasil:
De acordo com os relatórios da Agência Brasil e do G1, a ascensão brasileira é explicada por:
- Estabilidade Institucional: A retomada de relações menos conflituosas entre o governo federal e a imprensa.
- Segurança: A ausência de assassinatos de jornalistas no último período avaliado e a criação de novos mecanismos de proteção à atividade.
- Combate à Desinformação: Iniciativas governamentais e da sociedade civil voltadas à integridade da informação.
4. Ponto Crítico: O "Assédio Judicial":
Apesar da melhora no ranking, a RSF e veículos como o Estadão ressaltam que o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais. O país permanece classificado em uma zona de "situação sensível" devido ao uso crescente do assédio judicial contra repórteres e veículos independentes, onde processos em massa são utilizados para asfixiar financeiramente e intimidar o trabalho jornalístico.
O avanço brasileiro, portanto, deve ser lido como uma exceção em um cenário global de retrocesso, mas que ainda carece de reformas legislativas para proteger o jornalismo de abusos do Poder Judiciário.
Fonte (IA Gemini):
https://share.google/aimode/RDlj6653I2Vfu3ryY
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