sexta-feira, 24 de maio de 2013

Justica faz censura inconstitucional contra nosso direito de receber informacao


A mordaça reforçada

24 de maio de 2013 | 2h 08
Editorial O Estado de S.Paulo
A coincidência dificilmente poderia ser mais amarga. Na quarta-feira foi sepultado em São Paulo o corpo do jornalista Ruy Mesquita, o diretor do Estado que fez história pelo destemor de seu combate pela liberdade de imprensa nos anos de chumbo da ditadura militar. No mesmo dia, em Brasília, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) enterrou as esperanças de que afinal invalidaria, como tudo levava a crer, a decisão liberticida tomada há praticamente quatro anos pelo desembargador e atual presidente da Corte, Dácio Vieira.
No que decerto foi o golpe mais virulento já desferido desde o restabelecimento da democracia no País contra o direito da sociedade de ser informada dos atos de figuras públicas que firam o interesse coletivo, em julho de 2009 Vieira proibiu este jornal de divulgar as evidências colhidas pela Polícia Federal, no curso da Operação Boi Barrica (depois denominada Faktor), de ilícitos cometidos pelo grupo empresarial de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado à época, José Sarney.
No mês anterior, o Estado revelara a existência de mais de 300 atos secretos no Senado. O escândalo atingiu em cheio o mais longevo coronel da política brasileira. O clã que ele encabeça manda e desmanda no Maranhão há meio século. Os seus tentáculos alcançam outros Estados da região, entre eles o Amapá, para onde o oligarca transferiu o seu domicílio eleitoral. Seria uma ingenuidade monumental supor que ele desconhecesse, para não dizer outra coisa, os negócios tidos como irregulares de seu primogênito.
Do mesmo modo, parece pouco provável que a censura prévia ordenada pelo desembargador Vieira, a pedido do empresário, não tivesse sido influenciada por suas duradouras ligações pessoais com o soba maranhense. A mordaça aplicada ao jornal - que está para completar 1.400 dias - foi condenada reiteradas vezes por juristas e organizações representativas da imprensa do Brasil e do exterior. Nesse meio tempo, Fernando Sarney desistiu da ação, o que não o impediria de voltar à carga quando lhe aprouvesse. Também por isso, mas principalmente para firmar jurisprudência, o Estado insistiu no julgamento do mérito da causa.
A surpreendente decisão de anteontem, por 3 votos a 0, da 5.ª Turma Cível do TJ-DF não é o fim da linha. A defesa do jornal aguarda a publicação do respectivo acórdão para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Isso não vai passar em branco", diz o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira. Nem poderia: na base do atentado à liberdade de expressão está a gritante falácia de que o Estado não poderia estampar os fatos levantados pela Polícia Federal a que tivesse tido acesso porque o inquérito era sigiloso.
Essa aberração não pode prevalecer. O órgão noticioso que leva a público apurações reservadas sobre presumíveis ações lesivas ao bem comum - como traficâncias que envolvam o destino dos recursos do contribuinte - não é nem se torna "dono" do segredo. Este, por definição, é o agente estatal responsável por sua guarida. É a posição do STF. Se, porventura, o material repassado a jornalistas se revelar falso, o veículo que o tiver difundido estaria sujeito a responder por isso na Justiça. O que é inconcebível numa democracia é tolher a livre circulação de informações - um direito inalienável da sociedade.
Melhor do que ninguém, talvez, o então ministro do STF Carlos Ayres de Britto foi ao cerne da questão quando esclareceu que "não há no Brasil norma ou lei que chancele poder de censura à magistratura". Diante disso, é completamente irrelevante a outra alegação invocada para silenciar o Estado - a decisão do STJ que declarou ilícitas as provas da Operação Boi Barrica que levaram ao indiciamento de Fernando Sarney por uma profusão de delitos. Outro absurdo ainda é a ação tramitar em segredo de Justiça, o que impede que se conheçam os fundamentos do deplorável veredicto do TJ-DF.
Tem-se, em suma, uma cadeia de atos frontalmente contrários ao espírito e à letra da Constituição. E, o que é mais alarmante, praticados por servidores togados do Estado Democrático de Direito que o País penou para implantar e eles pisoteiam.

O PIB subiu no telhado - Mansueto Almeida

Ou seja, está descendo a ladeira.
PRA


PIB no Brasil: o gato subiu no telhado


Mansueto Almeida, 24/05/2013
A cada semana, os dados de projeção do crescimento esperado do PIB para este ano, infelizmente, pioram. Nesta semana, a mediana das projeções do relatório FOCUS para o crescimento do PIB este ano rompeu a barreira de 3% e cravou 2,98%, É claro que essas projeções são passiveis de revisões com as divulgações dos dados pelo IBGE.
Mas, por enquanto, o cenário de crescimento é cada vez menos animador. O novo boletim de conjuntura do IBRE-FGV de maio de 2013 joga um balde de água fria quando se olha para os próximos meses. Como fala o relatório na p. 9: “Fatores transitórios explicam, em grande medida, o crescimento de 1,0% no primeiro trimestre. Mas, para o restante do ano, um cenário de crescimento morno ainda é o mais provável.”
Um dado que preocupa são as sondagens empresariais e do consumidor do IBRE-FGV. A reversão para cima dos índices de confiança setoriais ainda não ocorreu e o índice de confiança do consumidor despencou (ver os gráficos abaixo). Ou seja, empresários e famílias estão preocupados. Leiam o relatório de conjuntura do IBRE-FGV que está muito bom.
Figuras IBRE
Adicionalmente, um sinal muito claro da reversão do otimismo para o crescimento do PIB este ano foi um relatório recente do Credit Suisse. O banco era um dos mais otimistas do mercado e apostava em crescimento do PIB de 4% este ano. Mas no seu relatório desta semana, os analistas do banco já alertam que essa aposta poderá ser revista:
Reconhecemos que uma expansão do PIB no 1T13 versus o 4T12 de 1,0% ou inferior a esse patamar aumenta a probabilidade de um crescimento do PIB em 2013 inferior à nossa projeção formulada em novembro de 2012 de 4,0%. Não obstante, um crescimento do PIB no 1T13 ante o 4T12 de 1,0% indica que a expansão da economia em 2013 tende a ser, provavelmente, superior a 2,5%.” (Credit Suisse, Macro Brasil 22 de maio de 2013)
Agora, vamos torcer para que ninguém comece a namorar com 2,5% porque isso seria um completo desastre e sinalizaria mais um ano de crescimento baixo e inflação alta. A propósito, é claro que o Brasil não pode mais crescer à taxas de 7% ao ano. Mas para um país de renda média (US$ 12.000) deveríamos crescer pelo menos entre 4% a 5% ao ano, que era a expectativa de muitos de nós economistas antes de 2009.
Infelizmente, o nosso cenário de crescimento mudou, estruturalmente, para pior. Antes que alguém diga que o FMI ainda projeta crescimento do PIB no Brasil de 4% ao ano a partir do próximo ano, quero dizer que Fundo já tem como certo que sua projeção para o Brasil é otimista e, mais cedo ou mais tarde, poderá (ou deverá) rever essas projeções.
Antes que alguém diga que crescer 2,5% ao ano é melhor do que países da Europa, essa comparação é totalmente descabida. O que vamos fazer rezar ou chorar? Nenhuma das duas coisas. Vamos escrever, falar e argumentar para que o governo retome a agenda de reformas institucionais e que possamos recuperar o nosso otimismo. Se não der certo, ai sim podemos começamos a rezar e chorar.

Frase da semana: Odebrecht, by Mansueto

Transcrevendo, apenas.
Acho que a realidade produtiva do Brasil é muito pior, mas muito mais pior (como diria alguem, que vcs sabem quem é) do que o indiretamente dito (gentilmente) por este líder empresarial que também ocorre ser um dos grandes financiadores da malta de bárbaros que assalta o Brasil, aliás com a ativa colaboração dos mesmos, que são também corruptores de maiores. 
Como diria Lenin, os capitalistas fornecem a corda, etc...
Paulo Roberto de Almeida


Frase da Semana: Marcelo Odebrecht


Alguém me enviou e achei fantástico o resumo da Conferência Internacional Itaú BBA+ do dia 25 de abril de 2013, em São Paulo. Em especial, gostei muito do seguinte ponto do discurso do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht S.A.:
De forma geral, as oportunidades no Brasil, segundo o executivo, são maiores para quem “está mais perto da mãe natureza”. Para ele, quanto mais avançado na cadeia produtiva industrial estiver o negócio, e quanto mais tradable for o produto, maiores são as dificuldades.
“Como país, somos caros e tendemos a permanecer caros nos próximos anos”, avaliou, ressalvando que os serviços são favorecidos por não sofrerem o mesmo nível de competição internacional. A ordem do jogo agora é aumentar a produtividade.
Antes que alguém venha me chamar de pessimista, quem falou isso não fui eu, mas sim o presidente de um dos grupos empresariais mais fortes do Brasil e com livre acesso ao  ex-presidente Lula e à Presidente da República.

Populismo petrolifero da era Lula levou a desastres na Petrobras

Recebido de correspondentes, como sendo informação que circula entre funcionários e pessoas trabalhando com a Petrobras.
Paulo Roberto de Almeida

A nova presidente da Petrobras decidiu comprar uma briga daquelas, em véspera de ano eleitoral. Ela quer cancelar todos os contratos de patrocínio da estatal e já provoca uma gritaria entre políticos da base aliada. Dias atrás, a presidente da Petrobras, Graça Foster, fez uma conferência com investidores e foi de uma sinceridade atroz. Reduziu de 3,1 milhões para 2,5 milhões barris/dia a meta de produção da empresa para 2016. “Os números não
eram realistas.”
Além disso, cancelou projetos de várias refinarias e manteve apenas a Abreu e Lima, em Pernambuco, que custará nove vezes mais do que o previsto – o orçamento foi de R$ 4,75 bilhões para R$ 42 bilhões. Graça já havia demarcado seu território, ao demitir diretores que haviam sido indicados politicamente, inclusive pelo próprio PT.
Agora, ela decidiu comprar uma nova briga, segundo informa a coluna do jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo, na nota “Fim da farra”:

- A presidente da Petrobras, Graça Foster, decidiu segurar e rever todos os patrocínios concedidos pela empresa. Sua posição atinge eventos, congressos, publicações, filmes, projetos culturais e conferências setoriais e temáticas
promovidas pelo governo federal e que tinham patrocínio da estatal. Os marqueteiros petistas estão em polvorosa e, atônitos e irritados, perguntam: "Quem essa Graça Foster pensa que é? A Dilma da Dilma?" Graça tem o respaldo da presidente Dilma Rousseff, mas seu estilo tem gerado críticas no PT. Seu antecessor, José Sergio Gabrielli, é amigo pessoal do presidente Lula. Além disso, ao criticar as “metas irreais” da era Gabrielli, *ela também critica, indiretamente, a era Lula*. A conferência de Graça Foster com investidores ensejou o artigo 
O custo Lula”, 
publicado pelo jornalista Carlos Alberto Sardenberg. Leia:

- Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, contou sem meias palavras, que a Petrobrás não queria
construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. “Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões
fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobrás informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Hugo Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes dos projetos estarem prontos e aprovados, o que é um verdadeiro absurdo.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobrás. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e
custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco, visto desde o princípio, é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa com importância da Petrobrás pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobrás, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente irresponsável e da diretoria que topou a
montagem desse cenário de mentiras.
Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor. O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu um prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou:
“Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação”.
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio. Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que
continua sendo a mais cara do mundo. Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula,prá variar, estava errado.
As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram. 
Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico. Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi. Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobrás, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobrás. Graça Foster era da diretoria da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula?
De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.
Foster terá que contar agora com muito respaldo de Dilma, para não ser atingida, em breve, pelo fogo amigo.

Peso do Governo asfixia progressivamente o Brasil - salarios do setor publico (IBGE)

Só em países de monarquia absoluta, de despotismo aberto, de ditaduras estatais consolidadas, o setor público consegue extrair tantos recursos da sociedade, sem devolver nada em troca, e ainda fazer de conta que está promovendo o bem público.
O Brasil vai pagar caro por permitir que marajás do Estado desviem tal volume de recursos da sociedade em seu benefício exclusivo.
Os empresários, que são os que pagam a conta (sem mencionar o fato de que é toda a sociedade, na verdade, que sustenta o exagero), ainda vão se arrepender por sustentar um Estado perdulário e no final anti-econômico.
Paulo Roberto de Almeida


Administração pública segue pagando maiores salários, diz IBGE

O salário médio no setor público em 2011 foi de R$ 2.478,21, contra R$ 1.592,19 em entidades empresariais e R$ 1.691,09 em entidades sem fins lucrativos

24 de maio de 2013 | 10h 17
Vinicius Neder, da Agência Estado
RIO - A administração pública segue pagando os melhores salários do País, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo dados de 2011 do Cadastro Central de Empresas (Cempre), o salário médio no setor público em 2011 foi de R$ 2.478,21, contra R$ 1.592,19 em entidades empresariais e R$ 1.691,09 em entidades sem fins lucrativos. Pelos dados do Cempre, a média salarial de 2011 ficou em R$ 1.792,61.
Pela ótica dos setores da economia, as empresas de eletricidade e gás pagam os melhores salários. Em 2011, esse setor pagou salário médio de R$ 5.567,73. Em segundo lugar vem o sistema financeiro (R$ 4.213,65), seguido dos organismos internacionais, que pagaram, na média, salário R$ 3.725,85 em 2011.
Os piores salários estão em hotéis e restaurantes, em atividades administrativas e na agricultura. Quem paga pior é o setor de alojamento e alimentação, com média de R$ 858,92 em 2011. Empresas que atuam em atividades administrativas e serviços complementares pagaram R$ 1.110,16 em 2011, enquanto a agricultura tinha salário médio de R$ 1.129,84.
Pelos dados do IBGE, o Brasil tem 5,129 milhões de empresas e outras organizações formais ativas. Desse total, 89,9% são empresas - classificadas como "entidades empresariais" -, 9,7% são entidades sem fins lucrativos e apenas 0,4% são da administração pública.
Apesar da pequena fatia no total de firmas, a administração pública respondeu por 18,1% do total do pessoal ocupado, que em 2011 foi de 52,173 milhões de trabalhadores. As entidades empresariais responderam por 75,5% do pessoal ocupado e as entidades sem fins lucrativos, por 6,4%.

Menu de insetos: que tal a nova gastronomia comecar pelo restaurante da FAO?

Como a FAO propôs, acho que o restaurante para seus funcionários, na gastronômica Roma, deveria começar a fazer o teste drive, servindo insetos no almoço.
Se eles gostarem, depois podem oferecer o cardápio em bases voluntárias para outros restaurantes...
Paulo Roberto de Almeida


quarta-feira, 22 de maio de 2013


José Graziano da Silva, diretor da FAO, elogiou proposta
A organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) propôs reformar a gastronomia mundial para reduzir a poluição. 

Segundo a proposta tratar-se-ia de comer insetos como besouros. gafanhotos e formigas em vez de carne bovina e porcina, porque o gado é tido esdruxulamente de “aquecedor do planeta”. 

Num relatório de 200 páginas divulgado em Roma, a FAO defendeu que comer insetos beneficia o meio ambiente enquanto o gado consome vegetais e ração demais. 

O diretor do organismo, o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome no gabinete do presidente Lula e ex-responsável do Programa Fome Zero, disse que para combater a fome no mundo grilos e formigas são “essenciais”.

Mas, acrescentou, deveriam ser “mais integrados com as políticas de segurança alimentar e com o uso da terra”, obviamente com reforma agrária e ambientalismo. 

O trabalho foi realizado com a colaboração da Universidade de Wageningen, na Holanda.

Ele foi apresentado em Roma durante a Conferência Internacional sobre as florestas para a segurança alimentar e nutrição, informou a Folha de S.Paulo.

O documento elogia os insetos por se alimentarem de “resíduos, lixo humano, compostagem e chorume animal”. 

“Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente”, elogia a FAO, acrescentando que eles deixam “pequena pegada ambiental”. 

O Programa de Insetos Comestíveis agora lançado também examina o potencial alimentar de aranhas e escorpiões, embora não sejam considerados insetos.

Projeto parece horrorizar até os promotores
A FAO reconhece que muitas pessoas que “podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente”.

Mas isso é um acidente repugnante.

Entretanto, para os militantes do ambientalismo radical propostas como esta preanunciam o futuro. 

Governo brasileiro: arrogancia e mandonismo no comando supremo

Quem é a nossa presidente?

Mansueto Almeida
O jornal Valor Econômico desta sexta-feira traz um matéria interessante sobre o estilo de comando da nossa presidente Dilma Rousseff. Vale a pena ler a matéria que está muito interessante e vai ao encontro do se escuta nas conversas de bar em Brasília. Quero apenas destacar quatro parágrafos da matéria:
O estilo “mandão” de Dilma era conhecido desde que se tornou ministra das Minas e Energia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros traços marcantes apareceram ou se tornaram mais visíveis quando chegou à Presidência. “Eu sou a presidenta, eu posso”, passou a ser frase rotineira em conversas com assessores próximos. Alguns pensavam, mas não diziam: “Pode, mas será que deve?”.
…….
Ela está cercada de pessoas medíocres, que não a questionam. Todo mundo morre de medo dela. Ela não tem humildade para escutar os outros. Não dá para ter 39 ministérios, 39 subordinados. Em uma empresa, esse modelo não funcionaria”, disse um alto executivo de um banco de investimento. A imagem de pessoas centralizadoras hoje está muito associada a empresas de donos, fundadores de grandes grupos de primeira geração. “Fui muito centralizador, mas esse modelo não funciona mais. Tem que delegar e ouvir mais”, disse um grande empresário do setor de infraestrutura e energia“.
……..
“O processo de governo é muito ruim”, diz um ministro que tem uma pilha de projetos sendo “espancados” na Casa Civil. Os empresários criticam os ministros e os ministros, com raras exceções, criticam a Casa Civil da ministra Gleisi Hoffmann, habitada, segundo eles, por técnicos jovens, inexperientes e, às vezes, arrogantes. Não é raro um deles ligar para um ministro de Estado a fim de tomar satisfações sobre algum projeto”
…..
Na equipe econômica chama-se as escolhas de Dilma de “estilingadas”, decisões que, depois de tomadas, batem num muro e voltam. Só um ano e meio depois de estar no comando do governo ela se convenceu de que o Estado brasileiro não está em condições de investir e admitiu fazer as concessões. Ainda assim, tabelou por baixo o lucro das empresas, no caso das rodovias. Voltou atrás, quando percebeu que não daria certo.”
Acho que os trechos acima dão uma boa ideia da gestão centralizadora do governo. O que me impressiona é por que a presidente só conheceu os limites da maquina pública para fazer investimento depois de um ano e meio do governo, se ela já era ministra da casa civil. Espero que a presidenta continua identificando as falhas do seu governo e adotando essa postura pragmática de voltar atrás e mudar.
O problema é que agora, com o clima eleitoral nas ruas, ninguém espera mudança alguma até  eleições. Assim, essa tarefa será do próximo presidente quem quer que seja ele ou ela.

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Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...