Antigamente, não nos tempos da brilhantina,
mas em tempos normais de excelência acadêmica, os agraciados com prêmios
Honoris Causa por universidades nacionais tinham, de fato e de direito, uma
extensa folha de contribuições à causa da ciência, da tecnologia, dos direitos
humanos, da pesquisa comprometida com os grandes problemas da humanidade,
voltada para o benefício do maior número e do progresso material e espiritual dos
povos.
Aparentemente, a julgar por certos prêmios
concedidos a políticos nos últimos tempos, qualquer populista e demagogo acaba
recebendo a distinção de reitores (ou presidentes) de universidades por razões
totalmente políticas, ideológicas até, desmerecendo o título e até a
universidade. Isso diz muito sobre o crescente processo de mediocrização de
certas universidades, sobre o caráter de certos dirigentes universitários,
sobre o crescimento do sectarismo político nesses meios, ou até sobre a manipulação
vergonhosa de uma instituição que já conheceu melhores dias.
Que a Universidade de Havana o faça em
relação ao presidente do Irã, isso apenas testemunha de seu total servilismo em
relação ao poder político do Partido Comunista Cubano, um dos últimos partidos
stalinistas, junto com o da Coreia do Norte, do planeta, num dos dois únicos
países que ainda pretende manter uma vergonhosa e inaceitável ditadura
totalitária, quando até mesmo ex-totalitários reciclados na economia de mercado
já caminham para algumas demonstrações formais de democracia de fachada.
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