|
Sheila D’Amorim e Valdo Cruz, de Brasília
Folha de São Paulo, 25/05/2012
Objetivo é proteger indústrias da Zona Franca, isentas do tributo
O governo vai anunciar nos próximos dias aumento da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para uma série de produtos, entre eles ar-condicionado e micro-ondas.
Apesar de aparentemente ir na contramão dos cortes de impostos feitos para ajudar na retomada da economia, o objetivo é proteger as indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus da concorrência com importados.
As empresas da Zona Franca são isentas do imposto e, desde o ano passado, vários segmentos reclamam que o aumento das importações reduziu a competitividade do produto nacional.
O argumento é que, mesmo contando com benefícios fiscais da região, a produção ainda sofre grande desvantagem em relação a itens do exterior, sobretudo da China.
O aumento do IPI foi usado recentemente pelo governo para proteger a indústria automobilística local e tentar fazer com que fábricas estrangeiras se instalem no país.
O imposto, nesse caso, foi elevado em 30 pontos percentuais, e o governo isentou da taxação as montadoras instaladas no país.
Nesta semana a carga foi reduzida, mas a vantagem para a produção local de veículos foi mantida.
Em alguns setores, a elevação do II (Imposto de Importação) para o teto permitido pelas regras de comércio mundial não é suficiente para garantir maior competitividade ao produto nacional e, nesses casos, o governo tem usado o aumento do IPI para encarecer ainda mais o produto vindo de fora.
Aparelhos de ar-condicionado são um exemplo. No fim de 2011, o governo elevou o II e, agora, irá aumentar a alíquota do IPI.
A avaliação é que a medida deverá estimular a instalação de fábricas na Zona Franca, com aumento do índice de nacionalização, em vez de importação.
|
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 26 de maio de 2012
Cronicas do protecionismo ordinario (bota ordinario nisso...)
Labels:
2011,
protecionismo brasileiro
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Economia do Brasil Imperial cresceu quatro vezes mais do que se dizia, pesquisa da FGV - Bruna Castro (Diário do Rio)
Coincide com a revisão da história econômica do Brasil enunciada por Edmar Bacha. Pesquisa da FGV revela que economia do Br...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
A Arte de Pensar em Público um excelente empreendimento cultural em tempos de quarentena Um convite para um diálogo com os inte...
-
Da série What If? da Economist: Se a China tivesse continuado a ser do KMT, não do PCC? - Julho 2015History Post-war China, alternatively Chiang’s China THE WORLD IF 2015 The Economist, July 1st 2015 https://worldif.economist.com/articl...
-
Greetings Paulo Roberto Almeida, H-Diplo Roundtable Review of Philip Nord, After the Deportation: Memory Battles in Postwar France . Camb...
-
Sobre a nova insanidade tarifária de Mister Trump contra o Brasil Paulo Roberto de Almeida Não há, nunca houve, qualquer “negociação” de b...
-
The Palgrave Handbook on Geopolitics of Brazil and the South Atlantic Overview Editors: Francisco José B. S. Leandro , Rodrigo Franklin Fro...
-
Personagens Bíblicos / História do Profeta Samuel: Quem foi Samuel na Bíblia? https://estiloadoracao.com/historia-do-profeta-samuel/ Histó...
-
Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
-
The Rothschild Libel: Why has it taken 200 years for an anti-Semitic slur that emerged from the Battle of Waterloo to be dismissed? BRIAN C...
-
Nota preliminar ulterior (se isso não é contradição, não sei o que é): Coloquei aqui uma aparente matéria de -- digo aparente pois foi dessa...
Nenhum comentário:
Postar um comentário