quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Banco Central do Brasil revela dado alarmante: em 31 anos, o real já perdeu 88% do poder de compra e R$ 100 de 1994 valem apenas R$ 11,75 em 2025 - Valdemar Medeiros (Petróleo e Gás)

Banco Central do Brasil revela dado alarmante: em 31 anos, o real já perdeu 88% do poder de compra e R$ 100 de 1994 valem apenas R$ 11,75 em 2025

Escrito por Valdemar Medeiros
Petróleo e Gás, 16/09/2025
https://clickpetroleoegas.com.br/banco-central-do-brasil-revela-dado-alarmante-em-31-anos-o-real-ja-perdeu-88-do-poder-de-compra-e-r-100-de-1994-valem-apenas-r-1175-em-2025-vml97/

Real perdeu 88% do valor em 31 anos: R$ 100 de 1994 valem apenas R$ 11,75 em 2025, segundo estudo do Banco Central sobre inflação acumulada.

Em 1994, o Brasil celebrava o nascimento do Plano Real, que trouxe estabilidade a uma economia devastada pela hiperinflação. A nova moeda foi recebida como símbolo de modernidade e esperança, colocando fim ao ciclo de sucessivas mudanças de padrão monetário que marcaram as décadas anteriores. Trinta e um anos depois, porém, o dado do Banco Central do Brasil: segundo cálculo baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os R$ 100 que em 1994 compravam uma cesta completa de bens e serviços hoje têm poder de compra equivalente a apenas R$ 11,75. Na prática, o real perdeu 88% do seu valor em pouco mais de três décadas.



Esse fenômeno não significa que a moeda fracassou afinal, conseguiu manter níveis de inflação relativamente baixos em comparação ao período pré-Plano Real, mas escancara como o custo de vida no Brasil cresceu de forma acelerada, corroendo a renda de famílias e pressionando os orçamentos.

Inflação acumulada e o impacto no dia a dia
A inflação é o principal responsável por essa erosão do poder de compra. O IPCA, calculado pelo IBGE, acumulou uma elevação superior a 750% desde 1994 até agosto de 2025. Esse movimento explica por que produtos que antes custavam poucos reais hoje demandam dezenas ou até centenas. Itens de primeira necessidade, como arroz, feijão, café e combustíveis, sentiram variações ainda mais intensas em certos períodos.

As famílias de baixa renda, que comprometem grande parte do orçamento com alimentação e transporte, foram as mais afetadas, vivendo uma sensação constante de perda de poder aquisitivo.


Para muitos, a lembrança de encher o carrinho de supermercado com uma nota de R$ 100 se tornou um símbolo nostálgico de um passado distante.

Crises fiscais, políticas e cambiais
O processo de desvalorização não pode ser explicado apenas pela inflação de preços. Ao longo das últimas três décadas, o Brasil enfrentou sucessivas crises fiscais e políticas que abalaram a confiança dos investidores e do mercado internacional.

Em 1999, a maxidesvalorização do câmbio expôs a fragilidade do regime de bandas cambiais. Nos anos seguintes, choques externos, como a crise financeira global de 2008, e fatores internos, como os déficits fiscais persistentes e o aumento da dívida pública, contribuíram para desvalorizar a moeda frente ao dólar.

Mais recentemente, em 2024, o real foi apontado como uma das moedas mais desvalorizadas entre as principais economias, com uma queda de mais de 20% frente ao dólar. A percepção de risco fiscal, a instabilidade política e a redução do diferencial de juros em relação aos Estados Unidos foram determinantes para esse resultado, encarecendo produtos importados e pressionando a inflação doméstica.

O contraste com outras moedas
Enquanto o real perdeu 88% do valor em 31 anos, moedas de países desenvolvidos tiveram trajetória distinta.

O dólar americano, mesmo enfrentando seus próprios ciclos inflacionários, preservou maior estabilidade global, beneficiado pelo papel de moeda de reserva internacional.

Já o euro, lançado em 1999, conseguiu manter perdas de poder aquisitivo em níveis mais moderados, reforçando a percepção de solidez da União Europeia.

Esse contraste reforça como a trajetória brasileira foi marcada por desafios estruturais. O país, embora celebre avanços na agricultura, na indústria e em setores como petróleo e gás, convive com problemas históricos de gasto público elevado, baixa produtividade e volatilidade política que minam a confiança na moeda.

O custo invisível para os brasileiros
A corrosão do valor do real não é apenas um dado técnico. Ela se traduz em dificuldades concretas para milhões de famílias.
A classe média viu sua capacidade de poupança encolher, enquanto os mais pobres enfrentaram aumento da desigualdade social.

Salários que não acompanham a inflação plena geram a sensação de que, ano após ano, o trabalhador compra menos com o mesmo dinheiro. Benefícios previdenciários e assistenciais, mesmo corrigidos, perdem relevância diante de aumentos expressivos em setores específicos, como energia elétrica e transporte.

Essa realidade alimenta um ciclo de descrença no futuro da moeda nacional e incentiva parte da população a buscar proteção em ativos como dólar, ouro ou criptomoedas, tentando preservar o patrimônio contra a inflação.

Perspectivas para o futuro do real
Apesar do diagnóstico severo, especialistas destacam que o real ainda é uma moeda com papel importante na estabilidade macroeconômica do Brasil.

A inflação anual, embora elevada em alguns momentos, está longe dos patamares de hiperinflação pré-1994. Além disso, instrumentos como o regime de metas de inflação e a autonomia do Banco Central ajudam a conter pressões mais graves.

O grande desafio para o futuro é combinar responsabilidade fiscal, política monetária consistente e aumento de produtividade. Sem reformas estruturais, o real continuará vulnerável a ciclos de desvalorização, especialmente diante de choques externos e crises internas.

Há também um debate crescente sobre alternativas de longo prazo, como a criação de uma moeda comum entre os BRICS ou o fortalecimento do uso do real em comércio internacional. Ainda que essas propostas sejam incipientes, refletem a busca por soluções para reduzir a dependência cambial e reforçar a credibilidade da moeda brasileira.

Um alerta sobre o custo da instabilidade
Os 31 anos do Plano Real são um marco na história econômica do Brasil. A moeda que nasceu para domar a hiperinflação conseguiu garantir três décadas sem mudanças de padrão monetário — um feito inédito no país.

Mas o dado de que R$ 100 de 1994 hoje compram apenas R$ 11,75 é um alerta contundente sobre o peso da inflação e da instabilidade econômica.

Mais do que números, essa desvalorização mostra como políticas fiscais frágeis, crises políticas recorrentes e choques cambiais corroem o cotidiano das famílias. Ao mesmo tempo, lembra que a estabilidade monetária exige vigilância constante e compromissos de longo prazo que vão além de governos.

O real, mesmo sobrevivendo como moeda estável em comparação ao passado inflacionário, carrega a marca de uma perda de 88% de poder de compra em 31 anos. É um retrato da força corrosiva da inflação e do desafio permanente de proteger o bolso dos brasileiros.




O chanceler acidental e seu artigo sobre Trump e o Ocidente - Paulo Roberto de Almeida

 O chanceler acidental em seu artigo sobre Trump e o Ocidente

Paulo Roberto de Almeida

Um sujeito de sorte, depois de azar, e novamente de sorte: o chanceler acidental, defenestrado por acaso, salvo com certeza de figurar no processo da tentativa de golpe de Estado, recentemente julgado pelo STF.
Estou me referindo ao diplomata obscuro que ascendeu repentinamente com um empurrão do assim chamado "filósofo do bolsonarismo", con muita influência (infeliz) na educação e sobretudo no "bolsolavismo diplomático" que envergonhou nossa política externa e desestruturou nossa diplomacia no excepcional desgoverno do golpista condenado a 27 anos e 3 meses. Vocês sabem quem foi o sortudo-azarento e sortudo, tenho certeza disso, que voltou à obscuridade.
Ele só chegou a ser escolhido como chanceler (acidental), por ter escrito um artigo que eu publiquei nos Cadernos de Política Exterior, apesar de que o artigo em questão não tivesse nada a ver com política exterior, e sim com história das ideias (malucas).
Pois bem, no dois anos em que o chanceler acidental tentou administrar (desgovernar seria o termo mais correto) a política externa e a diplomacia, os verdadeiros chanceleres e chefes dele foram o Bananinha 03 – atualmente autoexilado na Trumplância e prejudicando o Brasil – e o tal de Robespirralho, Filipe Martins, que foi devidamente enquadrado num dos núcleos dos golpistas trapalhões, ficou efetivamente preso durante meses e ainda aguarda julgamente por ter sido o cara que ofeereceu uma das minutas do golpe ao chefão incompetente e covarde.
O chanceler acidental só escapou da malta que planejou o golpe e hoje enfrenta o julgamento no STF pelo fato de ter brigado com a senadora Katia Abreu e ter sido expurgado em março de 2021, depois de ter infelicitado o Itamaraty durante mais de dois anos.
Eu havia publicado, como disse, seu artigo sobre "Trump e o Ocidente", e apenas suspeitava que isso iria ridicularizá-lo em face de todos os colegas, pois quem seria capaz de admitir, sequer aceitar que o Trump (na primeira versão) pudesse ser o "salvador do Ocidente". Pois, graças ao Olavo de Carvalho, a que o obscuro diplomata foi levar seu artigo, ele foi escolhido chanceler acidental.
Logo depois de assumir, ele me demitiu do cargo de diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Funad (IPRI), e só aí eu fui ler com atenção e anotar seu tristemente famoso artigo que o fez alçar à chefia da Casa de Rio Branco (que ele envergonhou terrivelmente). Mas, o fato de ter sido defenestrado o salvou da tentativa de golpe, e ele hoje permanece quieto, com repentes ocasionais, em sua tradicional obscuridade.

Minha análise está neste trabalho:
3483. “O Ocidente e seus salvadores: um debate de ideias”, Brasília, 28 junho 2019, 10 p. Avaliação crítica do artigo de Ernesto Araújo, “Trump e o Ocidente” (Cadernos de Política Exterior, n. 6).

Sumário:
1. A decadência e o Ocidente: algum perigo iminente?
2. Quais são as “teses” principais de “Trump e o Ocidente”?
3. O grande medo do Ocidente cristão: realidade ou paranoia?
4. Contradições insanáveis no projeto de salvamento do Ocidente cristão

O trabalho em questão está disponível neste link da plataforma Academia.edu: https://www.academia.edu/143995627/3483_O_Ocidente_e_seus_salvadores_um_debate_de_ideias_2019_

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Una nota sobre los 200 años de relaciones diplomáticas formales entre Brasil y Colombia - Daniel Rojas

Una nota sobre los 200 años de relaciones diplomáticas formales entre Brasil y Colombia

Daniel Rojas


El 3 de febrero de 1827, en el Palacio Imperial de Río de Janeiro, se produjo un acontecimiento que marcó un hito en la historia diplomática sudamericana.


Ese día, el emperador Pedro I de Brasil recibió en audiencia al ministro plenipotenciario y enviado extraordinario de Colombia, José Leandro Palacios, acompañado por el secretario de la legación, Juan María Gómez Pastor. Poco después, fue recibido José Domingos Cáceres como cónsul general y encargado de negocios del Perú.


La corte imperial, reunida en pleno junto al cuerpo diplomático acreditado, fue testigo de la presentación de credenciales y del discurso en que Colombia saludaba a un “soberano poderoso que entra[ba] en la sociedad de las nuevas naciones de América”. En esas palabras se evocaba ya la necesidad de respetar la independencia y la diversidad institucional de los pueblos del continente, según sus circunstancias particulares. La solemnidad del acto estuvo marcada por el luto de la corte, tras el fallecimiento de la emperatriz María Leopoldina, ocurrido dos meses antes.


Ese encuentro simboliza el inicio de las relaciones diplomáticas oficiales entre Colombia y Brasil, un vínculo que, a lo largo de dos siglos, ha atravesado momentos de acercamiento y de tensión, pero que jamás ha comprometido la seguridad existencial de nuestros Estados. Muy al contrario, abundan los gestos de buena voluntad y cooperación: desde el apoyo colombiano al ingreso de Brasil en el Consejo Permanente de la Sociedad de las Naciones, hasta la mediación brasileña en el conflicto colombo-peruano de 1932, que desembocó en el Protocolo de Río de Janeiro.


Por todo ello, quisiera subrayar ante ustedes la trascendencia del 3 de febrero de 2027, fecha en que se cumplirán doscientos años de este acto fundacional. Más que una efeméride puntual, se trata de una ocasión privilegiada para conmemorar dos siglos de diplomacia y de vínculos sudamericanos, para reflexionar juntos sobre los desafíos de nuestra región en el presente y en el porvenir y para celebrar la amistad y la cordialidad que han caracterizado las relaciones colombo-brasileñas.


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Trump: DEMÊNCIA PRECOCE - John Gartner (via Olympio Pinheiro)

 Avaliação preocupante de um especialista renomado: Trump está perigosamente doente, próximo da demência. Não é só preocupante para ele e para os EUA. É preocupante e perigoso para o mundo intriro. Talvez até Putin esteja preocupado de perder o seu melhor “amigo-serviçal”. PRA

(Postado por Olympio Punheiro)

"DEMÊNCIA PRECOCE"  

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Dois psicólogos renomados lançam uma bomba sobre o agravamento dos problemas cognitivos e o declínio da saúde de Donald Trump, afirmando que ele parece ter "demência precoce".

As evidências são claras...

"Você está na final do Aberto dos Estados Unidos, uma performance fascinante... você é o centro das atenções. Então, como Trump reage? Ah, ele está dormindo de novo, assim como dormiu durante a maior parte dos dias de seu julgamento criminal", disse o psicólogo John Gartner ao coapresentador Harry Segal em seu podcast "Shrinking Trump".

Gartner passou cerca de trinta anos lecionando na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e, portanto, sua opinião tem muito peso em sua área. Segal é professor sênior na Universidade Cornell, o que reforça ainda mais a trajetória do podcast.

"Só quero ressaltar que isso não é normal", disse Gartner, explicando que adormecer descontroladamente em momentos inoportunos costuma ser um sintoma de demência.

Os especialistas então passaram a abordar a questão da saúde física de Trump, que tem sido cada vez mais analisada nos últimos meses, com manchas estranhas na pele, tornozelos inchados e uma estranha flacidez na boca. A Casa Branca admitiu que ele tem válvulas defeituosas que causam acúmulo de sangue nas pernas, mas parece improvável que saibamos a história completa.

"Insuficiência cardíaca congestiva é o que normalmente causa inchaço, principalmente nos tornozelos", disse Segal. "Acho que ele não está, quer dizer, ele não está bem."

Não pararam por aí: eles criticaram o governo por tentar fazer as mãos machucadas de Trump parecerem um problema menor causado por "aperto de mão" e aspirina.

"Eles obviamente estão escondendo o problema mais sério", disse Gartner. "Ele provavelmente está recebendo algum tipo de fluido intravenoso."

Os psicólogos também mencionaram a já mencionada queda, ocorrida em um evento em memória aos ataques de 11 de setembro. Sua aparência era tão gravemente debilitada que muitos começaram a especular que ele havia sofrido um derrame.

"Quando você vê alguém com metade do rosto caído daquele jeito, não é apenas cansaço, não é um rosto normal", disse Segal. "É significativo. E é por isso que estou mostrando, não apenas para zombar dele ou para brincar."

E as evidências continuam se acumulando. No fim de semana, Trump afirmou que 300 milhões de americanos morreram de overdose de drogas no ano passado. A população total dos Estados Unidos é de aproximadamente 340 milhões.

Este não foi um caso inocente de Trump simplesmente falando errado, e esse tipo de problema cognitivo está acontecendo cada vez com mais frequência. Algo está profundamente errado com a mente e o corpo desse homem.

Compare a cobertura da mídia sobre o estado atual de Trump com as reportagens frenéticas sobre Joe Biden. A duplicidade de critérios é irritante.

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BREAKING: Two top psychologists drop a bombshell about Donald Trump’s worsening cognitive problems and declining health, stating that he appears to have “early dementia.”

The evidence is right out in the open…

“You’re at the finals of the U.S. Open, a riveting performance… you’re the center of attention. So how does Trump react? Oh, he’s asleep again, just like he slept through most of the days of his criminal trial,” said psychologist John Gartner to co-host Harry Segal on their podcast “Shrinking Trump."

Gartner spent roughly thirty years teaching at Johns Hopkins University Medical School and so his opinion carries a lot of weight in his field. Segal is a Senior Lecturer at Cornell University, adding even more force to the podcast’s pedigree.

“I just wanna point out, this isn’t normal,” Gartner said, explaining that uncontrollably falling asleep at inopportune times is often a symptom of dementia.

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The experts then moved on to the issue of Trump’s physical health which has come under increasing scrutiny in recent months, with bizarre skin patches appearing on his skin, swollen ankles, and a strange droop to his mouth. The White House has admitted that he has malfunctioning valves that cause blood to pool in his legs, but it seems unlikely that we’re getting the full story.

“Congestive heart failure is what typically causes swelling, you know, largely swollen ankles,” said Segal. “I think he’s not, I mean, he’s not doing well.

Not done there, they criticized the administration for trying to pass off Trump’s bruised hands as a minor issue cause by “handshaking” and aspirin.

“They’re obviously hiding the more serious problem,” said Gartner. “He’s probably getting some kind of IV fluids.”

The psychologists also brought up the aforementioned drooping, which occurred at an event commemorating the 9/11 attacks. His appearance was so dramatically unwell that many began to speculate that he had suffered a stroke.

“When you see someone with half their face drooping like that, that’s not just someone being tired, that’s not a normal face,” said Segal. “It’s significant. And that’s why I’m showing it, not just to make fun of him or to joke.”

And the evidence keeps piling up. Over the weekend, Trump claimed that 300 million Americans died of drug overdoses last year. The entire population of the United States is roughly 340 million. 

This was not an innocent case of Trump simply misspeaking and these kinds of cognitive screwups are happening more and more frequently.  Something is deeply wrong with this man's mind and body.

Compare the news media's coverage of Trump's current state to the breathless wall-to-wall reports about Joe Biden. The double standard is infuriating.

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Occupy Democrats

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Itamaraty não explica por que deixou de exigir retirada das tropas russas - Cedê Silva (O Fator)

Itamaraty não explica por que deixou de exigir retirada das tropas russas

Brasil descartou linguagem sobre “retirada imediata e incondicional” das forças russas na Ucrânia, que tinha apoiado na ONU
Cedê Silva
O Fator, 15/09/2025, 13:13
https://ofator.com.br/informacao/itamaraty-nao-explica-por-que-deixou-de-exigir-retirada-das-tropas-russas/

Ministro Marcelo Viegas (ao centro) no Itamaraty: sem explicação para o abandono da linguagem sobre retirada dos russos. Foto: Cedê Silva/O Fator

O diplomata Marcelo Viegas, diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, não soube responder nesta segunda (15) à pergunta de O Fator sobre o motivo para o Brasil abandonar a exigência de retirada incondicional das tropas russas da Ucrânia, como consta em resoluções aprovadas na ONU com voto a favor do Brasil.

Em maio de 2024, o enviado especial Celso Amorim assinou na China uma “proposta de paz” que na prática normaliza a invasão russa.

O texto é muito diferente das resoluções aprovadas pela Assembleia Geral da ONU, com voto favorável do Brasil, em março de 2022 e de novo em fevereiro de 2023, exigindo a retirada imediata e incondicional de todas as forças militares russas na Ucrânia. Desde então, a diplomacia brasileira abandonou essa linguagem e fala em negociações sem essa condição.

“Desculpe, eu não tenho nada preparado especificamente para essa pergunta”, disse Viegas, em coletiva de imprensa no Itamaraty. “Eu nem sei se reflete adequadamente a realidade”.

“O Brasil, desde a visita com a China, estabeleceu um grupo de amigos pela paz, e busca aportar uma perspectiva do Sul Global para a resolução pacífica do conflito na Ucrânia”, acrescentou o ministro Viegas (patente de diplomata logo abaixo da de embaixador).

Segundo o site do próprio Itamaraty, o BRICS serve como “foro de articulação político-diplomática e de cooperação de países do Sul Global” – o bloco inclui a Rússia, mas não a Ucrânia.


Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

Vidas Paralelas – Rubens Ricupero e Celso Lafer nas Relações Internacionais do Brasil - Paulo Roberto de Almeida (Ateliê de Humanidades)

 O Ateliê de Humanidades acaba de anunciar a publicação de seu mais novo livro: Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil, do diplomata e professor Paulo Roberto de Almeida, membro do IHG-DF.

Capa e sumário do livro podem ser conferidos neste link do blog Diplomatizzando: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/08/livro-vidas-paralelas-rubens-ricupero-e.html

A obra pode ser encomendada na Amazon ou diretamente no Ateliê de Humanidades: https://ateliedehumanidades.com/produto/vidas-paralelas-rubens-ricupero-e-celso-lafer-nas-relacoes-internacionais-do-brasil-paulo-roberto-de-almeida/




Livro: Intelectuais na Diplomacia Brasileira: a cultura a serviço da nação - Paulo Roberto de Almeida (org)









O livro está disponível junto às editoras Francisco Alves e Unifest, assim como na Amazon e outras distribuidoras de livros.

Memórias belgas no Brasil - diversos assuntos

 A Bélgica é o meu segundo país: 

Festa do Imigrante no Museu da Imigração de São Paulo

Nos dias 27 e 28 de setembro de 2025, o Museu da Imigração realizará a 29ª edição da Festa do Imigrante, O evento acontecerá no complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, São Paulo, com o objetivo de valorizar as heranças culturais e tradições de diversas nacionalidades. Contara com apresentações musicais, danças, oficinas, artesanato e comidas e bebidas de muitos países.

A Bélgica estará presente com a participação dos belgas Henri Magnée e Marc Storms. O chef Henri oferecera os autênticos Gaufres de Liège (ou waffles), feito com o especial açúcar perolado e diversas coberturas, tais como chocolate belga, caramel au beurre sale, entre outros. Marc, o coordenador do Patrimônio belga no Brasil, apresentará seus livros "Raízes belgas, trajetórias brasileiras" (2024, 148 p.), "Sabores belgas no Brasil" (2019, 128 p.) e "Ad. H. van Emelen: A trajetória de um artista belga em São Paulo" (2018, 144 p.), que estarão à venda com descontos especiais. O Henri é um dos 10 chefes belgas apresentados no livro Sabores Belgas!

Dias 27 e 28 de setembro de 2025, das 10h às 18h - Entrada gratuita e livre 
https://museudaimigracao.org.br/eventos/presencial/29a-festa-do-imigrante
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca - São Paulo - SP
 

Lançada biografia sobre o engenheiro belga que viveu no Rio Grande do Sul de 1833 a 1892

No dia 28 de agosto foi lançando, em Porto Alegre, um livro sobre Pierre François Alphonse Mabilde (1806 – 1888), o tataravô da autora, a socióloga Karen Bruck. O belga Mabilde fugiu logo depois da independência da Bélgica para o Brasil, onde viveu no Rio Grande do Sul de 1833 a 1892. Ele desempenhou um papel fundamental nas questões geográficas no Estado e na fixação dos colonos alemães, tendo sido engenheiro e agrimensor em São Leopoldo e Diretor Geral das Colônias de Santa Cruz e São Lourenço do Sul.
A obra, escrita em primeira pessoa, apresenta as aventuras e memórias desde a sua fuga, até a sua morte em 1892. A recuperação da história de Alphonse foi, de certa forma, iniciada fora dos arquivos e das bibliotecas. Ela tornou-se possível porque os originais de seus apontamentos sobre plantas brasileiras, mineralogia, e relatos etnográficos sobre sua convivência com os povos indígenas, foram localizados na garagem de um membro da família. Escritos há  mais de 180 anos, escaparam, milagrosamente, de traças e cupins.  
Para a surpresa da autora, a primeira edição já se esgotou. Eventualmente, pode haver uma segunda e um ebook.  


 

Site memoriasbelgas.com.br

Com problemas na hospedagem do nosso site www.belgianclub.com.br, fomos obrigados a migrar o site para um novo host com o novo domínio www.memoriasbelgas.com.br, que expressa melhor a amplitude que o projeto foi ganhando nos últimos anos. Criado em 2014, no início a ênfase era no patrimônio material. Com o aumento da abrangência das pesquisas, incluindo as migrações belgas, os livros publicados e a presença de belgas no Brasil, o termo memoria adapta-se melhor aos conteúdos. Foi um período de intenso trabalho, para transferir todos os dados e a programação. Estamos felizes que conseguimos dar forma a esse novo site e convidamos todos e todas a (re)visitar o nosso crescente banco de dados sobre as presenças belgas no Brasil e seus legados históricos.
 

Belgas In Memoriam

Nos últimos meses, nos despedimos de vários compatriotas proeminentes que atuaram no Brasil. Nossos pêsames aos familiares, colegas e amigos.

O professor aposentado da Unicamp e membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, o descendente belga Martin Tygel https://www.memoriasbelgas.com.br/pt-br/creator/tygel-martin-1946-2025, faleceu no dia 13 de julho. Ele era uma das maiores referências em geofísica computacional e especialista no desenvolvimento de métodos e algoritmos baseados na teoria de ondas sonoras.

No dia anterior, faleceu o romancista, crítico de cinema, roteirista e cineasta Jean-Claude Bernardet que nasceu em Charleroi, Bélgica, e deixou um legado significativo de análises sobre a cinematografia brasileira. https://www.memoriasbelgas.com.br/pt-br/creator/bernardet-jean-claude-georges-ren%C3%A9-1936-2025

O belga Julien Boodts, formado em Engenharia Química (U Gent), chegou na cidade de Ribeirao Preto (SP) na década de 1960, como membro de um grupo de sete belgas que participaram da estruturação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão. Em 2009 foi homenageado pela sua contribuição à Eletroquímica Brasileira. Faleceu no dia 4 de setembro de 2025. https://www.memoriasbelgas.com.br/pt-br/creator/boodts-julien-francoise-coleta-2025 Alguém poderia nos enviar informações sobre os outros belgas participantes do grupo citado?

Entre em contato conosco caso conheça pessoas, patrimônio ou histórias ainda não mencionadas no nosso site ou, se quiser acrescentar informações.
 

Belgas em cartaz

  1. A exposição Resistências Originárias no Centro Cultural Vale Maranhão no centro histórico de São Luís, propõe um mergulho na obra da fotografa belga Christine Leidgens que morou seis anos no Maranhão. São 300 fotografias que mostram os trabalhadores indígenas da Bolívia, comunidades quilombolas e povoados negros da Amazônia e da África, além do povo indígena Piaroa, na Venezuela.
  2. Quatro artistas residentes na Bélgica foram convidadas para se apresentar na 36ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, recém-inaugurada no Parque Ibirapuera, na capital paulista. São:  Otobong Nkanga, nascida na Nigeria que vive e trabalha em Antuérpia e participa com apoio da Flanders State of the Art, Pélagie Gbaguidi, uma artista multimídia beninense que vive e trabalha em Bruxelas, Laure Prouvost, artista e cineasta francesa que vive em Bruxelas, e Hamedine Kane, artista visual e cineasta nascida na Mauritânia que vive em Bruxelas, Paris e Dacar. A Bienal fica em cartaz até 11 de janeiro e tem entrada gratuita.


Sua ajuda na investigação da presença belga no Brasil é muito apreciada. Divulgue nossos artigos. Notifique-nos sobre novas histórias. E compre nossas publicações
 

Graham Allison: Interview (Bulletin of the Atomic Scientists)

 Graham Allison: Interview

Bulletin of the Atomic Scientists, Sept 14, 2-25)


To mark the surrender of Japan on September 2, 1945 that ended the most devastating war in history, the editor-in-chief of the Bulletin of the Atomic Scientists engaged me in a lengthy discussion of what I’ve called the “longest peace.” Recalling John Gaddis’s classic 1987 article on the “Long Peace,” I’ve argued that we should pause this month to reflect and give thanks for the longest period without great power war since the Roman Empire. Indeed, to make the point vivid, I suggested we think about 3 numbers: 80, 80, and 9. If one can identify the question to which each is the answer, he’ll have the big picture about what’s happened in the international security arena during the entire lifetime of virtually every American today.

Among his questions to which I offered my current best answers:
Should we be optimistic, or alternatively pessimistic, about this longest peace continuing for the next quarter century?
How does President Trump think about nuclear weapons and the imperative of avoiding a great power war?
How is Trump impacting the international security order?
How does the Chinese government see the “disruptor-in-chief?”

Challenging questions for times in which we’re all discombobulated.

If you have reactions, I’ll be interested to receive them.
Regards,
Graham Allison Signature
Graham Allison
Douglas Dillon Professor of Government
Harvard Kennedy School

https://click.comms.hks.harvard.edu/?qs=909b50e8b596aa72737296d5241d496a5828e2daf43e45bbe8948ba2e59cfa2295da7d08ead639f9d168388623685d4fb53a7418f5a795ba

domingo, 14 de setembro de 2025

Argentina, o país do déjà vu - Marcelo Guterman

A Argentina não é uma exeção: câmbio fixo ou bandas ajustáveis são dificilmente sustentáveis...

Argentina, o país do déjà vu

A Argentina é um eterno déjà vu. Agora mesmo estou lendo um livro (gentilmente emprestado pela amiga Nora Gonzalez) que reúne entrevistas de economistas argentinos sobre a convertibilidade. O livro é de 1995, a convertibilidade (1 peso-1 dólar, garantido pelo governo) havia sido instituída em 1991, e passava por seu primeiro grande teste, após a crise do México, em março daquele ano.

A primeira pergunta do jornalista é a mesma para todos os entrevistados: “poderá se manter a convertibilidade?”. Estou ainda na metade do livro, mas a resposta, até o momento, oscilou entre “se manterá” e “precisa ser mantida”. E não pensem tratar-se de economistas heterodoxos ou desenvolvimentistas. Pelo contrário, o apoio à convertibilidade se dá mesmo entre os entrevistados que se alinham à ortodoxia, que citam o problema do déficit fiscal como o principal para a manutenção da convertibilidade.

Havia uma leitura de que a convertibilidade seria um instrumento para forçar o mundo político a se adequar. Como sabemos, ocorreu o inverso: o Estado não se adequou, e a convertibilidade foi pelos ares 6 anos depois.

O problema do câmbio fixo, mesmo com o governo fazendo tudo certo, é a incapacidade de absorver choques de externos. O efeito é o esgotamento das reservas na vã tentativa de blindar a economia doméstica do choque, dando tempo para que o mundo político faça a lição de casa, adaptando o país às novas condições externas. O problema, como sabemos, é que o mundo político, ainda mais na América Latina, não faz a lição de casa, sobrando para o BC a tarefa inglória de sustentar um câmbio distorcido.

Milei, que se elegeu com uma plataforma de não intervenção na economia, insiste em manter o câmbio sob controle. Adotou um sistema de bandas reajustáveis, as mesmas que praticamos durante 4 anos, entre 1995 e 1999, e que foi pelos ares, substituída pelo atual regime de câmbio flutuante. Ou seja, Milei está só 30 anos atrasado.

Alguns dirão que não dá para fazer tudo de uma vez, o câmbio flutuante virá a seu tempo, quando todo o resto da casa estiver arrumado e a inflação estiver em patamares mais baixos. O problema, claro, é combinar com o cenário externo e o fornecimento de dólares para manter as reservas. Não há caso de câmbio fixo que tenha terminado bem. Talvez essa seja uma exceção.

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