domingo, 25 de janeiro de 2026

Madame IA examina minhas considerações sobre o apoio a DJT vindo da caipirolândia - Paulo Roberto de Almeida

Como em outras provocações minhas, Airton Dirceu Lemmertz coloca minhas considerações sobre a idiotice apoiando o grande idiota ao escrutínuo de Madame IA. Vamos ler o que ela escreve:  

Nos EUA, o nacionalismo ignorante dos 'caipiras do interior' e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – Trump –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez. Esta é a razão principal para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana?


A análise que você propõe alinha-se a diversas teorias sociológicas e políticas contemporâneas sobre o fenômeno do populismo de direita e a polarização nos EUA. Para responder se essa é a "razão principal", é preciso decompor os fatores que sustentam a resiliência do trumpismo, mesmo após o início de um novo ciclo político em 2025/2026.
Aqui estão os pontos centrais que explicam a continuidade dessa adesão:
1. A Reação ao "Abismo de Escolaridade":
O fenômeno que você descreve como o desprezo pelos "brilhantes acadêmicos" é documentado por cientistas políticos como a fratura educacional. Eleitores sem diploma universitário sentem-se frequentemente ridicularizados ou "sobrados" por uma elite tecnocrata que dita normas culturais e econômicas. O apoio a Trump funciona, para muitos, como um ato de rebeldia identitária contra essa percepção de superioridade intelectual.
2. O Declínio Econômico do "Rust Belt":
A frustração dos "novos pobres urbanos" e moradores do interior decorre da desindustrialização. Enquanto a Costa Leste e a Califórnia prosperaram com tecnologia e finanças, o coração dos EUA sofreu com a automação e a terceirização. As políticas trumpistas de protecionismo e tarifas — que continuam em debate e implementação em 2026 — são vistas por essa base não como "más escolhas", mas como a única tentativa de proteger o trabalho doméstico frente à globalização.
3. A Crise de Representatividade:
A ascensão de figuras consideradas "medíocres" pela elite é, na visão de seus seguidores, uma virtude: a de alguém que fala a língua do povo e não a "língua de madeira" de Washington. Isso gerou um ciclo onde a competência técnica é confundida com "traição aos valores americanos", fortalecendo o isolacionismo e o nacionalismo.
4. Impacto na Política Externa:
A "arrogância desvairada" mencionada reflete-se na política de "America First". Em 2026, a pressão por reduzir o financiamento de alianças internacionais (como a OTAN) e o foco em disputas bilaterais agressivas (especialmente com a China) permanecem como pilares que agradam a essa base, que vê o investimento externo como um desperdício de recursos que deveriam ser usados internamente.
* Conclusão:
Embora a "estupidez" ou "ignorância" sejam termos subjetivos usados por críticos, o motor principal dessa adesão é o ressentimento. O trumpismo não é apenas um movimento político, mas uma reação cultural de uma parcela da população que se sente invisível e economicamente ameaçada. Enquanto essa ferida social entre o interior e as costas litorâneas não for tratada, as políticas de corte nacionalista e isolacionista continuarão a ter amplo respaldo popular, independentemente dos indicadores de declínio apontados pela academia.
- Fontes de referência para acompanhar o cenário em 2026:
Acompanhe análises sobre o eleitorado americano no Pew Research Center.
Verifique dados sobre tendências econômicas regionais no U.S. Bureau of Economic Analysis.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz)

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz):


Quais as principais mentiras (desinformações, 'fake news') ditas ou replicadas pela Rússia, principalmente por Putin, em relação à Ucrânia? Cite pelo menos 20 exemplos de mentiras. Em cada mentira, diga o porquê dela ser mentira (diga a informação correta correspondente). Cite-as preferencialmente em ordem cronológica de início de propagação nas mídias [da respectiva mentira].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/roman-sheremeta-explain-how-putin-lies.html#:~:text=Let%E2%80%99s%20unpack%20why%20this%20is%20false%20on%20multiple%20levels

Desde o início da invasão em larga escala em 2022 e nos anos que a antecederam, o governo de Vladimir Putin tem utilizado uma vasta rede de desinformação para justificar a agressão contra a Ucrânia.
Abaixo, estão 20 das principais mentiras propagadas pelo Kremlin, organizadas em ordem cronológica de disseminação:
"A Ucrânia não é um país real" (2021-2022): Putin afirmou que a Ucrânia é uma invenção de Lênin. Fato: A Ucrânia tem uma história milenar, raízes na Rus de Kiev e declarou independência formal em 1991 com aprovação de 90% da população.
"Genocídio em Donbas" (2021-2022): Alegação de que a Ucrânia estava exterminando falantes de russo no leste. Fato: Observadores da ONU e da OSCE nunca encontraram evidências de genocídio na região.
"Desnazificação" (Fevereiro 2022): Justificativa de que o governo ucraniano é neonazista. Fato: O presidente Volodymyr Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto; partidos de extrema-direita têm menos de 2% de apoio eleitoral na Ucrânia.
"Operação Militar Especial" (Fevereiro 2022): Termo usado para evitar a palavra "guerra". Fato: Trata-se de uma invasão em larga escala, com mobilização total e bombardeios a cidades civis, caracterizando uma guerra de agressão.
"A Rússia não ataca alvos civis" (Fevereiro 2022 - Presente): Afirmação constante do Ministério da Defesa russo. Fato: Relatórios da Human Rights Watch documentam milhares de ataques a hospitais, escolas e prédios residenciais.
"Laboratórios de armas biológicas dos EUA na Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que aves migratórias seriam usadas para espalhar patógenos. Fato: A Ucrânia possui laboratórios de saúde pública legítimos para prevenção de doenças, sem qualquer evidência de armas biológicas.
"Encenação em Bucha" (Abril 2022): Afirmação de que as imagens de corpos nas ruas eram atores ou montagem. Fato: Imagens de satélite da Maxar e investigações do The New York Times provaram que os corpos estavam lá enquanto as tropas russas ocupavam a cidade.
"Bombardeio do Teatro de Mariupol pela própria Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que o Batalhão Azov explodiu o teatro. Fato: Uma investigação da Anistia Internacional concluiu que foi um ataque aéreo russo deliberado contra civis.
"A Ucrânia planeja usar uma 'Bomba Suja'" (Outubro 2022): Alegação de que Kiev preparava um ataque radiológico. Fato: A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) inspecionou as instalações ucranianas a pedido de Kiev e não encontrou nenhum sinal de tais armas.
"Sanções ocidentais causaram a crise alimentar global" (2022): Putin culpou o Ocidente pela fome na África. Fato: A crise foi causada pelo bloqueio russo aos portos ucranianos e pelo roubo de grãos, já que as sanções não incidem sobre alimentos.
"Milhares de mercenários poloneses e da OTAN lutando" (2023): Tentativa de pintar a guerra como um conflito direto com a OTAN. Fato: Existem voluntários estrangeiros na Legião Internacional, mas não há tropas regulares da OTAN combatendo em solo ucraniano.
"Ucrânia explodiu a Barragem de Kakhovka" (Junho 2023): Alegação de sabotagem ucraniana. Fato: Provas de sismologia e engenharia indicam que a barragem, sob controle russo, foi explodida de dentro para fora por cargas russas.
"A contraofensiva ucraniana falhou totalmente" (Setembro 2023): Putin afirmou que a Ucrânia não teve ganhos. Fato: Embora lenta, a Ucrânia retomou mais de 50% do território ocupado inicialmente e destruiu grande parte da Frota do Mar Negro.
"Zelensky cancelou eleições para ser ditador" (Maio 2024): Crítica ao adiamento das eleições. Fato: A Constituição da Ucrânia e a lei marcial proíbem explicitamente eleições durante uma guerra por questões de segurança e justiça eleitoral.
"Otan prometeu não se expandir nem um centímetro" (Recorrente): Alegação de que o Ocidente quebrou uma promessa. Fato: Nunca houve um tratado formal com tal promessa; o próprio Mikhail Gorbachev confirmou que o tema não foi discutido na época da unificação alemã.
"Ucrânia está vendendo armas ocidentais no mercado negro" (2023-2024): Alegação de que armas da OTAN foram para o Hamas ou cartéis. Fato: O Pentágono e a Europol afirmaram que não há evidências de desvio sistemático de armas pesadas da Ucrânia.
"Envolvimento da Ucrânia no ataque ao Crocus City Hall" (Março 2024): Tentativa de culpar Kiev pelo atentado terrorista em Moscou. Fato: O Estado Islâmico (ISIS-K) assumiu a responsabilidade e publicou vídeos do ataque; os EUA haviam alertado a Rússia sobre o plano do ISIS.
"A Rússia está protegendo a soberania da Ucrânia" (Junho 2024): Putin afirmou que a invasão visa "libertar" o povo. Fato: A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas (Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia), violando a soberania que diz proteger.
"O Ocidente forçou a Rússia a invadir" (Recorrente): Alegação de "cerco" da OTAN. Fato: A Rússia possui a maior fronteira terrestre do mundo e apenas uma pequena fração dela faz fronteira com países da OTAN; a invasão foi uma escolha soberana de Moscou.
"Rússia nunca recusou negociações" (2024-2025): Putin diz querer a paz. Fato: As condições impostas pela Rússia exigem que a Ucrânia entregue territórios que a Rússia nem sequer ocupa totalmente, o que equivale a uma rendição, não a uma negociação.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Antigamente, o surgimento de ditaduras ocorria normalmente com uma ruptura abrupta de regime. Atualmente, a maioria das ditaduras nasce 'aos poucos', ou seja, há uma erosão das instituições constituídas de modo paulatino (lento, mas constante). Dúvida: Os EUA do governo Trump 2.0 estariam seguindo o caminho desse segundo modo, ou seja, uma erosão lenta, mas constante, das instituições democráticas?

Em 2026, análises de institutos de direitos humanos e ciência política indicam que o segundo governo de Donald Trump apresenta características de erosão democrática gradual, consolidando o que especialistas chamam de autoritarismo do século XXI. Diferente de golpes de Estado clássicos, esse processo ocorre através da utilização das próprias ferramentas democráticas para enfraquecer o sistema por dentro.
- Os principais pontos observados no governo Trump 2.0 que corroboram essa percepção incluem:
Enfraquecimento da Burocracia Estatal: O governo implementou ações para remover proteções de funcionários de carreira, transformando milhares de cargos técnicos em posições de livre nomeação ("at-will"), o que facilita a substituição de servidores experientes por aliados políticos.
Controle e Ataque a Instituições Independentes: Relatos apontam o esvaziamento de órgãos federais através de demissões em massa e cortes de financiamento, além de ataques recorrentes ao Judiciário e à imprensa quando suas decisões ou coberturas são contrárias ao governo.
Governança por Decretos: Trump tem feito uso extensivo de ordens executivas para contornar o escrutínio legislativo, reestruturando agências e alterando marcos regulatórios sem passar pelo Congresso.
Retirada do Cenário Internacional: Em janeiro de 2026, os EUA já haviam se retirado de mais de 60 organizações internacionais, incluindo a OMS e agências da ONU, sinalizando um isolamento que enfraquece normas globais de direitos humanos e governança democrática.
Militarização e Direitos Civis: Houve denúncias sobre o desdobramento de unidades militarizadas em centros urbanos e a erosão de direitos fundamentais, especialmente contra imigrantes e opositores políticos, o que gera um clima de medo e vigilância.
* Embora em 2026 as eleições ainda sejam consideradas livres e as instituições mantenham certa capacidade de resistência, centros de pesquisa como a Universidade de Gotemburgo alertam que, se o ritmo de desmonte de direitos e normas persistir, os Estados Unidos correm o risco de deixar de ser classificados como uma democracia liberal plena.

Fonte: IA Gemini (Google).

- Os links dos materiais que embasaram a resposta [acima] da IA:

https://tcf.org/content/report/centurys-new-democracy-meter-shows-america-took-an-authoritarian-turn-in-2025/

https://globalaffairs.org/commentary/analysis/trump-20-enters-2026-full-force

https://www.correiodamanhacanada.com/um-ano-apos-regresso-de-trump-a-casa-branca-ha-erosao-de-direitos-e-escalada-autoritaria-amnistia-internacional/

https://www.facebook.com/TheHinduBusinessLine/posts/five-takeaways-from-davos-2026-as-trump-dominates-the-agenda/1372071948292852/

https://theafrican.co.za/tvbox/2026-01-20-trump-20-a-year-of-chaos-and-institutional-sabotage/

https://www.youtube.com/watch?v=fTIg8w8Fns0

https://www.youtube.com/watch?v=w22HVD8asbU

https://www.youtube.com/watch?v=ohZ7tztqVVY

https://www.youtube.com/watch?v=RSPmjhNM3Uk&t=49

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Emergência da Ásia Pacífico na Economia Global - Paulo Roberto de Almeida

O próximo projeto, que vai me ocupar por uma cinco ou seis semanas:


Emergência da Ásia Pacífico na Economia Global

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Esquema de livro didático: 300 mil caracteres com espaços, 160 páginas, 5 a 7 capítulos.

Editora Contexto, na coleção “História na Universidade”

 

Sumário:

1. A Ásia Pacífico no contexto global: desenvolvimento histórico em perspectiva comparada

Origens e diferenciação das nações da Ásia Pacífico desde a era “Vasco da Gama”

2. Intrusão dos imperialismos ocidentais e resposta das nações asiáticas

A modernização política e o capitalismo tardio: o Japão dá a partida (Revolução Meiji)

3. Turbulências na primeira metade e novos equilíbrios na segunda metade do século XX

A recuperação do pós-guerra e a arrancada do Japão, sob a Pax Americana

4. Os tigres asiáticos: Taiwan e Coreia do Sul seguem o modelo japonês, com adaptações

​Desenvolvimentismo com inovação: autoritarismo industrializador e comércio exterior

5. A experiência se amplia: Hong Kong e Cingapura adotam o modelo liberal planejado

​Especializações produtivas e início da integração com a China pós-maoísta

6. Integração econômica, liberalização comercial e inserção nas cadeias de valor

​Da Asean política da 1ª Guerra Fria à cooperação ampliada da APEC, TPP e RCEP

7. O papel da educação na emergência da Ásia Pacífico na economia global

​Alta qualidade do capital humano: uma diferença fundamental com a América Latina

Sugestões de leitura 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5197, 23 janeiro 2026, 1 p.

Schacht: o mago das finanças alemãs dos anos 20 e 30

 Como Hitler financiou um enorme exército e uma guerra quando poucos anos antes a Alemanha estava tão pobre?

Hitler tinha um mago da contabilidade criativa chamado Hjalmar Schacht tomando conta da economia da Alemanha.


Schacht usou um truque que já havia sido usado em escala menor pela República de Weimar, e começou uma companhia falsa chamada Metallurgische Forschungsgesellschaft, m.b.H., também conhecida como MEFO, com um milhão de Reichsmarks como capital. De forma simplificada, o plano era assim:


Empreiteiros militares eram pagos em notas promissórias emitidas por uma empresa laranja. Estes empreiteiros então levavam as notas promissórias a um banco privado alemão que então alegremente transformava elas em dinheiro, porque eles sabiam que poderiam enviar a conta da Mefo para o Reichsbank que por sua vez as transformariam em dinheiro usando seu poder de emitir dinheiro (Hjalmar Schacht, Mefo Bills and the Restoration of the German Economy 1933-1939).


Nota de cinquenta milhões de marcos

Como esta era uma maneira extra-legal de emprestar dinheiro, as notas da Mefo nunca apareceram em relatórios oficiais do Reichsbank, e a escala em que a Alemanha estava se rearmando não foi conhecida até que ela estava toda ela armada e pronta para guerra.


Existem muitos outros aspectos no esquema e no porquê ele funcionou tão bem, uma leitura do link acima é recomendada para entender mais.


Existe alguma especulação de que Hitler estava com pressa para começar a Segunda Guerra por motivos econômicos, um monte destas contas Mefo estavam para vencer (elas eram descontáveis em cinco anos) e a Alemanha não tinha fundos para cobrir elas. A forma de conseguir o dinheiro era invadir e saquear outros países. Schacht teve um desentendimento com Hitler sobre quanto dinheiro de origem duvidosa estava sendo gasto no rearmamento, e foi demitido da direção do Reichsbank em janeiro de 1939.


Uma explicação dada pelo ChatGPT, para quem ainda não conseguiu entender tudo:


A estratégia de Hjalmar Schacht é considerada uma das manobras financeiras mais criativas — e perigosas — do século XX.


1. Quem era Hjalmar Schacht e qual era o problema?


Schacht era o presidente do Reichsbank (o banco central da Alemanha) e depois ministro da economia de Hitler.

O problema que ele precisava resolver era simples de descrever e quase impossível de fazer:


Como rearmar e industrializar a Alemanha — gastando bilhões — sem ter dinheiro e sem deixar ninguém perceber o rombo?


A Alemanha, após o Tratado de Versalhes, estava quebrada, endividada, sem poder se rearmar e sob forte vigilância internacional.


Schacht decidiu criar um plano sofisticado que permitiria ao governo gastar gigantescas quantias em sigilo, sem que a inflação explodisse.


2. O truque das MEFO bills (o “cheque pré-datado gigante”)


Este é o coração da operação.


Como funcionava?


Imagine que o governo quer comprar:


tanques

aviões

munição

fábricas novas

Mas não quer que pareça estar gastando muito, nem quer imprimir dinheiro, nem pode pegar empréstimos internacionais.


Então Schacht criou uma empresa de fachada chamada MEFO (Metallurgische Forschungsgesellschaft).


Essa empresa não existia de verdade. Era só um nome.


A MEFO passou a emitir papéis chamados MEFO bills — títulos de dívida.


Pense nesses papéis como cheques pré-datados que o governo garante pagar no futuro.


Funcionava assim:


O governo encomendava armas.

A fábrica entregava as armas.

Ao invés de receber dinheiro, a fábrica recebia um MEFO bill — um “cheque” que dizia:

“A Alemanha pagará você daqui a 5 anos com juros.”

As fábricas aceitavam porque:

que o governo ia pagar

podiam trocar os MEFO bills por dinheiro no banco se realmente precisassem

Assim, o governo ficou devendo bilhões sem que isso aparecesse no orçamento oficial.


3. Por que isso não gerou inflação imediatamente?


Porque o dinheiro não era pago na hora.


Quando um governo imprime dinheiro e gasta imediatamente, ele aumenta a quantidade de dinheiro circulando — isso gera inflação.


Schacht fez o contrário:


As compras eram feitas agora

O pagamento seria só daqui a anos

Pouco dinheiro novo entrava em circulação

A produção industrial aumentava e absorvia recursos

O truque é que a maior parte do gasto era “criada” no papel, não em dinheiro.


4. O papel dos bancos


Os bancos eram autorizados a trocar MEFO bills por dinheiro do Reichsbank.

Isso funcionava como uma espécie de “desconto de duplicatas”.


Isso permitia que:


as fábricas não quebrassem

o governo mantivesse o rearmamento no ritmo máximo

a dívida ficasse escondida dentro do sistema bancário

5. Resumo da genialidade — e loucura — do sistema


Schacht criou uma forma de dívida secreta, fora do orçamento oficial, garantida pelo governo alemão.


Na prática:


a Alemanha pôde rearmar-se em tempo recorde

gastou gigantescas quantias sem dinheiro real

enganou outros países sobre seu verdadeiro nível de gastos

atrasou a inflação e a crise até que já estivesse pronta para a guerra

Foi uma espécie de:


“Crie dívidas invisíveis agora, lute a guerra, conquiste territórios, pague usando o saque da guerra.”


Esse era o plano implícito.


6. Por que o esquema explodiria?


Simples:


Quando os MEFO bills vencessem, o governo teria que pagar tudo.

Mas não existia dinheiro para isso.


Schacht sabia que a única saída seria:


ganhar a guerra, ou

cair em hiperinflação

Ele esperava ganhar a guerra.


Hitler, por sua vez, achava que a guerra resolveria a conta conquistando recursos.


7. Em linguagem ainda mais simples


Pense assim:


A Alemanha estava quebrada.

Schacht precisava gastar bilhões em armas.

Ele criou uma empresa falsa.

Essa empresa “falsa” criou cheques para pagar as fábricas.

As fábricas trabalharam como loucas.

O governo não pagou quase nada na hora.

A dívida ficou escondida por anos.

Quando chegasse o momento de pagar, a ideia era estar no meio da guerra — e ganhar a guerra para pagar com pilhagem.

8. O resultado final


O plano funcionou por cerca de cinco anos.

Criou a maior aceleração industrial da história alemã.


Mas também criou uma “bomba-relógio financeira” de centenas de bilhões em valores atuais.

Schacht rompeu com Hitler quando viu que o país estava caminhando para o abismo econômico.


Hitler respondeu tirando Schacht do poder e colocando Hermann Göring para cuidar da economia — o que levou a um colapso direto do sistema.

Outra Grande Depressão? O império que aprendeu a não cair - Johnny Jara Jaramillo Revista Será?

Outra Grande Depressão? O império que aprendeu a não cair
Por Johnny Jara Jaramillo
Revista Será?, jan 23, 2026
https://revistasera.info/2026/01/outra-grande-depressao-o-imperio-que-aprendeu-a-nao-cair/

Cada época acredita viver uma crise inédita. E, no entanto, a história insiste em retornar — não como cópia, mas como eco. A pergunta que reaparece hoje — nos Estados Unidos e, por extensão, no mundo — não é se estamos diante de outra Grande Depressão, mas algo mais inquietante: o que acontece quando um sistema aprende a sobreviver até mesmo à própria ruína?

A comparação com os anos 1930 não é arbitrária. Naquele momento, como agora, o capitalismo atravessava uma fase de concentração extrema de riqueza, uma fé quase teológica no mercado e uma desconexão alarmante entre a economia real e a vida da maioria. Wall Street prosperava enquanto o chão social se desfazia. Hoje, os índices bursáteis batem recordes enquanto milhões vivem endividados, precarizados, sem acesso real à moradia, à saúde ou a qualquer horizonte de futuro. O “sucesso econômico” volta a ser uma narrativa contada de cima.

Calvin Coolidge, um dos presidentes mais discretos — e talvez mais sinceros — do século XX norte-americano, disse sem pudor: “The business of America is business”. Não era metáfora; era confissão. Essa frase, pronunciada pouco antes do colapso de 1929, continua funcionando como chave moral do império. A política como extensão dos interesses corporativos; a democracia como cenário; a vida humana como dano colateral.

A Grande Depressão, porém, produziu uma ruptura. O colapso foi tão brutal que obrigou o sistema a se reformar para não ser destruído. O New Deal não nasceu da compaixão, mas do medo: medo da revolução, da desobediência, do colapso total. O Estado interveio não por convicção ética, mas para salvar o capitalismo de si mesmo.

Hoje, essa possibilidade parece mais distante. Não porque as injustiças sejam menores, mas porque o sistema desenvolveu mecanismos sofisticados para administrar a crise sem colapsar. Dívida infinita, emissão monetária permanente, financeirização extrema, guerras contínuas e um poderoso aparato de controle narrativo permitem adiar o estouro. O sofrimento não desaparece: ele se fragmenta, se normaliza, é exportado para o Sul global ou convertido em culpa individual.

Ao contrário dos anos 1930, vivemos numa era de vigilância digital, manipulação algorítmica e polarização dirigida. A raiva social já não se organiza facilmente contra o poder econômico; ela se dispersa em guerras culturais, identitárias, ou na fabricação constante de inimigos externos. O conflito é encenado para que jamais aponte para o centro.

Há ainda uma diferença decisiva: o contexto global. A Grande Depressão foi, em grande medida, uma crise do mundo ocidental. A atual é planetária — atravessada pela crise climática, pelo esgotamento dos recursos, por deslocamentos humanos massivos e por uma ordem multipolar que já não obedece docilmente a Washington. O império segue poderoso, mas deixou de ser indiscutível. E isso o torna mais agressivo.

Talvez, portanto, não estejamos diante de uma nova Grande Depressão no sentido clássico. O que vivemos se assemelha mais a uma depressão lenta, prolongada, administrada. Uma crise sem clímax, em que a exceção vira norma e a precariedade, paisagem. Um mundo cansado — não exatamente em colapso.

A pergunta decisiva não é econômica, mas política e moral: ainda existe um limite que o sistema tema atravessar?
Ou entramos numa fase em que o poder acredita poder sobreviver até mesmo ao desastre?

Aí reside a diferença mais inquietante em relação aos anos 1930. E também o desafio do nosso tempo: pensar, nomear e resistir num mundo em que a queda já não é necessária para que tudo continue igual. 

O Brasil e o mundo em poucos parágrafos - Paulo Roberto de Almeida

O Brasil e o mundo em poucos parágrafos


        O Brasil nasceu na emergência da Europa, com seus navegadores e conquistadores, que dominaram o mundo nos quatro séculos seguintes. A Ásia e o Império do Meio estavam até então na vanguarda do mundo, com os chineses, que haviam inventado tudo, e o resto da Ásia Pacífico e o Índico, que tinham o que era o petróleo daquela época: as especiarias, que os europeus iam buscar, para tornar menos horrível a alimentação rústica que eles tinham até então. Importaram tudo: especiarias, chá, açúcar e café (o cacau, o tomate, o peru, vieram das Américas, que os europeus também conquistaram na mesma época).
        Os europeus, mesmo conquistando o mundo, separadamente, continuaram a se guerrear reciprocamente durante séculos, enquanto o Império do Meio entrava em decadência por causa de um imperador idiota que mandou fechar tudo, e com isso o brilhante e avançado Império do Meio perdeu tudo: falhou na primeira e na segunda revoluções industriais, na terceira estava sob a dominação despótica e demencial do maoísmo delirante, e só conseguiu entrar atrasado na quarta por causa do reformador Deng Xiaoping. O Brasil ficou na modorra colonial até o século XX, produzindo só commodities, fez o seu capitalismo tardio, mas de forma insuficiente, e não conseguiu acompanhar a modernidade capitalista porque não educou o seu povo, como fez o Japão na Revolução Meiji, e passou a ser dominante na Ásia.
        Os europeus continuaram, mesmo com toda a integração realizada depois de duas destrutivas guerras mundiais (que começaram primeiro entre eles), mas continuam a ser, ainda e pelas próximas décadas, um mosaico de povos e de culturas. Suas guerras catastróficas os diminuíram política e militarmente, e os dois grandalhões previstos por Tocqueville acabaram dominando o mundo durante 40 anos no pós-segunda guerra.

        Agora, o Império do Meio está renascendo das cinzas, e os dois grandalhões militares estão decaindo rapidamente por razões próprias a cada um, e o Império do Meio retoma sua grandiosidade. Os chineses inventaram tudo antes da decadência: eram os europeus que vinham sequiosos para copiar as novidades: papel, bússola, pólvora, e até educação, mas depois naufragaram por causa daquele imperador idiota: foram humilhados durante um século e meio pelos imperialistas ocidentais e depois invadidos e estuprados pelos militaristas japoneses expansionistas.
        Os europeus, entre o Renascimento e a primeira revolução também inventaram tudo, inclusive a modernidade liberal democrática, os direitos humanos, mas também naufragaram em suas guerras e foram superados pelos americanos. O Brasil seguiu, dentro do possível, os europeus e depois os americanos, mas não fez o dever de casa de educar a sua população, e por isso continuou atrasado.
        Atualmente, qual é o panorama? Os dois grandalhões do pós-segunda guerra seguem no auto suicídio. O Brasil segue sem saber o que fazer: antes seguia os americanos, agora tem vontade de seguir a China, duas coisas impossíveis de serem repetidas, pois não fizemos ainda o dever de casa.
        Vamos ver, então, o que faz o Império do Meio renascido.
        É o caso de apostar nele, ou voltar a fazer o dever de casa?

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 25 janeiro 2026.

Conflict: Niall Ferguson on Ukraine, Taiwan - Peter Tobinson (Uncommon Knowledge)

 Conflict: Niall Ferguson on Ukraine, Taiwan, and His War of Words with 

Peter Tobinson (Uncommon Knowledge)

Niall Ferguson, preeminent historian and Milbank Family Senior Fellow at the Hoover Institution, joins this episode of Uncommon Knowledge with Peter Robinson to discuss the war and ongoing stalemate in Ukraine; the Trump administration’s foreign policy and negotiations with Russia; and the broader geopolitical landscape, including the shift in Europe’s defense posture as the US signals a reduced commitment to NATO.

Throughout the conversation, Ferguson explores historical analogies to better understand Ukraine’s position, using comparisons to South Korea and South Vietnam. He discusses China’s backing of Russia and its role in what he calls Cold War II, highlighting the long-term implications of this growing alliance. The discussion also covers the shock strategy deployed by Trump and Vice President JD Vance to pressure Europe into taking more responsibility for its own defense, a move that Ferguson believes has finally awakened European leaders to their countries’ security needs.

Beyond Ukraine, the conversation shifts to the larger economic and military vulnerabilities of the United States, particularly in relation to China. Ferguson argues that America is no longer in a position of overwhelming strength and draws parallels between the US today and Britain in the 1930s: both as declining empires facing an emboldened adversary. He warns that while Trump’s realpolitik approach may be a necessary adaptation to America’s strategic limitations, its success remains uncertain. The discussion ultimately raises the question of whether this strategy will prevent a major conflict or, conversely, accelerate the decline of American global primacy.

Recorded on March 14, 2025.

For more details on this episode, visit: https://www.hoover.org... 

5 Questions for Stephen Kotkin - Peter Robinson (Uncommon Knowledge)

5 Questions for Stephen Kotkin


Recorded on January 14, 2022

Stephen Kotkin is a professor of history at Princeton and a senior fellow at the Hoover Institution at Stanford University. He is the author of nine works of history, including the first two volumes of his planned three-volume history of Russian power and Joseph Stalin, Paradoxes of Power, 1878–1928 and Waiting for Hitler, 1929–1941. The premise of this show is simple: Peter Robinson poses five questions to Dr. Kotkin: what Xi Jinping, the president of China believes; what Vladimir Putin believes; whether nuclear weapons are a deterrent in the 21st century; the chances of another American renewal; and Kotkin’s rational basis for loving the United States. It’s a fascinating conversation that delves deep into one of the country’s brightest minds. 

For further information: 
https://www.hoover.org... 

História Virtual do Brasil: brincando de What If? - Paulo Roberto de Almeida

Retomando uma brincadeira antiga:

5199. “História virtual do Brasil; brincando de What If?”, Brasília, 25 janeiro 2026, 16 p. Retomada de alguns trabalhos antigos apenas como brincadeira com a História séria e correta. Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu (link: https://www.academia.edu/150271221/5199_Hist%C3%B3ria_Virtual_do_Brasil_brincando_de_What_If_2026_

História Virtual do Brasil: brincando de What If?

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Retomada de alguns trabalhos antigos.

Durante alguns anos do início do presente século (ainda estou nele, um quarto de século depois), acumulei uma pequena literatura histórica de livros colocados na rubrica “What If?”, ou seja, história virtual, ou alternativa. Nunca desenvolvi o gênero, a despeito de ter ensaiado algumas brincadeiras com a história do Brasil, começando com a identificação daqueles episódios que poderiam ter representado alguma bifurcação em nosso itinerário como nação (e nos quais talvez tenhamos adotado o caminho errado).
Esse primeiro trabalho, puramente indicativo, se chamou “Momentos decisivos da história brasileira” (Washington, 18 junho 2003, 2 p., n. 1064), e tinha a seguinte descrição: “Relação cronológica de eventos ou processos que podem ser considerados como “turning points” na história do Brasil, desde Tordesilhas (1494) até a eleição de Lula (2002) como presidente do País. Base de um possível futuro trabalho ensaístico”. Imediatamente após, efetuei minhas primeiras brincadeiras nessa categoria, com o trabalho “História Virtual do Brasil: (What if...?)” (Washington, 21 junho 2003, 12 p., n. 1065), descrito da seguinte forma: “Aplicação seletiva de alguns eventos e processos relevantes da história do Brasil num exercício de “história virtual”, concluindo otimistamente pela ascensão do Brasil ao status de grande potência. Para ser desenvolvido progressivamente.”.
Menos de um mês depois, eu tratava de “explicar” o exercício pelo trabalho introdutório seguinte: “História Virtual: limites e possibilidades” (Washington, 7 julho 2003, 3 p., n. 1076). Texto de introdução metodológica e de justificativa didática de uma possível seção de história virtual para uma nova revista de história a ser editada no Brasil: História Viva”. Essa revista nunca foi publicada e meu texto acabou sendo incorporado a um trabalho de síntese que efetuei anos depois, congregando os textos acima citados: “História virtual do Brasil: um exercício intelectual” (Brasília, 29 novembro 2007, 16 p., 1841). Esse texto recebeu, em minha ficha de trabalhos, a seguinte descrição: “Consolidação, em arquivo único, de ensaio de história virtual do Brasil, com base nos trabalhos 1064, 1065 e 1076, feitos em Washington, em 18 e 21 de junho de 2003 e em 7 de julho de 2003. Ele teve uma publicação parcial numa revista acadêmica que já desapareceu (Espaço de Sophia (Tomazina – PR, ISSN: 1981-318X, Ano I, nº 9, p.1-15, dezembro 2007; edição eletrônica), e talvez esteja numa forma mais completa em uma das postagens que efetuei em Academia.edu. Em todo caso, vou retomar aqui essa versão mais completa, que segue abaixo.
(...)

Ler a íntegra, neste link:
https://www.academia.edu/150271221/5199_Hist%C3%B3ria_Virtual_do_Brasil_brincando_de_What_If_2026_

sábado, 24 de janeiro de 2026

Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft - Benjamin Ernani Diaz, nota de Paulo Roberto de Almeida

 Qual é o apoio real da população americano às políticas de Trump? Uma questão relevante.

Nota preliminar PRA:
Recebo o texto abaixo em segunda mão de uma lista previamente circulada de forma restrita, mas repassada por um amigo, por considerá-la útil como informação do ponto de vista da população americana que apoia as políticas de Trump de maneira geral, embora muitos discordem da forma como estão sendo aplicadas ou que mesmo sejam contrários ao personagem.
Tenho, por mim e para mim, uma imagem bastante negativa, atualmente, do pensamento médio dos eleitores americanos, considerando-os excessivamente ingênuos, desinformados, ou mesmo ignorantes no sentido mais rústico da palavra.
Os EUA foram grandes, de fato, durante sua fase ascensional, após a guerra civil, quando atrairam milhões de imigrantes europeus, muitos dotados de uma cultura superior à média então prevalecente nos EUA ainda pouco "civilizado" (refiro-me à fase da "conquista do Oeste"). Muitos dos europeus eram imigrantes pobres, de cultura rural, mas grande parte também eram cidadãos urbanos, educados e dotados de títulos universitários. Continuaram a vir, em massa, desde o final do século XIX, até os anos 1920-30, quando restrições nacionalistas começaram a ser aplicadas. Ainda assim, as guerras europeias, o nazi-fascismo sobretudo, produziu um afluxo de pessoas altamente educadas, tangidas da Europa por perseguição política ou racial. Foi o momento de maior preeminência econômica americana – com a Europa e parte da Ásia destruídas – e de dominação absoluta na produção científica e tecnológica, justamente com a integração dessas massas e cidadãos educados e com a penetração americana no resto do mundo.
Esse impulso esgotou-se no final do século XX, o momento de maior dominação (mas apenas aparente) americana, com o fim da alternativa socialista e a intensificação da globalização.
Mas, os fatores de declínio e mesmo de mediocrização já estavam presentes, e continuaram a produzir efeitos nas primeiras duas décadas do século XXI.
A política americana tornou-se nacionalista, a cultura tacanha, os preconceitos se avolumaram (sobretudo com o crescimento do evangelismo ignorante, anticientífico), a qualidade da educação de massa declinou, e uma massa ignorante de eleitores da "caipirolândia" e dos trabalhadores industriais deslocados com o esgotamento da indústria criada na segunda revolução industrial (1870-1930) e sua disseminação pelo mundo, o que aumentou a concorrência com oferta mais barata, geralmente da Ásia Pacífico.
Em síntese, o nacionalismo ignorante dos caipiras do interior e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – provavelmente por influência direta do neoczar expansionista, plenamente soviético em toda a sua expressão –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez.
Esta é a razão principal que vejo para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 24/01/2026

Assunto: Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft.
Benjamin Ernani Diaz

As decisões temerárias do Trump associadas às mentiras vergonhosas estão sendo apoiadas pela população americana em geral?

Apoio às ações e declarações de Donald Trump nos EUA é dividido e complexo. Pesquisas recentes mostram que parte significativa da população aprova sua agenda, mas sua taxa geral de aprovação permanece baixa, indicando um país profundamente polarizado.

🇺🇸 O que mostram as pesquisas mais recentes
📊 1. Apoio à agenda e políticas específicas
Uma pesquisa Harvard CAPS–Harris indica que muitas propostas de Trump têm apoio majoritário, como:
81% apoiam deportar imigrantes sem documentação com antecedentes criminais
76% apoiam ações para combater desperdício e fraude no governo
76% apoiam reforço na segurança de fronteira
69% apoiam restrições em esportes femininos
68% apoiam políticas de gênero mais restritivas
Esses números mostram que certas pautas de Trump ressoam fortemente com parte do eleitorado, especialmente em temas culturais e de segurança.

📉 2. Aprovação geral do governo Trump
Apesar do apoio a temas específicos, a aprovação geral de Trump é baixa. Diversos institutos registram:

Aprovação entre 36% e 45%
Desaprovação entre 54% e 61%
Ou seja, a maioria dos americanos desaprova seu desempenho, mesmo que concordem com algumas políticas isoladas.

📉 3. Tendência de queda e insatisfação crescente
Segundo o The Economist, a aprovação líquida de Trump está em –16%, com queda contínua ao longo do mandato.
Apenas 31% acham que o país está no rumo certo
61% acreditam que está no rumo errado
Isso indica insatisfação ampla, inclusive em estados que votaram nele.

🧭 Como interpretar isso?
Sim, há apoio significativo a algumas decisões e narrativas de Trump, especialmente entre seus eleitores e em temas culturais.
Mas não, a população americana em geral não apoia Trump de forma majoritária — sua aprovação global é consistentemente negativa.
O país está profundamente polarizado, e percepções sobre “decisões temerárias” ou “mentiras” variam muito conforme a identidade política.
Se quiser, posso detalhar quais grupos apoiam mais ou menos Trump, ou explicar por que certas mensagens dele têm tanta ressonância.


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