sexta-feira, 17 de julho de 2026

A descida ao horror do periodo bolsonarista na política externa e interna e os absurdos da diplomacia e da política lulopetista - Madame IA parece interpretar a miséria do Brasil

Voilà: Madame IA tentou me imitar, nos conceitos expressos em torno dos dois personagens que simbolizam a polarização no Brasil: 

Comando [para JMB]:

"Gemini AI, apresente um texto, com aproximadamente 5500 caracteres, acerca de JMB (Jair Messias Bolsonaro). O texto deverá ser escrito conforme o estilo de escrita e as ideias e opiniões do diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida, disponíveis no blog Diplomatizzando. Apresente um texto amplo quanto aos fatos atrelados a JMB.".

A mediocridade política e moral que se abateu sobre o Brasil no interregno obscurantista da gestão de Jair Messias Bolsonaro representou, sem sombra de dúvida, o período de maior rebaixamento institucional, cultural e diplomático da nossa história republicana. Como analista e diplomata de carreira formado no rigor da racionalidade e das liberdades democráticas, considero um dever de resistência intelectual radiografar o desastre absoluto desse projeto de poder capitaneado por um capitão expulso das fileiras ativas por indisciplina e guindado ao topo por um acidente da história. Trata-se da crônica de uma demolição programada, onde a inépcia administrativa se consorciou com a má-fé ideológica para transformar uma potência emergente em um pária global definitivo. O bolsonarismo não foi uma doutrina política estruturada; foi o triunfo do ressentimento, da ignorância enciclopédica e do barbarismo civilizatório. Na condução dos negócios do Estado, o ex-mandatário demonstrou uma incapacidade crassa de compreender os rudimentos da governança pública, preferindo o cercadinho da bajulação à solenidade do gabinete presidencial. Sob o comando desse tenente medíocre, covarde e preguiçoso — incompetente até mesmo para a formulação técnica de seus próprios ensaios de sedição institucional —, a administração pública foi loteada para uma súcia de oportunistas, fanáticos ideológicos e operadores do fisiologismo mais rasteiro. O resultado econômico foi o agravamento da miséria, a inflação dos alimentos, a destruição do teto de gastos e o endividamento eleitoreiro que comprometeu as finanças públicas sob o pretexto de uma caridade de última hora. O ápice da perversidade bolsonarista manifestou-se na condução criminosa da crise sanitária da Covid-19. Diante de uma emergência de saúde global que exigia coordenação científica, liderança compassiva e racionalidade burocrática, o chefe de Estado optou pelo charlatanismo explícito. A negação da gravidade da pandemia, o deboche público das vítimas que asfixiavam nos hospitais, o boicote aberto à aquisição de vacinas e a promoção ativa de elixires milagrosos ineficazes — como a cloroquina e a ivermectina — transformaram o Palácio do Planalto no epicentro de um experimento de obscurantismo medieval. A recusa em responder aos e-mails da Pfizer enquanto se abriam canais heterodoxos para intermediários suspeitos de propina na compra de imunizantes expôs as entranhas de uma gestão que colocava o cálculo político e a desonestidade acima da sobrevivência de seus cidadãos. Centenas de milhares de mortes poderiam ter sido evitadas se o país não estivesse sob a égide de um psicopata administrativo. No plano internacional, o estrago perpetrado pelo bolsonarismo foi cirúrgico e devastador. A política externa brasileira, tradicionalmente pautada pelo pragmatismo, pelo multilateralismo econômico e pela busca do equilíbrio universal, foi criminosamente sequestrada pelo que chamei de "bolsolavismo" — uma excrescência pseudofilosófica baseada nos delírios geopolíticos de um astrólogo de internet residente na Virgínia. Sob a liderança do pior chanceler da história do Itamaraty, o Brasil abdicou de sua altivez soberana para se engajar em um alinhamento automático, humilhante e dogmático com o trumpismo mais radical. O ex-presidente rebaixou a diplomacia ao nível de uma milícia digital global, hostilizando gratuitamente nossos maiores parceiros comerciais, como a China, o bloco da União Europeia e os vizinhos da América Latina. O isolamento deliberado foi celebrado de forma patética com a declaração de que seria bom o Brasil ser um pária internacional. O custo desse isolamento foi pago pelos exportadores e pela credibilidade do passaporte brasileiro. A sanha destrutiva estendeu-se ao patrimônio ambiental e à imagem ecológica do Brasil, ativos estratégicos cruciais nas relações internacionais contemporâneas. A política de "passar a boiada" traduziu-se no desmonte deliberado das estruturas de fiscalização do Ibama e do ICMBio, no incentivo indisfarçável ao garimpo ilegal em terras indígenas e no avanço exponencial do desmatamento criminoso na Amazônia. Ao transformar o Ministério do Meio Ambiente em um balcão de negócios para madeireiros ilegais, o governo desmoralizou o país nos fóruns globais, inviabilizou a ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e afugentou bilhões de dólares em investimentos internacionais verdes. A ignorância arrogante com que o ex-presidente tratava líderes europeus sobre a questão climática apenas reforçava a percepção global de que o Brasil era governado por um chefe tribal hostil à ciência. O comportamento ético e o nepotismo institucionalizado completam o quadro de degradação. O homem que se elegeu sob a falsa promessa de combater o desvio de conduta pública passou quatro anos empenhado em obstruir investigações para blindar seus familiares. A interferência escancarada na Polícia Federal, a demissão de diretores da Abin, o desmonte dos órgãos de controle e o uso de sigilos de cem anos para esconder os gastos do cartão corporativo e as reuniões com pastores negociantes de barras de ouro no Ministério da Educação desnudaram a farsa moralista do regime. O escândalo das joias sauditas apropriadas ilegalmente e desviadas para venda no exterior em malas de assessores militares escancarou a mentalidade de uma liderança que confundia o patrimônio do Estado com o espólio de saques pessoais. Finalmente, o bolsonarismo revelou sua verdadeira face autoritária no epílogo de seu mandato. Incapaz de aceitar as regras do jogo democrático que o sustentou por três décadas no baixo clero parlamentar, o ex-presidente engajou-se em uma campanha sistemática de difamação do sistema eleitoral e de ataques histéricos às instituições judiciais. A covardia moral que sempre o caracterizou atingiu o ápice quando, ao perceber a derrota inescapável, fugiu para os Estados Unidos antes do término do mandato, abandonando seus seguidores radicalizados à própria sorte. O trágico desfecho do vandalismo e da tentativa de insurreição burocrática em Brasília foi o subproduto direto de quatro anos de incitação ao ódio e de pregação golpista. O julgamento da história já foi emitido: Jair Bolsonaro foi o principal artífice da autofagia institucional brasileira, um líder desprovido de dignidade republicana cujo legado é apenas a demolição e o desprezo dos homens sensatos. 

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Comando [para LILS]:

"Gemini AI, apresente um texto, com aproximadamente 5500 caracteres, acerca de LILS (Luiz Inácio Lula da Silva). O texto deverá ser escrito conforme o estilo de escrita e as ideias e opiniões do diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida, disponíveis no blog Diplomatizzando. Apresente um texto amplo quanto aos fatos atrelados a LILS.".

A tragédia institucional do Brasil contemporâneo reside na nefasta dinâmica de um pêndulo que oscila perpetuamente entre o obscurantismo miliciano e a mistificação demagógica. Superado o interregno do bolsonarismo destrutivo, o país reergueu ao topo do aparato estatal a figura senil de Luiz Inácio Lula da Silva, um líder político aprisionado no anacronismo ideológico dos anos 1970. Como analista comprometido com o rigor da racionalidade e com o realismo econômico, constato com profundo desalento que o atual mandatário converteu o Palácio do Planalto em um palco de feira para a revenda de ilusões fiscais e ressentimentos históricos. Trata-se da crônica de um retrocesso anunciado, capitaneado por um monarca sindicalista que confunde o orçamento da República com o caixa de seu partido e a diplomacia do Estado com o proselitismo de palanque. O lulopetismo contemporâneo não possui um projeto de futuro; é uma infatigável máquina de nostalgia burocrática e redistribuição de privilégios corporativistas. Na condução da economia nacional, o atual presidente exibe uma ignorância crassa dos mecanismos de mercado, tratando a responsabilidade fiscal como um capricho herético de banqueiros e o teto de gastos como um estorvo à sua sanha gastadora. Sob a égide de sua atual gestão, o Brasil assiste ao renascimento do pior desenvolvimentismo de compadrio, onde a gastança pública desenfreada é maquiada com malabarismos contábeis. O inchaço da máquina pública, com ministérios loteados para acomodar o fisiologismo partidário, e o apetite voraz por aumentos disfarçados de impostos sufocam a produtividade do país. Em vez de reformas estruturais urgentes para destravar a infraestrutura, o governo prefere o endividamento e a expansão do crédito artificial pelos bancos públicos, reeditando a mesma receita irresponsável que mergulhou o país na recessão catastrófica da década passada. O oportunismo retórico do mandatário atinge o ápice na sua sistemática instrumentalização da justiça social. Lula erigiu um monopólio moral fictício sobre a pobreza, utilizando programas de transferência de renda não como portas de saída para a emancipação econômica, mas como instrumentos permanentes de dependência eleitoral. Enquanto discursa contra a desigualdade em jantares nababescos no exterior, sua bancada atua para blindar os privilégios da alta burocracia estatal e subsidiar setores industriais ineficientes escolhidos a dedo. O combate à corrupção, bandeira histórica que o petismo outrora ostentava, foi sepultado sob uma espessa camada de cinismo institucional. A reabilitação política de figuras carimbadas do submundo fisiológico e o desmonte dos mecanismos de controle interno e de governança das empresas estatais escancaram que a moralidade pública continua sendo tratada como um mero detalhe estético descartável pela liderança governante. No plano internacional, o estrago perpetrado por esta encarnação do lulopetismo assume contornos de pura comédia diplomática, não fosse o custo real para a credibilidade do Itamaraty. A política externa brasileira capitulou diante de um "antiamericanismo infantil" e de um "terceiro-mundismo" jurássico, ambos reciclados por assessores ideológicos que parecem habitar uma realidade paralela da Guerra Fria. Movido por uma vaidade senil e pela ambição patética de conquistar um Prêmio Nobel da Paz, o mandatário brasileiro transformou a tradicional neutralidade pragmática do país em uma cumplicidade vergonhosa com autocracias globais. Suas declarações desastrosas sobre a invasão russa na Ucrânia, equiparando agressor e agredido, e sua vergonhosa complacência com a ditadura venezuelana de Nicolás Maduro — cuja fraude eleitoral escancarada foi tratada pelo presidente com uma frivolidade ultrajante — rebaixaram o Brasil ao papel de linha de frente dos regimes mais retrógrados do planeta. Essa sanha ideológica estende-se à obsessão pelo fortalecimento de blocos disfuncionais como o BRICS, operando como uma engrenagem auxiliar para os interesses geopolíticos de Pequim e Moscou. Ao insistir em discursos anacrônicos contra a hegemonia do dólar e ao sabotar deliberadamente a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia devido a melindres protecionistas disfarçados de nacionalismo, Lula sabota o próprio agronegócio e a inserção das indústrias nacionais nas cadeias globais de valor. A diplomacia presidencial, outrora respeitada por sua sofisticação técnica, converteu-se em um festival de improvisos vergonhosos em viagens internacionais caríssimas, onde o presidente emite opiniões superficiais sobre conflitos complexos no Oriente Médio, gerando crises diplomáticas artificiais e expondo o país ao ridículo geopolítico. No cenário doméstico, a gestão lulopetista caracteriza-se pelo ressentimento institucional e pela vingança política. Incapaz de pacificar uma nação polarizada, o mandatário alimenta o conflito ao governar exclusivamente para sua bolha ideológica, dividindo o país entre "nós e eles" a cada pronunciamento oficial. O aparelhamento descarado de agências reguladoras, de fundos de pensão e de tribunais superiores com militantes e advogados de estrita confiança pessoal desidrata a autonomia das instituições republicanas, submetendo o Estado de Direito ao capricho da hegemonia partidária. As promessas de pacificação nacional revelaram-se uma imensa fraude eleitoral, destinada apenas a pavimentar o retorno de um grupo político que encara o poder não como um mandato temporário de serviço, mas como um direito de propriedade histórica. O julgamento histórico da liderança de Luiz Inácio Lula da Silva será implacável com a sua incapacidade de se elevar à estatura de um estadista moderno. Ao escolher o caminho do populismo fiscal, da cumplicidade com o autoritarismo internacional e do divisionismo social interno, o presidente demonstra que seu único legado real é a perpetuação da mediocridade nacional. Ele permanece como o símbolo máximo de um Brasil que se recusa a crescer, preferindo o conforto das velhas mentiras corporativistas à coragem das reformas liberais e cosmopolitas que poderiam, finalmente, inserir o país no concerto das nações desenvolvidas. 

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*Obs.: Eventualmente, conforme amplamente relatado por especialistas, a IA poderá gerar "alucinações" (ou seja, a IA poderá gerar respostas não amparadas no comando e/ou na realidade).
 

A imoral e desumana Previdência Social do Brasil - Ricardo Bergamini

Dificilmente o Brasil vai conseguir escapar de uma monumental crise financeira que já se perfila no horizonte, como argumenta Ricardo Bergamini:

A imoral e desumana Previdência Social do Brasil
Ricardo Bergamini

Em 2025, o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 98,0 milhões de participantes (64,3 milhões de contribuintes e 33,7 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 321,0 bilhões (déficit per capita de R$ 3.275,51).

Resumo do resultado previdenciário de 2025 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 119,6 bilhões; governos estaduais (civis e militares) e governos municipais déficit previdenciário de R$ 141,5 bilhões Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 261,1 bilhões.

Em 2025, o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF, FCDF e 2.125 municípios mais ricos, com apenas 11,0 milhões de participantes (5,9 milhões de contribuintes e 5,1 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 261,1 bilhões (déficit per capita de R$ 23.736,36).

Em 2025 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 582,1 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de 70% da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

Senado aprova “pauta-bomba” com aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde; entenda
Texto recebeu 73 votos favoráveis em dois turnos de votação e apenas um contrário; três senadores de SC votaram "sim"

Mariana Barcellos
mariana.barcellos@nsc.com.br

NC, 14/07/2026 

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A proposta é considerada uma “pauta-bomba” pela equipe econômica do governo Lula (PT) por prever aumento de despesas estimado em R$ 27 bilhões ao longo de dez anos.

Matéria completa clique abaixo:
https://www.nsctotal.com.br/noticias/senado-aprova-pauta-bomba-com-aposentadoria-especial-para-agentes-comunitarios-de-saude-entenda

Ricardo Bergamini

Como o Pix foi para o centro da guerra tarifária de Trump - Michael Pooler e Beatriz Langella (Financial Times)

Como o Pix foi para o centro da guerra tarifária de Trump
Ameaça alfandegária por tratamento "injusto" causa tempestade em ano eleitoral
Michael Pooler e Beatriz Langella
Financial Times, 14/07/2026

No cerne da nova ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas alfandegárias contra o Brasil há uma fonte de irritação de aparência inofensiva: um sistema de pagamentos instantâneos utilizado por milhões de pessoas todos os dias na maior economia da América Latina.
O Pix, serviço administrado pelo governo, tornou-se praticamente onipresente no território continental do país, das regiões remotas da floresta amazônica às favelas nas cidades.

Gratuita para os consumidores e de baixo custo para as empresas, a ferramenta de transferência digital de dinheiro é saudada por ter suscitado um grande impulso à inclusão financeira em uma das sociedades mais desiguais do mundo desde seu lançamento, no fim de 2020.

Integrado aos aplicativos de telefone celular dos bancos e das firmas de tecnologia de serviços financeiros, o sistema permite transferências diretas entre contas bancárias sem necessidade de cartões de crédito ou de débito. O Banco Central do Brasil informa que a ferramenta trouxe mais de 70 milhões de pessoas ao sistema financeiro.

"O Pix é ótimo porque você não precisa levar dinheiro [físico], você pode fazer tudo só com seu telefone", diz Cícero Alves, taxista de 79 anos, no Rio de Janeiro.

No entanto, apesar de ser um êxito do governo - ou talvez justamente por isso -, o Pix está entre as principais justificativas para a taxa de 25% que Washington ameaçou em junho impor sobre vários dos produtos que importa do Brasil.

Segundo apoiadores do governo de esquerda em Brasília, o motivo é que o popular instrumento de pagamento representa um desafio para as redes de cartões da Visa e da Mastercard, dos EUA, assim como para outras empresas de pagamentos e de tecnologia do país.

Uma investigação do Gabinete do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) em junho sobre as supostas práticas comerciais injustas acusou o Brasil de dar tratamento preferencial à "campeã nacional" à custa das empresas de meios de pagamento dos EUA, pois limita as tarifas cobradas para encorajar o uso do Pix, em vez dos sistemas concorrentes. Todas as instituições financeiras com mais de meio milhão de clientes são obrigadas a oferecer a ferramenta a eles.

O relatório descreveu as políticas relacionadas ao Pix como "injustas e discriminatórias". Também sustentou que há conflito de interesses pelo fato de o Banco Central (BC) atuar ao mesmo tempo como operador do sistema e seu regulador.

Embora nenhuma medida tenha sido proposta diretamente contra o Pix, as críticas a um patrimônio nacional tão apreciado desencadearam uma controvérsia política no Brasil, que deverá estar presente nas próximas eleições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o principal adversário na disputa de outubro, o senador Flávio Bolsonaro - filho do ex-presidente Jair Bolsonaro,
atualmente preso -, de ter feito um convite para que houvesse interferência externa.

"Querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele", publicou Lula nas redes sociais.

Flávio Bolsonaro, que visitou Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca poucos dias antes da divulgação do relatório do USTR, nega as acusações e pediu ao governo Trump para não impor novas tarifas antes da eleição. Ele argumenta que isso beneficiaria Lula politicamente.

Na semana passada, em Washington, Flávio defendeu o Pix. Disse que o instrumento "beneficiou diretamente empresas americanas, uma vez que o volume de transações processadas via cartões emitidos por redes dos EUA continuou a crescer".

No entanto, em um documento enviado ao USTR, ele também se dispôs a impedir que o Pix seja integrado a sistemas transfronteiriços de liquidação financeira de países não ocidentais - um aparente aceno às preocupações do governo Trump quanto a possíveis iniciativas para que o comércio internacional passe a depender menos do dólar, como defende Lula.

À medida que se aproxima o fim do prazo para o USTR tomar medidas contra o Brasil, que vai até 15 de julho, Lula vem recorrendo ao sentimento local de patriotismo para tentar repetir o impulso na popularidade que ganhou quando a investigação foi aberta pela primeira vez, há um ano. Na ocasião, ela veio acompanhada de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros - agora já revogada - que tentou sem sucesso impedir o processo contra Jair Bolsonaro, aliado de Trump, por acusações de tentativa de golpe de Estado.

Por sua vez, Flávio tenta creditar ao pai a criação do Pix. Embora o sistema tenha entrado em vigor durante o governo do pai, o projeto foi lançado por técnicos do Banco Central que haviam concebido a ideia anos antes.

"O Pix tem impacto na campanha de Lula porque é uma maneira de levantar o estandarte da soberania nacional", disse Creomar de Souza, fundador da firma de consultoria Dharma Political Risk and Strategy. "Do ponto de vista da campanha de Flávio, existe uma ameaça real de que suas ações sejam interpretadas como uma concessão aos interesses dos EUA."

O relatório do USTR traz ecos de algumas preocupações apresentadas em um documento do grupo lobista Information Technology Industry Council (ITI), que tem sede em Washington e reúne grandes empresas americanas de tecnologia e de meios de pagamento.

"É preciso ter ciência do fato de que o Pix é um substituto do [cartão de] débito. Definitivamente, é um problema para as redes de cartões no longo prazo", disse Dan Dolev, analista do setor financeiro no banco Mizuho.

A Mastercard não quis dar entrevista e a Visa não respondeu aos pedidos para se pronunciar.

Criado como alternativa às transferências entre bancos, que demoravam mais tempo e normalmente cobravam tarifas dos consumidores, o Pix tornou-se o meio de pagamento eletrônico mais utilizado no Brasil em número de operações.

No segundo semestre de 2025, representou mais da metade de todas as transações realizadas no país e pouco mais de um quarto do valor movimentado. Segundo o Banco Central, é usado por mais de 170 milhões de pessoas - cerca de 80% da população. Só em maio, o sistema processou R$ 3,48 trilhões (US$ 650 bilhões), em 7,9 bilhões de transações.

Os pagamentos via Pix são feitos na maioria das vezes pelo celular e requerem uma conexão com a internet e uma conta em banco ou instituição financeira. Para fazer uma operação, o pagador pode digitar a chave exclusiva do destinatário e o valor a transferir, ou o comerciante pode gerar um código QR para o pagamento.

Segundo um estudo de 2022 publicado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), a tarifa média que os bancos cobram dos comerciantes por operações via Pix é de 0,22%, em comparação aos pouco mais de 1% para cartões de débito e aos 2,2% para cartões de crédito. (No caso de microempreendedores, a tarifa é zero.) O Pix também é mais barato do que as taxas de cartões de crédito cobradas nos EUA, no Canadá e na União Europeia, constatou o estudo.

Brasília rebate as acusações do USTR e argumenta que o Pix é uma infraestrutura pública aberta e não discriminatória, criada para melhorar a eficiência dos pagamentos e reduzir os custos das transações. O governo sustenta que a ferramenta permite às empresas desenvolverem serviços com base no Pix e que empresas estrangeiras também foram beneficiadas. Além disso, acrescenta que o Google Pay é o maior iniciador de pagamentos dentro do Pix e que uma subsidiária da Visa recebeu autorização para operar o sistema.

No entanto, uma decisão anterior do Banco Central também pode ter alimentado as críticas americanas. A autoridade monetária bloqueou uma plataforma de pagamentos do WhatsApp uma semana após seu lançamento, em 2020, por preocupações com a concorrência e a privacidade de dados. Permitiu seu relançamento apenas depois da implementação do Pix.

Hoje, o Pix é o segundo maior sistema de pagamentos em tempo real do mundo em número de transações, atrás apenas da Unified Payments Interface (UPI), da Índia, segundo a ACI Worldwide.

O Banco Central já declarou em outras ocasiões ter discutido a adoção do Pix com países vizinhos. A Colômbia possui um sistema de pagamentos instantâneos inspirado no modelo brasileiro.

O Banco Central do Brasil não quis conceder entrevista, mas declarou que sua "regulamentação tem como foco a abertura e a equidade em todos os segmentos do sistema de pagamentos".

O ambulante Douglas de Souza, de 35 anos, que vendia camisas da seleção brasileira na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, antes da eliminação do Brasil da Copa do Mundo, elogia a ferramenta de pagamentos.

Apesar de ter votado em Bolsonaro em 2022, ele disse não ter uma boa impressão do filho do ex-presidente e afirma que desta vez apoiará Lula. "Você não vê o presidente Lula nem ninguém mais indo aos EUA para entregar o país ou falar mal dele para os americanos."

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Sobre a nova insanidade tarifária de Mister Trump contra o Brasil - Paulo Roberto de Almeida

Sobre a nova insanidade tarifária de Mister Trump contra o Brasil

Paulo Roberto de Almeida

 

Não há, nunca houve, qualquer “negociação” de boa fé, racional, coerente com a real situação do relacionamente bilateral (hoje completamente destruído de forma unilateral) entre, de um lado, NÃO os Estados Unidos, como país — e mais importante parceiro comercial, econômico, financeiro, cultural e educacional do Brasil, ao longo de mais de 150 anos de história —, mas a tropa demencial que cerca o desequilibrado dirigente americano, e, de outro lado, o Brasil, enquanto Estado, país, nação e uma sociedade, o povo brasileiro,  estreitamente, fielmente, extremamente vinculados, de maneira simpática, até admirativa da cultura, do povo, do exemplo democrático e da grande generosidade demonstrados pela nação americana em mais de dois séculos de relações corretas, raramente em lados opostos no plano geopolítico, devotadas à cooperação em beneficios mútuos, não só bilateralmente, mas também no plano hemisférico e mundial.

Nunca ocorreram, simplesmente e na verdade, “negociações” entre as duas partes, no conceito diplomático preciso do que sejam negociações, e sim uma IMPOSIÇÃO unilateral da vontade do mais forte, uma obrigação de submissão, inaceitável sob todos os aspectos, pois que sem qualquer correspondência com o estado real das relações econômicas entre as partes e com o próprio conceito do que sejam negociações.

A prepotência e a arrogância demencial não se dirigiu unicamente ao Brasil, está claro, mas ao mundo todo, amigos m, aliados, competidores, adversários e até “inimigos”, com uma única exceção, que precisa explicitar quem seja. E elas não começaram neste segundo mandato, mas já tinham sido exercidas durante o primeiro, sob a forma de sobretaxas abusivas, cotas e restrições sobre diversos produtos e setores, com destaque para aço e alumínio, mas também voltadas para serviços e tecnologias também oferecidas por concorrentes da Ásia.

A partir de 2025, no segundo mandato, a prepotência recrudesceu contra tudo e contra (quase) todos, sendo que a primeira manifestação de insanidade tarifária, em abril, veio sob a forma de uma “reciprocidade” esquizofrênica, pois que baseada nos dados simplórios da balança comercial bilateral, uma metodologia que condenou pequenos e pobres países exportadores de poucos produtos primários a receber as alíquotas mais altas da “reciprocidade” tarifária, uma total irracionalidade.

Mas o Brasil foi logo contemplado, em meados de 2025, a nova imposição de 40%, sobre os “modestos” 10% de abril por meio de um nova imposição clara e deliberadamente POLÍTICA, já que expressamente vinculada a um processo judicial em curso na mais alta corte do país, em resposta a uma débil imitação bolsonarista dos ataques trumpistas feitos contra o Congresso e as instituições americanas de janeiro de 2021, como escrito e assinado pelo dirigente americano em carta pública. 

A violência dessa nova IMPOSIÇÃO não tem precedente nas relações bilaterais, nem em qualquer outra violência perpetrada pelo Estado americano fora de uma situação dd guerra aberta, unilateral ou declarada. Não existem exemplos nos anais da Haia de atos semelhantes ou similares em quaisquer outros registros históricos de fatos desse tipo em qualquer época do Direito Internacional lidando com as relações entre Estados soberanos.

Simultaneamente à carta de julho de 2025, era acionado pela tropa trumpista o mecanismo unilateral da Seção 301 do Trade Act americano, dando início a novas interpelações impositivas, sem quaisquer respaldos nas leis ou práticas do Brasil, sequer conectadas ao comércio bilateral, como é o caso do sistema de pagamentos e transações automáticas no sistema bancário do Brasil, popularmente conhecido como PIX, que é uma simples derivação de métodos anteriores, como a liquidação em dinheiro circulante, por cheques ou transferências bancárias, por cartão de crédito, por moedas digitais ou, agora, por simples registro automático online.

O Brasil, seu governo, sua diplomacia, suas rmpresas privadas, igualmente dos EUA, tentaram, de forma persistente, entamar e conduzir negociações em formato bilateral — uma vez que os mecanismos existentes de solução de controvérsias comerciais da OMC se encontram inoperantes pela própria ação dos EUA —, mas jamais houve predisposição da parte americana, mais exatamente da parte trumpista, de realizar verdadeiras negociações.

O Brasil, a OMC, o mundo inteiro, assistem estupefatos a essa sequência de desatinos imperiais, que remetem a eras ultrapassadas na história mundial, de invasões bárbaras e de imposições pela força segundo a vontade brutal de um poder arbitrário e ilegal (aos olhos dos fundamentos jurídicos construídos nos últimos dois séculos que regulam as relações entre Estados).

Não sabemos ainda como evoluirão as fases seguintes dessa brutal contenda imposta por apenas uma das partes, mas podemos especular nos dois planos abertos aos contrndores.

No plano politico interno, o efeito mais evidente, e imediato, será o claro comprometimento das forças politicas brasileiras que se associaram aos ataques arbitrários do trumpismo contra os interesses nacionais — milhares de empresas e milhões de trabalhadores afetados, prejuízos significativos aos negócios dos dois lados —, com consequências politicas eleitorais claramente contrárias ao pretendido.

No plano externo, um efeito mais lento será um evolução negativa da geografia dos intercâmbios bilaterais, em direção de outros parceiros econômicos e comerciais, financeiros, de cooperação tecnológica e de investimentos em novos ativos mais condizentes com beneficios mutuamente proveitosos, inclusive no terreno cultural e político.

Uma importante brecha nas relações diplomáticas, já pré-existente, acaba de ser agravada pela ação irresponsável de um dirigente arrogante e irracional até do ponto de vista dos interesses do seu próprio pais e economia.

Poucas vezes na história da humanidade assistimos a tal tipo de insanidade politica e econômica, equivalente a um tiro de bazuca nos dois pés, algo incompreensível sob todos os ângulos do relacionamento bilateral (também já visto em outros casos similares).

O Brasil enfrentará adversidades momentâneas, mas serão os EUA da gestão demencial do atual dirigente que terão contratempos mais duráveis na perda de credibilidade diplomática de uma nação empenhada na destruição da ordem global que ela mesmo criou 80 anos atrás. Raras vezes, talvez nunca, na história humana a insensatez teve oportunidades tão amplas de cometer desatinos talvez irreparáveis. 

Nenhum tribuno estrangeiro ou nacional se empenhou alguma vez numa ação que relembra algo do estilo “Delenda America”, dirigida contra a sua própria nação. Surpreende-me que as elites empresariais, representantes políticos e o próprio povo americano consintam nessa autoflagelação e no suícidio material e espiritual da grande democracia liberal surgida dois séculos e meio atrás. Lamento a irracionalidade doentia, contra si própria, mas também contra o resto do mundo.


Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 16/07/2026

A Ucrânia enfrenta uma guerra de agressão da segunda maior potência militar do planeta: um conflito existencial

 Ukraine Volodymyr Zelensky 🇺🇦

This is not a street fight where you have to calm down both sides. This is a full-scale aggression of a mad state against a civilized one

Russia came to destroy our cities, kill our people and take away our freedom. The world must understand that this is not a conflict between equals this is an unprovoked war of aggression against Ukraine.

A política externa nunca foi tão popular - Carlos Coelho e Paulo Esteves (Valor)

PRA: estou entre os 12% de discordantes, não quanto à popularidade da política externa, mas quanto ao significado dessa concordância de sua substância para uma diplomacia adequada às necessidade do país. Explicarei minhas razões em postagem futura.

A política externa nunca foi tão popular

Pesquisa aponta que a aprovação da comunidade externa à política brasileira atinge 88%

Por Carlos Coelho e Paulo Esteves

VALOR, 15/07/2026

Pesquisa aponta que a aprovação da comunidade externa à política brasileira atinge 88%

A política externa brasileira está vivendo um momento de consenso marcante. Na edição deste ano da Pesquisa de Potências Médias Emergentes1, que entrevistou mais de 1.000 membros da comunidade de política externa no Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul, a aprovação da condução da política externa conduzida pelo Executivo brasileiro atingiu 88%, a melhor performance da série histórica. A divergência praticamente desapareceu, com aproximadamente um em cada dez experts expressando alguma reserva.

Esse é um número extraordinário e acreditamos que também é um equívoco celebrá-lo. Uma análise mais próxima dos resultados da pesquisa sugere que este consenso é menos um veredito de uma doutrina particular e mais uma reação a um ambiente que se tornou hostil. O consenso é, portanto, mais reativo que substantivo.

Consideremos, por exemplo, como os experts brasileiros enxergam os Estados Unidos da América. Somente 12% consideram a influência americana positiva. Porém, na mesma pesquisa, aquele país continua sendo identificado como a segunda relação bilateral mais importante do Brasil, atrás apenas da China. Ou seja, temos um ambiente no qual dependência e desaprovação são registradas simultaneamente. Isso não é, por si só, incoerência: trata-se do mais antigo e identificável instinto da política externa brasileira, qual seja, uma acomodação pragmática com os mais poderosos, combinada com a proteção contra uma eventual deterioração do relacionamento. O que mudou é que a busca por proteção é agora visível a todos, pois Washington a tornou inevitável, através de tarifas, declarações e ações normalmente reservadas aos seus adversários.

A parte mais saudável da narrativa é o que o Brasil fez em resposta. Ao invés de se encolher, o país passou o último ano tentando expandir suas opções. O acordo Mercosul-União Europeia, apesar das dificuldades, está em vigor desde maio. Acordos com a EFTA e Cingapura foram enviados ao Congresso e negociações com o Canadá estão em curso. Juntos, esses movimentos fizeram com que a parcela das exportações brasileiras cobertas por preferências tarifárias tenha aumentado de 12% para 31%, caracterizando a maior expansão da sua história.

Trata-se de diversificação como estratégia e não como improvisação. Num mundo onde a política comercial é cada vez mais refém de ansiedades securitárias e presa da competição entre superpotências, multiplicar as apostas é certamente o caminho racional.

Subjacente a tudo isso está um conceito muitas vezes repetido ao longo da pesquisa: não-alinhamento. Aqui, é cabível esclarecimento: trata-se da busca por autonomia e não neutralidade. O Brasil não está tentando posicionar-se de maneira equidistante entre Washington e Pequim, mas de preservar a liberdade de decidir caso a caso. Esta é uma distinção importante, pois estabelece um sarrafo mais alto. A neutralidade apenas requer que se recuse a optar. A autonomia requer que o país construa as capacidades (econômica, diplomática e institucional) necessárias para que seja capaz de fazer escolhas nos seus próprios termos. A primeira é uma postura, a segunda, um projeto.

    As potências médias hoje são companheiros de viagem quanto à reforma da ordem internacional, mas não são mercados e fontes de capital relevantes para si mesmas. Qualquer ambição brasileira de liderar ou de se juntar a uma coalizão delas precisa lidar com essa realidade

E é em relação ao projeto que os resultados da pesquisa anunciam uma advertência silenciosa. Apesar da evidente afinidade entre os países pesquisados, estes não se enxergam como parceiros essenciais. Existem poucos fluxos de comércio, finanças ou mobilidade ligando Brasília à Jacarta, ou Pretória à Nova Déli. O relatório é explícito quanto às lacunas de conectividade: uma perspectiva comum em relação à política internacional não se transformou em infraestrutura comum. As potências médias hoje são companheiros de viagem quanto à reforma da ordem internacional, mas não são mercados e fontes de capital relevantes para si mesmas. Qualquer ambição brasileira de liderar ou mesmo de se juntar a uma coalizão de potências médias emergentes precisa lidar com essa realidade.

Existe uma lição mesmo em área onde o Brasil supostamente deveria liderar. Questões climáticas e relacionadas ao meio ambiente registraram queda quanto às prioridades da política externa brasileira, na opinião dos experts entrevistados, apesar do país ter sediado a COP30 e ter recebido recentemente tanto a cúpula dos Brics como do G20. Nos parece que a leitura mais precisa não é a de regressão, mas a de naturalização: questões climáticas se tornaram tão enraizadas na diplomacia brasileira que agora esta assegura espaço prioritário entre outras, ao vez de espaço determinante, o que é um sinal de maturidade. Também é uma lembrança de que a liderança, uma vez conquistada, precisa ser continuamente reforçada, sob pena de recuo.

Então, o que devemos inferir sobre uma pesquisa que dá ao governo sua melhor nota histórica na seara da política externa? Esperemos que a resposta não seja a complacência. A aprovação reflete habilidade genuína na navegação de um ano difícil e a busca por diversificação é uma conquista real, mas os números são impulsionados por uma ameaça externa e ameaças podem retroceder. A tarefa mais difícil é converter uma postura defensiva em uma posição duradoura. O Brasil precisa transformar a diversificação em parcerias profundas, lastreando institucionalmente a autonomia e garantindo que as lacunas existentes entre as potências médias parceiras sejam efetivamente preenchidas por conexões concretas.

A última mensagem da pesquisa é o alerta de que numa ordem fragmentada, a confiança se torna um recurso poderoso e, confiança, ao contrário de um resultado de pesquisa favorável, não pode ser herdada. Deve ser construída, sustentada e estendida a espaços e dinâmicas em que se mostra frágil. A política externa brasileira raramente foi mais admirada domesticamente do que nos últimos anos, mas a sua régua de aprovação futura será caracterizada pela capacidade do país de construir novas pontes enquanto a admiração recente perdurar.

1. Os resultados completos da pesquisa citada nesse artigo podem ser encontrados em: shre.ink/jj60

Carlos Frederico Coelho é professor da PUC-Rio e da ECEME.

Paulo Esteves é professor da PUC-Rio.

Seleção de textos publicados entre 2004 e 2006 - Paulo Roberto de Almeida

  

Seleção de textos publicados entre 2004 e 2006

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

 

Listagem sintética de alguns textos publicados entre 2004 e 2006, no seguimento do trabalho 5398, com a intenção de preparar uma possível coletânea desses textos, organizados tematicamente. 

  

Como no caso de listagem anterior, apresento aqui uma seleção dos textos que também considerei os mais representativos de meu pensamento, publicados entre o início de 2004 e o final de 2006. Muitos deles não estão imediatamente disponíveis pelo fato de, como já referido anteriormente, deixaram de exibir os links corretos, por descontinuidades nos veículos que os publicaram originalmente. Uma das tarefas nas próximas etapas consistirá, precisamente, na disponibilização dos trabalhos mais relevantes (que não estejam sob reserva de domínio por alguma editora), como forma de divulgar trabalhos que estimo relevantes na massa original de minha produção intelectual já divulgada. A listagem é retirada de uma relação consolidada de trabalhos publicados, nem sempre perfeitamente acessível pelas deficiências já apontadas. 

 

441. “A relação do Brasil com os EUA: de FHC-Clinton a Lula-Bush”, capitulo 9 (Parte IV: A Inserção Internacional do Brasil) no livro de Fabio Giambiagi, José Guilherme Reis e André Urani (orgs.), Reformas no Brasil: Balanço e Agenda (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004; ISBN: 85-2091-609-0, p. 203-228; link: https://www.academia.edu/5783503/038_A_rela%C3%A7%C3%A3o_do_Brasil_com_os_EUA_de_FHC-Clinton_a_Lula-Bush_A_economia_pol%C3%ADtica_do_relacionamento_bilateral_2004_). ). Relação de Trabalhos nº 1065.

447. “Brasil-Estados Unidos (Relações Bilaterais)”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 94-96). Relação de Trabalhos nº 771.

448. “OEA (Organização dos Estados Americanos)”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 622-624). Relação de Originais nº 764.

449. “ONU”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 631-633). Relação de Originais nº 765.

450. “ONU e o fim da Guerra Fria”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 8535214062, p. 633-634). Relação de Trabalhos nº 770.

451. “OTAN e o fim da Guerra Fria”, in SILVA, Francisco Carlos Teixeira da (org.). Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX - As Grandes Transformações do Mundo Contemporâneo: Conflitos, Cultura e Comportamento (Rio de Janeiro: Campus, 2004. 963p., ISBN 85-352-1406-2, p. 650-652). Relação de Trabalhos nº 756.

453. “Implementando a revolução marxista do Manifesto: (uma lista atualizada de medidas)”, boletim eletrônico O Debatedouro (Ano III, Edição 47, 17 de maio de 2004; ISSN: 1678-6637. Revisto em 14/02/2010 e postado no blog Diplomatizzando (14/02/2010); link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/02/1343-implementando-revolucao-marxista.html). Relação de Trabalhos nº 1256.

454. “Dinâmicas da economia no século XX”, in Silva, Francisco Carlos Teixeira da (org.). O Século Sombrio: uma história geral do século XX (Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2004, 368 p.; ISBN: 85-352-1473-9; p. 47-70). Relação de Trabalhos nº 772.

455. “La politique internationale du Parti des Travailleurs: de la fondation du parti à la diplomatie du gouvernement Lula”, in Denis Rolland et Joelle Chassin (orgs.), Pour Comprendre le Brésil de Lula (Paris : L’Harmattan, 2004, 320 p. ISBN: 2-7475-6749-4; pp. 221-238); republicado na Revista Historia Actual On-Line, 4 (2004). Relação de Trabalhos nº 1193.

457. Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira (2ª ed.; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004; coleção Relações internacionais e integração nº 1; 440 p.; ISBN: 85-7025-738-4); Relação de Trabalhos nº 1028.

460. “A globalização e seus benefícios: um contraponto ao pessimismo”, revista eletrônica Espaço Acadêmico (n. 37, junho de 2004). In Wagner Menezes (org.), O Direito Internacional e o Direito Brasileiro: homenagem a José Francisco Rezek (Ijuí: Editora Unijuí, 2004; ISBN: 85-7429-425-X; pp. 272-284). Relação de Trabalhos nº 1258.

463. “A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável”, in Roberto Di Sena Júnior e Mônica Teresa Costa Cherem (orgs.), Comércio Internacional e Desenvolvimento: uma perspectiva brasileira (São Paulo: Editora Saraiva, 2004, ISBN: 85-352-1473-9; pp. 17-31). Relação de Trabalhos nº 1206.

464. “Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula”, Revista Brasileira de Política Internacional (Brasília: IBRI, ano 47, nº 1, janeiro-junho de 2004, ISSN: 0034-7329; pp. 162-184; link: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-73292004000100008&script=sci_abstract). Resumo em espanhol apresentado no site do CADAL, Centro para la Apertura y el Desarrollo de América Latina (Buenos Aires: 16.10.2004). Relação de Trabalhos nº 1260.

465. “O Brasil e a construção da ordem econômica internacional contemporânea”, revista Contexto Internacional (Rio de Janeiro: Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ; vol. 26, nº 1, janeiro-junho 2004, p. 7-63; ISSN: 0102-8529). Relação de Trabalhos nº 1237.

472. “Rumo a um novo apartheid? Sobre a ideologia afrobrasileira”, revista Espaço Acadêmico (Ano IV, nº 40, setembro 2004;). Relação de Trabalhos nº 1322.

479. “O intelectual Hipólito José da Costa como pensador econômico” in Gunter Axt e Fernando Schüler (orgs.), Intérpretes do Brasil: ensaios de cultura e identidade (Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004; ISBN: 85-7421-113-3; pp. 49-61). Relação de Trabalhos nº 1243.

484. “A Alca do gigante e a Alca dos anões: incompatibilidade de gênios?”, Resenha de Tullo Vigevani e Marcelo Passini Mariano, Alca: o gigante e os anões (São Paulo: Editora Senac-São Paulo, 2003; ISBN: 85-7359-305-9; 174 p.). Publicado, em versão reduzida a 6 p., na revista Política Externa (São Paulo: vol. 12, nº 2, setembro-novembro 2003, p. 154-158). Republicada na revista Plenarium (Brasília: Câmara dos Deputados, Ano I, nº 1, novembro 2004, p. 255-264). Relação de originais nº 1078 (Washington, 15 julho 2003, 8 p.).

485. “A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável”, revista eletrônica Achegas (Rio de Janeiro: nº 20, novembro-dezembro de 2004; link: http://www.achegas.net/numero/vinte/pralmeida_20.htm; ISSN: 1677-8855). Relação de Trabalhos nº 1205.

487. “Oliveira Lima e a diplomacia brasileira no início da República: um intelectual com ideias fora do lugar ou com propostas fora da época?”, revista Remate de Males (Campinas: Unicamp, IEL, nº 24, 2004, p. 121-137; dossiê organizado pelo Prof. Antonio Arnoni Prado). Publicidade no Jornal da Imprensa (http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/dezembro2004/ju275pag11.html). Relação de originais nº 990.

543. “Um diplomata a cavalo: Duarte da Ponte Ribeiro”, Boletim ADB (Brasília, Associação dos Diplomatas Brasileiros, a. XII, n. 48, jan/mar. 2005, p. 16-19). Relação de Trabalhos n. 1382.

548. “História quase virtual do Brasil” [Resenha de Evaldo Cabral de Mello, A outra Independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824 (São Paulo: Editora 34, 2004, p. 260; ISBN: 85-7326-314-8)], Desafios do Desenvolvimento (Brasília, IPEA-PNUD, a. II, n. 9, abr. 2005, p. 71); divulgado no Diplomatizzando (4/10/2022; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2022/10/resenha-de-outra-independencia-o.html). Relação de Trabalhos n. 1412.

549. Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (2. ed., rev. e atual. São Paulo: Editora Senac-São Paulo; Brasília: Funag, 2005; 680 p., ISBN: 85-7359-210-9); Relação de Trabalhos n. 1351.

552. “Governança econômica global e democracia preventiva: reflexões sobre a democratização do sistema internacional”, in Wilhelm Hofmeister (org.), Política Social Internacional: conseqüências sociais da globalização (Rio de Janeiro: Konrad-Adenauer-Stiftung, 2005, 244 p. ISBN: 85-7504-075-8; p. 111-125). Relação de Trabalhos n. 1296.

556. “O Brasil e o processo de formação de blocos econômicos: conceito e história, com aplicação aos casos do Mercosul e da Alca”, in Eduardo Biacchi Gomes e Tarcísio Hardman Reis (orgs.), Globalização e o Comércio Internacional no Direito da Integração (São Paulo: Editora Aduaneiras, 2005; p. 17-38). Relação de Trabalhos n. 1091.

561. “Políticas de Integração Regional no Governo Lula”, Prismas: Direito, Políticas Públicas e Mundialização (Uniceub, vol. 2, n. 1, janeiro-junho de 2005, p. 20-54; doi: 10.5102/prismas.v2i1.182; link: http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/prisma/article/view/182). Relação de Trabalhos n. 1425.

563. “O Poder e a Glória: a questão das assimetrias no sistema internacional”, Espaço Acadêmico (a. V, n. 49, jun. 2005). Relação de Trabalhos n. 1428.

566. “Finanças internacionais do Brasil: uma perspectiva de meio século (1954-2004)” in José Flavio Sombra Saraiva e Amado Luiz Cervo (orgs.), O crescimento das relações internacionais no Brasil (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, 2005; 308 p.; ISBN: 85-88270-15-3; p. 231-270). Relação de Trabalhos n. 1338.

568. “A revolução burguesa na obra de Florestan Fernandes”, revista Versões (São Carlos, UFSCAR/PPGCS, a. I, n. 1, 2005, ISSN: 1809-0443, p. 22-43). Relação de Trabalhos n. 1468.

570. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica – Parte 1: da República Velha à redemocratização”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 60, julho 2005, p. 6-8). Relação de Trabalhos n. 1461.

572. “O moderno príncipe: Uma releitura maquiaveliana do poder contemporâneo”, Revista Temas & Matizes (Cascavel/PR, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Unioeste, a III, n. 5, ISSN: 1519-7972; p. 1-15; http://www.unioeste.br/editora/temas_matizes/; link: http://e-revista.unioeste.br/index.php/temasematizes/article/download/548/459). Relação de Trabalhos n. 1324.

573. Marshall C. Eakin, Paulo Roberto de Almeida (eds.), Envisioning Brazil: a Guide to Brazilian Studies in the United States, 1945-2003 (Madison: The University of Wisconsin Press, 2005, 536 p.; ISBN: 0-299-20770-6). Relação de Livros em Colaboração n. 50. Relação de Livros Editados n. 8. Relação de Originais n. ?.

575. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica – Parte 2: problemas das relações bilaterais na fase contemporânea”, Meridiano 47 - Boletim de Análise da Conjuntura em Relações Internacionais (Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, ISSN 1518-1219, n. 61, agosto 2005, p. 6-7). Relação de Trabalhos n. 1461.

585. Relações Brasil-Estados Unidos: assimetrias e convergências, Paulo Roberto de Almeida e Rubens Antonio Barbosa (orgs.) (São Paulo: Editora Saraiva, 2005, 326 p.; ISBN 10: 85-02-05385-X; ISBN-13: 978-85-020-5305-4). Relação de Publicados 1402.

590. “Teoria da jabuticaba, I: prolegômenos”, Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 54, nov. 2005). Reproduzido no blog Diplomatizzando (3.09.2010; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/09/teoria-da-jabuticaba-i-prolegomenos.html). Relação de Trabalhos n. 1489.

598. “A ordem internacional assimétrica e a reforma da ONU: uma perspectiva histórica”, in Wagner Menezes (coord.), Estudos de Direito Internacional: anais do 3º Congresso Brasileiro de Direito Internacional - 2005 (Curitiba: Juruá, 2005. 5 v. ISBN: 85-362-1065-6. v. 5, p. 236-252). Relação de Trabalhos n. 1456.

602. “As relações entre o Brasil e os Estados Unidos em perspectiva histórica”, Colunas de Relnet (n. 12, jul/dez. 2005. Parte 1. “da República Velha à redemocratização; Parte 2. “problemas das relações bilaterais na fase contemporânea”). Relação de Trabalhos n. 1461.

607. “Ideias vencedoras e conceitos derrotados: de volta ao velho debate sobre a grande ruptura”, Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 55, dez. 2005). Relação de Trabalhos n. 1502.

621. “A decadência econômica brasileira: uma inevitável tendência pelos próximos vinte anos?”, site do Instituto Millenium (08 mar. 2006). Reproduzido no site do Instituto Internacional de Planejamento Educacional). Desparecidos nestes links nos dois sites. Postado no blog Diplomatizzando (28/05/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/decadencia-economica-brasileira-um.html). Postado novamente em 15/07/2026 (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-decadencia-economica-brasileira-uma.html). Relação de Trabalhos n. 1558.

622. “Laços Latinos”, Revista de História da Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, a. I, n. 8, fev./mar. 2006, p. 76-81; ISSN: 1808-4001). Divulgado no blog Diplomatizzando (15/07/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/do-afastamento-integracao-as-relacoes.html). Relação de Trabalhos n. 1342.

625. “América Latina: novo rumo na direção da esquerda?”, revista Carta Internacional (São Paulo, Nupri-USP, a. I, n. 1, mar. 2006, ISSN: 1413-0904, p. 3-4; link: https://cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/247). Relação de Trabalhos n. 1543.

634. “Colapso!: prevendo a decadência econômica brasileira”, revista Espaço Acadêmico (a VI, n. 60, mai. 2006). Relação de Trabalhos n. 1591.

642. “A diplomacia do liberalismo brasileiro”, in José Augusto Guilhon de Albuquerque, Ricardo Seitenfus, Sergio Henrique Nabuco de Castro (orgs.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), 2a. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006; vol. 1: Crescimento, Modernização e Política Externa, p. 211-262. Relação de Trabalhos n. 223.

643. “A política internacional do PT e a diplomacia do governo Lula” in José Augusto Guilhon de Albuquerque, Ricardo Seitenfus, Sergio Henrique Nabuco de Castro (orgs.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (2. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006, p. 537-559; ISBN: 85-7387-909-2; vol. I: Crescimento, Modernização e Política Externa). Relação de Trabalhos n. 1384.

673. “América do Sul: rumo à desintegração política e à fragmentação econômica?”, boletim Carta Internacional (São Paulo, Nupri-USP, v. 1, n. 2, jul. 2006, ISSN 1413-0904, p. 6-10; link: https://cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/386). Relação de Trabalhos n. 1613.

691. O Estudo das Relações internacionais do Brasil – Um diálogo entre a diplomacia e a academia. 2. ed. rev. e ampl. Brasília: LGE, 2006; 385 p.; [25 set. 2006]. Relação de Trabalhos n. 1655.

701. “Uma nova ‘arquitetura’ diplomática? Interpretações divergentes sobre a política externa do Governo Lula (2003-2006)”, in Wagner Menezes, Estudos de Direito Internacional (Curitiba: Juruá, 2006, p. 196-213. v. VIII. ISBN: 85-3621-362-0). Relação de Trabalhos n. 1604.

702. Acordos minilaterais de integração e de liberalização do comércio: uma ameaça potencial ao sistema multilateral de comércio”, in Sidney Guerra (org.), Globalização: desafios e implicações para o direito internacional contemporâneo (Ijuí: Ed. Unijuí, 2006; ISBN: 85-7429-522-1, p. 458, p. 187-203). Relação de Trabalhos n. 1500.

709. “Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006” in Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura, Direito Internacional Público (4. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2006). Relação de Trabalhos n. 1565.

711. “¿Una nueva ‘Arquitectura’ diplomática? Interpretaciones divergentes sobre la política exterior del Gobierno Lula (2003-2006)”, Entelequia: revista interdisciplinar (n. 2, Oto. 2006. p. 21-36; ISSN: 1885-6985); indexado en bases de datos internacionales: IDEAS (University of Connecticut), EconPapers (Örebro University) y Socionet (Ford Foundation-Rusia); http://econpapers.repec.org/article/ervancoec/y_3A2006_3Ai_3A2_3Ap_3A21-36.htm). Relação de 1603.

716. “Acordos minilaterais de integração e de liberalização do comércio: o caso da América Latina”, Cebri Artigos (Rio de Janeiro, CEBRI, v. 3, a. 1, jul/set. 2006, 16 p.); Meridiano 47 (Brasília, n. 75, outubro 2006, p. 5-14). Relação de Trabalhos n. 1500.

718. “O papel dos BRICs na economia mundial (corrigindo alguns equívocos de compreensão)”, Via Política (Porto Alegre, 26 nov. 06). Postado no blog Diplomatizzando (28/05/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/05/os-brics-antes-de-existirem-os-brics.html). Relação de Trabalhos n. 1691.

721. “Sobre a intolerância”, revista Espaço Acadêmico (Maringá, a. VI, n. 66, nov. 2006). Publicada em espanhol e em inglês no site de Mirada Global: On Intolerance (Friday, January 26, 2007). Relação de Trabalhos n. 1549.

723. “Mercosul: uma revisão histórica e uma visão de futuro”, Meridiano 47 (n. 77, dezembro 2006; p. 7-17). Republicado In: Rubens A. Barbosa (organizador): Mercosul revisitado (São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2007, 80 p.; Coleção Cadernos da América Latina; p. 57-75). Relação de Trabalhos n. 1710.

725. Entrevista: “O Bric é só um exercício intelectual”, O Estado de São Paulo (04/12/2006, caderno Economia, p. B7, matéria de Lourival Sant’Ana). Entrevista republicada no site do Instituto Millenium em 6/12/2006. Postado no Blog Diplomatizzando (14/11/2019; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/11/o-bric-e-economia-mundial-2006-paulo.html). Relação de Trabalhos n. 1686.

727. “Sobre colegas, livros e leituras...”, Via Política (Porto Alegre, 9 dez. 2006). Republicado no blog Diplomatizzando (14.02.2010: link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2010/02/1346-sobre-colegas-livros-e-leituras.html). Relação de Trabalhos n. 1696.

730. “Revendo as propostas de laureados Nobel vinte anos depois”, Via Política (17 dez. 2006). Postado no blog Diplomatizzando (16/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/a-conferencia-dos-premios-nobel-de-1988.html). Relação de Trabalhos n. 1701.

736. “Uma nova ‘arquitetura’ diplomática? Interpretações divergentes sobre a política externa do Governo Lula (2003-2006)”, Revista Brasileira de Política Internacional (ano 49, n. 1, 2006, ISSN 003U-7329; p. 95-116; link: http://www.scielo.br/pdf/rbpi/v49n1/a05v49n1.pdf). Relação de Trabalhos n. 1603.

737. As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização” in José Flávio Sombra Saraiva (org.), História das Relações internacionais Contemporâneas: da sociedades internacional do século XIX à era da globalização (2a. revista e atualizada; São Paulo: Editora Saraiva, 2006, p. 253-316; ISBN: 85-88270-03-X).

737bis. “As relações dos Estados Unidos com a América Latina: uma interação historicamente recheada de equívocos”, Revista de História Actual (Espanha: Asociación de Historia Actual: Universidad de Cádiz; ISSN: 1697-3305; vol. 4, nr. 4, 2006, p. 87-94; link do artigo: http://historia-actual.org/Publicaciones/index.php/rha/article/viewFile/371/765). Relação de Originais n. 1674.

  

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5400, 16 julho 2026, 6 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (16/07/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/07/selecao-de-textos-publicados-entre-2004.html).

 

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