sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Putin moldou o Estado russo à imagem do KGB - Leandro Prazeres, Gordon Corera (BBC Brasil)

 Uma contaminação do Estado russo pelo KGB que vai demorar muitos anos para ser desfeita. O Brasil de Lula III vai cometer um grande erro estratégico se continuar promovendo a loucura do BRICS. Depois não digam que eu não avisei…

Paulo Roberto de Almeida 

A operação da Rússia para recuperar suspeito de espionagem que jurava ser brasileiro

  • Leandro Prazeres (@PrazeresLeandro) & Gordon Corera (Especialista em Segurança da BBC News)
Victor Muller

CRÉDITO, .

Legenda da foto, 

Homem se apresentava como Victor Muller Ferreira e havia se candidatado a posto de estágio não remunerado no Tribunal Penal Internacional

No final da tarde do dia 2 de abril em Guarulhos (SP), um grupo de policiais federais aguardava ansiosamente a chegada do passageiro sentado na poltrona 62K do voo KLM 0791, vindo diretamente da Holanda. 

Horas antes, autoridades holandesas já haviam feito o alerta: um homem suspeito de ser espião russo usando identidade brasileira havia acabado de tentar, sem sucesso, entrar no país europeu, foi barrado em Amsterdã e estava sendo devolvido ao Brasil. 

No desembarque, os agentes da PF se depararam com o homem que tentava convencê-los, apesar do forte sotaque estrangeiro, de que era brasileiro e de que não sabia o motivo de sua prisão. 

O homem preso pela PF dizia se chamar Victor Müller Ferreira. Autoridades holandesas, brasileiras e russas, no entanto, dizem que seu verdadeiro nome é Sergey Vladimirovich Cherkasov. Ele nega ser o espião apontado pelos holandeses. O governo russo se manteve em silêncio. 

Os três comandantes militares já demitiram o ministrinho da defesa? - Fausto Macedo e Pepita Ortega (Estadão)

 Forças Armadas condenam excesso em manifestações e ‘restrições de direitos’


Fausto Macedo e Pepita Ortega 

O Estado de S. Paulo, 11 de novembro de 2022


Em nota conjunta, comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica declaram 'compromisso irrestrito e inabalável' com 'a democracia e com a harmonia política e social'


Os comandantes Almir Garnier Santos, Marco Antônio Freire Gomes e Carlos de Almeida Baptista Junior. FOTOS: MD, MARCOS CORRÊA/PR E FAB

Os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica redigiram uma nota pública conjunta na qual defendem a garantia de manifestações pacíficas e condenam “restrições a direitos por parte de agentes públicos” e “excessos cometidos” em atos pelo País – “que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública”.

Direcionado “às instituições e ao povo brasileiro”, o comunicado do Alto-Comando será divulgado nesta sexta-feira, 11. O texto é subscrito pelo almirante de esquadra Almir Garnier Santos, comandante da Marinha, pelo general Marco Antônio Freire Gomes, comandante do Exército, e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da Aeronáutica.

Na nota de 31 linhas, em meio às manifestaçõesde apoiadores do presidente Jair Bolsonaro pelo País e em frente a quartéis-generais do Exército, a cúpula militar ressalta os “valores e tradições” das Forças, “sempre presentes e moderadoras”, para assegurar “compromisso irrestrito e inabalável” com “a democracia e com a harmonia política e social”.

É a primeira vez que os comandantes se manifestam após os resultados das eleições e seus desdobramentos. O comunicado é divulgado na mesma semana em que o Ministério da Defesa enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatório que não aponta fraude nas eleições – em que o petista Luiz Inácio Lula da Silva venceu Bolsonaro na disputa presidencial –, mas pede investigação técnica urgente nas urnas eletrônicas.

O texto dos comandos não cita nomes e nenhum episódio específico. Mas afirma que o papel das Forças Armadas é essencialmente assegurar o que a Constituição prevê, incluindo liberdade de pensamento, de reunião e o direito de ir e vir. Eles ressaltam que a Constituição estabelece “deveres e direitos”.

LEGISLATIVO. Destacam também “a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo”. “Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade”, diz o texto.

Doze dias após o segundo turno da eleição presidencial, atos convocados por apoiadores de Bolsonaro persistem na porta de quartéis do Exército. Concentrações são mantidas, por exemplo, nas sedes de comandos militares em São Paulo e no Rio. Entre os pedidos dos manifestantes está uma intervenção federal.

Nesta quinta-feira, 10, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ter realizado o último desbloqueio de rodovias no País, em Vilhena (RO). No total, 1.087 pontos de protestos foram liberados.

“São condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade”, afirma a cúpula das Forças Armadas.

Os comandantes dizem ainda que controvérsias da sociedade devem ser solucionadas com  “instrumentos legais do estado democrático de direito”.

‘TOLERÂNCIA’. Os chefes das Forças Armadas reafirmam prezar pela “legalidade, legitimidade e estabilidade”. “A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo”, dizem.

Recentes notas conjuntas dos comandantes militares haviam contado com a assinatura do ministro da Defesa. Desta vez, o atual titular da pasta, general Paulo Sérgio Nogueira, não assina o documento.

A ÍNTEGRA DA NOTA:

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS
Comandante da Marinha

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES
Comandante do Exército

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR
Comandante da Aeronáutica

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Coletânea Enap sobre políticas públicas, palestras de convidados estrangeiros: livro disponível

Uma excelente iniciativa da ENAP. Acesse a íntegra da Coletênea em português ou inglês.

https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/7211/17/enap_collection.pdf

Coletânea Enap facilita acesso aos conteúdos que demonstram as dinâmicas da inovação apresentadas em eventos na Escola entre 2019 e 2022.

Com essa publicação, a Enap pretende ser o ponto de partida para qualquer pessoa saber mais sobre os desafios do mundo e do setor público e facilitar a exploração e aprofundamento desses temas.

Confira:

yuval Harari 1  Palestra: Governo e IA / Government and AI                   

jared diamond 2 Palestra: Reviravolta: momentos cruciais de nações em crise / Turnaround: pivotal moments of nations in crisis

 jimmy wales   Palestra: Plataformas colaborativas para provocar mudanças / Collaborative platforms to bring about change

glen weyl   Palestra: Tranformar o presente para um amanhã justo, descentralizado e cooperativo / Tranforming the present for a fair, decentralized and cooperative tomorrow

steven pinker   Palestra: Racionalidade: como inspirar a reflexão ponderada? / Rationality: how to inspire a balanced reflection

deirdrePalestra: Como a inovação humana funciona / How human innovation works

carlota   Palestra: Economia em transformação: sustentabilidade, desenvolvimento e tecnologias / Economy in transformation: sustainability, development and technologies

tim    Palestra: Como construir sistemas dinâmicos e usar mais dados digitais / How to build dynnamic systems and use more digital data

audrey   Palestra: Futuros radicais: dados e coalizões de dados / Radical futures: data and data coalitions

paula  Palestra: Economia em transformação: sustentabilidade, desenvolvimento e tecnologias / Economy in transformation: sustainability, development and technologies

bruno maçaes  Palestra: Da covid à emergência climática: nosso contexto de crises e incertezas / From covid to climate emergency: our context of crises and uncertainties

dan ariely    Bate-papo com Dan Ariely /Chitchatting with Dan Ariely

 vitalik Palestra: Liberdade para transformar financiamento de bens públicos / Freedom to transform funding of public goods

 

Acesse a íntegra da Coletênea em português ou inglês.

https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/7211/17/enap_collection.pdf

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Derrota vergonhosa da Rússia na Ucrânia- BBC

 Mister Putin must one worried

Rússia recua e decide retirar tropas de Kherson, cidade-chave na Ucrânia

  • Paul Kirby e Frank Gardner
  • Da BBC News
Ministro da Defesa russo Shoigu visita centro de comando na Ucrânia - 08 de novembro de 2022

CRÉDITO, MINISTÉRIO DA DEFESA DA RÚSSIA

Legenda da foto, 

O General Surovikin (E) disse que a retirada, ordenada pelo ministro da Defesa (D) foi uma decisão difícil

As Forças Armadas da Rússia receberam ordens para se retirarem da cidade ucraniana de Kherson, a única capital regional que Moscou capturou desde o início da invasão em fevereiro.

O comandante da Rússia na Ucrânia, general Sergei Surovikin, disse que não é mais possível continuar abastecendo a cidade com suprimentos.

A retirada significa que as forças russas sairão inteiramente da margem ocidental do rio Dnipro.

A decisão representa um golpe significativo para a Rússia, que enfrenta uma contra-ofensiva ucraniana.

Ucrânia 1 vs Rússia 0: abandono de Kherson (FT)

War in Ukraine

Financial Times, November 9, 2022

Russia orders retreat from Kherson 
Withdrawal would cap successful Ukrainian counteroffensive that began in August 
Russian defence minister Sergei Shoigu has ordered troops to withdraw from the city of Kherson in southern Ukraine, in another major setback for President Vladimir Putin’s nine-month invasion of the country. In footage shown on state television on Wednesday, Shoigu accepted a proposal from Sergei Surovikin, commander of Russia’s forces in Ukraine, to retreat from the town to the left bank of the Dnipro river. Surovikin said the withdrawal would happen “at the earliest possible juncture” and that Russia’s troops would set up defensive positions in the remaining parts of the Kherson region that they control east of the city. 
The decision to pull back marks a decisive moment in a Ukrainian counteroffensive started on August 29, with Kyiv’s forces pushing back Russian artillery with superior manpower and supplies of western-supplied advanced weaponry. Oleksiy Arestovych, an adviser in Ukrainian president Volodymyr Zelenskyy’s administration, said the Russian army was “being knocked out of Kherson”. “Dear Kherson residents. We are returning. You are returning. Welcome back home,” he added, warning however that “fighting on the right bank will continue for some time”. 
However Mykhailo Podolyak, another Kyiv adviser, urged caution, telling the Financial Times that “it’s too early to talk about the surrender of Kherson today”. “The statement of the Russian command can mean both the adoption of a political decision, and it can be a trap — turning out to be blurring our eyes before being drawn into urban battles,” he added. If confirmed on the battlefield, the retreat would be one of the biggest blows yet to Putin’s attempt to subjugate Ukraine. The largely agricultural region is strategically important to Russia because it connects the Ukrainian peninsula of Crimea, which Moscow annexed in 2014, to the mainland. It also controls most of Crimea’s water supplies through a canal. 
In the early days of his full-scale invasion in February, the Russian president failed to seize the capital, Kyiv. In September Ukrainian troops forced Russia to abandon several military strongholds near Kharkiv in the east, a breakthrough that has cost Moscow significant losses of men and material. Putin subsequently declared a mobilisation of Russia’s reserves to boost the 1,100km frontline and threatened to use nuclear weapons. 
But Russia does not have full control of the four Ukrainian regions, including Kherson, which the Russian leader annexed in a pompous ceremony in the Kremlin in September. Surovikin on Wednesday told Shoigu the decision to retreat was “difficult” but justified it by saying Russia would “preserve the lives of our troops and the combat readiness of our units”. He claimed Russia was forced to retreat in the face of a supposed threat from Ukraine flooding the area by releasing water from nearby reservoirs or firing on a huge hydroelectric dam at Nova Kakhovka, which remains under Russian control. 
Ukraine has accused Russia of plotting to blow up the dam and blame Kyiv for the ensuing damage. Surovikin claimed retreating from Kherson would also allow Russia to free up forces to conduct offensives in other areas. Russian occupation officials had urged civilians to leave the area in recent weeks and moved their headquarters out of Kherson city to Skadovsk, a town deeper into Russian-controlled territory. Surovikin said 115,000 people had evacuated to the Russian occupied territory on the left bank of the Dnipro river. Shortly before the announcement of the retreat, the Russian occupation administration said Kirill Stremousov, a former anti-vaccine activist appointed the region’s deputy governor, had died in a car crash, without giving further details. 
Commenting on the withdrawal from a town Moscow had gained early in the war, Ben Wallace, UK defence secretary, cautioned that the west and Ukraine should not “underestimate the Russian army”. “It’s a perfectly logical military decision to pull back behind the Dnipro river,” he said. “But fundamentally Russia has now lost the only objective they achieved. Basically it’s Russia 0 and Ukraine 1 so far.” 

With additional reporting by John-Paul Rathbone in London

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