segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Trabalhos recentes, publicados, de Paulo Roberto de Almeida, 2025-2026

 Trabalhos recentes de Paulo Roberto de Almeida, 2025-2026

 

Compilação seletiva em 26/01/2026

Textos curtos, geralmente 4 páginas cada um.

 

 

1618. “Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial”. Comentando o primeiro aniversário do segundo mandato de um dos destruidores da ordem global. Revista Será? (ano xv, n. 693, 23/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-a-opcao-pelo-caos-um-ano-de-destruicao-da-ordem-mundial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (23/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-opcao-pelo.html). Relação de Originais n. 5195.

 

1617. O Brasil e a morte do multilateralismo, tal como o conhecíamos”, revista Será? (ano xiv, n. 692, 16/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-e-a-morte-do-multilateralismo-tal-como-o-conheciamos/); reproduzido no blog Diplomatizzando(16/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/a-morte-do-multilateralismo-como-o.html ). Relação de Originais n. 5183.

 

1616. “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, Revista Será? (ano xiv, n. 691, 09/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica-da-desordem-de-trump/); reproduzido no blog Diplomatizzando(9/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica.html). Relação de Originais n. 5175.

 

1615. “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/); reproduzido no blog Diplomatizzando (2//01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e.html ). Relação de Originais n. 5155

 

1612. “O Brasil em 2025, expectativas para 2026, no país e no mundo”, Brasília, 22 dezembro 2025, 4 p. Síntese das principais ocorrências em 2025 e agenda aberta para 2026. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 689, 26/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026-no-pais-e-no-mundo/). Relação de Originais n. 5153.

 

1611. “O mundo marcha para a direita? Retornamos cem anos no passado?” Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 688, 19/12/2025; link: https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=5c6dea8af9&e=1647837395). Relação de Originais n. 5138.

 

1608. “A estratégia de Trump para o “quintal” do Hemisfério Ocidental”, Publicado na revista Será? Ano xiv, n. 687, Recife, 12 de dezembro de 2025; link:https://revistasera.info/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do-hemisferio-ocidental/); divulgado no blog Diplomatizzando (link:https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do.html). Relação de Originais n. 5133.

 

1607. “O mundo em três tempos: 1925, 1945, 2025”, revista Será? (ano xiv, n. 686, Recife, 5 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=c311615905&e=1647837395); divulgado no blog Diplomatizzando(link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-2025.html). Relação de Originais n. 5128.

 

1600. “Trump, ou a diplomacia pelo método confuso”, revista digital Será? (ano xiv, n. 682, 31/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/trump-ou-a-diplomacia-pelo-metodo-confuso/); divulgado no blog Diplomatizzando (31/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/trump-ou-diplomacia-pelo-metodo-confuso.html). Relação de Originais n 5098.

 

1601. “Rupturas nas relações internacionais no contexto do triunvirato imperial”, Revista Será? (ano XIV, n. 683, 7/11/2025, link: https://revistasera.info/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no-contexto-do-triunvirato-imperial/; divulgado no blog Diplomatizzando (9/11/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no.html). Relação de Originais n. 5104.

 

1599. “Opções da diplomacia brasileira num mundo em desordem”, artigo publicado na revista digital Será?(ano xiv, n. 681, 24/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num-mundo-em-desordem/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num.html). Relação de Originais n. 5097.

 

1573. Permanências imperiais e nova ordem global no teste da história”, Publicada na Revista IHGDF nova série (Rev. Instituto Histórico Geográfico do Distrito Federal ISSN 2325-6653, Brasília, v. 14, n. 1, 2025, p. 135-160; ISSN: 2325-6653; link: https://revistaihgdf.com.br/index.php/ojs/article/view/9/17); disponível: https://www.academia.edu/124519295/4676_Permanencias_imperiais_e_nova_ordem_global_no_teste_da_historia_2024_); anunciado no blog Diplomatizzandohttps://diplomatizzando.blogspot.com/2024/10/permanencias-imperiais-e-nova-ordem.html). Relação de Originais n. 4676.

 

1571. “Na origem da atual ordem mundial: a desordem brutal criada por dois ditadores”, Publicado no boletim informativo O Tuiuti (órgão de divulgação da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio Grande do Sul (AHIMTB/RS) e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS), n. 472, janeiro 2025, p. 17-18; link: http://www.ahimtb.org.br/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/01/na-origem-da-atual-ordem-mundial.html); Republicado no blog Diplomatizzando (5/02/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/02/paulo-r-almeida-na-origem-da-atual.html). Relação de Originais n. 4839.

 

1569. “As relações internacionais do Brasil numa era de fragmentação geopolítica”, Interação com o Ateliê das Humanidades (https://ateliedehumanidades.com/o-atelie-de-humanidades/), com a participação de André Magnelli, Lucas Fayal Soneghet e Paulo Martins, em 22/01. Disponível em 27/01/2025 no YouTube (https://youtu.be/wze6Rw3rPyE) e no (Spotify: https://open.spotify.com/episode/553PSG4fE9txXGjI1pHin4?si=15775e7121dd4bc6); disponível no blog Diplomatizzando (27/01/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/01/as-relacoes-internacionais-do-brasil_27.html). Relação de Originais n. 4834.

 

Russia Isn't Collapsing. It's Worse - Jason Jay Smart (The Kyiv Independent)

Russia Isn't Collapsing. It's Worse.
Jason Jay Smart, Jan 26, 2026
https://www.youtube.com/live/FFORJT5x0Nk

Russia’s war has shifted from a military campaign with a clear end state into a financial countdown driven by money, interest rates, and internal cohesion. As borrowing costs remain dangerously high and inflation continues to bite, the state loses its ability to absorb shocks or hide systemic failures. A persistent 16% policy rate tightens credit and makes refinancing prohibitively expensive while pushing immense stress into payrolls, small firms, and regional budgets. Because defense and security spending remain protected, everything else faces immediate cuts, including repairs, wages, infrastructure, and basic services. This brutal tradeoff accelerates decay and transforms financial pressure into volatile political pressure.

Inside the Kremlin, shrinking cash reserves turn former allies into dangerous rivals. Security elites now compete for control of dwindling resources, and this internal infighting becomes increasingly difficult to conceal. This economic fragility provides the context for expanding sabotage and intimidation operations abroad as the regime widens risk to buy time. The frontline grind delivers compounding costs without a victory to reset elite loyalty. As capacity shrinks in 2026, the regime shifts from strategy to damage control, and the clock becomes visible to everyone.

CHAPTERS:
00:00 - Intro: Putin’s Three-Day War Becomes a Four-Year Trap
01:05 - Russia’s Economic Rot: The Kremlin’s Ticking Clock
03:52 - Russia’s Banking Crisis: High Interest Rates & Toxic Loans
04:31 - Putin’s Military Budget: Can Russia Finance the War?
08:00 - Abandoned by Allies: Why Iran & Syria Can't Help Putin
09:14 - China’s Exit Strategy: Beijing is Not a Lifeboat

10:37 - The Kremlin's Fatal Error: Putin’s Strategic Dead End 

domingo, 25 de janeiro de 2026

Madame IA examina minhas considerações sobre o apoio a DJT vindo da caipirolândia - Paulo Roberto de Almeida

Como em outras provocações minhas, Airton Dirceu Lemmertz coloca minhas considerações sobre a idiotice apoiando o grande idiota ao escrutínuo de Madame IA. Vamos ler o que ela escreve:  

Nos EUA, o nacionalismo ignorante dos 'caipiras do interior' e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – Trump –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez. Esta é a razão principal para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana?


A análise que você propõe alinha-se a diversas teorias sociológicas e políticas contemporâneas sobre o fenômeno do populismo de direita e a polarização nos EUA. Para responder se essa é a "razão principal", é preciso decompor os fatores que sustentam a resiliência do trumpismo, mesmo após o início de um novo ciclo político em 2025/2026.
Aqui estão os pontos centrais que explicam a continuidade dessa adesão:
1. A Reação ao "Abismo de Escolaridade":
O fenômeno que você descreve como o desprezo pelos "brilhantes acadêmicos" é documentado por cientistas políticos como a fratura educacional. Eleitores sem diploma universitário sentem-se frequentemente ridicularizados ou "sobrados" por uma elite tecnocrata que dita normas culturais e econômicas. O apoio a Trump funciona, para muitos, como um ato de rebeldia identitária contra essa percepção de superioridade intelectual.
2. O Declínio Econômico do "Rust Belt":
A frustração dos "novos pobres urbanos" e moradores do interior decorre da desindustrialização. Enquanto a Costa Leste e a Califórnia prosperaram com tecnologia e finanças, o coração dos EUA sofreu com a automação e a terceirização. As políticas trumpistas de protecionismo e tarifas — que continuam em debate e implementação em 2026 — são vistas por essa base não como "más escolhas", mas como a única tentativa de proteger o trabalho doméstico frente à globalização.
3. A Crise de Representatividade:
A ascensão de figuras consideradas "medíocres" pela elite é, na visão de seus seguidores, uma virtude: a de alguém que fala a língua do povo e não a "língua de madeira" de Washington. Isso gerou um ciclo onde a competência técnica é confundida com "traição aos valores americanos", fortalecendo o isolacionismo e o nacionalismo.
4. Impacto na Política Externa:
A "arrogância desvairada" mencionada reflete-se na política de "America First". Em 2026, a pressão por reduzir o financiamento de alianças internacionais (como a OTAN) e o foco em disputas bilaterais agressivas (especialmente com a China) permanecem como pilares que agradam a essa base, que vê o investimento externo como um desperdício de recursos que deveriam ser usados internamente.
* Conclusão:
Embora a "estupidez" ou "ignorância" sejam termos subjetivos usados por críticos, o motor principal dessa adesão é o ressentimento. O trumpismo não é apenas um movimento político, mas uma reação cultural de uma parcela da população que se sente invisível e economicamente ameaçada. Enquanto essa ferida social entre o interior e as costas litorâneas não for tratada, as políticas de corte nacionalista e isolacionista continuarão a ter amplo respaldo popular, independentemente dos indicadores de declínio apontados pela academia.
- Fontes de referência para acompanhar o cenário em 2026:
Acompanhe análises sobre o eleitorado americano no Pew Research Center.
Verifique dados sobre tendências econômicas regionais no U.S. Bureau of Economic Analysis.

Fonte: IA Gemini (Google).

===


Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz)

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz):


Quais as principais mentiras (desinformações, 'fake news') ditas ou replicadas pela Rússia, principalmente por Putin, em relação à Ucrânia? Cite pelo menos 20 exemplos de mentiras. Em cada mentira, diga o porquê dela ser mentira (diga a informação correta correspondente). Cite-as preferencialmente em ordem cronológica de início de propagação nas mídias [da respectiva mentira].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/roman-sheremeta-explain-how-putin-lies.html#:~:text=Let%E2%80%99s%20unpack%20why%20this%20is%20false%20on%20multiple%20levels

Desde o início da invasão em larga escala em 2022 e nos anos que a antecederam, o governo de Vladimir Putin tem utilizado uma vasta rede de desinformação para justificar a agressão contra a Ucrânia.
Abaixo, estão 20 das principais mentiras propagadas pelo Kremlin, organizadas em ordem cronológica de disseminação:
"A Ucrânia não é um país real" (2021-2022): Putin afirmou que a Ucrânia é uma invenção de Lênin. Fato: A Ucrânia tem uma história milenar, raízes na Rus de Kiev e declarou independência formal em 1991 com aprovação de 90% da população.
"Genocídio em Donbas" (2021-2022): Alegação de que a Ucrânia estava exterminando falantes de russo no leste. Fato: Observadores da ONU e da OSCE nunca encontraram evidências de genocídio na região.
"Desnazificação" (Fevereiro 2022): Justificativa de que o governo ucraniano é neonazista. Fato: O presidente Volodymyr Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto; partidos de extrema-direita têm menos de 2% de apoio eleitoral na Ucrânia.
"Operação Militar Especial" (Fevereiro 2022): Termo usado para evitar a palavra "guerra". Fato: Trata-se de uma invasão em larga escala, com mobilização total e bombardeios a cidades civis, caracterizando uma guerra de agressão.
"A Rússia não ataca alvos civis" (Fevereiro 2022 - Presente): Afirmação constante do Ministério da Defesa russo. Fato: Relatórios da Human Rights Watch documentam milhares de ataques a hospitais, escolas e prédios residenciais.
"Laboratórios de armas biológicas dos EUA na Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que aves migratórias seriam usadas para espalhar patógenos. Fato: A Ucrânia possui laboratórios de saúde pública legítimos para prevenção de doenças, sem qualquer evidência de armas biológicas.
"Encenação em Bucha" (Abril 2022): Afirmação de que as imagens de corpos nas ruas eram atores ou montagem. Fato: Imagens de satélite da Maxar e investigações do The New York Times provaram que os corpos estavam lá enquanto as tropas russas ocupavam a cidade.
"Bombardeio do Teatro de Mariupol pela própria Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que o Batalhão Azov explodiu o teatro. Fato: Uma investigação da Anistia Internacional concluiu que foi um ataque aéreo russo deliberado contra civis.
"A Ucrânia planeja usar uma 'Bomba Suja'" (Outubro 2022): Alegação de que Kiev preparava um ataque radiológico. Fato: A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) inspecionou as instalações ucranianas a pedido de Kiev e não encontrou nenhum sinal de tais armas.
"Sanções ocidentais causaram a crise alimentar global" (2022): Putin culpou o Ocidente pela fome na África. Fato: A crise foi causada pelo bloqueio russo aos portos ucranianos e pelo roubo de grãos, já que as sanções não incidem sobre alimentos.
"Milhares de mercenários poloneses e da OTAN lutando" (2023): Tentativa de pintar a guerra como um conflito direto com a OTAN. Fato: Existem voluntários estrangeiros na Legião Internacional, mas não há tropas regulares da OTAN combatendo em solo ucraniano.
"Ucrânia explodiu a Barragem de Kakhovka" (Junho 2023): Alegação de sabotagem ucraniana. Fato: Provas de sismologia e engenharia indicam que a barragem, sob controle russo, foi explodida de dentro para fora por cargas russas.
"A contraofensiva ucraniana falhou totalmente" (Setembro 2023): Putin afirmou que a Ucrânia não teve ganhos. Fato: Embora lenta, a Ucrânia retomou mais de 50% do território ocupado inicialmente e destruiu grande parte da Frota do Mar Negro.
"Zelensky cancelou eleições para ser ditador" (Maio 2024): Crítica ao adiamento das eleições. Fato: A Constituição da Ucrânia e a lei marcial proíbem explicitamente eleições durante uma guerra por questões de segurança e justiça eleitoral.
"Otan prometeu não se expandir nem um centímetro" (Recorrente): Alegação de que o Ocidente quebrou uma promessa. Fato: Nunca houve um tratado formal com tal promessa; o próprio Mikhail Gorbachev confirmou que o tema não foi discutido na época da unificação alemã.
"Ucrânia está vendendo armas ocidentais no mercado negro" (2023-2024): Alegação de que armas da OTAN foram para o Hamas ou cartéis. Fato: O Pentágono e a Europol afirmaram que não há evidências de desvio sistemático de armas pesadas da Ucrânia.
"Envolvimento da Ucrânia no ataque ao Crocus City Hall" (Março 2024): Tentativa de culpar Kiev pelo atentado terrorista em Moscou. Fato: O Estado Islâmico (ISIS-K) assumiu a responsabilidade e publicou vídeos do ataque; os EUA haviam alertado a Rússia sobre o plano do ISIS.
"A Rússia está protegendo a soberania da Ucrânia" (Junho 2024): Putin afirmou que a invasão visa "libertar" o povo. Fato: A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas (Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia), violando a soberania que diz proteger.
"O Ocidente forçou a Rússia a invadir" (Recorrente): Alegação de "cerco" da OTAN. Fato: A Rússia possui a maior fronteira terrestre do mundo e apenas uma pequena fração dela faz fronteira com países da OTAN; a invasão foi uma escolha soberana de Moscou.
"Rússia nunca recusou negociações" (2024-2025): Putin diz querer a paz. Fato: As condições impostas pela Rússia exigem que a Ucrânia entregue territórios que a Rússia nem sequer ocupa totalmente, o que equivale a uma rendição, não a uma negociação.

Fonte: IA Gemini (Google).

===

Antigamente, o surgimento de ditaduras ocorria normalmente com uma ruptura abrupta de regime. Atualmente, a maioria das ditaduras nasce 'aos poucos', ou seja, há uma erosão das instituições constituídas de modo paulatino (lento, mas constante). Dúvida: Os EUA do governo Trump 2.0 estariam seguindo o caminho desse segundo modo, ou seja, uma erosão lenta, mas constante, das instituições democráticas?

Em 2026, análises de institutos de direitos humanos e ciência política indicam que o segundo governo de Donald Trump apresenta características de erosão democrática gradual, consolidando o que especialistas chamam de autoritarismo do século XXI. Diferente de golpes de Estado clássicos, esse processo ocorre através da utilização das próprias ferramentas democráticas para enfraquecer o sistema por dentro.
- Os principais pontos observados no governo Trump 2.0 que corroboram essa percepção incluem:
Enfraquecimento da Burocracia Estatal: O governo implementou ações para remover proteções de funcionários de carreira, transformando milhares de cargos técnicos em posições de livre nomeação ("at-will"), o que facilita a substituição de servidores experientes por aliados políticos.
Controle e Ataque a Instituições Independentes: Relatos apontam o esvaziamento de órgãos federais através de demissões em massa e cortes de financiamento, além de ataques recorrentes ao Judiciário e à imprensa quando suas decisões ou coberturas são contrárias ao governo.
Governança por Decretos: Trump tem feito uso extensivo de ordens executivas para contornar o escrutínio legislativo, reestruturando agências e alterando marcos regulatórios sem passar pelo Congresso.
Retirada do Cenário Internacional: Em janeiro de 2026, os EUA já haviam se retirado de mais de 60 organizações internacionais, incluindo a OMS e agências da ONU, sinalizando um isolamento que enfraquece normas globais de direitos humanos e governança democrática.
Militarização e Direitos Civis: Houve denúncias sobre o desdobramento de unidades militarizadas em centros urbanos e a erosão de direitos fundamentais, especialmente contra imigrantes e opositores políticos, o que gera um clima de medo e vigilância.
* Embora em 2026 as eleições ainda sejam consideradas livres e as instituições mantenham certa capacidade de resistência, centros de pesquisa como a Universidade de Gotemburgo alertam que, se o ritmo de desmonte de direitos e normas persistir, os Estados Unidos correm o risco de deixar de ser classificados como uma democracia liberal plena.

Fonte: IA Gemini (Google).

- Os links dos materiais que embasaram a resposta [acima] da IA:

https://tcf.org/content/report/centurys-new-democracy-meter-shows-america-took-an-authoritarian-turn-in-2025/

https://globalaffairs.org/commentary/analysis/trump-20-enters-2026-full-force

https://www.correiodamanhacanada.com/um-ano-apos-regresso-de-trump-a-casa-branca-ha-erosao-de-direitos-e-escalada-autoritaria-amnistia-internacional/

https://www.facebook.com/TheHinduBusinessLine/posts/five-takeaways-from-davos-2026-as-trump-dominates-the-agenda/1372071948292852/

https://theafrican.co.za/tvbox/2026-01-20-trump-20-a-year-of-chaos-and-institutional-sabotage/

https://www.youtube.com/watch?v=fTIg8w8Fns0

https://www.youtube.com/watch?v=w22HVD8asbU

https://www.youtube.com/watch?v=ohZ7tztqVVY

https://www.youtube.com/watch?v=RSPmjhNM3Uk&t=49

===

Emergência da Ásia Pacífico na Economia Global - Paulo Roberto de Almeida

O próximo projeto, que vai me ocupar por uma cinco ou seis semanas:


Emergência da Ásia Pacífico na Economia Global

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Esquema de livro didático: 300 mil caracteres com espaços, 160 páginas, 5 a 7 capítulos.

Editora Contexto, na coleção “História na Universidade”

 

Sumário:

1. A Ásia Pacífico no contexto global: desenvolvimento histórico em perspectiva comparada

Origens e diferenciação das nações da Ásia Pacífico desde a era “Vasco da Gama”

2. Intrusão dos imperialismos ocidentais e resposta das nações asiáticas

A modernização política e o capitalismo tardio: o Japão dá a partida (Revolução Meiji)

3. Turbulências na primeira metade e novos equilíbrios na segunda metade do século XX

A recuperação do pós-guerra e a arrancada do Japão, sob a Pax Americana

4. Os tigres asiáticos: Taiwan e Coreia do Sul seguem o modelo japonês, com adaptações

​Desenvolvimentismo com inovação: autoritarismo industrializador e comércio exterior

5. A experiência se amplia: Hong Kong e Cingapura adotam o modelo liberal planejado

​Especializações produtivas e início da integração com a China pós-maoísta

6. Integração econômica, liberalização comercial e inserção nas cadeias de valor

​Da Asean política da 1ª Guerra Fria à cooperação ampliada da APEC, TPP e RCEP

7. O papel da educação na emergência da Ásia Pacífico na economia global

​Alta qualidade do capital humano: uma diferença fundamental com a América Latina

Sugestões de leitura 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5197, 23 janeiro 2026, 1 p.

Schacht: o mago das finanças alemãs dos anos 20 e 30

 Como Hitler financiou um enorme exército e uma guerra quando poucos anos antes a Alemanha estava tão pobre?

Hitler tinha um mago da contabilidade criativa chamado Hjalmar Schacht tomando conta da economia da Alemanha.


Schacht usou um truque que já havia sido usado em escala menor pela República de Weimar, e começou uma companhia falsa chamada Metallurgische Forschungsgesellschaft, m.b.H., também conhecida como MEFO, com um milhão de Reichsmarks como capital. De forma simplificada, o plano era assim:


Empreiteiros militares eram pagos em notas promissórias emitidas por uma empresa laranja. Estes empreiteiros então levavam as notas promissórias a um banco privado alemão que então alegremente transformava elas em dinheiro, porque eles sabiam que poderiam enviar a conta da Mefo para o Reichsbank que por sua vez as transformariam em dinheiro usando seu poder de emitir dinheiro (Hjalmar Schacht, Mefo Bills and the Restoration of the German Economy 1933-1939).


Nota de cinquenta milhões de marcos

Como esta era uma maneira extra-legal de emprestar dinheiro, as notas da Mefo nunca apareceram em relatórios oficiais do Reichsbank, e a escala em que a Alemanha estava se rearmando não foi conhecida até que ela estava toda ela armada e pronta para guerra.


Existem muitos outros aspectos no esquema e no porquê ele funcionou tão bem, uma leitura do link acima é recomendada para entender mais.


Existe alguma especulação de que Hitler estava com pressa para começar a Segunda Guerra por motivos econômicos, um monte destas contas Mefo estavam para vencer (elas eram descontáveis em cinco anos) e a Alemanha não tinha fundos para cobrir elas. A forma de conseguir o dinheiro era invadir e saquear outros países. Schacht teve um desentendimento com Hitler sobre quanto dinheiro de origem duvidosa estava sendo gasto no rearmamento, e foi demitido da direção do Reichsbank em janeiro de 1939.


Uma explicação dada pelo ChatGPT, para quem ainda não conseguiu entender tudo:


A estratégia de Hjalmar Schacht é considerada uma das manobras financeiras mais criativas — e perigosas — do século XX.


1. Quem era Hjalmar Schacht e qual era o problema?


Schacht era o presidente do Reichsbank (o banco central da Alemanha) e depois ministro da economia de Hitler.

O problema que ele precisava resolver era simples de descrever e quase impossível de fazer:


Como rearmar e industrializar a Alemanha — gastando bilhões — sem ter dinheiro e sem deixar ninguém perceber o rombo?


A Alemanha, após o Tratado de Versalhes, estava quebrada, endividada, sem poder se rearmar e sob forte vigilância internacional.


Schacht decidiu criar um plano sofisticado que permitiria ao governo gastar gigantescas quantias em sigilo, sem que a inflação explodisse.


2. O truque das MEFO bills (o “cheque pré-datado gigante”)


Este é o coração da operação.


Como funcionava?


Imagine que o governo quer comprar:


tanques

aviões

munição

fábricas novas

Mas não quer que pareça estar gastando muito, nem quer imprimir dinheiro, nem pode pegar empréstimos internacionais.


Então Schacht criou uma empresa de fachada chamada MEFO (Metallurgische Forschungsgesellschaft).


Essa empresa não existia de verdade. Era só um nome.


A MEFO passou a emitir papéis chamados MEFO bills — títulos de dívida.


Pense nesses papéis como cheques pré-datados que o governo garante pagar no futuro.


Funcionava assim:


O governo encomendava armas.

A fábrica entregava as armas.

Ao invés de receber dinheiro, a fábrica recebia um MEFO bill — um “cheque” que dizia:

“A Alemanha pagará você daqui a 5 anos com juros.”

As fábricas aceitavam porque:

que o governo ia pagar

podiam trocar os MEFO bills por dinheiro no banco se realmente precisassem

Assim, o governo ficou devendo bilhões sem que isso aparecesse no orçamento oficial.


3. Por que isso não gerou inflação imediatamente?


Porque o dinheiro não era pago na hora.


Quando um governo imprime dinheiro e gasta imediatamente, ele aumenta a quantidade de dinheiro circulando — isso gera inflação.


Schacht fez o contrário:


As compras eram feitas agora

O pagamento seria só daqui a anos

Pouco dinheiro novo entrava em circulação

A produção industrial aumentava e absorvia recursos

O truque é que a maior parte do gasto era “criada” no papel, não em dinheiro.


4. O papel dos bancos


Os bancos eram autorizados a trocar MEFO bills por dinheiro do Reichsbank.

Isso funcionava como uma espécie de “desconto de duplicatas”.


Isso permitia que:


as fábricas não quebrassem

o governo mantivesse o rearmamento no ritmo máximo

a dívida ficasse escondida dentro do sistema bancário

5. Resumo da genialidade — e loucura — do sistema


Schacht criou uma forma de dívida secreta, fora do orçamento oficial, garantida pelo governo alemão.


Na prática:


a Alemanha pôde rearmar-se em tempo recorde

gastou gigantescas quantias sem dinheiro real

enganou outros países sobre seu verdadeiro nível de gastos

atrasou a inflação e a crise até que já estivesse pronta para a guerra

Foi uma espécie de:


“Crie dívidas invisíveis agora, lute a guerra, conquiste territórios, pague usando o saque da guerra.”


Esse era o plano implícito.


6. Por que o esquema explodiria?


Simples:


Quando os MEFO bills vencessem, o governo teria que pagar tudo.

Mas não existia dinheiro para isso.


Schacht sabia que a única saída seria:


ganhar a guerra, ou

cair em hiperinflação

Ele esperava ganhar a guerra.


Hitler, por sua vez, achava que a guerra resolveria a conta conquistando recursos.


7. Em linguagem ainda mais simples


Pense assim:


A Alemanha estava quebrada.

Schacht precisava gastar bilhões em armas.

Ele criou uma empresa falsa.

Essa empresa “falsa” criou cheques para pagar as fábricas.

As fábricas trabalharam como loucas.

O governo não pagou quase nada na hora.

A dívida ficou escondida por anos.

Quando chegasse o momento de pagar, a ideia era estar no meio da guerra — e ganhar a guerra para pagar com pilhagem.

8. O resultado final


O plano funcionou por cerca de cinco anos.

Criou a maior aceleração industrial da história alemã.


Mas também criou uma “bomba-relógio financeira” de centenas de bilhões em valores atuais.

Schacht rompeu com Hitler quando viu que o país estava caminhando para o abismo econômico.


Hitler respondeu tirando Schacht do poder e colocando Hermann Göring para cuidar da economia — o que levou a um colapso direto do sistema.

Outra Grande Depressão? O império que aprendeu a não cair - Johnny Jara Jaramillo Revista Será?

Outra Grande Depressão? O império que aprendeu a não cair
Por Johnny Jara Jaramillo
Revista Será?, jan 23, 2026
https://revistasera.info/2026/01/outra-grande-depressao-o-imperio-que-aprendeu-a-nao-cair/

Cada época acredita viver uma crise inédita. E, no entanto, a história insiste em retornar — não como cópia, mas como eco. A pergunta que reaparece hoje — nos Estados Unidos e, por extensão, no mundo — não é se estamos diante de outra Grande Depressão, mas algo mais inquietante: o que acontece quando um sistema aprende a sobreviver até mesmo à própria ruína?

A comparação com os anos 1930 não é arbitrária. Naquele momento, como agora, o capitalismo atravessava uma fase de concentração extrema de riqueza, uma fé quase teológica no mercado e uma desconexão alarmante entre a economia real e a vida da maioria. Wall Street prosperava enquanto o chão social se desfazia. Hoje, os índices bursáteis batem recordes enquanto milhões vivem endividados, precarizados, sem acesso real à moradia, à saúde ou a qualquer horizonte de futuro. O “sucesso econômico” volta a ser uma narrativa contada de cima.

Calvin Coolidge, um dos presidentes mais discretos — e talvez mais sinceros — do século XX norte-americano, disse sem pudor: “The business of America is business”. Não era metáfora; era confissão. Essa frase, pronunciada pouco antes do colapso de 1929, continua funcionando como chave moral do império. A política como extensão dos interesses corporativos; a democracia como cenário; a vida humana como dano colateral.

A Grande Depressão, porém, produziu uma ruptura. O colapso foi tão brutal que obrigou o sistema a se reformar para não ser destruído. O New Deal não nasceu da compaixão, mas do medo: medo da revolução, da desobediência, do colapso total. O Estado interveio não por convicção ética, mas para salvar o capitalismo de si mesmo.

Hoje, essa possibilidade parece mais distante. Não porque as injustiças sejam menores, mas porque o sistema desenvolveu mecanismos sofisticados para administrar a crise sem colapsar. Dívida infinita, emissão monetária permanente, financeirização extrema, guerras contínuas e um poderoso aparato de controle narrativo permitem adiar o estouro. O sofrimento não desaparece: ele se fragmenta, se normaliza, é exportado para o Sul global ou convertido em culpa individual.

Ao contrário dos anos 1930, vivemos numa era de vigilância digital, manipulação algorítmica e polarização dirigida. A raiva social já não se organiza facilmente contra o poder econômico; ela se dispersa em guerras culturais, identitárias, ou na fabricação constante de inimigos externos. O conflito é encenado para que jamais aponte para o centro.

Há ainda uma diferença decisiva: o contexto global. A Grande Depressão foi, em grande medida, uma crise do mundo ocidental. A atual é planetária — atravessada pela crise climática, pelo esgotamento dos recursos, por deslocamentos humanos massivos e por uma ordem multipolar que já não obedece docilmente a Washington. O império segue poderoso, mas deixou de ser indiscutível. E isso o torna mais agressivo.

Talvez, portanto, não estejamos diante de uma nova Grande Depressão no sentido clássico. O que vivemos se assemelha mais a uma depressão lenta, prolongada, administrada. Uma crise sem clímax, em que a exceção vira norma e a precariedade, paisagem. Um mundo cansado — não exatamente em colapso.

A pergunta decisiva não é econômica, mas política e moral: ainda existe um limite que o sistema tema atravessar?
Ou entramos numa fase em que o poder acredita poder sobreviver até mesmo ao desastre?

Aí reside a diferença mais inquietante em relação aos anos 1930. E também o desafio do nosso tempo: pensar, nomear e resistir num mundo em que a queda já não é necessária para que tudo continue igual. 

Postagem em destaque

Previsões imprevisíveis para Lula 3 ao inicio de 2023 - Paulo Roberto de Almeida

 Minha mensagem a Lula 3, recém eleito em outubro de 2022, mas ainda antes da tentativa golpista, traiçoeira, criminosa, dos bolsonaristas e...