O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Postagens em todos os meus blogs: Paulo Roberto de Almeida

Estatísticas de Postagens nos blogs de Paulo Roberto de Almeida

Número de postagens nos blogs mantidos por Paulo Roberto de Almeida: 

Blog Diplomatizzando (iniciado em junho de 2006): 19.302
·  ►  2018 (1130)
·  ►  2017 (939)
·  ►  2016 (1204)
·  ►  2015 (1479)
·  ►  2014 (3129)
·  ►  2013 (3299)
·  ►  2012 (2220)
·  ►  2011 (2417)
·  ►  2010 (2336)
·  ►  2009 (648)
·  ►  2008 (162)
·  ►  2007 (146)
·  ►  2006 (193)

Blog antecessor: Diplomatizando (de abril a junho de 2006)
490 postagens no total 

Blogs setoriais

Paulo Roberto de Almeida (2005-2006+ 2010) = 186
Cousas Diplomáticas (2006) = 330

Blogs especializados: 
Textos PRA (2006 a 2014) = 617
Vivendo com os Livros (2006 a 2013) = 51
Book Reviews = 251
DiplomataZ = 48
A Página do Livro = 3
Eleições Presidenciais 2006 = 88
Eleições Presidenciais 2010 = 640
Eleições Presidenciais 2018 = 109
New Brics in the Block = 2
Shanghai Express = 576
Quilombo da Razão = 4
PRA Academia = 72
Promenades Avec Mon Maître = 4
  
TOTAL GERAL: 22.773

O papel da diplomacia nas reformas do Brasil - Paulo Roberto de Almeida

Dando continuidade a meu exercício de transparência, transcrevo abaixo um texto meu sobre o papel da diplomacia em alguns temas setoriais no contexto das reformas modernizadoras que o Brasil necessita empreender. Como em outros casos, não tinha sido ainda divulgado publicamente, pois eu pensava incluir em um trabalho mais amplo, antes de disponibilizar o texto em questão.
Paulo Roberto de Almeida
Tubarão, SC, 31/12/2018, 23h24


O papel da diplomacia na reforma do Brasil: Justiça, Trabalho, Educação


Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 11 de janeiro de 2018
[Objetivo: discorrer sobre novas tarefas diplomáticas; finalidade: reforma do Brasil]

Este texto é uma continuidade de trabalho anterior (de 10/12/2017, disponível neste link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/12/propostas-basicas-de-politica-externa.html), voltado para as grandes reformas internas do Brasil, por meio de uma comparação internacional sobre nossas disfunções mais graves, que impedem o crescimento econômico e o desenvolvimento do Brasil. Não se trata exatamente de questões de política externa, ou de uma agenda para as relações internacionais do Brasil, e sim de um trabalho cooperativo para o qual a diplomacia profissional pode ser mobilizada com vistas a auxiliar num processo de reformas setoriais no Brasil, concebido como sendo de implementação a médio e longo prazo.
Naquele trabalho o que basicamente se propôs foi que o Itamaraty passasse a colocar o Brasil numa perspectiva comparativa internacional, evidenciando nossas mais graves limitações em termos de custo do capital, de ambiente de negócios e de ganhos de produtividade. O que se sugeriu, então, foi que tomássemos como parâmetros os relatórios classificatórios e analíticos do Banco Mundial sobre ambiente de negócios (Doing Business), do World Economic Forum sobre competitividade, do Fraser Institute sobre liberdades econômicas e também os dados da OCDE sobre deficiências educacionais, que incidem sobre a produtividade do capital humano. A intenção seria fornecer um guia sobre onde, como e com qual ritmo trabalhar para superar nossas limitações setoriais, sendo que a análise internacional teria de ser intensamente confrontada aos dados internos e, sobretudo, ao ambiente regulatório nacional, para verificar e identificar uma agenda de reformas.
O Itamaraty precisaria ser mobilizado nessa nova frente de trabalho para pesquisar, pensar e propor reformas fundamentais no plano interno, com base numa análise qualitativa (mas apoiada em sólidos dados quantitativos) das informações internacionais com respeito às políticas e instituições de maior eficiência relativa em três áreas fundamentais para o bom desempenho do país: Justiça, Trabalho e Educação.
Alguns dos dados a respeito dessas questões setoriais — mas que são, ao mesmo tempo, políticas horizontais e de caráter praticamente macro, ainda que incidindo sobre cada uma dessas instituições no plano do seu funcionamento micro — já estão presentes nos relatórios e levantamentos classificatórios acima referidos, mas um trabalho de pesquisa suplementar precisa ser conduzido para isolar fatores, mecanismos e instrumentos que atuam para dar maior eficiência na condução desses setores em países que apresentam as melhores performances setoriais.
A intenção não seria fazer com que o Brasil copie modelos estrangeiros ou adote estruturas e instituições moldadas para outros contextos sociais e culturais, mas identificar nossas deficiências relativas — em alguns casos absolutas — e fazer as reformas adaptativas necessárias para aumentar o grau de eficiência no funcionamento desses importantes setores da vida pública.
Por acaso se trata de três áreas nas quais comportamentos corporativos, deformações patrimonialistas e resistência às reformas são mais entranhados, exigindo, por isso mesmo, uma demonstração cabal de como o Brasil destoa dos exemplos de maior eficiência setorial, para justificar e defender a necessidade de reformas nessas áreas. O que se pode desde já antever é que reformas nessas áreas superam um mandato governativo e que elas devem ser vistos como um processo de adaptações contínuas aos dados sempre cambiantes da realidade.
Estudos setoriais complementares precisariam igualmente ser conduzidos para outras importantes questões de interesse nacional relevante, como o sistema tributário e as instituições e medidas de segurança pública, mas cuja complexidade supera, provavelmente, a capacidade analítica do Itamaraty, que pode, no entanto, ajudar a identificar as melhores práticas em outros contextos nacionais, em cooperação com os órgãos pertinentes do Brasil, que de toda forma já possuem suas assessorias internacionais. 
Termos de referência e instruções para a condução do trabalho diplomático teriam de ser elaborados em maior grau de detalhe para os estudos setoriais aqui propostos.

Paulo Roberto de Almeida
11 de janeiro de 2018

Resoluções de Ano Novo: posso repetir? - Paulo Roberto de Almeida

Cerca de um ano atrás, em circunstâncias bastante similares – salvo que antes eu estava em Joinville, SC, agora estou em Tubarão, SC (depois de ir jantar em Laguna) – eu fazia pela enésima vez, uma de minhas postagens favoritas, ou seja, "resoluções de Ano Novo".
Na verdade, quase todo mundo faz, e pelos estudos científicos feitos a respeito – como sempre americanos, gastando inutilmente o dinheiro do contribuinte –, elas não servem para rigorosamente nada, seja porque as pessoas esquecem completamente do que fizeram como "resoluções", seja porque elas não funcionam mesmo, e ponto final.
O que não impede que milhares de pessoas, inclusive este que perturba a vossa paz na véspera de Ano Novo (aliás quase caindo em cima de nós), que digo?, milhões de pessoas em todos os cantos do mundo fazem as suas resoluções de Ano Novo (sim, eu sei, chineses, judeus e outros povos bizarros possuem seus próprios calendários, e podem fazer resoluções em outras datas).
Para não perder mais tempo com esse tipo de bobagem, vou reproduzir aqui as resoluções que eu havia feito para este ano de 2018, e não sei se funcionou, pois aparentemente acabei discutindo com um fundamentalista ou dois, o que me motivou a sair do Facebook, para evitar de encontrar esse povo (mas eles nos encontram, podem ter certeza).
Aqui, vai, portanto, a minha postagem de um ano atrás, e podem apostar que eu estava falando de "globalismo", como o unicórnio dos novos tempos...
Paulo Roberto de Almeida
Tubarão, XC, 31 de dezembro de 2018, 23h16

Resolução de Ano Novo: sempre acreditando no improvável

Paulo Roberto de Almeida
  
Nunca discutir com fundamentalistas,
Não porque seja cansativo, mas porque é inútil.

Cada vez que você pede provas, eles veem com opiniões.
Basta você pedir fatos, eles citam livros, autores.
Você exige evidências, eles repetem conceitos vazios.
Você demonstra que não existe o que eles proclamam, eles retrucam: “não é porque não existe agora, que não existam projetos de fazer um...”
Você pede nomes, aí vem o tal de “eles”; substitua pelos “ricaços”, pelos comunistas, pelo George Soros, as multinacionais, os poderosos, e por aí vai.

Não contentes de serem desinformados, mas convencidos, eles ainda o acusam de cego, ingênuo, contaminado, etc.
É inútil porque a confusão mental é tamanha, que você perde tempo tentando entender o que os néscios queriam dizer, e depois eles não entendem o que você disse.

Por isso fico com o que diz o meu amigo João Luiz Mauad:

 “Se eu disser que Papai Noel, unicórnios ou sereias não existem, não adianta você me pedir provas, porque é impossível provar que tais seres não existem.
O fato de que a ciência, a razão e a realidade são incapazes de demonstrar que algo não existe, não significa que podemos assumir, nem remotamente, que existem, apenas porque alguém diz isso, mesmo que esteja honestamente convencido disso.
Se alguém quiser propor a existência de algo, cabe a ele a responsabilidade de fornecer provas positivas do que afirma, assumindo o ônus da prova, porque quem postula a existência de qualquer coisa, sem ter as respectivas provas concretas, e não apenas conjecturas e "achismos", não deve esperar que o resto das pessoas acredite, apenas porque ele próprio acredita.”

A despeito de todo esse bando de true believers, bom ano a todos.


Paulo Roberto de Almeida
Joinville, 1 de janeiro de 2018

O politicamente correto nada mais é do que censura, pura e simples - Julian Adorney

O politicamente correto ataca um direito humano básico: a liberdade de pensamento e de expressão.
Blog Do Orlando Tambosi / by Orlando Tambosi / 31/12/2018

"A liberdade de expressão é o mecanismo por meio do qual a sociedade evoluiu. É em decorrência da liberdade de expressão e da capacidade de articular idéias que as pessoas conseguem apontar problemas, explicá-los, solucioná-los e tentar chegar a um consenso". Artigo de Julian Adorney, publicado pelo Instituto Mises Brasil:


O ser humano é um animal dotado da capacidade de raciocinar, imitar e imaginar. Mas não só. Ele é também um animal dotado da capacidade de verbalizar e comunicar suas idéias com o propósito de persuadir seus interlocutores, trocar informações com eles ou, simplesmente, expressar suas emoções.

A capacidade de se expressar de maneira complexa e argumentada constitui um traço distintivamente humano — o qual, ademais, é em grande medida responsável pelo nosso progresso civilizatório.

Mais ainda: a capacidade de se expressar livremente é o mecanismo por meio do qual o ser humano mantém a sociedade funcionando.

É em decorrência da liberdade de expressão e da capacidade de articular idéias que as pessoas conseguem apontar problemas, explicá-los, solucioná-los e tentar chegar a um consenso.

Mas há o outro lado: a transmissão de idéias também representa um foco potencial de conflitos entre os seres humanos. Um determinado conjunto de idéias — sobretudo quando estas não fazem parte de nossa identidade cultural — pode nos parecer rechaçáveis, criticáveis ou mesmo repugnantes. Ou seja, as idéias não só nos seduzem, como também podem nos molestar. E, em ocasiões, podem nos molestar sobejamente.

E isso é inevitável: por ser capaz de pensar e de se expressar, o ser humano sempre poderá soar ofensivo a terceiros.

A evolução se deu por meio do debate aberto

Durante séculos, os indivíduos chegaram ao ponto de se enfrentar mutuamente, até o extremo de se aniquilarem, por causa das idéias. As guerras religiosas foram, em última instância, guerras sobre idéias: sobre concepções heterogêneas (e contrapostas), acerca da transcendência, pelas quais muitos estavam dispostos a morrer e a matar.

A forma que socialmente descobrimos para evitar nos enfrentarmos e nos agredirmos por causa de nossas idéias díspares foi a tolerância mútua: um programa ideológico que politicamente se cristalizou naquilo que hoje chamamos de 'liberalismo' — "uma tecnologia para evitar a guerra civil", como, de maneira clarividente, definiu o filósofo Scott Alexander.

As idéias liberais nos ensinaram o segredo para podermos conviver em paz: aceitarmos tolerar mutuamente as idéias díspares e incorrermos em argumentações racionais para resolver nossas discordâncias. Foi assim que a civilização evoluiu.

A censura estimula a intolerância

Obviamente, nosso desafio sempre foi tolerar aquelas idéias ou expressões alheias que nos ofendem, e não aquelas que nos agradam e entusiasmam. Somos tolerantes quando respeitamos o dissenso, e não quando recriamos o consenso. E somos mais propensos a tolerar as idéias alheias quando os demais toleram as nossas: se um grupo de pessoas vê suas idéias sendo silenciadas e censuradas, ele perde toda a razão estratégica para tolerar as idéias alheias.

Consequentemente, quando um grupo politicamente influente consegue instituir a censura sobre aquelas idéias alheias que consideram ofensivas, essa ação bem-sucedida começa a atrair imitadores: a tendência natural é que outros indivíduos que também se sentem ofendidos por outras idéias passem a exigir a censura dessas idéias. Como consequência, o debate vai se tornando cada vez mais manietado.

Pior: quando um grupo vê suas idéias sendo censuradas, a tendência é que ele redobre a aposta em suas idéias, tornando-as ainda mais agressivas, podendo se degenerar em violência física.

Assim, qualquer sociedade que opte pela censura, ainda que branda, está continuamente colocando em xeque a resistência de seus pactos implícitos em torno da liberdade de expressão.

Em última instância, a tolerância mútua é, em certa medida, um equilíbrio potencialmente muito frágil: quando um grupo sente que suas idéias já são suficientemente toleradas pelos demais, ele pode, de um lado, se limitar a tolerar as idéias alheias; mas, de outro, pode também cair na tentação oportunista de tentar censurar marginalmente aquelas idéias ou expressões de terceiros que lhes ofendem, causando ainda mais distúrbios.

Esse tem sido o caminho escolhido pelos adeptos do politicamente correto.

O politicamente correto como ferramenta de controle

O adjetivo 'politicamente correto' é usado para descrever linguagens ou ações que devem ser evitadas por serem vistas como 'excludentes' ou 'ofensivas'.

Em tese, o politicamente correto defende a censura de idéias que marginalizam ou insultam grupos de pessoas tidos como desfavorecidos ou discriminados, especialmente grupos definidos por gênero, raça ou preferências sexuais.

No entanto, ao defender a censura de idéias consideradas "ofensivas", o politicamente correto nada mais é do que uma ferramenta criada para intimidar e restringir a liberdade de expressão. Ao proibir a livre manifestação de idéias a respeito de uma miríade de assuntos, o politicamente correto funciona como uma linha de montagem mecanizada, cujo objetivo é padronizar e homogeneizar as ideias dos indivíduos, fazendo-os pensar e agir sempre de modo uniforme.

Para o politicamente correto, um debate aberto e sem censura, além de ofensivo para as minorias, é também subversivo, inflamatório e gerador de discórdias, devendo por isso ser censurado. Mas isso atenta contra a lógica básica. O debate aberto é algo que, por definição, estimula a análise crítica e impede a uniformidade (e a hegemonia) intelectual. O debate aberto e sem censura evita a predominância do chamado "pensamento de manada", garantindo assim uma voz exatamente para os grupos mais marginalizados e excluídos — os quais, em tese, são o alvo da preocupação do politicamente correto.

Se o indivíduo não mais tiver a liberdade de falar o que pensa, ele não mais será capaz de pensar. Como bem disse o psicólogo Jordan Peterson, a liberdade de expressão é suprema e está acima do "direito" de alguém de não se sentir ofendido. Com efeito, não há o "direito de não ser ofendido" simplesmente porque isso, caso realmente fosse impingido, levaria à extinção do próprio pensamento: o ser humano, por ser capaz de pensar, sempre poderá soar ofensivo a alguém. Querer proibir a expressão do pensamento significa proibir o próprio ato de pensar.

Conclusão (e um teste)

No final, o que temos hoje é apenas uma defesa simétrica da liberdade de expressão: só é lícito aquilo que me agrada. Aquilo que me ofende deve ser proibido.

Só que defender a liberdade de expressão de minhas idéias não é mérito nenhum. Tampouco representa qualquer utilidade social. O verdadeiro mérito está em defender a liberdade de expressão daqueles que nos ofendem profundamente, e então vencê-los no debate por meio da razão. A censura prévia é simplesmente o método a que recorrem os intelectualmente incapazes.

No geral, se você é de esquerda e defende censura e punição àquilo que você considera "discurso de ódio da direita", você está apenas defendendo o privilégio da sua seita de abolir a expressão das idéias alheias. E vice-versa. A universalidade da liberdade de expressão não existe para proteger aquilo que nos agrada, mas sim para proteger da censura aquilo que nos ofende.

Caso cedamos ao encanto de censurar aquilo que nos desagrada, em vez de criarmos uma plataforma que estimule o desenvolvimento do indivíduo por meio do raciocínio lógico, do questionamento e dos diálogos estimulantes, estaremos apenas criando robôs com pensamentos padronizados e homogeneizados.

Abrir a Caixa de Pandora da censura pode acabar estimulando outros grupos a fazerem exatamente o mesmo, acabando assim com a liberdade geral de expressão e com toda a nossa capacidade de debate baseado na razão. Com efeito, estaremos atacando a nossa própria capacidade de raciocínio.

Não há mágica: o livre intercâmbio de informações e idéias é crucial para o progresso de uma sociedade livre. Por isso, toda a forma de "polícia do pensamento" deve ser abolida.

Por fim, um teste: alguns países europeus, como a Alemanha, transformaram em crime o "discurso de ódio" (hate speech) na internet. Na prática, as mídias sociais (Google, Facebook e Twitter) serão severamente multadas caso permitam que seus usuários façam "discursos de ódio" em suas plataformas.


Por uma questão de lógica, isso implica que agora é ilegal odiar Hitler e o Holocausto na internet. Também significa que o marxismo — que fomenta o ódio dos assalariados aos capitalistas, estimulando o assassinato de capitalistas — se tornou ilegal. Você apóia?

Um presidente mentiroso que quebra o seu próprio recorde de mentiras: quem seria?

Bem, pelo menos começaremos o ano com o presidente contado 0 km de mentiras. Vamos seguir para fazer como o Washington Post em relação ao super-hiper-mega mentiroso do Trump: ele consegue contar 15 mentiras POR DIA.
Nunca antes na história daquele país, o cargo de presidente tinha descido tão baixo na escala da mentira, das falcatruas, das manipulações, dos exageros, das trapaças deliberadas, um caso patológico, sem nenhuma dúvida.
Vamos criar um mentirômetro similar para o caso do Brasil...
Paulo Roberto de Almeida
Tubarão, 31/12/2018

A year of unprecedented deception: Trump averaged 15 false claims a day in 2018

The Washington Post, December 31, 2018

President Trump’s year of lies, false statements and misleading claims started with some morning tweets.
Over a couple of hours on Jan. 2, Trump made false claims about three of his favorite targets — Iranthe New York Times and Hillary Clinton. He also took credit for the “best and safest year on record” for commercial aviation, even though there had been no commercial plane crashes in the United States since 2009 and, in any case, the president has little to do with ensuring the safety of commercial aviation.
The fusillade of tweets was the start of a year of unprecedented deception during which Trump became increasingly unmoored from the truth. When 2018 began, the president had made 1,989 false and misleading claims, according to The Fact Checker’s database, which tracks every suspect statement uttered by the president. By the end of the year, Trump had accumulated more than 7,600 untruths during his presidency — averaging more than 15 erroneous claims a day during 2018, almost triple the rate from the year before.
Even as Trump’s fact-free statements proliferate, there is growing evidence that his approach is failing.
Fewer than 3 in 10 Americans believe many of his most-common false statements, according to a Fact Checker poll conducted this month. Only among a pool of strong Trump approvers — about 1 in 6 adults in the survey — did large majorities accept several, though not all, of his falsehoods as true.
Similarly, a November Quinnipiac poll found 58 percent of voters saying Trump wasn’t honest, compared with just 36 percent who said he was honest. The same poll found 50 percent saying he is “less honest” than most previous presidents, tying his own record for the highest share of registered voters saying so in Quinnipiac polling.
“When before have we seen a president so indifferent to the distinction between truth and falsehood, or so eager to blur that distinction?” presidential historian Michael R. Beschloss said of Trump in 2018.
Beschloss noted that the U.S. Constitution set very few guidelines in this regard because the expectation was that the first president would be George Washington and he would set the tone for the office. “What is it that schoolchildren are taught about George Washington? That he never told a lie,” the historian said. “That is a bedrock expectation of a president by Americans.”
President Trump speaks at a roundtable in the Roosevelt Room of the White House on Dec. 18, 2018 in Washington. (Jabin Botsford/The Washington Post)
Trump began 2018 on a similar pace as last year. Through May, he generally averaged about 200 to 250 false claims a month. But his rate suddenly exploded in June, when he topped 500 falsehoods, as he appeared to shift to campaign mode. He uttered almost 500 more in both July and August, almost 600 in September, more than 1,200 in October and almost 900 in November. In December, Trump drifted back to the mid-200s.
Trump’s midsummer acceleration came as the White House stopped having regular press briefings and the primary voice in the administration was Trump, who met repeatedly with reporters, held events, staged rallies and tweeted constantly.
Trump is among the more loquacious of recent presidents, according to Martha Kumar, professor emerita at Towson University, who has kept track of every presidential interaction with the media, dating to Ronald Reagan. Through Dec. 20, Trump held 323 short question-and-answer sessions with reporters, second only to Bill Clinton through the first 23 months, and granted 196 interviews, second to Barack Obama.
More than a quarter of Trump’s claims were made during campaign rallies. On Nov. 5, the day before the midterm elections, for instance, Trump held three rallies, yielding a total of 139 false or misleading claims. A review of every statement made by Trump at two of his earlier 2018 rallies found that he exaggerated or made up at least 70 percent of his assertions.
Almost as many false claims came during remarks at press events, and about 17 percent were the result of his itchy Twitter finger.
The president misled Americans about issues big and small. He told lies about payments that his now-convicted attorney says Trump authorized to silence women alleging affairs with him. He routinely exaggerates his accomplishments, such as claiming that he passed the biggest tax cut everpresided over the best economy in historyscored massive deals for jobs with Saudi Arabia and all but solved the North Korea nuclear crisis.
He attacks his perceived enemies with abandon, falsely accusing Clinton of colluding with the Russiansformer FBI Director James B. Comey of leaking classified information and Democrats of seeking to let undocumented immigrants swamp the U.S. borders.
The president often makes statements that are disconnected from his policies. He said his administration did not have a family separation policy on the border, when it did. Then he said the policy was required because of existing laws, when it was not.
The president also simply invents faux facts. He repeatedly said U.S. Steel is building six to eight new steel plants, but that’s not true. He said that as president, Obama gave citizenship to 2,500 Iranians during the nuclear-deal negotiations, but that’s false. Over and over, Trump claimed that the Uzbekistan-born man who in 2017 was accused of killing eight people with a pickup truck in New York brought two dozen relatives to the United States through “chain migration.” The real number is zero.
President Trump answers questions as he walks to board Marine One at the White House on Nov. 20, 2018. (Jabin Botsford/The Washington Post)
In one of his more preposterous statements of 2018, Trump labeled the Palm Beach Post as “fake news” for blaming him for traffic jams across the nation — when an article about the effect of low gas prices on driving habits never mentioned his name.
Sometimes, Trump simply attempts to create his own reality.
When leaders attending the U.N. General Assembly burst into laughter when Trump uttered a favorite false claim — that his administration had accomplished more in less than two years than “almost any administration in the history of our country” — the president was visibly startled and remarked that he “didn’t expect that reaction.” But then he later falsely insisted to reporters that the boast “was meant to get some laughter.”
In an October interview with the Wall Street Journal, Trump emphatically denied he had imposed many tariffs. “I mean, other than some tariffs on steel — which is actually small, what do we have? . . . Where do we have tariffs? We don’t have tariffs anywhere,” he insisted. The newspaper responded by printing a list of $305 billion worth of tariffs on many types of U.S. imports.
Trump exaggerates when the facts are on his side.
He routinely touts a job-growth number that dates from his election, not when he took office, thus inflating it by 600,000 jobs. And although there’s no question Trump can draw supporters to his rallies by the thousands, he often claims pumped-up numbers that have no basis in fact. At a Tampa rally, he declared that “thousands of people” who could not get in were watching outside on a “tremendous movie screen.” Neither a crowd of that size nor the movie screen existed.
The president even includes references to The Fact Checker in his dubious remarks.
On Oct. 18, in Missoula, Mont., Trump falsely said that no one challenges his description of the Democrats as the party of crime. “Democrats have become the party of crime. It’s true. Who would believe you could say that and nobody even challenges it. Nobody’s ever challenged it,” he said.
But then he had an unusual moment of doubt. “Maybe they have. Who knows? I have to always say that, because then they’ll say they did actually challenge it, and they’ll put like — then they’ll say he gets a Pinocchio.”

Meg Kelly and Salvador Rizzo contributed to this report.