(Suprema ironia que este post se inscreva na série sob o número 1313; juro que foi pelo mais puro acaso...)
Pequena reflexão sobre o poder
(à maneira de um hai-kai)
Certo, certo, tem aquela coisa do Lord Acton:
"O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente"
Isso é conhecido, é velho como a Babilônia (Estado, quero dizer).
Mas tem também um fator presente em todas as situações:
O poder inebria, ensandece e dissolve o raciocínio correto.
Pessoas que passam a dispor de poder, de qualquer poder, mesmo o mais ridículo
(que é sempre o poder de mandar em outras pessoas)
se embriagam (súbita ou gradualmente, não importa) com essa nova capacidade.
Elas passam a achar que dispõem realmente de poder.
Outras pessoas passam a abrir portas na frente delas.
Outras carregam as malas, e trazem os papéis. Que satisfação!
Elas até acreditam, que dominando assim a vida de outras pessoas,
passam a dominar inclusive as mentes dessas pessoas, fazendo-as pensar como elas.
Acredito que seja ilusão, embora alguns se submetam voluntariamente a isso.
Na verdade, muitos, ou maioria se submete a isso, pois aqueles que detem momentaneamente o poder
Podem transformar suas vidas, para o bem e para o mal.
Apenas os rebeldes naturais ou independentes de espírito escapam a essa fatalidade.
Ao seu risco e perigo, como diriam alguns...
Paulo Roberto de Almeida (7.02.2010)
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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2 comentários:
Ilmº Dr. Paulo Roberto de Almeida,
O poder, talvez, não seja algo ruim ou que sempre possa corromper. Um bisturí nas mãos de um cirurgião salva vidas, mas em mãos erradas pode matar.
O que observamos na História, é que aqueles que obtiveram o poder, mas eram regidos por bom caráter e um ideal de fazer um mundo ou o seu estado melhor, foram grandes líderes.
No entanto, nos dias correntes, mais notoriamente em países de um certo continente que tem atração pelo atraso, nota-se que o poder é um instrumento ou uma espécie de garantia para aqueles que não têm a palavra idoneidade nos seus dicionários.
É como o dito popular:
"Urso que nunca comeu mel, quando come se lambuza"!!!
Boa Semana a Todos,
Daniel Gomes Moscoso.
De fato, Daniel, o poder de curar, de aliviar a dor, de libertar de uma situacao opressiva, inclusive de liberar mentalmente certos ingenuos ou desavisados, apenas pelo poder do convencimento racional, sao armas poderosas para quem sabe usa-las correntamente.
As ideias sao provavelmente mais fortes do que a força bruta, embora nem sempre vençam todos os embates.
Em última instância, elas triunfarão.
Paulo Roberto de Almeida
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